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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

A Pelinha de Angu frita de Pedra Dourada

(Por Arnaldo Silva) Essa receita é tradicional em Pedra Dourada MG, Zona da Mata, feita pela Dona Ercilene Zan Fava, moradora da zona rural da cidade. É bem simples e a iguaria é uma das mais procuradas pelos moradores da região e para quem faz o Caminho da Luz, rota de peregrinação entre Tombos e Alto Caparaó. Dona Ercilene conta que aprendeu a preparar a pelinha de angu com sua mãe, desde quando era menina. 
          Não é a raspa do angu não gente, é a pele que é formada por cima do angu. Fazer é bem simples e os melhores dias para fazer a iguaria são os dias de sol forte e calor. (na foto abaixo do Brunno Estevão, a Dona Ercilene Fava, sorridente com o tabuleiro com as suas pelinhas de angu já prontas)
Você vai precisar de:
. 500 gramas de fubá
. 2 litros de água
. Sal a gosto
. Banha de porco ou se preferir, óleo vegetal para fritar
Modo de preparo
- Pegue a metade da água e dissolva o fubá.
- Num tacho ou panela bem grande, coloque a outra metade para ferver, acrescente o fubá dissolvido, o sal e mexa bem até engrossar, como pode ver na foto acima da dona Ercilene.
- Quando estiver grosso, retire do fogo e espalhe o angu em travessas ou pratos, como pode ver na foto acima da dona Ercilene e deixe esfriar bem. Irá formar uma pele por cima.
- Com as mãos, do jeito que a dona Ercilene mostra acima, retire devagar essa pele, que está por cima do angu, começando pelas pontas, como a dona Ercilene mostra abaixo.
- Pendure num varal, sobre o fogão a lenha e deixe secando de um dia para o outro, como pode ver na foto abaixo da dona Ercilene.
- Quando as peles, estiverem secas, retire-as inteiras do varal e frite-as em quente quente, até dourar um pouquinho.
- Escorra bem, como a dona Ercilene está fazendo acima e coloque as pelinhas um tabuleiro como pode ver na foto abaixo do Brunno Estevão, o tabuleiro cheio de pelinhas de angu prontinhas.
- Espere esfriar e sirva em seguida. Não demore muito a comê-las porque com o tempo, podem murchar. Fica crocante, deliciosa e é um excelente aperitivo. (todas as fotos são de autoria do Brunno Estevão)

Rosca caseira mineira

Rosca mineira bem simples, saborosa, macia e fácil de fazer.
INGREDIENTES
. 4 ovos
. 700 gramas de farinha de trigo + ou -
. 2 colheres (sopa) fermento biológico
. 1 copo (americano) de leite morno
. 1 copo (americano) de açúcar
. 1 copo (americano) de óleo morno
. 1 pitada de sal
. Coco ralado a gosto
. Açúcar caramelizado para pincelar
MODO DE PREPARO
- Coloque numa gamela os ovos, o leite, o açúcar, o sal e o fermento, misture bem os ingredientes.
- Tampe e deixe descansar por 15 minutos
- Após esse tempo, vá acrescentando a farinha de trigo aos poucos, alternando com o óleo morno e amassando.
- Sove bem até ficar uma massa lisa e desgrudando das mãos.
- Pegue um punhado de massa, faça tiras, pegue duas tiras, junte as pontas e transe.
- Coloque as roscas em uma fôrma untada com manteiga e enfarinhada lado a lado.
- Cubra a massa e deixe descansando por 1 hora.
- Após esse tempo, leve para assar em forno preaquecido a 180°C graus e deixe assando até dourar.
- Enquanto assa, faça uma calda rala de açúcar e reserve.
- Quando as roscas estiverem prontas, espalhe com um pincel a calda de açúcar sobre as roscas e pulverize o coco ralado por cima.
- Sirva com um bom café!
Rosca feita pela Luciana Albano Pimenta de Ibiá MG

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Broa aerosa de fubá

A broa fica ôca e aerosa por dentro.
Use uma medida de 250 gramas
INGREDIENTES
. 1 medida de 250 gramas de água
. 1 medida de leite
. 1 medida de fubá mimoso
. 1 medida de farinha de trigo
. Meia medida de polvilho doce. cozinhar o angu um pouco.
. Meia medida de óleo
. Meia medida de açúcar
. 1 pitada de sal
. 7 a 10 ovos
MODO DE PREPARO
- Coloque em uma panela o leite, a água, a farinha de trigo, o polvilho, o fubá e dissolva bem.
- Em seguida, ligue o fogo e mexa.
- Enquanto mexe, vá colocando o sal, o açúcar e o óleo aos poucos.
- Deixe no fogo até ficar na consistência de angu.
- Deligue e deixe esfriando.
- Já fria, vá colocando aos poucos os ovos, um a um, sovando, até ficar no ponto de enrolar mas não irá fazer os moldes com as mãos
- O segredo para a broinha ficar leve e aerosa é você colocar um pouco de fubá numa xícara e com uma colher colocar um pouco da massa.
- Amasse com a colher a parte superirar e mexa a xícara para a massa encorpar no formato da xícara. Faça isso com toda a massa.
- Coloque as broinhas numa forma untada com óleo e fubá e leve para assar em forno preaquecido a 180°C até dourar.
- Por fim, sirva com café!
Fotografias e receita fornecidas pela Luciana Albano de Ibiá MG

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

28 nomes curiosos de cidades mineiras

(Por Arnaldo Silva) Minas Gerais tem 853 municípios e alguns desses municípios tem nomes bastante curiosos e intrigantes. Desde a origem de Minas Gerais, a partir de 1654, os colonizadores preservaram os nomes de rios, montanhas, acidentes geográficos, cachoeiras e localidades de nomes indígenas, já que foram os índios os primeiros habitantes desta terra.
          Ao longo dos séculos, novas cidades foram surgindo e nomes foram dados em homenagem a seus fundadores como Vespasiano, Pedro Leopoldo, Felício dos Santos ou fatos ou personagens históricos como as cidades Tiradentes nas Vertentes de Minas, Inconfidentes e Liberdade, no Sul do Estado. (na foto acima de Elpídio Justino de Andrade, a entrada da cidade de Pai Pedro no Norte de Minas)
          Além claro, nomes de cidades em homenagens a santos católicos, paisagens naturais, suas riquezas mineiras como Diamantina, Ouro Preto, Ouro Branco e Ouro Fino ou mesmo, preservando os nomes indígenas como Guaxupé, Aiuruoca, Paracatu, Itapanhoacanga, Uberaba, Araçaí, Araçuaí, etc e africanos como Caxambu, no Sul de Minas, que significa "atabaque". (na foto acima do Rafael Siqueira, vista parcial de Caxambu)
          Alguns nomes de cidades mineiras requer tradução por ter origem no tupi-guarani, em dialetos africanos e também em termos híbridos como a mistura de palavras indígenas com africanas e portuguesas com africanas e indígenas. (na foto acima do Fabinho Augusto, paisagem rural de Sem Peixe MG)
          Outras fazem homenagens a personalidades ilustres como músicos, políticos, fazendeiros, padres, benfeitores locais ou mesmo a alguma fruta, árvore, rio ou acidente geográfico.
         
A seguir, 28 cidades mineiras com nomes curiosos e suas origens.
01 - Alpercata: 
          A cidade do Vale do Rio Doce tem esse nome devido ao gosto pelo uso do calçado alpargata, também chamado de alpercata, do fundador do arraial que deu origem à cidade, Gabriel Lopes.
02 - Baldim: 
          A cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, conhecida como a “cidade dos doces” tem esse nome desde 1917, em homenagem ao português Ubaldino, mais conhecido como “Baldino”. Como mineiro tem o hábito natural de diminuir o nome, era chamado de “Baldim” e assim, nasceu o nome da cidade.
03 - Barbacena: 
          A tradicional cidade do Campo das Vertentes tem esse nome em homenagem a cidade portuguesa de Barbacena, no Alentejo. A cidade é a terra natal de Luiz Antônio Furtado de Mendonça, o Visconde de Barbacena, então governador da Província de Minas Gerais, no final do século XVIII. O povoado que deu origem à Barbacena portuguesa começou a ser formado na Idade Média, a partir de 1273, por povos bárbaros.
          Por isso o nome da localidade, Barbacena “Bárbaris Sena”, que significa Povoação de Bárbaros, se tornando nome de cidade portuguesa onde habitavam os bárbaros e mineira, em homenagem à cidade natal do Visconde de Barbacena. A cidade mineira, conhecida como a Capital das Rosas, é uma das poucas no Brasil que tem nome medieval.
04 - Brasília de Minas: 
          Localizada no Norte de Minas, a cidade perdeu seu nome para a Capital Federal. Seu nome era Brasília desde 1901, mas teve que ceder seu nome atendendo a “pedido” de Juscelino Kubitschek, para ser o nome da futura Capital Federal, que idealizou.
          Brasília de Minas tem origem no século XIX. Em 1890 o arraial que se formara é elevado a vila com o nome Vila de Contendas. Em 1901, o nome muda para Vila de Brasília e em 1923, passa a se chamar apenas Brasília.
          O nome da cidade recebeu o acréscimo do adjunto “de Minas” para atender o presidente JK, devido a criação Distrito Federal e o desejo do então presidente de nominar a capital federal de Brasília. Para não ter duas cidades com o mesmo nome, a Brasília mineira teve seu nome alterado de Brasília para Brasília de Minas, através da lei estadual n°2764, de 30/12/1962, passando a ser oficialmente, a partir de então, Brasília de Minas.
05 - Bom Despacho: 
          Localizada no Centro-Oeste de Minas a cidade e seu nome tem origem lusitana. Seus primeiros moradores vieram da região do Minho, em Portugal. O nome da cidade é devido a devoção e fé em Nossa Senhora do Bom Despacho, devotada em Portugal desde o século XVII. Segundo o Catolicismo, é Nossa Senhora do Bom Despacho que intercede pelas almas dos falecidos.
06 - Bugre: 
          Cidade do Vale do Rio Doce, tem origem no Arraial de São Sebastião do Bugre, formado no início do século passado, se tornando distrito em 1948, com o nome de Bugre e por fim à cidade emancipada, em 1995.
          A cidade tem esse nome devido a região ser habitada por indígenas até a chegada dos portugueses. Por serem arredios a cristianização europeia e a denominação portuguesa, os indígenas receberam o nome de bugres pelos colonizadores. Bugre não é uma palavra indígena e sim, francesa “bougre”, que vem do latim “búlgarus”, que significa herético, pagão, não cristão. Era o termo que os europeus definiam povos nativos que não se identificavam com suas culturas.
07 - Cabeceira Grande:           
          Município do Noroeste de Minas, é a única cidade de Minas Gerais que faz divisa com o Distrito Federal. Está apenas 117 km de Brasília e a 665 km de Belo Horizonte. É a porta de entrada de Minas para o Distrito Federal. Tanto é que Cabeceira Grande está inserida na Região Metropolitana do Distrito Federal e entorno. Seu nome é em referência à cabeceira do rio que margeia a cidade.
08 - Catas Altas da Noruega: 
          A cidade da Região Central é muitas vezes confundida com a homônima Catas Altas. São cidades diferentes, mas com semelhanças por serem históricas e com origens no Ciclo do Ouro.
          Nos tempos da exploração de ouro, tinha na localidade duas minas. Uma com o nome Catas Altas devido às dificuldades em retirar o ouro por estar em áreas altas da mina. Por isso a mina foi chamada de Catas Altas.
          Já o nome Noruega não tem nada a ver com o país escandinavo. Isso porque o nome noruega significa “terra úmida e sombria na encosta sul de montanha que recebe pouco sol”. E como havia uma mina de ouro no local com essas características, a mina passou a se chamar Noruega. O lugar passou a ser conhecido por essa duas minas, Catas Altas e Noruega. Juntando os dois nomes das minas, passou a ser Catas Altas da Noruega.
09 - Chapada Gaúcha: 
          Cidade do Norte de Minas, surgiu na década de 1970 com assentamentos do Governo Federal a colonos do Rio Grande do Sul, devido a secas prolongadas neste estado. Os gaúchos povoaram a região, que virou distrito e por fim, cidade em 1995. Na escolha do nome, prevaleceu a a vontade da maioria, Chapada Gaúcha, devido a maioria de seus moradores serem gaúchos e descendentes, por isso nome da cidade.
10 - Durandé: 
          A cidade da Zona Mata tem seu nome ligado ao francês Durand, que chegou à região em meados do século XIX, instalando próximo ao Rio José Pedro, formando em seguida um povoado que se transformou em cidade. Traduzindo do francês para o português, durand significa “permanente, duradouro”. Como os mineiros tem o hábito de adaptar palavras às suas fonéticas próprias, passou a chamar o francês e o lugar de Durandé e não Durand. E assim ficou o nome da cidade.
11 - Espera Feliz: 
          O romântico nome da cidade do Leste de Minas, tem sua origem não tão romântica como o nome insinua. Começou no século XIX com uma caçada a animais silvestres. Uns dizem que foram engenheiros que estavam na região para pesquisas, a mando da Corte Imperial. Outros que foi um fazendeiro de Carangola que comprou terras na região para passear com amigos e família. O certo é que gostavam de caçar. Em uma de suas horas de lazer, aproveitaram para caçar nas matas da região, mais precisamente no que é hoje a cidade. Esperaram um pouco mas tiveram dias felizes na caça. Como diziam, foi uma espera feliz que valeu a pena. Dai o nome se popularizou.
12 - Fruta de Leite: 
          A cidade do Norte de Minas tem esse nome devido a abundância de uma fruta nativa do Brasil, de sabor doce e da cor do leite, conhecida por fruta de leite (Cordia taguahyensis).
13 - Ibiracatu: 
          A cidade do Norte de Minas se chamava anteriormente Gameleira. Foi o padre Joaquim Gangana que sugeriu a alteração do nome por existir outra cidade mineira na mesma região chamada Gameleiras. O padre sugeriu o nome tupi Ibiracatu que significa “árvore boa”.
14 - Inimutaba: 
          A cidade da Região Central tem tradição na indústria de tecelagem desde o século XIX. Por essa tradição, a cidade que se formou em torno das indústrias de tecelagem adotou o nome Inimutaba, que é do tupi e significa “aldeia de tecelão”.
15 - Japonvar: 
          A cidade norte mineira, conhecida como a “Capital do Pequi” não tem nome indígena, nem português e sim é fruto da junção de três palavras. A cidade surgiu no entroncamento entre Januária, São João da Ponte e Varzelândia. Assim, juntaram o Ja de Januária, o Pon de São João da Ponte e o Var de Varzelândia, ficando Japonvar.
16 - Jampruca: 
          O nome da cidade do Vale do Rio Doce tem origem na fazenda São Sebastião da Jampruca, da família Dantas, de Araçuaí MG, no Vale do Jequitinhonha. Migrando para a região em 1935, um dos membros dessa família, Jorge Francisco Agostinho, se encantou com a beleza e fertilidade das terras do lugar e decidiu fixar residência.
          Um povoado começou a se formar e logo recebeu o nome de Jampruca, em homenagem a fazenda de seus familiares. O povoado cresceu, foi elevado a distrito e a cidade em 1992 com o nome de Jampruca. Não se sabe ao certo a tradução ou significado do nome e nem se tem tradução.
17 - Juiz de Fora: 
          A Manchester Mineira, nossa Juiz de Fora, na Zona da Mata, tem esse nome devido a um juiz designado pela coroa portuguesa por não haver juiz de direito na região. O magistrado adquiriu uma sesmaria (pequena fazenda) na localidade em 1713 e nas idas e vindas, acabou ficando e formando uma fazenda produtiva.
          A sesmaria passou a ser conhecida como a Fazenda do Juiz de Fora. Nessa fazenda e proximidades foi se formando um pequeno arraial e povoado, tendo sido elevado a distrito com o nome de Santo Antônio do Paraibuna em 1850 e à Cidade do Paraibuna em 1856. Em 1865, o nome é alterado para Juiz de Fora, devido à popularidade do nome na região.
18 - Lagamar: 
          Cidade do Noroeste Mineiro, cujo nome significa “cova no fundo do mar ou de um rio”. A cidade surgiu onde era uma lagoa de água salobra, por isso nome da cidade.
19 - Mar de Espanha: o nome charmoso e interessante da cidade da Zona da Mata foi dado por um espanhol que vivia na localidade, saudoso de sue seu país, a Espanha. Num dia de cheia do Rio Paraibuna, notou uma imensidão de água que lembra-lhe o mar da Espanha e como o próprio exclamou “ Parece um mar… um mar de Espanha”, dai ficou assim o nome da cidade.
20 - Moeda: 
          A pequena cidade do Vale do Paraopeba tem esse nome devido a uma antiga fábrica de fundição, clandestina, ativa durante a dominação portuguesa. Faziam e cunhavam as moedas de forma clandestina até serem descobertos e punidos pela coroa portuguesa. O lugar onde a fábrica funcionava passou a ser conhecido por Fazenda da Moeda, depois para São Caetano, em honra ao santo, depois para São Caetano da Moeda e por fim, apenas Moeda.
21 - Oratórios: 
          A cidade da Zona da Mata tem esse nome devido ao rio Oratórios que passa no município, que por sua vez tem esse nome porque os córregos que deságuam neste rio tem nome de santo.
22 - Pai Pedro: 
          Neste município do Norte de Minas, existia um poço de águas cristalinas, na Serra Branca, onde os moradores da cidade iam para se banhar. Era um poço bastante fundo e acidentes, como afogamentos, eram comuns. Uma das vítimas que se afogou neste poço foi um vaqueiro de nome Pedro. Seu filho, passou a frequentar o local com frequência por sentir muitas saudades do pai. Quando perguntavam onde ia, respondia: “Vou visitar meu pai Pedro”. Dai surgiu o nome da cidade.
23 - Passabém:
          A cidade da Região Central Mineira faz parte da Estrada Real, tem o nome ligado à hospitalidade mineira, que recebe os visitantes muito bem e principalmente com fartura de comida. Quem visitava a cidade e amigos, sabiam que passariam bem. O povoado que deu origem à cidade ganhou a fama de "quem lá vai passa bem, por isso o nome.
          Uma outra versão diz que tropeiros e viajantes, quando se aproximavam da cidade, tinham que passar sobre um córrego. Em dias de chuvas as margens ficavam barrentas e atolar era comum, impossibilitando a passagem. Por isso perguntavam antes de ir à cidade se dava para passar bem.
24 - Pintópolis: 
          A cidade do Norte de Minas surgiu do sonho do fazendeiro Germano Pinto em povoar a região. Germano teve 11 filhos que o apoiaram em seu sonho. O fazendeiro cedeu terras de sua propriedade e mesmo sem conhecimento de engenharia, traçou as ruas e avenidas largas, projetou praças, escolas, cadeia, igreja e estabelecimentos comerciais. Doou e vendeu terrenos. Com isso mais e mais pessoas foram chegando ao povoado que foi elevado à cidade em 1995.
          O nome sugerido foi Germanópolis, em homenagem ao seu fundador mas este recusou por não ter sido apenas ele que fundou a cidade. Contou com o apoio da esposa e filhos. Pediu para que o nome homenageasse a família Pinto. Assim ficou Pintópolis: polis do grego (cidade) que seria “Cidade dos Pintos”.
25 - Ressaquinha: 
          O nome da charmosa cidade da Região Central é o diminutivo de ressaca, mas não é no sentido de embriaguez mas sim no fenômeno natural provocado pelo encontro das ondas de dois cursos d´água, provocando a ressaca. No município havia uma pequena ressaca, uma ressaquinha, no encontro de dois rios, por isso o nome, no diminutivo.
26 - Sardoá: 
          A cidade do Vale do Rio Doce tem esse nome devido o “toá” um mineral comum na região, usado antigamente nos alicerces das casas. Por ser um mineral macio, era chamado na linguagem tupi de “sardoá”, que significa “pedra mole”.
27 - Sem Peixe: 
          A cidade da Zona da Mata Mineira tem origem no nome dado por índios nômades que tentavam pescar nos rios e córregos da região mas não encontravam muito peixe. Por ser um lugar sem peixe, deram o nome de “piracuera”, que significa “aqui não tem peixes”, um “lugar sem peixe”, por isso o nome da cidade.
28 - Tocos do Moji: 
          A pequena e pacata cidade do Sul de Minas tem um nome bonito. Nesta região passa o leito do Rio Moji (no tupi= água de cobra), além de matas nativas de araucárias e outras árvores que eram cortadas e vendidas para fábricas da região. Sobravam no chão os tocos das araucárias e outras árvores. Juntando tocos e o nome do rio, foi batizada assim o nome da cidade: Tocos do Moji.

domingo, 22 de janeiro de 2023

Receita de biscoito doido

(Por Arnaldo Silva) Minha avó fazia muito desse biscoito, minha mãe aprendeu com ela e nos ensinou e assim essa receita se perpetua. É muito comum em Bom Despacho MG, quase todas as quitandeiras antigas faziam esse biscoito. Tem esse nome devido o formato que desenvolve quando assado.
          É fácil de fazer, bem rápido e usa apenas 4 ingredientes bem baratos. E é uma delícia, começa a comer e não para mais de tão gostoso que é. Vamos aprender como fazer:
Ingredientes
. 1 Copo (americano) de polvilho doce
. Meio copo de óleo
. 3 ovos grandes
. 1 pitada de sal
Modo de fazer
- Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. A massa fica mole mesmo
- Em seguida, coloque a massa em um saco de confeiteiro ou um saquinho de plástico resistente e vá espalhando a massa em uma fôrma untada com óleo.
- Leve para assar a 180°C graus e deixe assando até dourar. Assa rapidinho.
- Desligue, espere esfriar e sirva com café.

sábado, 14 de janeiro de 2023

Bolo de milho verde cremoso e macio

Do milho é preservado o bagaço, que dará a mais ao bolo
INGREDIENTES
• 10 espigas de milho bem verde grande
• 2 copos (americano) de leite integral
• 1 xícara (chá) de farinha de trigo
• 4 ovos caipira
• 1 xícara (chá) de açúcar
• 1 colher (sopa) de manteiga temperatura ambiente
• 1 colher (sopa) de fermento
MODO DE PREPARO
- Retire os grãos dos milhos com uma faca
- Coloque os grãos no liquidificador com o leite por 3 minutos
- Não coe, pedaços do bagaço do milho darão mais sabor ao bolo
- Acrescente os ovos, o açúcar, a manteiga e a farinha de trigo e bata por mais 3 minutos. (se a massa ficar muito mole, acrescente mais um pouco de farinha de trigo)
- Despeje o conteúdo batido em em uma fôrma, já untada com manteiga e enfarinhada.
- Leve para assar em forno preaquecido a 180°C graus e deixe assando mais ou menos 40 minutos ou até que comece a dourar.
- Corte e sirva. O bolo ficará bem macio e cremoso.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Biscoito mineiro de fubá canjica

Tradicional na cozinha mineira, esse biscoito é assado, fácil de fazer e delicioso.
INGREDIENTES
.1 copo (requeijão) de fubá de canjica
. 1 copo (requeijão)de polvilho doce
. 1 copo (americano) de óleo
. 6 a 8 ovos caipira
. 1 colher (sopa) de sal ou a seu gosto
MODO DE PREPARO
- Coloque em uma gamela o fubá de canjica, o polvilho doce, o óleo e o sal e misture bem. 
- Agora, acrescente um a um os ovos e mexendo com as mãos até que a massa esteja firme, mas não muito dura
- Unte as mãos com óleo e também a fôrma e faça os moldes no formato que desejar.
- Leve para assar em forno preaquecido a 180°C por cerca de 30 minutos ou até que fiquem dourados.
- Quando corar, abaixe o fogo para brando e deixe mais 15 minutos assando.
- Por fim, desligue, espere esfriar e sirva com café.
Fotografias de Luciana Albano de Ibiá MG

domingo, 8 de janeiro de 2023

Broa de fubá tradicional

Tradicional receita mineira do século XIX, feito pela Marluce Ferreira de Ipatinga MG, sem trigo e com queijo. Naquela época, não existia fornos, batedeiras e nem liquidificadores. A massa era batida na mão, o fermento era o bicarbonato e a broa assada na brasa do fogão a lenha. Hoje não, batedeira, liquidificador, talheres, fermento e fornos a gás e elétricos, o que facilita o trabalho. 
Ingredientes
. 400 gramas de fubá mimoso
. 1 copo (americano) de queijo Minas meia cura ralado
. 1 copo americano de óleo 
. 4 ovos caipira
. 1 colher de sopa de fermento em pó
. 2 copos (americano) de leite integral
. 1 1/2 copo (americano) de açúcar
. 1 pitada de sal
MODO DE FAZER
- Coloque no liquidificador todos os ingredientes, exceto o fermento e o queijo e bata bem por 5 minutos.
- Desligue, acrescente o queijo e o fermento e misture com uma colher.
- Despeje todo o conteúdo numa forma redonda ou retangular, untada com manteiga e um pouco de fubá
- Leve para assar em forno preaquecido a 180ºC por mais ou menos 45 minutos ou até que fique dourado por cima.
- Sirva acompanhado de um bom café!

sábado, 7 de janeiro de 2023

Ora-pro-nóbis: tradição da culinária mineira

(Por Arnaldo Silva) Ora-pro-nóbis (Pereiska aculeata) do latim “rogai por nós”. É um arbusto, que lembra um enorme cacto com folhas suculentas, que são comestíveis. Suas folhas enriquecem saladas, refogados, sopas, omeletes, tortas e o arroz com feijão. Também dá lindas flores brancas e rosadas. Tem espinhos e pode ser usada em cercas-vivas, se desenvolvendo bem tanto à sombra como ao sol.
          Segundo tradições populares, a planta passou a ser conhecida e difundida em Minas Gerais a partir de Sabará MG, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Enquanto o padre da cidade rezava uma oração em latim chamada de “Ora-pro-nobis” viu pessoas colhendo a folha de uma planta espinhenta no fundo do quintal paroquial. Curioso, o padre procurou saber o que faziam com esta planta. (na foto acima da Beatriz do Lino, a Ora-pro-nobis de cerca e abaixo, de Arnaldo Silva, a Ora-pro-nobis de árvore)
          Explicaram ao padre que comiam as folhas refogadas, com frango e até cruas. Experimentando, gostou e deu o nome a planta de Ora-pro-nobis, porque a conheceu justamente na hora dessa oração. É também conhecida por Lobrobô ou Lobrobó.
          Em Sabará, o Ora-pro-nobis é tradição e os pratos feitos com a planta são famosos, entre eles o Frango com Ora-pro-nobis, sorvete de Ora-pro-nobis e Costelinha com Ora-pro-nobis. Vem gente de várias regiões para experimentar esses pratos e buscar mudas da planta. Todo ano, geralmente em abril ou maio, acontece o Festival do Ora-pro-nobis na cidade. São diversos pratos feitos com a folha da planta, muitos mesmo. E todos saborosos e riquíssimos em nutrientes.
          Quase todo o quintal mineiro tem Ora-pro-nobis, principalmente nos quintais das fazendas. Comer as folhas cruas tem efeito laxante e suave. Desidratada, faz-se farinha, que ajuda a combater a desnutrição. A planta não possui nenhum princípio tóxico. (foto acima arroz com Ora-pro-nobis e abaixo, angu ao molho com Ora-pro-nóbis, alguns dos pratos com Ora-pro-nobis feitos no Jotapê - Restaurante e Alambique de Pompéu, distrito de Sabará MG)
          Pelo seu alto valor nutritivo, e pela beleza as flores, é uma das plantas preferidas presentes nos quintais, nos pomares e até nos jardins das casas mineiras.
          Do Ora-pro-nobis fazemos vários pratos deliciosos como por exemplo, estes:
Costelinha com Ora-Pro-Nobis
Ingredientes:

. 1 kg costelinha porco picada
. 2 1/2 litros água
. 1 colher (sopa) banha de porco
. 1 colher (sopa) sal
. 2 dentes de alho amassados
. 1 cebola média ralada
. 1 colher de urucum
. 1 folha louro
. Suco de meio limão
. 4 xícaras (chá) de Ora-pro-nobis picado
. Cheiro verde e pimenta a gosto
Modo de preparo:
- Lave bem as costelinhas, coloque-as em uma panela, sem tempero e cubra com água.
- Acrescente o limão e deixe no fogo até levantar fervura. Escorra e reserve.
- Lave a panela que usou, coloque a banha de porco e acrescente as costelinhas, deixando fritar por alguns minutos.
- Retire o excesso de gordura, acrescente o sal, alho, cebola, a folha de louro e o urucum.
- Deixe no fogo, mexendo, até pegar cor, pingando aos poucos água até cozinhar bem e formar um caldo suculento.
- Acerte o sal, acrescente a ora-pro-nobis e mexa, deixando no fogo por alguns minutos.
- Por fim, sirva acompanhado de angu e arroz.
(foto acima do prato feito no Restaurante & Alambique Jotapê, em Pompéu, distrito de Sabará MG)
Sorvete de Ora-pro-nobis
Ingredientes

. 1 quilo de folhas de ora-pro-nobis
. 1 1/2 xícara (chá) de de açúcar
. 1 litro de leite integral
. 80 gramas de liga neutra (produto encontrado em supermercados)
Modo de preparo
- Desidrate as folhas de ora-pro-nobis.
- O processo de desidratação é simples: coloque as folhas em uma panela de fundo grosso e leve ao fogo brando, sempre mexendo por 10 minutos, até as folhas murcharem completamente. Por fim, tampe e deixe esfriando na panela.
- Quando já estiverem frias, coloque as folhas no liquidificador, acrescente o leite, o açúcar e a liga neutra e bata por 5 minutos.
- Despeje tudo numa tigela e leve ao congelador na temperatura máxima por 1 hora.
- Após esse tempo, volte a temperatura do congelador para o normal, usado diariamente e deixe por mais 1 hora no congelador.
- Por fim, retire do congelador e sirva com cobertura de limão ou menta.
Frango Caipira com Ora-pro-nobis
Ingredientes

. 4 xícaras (chá) de Ora-pro-nobis picadinha
. 1 quilo e ½ frango caipira cortado em pedaços
. 1 colher (sopa) de banha de porco
. 1 cebola picada
. 1 tomate picado
. Sal temperos a seu gosto
Modo de preparo
- Tempero o frango a seu gosto.
- Coloque a banha de porco em uma panela, acrescente sal, o alho, doure, em seguida, todo o frango, mexa por um pouco, cubra com água, deixando no fogo por 30 minutos.
- Após esse tempo, coloque a Ora-pro-nobis, mexa, deixando no fogo por alguns minutos e por fim, acrescente a cebola e o tomate.
- Acerte o sal, deixe cozinhando por alguns minutos até ficar um caldo cremoso, desligue e sirva com arroz e angu.

Receita original do biscoito de queijo

Receita original  do biscoito de queijo, com origens no final do século XVIII e início do século XIX em Minas Gerais
INGREDIENTES
. 50 gramas de banha de porco
. 500 gramas de queijo Minas meia cura ralado grosso (é meio quilo mesmo gente. O biscoito é de queijo)
. 1 kg de polvilho doce
. 8 ovos caipira tradicional
. 250 gramas de manteiga
. 200 ml de leite integral
. 1 colher de sopa de sal
MODO DE FAZER
- Numa vasilha coloque a banha, a manteiga, o sal, o polvilho e misture com as mãos.
- Acrescente os ovos um a um e vá misturando, também com as mãos.
- Depois disso, despeje aos poucos o leite e misture.
- Coloque o queijo e misture novamente, sempre com as mãos, até que a massa fique firme e homogênea.
- Faça os moldes dos biscoitos. Pode ser em formato de anel, ferradura, meia lua ou em S.
- Unte uma forma retangular com óleo, coloque os biscoitos, leve ao forno pré-aquecido a 200ºC e deixe assando por 25 minutos ou até que comecem a ficar dourados.
Primeira fotografia de Arnaldo Silva, de Bom Despacho e segunda, de Neusa de Faria de Paracatu MG

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