terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Goiabada cremosa

Goiabada é uma das tradições mais gostosas de nossa culinária. Sempre acompanhada com queijo, está presente em nossas mesas há mais de 200 anos. Vamos aprender aqui a fazer uma deliciosa goiabada cremosa. As fotos são da Lourdinha Vieira, de Bom Despacho MG. Veja a receita:

Ingredientes
35 a 50 goiabas
1/2 kg de açúcar
300 ml de água
Modo de Preparo
Descasque as goiabas, corte ao meio e com a ajuda de uma colher retire as sementes. 
Coloque no liquidificador as cascas, as sementes (sem a  polpa como vê na foto ao lado, a polpa está separada. Use-a para outra coisa, como por exemplo suco ou pode comê-las) e a água e bata.
Em seguida coe numa peneira.
Coloque em uma panela grande e acrescente o açúcar e leve ao fogo. 
Quando levantar fervura, abaixe o fogo e continue mexendo mas tome cuidado porque ao ferver, o doce começa a espirrar e poderá lhe queimar. Mas tem que mexer porque senão, vai grudar no fundo da panela. Vá mexendo até o doce engrossar.
Depois de pronto, faça como a Lourdinha fez, colocou em vidros até esfriar e após isso, coloque na geladeira para conservar por mais tempo.Sirva com queijo Minas. 

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Morro do Pilar: o que fazer, como chegar, onde ficar?

Morro do Pilar é um pacato e encantador município de Minas, de alto valor histórico para o Estado. (foto ao lado de Marcelo Santos) Foi em Morro do Pilar que foi fundada a primeira Siderúrgica do Brasil, dando início ao processo de industrialização do Estado. O município conta com apenas 3339 habitantes em 2017, segundo o IBGE. Distante 150 km de Belo Horizonte, Morro do Pilar faz divisa com os municípios de Conceição do Mato dentro, Santo Antônio do Rio Abaixo, Itambé do Mato Dentro e Carmésia. A maior cidade próxima é Itabira, que está apenas 54 km de Morro do Pilar.Até 1842, Morro do Pilar era distrito de Conceição do Mato Dentro. A partir desta data, passou a pertencer ao Serro MG, sendo emancipada em 12 de dezembro de 1953.


História 
As terras do atual município, começaram a serem exploradas desde 1701, com a descoberta de ouro na região. Com o aumento da exploração mineral, novos exploradores foram chegando e assim surgindo o arraial. Uma pequena capela foi construída em homenagem a Nossa Senhora do Pilar nesse período. Em 1789, foi construído um novo templo, maior, que substituiu o anterior. 
E o arraial foi crescendo e prosperando, até o início do século XIX quando a exploração mineral entrou em declínio. Esse fato poderia ter significado o fim do vilarejo, mas devido a ação do intendente dos diamantes, Manuel Ferreira da Câmara Bittencourt e Sá, em 1809 foi iniciada a construção da primeira fábrica de ferro do Brasil - a Real Fábrica de Ferro. Um projeto arrojado e inovador para a época, marcando o início da siderurgia mineira, fazendo com que  pequenas fábricas surgissem ao longo dos anos seguintes e por fim, o surgimento de  grandes empresas em Minas Gerais, começando pela Belgo Mineira, que iniciou suas atividades em 1921. 
Em 1814 a Real Fábrica de Ferro produziu ferro líquido, fato histórico e marcante para a América Latina na época. 16 anos depois, em 1830, encerrou suas atividades. 
As ruínas da Real Fábrica de Ferro são atrativos aos visitantes que podem ir ao local conhecer o início da industrialização em Minas.
Hoje, as atividades econômicas principais do município estão voltadas para a produção agropecuária como produção de leite, milho, mandioca, laranja, banana, cana-de-açúcar e plantações de eucaliptos. Existe também a indústria de transformação e mineração, além de comércio variado e artesanato. Mas sua vocação maior hoje é o turismo já que o município e dotado de belezas naturais que encantam os turistas. Um desses encantos é a Serra do Cachimbo que tem esse nome por lembrar um cachimbo.

Belezas naturais
Morro do Pilar pode ser descrita como um lugar abençoado pela natureza, sossegado e tranquilo. História, cachoeiras, vida tranquila, simplicidade e o melhor de Minas, a nossa refinada culinária e a hospitalidade do seu povo.
Por todo o município encontra-se serras, cachoeiras e rios como o Rio Picão e o Rio Preto, ambos com mata ciliar exuberante, água limpa  e cristalina. As cachoeiras mais procuradas são as cachoeiras da Naná  , do Tombo (na foto acima de Marcelo Santos), da Fumaça, do Lajeado, do Pica-pau e a da Santa.

Cultura
O Forró do Morro, que é um evento tradicional na cidade, acontece todos os anos em julho. A tradição do Reinado de Nossa Senhora do Rosário é marcante no município, bem como a Folia de Reis, entre o Natal e o dia 6 de Janeiro e o carnaval, que é um dos melhores da região. (na foto abaixo de Marcelo Santos a Cachoeira da Naná)


Como chegar 
De ônibus:Não tem ônibus direto para Morro do Pilar. Na rodoviária de Belo Horizonte, você pega o ônibus que vai até Itabira e de lá outro para Morro do Pilar. A empresa que faz o trajeto é a Saritur. Informações de horários e tarifas:(31) 3479-4300

De carro:Partindo de Belo Horizonte, pegue a MG 10 até Lagoa Santa. De lá siga até a Serra do Cipó. Quando chegar no entrocamento entre Conceição do Mato Dentro e Morro do Pilar, vire a direta, pegando a MG 232. 

Onde ficar
Pousada São José - R. José Francisco Vieira, 175
Tels.:31-98602.6159 / 98635.3007 
luciafernandes75@yahoo.com.br
Pousada Vovô JucaPraça 21 de abril, 286 Centro
Tels.: 31 – 3866.5225 / 98796.2698 / 8238.6436
Pousada Licuri - R. José Batista Ferreira, 367. Tels.: 31- 3866.5589 / 99952.3904
Pousada S.O.S - R. Antonio Bernardo da Silva, 22. Tels.: 31 – 98644.5474 
Pousada Indaiá - Praça 21 de abril, 258 Centro. Tels.: 31 – 98688.4243 
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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Refogado com umbigo de bananeira. Veja a receita passo a passo:

Minhas avós me deixaram inúmeras memórias afetivas ligadas à cozinha. Ainda hoje ao preparar pratos simples, sinto o sabor da infância. Me recordo de raspar a tacha de doce, “roubar” bolinhos de chuva enquanto ela fritava. Tudo isso se eternizou em meu coração.
A receita que trouxe hoje, era da Vó Benvinda. Sempre foi uma das minhas preferidas, faço sempre que posso!

Receita e fotos de Maria Mineira - São Roque de Minas
Ingredientes
2 umbigos de bananeira
2 dentes de alho
1 cebola grande cortada em rodelas xícara finas
Óleo e sal a gosto
Limão
Caldo de carne
Pimenta bode e cheiro verde à vontade
Modo de fazer
Retire as primeiras folhas, pois são duras. 
Corte o umbigo em rodelas bem finas. 
Coloque tudo que cortou em uma panela com água e o caldo de um limão no fogo para ferver. 
Troque a água para tirar o amargo e escorra. 
Depois pegue uma panela coloque o óleo, o alho amassado e quando fritar coloque o umbigo escorrido, acrescente a cebola para cozinhar junto no final. 
Mexa e coloque o caldo de carne e o sal. 
Tampe a panela e deixe cozinhar por uns 15 minutos e está pronto para ser servido com arroz branco, carne ou frango.
• O limão serve para que as folhas não fiquem escuras. Vinagre substitui bem.

Santana dos Montes: como chegar, onde ficar, o que fazer?

Santana dos Montes (foto acima do Barbosa) é uma das mais belas cidades históricas de Minas.Carinhosamente chamada de "Cidade Natureza", está na junção entre o Cerrado e a Mata Atlântica, o que possibilita uma beleza diferenciada em sua natureza. Por isso que o município possui várias cachoeiras, córregos, uma fauna e flora diversificada e paisagens exuberantes, sendo a mais impactante, a Serra do Espinhaço. 
As paisagens de Santana dos Montes (foto acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas) encantam os turistas que tem a opção de conhecer essas belezas através de trilhas a cavalo e charretes. É uma das melhores opções em Minas Gerais para quem quer sossego e paz em meio a natureza.  Fica a 130 km de Belo Horizonte, na região central do Estado. Segundo o IBGE, o município contava com 3887 habitantes em 2017. 
Originou-se de um pequeno povoado, chamado Morro do Chapéu, no século XIX, sendo reconhecido como distrito em 1840, pertencendo a Conselheiro Lafaiete até 30 de dezembro de 1962, quando foi emancipado.(foto acima do Barbosa)
Tanto na zona urbana, como na zona rural, os imponentes casarões, muitos deles do período Colonial e Escravocrata, guardam relíquias e histórias do nosso Brasil. São belíssimos e muito bem preservados, sendo que alguns desses casarões, na zona rural, viraram hotéis-fazenda. A maioria dos casarões são tombados pelo IEPHA (Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico), fazendo parte do patrimônio de Minas, o que fez com que a cidade se integrasse ao Circuito Turístico Villas e Fazendas de Minas Gerais. (foto acima do Barbosa)
Em Santana dos Montes as tradicionais festas mineiras se fazem presentes. Nos fins de semana do mês de julho, no Largo da Matriz, acontece a Festa da Padroeira com shows musicais que tem músicas barrocas, serestas e da atualidade, além de barracas, quadrilhas e festividades religiosas. (foto acima do Barbosa)
Uma outra festa importante no município que envolve todos os moradores e atrai visitantes de outras cidades é a Festa de Nossa Senhora do Rosário, com apresentação dos cortes de Reinado. A Semana Santa é um evento religioso que envolve toda a comunidade em torno da representação da Paixão de Cristo. Em dezembro, entre o natal e o dia 6 de janeiro, a Folia de Reis se faz presente, tradicionalmente. O carnaval também é uma festa popular no município, diferente de outras localidades porque na cidade essa festa tem ares familiares e tradicionais, com o objetivo de preservar a qualidade de vida dos santanenses.(foto acima e abaixo do Barbosa)

Principais atrativos da cidade
Praça da Matriz de Santana
Construída em 1749, ao longo dos séculos passou por inúmeras modificações, existindo apenas as portas e janelas, do tempo de sua inauguração. Mesmo assim, é uma belíssima igreja e um patrimônio histórico. (foto ao lado do Barbosa)
Museu Latino Americano de Tecnologia Rural
Esse museu guarda cerca de 250 peças do trabalho rural no século XIX e XX em Minas e também algumas peças vindas de países latinos como Honduras, El Salvador, Bolívia, Guatemala e outros. Por isso o nome.(cobra-se para entrar)
Cachoeira do Santinho
O acesso não é fácil, um pouco distante da zona urbana e das tradicionais fazendas locais, mas é uma das mais procuradas devido sua beleza e por  estar no local ruínas de uma antiga usina hidrelétrica
Cervejaria e Vinícola artesanal. 
Em Santana você pode apreciar a famosa Cerveja Loba (foto acima/Divulgação) e o Vinho dos Montes. 
Para os apreciadores de cachaça, tem a Cachaça Itaveravense. Esses produtos você encontra na Fazenda Guarará. A fazenda é aberta a visitação e você pode conhecer o processo de produção da cerveja que tem os rótulos lager, pale ale e weis. 
Da mesma forma o vinho. O visitante pode conhecer a adega, bem como os parrerais que ficam na fazenda. As uvas plantadas são das espécies merlot, shiraz, cabernet franc e tempranillo. O vinho dos Montes é de ótima qualidade.
Para os apreciadores da cachaça a cachaçaria da fazenda é tradicional, envelhecidas em barris de amburana.

Onde ficar?
Boa parte das fazendas coloniais de Santana dos Montes são hoje hotéis-fazenda e alguns casarões também viraram pousadas. (foto acima da Fazenda Fonte Limpa por Sérgio Mourão) Oferecem ao visitante conforto, qualidade nos serviços e permite ao visitante, a sensação de voltar ao tempo. Está tudo como era no século XVIII e XIX. Além de viver a história, essas fazendas tem belezas naturais onde o visitante pode conhecer a pé ou a cavalo. Conheça algumas dessas fazendas.

Hotel Fazenda da Chácara
Telefones: (31) 3726 1361 / (31) 3726 1207 / (31) 8240 2653 / (31) 9576 7119
Email: reservas@hotelfazendadachacara.com.br 
Site: www.hotelfazendadachacara.com.br

Fazenda do Tanque Hotel

Telefones: (31) 3297 2556 / (31) 3726 1130 / (31) 9977 4708
Email: hotel@fazendadotanque.com.br 
Site: www.fazendadotanque.com.br

Fazenda Fonte Limpa Hotel
Telefones: (31) 3726 1134
Site: www.fazendafontelimpa.com.br

Fazenda Santa Marina
Telefones: (31) 9974 4203
Email: falecom@fazendasantamarina.com.br 
Site: www.fazendasantamarina.com.br

Pousada Sant'Ana
Telefones: (31) 8384 5584 / 9987 1615
Email: contato@pousada-santana.com 
Site: www.pousada-santana.com

Solar dos Montes
Email: solardosmontes@solardosmontes.com.br 

Como chegar
Pelo mapa abaixo você chegará fácil a Santana dos Montes


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Plantar e Colher

Cresci numa família de agricultores e vem daí minha paixão por plantar. Meu pai se dava bem com a terra, e dela tirava todos os alimentos que abasteciam nossa mesa. Desde criança acompanhei as oscilações da Natureza, no movimento naturalmente cíclico das estações, na alternância entre enchentes e estiagens: janeiros ao rigor da chuvarada ou temporadas de sol causticante rachando a terra.

Meu pai plantava lavouras de arroz, feijão, milho, batata e mandioca que sustentavam a família durante o ano inteiro. Também cultivava jiló, quiabo, tomate e abóbora que serviam à vizinhança e supriam mercadinhos na cidade. Mas o que eu gostava mesmo era do cercado construído ao lado da casa, com suas hortaliças saudáveis e viçosas: pés de couves enormes, tenras alfaces, almeirões, mostardas, chicórias, alho e ervas de temperos. A cebola e o alho, depois de colhidos e secos, eram trançados em réstias, normalmente, dependuradas a um canto da despensa, para o uso da casa.

Minha memória olfativa selecionou entre os melhores cheiros, aqueles que rescendiam dos canteiros aguados ao fim das tardes, quando o ar era terra molhada, cebolinha, salsa, hortelã e manjericão, se misturando numa profusão de odores exóticos a penetrar pelas narinas. Como esquecer a sensação daqueles aromas trazendo paz e aconchego, acalmando cansaços e fadigas de mais um dia?

Não tínhamos luxo, mas vivíamos numa comunhão bonita com a Natureza. Era bom seguir a faina dos tempos de plantar, colher e beneficiar os víveres que iriam para nossa mesa. Arados revolvendo a terra, enxadas na capina, foices nos roçados, o feijão secando em grandes bandeiras nos terreiros, à espera de ser batido com longas e finas varas de bambu, a fim de que os grãos se desprendessem das vagens e pudessem ser armazenados nas sacas.

Arrancar a mandioca, descascar, lavar, ralar, prensar, até vê-la em farinha morena torrada em tachas, sobre fornalhas, à sombra de uma antiga mangueira, à porta da cozinha, era outra alegria. Dos extensos mandiocais a sumir de vista, vinha também o polvilho, branco e sequinho que durante muito tempo proveria as quitandas da casa, nas delícias do pão de queijo caseiro ou o biscoito frito em gordura de porco, coisas de Minas, do povo da roça.

Do milho ainda verde era feito o mingau, a pamonha, broas e bolos. Uma vez maduras, as espigas eram colhidas, debulhadas, moídas no moinho d’água movido por um ribeirão ao fundo da casa, e nos abastecia com o fubá, usado para o feitio de tantos outros pratos deliciosos. Tudo tão puro, tão organicamente saudável, sem quaisquer aditivos ou processos de industrialização.

A vida não era fácil. Mas poucas coisas são tão gratificantes como colher o próprio alimento cultivado com trabalho e suor. Penso no privilégio que tive em poder usufruir de tudo isso, sinto uma saudade imensa de tudo e sou grata pela oportunidade de poder ter vivenciado experiências tão ricas.

Hoje, passando por um determinado bairro da cidade, me deparei com alguns canteiros plantados rentes à rua. Não sei quem é o dono daquela hortinha que convive corajosamente com o asfalto, mas tenho pra mim, que deve ser alguém que nasceu para plantar: mãos que nascem para a terra sempre acham um cantinho para conversar com ela, ainda que seja num canteirinho em meio à selva do cimento e do concreto.

Marina Alves - Lagoa da Prata MG

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Conheça Soledade de Minas

 Soledade de Minas é uma bela cidade do Sul de Minas, integrante do Circuito das Águas e Estrada Real. Distante 391 km de Belo Horizonte, 291 km do Rio de Janeiro, , 332 km de São Paulo, 6 km de São Lourenço e a 18 de Caxambu, famosas estâncias hidrominerais. Possui uma população de 6.131 habitantes, segundo a estimativa populacional divulgada pelo IBGE em 2017.
A população vem crescendo nos últimos anos, de maneira gradual. No censo demográfico do Brasil de 2010 eram 5.676 habitantes, e a estimativa populacional de 2016 mostra 6.094 moradores, um aumento de 7,36%. Em 2017, o município contava com 6131 habitantes, segundo o IBGE.
A Serra da Mantiqueira rodeia o município e assim como a maioria das cidades mineiras a topografia é bastante acidentada. Na Zona Urbana há muitos morros e são poucos os locais que você consegue ir sem subir ou descer alguma ladeira. 
Acesso rodoviário
O município é cortado pela MGC-383, em boas condições de tráfego, pista simples, que leva às vizinhas São Lourenço (ao Sul - 6 km) e Caxambu (ao Norte - 18 km).
Ferrovia, turismo e economia
A vida ferroviária em Soledade de Minas teve seu auge há alguns anos, quando a cidade era um dos principais entroncamentos ferroviários do Sul de Minas, muita gente passou pelo município, que à época era o mais movimentado da região em virtude da quantidade de trens que por lá passavam, os que vinham da cidade paulista de Cruzeiro e seguiam para Três Corações são exemplos de ramais que passavam pela cidade.
Desde 2000, a ferrovia voltou a fazer parte da cidade, trazendo muitos turistas que fazem o passeio pelo Trem das Águas; um importante ícone turístico da região. Estes turistas fazem uma viagem ao tempo pela Linha Férreas entre Soledade e São Lourenço, são 10 km de uma estação a outra que remetem ao passado e cruzam belas paisagens às margens do Rio Verde. O passeio pode ser feito aos fins de semana. Na estação local há um Museu Ferroviário, um Centro de Artesanatos, onde pode-se degustar as maravilhas da cozinha mineira, como o pão de queijo, além dos doces e compotas, ali também há barraquinhas para a compra de lembranças da região. Recentemente pinturas feitas em um paredão ao lado das barracas, são cenários de belas fotos, ali estão retratados em espécie de grafite o Trem Turístico, a Igreja Matriz e as Montanhas que estão emolduradas na cidade. 
As belezas naturais e a proximidade de importantes pólos turísticos tem sido combustível para a cidade se destacar no que se diz respeito ao Turismo, porém ainda faltam investimentos no setor, que num futuro breve deve se desenvolver ainda mais na cidade.
A economia baseia-se na Agricultura, Pecuária, destacando a Cafeicultura e ainda no setor de serviços e no Turismo. A maioria dos habitantes trabalha e estuda na cidade vizinha de São Lourenço.
Nessa matéria do portal da Conheça Minas, você encontra todas as informações sobre o passeio de trem de São Lourenço a Soledade:http://www.conhecaminas.com/2016/01/o-trem-das-aguas.html Fonte das Informações: Wikipédia, IBGE. Todas as fotos são de autoria de Cássia Almeida

A autora das fotos, Cássia Almeida, de Maria da Fé MG,  de passagem pela cidade, resumiu assim Soledade de Minas "Tem sido procurada como cidade dormitório por muitos que trabalham em São Lourenço, que fica a menos de dez minutos de carro. O Trem das Águas, que funciona nos finais de semana e feriados, é o que movimenta a pacata cidade. Artesãos e comércio local esperam pela vinda do trem para verem seus pontos com movimento... Ficam todos a esperar pelo trem... A paisagem é muito bonita, de qualquer ponto que se olha. O entardecer é sempre divino."

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Com jeito europeu, distrito mineiro de Monte Verde atrai turistas

Um pequeno distrito de seis mil habitantes localizado na cidade mineira de Camanducaia atrai turistas de todo o Brasil. Dividindo com Campos do Jordão (SP) o título de “suíça brasileira” devido ao clima e à arquitetura, Monte Verde oferece opções para todos os bolsos e é um dos principais destinos para casais românticos e famílias que buscam tranquilidade.
“Monte Verde é conhecida por 'suíça brasileira' por causa do clima que se aproxima muito do de países europeus. Esse ano chegamos a registrar 3,9ºC de acordo com o Instituto de Meteorologia”, afirma o gestor da Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde, Marcos Paulo de Souza. "Quem visita Monte Verde desfruta de um clima europeu com a hospitalidade mineira", completa.

Camanducaia fica a 451 quilômetros da capital Belo Horizonte e a 136 quilômetros de São Paulo. A cidade faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) da Rodovia Fernão Dias. Por ser bem próxima do estado paulista, a maioria dos turistas vem de lá. Para chegar até Monte Verde, é preciso passar pelo centro de Camanducaia até ter acesso a uma estrada que leva para a Serra da Mantiqueira, que fica a 1,6 mil metros de altitude. 
Os recém-casados Rafael Reis, de 32 anos, e Liliam Delpra, de 29, (na foto ao lado de Tiago Campos/G1) são de Jundiaí (SP) e já foram quatro vezes para Monte Verde. O casal está junto há 9 anos. “Nós somos um casal mais sossegado. Gostamos do clima romântico que o distrito oferece e principalmente da tranquilidade”, conta Reis.
Hospedagem
Monte Verde conta com 200 locais de hospedagens, entre hotéis e pousadas, acessíveis para todos os bolsos. Há diárias a partir de R$ 150 e R$ 200 como também as que ultrapassam R$ 1 mil. Para quem gosta de sossego e quer esquecer a correria da cidade grande, muitas pousadas oferecem serviço de spa, com massagens e banhos relaxantes. (preços citados sujeitos a alterações)

"Monte Verde tem capacidade de atender variados tipos de público, como famílias que buscam momentos em união, casais que apreciam tranquilidade e romantismo e até mesmo jovens e amantes do ecoturismo. Tudo dentro do poder aquisitivo de cada um", afirma Souza.

Influência europeia
Quem chega a Monte Verde se depara com uma arquitetura típica de alguns países da Europa, como casas de madeira que lembram muito os chalés. Isso se deve à influência dos povos da Letônia, país que fica na divisa da Rússia com a Alemanha. A maioria dos letos vieram para se refugiar no Brasil no período da 1ª Guerra Mundial.
Descendentes de letos, o casal Arnist Renats Lucas, de 77 anos, e Donatila Mathilde de Abolin Lucas, de 76, (na foto ao lado de Tiago Campos/G1) foram uns dos primeiros a se mudarem para o distrito quando adquiriram um terreno em 1950. Apelidados pela população local de “Tio Nato” e “Tia Nata”, o casal faz uma deliciosa geleia de frutas.

A casa dos simpáticos velhinhos fica aberta para visitação. Basta apertar a campainha para ser recebido pelo casal. Os turistas são convidados a entrar para conhecer a arquitetura típica dos letos. “Sempre nos demos muito bem com o público, gostamos de atender bem. Há finais de semana que chegamos a vender até 500 potes de geleia”, conta Tio Nato.

O casal mantém guardadas fotos de quando eles chegaram a Monte Verde. Uma delas mostra a avenida principal do distrito hoje tomada por pousadas e bares. “Aqui cresceu bastante, mas nós gostávamos do jeito que era antes. Nós gostamos do rústico e somos amantes da natureza”, explica Tio Nato.
Avenida principal da cidade na década de 1950 (à esquerda) e nos dias de hoje (à direita) (Foto: Tiago Campos / G1)
Há um ano e meio, a rotina do casal mudou após Tia Nata desenvolver o Alzheimer. Desde então, apenas Tio Nato confecciona as geleias. Os dois, que estão casados há 50 anos, dão um exemplo de que o amor não tem barreiras. “Ela agora é a minha criança e eu cuido dela”, diz Tio Nato.

Cervejaria e gastronomia
Desde 2009, Monte Verde conta com uma fábrica que confecciona cervejas artesanais. São quatro funcionários responsáveis por produzir cerca de 40 mil litros de cerveja e chopp por mês. A cervejaria disponibiliza um tour para os turistas acompanharem o processo de fabricação em horários e dias variados da semana.
Cervejaria escolheu se instalar em Monte Verde devido ao poço artesiano da montanha (Foto: Tiago Campos / G1)
“Monte Verde foi escolhida por causa do poço artesiano que há por aqui. A água desta montanha tem propriedades similares à água da cidade de Pilsen, na República Tcheca. Esse é um dos fatores primordiais para garantir um chopp de qualidade”, revela a auxiliar administrativa Fernanda Pereira Vieira, responsável pelo tour da Cervejaria Fritz.
Além de degustar um bom chopp, os pratos típicos alemães também agradam os turistas. O prato “Schlachtplatte” servido na cervejaria do distrito é um dos mais apreciados pelos turistas. (na foto ao lado de Tiago Campos/G1) Trata-se de um joelho de porco acompanhado de cinco tipos de salsichões alemães, batatas soutê e chucrute. O prato pode ser apreciado com três tipos de mostarda de fabricação própria da casa e serve quatro pessoas. Caso seja um casal, o prato “Eisbein Completo” oferece os mesmo ingredientes, mas em versão menor. Quem aprecia as delícias, também pode acompanhar em tempo real através de um vidro a confecção das cervejas na fábrica.

Como sobremesa, os turistas podem apreciar os chocolates artesanais da Fábrica de Chocolates de Monte Verde que oferece mais de 100 variações em forma de barras, trufas, bombons e o delicioso chocolate quente para se aquecer no melhor estilo europeu.
Ecoturismo: aventura em meio ao clima frio
Monte Verde também oferece opções para turistas que buscam aventura. O ecoturismo garante adrenalina e diversão na terra, na água e nas alturas em meio à paisagem e ao clima frio da Serra da Mantiqueira. Entre as opções estão trilhas, passeio de quadriciclo, megatirolesa, paint ball, entre outras atividades.

As trilhas tem diversos níveis de dificuldade. A 1,6 mil metros de altitude, o ar é mais rarefeito e é preciso ter cautela para não ficar cansado logo de início. Existem trilhas fáceis e tranquilas indicadas para toda a família e caminhos mais radicais para pessoas mais preparadas e que buscam fortes emoções.

Para quem gosta de velocidade em terra, não pode deixar de aproveitar o passeio de quadriciclo. O veículo, que era de uso militar na década de 1950, vence facilmente qualquer terreno. Os modelos vão de 200 a 400 cilindradas e transporta até duas pessoas. É preciso portar a Carteira Nacional de Habilitação para pilotar. Um profissional fica responsável por guiar os turistas pelas trilhas mais radicais. Para quem gosta de velocidade em duas rodas, também existe a opção de alugar motocicletas para o passeio nas trilhas.

O comerciante Raul de Almeida Novaes e a analista de RH Raquel Ávila Maia namoram há dois anos e meio e foram até Monte Verde acompanhar o casal de amigos Wallace Martins e Priscila Martins Freu. Mesmo sendo de Varginha (MG), os quatro amigos não conheciam o distrito e visitaram o local pela primeira vez. “Apesar de estar sofrendo com o frio, nós aprovamos o passeio e estamos adorando nos aventurar nessa paisagem. Já estamos pensando na próxima vez”, diz Novaes.

Para quem prefere aventura na água, a descida de boia-cross pelas corredeiras do Rio Jaguari é diversão garantida. O percurso dura cerca de uma hora com boias especiais e equipamentos de segurança. A atividade é feita de dezembro a março e a idade mínima é 12 anos.

Megatirolesa
Uma das principais atrações radicais de Monte Verde é a megatirolesa. O circuito está dividido em duas partes – trajetos de ida e volta. Na ida, o turista percorre um trecho de 450 metros a 65 metros de altura. (na foto ao lado de Tiago Campos/G1) Ao chegar do outro lado, o aventureiro enfrenta uma subida a pé até a outra tirolesa que é ainda maior que a outra – 475 metros a 75 metros de altura. O visual da Serra da Mantiqueira e a velocidade dão a impressão de um verdadeiro voo livre.

“Nós só temos como contraindicações pessoas recém operadas e mulheres grávidas. Fora isso já vimos idosos de 87 anos descerem a megatirolesa. Alguns turistas ficam com medo no início, mas depois querem fazer de novo”, conta o empresário responsável pela megatirolesa Robert Hamacher.

A pedagoga Nerivalda Santos, de 28 anos, é de Mairiqui (SP) e já foi cinco vezes a Monte Verde. Ela e a família experimentaram pela primeira vez a emoção da megatirolesa.

“A sensação e o visual são sensacionais. A empolgação na hora de ir era grande e com certeza valeu a pena”, conta a pedagoga.

Serviço
Quem quiser conhecer Monte Verde, pode entrar em contato com a Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde pelo telefone (35) 3438-1839 ou também acessar o site www.monteverde.org.br.

Por Tiago Campos - G1 Sul de Minas
Link original: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2012/06/com-jeito-europeu-distrito-mineiro-de-monte-verde-atrai-turistas.html As fotos de Ricardo Cozzo não fazem parte da publicação original, são inserções nossa.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Biscoitos da Vovó Elvia. Receita com gosto de saudades...

Esses biscoitinhos eu fiz lembrando minha querida avó, Dona Elvia. Ela usava forno de barro e na época não existia fermento em pó e usava-se então, bicarbonato de sódio, Ficava ótimo. No mundo moderno de hoje temos os ingredientes com mais facilidade mas nem tem como comparar com o sabor e gosto de antigamente. Adaptei a receita aos ingredientes atuais e fica ótimo, um biscoito delicioso. Façam, é bem simples e são deliciosos.
Ingredientes
3 xícaras de farinha de trigo com fermento
1 xícara de açúcar
1 pitada de sal
3 colheres de sopa de manteiga em temperatura ambiente
3 ovos inteiros
1 pitada de erva doce
Leite até dar o ponto de enrolar

Modo de Fazer
Misture a farinha com o açúcar, a erva doce, e o sal em uma tigela, junte os ovos batidos a margarina e comece a misturar.
Vá adicionando leite com cuidado para não ficar muito mole. Quando a massa não grudar nas mãos, forme os biscoitos da forma que desejar.
Unte uma assadeira, leve para assar com forno pré aquecido em 180 graus e deixe assando a 200 graus por uns 20 minutos ou até que fiquem dourados.
Quando esfriar, guarde num recipiente fechado

Quando criança adorava comer esses biscoitinhos com café, chá mate e com leite tirado na hora. Fica a seu gosto.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Conheça os melhores destinos de inverno em Minas Gerais!

Não vai dar para esquiar, montar boneco de neve ou viver algum clichê de inverno retratado em filmes norte-americanos. Mesmo assim, a estação mais fria do ano movimenta o turismo em Minas Gerais. Das românticas cidades incrustadas nas montanhas a fontes de águas termais, o estado é repleto de tradicionais destinos para quem gostar de curtir, no bom mineirês, um ‘friozim’.(na foto acima, dia de inverno em Marmelópolis MG, Sul de Minas, fotografado pelo Jair Antônio Oliveira)
E não dá para falar em inverno em Minas Gerais sem pensar em Monte Verde (na foto acima de Ricardo Cozzo), pequeno distrito de Camanducaia, no Sul do estado. Encravado na Serra da Mantiqueira, o povoado é um refúgio arborizado, cercado por araucárias, pássaros e esquilos e a típica hospitalidade mineira. Suas casas com arquitetura alpina conferem um clima todo especial ao destino, conhecido por ser uma ótima opção de passeio romântico. Ecoturismo, esportes radicais, ótimos hotéis, pousadas e restaurantes garantem diversão para toda a família.

Para completar o pacote, o distrito abriga, de 2 a 23 deste mês, a quarta edição do Festival de Inverno de Monte Verde, promovido pela Prefeitura de Camanducaia. Shows, concertos, apresentações de rua e oficinas culturais gratuitas movimentam ainda mais a região, conhecida por se transformar durante os meses de julho e agosto pela alta procura pelos turistas, principalmente do estado de São Paulo. Um dos destaques do festival é a Casa da Gastronomia, que contará com uma vasta programação de cursos e oficinas para todas as idades e gostos.

Em todos os setores do distrito, há opções para diferentes públicos. A diária para hospedagem varia de R$ 180 a R$ 1.800 (preços sujeitos a alterações, consulte antes). Nos restaurantes, o cardápio oferece desde a mais tradicional cozinha mineira até pratos típicos da culinária europeia. Para quem não se contenta em comer bem e tomar um vinho ou chocolate quente, passeios de jipe, a cavalo, tirolesa e trilhas ecológicas dão um toque de aventura ao destino. E não se esqueça: antes de voltar para casa, aproveite para levar alguns dos deliciosos produtos locais, como queijos, cervejas, geleias e chocolates.

Confira mais alguns destinos que o Turismo separou para você curtir o inverno em Minas!

OURO PRETO 

A antiga capital de Minas, na Região Central do estado, é um ótimo destino em qualquer estação do ano. A vantagem do inverno é que o frio ajuda a encarar suas famosas ladeiras. Com mais de 300 anos, Ouro Preto (na foto acima de Ane Souz) é um museu a céu aberto, guardando boa parte da história da exploração do ouro no século 18 em suas construções e famosas igrejas.

LAVRAS NOVAS 
O distrito de Ouro Preto merece destaque, pois é um dos destinos preferidos de casais apaixonados. (foto acima de Sônia Fraga) A pequena cidade, com pouco mais de 1.500 habitantes, é um refúgio típico de Minas, com ruas de pedras, natureza preservada e, claro, boa comida. Curtir as pousadas e restaurantes do distrito já é um ótimo passeio para muitos. Mas se você não se contenta com isso, trilhas ecológicas e esportes como rapel e trekking podem ser boas opções de diversão. Durante julho, festas juninas animam ainda mais a cidade. Lavras Novas também é conhecida pelas belas cachoeiras e poços naturais, além de pousadas confortáveis. Resta saber se você vai encarar a água neste frio. 

MARIA DA FÉ 
 
Esse pequeno município detém o título de cidade com a temperatura mais baixa já registrada no estado (- 8,4°C, em 21 de julho de 1981). Também na Serra da Mantiqueira, Maria da Fé (foto acima de Rinaldo Almeida) é conhecido internacionalmente pela produção de artesanato feito com a fibra de bananeira. As oliveiras na praça central e as cerejeiras espalhadas pelas ruas da cidade, completam o cenário de tranquilidade típico das pequenas cidades de Minas Gerais. Maria da Fé tem uma grande vocação para o turismo rural e o ecoturismo devido ao ambiente acolhedor da região e das belas fazendas, aliada à ótima gastronomia, cachoeiras e matas. Outra atração é Pico da Bandeira (não confundir com o outro Pico da Bandeira, bem mais famoso, localizado no Parque Nacional do Caparaó)

PARQUE CAPARAÓ 
Belas paisagens, adrenalina e baixas temperaturas. O Parque Nacional do Caparaó (na foto acima de Robert Bezerra Campos em 2017, quando os termômetros marcaram, no alto do pico, -14 graus negativos) é um destino recomendado para o turista que não dispensa a aventura. Na Região da Zona da Mata, o destino abriga o terceiro ponto mais alto do Brasil: o Pico da Bandeira, com 2.891 metros de altitude. A portaria do Parque, em Minas Gerais, está localizada no município de Alto Caparaó, ponto de partida para as trilhas. No local existe uma área para acampamento e um mirante, de onde é possível avistar várias cidades da região. A subida até o cume do pico dura cerca de nove horas, compensadas por várias cachoeiras e piscinas naturais que existem ao longo do percurso. Depois de tanto esforço, o presente: a vista privilegiada. 

CAXAMBU 
Uma das principais cidades do Circuito das Águas de Minas Gerais, Caxambu, no Sul do estado (na foto acima de Cássia Almeida, não se vê a cidade mas ela está debaixo na névoa), é importante instância hidromineral. Tem a maior concentração de águas carbogasosas do planeta, com 12 fontes de diferentes composições químicas, entre elas, águas minerais com alto poder diurético e desintoxicante que atraem turistas de todas as partes durante todo o ano. As fontes estão concentradas no Parque das Águas Dr. Lisandro Carneiro Guimarães. Na Serra da Mantiqueira, a cidade também oferece, além das belezas naturais, atividades como passeios de charrete, cavalo, bicicleta e trilhas ecológicas. Durante os fins de semana de julho, ocorre também o Festival de Inverno de Caxambu, com atrações musicais e mostra de orquídeas. Também dá para aproveitar produtos locais, como doce de leite, ambrosia, geleias e queijos. 

EXTREMA 
 Na divisa de Minas Gerais com São Paulo, Extrema (na foto acima de Rosemari Hruba) é conhecida c omo a porta de entrada do estado. Localizada na Região Sul, a cidade tem um ar puro e clima agradável de montanha, cercada por cachoeiras e uma rica vegetação. Como a época não é propícia a banhos em cachoeiras, o melhor é aproveitar os ótimos hotéis e pousadas, os bares e restaurantes com comida típica de Minas e seu povo bastante hospitaleiro. Também é possível ter uma bela vista das montanhas da região na Pedra Sapo, com mais de seis metros de altura. Outra atração é o 7º Festival de Inverno de Extrema, durante os meses de julho e agosto, que levará apresentações de música, teatro e dança de grupos e artistas nacionais, garantindo diversão para toda a família. 

BELO HORIZONTE 

E quem vai ficar na capital do estado também tem que se divertir. Museus, casas noturnas, bares e restaurantes são algumas das opções de quem quer fugir dos shopping centers. Entre as atrações culturais estão o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, o Museu de Artes e Ofícios, Inhotim e toda a região da Lagoa da Pampulha. Infelizmente, o tradicional Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais vem este ano em versão reduzida, entre 15 e 23 deste mês. Confira a programação em www.ufmg.br/cultura. BH tem extensa opções de ótimos restaurantes. Outra atração tradicional nesta época do ano é o Arraial de Belô, festa que conta com shows, barracas de comidas típicas e grupos de quadrilha de todo o país. (foto: BETO NOVAES/EM/D.A PRESS)

POÇOS DE CALDAS 
 
Se o clima está frio, que tal aproveitar algumas fontes naturais de águas quentes e sulfurosas em Poços de Caldas, no Sul de Minas (na foto acima de Marcos Corrêa). Um dos grandes motivos de orgulho da cidade, elas são conhecidas pelas características terapêuticas, atraindo turistas de todas as partes há muito tempo. São diversas minas, de onde brotam esse precioso líquido, que deu fama à cidade e a firmou no circuito de turismo medicinal. Um exemplo é o Balneário Dr. Mário Mourão, com banhos de imersão que são realizados em cabines individuais na água que sai diretamente da fonte a uma temperatura de 41°C. E o inverno é uma das temporadas mais movimentadas em Poços. Aproveite também e conheça os produtos artesanais da região, como os típicos doces artesanais e peças de decoração em vidro fundido. 

GONÇALVES 
Pousadas muito bem decoradas, restaurantes e cafés convidativos e caminhadas em meio à natureza. A pequena Gonçalves, no Sul de Minas Gerais, (na foto acima de Gislene Ras) conta com com boa infraestrutura, serviço atencioso e belas paisagens. A cidade é uma das mais altas da Serra da Mantiqueira e repleta de montanhas e picos. Se não dá para encarar as cachoeiras da região, passeios pela natureza, trilhas e prática de esportes, como mountain bike, rapel e cavalgadas, são opções de atividades.

Por Gustavo Perucci - Jornal O Estado de Minas/Portal Uai.com.br
Link original:https://www.uai.com.br/app/noticia/turismo/2016/07/06/noticias-turismo,196364/conheca-os-melhores-destinos-de-inverno-em-minas-gerais.shtml Exceto a foto de Belo Horizonte, todas as outras ilustrações são inserções nossas e não constam na matéria original.