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terça-feira, 22 de março de 2022

18 monumentos e estátuas em Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) Toda cidade brasileira tem seus monumentos e estátuas. São personalidades que fizeram parte da história local ou fatos históricos que se tornaram monumentos, imortalizando uma parte da história de cada cidade e de um estado. Selecionamos imagens 18 de monumentos e estátuas em Minas Gerais. São milhares espalhados pelos 853 municípios mineiros. Não dá para colocar todos, por isso selecionamos apenas 18.
01 – Estátua de Nossa Senhora das Graças
          Em Bom Repouso, no Sul de Minas, está uma das mais imponentes e impressionantes estátuas em Minas Gerais, local de peregrinação e fé já tradicional no Estado. Construída em argamassa no ano de 2001, no topo de uma serra, a 1410 metros de altitude, a estátua dedicada à Nossa Senhora das Graças tem 17 metros de altura e mais 3 metros de base. No total são 20 metros de altura. (na fotografia acima de Jussan Lima, dá para perceber a imponência da estátua, em relação ao santuário)
02 – Menino Maluquinho
          Caratinga é a terra do escritor e cartunista Ziraldo Alves Moreira Pinto. Seu mais famoso personagem é o Menino Maluquinho. O autor da obra e seu personagem principal, o Menino Maluquinho, foram homenageados pela cidade em 2003, com uma estátua, na entrada da cidade do Vale do Rio Doce. A obra foi criada pelo artista plástico João Rosendo Alvim Soares, de Manhumirim MG. (fotografia acima de Elvira Nascimento)
          O monumento, de 10 metros de altura a partir de sua base de concreto, tem seu corpo feito em resina de fibra e revestido em massa sintética enrijecida, além de ter sido pintado com tinta automotiva e verniz vitrificado.
03 – Obelisco da Praça Sete
          Conhecido como Pirulito da Praça Sete, está instalado bem no centro de Belo Horizonte. Foi doada em 1922 pelos moradores da vizinha cidade de Capela Nova do Betim, hoje, Betim, aos belo-horizontinos, por ocasião das comemorações do centenário da Independência do Brasil. (fotografia acima de Thelmo Lins)
          Projetado pelo arquiteto Antônio Rego, simboliza a espada de Dom Pedro I. A construção do obelisco ficou a cargo do proprietário de uma pedreira em Betim, o engenheiro Antônio Gonçalves Gravatá. Foi de sua pedreira, que foram extraídas as pedras de granito para construção da base e do obelisco de 7 metros de altura,
04 - O Cristo de Elói Mendes 
          Uma grandiosa obra do escultor cearense Genésio Gomes de Moura, o Cristo de Elói Mendes, no Sul de Minas, possui 31,5 metros de altura, sustado por um pedestal de 8 metros e envergadura de 29 metros. É uma das maiores esculturas de “cristos” no Brasil. Ao todo são 41,5 metros de altura. (Foto acima de Carias Frascoli em 2012)
          Instalado em 2011, no alto de um morro, às margens da BR-491, o Cristo pode ser visto de braços abertos, em toda sua magnitude, de várias parte da cidade e rodovia, dando a impressão de estar abraçando a cidade. Do alto, a vista da cidade e região é espetacular.
05 – Juquinha da Serra do Cipó
          José Patrício, o popular Juquinha, foi um personagem folclórico e muito querido da Serra do Cipó, em Santana do Riacho MG, Região Central. Com flores que coletava na serra e um sorriso no rosto, cativava todos. Era considerado o guardião da Serra do Cipó. (fotografia acima de Raul Moura/@raulzito_moura)
          Seu carisma, simplicidade e sua enigmática história de vida, o tornou tão popular a ponto de ser imortalizado em uma estátua de 3 metros de altura, esculpida em argila, pela artista plástica Virgínia Ferreira.
          Inaugurada em 1987, 3 anos após a morte de Juquinha, a estátua está sobre um platô que permite uma ampla vista da Serra do Cipó. Era o local que o popular ermitão gostava de ficar, para colher flores.
          Em pouco tempo, a estátua se transformou num ponto turístico e de intensa visitação, se tornando um dos símbolos de Santana do Riacho MG. Ao longo dos anos, várias outras estátuas do Juquinha foram colocadas em vários pontos de Santana do Riacho e na Vila Serra Cipó, distrito da cidade.
06 – Dominguinhos da pedra, o Homem de Itambé
          Por incrível que possa parecer, tem que opte por morar em viver como troglodita, ou seja, uma pessoa que vive ou habita em cavernas, mesmo em plena era moderna. Foi o caso de domingos Albino Ferreira, o popular Dominguinhos da Pedra. Natural de Dom Joaquim MG, Dominguinhos viveu isolado em uma caverna por 42 anos, na Serra do Cipó, em Itambé do Mato Dentro MG, Região Central. (na foto acima do Vinicius Barnabé/@viniciusbarnabe, a estátua de Dominguinhos da Pedra)          
          Roupas surradas, descalços, magro, cabelo, barbas longas era visto sempre acompanhado de um velho violão, Dominguinhos se transformou em uma lenda. Foi considerado o último eremita a viver em caverna no mundo. Era conhecido como o Homem de Itambé. Inclusive, foi tema de documentários, filmes e reportagens de revistas, jornais nacionais e TV´s, até de outros, países como a BBC de Londres.
          A cidade de Itambé do Mato Dentro o homenageou com uma estátua em tamanho natural feita pela escultora Rosilândia Patrícia, instalada no local próximo à caverna em que Dominguinhos da Pedra vivia.
07 – Praça Minas Gerais
           A Praça Minas Gerais, localizada em Mariana MG, Região Central, forma um conjunto de monumentos dos mais importantes para Minas Gerais. Formada no início do século XVIII, a Praça Minas Gerais é constituída pelas Igrejas de São Francisco de Assis e Igreja de Nossa Senhora do Carmo, pelo prédio da antiga câmara e cadeia pública, tendo ao centro, o Pelourinho. (na fotografia acima de Nacip Gômez)
          E um dos mais importantes monumentos históricos formados durante o Ciclo do Ouro em Minas Gerais. Era o centro da administração econômica da primeira capital de Minas Gerais, além de ser ponto estratégico de fiscalização da Coroa Portuguesa.
          Além disso, faz parte da rota do ouro e um dos mais importantes pontos turísticos da cidade e um os símbolos de Minas Gerais.
08 – Portal Grande Sertão
          Idealizado pelo artista plástico Léo Santana, o Portal Grande Sertão Veredas é uma homenagem de Cordisburgo MG, cidade a 110 km de Belo Horizonte ao escritor João Guimarães Rosa, natural da cidade. (fotografia acima de Arnaldo Silva/@arnaldosilva_oficial)
          O portal, instalado em 2010, simboliza a travessia de Guimarães Rosa, conduzindo uma boiada, juntamente com outros vaqueiros, entre Três Marias MG até a Fazenda São Francisco, em Araçaí MG, cidade vizinha a Cordisburgo MG. Foi a partir dessa travessia que Guimarães Rosa se inspirou para escrever Grande Sertão -Veredas, um dos maiores clássicos da literatura brasileira do século XX.
          Formado por 8 peças em bronze, em tamanho natural e um pórtico de ferro, o portal está instalado na Praça Miguelim. Retrata a comitiva que fez a travessia com Guimarães Rosa. O escritor está em pé, próximo a um cachorro, que faz parte da história do livro Grande Sertão - Veredas, além de 6 vaqueiros montados em cavalos.
09 – Estátua de Tiradentes em Ouro Preto
          Altiva e imponente, bem no coração da antiga Vila Rica, a estátua de Tiradentes é um dos mais antigos e principais monumentos de Minas Gerais. Construída pelo artista plástico italiano, Virgílio Cestari, no final do século XIX, o monumento é sustentado por uma base feita de granito, vindo do Rio de Janeiro. Já a estátua do Tiradentes foi feita em bronze, importado da Argentina. (fotografia acima de Ane Souz)
          Instalado no dia 21 de abril de 1984, a estátua de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi instalada no local onde o Mártir da Inconfidência, teve sua cabeça exposta num poste, quando de sua decapitação no Rio de Janeiro.
          Está de frente para o Museu da Inconfidência e de costas para antigo Palácio dos Governadores (hoje Museu da Mineralogia), onde as autoridades da época despachavam e eram os responsáveis pela repressão e condenação dos acusados de crimes contra a Coroa Portuguesa. Tiradentes foi um desses acusados, bem como todos os Inconfidentes. Por isso posição da estátua, de costas para o antigo Palácio dos Governadores.
10 – Nave do ET de Varginha
          Varginha entrou para o cenário mundial a partir de 20 de janeiro de 1996, com o suposto pouso de OVNI na cidade. A partir dessa época, a cidade incorporou a suposta aparição de Extraterrestres, criando monumentos que relembra o fato. Pela cidade, imagens de Et´s r naves espaciais são vistas na cidade.
          Um dos monumentos mais famosos, alusivos ao episódio de 1996, é a Nave do ET, construída em 2001. Trata-se de uma torre tendo no topo um reservatório de água em forma de disco. Literalmente, é uma caixa d´água. 
          Aos pés do monumento, uma charmosa estátua de um ET em verde, segurando o mapa de Minas, em vermelho, completa o monumento. (as três fotos acima são de autoria de Carias Frascoli)
11 - Monumento a Lamartine Babo
          Lamartine Babo, um dos maiores compositores da MPB, nasceu e morreu no Rio de Janeiro, mas tornou uma cidade mineira conhecida em todo o Brasil. É Boa Esperança, no Sul de Minas, cidade visitada pelo escritor em 1937. (fotografia acima de Carias Frascoli)
          Lamartine Babo se apaixonou pela cidade, gostou tanto que compôs um samba-canção que se tornou um clássico: “Serra da Boa Esperança”, interpretada até os dias de hoje, por vários artistas brasileiros.
          Em homenagem ao compositor e a sua famosa composição, alusiva à principal serra da cidade, um monumento foi instalado na Praça Marechal Floriano Peixoto, no centro de Boa Esperança.
          O monumento, sustentado por uma base de concreto, foi feito em fiberglass. A obra é formada por um violão com cordas e o busto em bronze de Lamartine Babo, no centro.
12 - Monumento a Ari Barroso
          Natural de Ubá MG, Zona da Mata, Ary Barroso, radialista, arranjador e compositor de clássicos da MPB, como Aquarela do Brasil, recebeu homenagens e reconhecimento de sua cidade natal, em forma de uma estátua. Com o nome de “Ary Barroso ao Piano”, a belíssima escultura em bronze do artista plástico Wellington Fernandes, retrata Ary Barroso sentado em uma cadeira, tocando piano. (fotografia acima de Jair Barreiros)
13 - Presépio Mão de Deus
          Instalado em Grão Mogol, no Norte de Minas, em 2011, é uma obra fascinante e única. É o maior presépio a céu aberto do mundo. Com o nome de Mão de Deus, o presépio atrai a cada dia, um grande número de visitantes à Grão Mogol, principalmente em épocas festivas, como o Natal e dia de Santos Reis. (fotografia acima de Anderson Sá)
          A história bíblica do nascimento de Jesus é simbolizada em estátuas e cenas de tamanho natural, pesando cada uma, em média 700 quilos. O presépio ocupa uma área de 3,6 mil metros quadrados. A área é toda ornamentada e decorada com pedras e materiais naturais da própria região.
          Os personagens bíblicos que retratam a Sagrada Família, José, Maria e Jesus, o boi, o carneiro, o burrinho e o galo, foram esculpidos pelo escultor Antônio Silva Reis, de Contagem MG, usando cimento e ferragens. Já os três reis magos e a estátua de São Francisco de Assis, santo que criou o primeiro presépio, no mundo, em 1223, foram esculpidos plástico Edson Novais, de Ouro Preto MG.
14 – A Casa do Elefante
          Na entrada da cidade de Cordisburgo, a 110 km de Belo Horizonte, na Região Central, uma imponente obra, de 8,5 metros de altura e 12 metros de largura, em ferro, tijolo e cimento, chama a atenção. Construída para ser literalmente uma casa, é atualmente um ponto de visitação turística. (fotografia acima de Anderson Sá)
            A enorme escultura chama a atenção por ser a réplica da deusa hindu Lakshmin, que na crença indiana, é uma elefanta. A deusa indiana representada por uma elefanta, simboliza a vitória e o sucesso.
          O autor da obra é escultor Stamar, que fez a “casa” com recursos próprios. A obra retrata com fidelidade a elefanta Lakshim, bem como todos os seus ornamentos. As unhas são pintadas em brnaco, os cílios foram feitos com arame, os olhos de acrílico, os dentes de ferro, gesso, fibra e papelão. A tromba jorra água que rega um pequeno jardim com flores de lótus, planta que para os hindus e budistas, significa a pureza espiritual
          Mesmo retratando uma elefanta, com ornamentos femininos, é popularmente chamada de Casa do Elefante, no masculino. Com o tempo, virou atração na cidade e um dos atrativos para os visitantes, já que Cordisburgo é a terra natal do escritor Guimarães Rosa. É na cidade que encontra-se a Gruta de Maquiné, uma das mais impressionantes cavernas mineiras.
15 –  Monumento à Mãe Mineira
          No Parque Municipal Renê Gianetti, em Belo Horizonte, encontra-se uma das mais belas esculturas mineiras. O monumento simboliza e homenageia todas as Mães de Minas Gerais. Com o nome Mãe Mineira, a estátua foi esculpida pelo escultor italiano Lélio Coluccini e instalada no Parque Municipal em 1958. (fotografia acima de Arnaldo Silva/@arnaldosilva_oficial)
16 – Os monumentos de Ouro Fino
          Famosa por ter sido a fonte de inspiração para a música O Menino da Porteira, do compositor Teddy Vieira, Ouro Fino, no Sul de Minas, incorporou em sua história este clássico da música sertaneja. (monumento ao Menino da Porteira com fotografia de Anderson Sá)
          Na cidade encontra-se 3 monumentos que simbolizam a canção: O Menino da Porteira com 20 metros de altura, o Berrante de Ouro (na foto acima de Douglas Coltri) e o Boi sem Coração (na foto abaixo de Anderson Sá).
          Os três monumentos foram feitos pelo artista plástico Genésio Gomes de Moura, natural de Fortaleza/CE. O artista tem grandiosas obras em várias cidades brasileiras, como a estátua do Buda em Ibiraçu/ES de 38 metros de altura, a Estátua de Pelé em Três Corações MG, a estátua do Cristo Redentor, em Elói Mendes MG, uma das maiores estátua do mundo, com mais de 40 metros de altura, dentre outras tantas espalhadas por cidades brasileiras.
17 – Monumento à Terra Mineira
         Instalado entre a Praça da Estação e Praça Rui Barbosa em Belo Horizonte, bem em frente ao Museu de Artes e Ofícios, o Monumento à Terra Mineira é um dos mais expressivos de Minas Gerais. Inaugurada em 15 de julho de 1930, a obra em granito, foi esculpida pelo escultor italiano Giulio Starece com figuras que representam importantes fatos da história mineira. (fotografia acima de Arnaldo Silva/@arnaldosilva_oficial)
          Ao prestar atenção nos detalhes da obra, no enorme bloco de granito, percebe-se a representação de figuras em relevo dos bandeirantes Bruza Spinosa e Fernão Dias Paes Leme, os martírios de Tiradentes e Felipe dos Santos e outros fatos importantes de nossa história. No topo do bloco, a estátua em bronze de um homem despido, empunhando uma bandeira, representa o deu greco-romano, Apolo, o deus da justiça e tolerância.
          A estátua simboliza o heroísmo do povo mineiro. Aos pés da estátua de Apolo, uma placa em latim diz: “Montani Semper Liberti” - A montanha sempre está livre.
18 – Monumentos à saga do Sete Orelhas
          Januário Garcia Leal era um pacato fazendeiro natural de Jacuí, no Sul de Minas. Nascido em 1761, pai de família, Capitão de Ordenanças, rico e trabalhador, teve sua vida mudada após o brutal assassinato de seu irmão, João Garcia Leal em 1802, na vizinha cidade de São Bento Abade. (fotografia acima de Duva Brunelli)
          O motivo foi disputa de terra com seu vizinho, Francisco Silva, pai de 7 filhos. João Garcia Leal foi capturado pelos 7 filhos do fazendeiro, amarrado a uma figueira, espancando e esfolado vivo.
          O fato foi assistido de longe por Januário Garcia Leal. Recorreu ao judiciário da época para punir os algozes de seu irmão, mas percebeu de imediato que não teria sucesso, devido a lentidão e distância de onde vivia para a comarca mais próxima, São João Del Rei MG. Resolveu então fazer justiça com as próprias mãos, aplicado a “Lei de Talião”, olho por olho, dente por dente.
          Junto com seu irmão mais novo, o Alferes Salvador Garcia Leal e seu primo, Capitão Mateus Luís Garcia, partiu à caça dos 7 irmãos pelo sertão mineiro. E pegou um por um.
          Cada um dos irmãos que era executado, tinha as orelhas cortadas, salgadas e amarradas em um cordão. Januário Garcia Leal pendurava a corda com as orelhas no pescoço, como se fosse um colar. Por isso, passou a ser conhecido como Sete Orelhas, o Vingador Mineiro.
          Era respeitado pelo povo e temido pela oligarquia e o governo português, que temia estar surgindo um novo herói popular em Minas Gerais, que desafiasse a Coroa Portuguesa.
          Para pôr fim a saga do Vingador Mineiro, em 1808, o Príncipe Regente, ordenou que fosse dado um fim ao bando dos Garcias. Para tal missão, foi designado Fernando Vasconcelos Parada e Souza, o responsável pela caça a Tiradentes e os Inconfidentes. Januário Garcia Leal foi caçado, mas morreu de acidente na cidade de Lajes, em Santa Catarina, para onde fugiu da perseguição do Governo Português.
          A cidade de São Bento Abade MG conta toda a história da saga dos Garcias, retratando toda a trajetória do Vingador Mineiro, desde a figueira onde seu irmão foi esfolado e em vários monumentos pela cidade (como podem ver nas fotos acima de Duva Brunelli). 
         Logo na entrada, João Garcia Leal, aparece montado em um cavalo, com o colar de 7 orelhas no pescoço, bem como uma praça na cidade retrata o martírio de seu irmão, o Sete Orelhas e cada um dos irmãos capturados pelo Vingador Mineiro, em tamanho original.

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