terça-feira, 23 de outubro de 2018

Ao invés de gaiolas, casas para os pássaros

"Canário Livre, Sonho Real" é um projeto que visa conscientizar as pessoas que lugar de pássaros é natureza, livres. Ao invés de gaiolas, incentivam a construção de casinhas onde os pássaros podem se reproduzir, se alimentar e conviverem livremente nas cidades e nos seus habitats naturais. Esse projeto existe em várias cidades do Vale do Jequitinhonha, tornando ás cidades mais belas, com vida e cheia de pássaros. 
Em 2013, um grupo de voluntários da cidade de Chapada do Norte, também no Vale do Jequitinhonha, se reuniu para implantarem na cidade este projeto. Faziam reuniões constantes, nas manhãs de domingo. Iam às escolas, conversam com professores e alunos sobre a importância dos pássaros livres e na presença deles na cidade, como por exemplo, no controle de pragas. 
Conseguiam os tratadores e chocadores, conversam com os moradores e comerciantes para conscientizando-os para que cuidassem das casinhas que colocavam nas ruas e praças, bem como colocassem água e comida para as aves, como alpiste, fubá e canjiquinha, além de limparem as casinhas o chão.
O projeto foi muito bem sucedido e teve amplo apoio da comunidade, inclusive da Igreja Católica.
A iniciativa fez com que criadores de pássaros ou quem tinha alguns deles em gaiolas libertassem as aves, tanto na cidade, quanto na zona rural. O resultado é o grande número de pássaros que são vistos na cidade, bem como grandes quantidades de casinhas disponíveis para que eles possam se reproduzir. 
Essas casinhas são doadas pelos moradores da cidade, entre eles, o artista plástico Leandro Júnior que mora em Cachoeira do Norte, distrito da cidade de Chapada do Norte. Leandro é um dos grandes artistas de Minas Gerais e seus trabalhos em argila são valorizados em todo Brasil. 
Para colaborar com a campanha ele criou casas para os pássaros em forma de edifícios, em argila. A ideia dele é reunir vários pássaros num só lugar. O trabalho é doado e instalado nas praças e ruas da cidade em que mora. O artista aderiu ao projeto e participa doando as casinhas e ele próprio criou um curso onde ensina as pessoas interessadas a fazerem as casinhas em argila, desde que elas doem para a cidade. 
Segundo Leandro "como a campanha "Canário Livre" vem ganhando muita força em nossa região decidi então elaborar esses edifícios em argila para os passarinhos. Como percebi que os passarinhos gostaram principalmente os canarinhos, resolvi então criar então esse projeto aqui onde eu moro, Cachoeira do Norte, onde dei a oportunidades de pessoas aprenderem a fazer, mas nas condições dos trabalhos feitos no curso serem doados para serem colocado nas praças. Com isso nossas praças ficarão mais bonitas e mais atrativas para quem passa pelo nosso distrito vendo nossos pássaros livres", concluiu. (Por Arnaldo Silva)
Na imagem, o artista plástico Leandro Júnior, ao centro, e seus alunos. Ele ensina seus alunos a fazerem os edifícios para abrigar os pássaros. Quem se interessar pelo trabalho do artista, pode entrar em contato pelo whatsapp: 33 99989-2435

Queijo do Serro ganha selo de comprovação de origem

O Sebrae Minas, em parceria com a Associação dos Produtores Artesanais de Queijo do Serro (na foto acima de Sérgio Mourão), cidade localizada na região central de Minas Gerais, está lançando a marca Região do Serro, um selo que garante a legitimidade desse tipo de queijo artesanal. A iguaria já é registrada como Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro e certificada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) com o selo Indicação Geográfica (IG), que garante a origem controlada.

A região produtora do queijo do serro é composta por 11 municípios: Alvorada de Minas, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas e Serro. De acordo com o Sebrae, em levantamento feito em conjunto com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a região possui aproximadamente 750 produtores que, juntos, somam uma produção anual de 3,66 mil toneladas do laticínio.

Os produtores são, em sua maioria, agricultores familiares, de pequeno porte, com produção média diária em torno de 15 unidades. Com o apoio do Sebrae, eles estão organizando sua associação e reposicionando o produto no mercado por meio da maturação do queijo e da valorização da origem. A produção do queijo nas propriedades rurais é toda artesanal.

A altitude e o clima são determinantes para as características do produto e contribuem para definir o terroir, a exemplo dos melhores queijos franceses e italianos. "A marca Região do Serro vem expressar a identidade do território e faz parte da estratégia de valorização do queijo e de seus produtores", comenta Ricardo Boscaro, analista de Agronegócios do Sebrae Minas, em comunicado enviado à imprensa.

Vale lembrar que no ano passado, o queijo do serro ganhou destaque internacional ao conquistar quatro medalhas – três de prata e uma de bronze – no festival Mondial du Fromage, realizado na cidade de Tours, na França. A iguaria mineira concorreu com 700 produtos de 20 países.

Localizado na porta de entrada do Vale do Jequitinhonha, a 230 km de Belo Horizonte, o Serro se destaca também pelo potencial turístico: o município abriga parte do parque estadual do Pico do Itambé, berço de vegetação do cerrado, e é integrante do Circuito Turístico dos Diamantes e da Estrada Real.

Além das atrações históricas, como igrejas e casarões, os distritos de Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras, rodeados por serras, morros, rios e cachoeiras, têm atraído fortemente o turismo ecológico.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Existe doce de Ambrosia?

Não, não existe doce de ambrosia. O que existe é um doce feito com ovos com o nome ambrosia. Doce Ambrosia. Isso porque ambrosia, não é um objeto, um ingrediente, uma fruta, algo palpável. Ou seja, não existe algo concreto que possamos dizer, isso é uma ambrosia. Ninguém pode dizer que fez algo com ambrosia. Vamos entender melhor isso.
Segundo informações disponíveis na Wikipédia, na mitologia Grega, ambrosia era o alimento dos deuses do Olimpo, que concedia e mantinha a imortalidade dos mesmos. Por extensão, significa comida ou bebida extraordinária, deliciosa.  Era o nome dado a um doce com divino sabor, que teria poder de cura. Se um mortal comum o comesse sem o consentimento dos deuses, morreria. Conta a mitologia que, quando os deuses o ofereciam a algum humano, este, ao experimentá-lo, sentia uma sensação de extrema felicidade. 
É também o nome de um doce originário da Península Ibérica, popular também no interior do Brasil, feito de leite, ovos e açúcar. É um dos doces mais típicos de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. No Brasil, também é conhecido como doce de ovos, ou doce de leite de bolinhas, devido à forma que este possui quando pronto para consumo. Ainda segundo informações na Wikipédia, a palavra ambrósia (com acento no ó) designa várias espécies de plantas da família das compostas e das quenopodiáceas.
Então, o nome correto desse doce é Ambrosia, sem acento.
Outra questão é o nome. Ambrosia não é ingrediente, uma fruta ou algo parecido. Não existe algo chamado ambrosia que possa fazer o doce, um ingrediente principal. Por exemplo: um doce de leite, o ingrediente principal é o leite. Ambrosia não é ingrediente, então não pode ser doce de ambrosia. O correto seria então chamar o doce de "Doce Ambrosia". E não doce DE ambrosia. 
Por Arnaldo Silva - Imagem ilustrativa, sem autoria identificada

domingo, 21 de outubro de 2018

Monumento à Terra Mineira


A Praça Rui Barbosa, a popular Praça da Estação de Belo Horizonte, é um dos locais mais visitados da capital mineira. Por ser um espaço amplo, é constantemente palco de eventos culturais como o Forró de Belô, Carnaval e outras festas. O que poucos sabem ou conhecem é o valor histórico e simbólico do local para Minas Gerais.
Por décadas transitaram pelo local milhares de pessoas, já que o espaço foi construído para ser a Estação de Trens de Belo Horizonte. Hoje o que era a estação ferroviária, abriga o Museu de Artes e Ofícios. Ao lado, tem a estação de metrô, mais moderna. E um pouco mais à frente, a Estação de Trem de passageiros, Vitória Minas.
O que chama atenção na Praça é um enorme monumento que representa a Terra Mineira. 

A obra toda esculpida em granito é do escultor italiano Giulio Starace (1887 - 1952). Está na esplanada da Praça da Estação, entre a Praça Rui Barbosa e o Museu do Mao. Foi inaugurada no dia 15 de julho de 1930 com a presença do Presidente do Estado Antônio Carlos Andrada, do ministro Francisco Campos e do professor Aurélio Pires.
Em todo o monumento, detalhes da história mineira estão representados (na foto acima, alguns dos inconfidentes foram lembrados em placa). Mostra o domínio do território pelos bandeirantes e a conquista da liberdade pelos nossos mártires encravados em relevos no bloco central. 
Nos relevos do granito estão representadas as figuras de Bruzza Spinosa, o martírio de Tiradentes, o martírio de Felipe dos santos e o bandeirante Fernão Dias Pães Leme, como o "Caçador de Esmeraldas."

No alto, a figura de um homem nu empunhando uma bandeira se destaca. O artista se inspirou em Apolo, uma das principais divindades greco-romanas, tida como um deus justo, que defendia a intolerância. A estátua em bronze representa o heroísmo do cidadão mineiro. Abaixo da estátua pode ser ler a inscrição em latim “Montani Semper Liberti” (a montanha sempre está livre).
Sendo esse então o maior significado do monumento que sempre marcou a característica do povo mineiro, desde os tempos do Brasil Colônia e Imperial: a luta pela liberdade. (Texto e fotos de Arnaldo Silva)

sábado, 20 de outubro de 2018

Parque Municipal de BH: um museu a céu aberto

Desde a sua fundação em 1897, o Parque Municipal Américo Renê Giannetti em Belo Horizonte é o ponto mais visitado da capital mineira. Faz parte da família belo-horizontina um passeio no parque. Atividades como piqueniques, encontros de amigos, prática de esportes, passeios ou simplesmente, descansar sobre a sombra das frondosas árvores do parque são programas comuns de quem frequenta o local. Muitos ainda não resistem e tiram fotos com os famosos lambe-lambes, que ainda estão em atividades no parque.
Idealizado por Aarão Reis, a área inicial do parque quando criado era de 555 mil metros quadrados. Com o crescimento da capital ao longo dos anos, sua área foi reduzida aos poucos e hoje ocupam 182 mil metros quadrados no centro da capital mineira. Quando o parque foi criado, a ideia original era ser o Parque de Belo Horizonte o maior e mais bonito parque da América Latina. No início era mesmo, pela dimensão territorial que tinha. Os idealizadores do parque se inspiraram nos belos espaços públicos franceses, nos tempos de paz da chamada "Belle époque", entre 1871 a 1914.
Esse parque tem belezas e detalhes desconhecidos por boa parte de seus frequentadores. As centenas de pessoas que todos os dias passam pelo local nem percebem ou desconhecem as inspirações europeias em construções e monumentos do parque. Basta andar  com mais atenção que os detalhes se revelam. E não são poucos e nem minúsculos. Estão visíveis aos olhos de todos.
A Mãe Mineira
Uma dos monumentos que mais impressiona no parque é o da "Mãe Mineira." Foi esculpido por Lélio Coluccini, escultor neoclássico e modernista italiano, nascido em Valdicastello em 1910. Viveu no Brasil, se radicando em Campinas, onde faleceu em 1983. O monumento impressiona pelo realismo e modernismo. Foi inaugurado em 1958 e homenageia as mães de Minas Gerais.
Dentro do Parque temos o Teatro Francisco Nunes. Inaugurado em 1950 é um dos principais palcos da cultura da cidade. Na parede lateral do teatro existe um detalhe que poucos param para contemplar. Dois enormes painéis retratam a fauna e flora brasileira com mosaicos portugueses.
Coreto importado da Bélgica
 
Dentro do Parque, próximo à lagoa dos barquinhos, tem um coreto que chama a atenção. Todos sobem as escadas para conhecer o coreto e tirar fotos porque ele é muito bonito, com belos detalhes entalhados. Além disso, acontecem apresentações com bandas, grupos de serestas em torno do coreto.
Mas a origem do coreto é muito interessante. Os belos jardins em volta do coreto foram projetados em estilo francês, justamente para receber a estrutura do coreto, que foi importado da Bélgica. O coreto belga foi instalado inicialmente na antiga Praça do Mercado, hoje a atual Praça da Rodoviária. Em 1922 foi transferido para o Parque Municipal. Hoje, o coreto é um dos patrimônios culturais de Belo Horizonte.
Escultura alada Vitória de Samotrácia
Com 3,60 metros de altura, pesando uma tonelada, uma escultura de uma mulher alada, sem cabeça e braços desperta a curiosidade dos frequentadores do parque. É a réplica de uma das mais importantes esculturas do mundo, Vitória de Samotrácia. A original está exposta no Museu do Louvre em Paris e é a terceira obra mais visitada neste museu. No Parque Municipal, passa quase despercebida, sendo inclusive desconhecida sua história e importância.
A obra retrata Atena Niké, a deusa grega da vitória. Sua forma é de uma mulher alada. Acreditam os historiadores que era usada em forma de carranca em navio de guerra e em uma batalha naval perdeu a cabeça, braços e pés. A escultura pode também ter sido usada para ornamentar a entrada de um santuário dedicado aos Cabírios, considerado os protetores dos navegantes. A escultura original foi encontrada na cidade de Samotrácia, na Grécia em 1863. Por simbolizar a vitória na guerra, seu nome passou a ser Vitória de Samotrácia. 
A escultura foi instalada no Parque Municipal próximo a entrada da Rua Ezequiel Dias, em 2008, por ocasião dos 110 anos do parque. A réplica foi autenticada pela Réunion de Musées Nationaux, instituição francesa que coordena 33 museus franceses.
Afrodite: a Vênus de Milo
No lago do Parque Municipal, próximo a Rua Ezequiel Dias, uma escultura realista, esculpida em mármore branco chama a atenção. É a Vênus de Milo, réplica de uma das mais famosas esculturas gregas do mundo. A original pertence ao acervo do Museu do Louvre em Paris. A "deusa sem braços" é uma das obras mais reproduzidas atualmente no mundo.
A escultura é envolta a mistérios até hoje não decifrados pelos historiadores. É o símbolo da beleza feminina clássica. Foi esculpida entre os anos 100 e 190 a.C., sem autoria até hoje identificada. Chamada de Vênus pelos conquistadores romanos, a escultura representa a deusa Afrodite para os gregos. Segundo a mitologia grega, Afrodite é a deusa do amor, sendo uma das deusas mais cultuadas pelos gregos na antiguidade.
A estátua foi encontrada em 8 de abril de 1820 na cidade grega de Milos, sem os braços e sem o pé esquerdo. Como os romanos chamavam a deusa Afrodite de Vênus e a estátua foi encontrada em Milos, ficou o nome, Vênus de Milo.
Outros detalhes do Parque Municipal
Pelos 182 mil metros quadrados do Parque Municipal existem centenas de árvores, principalmente figueiras centenárias todas identificadas com plaquinhas. Tem a cascatinha (foto acima), uma nascente dentro do parque. A Fonte dos Burros. Tem também várias espécies de flores, bem como outros monumentos como os bustos dos fundadores de Belo Horizonte. No parque pode ser vista também uma pirâmide. Uma mística obra, inspirada nas pirâmides egípcias, doada pela Associação Rosa Cruz.
Até a heroína Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi (nascida em Tubarão/SC em 30 de agosto de 1821, falecida em Ravena, na Itália em 4 de agosto de 1849) é homenageada pelos mineiros. Anita Garibaldi foi uma famosa revolucionária catarinense, que juntamente com seu marido Giuseppe Garibaldi, teve participação direta na Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul e no processo de unificação da Itália. Foi tão atuante nesses dois episódios que ficou conhecida como a "Heroína dos Dois Mundos". A homenagem à heroína fica na Ilha dos Amores, no lago principal do parque.
Como podem perceber o Parque Municipal de Belo Horizonte é um museu a céu aberto. E o melhor é que tudo isso é gratuito, entrada franca para todos. Vale a pena prestar atenção nos detalhes que temos no nosso mais famoso parque. (Texto e fotos de Arnaldo Silva)
  

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Venha conhecer Boa Morte

Boa Morte é um pacato e aconchegante distrito de Belo Vale MG. Quem nasce em Boa Morte é boa-mortense, segundo os próprios moradores se auto afirmam e com orgulho. Belo Vale fica a 88 km de Belo Horizonte é um das antigas povoações de Minas. Horizonte.
Boa Morte se originou de um quilombo. O nome do distrito é oriundo da devoção a Nossa Senhora da Boa Morte, crença trazida pelos Bandeirantes portugueses Paiva Lopes e Gonçalo Álvares em 1764, solidificada com a construção de uma igreja, dedicada à Santa, a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte. A igreja é bem talhada com colunas toscas e detalhes do nosso barroco. A sacristia tem a assinatura do Mestre Ataíde.
O distrito é uma Comunidade Quilombola e possui um rico acervo cultural e histórico, ponto turístico com belas paisagens, sendo seu maior destaque sua igreja.(texto de Arnaldo Silva e fotos de Thelmo Lins)

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Os encantos de Belo Vale

Nada como sair das pressões de uma grande metrópole, como Belo Horizonte, do que apreciar a natureza. E, para isso, bastam cerca de 70 km, e se chega à Serra da Moeda, mais especificamente em Belo Vale.
Estive lá em 2002, com amigos, para conhecer a belíssima Fazenda da Boa Esperança (foto acima), monumento tombado pelo patrimônio cultural brasileiro. Aproveitamos para conhecer o Museu do Escravo e alguns edifícios da área central da cidade, como a Estação Ferroviária.
Naquela época, a estação estava em ruínas, embora os trilhos ainda sirvam para o transporte do minério de ferro e outros produtos, por meio da Ferrovia do Aço. Dezesseis anos depois, a surpresa: a estação foi restaurada e a administração municipal planeja fazer o mesmo com todo o casario do entorno, que pertenceu um dia à Rede Ferroviária Federal. O local ficou muito agradável. E o prédio hoje abriga a Secretaria Municipal de Cultura. Pena que, aos domingos, bom dia para visitação, o edifício estava fechado.
Andando um pouco mais, ali mesmo na área central, avistamos a matriz (em restauro), o prédio onde funciona o Museu do Escravo e algumas casas antigas com razoável grau de conservação. Datada de 1764, a Matriz de Belo Vale há muito não acolhe cerimônias religiosas. A comunidade criou o grupo SOS Matriz para angariar fundos para sua restauração, que anda a passos lentos.
A construção de um viaduto (muito feio por sinal) bem no meio da cidade, fez uma confusão na questão urbana, embora – acredito – tenha facilitado a vida dos motoristas.

Os grandes atrativos de Belo Vale estão na zona rural. Como acessamos a cidade pela BR-040, o primeiro ponto de visitação foi o distrito de Boa Morte (na foto acima - cerca de 5 km do centro, em estrada asfaltada). A igreja matriz foi restaurada há pouco tempo e está localizada em um local esplêndido, marcado por uma vegetação exuberante e uma praça aconchegante. O lugarejo é um antigo quilombo. Infelizmente o templo também estava fechado, mas pode-se acessar à imagens de seu interior por meio da internet.
Já um pouco mais afastado do centro, cerca de 9 km, na estrada para Moeda (parte dela em terra batida), vê-se a Igreja de Santana, o mais antigo templo do município. Na fachada, que foi reformada com muito desleixo, é destacada a data de 1735. Mas acredita-se que ela seja ainda mais antiga. O distrito de Santana do Paraopeba é considerado um dos vilarejos mais antigos de Minas Gerais, fundado por bandeirantes no século 17. Não conseguimos entrar na igreja, que fica em um bonito largo, ladeado por frondosas árvores. Mas dali se tem uma bela vista das montanhas que circundam Belo Vale, numa imensidão de tons que vão do verde escuro ao azul mais claro.
Outra visita imperdível é a Fazenda da Boa Esperança (na foto acima - 3 km do centro, por estrada de terra). Como disse anteriormente, eu já a conhecia. Mas, desta vez, achei-a mais bela e mais bem conservada. Talvez seja uma das fazendas mais bonitas de Minas ou do Brasil. Construída no século 18 e tombada como patrimônio nacional em 1959, ela foi revitalizada recentemente pelo projeto Refazenda, parceria entre o governo estadual, Iepha e Instituto Inhotim.
Desde que a conheço, ela não tem mobiliário. Somente um sem fim de cômodos e varandas, além de uma linda capela. Na parte lateral, existe um antigo engenho, segundo informações do guia local. As árvores são outro atrativo à parte. Nesta época do ano, na primavera, as folhas estavam arroxeadas, criando um ambiente de grande beleza.
Há várias cachoeiras na região de Belo Vale. Sua área rural é mais valorizada que a parte central, por isso as melhores pousadas estão lá. Como também, alguns restaurantes de beira de estrada, com boa comida e um visual encantador. (foto acima a Cachoeira do Mascate) Falta à cidade um bom café ou lanchonete, que sirva a culinária regional e que se possa parar para descansar e observar o movimento das ruas.
Visitei Belo Vale em um bate-e-volta, retornando à noite para Belo Horizonte. Mas fiquei com vontade de passar ali mais alguns dias, para poder curtir com mais vagar os seus encantos. Com certeza, devem ter muitos ainda não revelados para mim.
Até o próximo passeio!
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Texto de Thelmo Lins e fotografias de Thelmo Lins e Wagner Cosse

domingo, 14 de outubro de 2018

Três Barras da Estrada Real

Três Barras da Estrada Real é um distrito do Serro MG, no Alto Jequitinhonha a 14 km da sede. (fotografia acima de Raul Moura) É um dos mais antigos povoados de Minas Gerais, sendo oficialmente foi criado como distrito apenas em 19 de outubro de 2007. Antes era vila. Fundada desde os tempos do Brasil Colônia, ainda preserva em sua arquitetura, os traços e histórias do nosso período colonial. Em Conceição do Mato Dentro MG, existe um distrito de Três Barras, que não é este. Para evitar confusão, o nome real do distrito do Serro é Três Barras da Estrada Real. (fotografia abaixo de Raul Moura)
Segundo Augustin François César Prouvençal de Saint-Hilaire (Orleães, 4 de outubro de 1779 — Orleães, 3 de setembro de 1853) um famoso botânico, naturalista e viajante francês, quando esteve na Vila de Três Barras em 1817, fez essa descrição sobre o local: "Esta vila está edificada sobre a encosta de um morro alongado; e suas casas dispostas em anfiteatro, os jardins que entre elas se vêem, suas igrejas disseminadas formam um conjunto de aspecto muito agradável, visto das elevações próximas. (...) Das janelas que se abrem para o campo goza-se de agradável panorama: avistam-se as casas próximas entremeadas de massas espessas de verdura formada pelo arvoredo dos jardins; mais além descortina-se o vale estreito que se estende ao pé da cidade e em cujo fundo corre o Quatro Vinténs, do outro lado do vale o olhar repousa em alturas quase que completamente cobertas da mais linda relva; finalmente, nos planos mais distantes, algumas moitas de arvoredo se avistam entre os morros."
A Capela de São Geraldo
Além do casario colonial, com cores alegres e vibrantes, seu povo leva uma vida pacata. É um povo simples, hospitaleiro e que recebe os visitantes muito bem. Um dos destaque de Três Barras da Estrada Real é sem dúvida a Capela de São Geraldo (na foto acima de Raul Moura), que foi construída nas encostas de uma serra, próximo a estrada que liga o Serro a Milho Verde. Sua simplicidade e seu contorno em tom azul se destacam em meio a bela paisagem em volta Essa capela é tem sua arquitetura tipicamente mineira. É simples, construída de barro e madeira, com apenas uma torre, uma capela mor, nave e duas sacristias laterais. É uma pequena joia do período colonial presente em Minas. Essa capela é o símbolo da fé e identidade dos moradores do local. Em torno dela acontecem as tradicionais festas religiosas e populares.
Cachoeira de Três Barras da Estrada Real
Toda a região do Serro é cercada por belas paisagens e cachoeiras de tirar o fôlego. Em Três Barras da Estrada Real, a mais famosa cachoeira é a de Três Barras, que fica numa propriedade particular. São 20 metros de queda com uma água limpa, na cor caramelo e com uma temperatura agradável. Tanto na parte alta, como na parte baixa da cachoeira, existe poços, ótimos para banhos.
Embora seja uma cachoeira tranquila, cerca por mata ciliar, o visitante deve evitar saltos porque no fundo existem blocos de pedras submersos e pelo constante volume de água, acontece sempre a formação de marolas.
Como chegar a Três Barras da Estrada Real
De Carro partindo de Belo Horizonte:
- Via Curvelo (BR 040 - sentido Brasília): siga em direção a Sete Lagoas, Paraopeba (BR 135), Curvelo (BR 259), Datas, Juscelino Kubitschek, Serro. Chegando no Serro, você pegara o trevo até Milho Verde aproximadamente 3km de estrada de terra.
- Via Serra do Cipó (BR MG 010): siga em direção Lagoa Santa, Serra do Cipó, Conceição do Mato Dentro, São Sebastião do Rio Preto, Serro, trevo de Milho Verde, Três Barras. Esse é uma caminho ótimo, cheio de paisagens já que você passará pelo Parque Estadual da Serra do Cipó. Até o Serro, pegará asfalto, numa boa estrada. Para os distritos, a estrada é de terra.
De ônibus (Viação Serro): Terminal Rodoviário Serro: (38) 3541-1366
Distâncias:
Belo Horizonte: 298 km
Rio de Janeiro: 674 km
Brasília: 747 km
Vitória: 733 km

São Paulo: 819 km
Serro: 23 km
São Gonçalo do Rio das Pedras: 10 km
Milho Verde: 4Km
Diamantina: 34 km
Conceição do Mato Dentro:84 km  (Por Arnaldo Silva)

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Queijo branco e amarelo: qual a diferença?


Queijo é um alimento vivo, que temos em nossas mesas, principalmente na terra do queijo, Minas Gerais. É um dos mais antigos alimentos do mundo.


O queijo branco é o queijo fresco e o amarelo, o curado. Existe uma crença errada que diz que o queijo curado é só para ralar e fazer quitandas. Sim, é o ideal, mas não é só para isso não. É o melhor queijo para ser consumido regularmente, no café ou a hora que quiser. 

Há uma diferença entre esses dois tipos de queijos que eu considero básicas. Quanto mais branco for o queijo, mais lactose ele tem. Por si só, esse queijo não deve ser consumido por quem tem alergia a lactose. Já o queijo amarelo é o contrário. Quanto mais curado é, menos lactose tem.

A explicação é simples. No processo da "curagem" a lactose presente é fermentada. Quanto mais tempo for a cura, menos lactose o queijo terá.

Mas mesmo assim, quem tem alergia a lactose ou as proteínas do leite de vaca deve evitar queijos e os derivados do leite ou consumir com moderação, de preferência com sob orientação médica.

Entre o queijo branco e o curado, o mais saudável é o curado. 
(Texto e fotografia de Arnaldo Silva)

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Arraial de Fechados

Um pequeno arraial, cravado no maciço da Cordilheira do Espinhaço, rodeado por lindas cachoeiras e paisagens de deixar qualquer um de boca aberta. Um lugar simples, com gente simples, humildes, hospitaleiros e alegres, que recebem bem as pessoas que por lá passam. Esse lugar é Fechados, distrito de Santana do Pirapama a 160 km de Belo Horizonte. Fechados é um verdadeiro oásis aos pés da Cordilheira do Espinhaço, na Serra do Cipó.
O local é muito procurado por suas belezas, destacando o Rio Preto, Ponte do Cristal, Córrego dos Fechados, Cachoeira do Buracão e Horizonte, o Cânion do Buracão, Alto dos Fechados. Tem a prainha do Rio das Pedras, um lugar lindo, com areia branquíssima. São apenas algumas, ma tem muito mais. Em Fechados existem inúmeras cachoeiras e paisagens lindíssimas. Quem deseja aproveitar tanta beleza, tem que ficar mais que um fim de semana. É muita coisa para conhecer e aproveitar tudo de bom que a natureza generosa de Fechados oferece.
A comunidade é simples, seus moradores vivem da atividade agropecuária e artesanato. Não tem muita estrutura como hotéis, pousadas e restaurante sofisticados para receber os turistas. Mas tem um lugar lá, totalmente familiar, onde pode se hospedar e tem a melhor comida da Serra do Cipó. Comida caseira no fogão à lenha, bem mineira, com direito a muita prosa. A proprietária é a simpática dona Dona Amélia. Come-se bem, num lugar ótimo, aconchegante, tipicamente mineiro. Tem também no arraial o Bar do Seu Zé e o do Geraldinho, com tira gosto e cerveja geladinha.
Para chegar a Fechados, você pega a MG 424, sentido Aeroporto de Confins, passando por Sete Lagoas onde pegará a estrada para Santana do Pirapama Da rodoviária de Belo Horizonte sai ônibus diário para santana do Pirapama, pela empresa Saritur. 
Para mais informações sobre Fechados, o arraial tem guia especializado. Veja no site www.guiadefechados.com.br
As fotografias desta publicação são de autoria de PauloZaca

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Conheça Delfim Moreira

Fundada em 1938, Delfim Moreira (fotografia acima de autoria de Geraldo Gomes) é uma das mais belas cidades do Sul de Minas Gerais. O município se destaca no cenário turístico pelas suas belas cachoeiras, paisagens e seu clima, que no inferno chega a 0 ou abaixo de 0 grau. Está a 417 km de Belo Horizonte. A cidade oferece tranquilidade e sossego á seus moradores e visitantes. Fica a 1200 metros de altitude e tem hoje um pouco mais de 8 mil habitantes.Destaca-se pelas suas belíssimas cachoeiras que têm atraído diversos turistas de todos os estados brasileiros e possui uma boa rede hoteleira, com diversas pousadas, das mais simples às mais sofisticadas. 
Delfim Moreira (na foto acima de autoria de Geraldo Gomes) faz divisa com Maria da Fé está a norte, Virgínia a nordeste e Marmelópolis a leste. Os paulistas Cruzeiro e Piquete ficam a sudeste, Guaratinguetá a sul e Campos do Jordão a sudoeste. A oeste está Wenceslau Braz e a noroeste, Itajubá.
Economia
Atualmente, a região conta com diversos criatórios de trutas e, pela privilegiada condição climática, de topografia e de cobertura vegetal, vem desenvolvendo o turismo rural e ecológico. (na foto acima, de Geraldo Gomes Destaca-se a partir de 2011 o surgimento da cultura cervejeira artesanal no município, advinda pela chegada da Microcervejaria Kraemerfass. A Kraemerfass também atua no cultivo de olivas para a produção de azeites do estilo gourmet.
Pontos turísticos
Ninho da Águia: diversas quedas se formam ao longo do rio Santo Antônio, trilhas interligando os diversos pontos da cachoeira, pontes, mirantes, ilhas naturais, piscinas, bar, restaurante e áreas de lazer. (na foto ao lado, de Mateus Ribeiro) É o mais antigo atrativo turístico da cidade e um dos principais, recebendo anualmente em torno de 15 000 visitantes, sobretudo da Região Sudeste do Brasil. O local conta também com um Restaurante localizado no estacionamento que atende tanto o público interno quanto aqueles que passam pela MG-350.
Túnel do Barreirinho: na verdade não é um túnel. Fica no bairro do Barreirinho e é uma construção da década de 1920. Canaliza as águas de uma cachoeira. Para chegar, parta do centro de Delfim Moreira pela Rodovia MG-350 (11 km de asfalto) até o bairro da Água Limpa; vire à direita e pegue a estrada em direção ao Mosteiro de Santa Clara, até o bairro do Barreirinho (quatro quilômetros de terra); até o túnel são mais mil metros de terra pela antiga linha férrea.
Parque da Cachoeira do Itagybá: (foto acima de Mateus Ribeiro) fica a um quilômetro do Centro de Delfim Moreira. Possui duas grandes quedas, formada pelas águas do Ribeirão do Taboão. Recomenda-se que fotos da cachoeira sejam feitas do alto do Parque Cruz das Almas, de onde a sua visão é espetacular. Acesso feito pala Estrada do Peixe.
Parque Cruz das Almas: este parque está a um quilômetro do Centro de Delfim Moreira a uma altitude de 1 300 metros e é formada por um bosque de mata atlântica recortado por córregos; uma trilha leva até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes e ao cruzeiro no alto da montanha, de onde se avista a cidade e a Cachoeira do Itagybá. Para chegar, vá pelas ruas Marechal Deodoro ou Benedito Valadares com entrada na Rua Professor Gustavo Moreira.
Cruzeiro do Salto Mirante da Pedra Malhada: fica no Bairro do Salto, no Morro do Caracol a 1 627 metros de altitude na Serra da Estância. Visão ampla da região de vales e montanhas, paisagem tipicamente rural. A Pedra Malhada serve de cenário para a prática de trekking, tirolesa e esportes radicais como o alpinismo. Saindo do Centro de Delfim Moreira pela Rodovia MG-350 até o bairro da Água Limpa; vire à direita e pegue a estrada do sub-distrito da Barra, até o bairro do Salto. Até o cruzeiro, são mais 2 km de trilha.
Mirante Cruzeiro do São Bernardo: está no bairro de São Bernardo, a uma altitude de 1 800 metros. Vista privilegiada desta região da Serra da Mantiqueira, com o Pico dos Marins e a cidade de Delfim Moreira num vale. O acesso é feito por uma estradinha partindo do Bairro ou pela trilha que se inicia no Bairro da Santa Cruz, cortando floresta de Mata Atlântica. A partir do centro de Delfim Moreira, pelas ruas Presidente Tancredo Neves e Avenida João Pinheiro, no bairro do Caquende, vire à direita e pegue a estrada até o bairro São Bernardo. Até o cruzeiro, são mais dois quilômetros de terra.
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade: (na fotoacima, centro de Delfim Moreira MG, de autoria de Geraldo Gomes) A edificação moderna da matriz se destaca na paisagem urbana local, com pórticos nas entradas do templo. A torre da igreja é separada do corpo principal, se destacando pela sua dimensão. Em seu interior, no altar, um calvário com imagens esculpidas em madeira chama a atenção de todos. O mesmo foi trabalhado por um escultor de Treze Tílias, em Santa Catarina. Ainda conta com a imagem restaurada de Nossa Senhora da Soledade, padroeira da cidade. A imagem foi trazida pelo fundador da cidade, o sargento Miguel Garcia Velho, no século XVIII.
Microcervejaria Kraemerfass: São três construções em estilo tirolêz (germano-austríaco), constituídos de fábrica de cervejas, bar & restaurante e adega para armazenamento de cervejas de guarda. Inaugurada em 2011 por Newton Litwinsky, esse exímio empreendedor restaurou a arte do fabrico artesanal vindo de seus antigos familiares residentes nas cidades sulistas de Santa Maria e União da Vitória, desde 1900. As cervejas são supervisionadas pelo mestre cervejeiro de Treze Tílias, Sr. Evandro Zanini. A produção é realizada de acordo com a Lei de Pureza da Baviera, a Reinheitsgebot de 1516. 

Aiuruoca das cachoeiras, da Isis Valverde e do Azeite

Aiuruoca é uma encantadora e aconchegante cidade do Sul de Minas Gerais a 416 km de Belo Horizonte. Segundo o IBGE, em 2018, o município contava com 6.032 habitantes. (na foto acima de Marlon Arantes, a atriz Isis Valverde, em uma de suas visitas à cidade)
O povoamento da região começou em 1692, sendo o arraial que deu origem à cidade de Aiuruoca, foi fundado em  1706 por  João Batista Siqueira. É uma das mais antigas povoações de Minas Gerais que ainda guarda relíquias de nossa história, como seu belo e preservado casario no estilo colonial, igrejas, em especial a de Nossa Senhora da Conceição e um acervo com imagens sacras. (na imagem abaixo, de Marlon Arantes, o interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição)
Aiuruoca é uma cidade pitoresca, com um belo casario, um povo bom, hospitaleiro, muito simpático. A paisagem de Aiuruoca é de tirar o fôlego. (na foto acima, o centro da cidade fotografado pelo Marlon Arantes) O município é um dos principais pontos de Ecoturismo da Região da Mantiqueira. São 82 cachoeiras, algumas muitos famosas como a cachoeira do Tombo, da Usina Velha, do Meio e a dos Garcias. O Pico do Papagaio, que fica no Parque Estadual da Serra do Papagaio com mais de 2 mil metros de altitude, é um dos atrativos do município. Considerado um dos melhores lugares do Brasil para o Ecoturismo, quem vai a Aiuruoca, não deixa nunca de ir na Serra do Papagaio.  Além do Parque, por todo o município pode se ver serras, montanhas, paisagens com araucárias e trilhas, que a cada dia mais atraem turistas, trilheiros e amantes da natureza para a cidade. 
É em Aiuruoca, na Serra do Itatiaia,  que está a nascente do Rio Aiuruoca, que nasce a 2.450 metros de altitude. É a mais alta nascente do Brasil.O Rio Aiuruoca tem sua foz no Rio Grande, próximo a Madre de Deus de Minas, na região do Campo das Vertentes. 
Isis Valverde
A atriz global é natural de Aiuruoca e tem orgulho de dizer isso para o mundo todo. É presença constante na cidade, onde tem amigos e parentes. Além de ir sempre à sua terra natal, vem acompanhada de outros amigos, artistas também. Isis tem orgulho de ter nascido em Aiuruoca, gosta de sua cidade e nunca perde a oportunidade de mostrar as belezas de sua terra em suas redes sociais.

O que fazer em Aiuruoca?
Para atender aos visitantes que a cada dia cresce, a cidade uma ótima rede hoteleira e gastronômica, com excelentes pousadas e restaurantes simples e sofisticados. 
Festas são constantes na cidade, em especial, festividades religiosas (como na foto acima, de Marlon Arantes) e o Carnaval, que é um dos mais badalados da região Sul de Minas.
No místico Vale do Matutu tem um restaurante muito procurado que é o da Tia Iraci. A comida é excelente, tradicionalmente mineira, feita no fogão à lenha, no forno barro e de cupinzeiro. Quem vai ao Matutu, nunca deixa de ir nesse restaurante. O contato do restaurante é (35) 99844-5212
(na foto ao lado, a turista Kellen Ribeiro Bernardes, experimentando seu café da manhã na Pousada Cantos das Bromélias)
Na estrada entre Aiuruoca e Alagoa, no km 2 você pode fazer uma visita também ao Kiko e Kika Restô no sítio Canto das Pedras, que serve comidas ótimas. O contato é (35) 99927-4853
Para quem não dispensa uma boa pizza, a dica é a Pizzaria Aroma a Serra, que fica na rua Felipe Senador, 16. O contato é (35) 3344-1425.

A cidade é pequena, mas opções de lazer e o que fazer não falta. Mesmo quando você não está fazendo nada, tem algo a fazer, como sentar, relaxar e contemplar a beleza da natureza em volta. Ou mesmo, num quarto de pousada, como a Pousada Cantos das Bromélias, você pode sentar e relaxar, já que da pousada, temos uma vista linda para o Pico do Papagaio (como pode ver ai na foto aabaixo, do Marcelo Legramandi)
Essa pousada fica na Estrada da Serrinha , KM 08, Bairro Serra dos Garcias zona rural de Aiuruoca - MG. Os contatos são Telefone : 035 -99969 - 8351 / 035 99803 - 2501 Whatsapp: 035 - 99969-8351.
Lá perto tem a Cachoeira dos Garcias. (na foto ao lado de Jerez Costa) A queda é pequena, uns 30 metros mas a água é fria, cristalina, bem limpa que forma um delicioso poço, ótimo para um mergulho. O local é todo rodeado por mata nativa e tem uma ótima estrutura para receber os turistas. Além da Pousada Cantos da Bromélias, existem outras pousadas próximas. Tem no local o restaurante do casal Garcia que serve a tradicional Truta da Mantiqueira, que é uma truta grelhada na manteiga, temperada com sal de limão e ervas finas. Além de petiscos saborosos, tem música ao vivo onde você pode contemplar o entardecer na Mantiqueira, numa paz incrível!  (na foto abaixo de Jerez Costa, o Rio Aiuruoca) 
Tem também a Pousada Kin Tão das Águas com chalés com varandas, wi-fi e vista para o Pico do Papagaio. O endereço é Estrada Aiuruoca – Carvalhos, Chácara Kin-Tao das Águias KM-04, Mato Dentro (Zona Rural). Contatos: Reservas: (35) 99710-6114 | (35) 99840-8350 (WhatsApp)
Uma outra boa opção é a Pousada Pico do Papagaio. É uma pousada simples, mas aconchegante. A fazenda tem animais, horta orgânica e piscina. O endereço é: Sítio Vista Alegre s/n, Raia | Aiuruoca (MG). Contato: (35) 99827-1244
Já na entrada principal da cidade tem a Pousada Ajuru, simples, aconchegante, com conforto e comodidade. Fica na Rua Antônio Gonçalves, 149, Centro. Contatos: (35) 3344-1601 | (35) 99901-9108 (WhatsApp) | (35) 99844-1601 | (35) 99944-1601 | (35) 98845-1601. Também, na entrada principal de Aiuruoca, tem a Pousada Dudu que é ótima também. O endereço é Rua Antônio Gonçalves, 101. Contatos e reservas podem ser feitos pelos telefones: (31) 99902-1962 | (35) 99813-0020

Uma outra dica é o Vale do Matutu. É um bairro que fica a 17 km do centro da cidade. Envolto à montanhas, com lindas cachoeiras como a cachoeira das Fadas, paisagens com com matas nativas, bosques e araucárias em abundância. É um Santuário Ecológico. Além das belezas naturais, tem o famoso Casarão do Matutu (na foto acima de Marselha Rufino), uma construção de 1904 bem preservada, que faz parte do patrimônio histórico de Aiuruoca. Funciona hoje como centro de informações aos visitantes, sendo também sede da Associação de Moradores e Amigos do Matutu (AMA). (fotografia abaixo de Jerez Costa)
O Matutu é bem estruturado, tem restaurante, como já foi citado acima e pousada como o aconchegante Chalé Sítio Cambará. Sem TV e wi-fi no quarto, mas tem internet disponível na sede da fazenda. É um refúgio da correria do dia a dia das cidades grandes. O local é uma fazenda produtora de frutas diversas como amoras, mirtilos e framboesas. E dessas frutas, são produzidas geleias, tortas, cakes, sucos e smoothies. O hóspede pode conhecer as plantações de frutas e experimentar as geleias, agendando uma visita guiada. O contato é (35) 99901-6431 | (35) 99939-1705.
Na cidade, acontece todos os domingos pela manhã e também nos feriados, a tradicional feirinha da praça. (foto acima de Marlon Arantes) O visitante pode conhecer na feira os produtos típicos da região como sua culinária e produções agropecuárias como queijos, conservas, doces, ovos, frutas e verduras direto da roça, sem agrotóxicos, etc., além do artesanato local que é ótimo.
Azeites Olibi
A região da Mantiqueira vem se destacando no mundo inteiro pela produção de azeites de qualidade. Temperatura amena, altitudes, clima, chuvas regulares, favorecem o cultivo das oliveiras. E em Aiuruoca não é diferente. A 1300 metros de altitude, a 10 km do centro da cidade, na zona rural do bairro Capoeira Grande, está a fazenda de Azeite Olibi (na foto acima Olibi/Divulgação). O local é perfeito para o cultivo das oliveiras: solo arenoso e inclinado, além de uma paisagem que impressiona.São 13 hectares de oliveiras plantadas, produzindo frutos semelhantes ao que se vê nos países europeus tradicionais na produção de azeites. Por isso o azeite Olibi, de Aiuruoca, é considerado um dos melhores do mundo, pela similaridades com os famosos azeites portugueses, espanhóis, italianos e gregos.
Tanto a colheita, como a seleção das azeitonas são manuais, feitas por profissionais treinados, o que garante frutos de qualidade na produção de um azeite extravirgem de qualidade superior e com muitos polifenóis que são substâncias presentes nas plantas, que ajudam a proteger nosso organismo contra algumas doenças e no combate ao envelhecimento. (fotos acima e abaixo da Fazenda Olibi/Divulgação)
Em torno da fazenda de Azeite ou próximas, tem várias pousadas, citadas acima. Ao se hospedar numa delas, o visitante pode fazer um passeio pelos olivais da Fazenda de Azeite Olibi, que é aberta a visitação guiada. Basta agendar. O visitante pode andar pela fazenda, conhecer os projetos de preservação ambiental e conhecer os olivais. Para fazer a visita, cobra-se entrada, que dá direito a crédito na compra de uma garrafa de azeite. Quem quiser conhecer a fazenda, pode fazer as reservas: (35) 99983-0957 | (35) 99984-7696. Mais informações sobre o azeite, visitem o site da Olibi:http://www.olibi.com.br/