quinta-feira, 21 de março de 2019

A Fazenda Pouso Alegre em Rio Preto MG

O Hotel Fazenda e Restaurante Cantinho Rural está situado na antiga "Sesmaria do Pouzo Alegre", que está entre as pioneiras porções de terras que foram concedidas no atual município de Rio Preto/MG, nos primeiros anos do século XIX. 

Em 1839, quando faleceu o sesmeiro e fundador da fazenda, José Rodrigues de Freitas, o local já era conhecido por "Paragem do Pouso Alegre", denominação que confirma a antiguidade da casa sede da fazenda, cujo andar térreo já fora construído com armação para negócio. Foi estrategicamente edificada nas margens da "Estrada Velha", que desde o final do século 18 já era percorrida pelos tropeiros que do sul de Minas se dirigiam para o Arraial do Rio Preto, e defronte um movimentado porto para as embarcações que desciam o rio Preto e faziam ali, na barra do ribeirão Santa Martha, um local de parada frequente.

Na segunda metade do século 19, a parte da antiga sesmaria do Pouso Alegre onde se situava o imponente sobrado foi comprada pelo português Joaquim Gonçalves dos Reis, que intensificou ali, juntamente com os seus filhos, o comércio no seu armazém que passou a ser denominado de "Barranca do Rio Preto", razão pela qual o apelido "Parada" fora atribuído ao Sr. Joaquim como se fosse sobrenome e, depois, também aos filhos e netos desse importante comerciante de Rio Preto no final do século 19.

Com o falecimento do Sr. Joaquim Parada, as terras da Pouso Alegre foram divididas em fazendas menores, ficando com o seu filho chamado Antônio de Carvalho Reis o antigo sobrado com armazém no primeiro andar, que deu prosseguimento ao comércio. Com o falecimento do Sr. Antônio Parada, a sua filha Maria Carvalho dos Reis (e seu marido Domingos Gonçalves dos Reis), em comum com outros herdeiros e sucessores, vendeu “um alqueire de terras na fazenda Barra de Santa Martha, com uma casa de sobrado com cômodos para família e para negócio” para o fazendeiro Antônio da Costa Vieira, em 11 de outubro de 1924.

Ainda hoje o sobrado edificado no início dos anos 1800 em terras dos imóveis Pouso Alegre e Barra de Santa Martha permanece em poder dos herdeiros de Antônio da Costa Vieira, que souberam preservar esse patrimônio histórico do município de Rio Preto. Tal como era há cerca de 200 anos, seu neto Antonio Marcio Vieira reside em companhia da família no segundo pavimento, e um movimentado comércio (bar e restaurante) funciona no andar térreo, contando ainda com chalés e área de camping no entorno, trazendo de volta muitos frequentadores para aquelas paragens.
Conhecer o Hotel Fazenda e Restaurante Cantinho Rural é, acima de tudo, resgatar a história, voltar no tempo e reviver o passado!
Texto de autoria de Rodrigo Magalhães, pesquisador e escritor, autor do livro "Descoberta da Mantiqueira - O Sertão Phohibido do Rio Preto".
O Cantinho Rural está apenas 14 km da Fazenda Santa Clara, a maior fazenda do período colonial na América Latina.  
É permitido visitar o local. 
A cidade de Rio Preto tem 6 mil habitantes e faz divisa com os municípios de Lima Duarte, Santa Rita de Jacutinga, Santa Bárbara do Monte Verde e Olaria. Fica na Zona da Mata, distante 354 km de Belo Horizonte.
Quem se interessar em conhecer  pode ligar para 32 984771500 ou 32 985254716 falar com Antônio da Costa Vieira. 

Tradição religiosa nas cidades históricas de Minas

A religiosidade em Minas vem do interior. Não somente das cidades do interior, mas do interior de nossa gente. Na fé e manifestação de sua religiosidade, o povo mineiro se reencontra e se fortalece. (foto acima, de autoria de César Reis, mostra da procissão de Semana Santa em Tiradentes MG) 
As festividades religiosas são marcos da fé do mineiro, principalmente a Semana Santa, onde nosso povo revive o sofrimento de Jesus do calvário à crucificação, morte e ressurreição da mesma forma que eram feitas há 300 anos. 
     A fé leva o povo a buscar contato direto com Deus, entender o sofrimento de Jesus por isso preservam as tradições, de séculos, acompanham todo o ritual religioso, desde as confissões, procissões, missas e penitências.
     Quem participa está lá pela fé, quem vai às cidades históricas, vê cultura e, tradição preservadas nas procissões pelas estreitas ruas das cidades coloniais mineiras, ao som de cânticos melancólicos, rezas fervorosas, intercaladas pelas badaladas dos sinos das igrejas de nossas cidades históricas. (A foto acima, de autoria de Lucas Alves, mostra o Passadiço do Glória e a Serra do Espinhaço em Diamantina MG, uma das mais tradicionais cidades de Minas)

Diamantina
Em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, distante 292 quilômetros de BH,  a Semana Santa é marcada por uma forte devoção popular e a presença da Guarda Romana dá mais brilho e emoção à festividades.
São cerca de 50 homens que se vestem como os soldados Romanos da época de Jesus e caminham pela ruas históricas da cidade nas cerimônias da encenação da Paixão, condenação e morte e ressurreição de Jesus. Caminham com passos e movimentos compassados, portando escudos e batendo as alabardas (arma romana composta por uma longa haste) produzindo um som que lembra dor e sofrimento.
A Guarda Romana é tão importante para a cidade que foi registrada como bem imaterial do patrimônio municipal. (Foto acima da Guarda Romana de Diamantina. Créditos a Coordenadoria do Patrimônio Cultura/Setur de Diamantina/Divulgação) Quem quiser mais informações obre a Guarda Romana, pode entrar em contato com a Secretaria de Turismo de Diamantina via e-mail:sectur.patrimonio@diamantina.mg.gov.br

Pitangui
Pitangui está a 125 km de Belo Horizonte, na Região Centro Oeste de Minas. Fundada em 1715, foi uma das primeiras cidades mineiras. Com mais de três séculos de história, Pitangui preserva suas tradições, principalmente religiosas. Há mais de 300 anos, acontece a "Procissão do Fogaréu" no dia de Santa Cruz, 3 de maio de cada ano. A procissão encena a saída dos soldados romanos para prenderem Jesus. Somente homens participam da procissão, seguindo a risca a tradição tri-centenária. Saem pelas ruas históricas de Pitangui, em ritmo lento cantando hinos de louvor, vestidos come túnicas brancas, cobrindo a cabeça e segurando tochas ou luminárias nas mãos. (foto acima: Reprodução/TV Integração)

Congonhas
Congonhas é uma das mais importantes cidades históricas de Minas. Fica a 88 km de Belo Horizonte.  É na cidade que está o Santuário do Bom Jesus do Matosinhos, uma das mais impressionantes obras do maior artista brasileiro de todos os tempos, Antônio Francisco Lisboa, o Mestre Aleijadinho (1730-1814). (foto acima de Wilson Fortunato) Os passos da Paixão de Cristo é a obra prima de Aleijadinho que conta com  66 figuras em cedro representando a ceia, horto, prisão, flagelação, coroação de espinhos, cruz às costas e crucificação de Jesus. 

Ouro Preto
A Semana Santa em Ouro Preto MG, cidade Patrimônio da Humanidade, distante 100 km de Belo Horizonte atrai gente de todo mundo. As ruas recebem serragens e arte, como no dia de Corpus Christi. As celebrações são da mesma forma que 300 anos atrás, inclusive com cantos em latim. 
A Semana Santa em Ouro Preto é organizada pelas Paróquias de Nossa Senhora da Conceição, no bairro Antônio Dias em ano ímpar e pela Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, em ano par.
A beleza da fé,das vestimentas usadas pelos religiosos, a decoração das janelas dos casarões coloniais, a luz das velas levadas pelo povo em cortejos pelas ruas históricas da cidade se transformam num espetáculo que dá gosto de se ver. É uma verdadeira volta ao tempo. (foto acima de Elvira Nascimento)

Mariana
Mariana a mais antiga cidade de Minas, tem mais 320 anos de história (foto acima de Fabinho Augusto). Fica apenas 20 km de Ouro Preto e a 120 km de Belo Horizonte. Desde os primórdios de sua existência, a Semana Santa é o evento religioso mais importante da cidade e com tradições seculares. Todos os anos acontece a procissão das almas, onde fiéis se cobrem com túnicas brancas, carregam velas e saem pelas ruas da cidade na madrugada da sexta-feira da Paixão. No domingo, por ser significar a Ressurreição de Cristo, as ruas são enfeitadas com lindos tapetes coloridos onde crianças vestidas de anjos passam por essas ruas. Os moradores enfeitam suas sacadas e janelas com colchas, toalhas bordadas e flores. O toque dos sinos são espetáculos à parte.  O evento religioso se concentra principalmente na Catedral da Sé e na Praça Minas Gerais. Além das procissões, tem malhação do Judas, decoração das rua com flores e serragens e shows à noite. 

São João Del Rei 
Na cidade histórica que fica a 185 km de Belo Horizonte a tradição e devoção dos fiéis atravessam séculos (foto acima de Wilson Paulo Braz). A Semana Santa é um dos marcos da fé dos moradores de São João Del Rei. Cânticos em latim, rituais seculares, cerimônia do lava-pés, encenação da crucificação e ressurreição de Jesus, missas, apresentação de corais e orquestras, acompanhadas por 25 padres, numa manifestação de fé e religiosidade oriundas das Irmandades do século 18. Além disso, decorar as ruas do Centro Histórico com tapetes de serragem e flores pelos moradores é uma tradição valioso para os fiéis que fazem questão de participar ajudando a decorar suas ruas. 

Tiradentes
Tiradentes fica a 15 km de São João Del Rei e a 190 km de Belo Horizonte.(foto acima de César Reis) O evento religioso mais importante da cidade é a Semana Santa. O ponto de partida ou chegada é a Igreja de Santo Antônio. O ritual religioso da Semana Santa é preservado desde os tempos do Brasil Colônia, há 300 anos e duram 19 dias. Missas, procissões, encenações, vigílias e todo o ritual da Semana Santa é praticado com o envolvimento de toda a cidade. No domingo de Páscoa, as janelas do preservado casario da cidade ficam decoradas com toalhas bordas e flores. A cidade fica mais linda ainda nesse dia.

Caeté, Barão de Cocais, Santa Bárbara e Catas Altas
No alto da Serra da Piedade, em Caeté, distante 51 km da Capital, acontece todos os anos uma das mais belas celebrações da Semana Santa em Minas. Por estar no topo da Serra da Piedade, o Santuário, que é a menor basílica do mundo, parece que está no céu. O visual é impressionante e emociona a todos. Nossa Senhora da Piedade é a Padroeira de Minas Gerais. Durante dos dias de celebração da Semana Santa, no Santuário tem missas e vigílias em intenção das almas, onde os fiéis rezam pelas almas dos que estão no purgatório. 
Um pouco perto de Caeté, está Barão de Cocais MG, distante 95 km de Belo Horizonte. Na cidade acontece a bênção dos fogos de artifícios, também conhecida por "Cerimônia da Luz", no sábado de Aleluia, no Santuário de São João Batista
Na vizinha Santa Bárbara (na foto acima de Thelmo Lins), a 105 km de Belo Horizonte acontece há mais de 40 a encenação dos Passos da Agonia pelo Grupo de Teatro Âncora em frente a Igreja Matriz de Santo Antônio, no Centro Histórico.É encenação da Paixão e morte de Cristo.
Em Catas Altas (na foto acima de Thelmo Lins), pertinho de Santa Bárbara e distante 120 km de Belo Horizonte, a tradição na Semana Santa é a procissão de Ramos e a comemoração da Ressurreição de Jesus Cristo. As festividades religiosas acontecem no entorno da Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Sabará 
Sabará está a 20 km a 20 km de Belo Horizonte. Nessa cidade tri-centenária, a Semana Santa é revivida como no período colonial. Um dos costumes preservados até os dias de hoje em Sabará é o de enfeitar enfeitar as imagens de Nossa Senhora das Dores com rosas, e a de Nosso Senhor dos Passos com folhas de rosmaninho, manjericão e alecrim, que dão um perfume suave nos templos dos séculos XVIII e XIX. 
Um outro ritual em Sabará, do século 18, considerado único no Brasil, é a abertura do santo sepulcro do Senhor Morto, que acontece na Igreja de São Francisco na véspera da Sexta-feira da Paixão. No caso, é numa quinta-feira, quando os fiéis saem as ruas em procissão do enterro, relembrando a crucificação de Jesus e ficando em vigília e oração. Na Sexta-feira da Paixão, antes do sol nascer por volta das 4 horas da manhã, os fiéis saem da Igreja de São Francisco em procissão, até o Morro da Cruz encenando a via-sacra e retornam em seguida. Esse ritual dura em média 3 horas.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Ouro Preto: a antiga Vila Rica

O nome Ouro Preto foi adotado em 20 de maio de 1823, quando a antiga Vila Rica foi elevada à cidade. Ouro Preto vem do ouro escuro, recoberto com uma camada de óxido de ferro, encontrado na cidade. O primeiro nome da cidade foi Vila Rica. Depois, foi Vila Rica de Albuquerque, por causa do Capitão General Antônio de Albuquerque Coelho Carvalho, então governador das capitanias de Minas e São Paulo. Foi D. João V quem mandou retirar o do nome e adotou o Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar, para homenagear a padroeira da cidade.
Ouro Preto (foto acima de Elvira Nascimento) nasceu sob o nome de Vila Rica, como resultado da épica aventura da colonização do interior brasileiro, que ocorreu no final do século XVII. Em 1698, saindo de Taubaté, São Paulo, a bandeira chefiada por Antônio Dias descortina o Itacolomi do alto da Serra do Ouro Preto, onde implanta a capela de São João. Ali, tem início o povoamento intenso do Vale do Tripui que, trinta anos depois, já possuía perto de 40 mil pessoas em mineração desordenada e sob a louca corrida pelo ouro de aluvião.

Em 1711, dá-se o conflito emboaba, luta pela conquista de terras entre paulistas, portugueses e baianos. O Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida, luta para implantar em Vila Rica a cobrança do quinto, devido à Coroa e assumir o comando do território, fazendo de Felipe dos Santos sua primeira vítima, em 1720.

Vila Rica cresce e exaure-se o ouro, mas cria uma civilização ímpar, com esplendor nas artes, nas letras e na política.

A Inconfidência Mineira é o apogeu do pensamento político e faz mártires entre padres, militares, poetas e servidores públicos, liderados por Tiradentes.
Com a Independência, recebe o nome de Ouro Preto e torna-se a capital de Minas até 1897. É instituída Patrimônio da Memória Nacional a partir de 1933 e tombada pelo IPHAN em 1938. Em 1980 é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.

O surgimento e apogeu da arte colonial em Minas Gerais - barroco mineiro - é um fenômeno inteiramente ligado à exploração do ouro, acontecido no século XVIII, que veio criar uma cultura dotada de características peculiares e uma singular visão do mundo.
A medida que se expandia a atividade mineradora, o barroco explodia na riqueza de suas formas, na pompa e no fausto de suas solenidades religiosas e festas públicas, vindo marcar, de maneira definitiva, a sociedade que se constituiu na região.
Ouro Preto - hoje Patrimônio Histórico Mundial - representa inquestionavelmente a síntese da arte colonial mineira, não apenas pela expressão de sua história mas pelas excepcionalidade do acervo cultural que preservou.
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Fonte: Secretaria de Cultura de Ouro Preto/ https://www.passeidireto.com/arquivo/46091125/concurso-professor---portugues---caderno-80
Exceto a primeira, demais fotografias de Arnaldo Silva

Sabará: a terceira cidade de Minas

Sabará (foto de Charles Tôrres/BHUmaFotoPorDia) foi a terceira cidade a ser criada em Minas Gerais e está apenas 20 km de Belo Horizonte. Sua população em 2018 era de 135.421 habitantes. Considerada da Capital da Jabuticaba no país, é uma importante cidade histórica de Minas, guardando valiosos tesouros do Barroco Mineiro com obras dos mestres Aleijadinho e Manoel da Costa Ataíde.
Sabará tem origem num arraial de bandeirantes que apareceu no fim do século XVII. O povoado cresceu e foi criada a freguesia em 1707, que foi elevada a vila e município em 1711, com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. É cidade desde 1838.
O princípio da história de Sabará está ligado à descoberta de ouro na região, então conhecida como Sabarabuçu, em finais do século XVII e à presença de Borba Gato, que ali permaneceu após a morte de Fernão Dias e que veio a ser o seu primeiro guarda-mor. Predomina, hoje, a versão de que, quando o bandeirante paulista lá chegou, já encontrou uma povoação e que o núcleo urbano por ele criado foi, na verdade, Santo Antônio do Bom Retiro da Roça Grande, que está um pouco antes da entrada de Sabará, do outro lado do Rio das Velhas. (foto acima de Arnaldo Silva, produtos de Sabará com jabuticaba e abaixo, o Teatro Municipal com foto de Thelmo Lins)
A origem do nome é bastante controvertida. O viajante inglês Richard Burton ouviu, em 1867, que ele teria sido tomado de um velho pajé que ali viveu em tempos remotos. Outro viajante, o sábio francês Saint-Hilaire, também dá uma versão pouco consistente, misturando corruptelas de termos indígenas. Segundo o historiador mineiro Diogo de Vasconcelos, o nome tem a ver com as particularidades geográficas da junção de um rio menor com um rio maior, como ocorre no sítio em que a cidade foi criada, onde o ribeirão Sabará deságua no rio das Velhas. Isso é bem mais aceitável, sabedores que somos de que os índios brasileiros das mais diversas nações sempre identificavam os acidentes geográficos compondo nomes, conforme a figuração ou ideia concreta ou abstrata que tais acidentes sugeriam.
Sabará foi elevada a categoria de vila por Antônio de Albuquerque, logo após o fim da Guerra dos Emboabas, juntamente com o Ribeirão do Carmo e Vila Rica. Como sede de comarca de uma importante região aurífera, possuía a sua odiada casa de fundição, para onde deveria ser levado todo o ouro extraído na região para ser fundido em barras e devidamente taxado. A antiga comarca de Sabará era a maior de Minas Gerais, atingindo até a região de Paracatu e o Triângulo Mineiro. (foto acima, interior e exterior da Igreja do Ó de Arnaldo Silva)
No princípio do século XIX, Sabará era dividida em cidade velha e cidade nova. A cidade velha era a região onde hoje ficam as igrejas de Nossa Senhora do Ó e Nossa Senhora da Conceição e a cidade nova era a região que abrange o centro histórico e a parte baixa, em direção ao rio.
Foi em Sabará (foto acima das ruínas da Igreja do Rosário, de Arnaldo Silva) que morreu um dos delatores da Inconfidência Mineira, o coronel do regimento de auxiliares de Paracatu, Basílio de Brito Malheiro do Lago. Morreu amaldiçoando o Brasil e os brasileiros e temendo ser emboscado em algum beco escuro, punido pelo povo de Sabará pela sua vil delação. Daqui também saiu um dos mais implacáveis devassantes da Inconfidência, o desembargador César Manitti, ouvidor da Comarca e escrivão do tribunal que condenou os inconfidentes. Sabará é a cidade histórica mineira mais próxima da capital. Uma das características marcantes do lugar é a receptividade de sua gente. Caminhando pelo centro histórico, é possível seguir por vias estreitas de paralelepípedos e se defrontar com construções do século XVIII. O município oferece atrativos para turistas que buscam resgatar um pouco da história de Minas ou apoiar a sua fé, visitando as suas igrejas. A vida noturna também é muito ativa, principalmente nas praças Melo Viana e Santa Rita. (Fonte das Informações: Wikipédia)

Igreja de Santa Rita no Serro

É o maior símbolo do Serro MG, no Alto Jequitinhonha. Localizada no alto da cidade, com fachada poligonal de inusitada composição, uma única torre central e um grande relógio, que pode ser visto por quase todos os moradores. Uma das mais antigas igrejas da localidade, construída provavelmente no início do século XVIII, em 1745 já se fazia referência a campanhas para sua ornamentação.

Internamente, tem interessantes recursos decorativos, como as falsas tribunas da nave (fazendo supor um segundo andar), paredes revestidas de bela pintura de marmorizados e motivos florais, além de talhas de boa qualidade. O acesso, para quem vai do centro da cidade, se dá por uma bela e longa escadaria de pedras, com 57 degraus largos (curiosamente conhecida por “escadinha”), que proporciona uma das paisagens coloniais mais bonitas e originais de Minas Gerais. Do alto da escadaria, à frente da igreja, uma bela vista panorâmica da cidade, com suas ruas, casarões e outras igrejas.

Ali se celebra, anualmente, a piedosa Festa de São Sebastião do Serro, o santo protetor do homem do campo. Não é amparada por medida direta de tombamento, mas está compreendida no acervo arquitetônico e paisagístico da cidade, tombado em conjunto.
Fonte do texto: Wikipédia - Fotografias de Arnaldo Silva

terça-feira, 19 de março de 2019

Conheça São Francisco do Onça

Emboabas é um distrito do município de São João del-Rei, localizado na região dos Campos das Vertentes de Minas Gerais. Sua antiga denominação era São Francisco do Onça. Os termos "Emboabas" e "Onça" são usados pela população local como sinônimos.
Trata-se de um dos lugares mais antigos de Minas Gerais, surgidos logo após a descoberta do ouro pelos bandeirantes no final do século XVII. A denominação primitiva era São Francisco do Onça. A capela, dedicada a São Francisco, foi erguida por provisão de 13 de janeiro de 1727 e benta em 8 de abril de 1728 pelo Revd. Dr. Manoel da Rosa Coutinho Cônego Trindade. A freguesia surgiu com a lei nº 1.199, de 9 de agosto de 1864, que transferiu a sede da Paróquia de São Miguel do Cajuru para a capela de São Francisco do Onça. Poucos anos depois, voltou a sede da freguesia para São Miguel do Cajuru, determinada pela lei nº 1671, de 17 de setembro de 1.870. O distrito de São Francisco do Onça foi elevado à freguesia, de novo, pela lei 3.199, de 23 de setembro de 1.884. A Paróquia foi instituída por provisão de 11 de março de 1.887 e teve como primeiro vigário o Pe. Lourenço Sabatelli.
Segundo Waldemar de Almeida Barbosa, na divisão administrativa de 1911, como distrito do município de São João del-Rei, ainda aparece com a denominação de São Francisco de Assis do Onça, assim como pelo decreto-lei nº 148, de 17 de dezembro de 1.938. Teve sua denominação mudada de Onça para Emboabas pelo decreto-lei nº 1.058, de 31/12/1943. (Fonte das Informações: Wikipédia. Fotografias de César Reis 

Conheça São Miguel do Cajuru

São Miguel do Cajuru é um distrito do município mineiro de São João del-Rei MG, distante 185 km de Belo Horizonte.  Já foi nomeado como Arcângelo. 

Cajuru, como popularmente é chamado está  inserido no contexto da antiga Comarca do Rio das Mortes. 

O arraial cresceu em torno da Igreja de São Miguel. 
A sede do distrito dista apenas 36 km da sede do Município de São João Del Rei MG– 27 km de asfalto, mais 9 km de estrada de terra -, e sua população é bastante rarefeita e em sua maioria vive da exploração da agropecuária, principal atividade da região.

A Igreja de São Miguel guarda belíssima pintura sacra de valor inestimável cultural e artístico, que se supõe ser de autoria de Joaquim José da Natividade. 
(fonte das informações: Wikipédia - Fotografias de César Reis)

Rio das Mortes: a terra onde nasceu Nhá Chica

Rio das Mortes (também conhecido pelo antigo nome Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno) é um distrito de São João del-Rei MG, na região do Campo das Vertentes. Distante 185 km de Belo Horizonte, Rio das Mortes tem aproximadamente 4 mil moradores. (fotografia acima de Erismar Nepomuceno)
          O distrito foi criado em 1876 pela Lei Provincial 2.281 com o nome de Santo Antônio do Rio das Mortes, em alusão ao rio das Mortes, que banha o município. Em 1938, o nome do distrito foi alterado para Rio das Mortes. 
          A ocupação da vila data do início do século XVIII. Há relatos de que historiadores descobriram documentos da Irmandade de Santo Antônio, datados de aproximadamente 1722, que comprovam a existência da capela presente no distrito até os dias atuais.
          O distrito é conhecido por ser o local onde nasceu e foi batizada a beata Francisca Paula de Jesus Isabel, conhecida como "Nhá Chica" (São João del-Rei, 1810 — Baependi, 14 de junho de 1895). A religiosa foi beatificada pelo Papa Bento XVI, que promulgou o Decreto da Beatificação em 4 de maio de 2013.
          Um distrito industrial foi instalado em Rio das Mortes pela antiga Companhia de Distritos Industriais no ano de 1993, onde estão implantadas diversas empresas da indústria madeireira, de materiais e metalurgia. (fonte das informações: Wikipedia)

sexta-feira, 15 de março de 2019

Folia de Reis em Buritis MG: religiosidade e tradição

A Folia de Reis é tradição no município de Buritis MG, Região Noroeste de Minas, desde antes da cidade se emancipar. Na metade da década de 30 e início de 40, o casal Cândida Fonseca Melo (Dona Duchinha) e Antônio Durães Coutinho (Sr. Biá), nascidos em Buritis, casaram-se se estabeleceram na fazenda onde hoje é a atual região da comunidade do Pernambuco, a 10km da cidade. Lá o casal teve filhos, netos e muitos descendentes surgiram a partir deste casamento. Este casal é conhecido como os percursores da folia de reis na região e hoje, a maioria dos componentes da folia de reis são descendentes diretos da Dona Duchinha e do Sr. Biá.
Até o presente momento, a família do Sr. Biá Durães (nascido em 02/10/1913) é uma das famílias mais fecundadas de Buritis. O casal teve 15 filhos, mais de 100 netos e 50 bisnetos. Hoje não estão mais vivos, deixaram um grande legado de um casamento de mais de 60 anos de duração.
As fotos antigas acima, são do casal Sr. Biá Durães e Dona Duchinha. Fazem parte do Arquivo histórico da TV Rio Preto Buritis MG.
A Comunidade Pernambuco, em Buritis, realiza todos os anos, na data da Festa de Santos Reis, 6 de janeiro, a tradicional Folia de Reis, festividade católica que celebra a epifania do senhor e homenageia os três reis magos.
Na comunidade, a folia é tradição da Família Durães e inicialmente era organizada por Duchinha e Biá e hoje fica por responsabilidade de seus descendentes que continuam com a tradição na Comunidade Pernambuco.
A Folia de Reis é realizada entre famílias do povoado, que recebem em suas casas os mais de 20 foliões. Em frente a lapinha, os foliões entoam canções e fazem apresentações de danças que animam a comunidade presente. Numa combinação de violas, caixas e pandeiros, os foliões se divertem com a tradicional curraleira.
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As fotografias, exceto as antigas do casal, são de autoria de Marcilei Farias e Celestino Filho. As imagens e textos foram enviados por Gilberto Valadares, da TV Rio Preto de Buritis e estão no link:https://www.tvriopretoburitis.com.br/2019/01/folia-de-reis-em-buritis-mantem-tradicao-da-celebracao-religiosa-e-cultural/

quarta-feira, 13 de março de 2019

Chapada: tranquilidade e cachoeiras

Chapada é um distrito de Ouro Preto MG, fica próximo a Lavras Novas, cerca de 10 km. Pacato, tranquilo e com belíssimas paisagens o distrito é um convite para quem gosta de sossego e vivenciar a natureza plenamente. Duas cachoeiras se destacam no distrito: Cachoeira do Falcão e do Castelinho. O povoado é tranquilo, suas casas estão no entorno da Igreja de Santana e o povoado é rodeado pela imponente Serra do Trovão.
A queda d´água é pequena e suas águas formam uma piscina natural (como podemos ver na foto acima do Marcelo Santos), bem rasa, ideal para crianças e para quem quer deixar e relaxar nas águas da cachoeira.Em volta do poço tem um banco de areia pra quem quiser pegar um sol e contemplar o céu e a natureza em volta já que o local é todo cercado por extensa mata nativa. Acima da cachoeira existem pequenos poços, bom para nadar e relaxar.
Também na Chapada tem a Cachoeira do Castelinho (na foto acima, de Marcelo Santos). A cachoeira tem uma pequena queda, mas com o poço com uma profundidade maior, mais indicada para adultos.

O povoado é pequeno e seus moradores muito atenciosos. As cachoeiras ficam próximas do povoado e os moradores são cordiais e informam certinho o caminho. Na foto acima, de autoria de Marcelo Santos, você pode ver a Igreja de Santana e o casario em torno da igreja.
Como visitante, curta, divirta à vontade. No povoado tem comida caseira, cachaça, gente boa. Se vai levar comida, leve de volta o lixo que gerar. Leve uma sacolinha e o que for lixo, coloque na sacolinha e na primeira lixeira que encontrar, jogue o seu lixo na lixeira. Não suje as cachoeiras e nem deixe lixo pela mata. Fazer isso é feio, falta de cultura e educação, além de um tremendo desrespeito à natureza. Além de você, outros irão usar as águas, curtir a natureza. Deixe uma boa impressão no local, preserve essas belezas naturais. (Por Arnaldo Silva)

sábado, 9 de março de 2019

Conheça Vargem Bonita

É a primeira cidade banhada pelo Rio São Francisco. Vargem Bonita (na foto acima de Luis Leite) é uma pitoresca cidade na Região Oeste de Minas. Fica literalmente aos pés do paredão que dá o nome à Serra da Canastra. Suas belezas naturais chamaram a atenção da Rede Globo para produção de suas novelas. O Sétimo Guardião teve suas primeiras cenas externas, ambientadas nas paisagens de Vargem Bonita, na ficção é Serro Azul. 
Com apenas 2158 habitantes, segundo o IBGE em 2018, Vargem Bonita está a 322 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de São Roque de Minas, São João Batista do Glória, Piumhi e Capitólio, na região Oeste de Minas. Quem nasce em Vargem Bonita é vargiano. (Na foto acima de Luis Leite podemos ver uma rua da cidade. Detalhe é que os telefones públicos da cidade são em formatos de animais de nossa fauna)
O povoamento da cidade se deu na década de 1930, com a descoberta de pedras preciosas na Fazenda Vargem Bonita, principalmente diamantes. (na foto acima de Luis Leite a entrada da cidade) Um povoado se formou nessa fazenda, virou distrito pertencente a São Roque de Minas. Em 12/12/1952 foi emancipada, adotando o nome de Vargem Bonita, preservando o nome original do povoado. O garimpo de pedras preciosas foi fechado e a atividade mineradora encerrada em 1991. O município faz parte do Parque Nacional da Serra da Canastra, área de proteção ambiental, criada para proteger as nascentes do Rio São Francisco. 
O famoso paredão, que dá nome à Serra da Canastra pode ser visto logo na chegada da cidade (como pode ver na foto acima de Nilza Leonel). O maciço rochoso impressiona. Por ter o formato que lembrava uma canastra, nome que antigamente era dado aos baús, um móvel muito usado pelas famílias em tempos antigos para guardar roupas, a enorme serra passou a ser chamada de Canastra.
Em Vargem Bonita está a Cachoeira da Cascadanta (na foto acima de Wilson Fortunato) , uma das mais belas de Minas Gerais. Com 186 metros de queda é a sexta maior queda d´água do Brasil. A cachoeira é um dos mais belos cartões postais naturais de Minas Gerais. Para chegar até a Cascadanta, tem que passar por Vargem Bonita. (na foto abaixo, de Nilza Leonel ,o Rio São Francisco em Vargem Bonita)
Além da Cachoeira da Cascadanta, outras duas cachoeira se destacam: Cachoeira do Fundão (na foto abaixo de Nilza Leonel)
 e a Cachoeira da Chinela. (na foto abaixo de Luis Leite)
Vargem Bonita não se resume a suas belezas naturais. Tem a culinária que é espetacular. A começar pelo queijo Canastra legítimo (na foto abaixo, da Maria Mineira). Tem os doces de diversos sabores, quitandas e uma culinária típica de dar água na boca. Vale ressaltar também que o artesanato de Vargem Bonita é outro atrativo do município. Tanto os queijos, quanto doces e artesanatos, podem ser encontrados nas lojas no centro da cidade, bem como comida típica.
Por ser uma cidade turística, possui ótimas pousadas, principalmente sua área rural. (foto abaixo de Nilza Leonel, a Praça da Matriz de Vargem Bonita)  
O grande valor de Vargem Bonita é seu povo. São simples, receptivos, tratam todos muito bem e são extremamente hospitaleiros com todos. (Por Arnaldo Silva)