terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Aprenda a conservar os seus queijos durante o verão

Na época mais quente do ano, os queijos devem ser preservados de maneira correta para que não estraguem, preservando o seu sabor, aroma e textura, devido às temperaturas elevadas. Esses cuidados devem ser tomados desde o momento da compra até o armazenamento do produto em casa. No caso dos queijos, deve-se observar a procedência do produto, observar a data de vencimento e as suas características. Também verificar a condição de refrigeração do queijo. Temperaturas de estocagem ou exposição dos queijos superiores às indicadas nas embalagens comprometem a qualidade e o prazo de validade.

Pensando nisso o Portal do Queijo separou algumas dicas e curiosidades para você aprender a conservar corretamente os queijos em sua casa.

1 – A maioria dos queijos deve ser mantida sob-refrigeração, apenas para sua conservação. No momento de consumir o alimento, é recomendável que ele esteja em temperatura ambiente, já que a baixa temperatura inibe a percepção de textura, aroma e sabor, transformando por completo a sensação agradável de degustar o queijo, tão importante e nutritivo na alimentação.

2 – Os queijos mais macios e cremosos devem ser retirados da geladeira no momento do consumo. Já os queijos mais firmes e duros, se a porção for pequena, podem ficar até dois dias fora da geladeira.

3 – Para porções maiores, recomenda-se retirar um pedaço, envolver em papel alumínio, mantê-lo sob-refrigeração e retirar da geladeira, no mínimo, 30 minutos antes do consumo.

4 – Enquanto fechados em suas embalagens originais e mantidos nas temperaturas (máxima e mínima), os queijos duram o tempo prescrito na rotulagem. Mas quando a embalagem é aberta, uma nova data deverá ser considerada, conforme texto legal impresso na embalagem do produto. Seja fresco, fatiado ou defumado, é preciso atenção máxima na refrigeração e consumo dos queijos durante o verão.

5 – De maneira geral, os queijos podem ser guardados na embalagem original. Após aberto, o ideal é transferir para um recipiente com tampa.

6 – Para consumidores que gostam de armazenar o queijo fatiado ou picado, ele pode ser guardado em um recipiente de plástico com tampa e também colocado para refrigerar, observando sempre a nova data de validade após a abertura da embalagem original;

7 – Queijos frescos, como o Minas Frescal, devem ter a embalagem original e o soro descartados e, em seguida, deve ser colocado em uma queijeira e mantido sob refrigeração. A cada momento que for servido, deverá ser desprezado o soro e, assim que terminar de ser servido, deve voltar imediatamente para a geladeira, pois, por ser um queijo fresco, quanto mais tempo ficar armazenado em geladeira, mais garantido será o seu frescor e sabor. O segredo de conservação do queijo Minas Frescal é tirá-lo do refrigerador o menor tempo possível.

Lembrando sempre que após aberta a embalagem de um queijo, é importante verificar a informação impressa no rótulo: “consumir em até…dias”. Essa nova validade é a garantia de um produto saudável definida pelo laticínio, período em que sua textura, sabor e aroma permanecem inalterados.

*Dicas de Raquel Santana, responsável pelo Controle de Qualidade da Grupo Brabosa & Marques, fabricante dos produtos ReginaMatéria do Site do Portaldoqueijo.com.br Visitem o site do Portal do Queijo,  quem é fã de queijo ou trabalha com queijo, será muito útil.  (a foto é do Queijo D´Alagoa. Ilustração nossa) Link original da matéria: http://portaldoqueijo.com.br/curiosidades/2018/01/07/aprenda-a-conservar-os-seus-queijos-durante-o-verao/

Epamig realiza pesquisa sobre os benefícios do azeite

Além de seu uso mais comum, tempero para salada, o azeite é uma alternativa saudável na preparação e conservação dos alimentos. Há estudos que mostram suas propriedades medicinais, como no combate ao câncer de mama, e indicam que o óleo atua no bom funcionamento do sistema digestivo, no controle da pressão arterial e no auxílio na absorção de cálcio.  
Além de seu uso mais comum, tempero para salada, o azeite é uma alternativa saudável e saborosa na preparação e conservação dos alimentos. Há pesquisas que mostram desde suas propriedades medicinais, como no combate ao câncer de mama, até as melhores maneiras de armazená-lo.

O pesquisador da Empresa  Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Elifas Nunes, desenvolve projeto de pesquisa sobre plantas medicinais, aromáticas e condimentares. Ele aponta resultados que comprovam os benefícios do azeite para o organismo. Os estudos indicam que o óleo atua no bom funcionamento do sistema digestivo, no controle da pressão arterial e no auxílio na absorção de cálcio, podendo ser usado no combate à osteoporose.

"O azeite contém antioxidantes que retardam o envelhecimento. Elimina os radicais livres que promovem uma série de doenças e inibe a formação de trombos nos vasos sanguíneos pela oxidação do colesterol ruim LDL e VLDL, que quando oxidados ficam aderidos às paredes dos vasos sanguíneos, formando os bloqueios para a passagem do sangue”.

Duas colheres diárias de azeite extravirgem seria a dosagem ideal para alcançar todos os efeitos positivos, além de prevenir o aumento de gordura. “O consumo diário de duas colheres é recomendado pela literatura para evitar o efeito de acumulação de gorduras no abdômen”, aponta.

De acordo com a legislação brasileira (Resolução Anvisa/RDC nº482/99), o azeite de oliva é definido como sendo o óleo comestível obtido diretamente do fruto da Olea Europaea (oliveira) através de processos tecnológicos adequados. A resolução diz que a acidez do azeite extravirgem deve ser de até 1,0 g / 100 g. Segundo o pesquisador da Epamig, Adelson de Oliveira, o consumidor deve verificar no rótulo do produto o percentual de acidez e condições nutricionais, como quantidade de gorduras monoinsaturadas, que fazem bem à saúde, antes de comprar. “Quanto mais baixa a acidez, melhor a qualidade do azeite”, afirma.

O Brasil consome menor quantidade de azeite se comparado a países europeus, como Espanha e Itália, que têm o consumo per capita de 12 kg de azeite por ano, e Grécia, de 26 kg. Aqui, cada brasileiro consome, em média, 200 ml ao ano. E todos de fabricação no exterior.

Olivicultura em Minas Gerais
Em Maria da Fé, a Epamig implantou o Núcleo Tecnológico Azeitona e Azeite, onde são desenvolvidas pesquisas há mais de três décadas sobre o comportamento de uma coleção de clones de oliveira, com resultados promissores. Alguns deles têm se destacado com florescimento e produções regulares de frutos, indicando a necessidade de realização de estudos sobre o comportamento de diferentes variedades da espécie.

Além do estudo da oliveira no Sul de Minas, experimentos também estão sendo realizados na Zona da Mata, em Barbacena, e no Vale do Jequitinhonha, em Leme do Prado. Recentemente, também foi iniciado o cultivo de oliveiras no Alto Paranaíba, em Araxá. As pesquisas têm como objetivo avaliar o desempenho vegetativo e o comportamento frente às principais pragas e doenças que atacam as variedades de oliveira nas condições edafoclimáticas de cada região.

De acordo com o presidente da Epamig, Baldonedo Arthur Napoleão, a maior preocupação ao assumir a direção da empresa, em 2003, foi revitalizar e estruturar a Fazenda Experimental de Maria da Fé, de forma que ela pudesse exercer seu papel de indução e apoio ao desenvolvimento da cultura da oliveira em Minas Gerais. “O Brasil é um dos maiores consumidores de azeitona do mundo e importamos tudo o que consumimos. Temos consciência de que estamos abrindo uma nova e promissora oportunidade de negócio para os produtores rurais mineiros. Mais uma vez, a Epamig está fazendo história”, ressalta.

Em 2009, foi criada a Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira, que utiliza tecnologia desenvolvida pela Epamig para o cultivo de oliveiras e produção de azeite. São os pioneiros no país. Há planos para que o produto produzido na Fazenda Experimental de Maria da Fé esteja no mercado já no mês de abril, mas nas prateleiras dos supermercados só em 2012. Será o primeiro azeite extravirgem nacional a ser comercializado.

O azeite produzido pela Epamig foi testado na Europa e bem avaliado por consumidores na Espanha e na Itália, onde foram feitas análises em laboratórios especializados. Os números da produção nacional ainda são modestos. A produção estimada para 2015 é de 800 toneladas de azeite, o que equivale a 1,6% da importação brasileira em 2010 (50 mil toneladas de azeite).

Preparo de alimentos
A melhor forma de administrar o azeite é na forma natural, ou seja, sem aquecimento prévio, preservando todas as características originais e nutricionais do produto. É ideal para temperar saladas e vegetais, pois facilita a absorção da vitamina A contida nos legumes e verduras.

Por Agência Minas
Link original:http://www.agenciaminas.noticiasantigas.mg.gov.br/noticias/epamig-realiza-pesquisa-sobre-os-beneficios-do-azeite-para-a-saude/

Pote de água

Na roça não tinha água encanada e nem cisterna. Mais tarde é que fizeram uma e a gente retirava a água no sarilho, uma engenhoca que era sustentada por dois troncos no formato de Y e o balde descia amarrado a uma corda. Era só rodar a manivela, puxar o balde e pronto, já tinha água.

Mas antes de termos isso na roça, a água da casa vinha de uma mina d água, que ficava a uns 100 metros de distância. Minha avó ia e voltava todos os dias, várias vezes, com lata cheia de água na cabeça. Não era fácil, ainda mais para uma senhora de idade, mas a roça tem sua poesia, mesmo na dureza do trabalho. Era lindo ver minha avó carregando água ou trouxas de roupas. O sacrifício era penoso, mas a alegria com que ela fazia as coisas e cuidava da casa era uma emoção só.

Minha avó, como toda mulher da roça, era forte e de fibra. Gostava da vida que tinha e não reclamava, trabalhava e muito. Sempre tinha algo a nos oferecer, mesmo que fosse apenas um sorriso.

Assim era minha avó. Lavava roupas, cozinhava, arrumava a casa, buscava água na mina, sempre cantando e sorrindo.

Uma vez, chegou com o pote e eu estava na cozinha. Ela colocou a água num outro pote de barro, que ficava no canto, era a água de beber da família. Olhou pra mim, perguntou se eu estava com fome, balancei a cabeça positivamente e ela me deu um biscoito de rapadura com café. Primeira vez que eu comi desse biscoito, adorei. Não dispenso ainda hoje.


Extraído do livro Doces Momentos de Arnaldo Silva. Quem se interessar pelo livro, entre em contato com o escritor pelo e-mail arnaldosilva@bdonline.com.br

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Conheça São João da Mata

São João da Mata é uma pequena e pacata cidade do Sul de Minas, com apenas 2811 moradores, segundo o IBGE, em 2017.Faz divisa com os municípios de Espírito Santo do Dourado, Poço Fundo, Turvolândia, Silvianópolis. Era distrito de Silvianópolis, sendo emancipada de Silvianópolis em 30/12/1962.
A economia do município esta mais voltada para agricultura primária como: milho, feijão arroz, mandioca, mas também para cultivo de produtos como batata, tomate, mandioquinha salsa, morango e café, a agropecuária leiteira e corte, também compõe a economia local, destacando para o comércio de vestuário, calçados, alimentícios e serviços em geral.
São João da Mata conta com muitas belezas naturais que podem ser apreciadas pelos turistas, tais como cachoeiras, trilhas para treking, offroad, montain bike, montanhismo e rapel, rampas para paraglider e asa delta, despertando o turismo para esportes radicais.
O parque da Pedra do Navio, (na foto acima a paisagem no entorno) com várias formações rochosas para serem apreciadas é um ótimo local para visitação, bem como o mirante natural na serra do Pico Agudo.

O município conta ainda com várias festividades culturais durante o ano, como: comemoração da emancipação do município (popularmente como festa da cidade), passeata de carros de bois, rodeio, festa de São João, festa de São Sebastião e também festa do Rosário, com congadas da região.
Fonte das Informações: Wikipédia.Fotografias de Fernando Campanella

domingo, 14 de janeiro de 2018

Sigura, sinão ele pula!

O fazendeiro Mário Adolfo ia casando a filharada e exigindo que todos morassem em suas terras. Queria toda a família sob seu domínio. Homem genioso e rude, às vezes até meio trapalhão. Com a idade, os problemas aumentaram. Quando contrariado, ia logo bradando:

— Oceis num sabe du que ieu sô capaiz! Vô cabá dano um fim nessa vida marvada qu’eu tenho... Minha famia veve pa mim dá disgosto! Oceis mi contrareia dimais. Credo!

Dona Alzira, a esposa, era de uma bondade sem fim. Não descuidava do marido e pedia sempre aos netos:

— Põe sintido no avô doceis qui ieu tive uma sonharada ruim essa noite. Num dexa ele suzin não. Fico cum medo dele fazê uma arte qu’ele memo!

Quando o homem se enfurecia, tomava o rumo do paiol, onde guardava suas cordas. Todos sempre atentos, após qualquer briga seguiam-no e vigiavam pelas frestas. Viam quando ele amarrava as cordas, subia no tamborete e ajeitava a forca no pescoço. Não sendo bobo, armava o pulo quando os filhos já iam saltando pra dentro do paiol, segurando suas pernas, impedindo que se enforcasse. Ou, então, algum deles cortava a corda com uma foice ou machado que ficavam ali, propositalmente, guardados. A vida ali era assim nessa peleja. Uma das despesas da fazenda era com a compra mensal de cordas.

Fazia já algum tempo que Dona Alzira descobrira que o marido costumava afanar mantimentos da própria despensa, escondendo-os numa gruta à beira do rio, para abastecer as panelas de algumas senhoras de vida incerta, em suas idas à cidade. No intuito de manter a harmonia familiar, ela se mantinha calada, redobrando os cuidados com a saúde do marido.

— Ô Maradorfo, meu veio, num fica assim não! Ieu fiz um chazim de camumila procê, vem cá! Bebe! Ocê tem qui se acarmá, home. Num dianta ficá assim qui nóis morre e num leva nada desse mundo, memo...

Mesmo com tamanha dedicação, ela também era vítima da brabeza do marido. Um dia, sem querer, apanhou-o na despensa a encher um saco de aniagem com os tais mantimentos. Envergonhado, Mário Adolfo não teve alternativa e o jeito foi esbravejar, desviando a atenção para os filhos:

— Oceis mi sigura gente!... Mi sigura, sinão ieu hoje faço uma bobage ca Arzira... Ô diaxo de muié atentada, sô! Ela veve pa modi mi amolá! Será qui ieu num tenho sussego nem pa arrumá a dispensa qui essa dismazelada num cuida?! Aqui tá uma miada danada. Tá chei de rato!

Disse isso e pegou o cavalo. Saiu a galope, sem ser visto.

Uma das filhas, preocupada, deu o sinal assim que viu que o pai não aparecia para o almoço. Foram primeiro ao paiol. Procuram pelos arredores da fazenda e nada de achar o homem. Foi quando Adolfinho, o neto mais novo, entrou na cozinha correndo.

— Ô vó Zirinha! Ieu tava lá no curral brincano e o vovô Dorfo passô lá e deu um abraço ni mim e falô que tava dispidino, pruquê ia pulá lá de riba da cachuera do Cerradão...

Foi um alvoroço! Gente correndo pra todo lado! Aquele dia parecia que ele ia cumprir a ameaça. A fim de evitar a tragédia, saiu dali uma multidão: filhos, genros, noras e alguns netos. Todo mundo correndo a pé. Serra arriba, lá se foram! Dona Alzira não quis ir, alegou que o reumatismo a impedia de acompanhar a carreira do povo. Entregando o caso a Deus, pegou seu terço e foi rezar no silêncio do quarto.

Ouvia-se ao longe o barulho da cachoeira. Os mais jovens correndo na frente. Alguns, perdendo as forças, iam ficando para trás. Logo depois da curva, avistaram o cavalo solto, pastando calmamente.

As filhas, chorando e já sem esperança de achar o pai vivo, gritavam em desatino:

— Paiêêê! Num faiz isso cum nóis não! Nóis jura qui num contrareia mais o sinhô! Pelamordedeus! Num pula não!

Nestas alturas, em meio à choradeira das mulheres, os genros haviam se apartado da turma, para discutir a partilha das terras do sogro.

— Ieu fico cum aquela fazenda lá do chapadão, disse o Osvaldo.

Ao que Odorico foi logo retrucando:

— Veiaco, hein?! Tá iscoieno a mió procê, né?

Gertrudes, uma das noras, tratou de cortar o assunto:

— Oceis ispera amenos nóis interrá o home pa dispois parti os trem dele, uai... Já imaginaru se os fio dele iscuta isso?!

Foi quando um dos netos gritou:

— O vô Maradorfo tá aqui! Tá vivim! Ieu achei ele!

Avançaram os passos e avistaram o homem acomodado em uma pedra, bem no alto, onde as águas ferozes encontravam o precipício e caíam de uma altura de quase duzentos metros.

Tranquilo, o velho Mário Adolfo cortava um pedaço de fumo de rolo com o canivete, tendo ao lado um embornal com uma vasilha de café e uns pães de queijo. As botinas ao lado, na pedra. Os pés descalços balançando ao vento. Ele nem deu confiança àquela pequena multidão.

Disfarçando a decepção, um dos genros lhe diz:

— Grazadeus qui o sinhô inda num pulo, meu sogro! Nóis chegô bem in tempo de invitá essa disfeita qui o sinhô ia fazê cum nóis, sô!

O velho sogro olhou o genro de soslaio e respondeu:

— Pó pará cum essa cunversa pa boi drumi, qui ieu cunheço munto bem os genro amoroso qu’eu tenho. Tá mi iscutano, Osvardo?!

Os outros seguraram o riso ante a descompostura que o sogro passou no Osvaldo e ficaram calados.

— Pai do céu! O sinhô quais qui mata nóis tudo de tanto susto! A mãe tá lá em casa numa agunia di dá dó, tadinha!

Sossegado, o fazendeiro fechou o canivete, acendeu o pito de palha, acomodou as costas no barranco do rio e falou para todos ouvirem:

— Uai, cambada! Oceis deve de tá tudo variano... Intão acharo qu’eu sô besta ou caduco? Pensaro qui ieu ia intrá nesse mundão de água fria com os pé quente das butina e cum corpo suado de tanto andá a cavalo, subino essa serra? Ieu tô é isperano refrescá os pé e o corpo quente, pa adispois ieu pulá da cachuêra! Pa mode qui, sinão, inda pego u’a gripe ou inté uma constipação...

Maria Mineira
*Esta e outras 52 histórias fazem parte do livro:“Ao Pé da Serra- Contos e Causos da Canastra” de Maria Mineira. Para adquirir um exemplar entre em contato pelo facebook ou pelo e-mail:mariamineira2011@yahoo.com.br

Mingau doce de fubá com queijo

Os ingredientes são esses:
1 litro de leite
3 colheres cheias de fubá
1 colher  de manteiga
Açúcar a gosto
1 xícara  de queijo de Minas em cubos
Canela a gosto

É muito simples fazer: 

Coloque o leite para ferver, deixando 1 xícara de leite reservada; 
Dissolva o fubá no leite reservado e misture ao leite fervente, mexendo com uma colher, até cozinhar e ficar com consistência de mingau; 
Acrescente, manteiga, adoce com açúcar a gosto (eu coloco uma pitadinha de sal para balancear o açúcar)  e coloque um pouco de queijo e deixe por 2 minutos. Após isso,  retire do fogo; 
Coloque queijo nos pratos e despeje o mingau ainda quente, pulverize com canela e sirva à vontade. 

Declaração mineira de amor aos amigos

Ocê é o colírio du meu ôiu.
... É o chicrete garrado na minha carça dins.
É a mairionese du meu pão.
É o cisco nu meu ôiu (o ôtro oiu - eu tenho dois).
O rechei du meu biscoito.
A masstumate du meu macarrão.

Nossinhora!
Gosto dimais DA conta docê, uai.

Ocê é tamém:
O videperfume DA minha pintiadêra.
O dentifriço DA minha iscovdidente.

Óiprocevê,
Quem tem amigossim, tem um tisôru!

Ieu guárdêsse tisouro, com todu carinho ,
Du Lado isquerdupeito !!!
Dentro do meu Coração!!!

AMO Ocê, uai!!!

Autoria desconhecida

sábado, 13 de janeiro de 2018

Dobradinha com feijão branco

Dobradinha com Feijão Branco é uma delícia nas mesas mineiras...Muitas pessoas adoram essa receita!Aproveite.
INGREDIENTES
1 kg de dobradinha limpa
1 kg de feijão branco
200g de bacon
300g de linguiça calabresa
300g de linguiça paio
Sal e pimenta a gosto
Cebola,alho,pimentão
2 tomates picados
Cheiro verde a gosto

MODO DE PREPARO
Ferventar a dobradinha, escorrer e lavar.
Coloque para cozinhar com água e sal.
Cozinhe o feijão separadamente e escorra.
Frite todos os ingredientes juntos (Bacon,linguiças).
Refogue tudo em uma panela só;
Refogue o alho,a cebola,o pimentão e o tomate.
Na mesma panela que refogou o alho,a cebola e o tomate coloque o feijão e a dobradinha,despeje 1 litro de água e deixe ferver por 15 minutos.
Coloque cheiro verde a gosto e está pronto...
Vamos saborear essa delícia
Fonte:http://gshow.globo.com/receitas-gshow/receita/dobradinha-com-feijao-branco-562423164d388521cf000049.html

Diamantina é conhecida como a cidade musical de Minas Gerais. Hospedagem, alimentação, o que levar....

Os diamantes da região deram o nome à cidade histórica mineira conhecida pelo patrimônio e pela musicalidade. (foto acima Tio Gegeca) Diamantina, na Região Central do estado, inspira notas musicais, é o que dizem moradores imersos em um cenário de arte e cultura. Um artesão, um historiador e um músico lançaram um olhar sobre a cidade e um convite ao turista. “Quando chega um visitante em Diamantina, é hora de correr e juntar os amigos para apresentar a seresta. Não tem dia marcado, nem horário definido. Tocamos e cantamos por puro prazer”, diz Expedito Silvério da Silva, 79 anos, músico e seresteiro desde os tempos da juventude.

De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, Diamantina recebe cerca de 150 mil turistas por ano. Nas ladeiras, becos e praças, o visitante se depara com os casarões e suas histórias, que deram à cidade o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Mais que profissão, a música é motivo de orgulho. “O pagamento para nós seresteiros é ver o brilho nos olhos dos turistas, o canto que nos acompanha e o sorriso estampado nos rostos destas pessoas. A salva de palmas ao final é a maior recompensa”, conta Silva emocionado.

O historiador Erildo Antônio Nascimento de Jesus, 49 anos, diz que em todas as famílias da cidade existe pelo menos um músico, e não é à toa que também é conhecida como a “Capital Brasileira da Seresta”.
Vesperata

A Vesperata (foto acima de Edison Zanatto) é outro atrativo musical que o turista não pode perder. O show acontece ao ar livre, na Rua da Quitanda, no centro histórico da cidade, dois sábados por mês, de março a outubro, quando não chove em Diamantina. Nas sacadas e janelas dos prédios históricos ficam os músicos, que são regidos por maestros que se posicionam no meio da rua, entre os espectadores.

No rico repertório estão apresentações de músicas populares brasileiras e internacionais. “A sensação que temos como público é indescritível. A pequena Diamantina parece se transformar em um imenso concerto que jamais vi igual em outro lugar, seja no Brasil ou no exterior”, relata o historiador.Sentado em mesas ou mesmo em pé, o público é atendido por garçons dos bares próximos, tornando a programação ainda mais agradável, com a opção de degustar tira-gostos tipicamente mineiros, uma cerveja gelada ou até mesmo um vinho. A banda é regida e composta por integrantes do 3º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais e por jovens músicos da Orquestra Mirim.
Bartucada
 
A Bartucada, um grupo de percussão, é outra atração imperdível. A tradição foi firmada no carnaval, muito popular na cidade. (foto acima arquivo Secretaria de Turismo de Diamantina) Em janeiro, turistas podem ter a sorte de participar dos ensaios. Nos meses seguintes, a banda se apresenta em outros estados.

O historiador Erildo explica o diferencial da banda. “A Bartucada é formada por mais de 300 músicos, entre médicos, advogados, engenheiros, publicitários, profissionais liberais, executivos, estudantes e jovens que possuem uma vida comum no dia a dia, mas que vivenciam na Bartucada momentos de alegria e de prazer”, diz.
Artesanato
Para o artista plástico Marcelo Brant, 44 anos, a religiosidade é outro ponto marcante no centro histórico. “Faço estandartes que mostram a permanência de traços e de referenciais da fé católica na cultura profana nos tempos atuais. A cidade é pura inspiração, com sua arquitetura, seus costumes e sua religiosidade”, explica. (na foto acima, de Fernando Bezerra, o artesanato de Diamantina e na foto abaixo Marcelo Brant segura um dos estandartes de sua
criação (Foto: Marcelo Brant/Arquivo Pessoal
)
Marcelo conta que criou seu primeiro estandarte aos 13 anos. Ele lembra que quando era criança acompanhava as procissões religiosas que percorriam as ruas de cidade histórica de Diamantina. “Ficava encantado com os estandartes conduzidos pelos fiéis. Pegava panos e vassoura e imitava quando chegava em casa", recorda.

Hoje, o artista plástico tem um ateliê no centro de Diamantina e o turista pode comprar um de seus estandartes para levar como lembrança. Marcelo diz que a procura dos turistas é muito grande para usar suas peças como decoração de ambientes.

Pontos turísticos
Aos sábados pela manhã, a dica de Marcelo Brant é o Mercado Municipal, onde o turista pode aproveitar a Feira de Produtores Rurais e Artesanatos. Lá, o visitante encontra cachaças, queijos, mel e ingredientes exóticos, como broto de samambaia e ora-pro-nobis. Também estão presentes os artesãos com as famosas cerâmicas do Vale do Jequitinhonha. Já o músico Expedito diz que o turista não pode deixar de visitar o Museu de Juscelino Kubistschek e a Casa de Chica da Silva. (na foto acima de Lucas Vieira o Passadiço do Glória)

“A casa onde viveu meu amigo e companheiro de seresta foi transformada em museu. Os cômodos abrigam biblioteca, objetos pessoais, fotos e os violões do ex-presidente”, conta Expedito. O Museu JK fica aberto de terça a quinta, das 9h às 17h; sexta e sábado, das 9h às 18h; e aos domingos, das 9h às 14h.

A Casa de Chica da Silva é composta por um acervo de pinturas e objetos pessoais. Lá morou, entre 1763 e 1771, o contratador João Fernandes de Oliveira em companhia de sua amante, a ex-escrava Chica da Silva. A casa tem um grande terreno nos fundos e uma fachada lateral de influência árabe . Atualmente abriga a sede da 16ª sub-regional do IPHAN. As visitas podem ser feitas de terça a sábado, das 12h às 17h30; e aos domingo, das 9h às 12h.

E para quem gosta de conhecer pontos históricos, não pode deixar de visitar alguns dos principais destaques da cidade: Casa do Padre José da Silva Rolim (Museu do Diamante), Capela da Santa Casa de Caridade, Praça da Unesco, Cruzeiro do Cula, Vila de Biribiri, Catedral de Santo Antônio, Distrito de Extração, dentre outros.

Turismo de aventura
A aventura também tem lugar em Diamantina. (na foto acima de Edison Zanatto a Cachoeira dos Cristais, uma das mais belas da região) Porta de entrada das chapadas da região central do Brasil, a cidade é circundada por cachoeiras de até 70 m de queda e tem vegetação densa e preservada. Os picos favorecem as escaladas e o rapel, e os vales são propícios às caminhadas. De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, as práticas de esportes de aventura fazem parte de um novo projeto da prefeitura. Os turistas interessados nessas programações devem procurar a Central de Atendimento ao Turista (CAT).
Hospedagem e alimentação
Para oferecer conforto ao turista, a cidade dispõe de opção de hospedagem em hotéis e pousadas simples ou mais confortáveis, com características típicas da cidade histórica. Existem também outras opções como camping e aluguel de quartos em casas dos moradores da cidade. Os restaurantes e bares oferecem opções de ‘self service’ e comida ‘a la carte’, sempre predominando as comidas típicas mineiras.
O que levar
Na hora de fazer a mala, algumas dicas são importantes. O turista não pode deixar de levar calçados confortáveis, já que as ruas e ladeiras de Diamantina são de pedras. Casaco ou blusa de frio também são importantes. Mesmo no verão, a temperatura sempre cai ao anoitecer. (Pelo site da Prefeitura de Diamantina http://diamantina.mg.gov.br/ você pode obter mais informações) 

Carolina Farah - Do G1 MG
Link original da matéria: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/12/diamantina-e-conhecida-como-cidade-musical-de-minas-gerais.html

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Bolo de Laranja com Casca molhadinho

INGREDIENTES
MASSA:
1 laranja inteira com a casca e sem caroços
2 xícaras (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de óleo
4 ovos (claras e gemas separadas)
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
margarina e farinha de trigo para untar

CALDA:
2 xícaras (chá) de suco de laranja puro
1/2 xícara (chá) de açúcar

MODO DE PREPARO
Massa:

No liquidificador, bata a laranja, o açúcar, o óleo e as gemas. 
Despeja em uma tigela, junte a farinha, o fermento e misture. 
Adicione as claras batidas em neve e mexa delicadamente. 
Coloque em uma fôrma de furo central untada e enfarinhada. 
Leve para assar em forno pré-aquecido, por mais ou menos 30 minutos. 
Desenforme, fure com um palito ou garfo e despeje a calda quente.
Calda:
Junte o suco de laranja e o açúcar e leve ao fogo em uma panela até levantar fervura. Jogue ainda quente por todo o bolo. Bom apetite.

O Mineiro de Botas e o Mané Pelado

Meu pai gostava muito de queijo, como todo mineiro. Um de seus pratos preferidos, que eu apreciava muito e até hoje gosto, é o Mineiro de Botas. O prato que meu pai fazia era mais simples, consistia em derreter queijo na frigideira com manteiga e açúcar. Quando o queijo estava derretendo, colocava farinha de mandioca e mistura tudo. Às vezes derretia o queijo com fatias de goiabada ou bananas. Era delicioso. 

O gosto do queijo derretido, com o açúcar misturado a farinha é inconfundível. Até hoje faço com gosto esse pratinho simples no meu café da manhã.

O Mineiro de Botas hoje é diferente. Com o passar do tempo, ganhou novos ingredientes. O que é mais comum hoje, não leva farinha de mandioca.

Mineiro de Botas
Ingredientes: 

3 colheres de sopa de manteiga sem sal 
8 bananas nanicas maduras 
 200 gramas de queijo Minas fresco fatiado 
1 xícara de doce de leite 1 canela em pó a gosto
O modo de fazer é simples: em uma frigideira derreta a manteiga e frite as bananas até dourarem dos dois lados. 
Desligue o fogo e cubra as bananas com as fatias de queijo e espalhe o doce de leite. 
Polvilhe com canela e leve ao fogo por alguns minutos, até o queijo derreter.

Assim está pronto o Mineiro de Botas atual. Mas confesso que prefiro ainda o que o meu pai fazia, é mais simples e para mim tem o doce gosto de saudades. Pra mim que amo farinha, é bom demais do jeito que meu pai fazia.

Mané Pelado é um bolo que usa mandioca, coco e queijo Minas. Uma tradição muito gostosa que é muito apreciada por mim e minha família.

Pra fazer o Mané Pelado use
500 g de mandioca ralada 
100 g de manteiga em temperatura ambiente 2 xícaras rasas de açúcar 
200 g de queijo minas ralado (ou queijo coalho) 
4 ovos ligeiramente batidos 
1 colher de chá rasa de erva-doce 
1 garrafinha de leite de coco 
150 g de coco ralado 
(100 g para o bolo e 50 g para cobertura) 
 ½ copo de leite
Canela em pó (opcional)
Pra fazer não é muito difícil: Bata na batedeira a mandioca com a manteiga e o açúcar. 
Agora, apenas misturando, acrescente o queijo, os ovos, a erva-doce, o leite de coco e 100 gramas do coco ralado. 
Misture bem e acrescente o leite. 
A massa deve ficar mole (se precisar coloque mais um pouco de leite). 
Colocar em uma assadeira média untada com manteiga, e salpique a superfície da massa com o restante do coco ralado. 
Levar ao forno pré-aquecido a 180˚, por 1 hora, ou até ficar dourado. 
Deixar amornar e cortar em pedaços. 
Pode também polvilhar canela em pó para servir.

Viu como é fácil? Bom é comer, tanto o Mineiro de Botas, quanto o Mané Pelado.

Extraído do livro Doces Momentos de Arnaldo Silva. Quem se interessar pelo livro, entre em contato com o escritor pelo e-mail: arnaldosilva@bdonline.com.br
Imagem ilustrativa. Não consta no livro. Pintura do artista plástico Rui de Paula

Buscando lenha

Fogão a gás era inexistente no Brasil rural até os anos 80. O fogão a lenha era soberano. Aquecia a casa em dias de frio e ajudava na defumação de carnes. Além do gosto inconfundível que é a comida feita no fogão a lenha.

Fogão depende de lenha e para ter lenha, tinha que buscá-la no mato. Não era uma tarefa fácil, tinha que andar longas distâncias e ir juntando lenha boa para o fogão. Geralmente era trabalho das mulheres.

Sai uma vez com minha avó no mato para buscar lenha. Ela juntava muita lenha, amarrava bem e colocava o fecho de lenha na cabeça, sobre um pano para aliviar um pouco o peso. Era pesada, pesava muito. Esse trabalho era todos os dias.

Após a comida pronta, tinha que arrumar o fogão. Limpar as cinzas e barrear ao redor. Os fogões a lenha de hoje são feitos em tijolos e revestidos em cerâmica. Naquela época não. Era feito em tijolinhos e barro. E sempre tinha que passar barro nele para que não ficasse muito escuro, devido à fumaça.

Chegamos a casa. Minha avó com um fecho enorme de lenha na cabeça e eu com gravetos. Era bem pequeno, tinhas uns sete anos e carreguei o que pude carregar. Minhas tias estavam debulhando milho verde, ralando e espremendo o milho num pano. Via o caldo do milho caindo num balde. Era dia de fazer pamonha doce. Sempre gostei de pamonha, principalmente com queijo.

Minha avó colocou a lenha perto do fogão e começou a prepará-lo para cozinhar a pamonha.

É meio trabalhoso fazer, mas tudo que é gostoso dá trabalho mesmo. O segredo de uma boa pamonha é saber amarrar as palhas para que a massa fique lá dentro e não vaze.

Mingau de milho verde e pamonha eu simplesmente amo. Pamonha doce com queijo Minas, não tem melhor.

Ficava agachado no quintal, junto a um fogão improvisado com um enorme tacho, só para ver as pamonhas enroladas na palha do milho fervilhando.

Não via à hora de esfriarem para comer algumas.


Trecho do livro Doces Momentos, do escritor Arnaldo Silva. Quem quiser adquirir o livro, entre em contato com o autor pelo e-mail:arnaldosilva@bdonline.com.br
Imagem ilustrativa. Pintura do artista plástico Carlos Madeira

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Receita de Rosquinha de Queijo

INGREDIENTES
3 xícaras de queijo meia cura ralado fino
1 xícara de nata
2 xícaras de açucar
1 xícara de leite
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de fermento em pó
Mais ou menos 1/2 kg de farinha de trigo até dar o ponto de enrolar
COBERTURA:
2 xícaras de açúcar
1 xícara de água
Açúcar refinado misturado com canela e coco ralado a gosto.
MODO DE PREPARO
Misture todos os ingredientes da massa
Ela deverá ficar consistente porém macia para enrolar
Não precisa deixar crescer
Forme cordões, enrole-os em forma de caracol
Coloque numa assadeira (não precisa untar) e leve ao forno pré-aquecido por 20 minutos ou até dourar
Misture o açúcar com a água e deixe ferver uns 5 minutos
Passe as rosquinhas na calda e no açúcar refinado misturado com a canela e o coco
Essa imagem foi enviada por Ozanira Bernardes para Conheça Minas.

Virgínia, no Sul de Minas, terra de encantos

Quando o padre Custódio fundou Virgínia (foto acima do portal da cidade Tiago Pinto), antes ele foi até o céu e pediu ao Criador que deixasse trazer um pedacinho do céu para a terra. Com o consentimento do Homem, fundou essa terra maravilhosa, entre montanhas famosas de belezas majestosas.

Viver nessas pomposas cordilheiras da linda terra mineira é o orgulho do Brasil. Nos sentimos felizes em poder desfrutar primaveras reverdecestes, dos verões onde a festiva passarada volta em contente matinada a desferir o meigo cantar. Nos outonos recheado de frutas saborosas e invernos em que o frio é aquecido pelo calor humano. Nessa terra de harmonia em decantada magia o coração vibrar. As águas aqui são mais limpas, veloz e sonoroso pelo rio Caetê, num eterno marular, corre em fulgente formosura com destino para o mar.

Uma das tradições de Virgínia são os doces caseiros, como este, de pêssego, feito pela mãe da Miriam Guedes, moradora da cidade. Virgínia é a terra dos pêssegos.
Fundada em, 1865, pelo Padre Custódio de Oliveira Monte Raso, que seguia para a cidade de Cristina, ficou impressionado pelo panorama. Convenceu os proprietários daquelas terras, Diogo José Labat Uchôas e Francisco Ribeiro Pires, a doarem cinco alqueires de terra, para que erguesse uma capela, que seria dedicada a Nossa Senhora da Conceição. O fundador escolheu para lugar o nome de Virgínea, em homenagem à VirgemSantíssima e em alusão a mata virgem que cobria o local. Da palavra Virgínea veio à corruptela Virgínia.

Portugueses foram os primeiros desbravadores da região, a procura de ouro e pedras preciosas. Como esse objetivo foi frustrado, dedicaram-se à agricultura. Hoje, com mais de cem anos de existência, o município se sobressai no cultivo de frutas, marmelo, ameixa e pêssego, o segundo de figo e o terceiro de pera, do estado de Minas Gerais. Integra-se a microrregião Terras Altas da Mantiqueira a Associação dos Municípios do Circuito das Águas e tem sua sede a 448 quilômetros de Belo Horizonte. As origens do município estão ligadas ao Ciclo do Ouro, quando, desbravadores portugueses não encontrando ouro no local, e também pedras preciosas, ressoaram fixar-se na região. Na metade do século XIX, foi erguida uma capela dedicada a Nossa senhora da Conceição, e o povo logo se desenvolveu ao seu redor. E no ano de 1865 passando a categoria de município e se separando de Pouso Alto em 1911.

Por Lei providencial de 27 de dezembro de 1861 foi elevada à categoria de freguesia de Cristina e entregue aos cuidados paroquiais do Padre Manoel Carlos de Seixas Rabelo, que dirigiu a paróquia até 21 de novembro de 1921, quando faleceu. Assumiu a paróquia o então coadjutor Monsenhor Dalísio Batista Dini, que permaneceu até 15 de novembro de 1978.

Falemos hoje da realidade virginense. Morar nesse cantinho abençoado por Deus é desfrutar dos encantos da natureza.De sentir a presença viva dos sabores divinos. Aqui tudo se semeia, e a colheita é farta!

Temos os nossos artistas ocultos.  (foto acima de Alexandre Ramos) Cito entre tantos o jovem Antônio José Carvalho que com sua simplicidade vai esculpindo vários pássaros de jardins vendidos em grandes metrópoles. O Marquinhos da Gaiada que desenha com mãos de fada. Temos também Candinha do Irineu, a Maria do Tinga entre outras que bordam e fazem crochê como ninguém. Se no nordeste têm mulheres rendeiras, aqui temos as senhoras crocheteiras.
Virgínia é uma cidade alegre, onde o povo se confraterniza com um “bom dia, uma boa tarde e uma boa noite”. As saudações são espontâneas. As famílias criam seus filhos nos mandamentos divinos.

Com uma administração voltada para o futuro, hoje a cidade coração do Sul de Minas bate compassadamente em busca do progresso. É a cidade que mais cresce na região, é um canteiro de obras bem organizado e as construções vão se misturando com a arquitetura moderna e os velhos casarões.
Destaca-se nas festas, ponto de encontro entre jovens e idosos. A semana santa é reflexo dos ensinamentos de Cristo. A exposição agropecuária é o momento maior, onde toda a população se une para abraçar o ilustre visitante. Destaca-se também a festa de São Sebastião, São José e a tradicional festa da Santa Casa de Caridade e da Apae. (foto acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)

A zona rural, rica em agricultura e fruticultura, principalmente o lado sul, as montanhas predominam e o clima é tipicamente europeu, frio e úmido e as belezas naturais com várias cachoeiras e matas nativas são grandes atrativos para os turistas e visitantes.

O slogan que Virgínia é cidade de mulheres bonitas e homens trabalhadores é a mais pura realidade.

Venha comprovar isso, estamos de braços e corações abertos para recebê-los.

Por José Afonso/Para o Jornal da Serra
Fonte:
http://www.sulminas146.com.br/virginia-no-sul-de-minas-terra-de-encantos/
(reprodução autorizada pelo site Sulminas146.com.br)

Rosquinhas de laranja. Fáceis de fazer e deliciosas. Veja a receita!

INGREDIENTES
150g de manteiga
1 xícara e 1/2 (chá) de açúcar
1 colher (chá) rasa de sal
2 ovos grandes inteiros
3 colheres (sopa) de creme de leite fresco
1 colher (chá) bem cheia de fermento em pó
3 colheres (sopa) de raspa de laranja
1 xícara (chá) de maizena
4 xícaras (chá) de farinha de trigo
MODO DE PREPARO
Misture bem todos os ingredientes, exceto a maizena e a farinha de trigo
Junte-as posteriormente aos poucos e amasse bem
Deixe a massa descansar por 15 minutos
Faça as rosquinhas, pincele com gema, passe-as em farinha de milho amarela em flocos, colocando-as na assadeira
Leve ao forno moderado, por 15 a 20 minutos

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Aprenda a fazer Bolo de Fubá assado na brasa, como antigamente.

Antigamente não existia fogão a gás no interior e muito menos fornos microondas. Para assar bolo se fazia desse jeito, a brasa. Quem experimentou bolo assim sabe com certeza o quanto é melhor que os bolos atuais, principalmente no cheiro e sabor. Um cheiro de infância, de saudades, de interior, de Minas Gerais.
Ingredientes
4 ovos
3 xícaras de fubá
1 xícara de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1/2 colher de chá de erva doce
1 xícara de óleo
1 xícara de leite
1 colher de sopa de fermento em pó Royal
Modo de preparo
Junte o fubá, o açúcar e o leite.
O Fermento é colocado por último.
É ele que faz a massa crescer.
Em outra travessa, misturar os ovos, com o óleo, o leite e a erva doce.
Misture tudo.
Bata o bolo à mão.
Para untar a forma que, na verdade, é uma panela de ferro, use um pedaço de folha de bananeira.
É ele que protege a massa levada à brasa.
A panela é colocada na taipa do fogão à lenha e coberta com uma chapa de aço, também com brasa.
Assim, o bolo fica pronto em 20 minutos.
O segredo não está só na receita.
Está também no fogo.
Tanto a brasa de baixo como a de cima têm de estar na temperatura certa. Se passar do ponto, o bolo queima.
A temperatura ideal para assar o bolo é de 180 graus.
Abaixo passo a passo.
1 - Coloque a massa numa panela de ferro
2 - Cubra a panela com uma chapa de ferro ou corte uma lata. Cubra com brasas
3 - Deixe assar e por fim, é só servir

Fotografias de Carias Frascoli - Cristais MG

Pesquisa aponta que população do interior é a mais satisfeita com a vida

Serra da Saudade é um município, localizado em Minas Gerais, com menor numero de habitantes e o menor colégio eleitoral do país (foto: Euler Junior/EM/D.A Press)
O Índice de Satisfação com a Vida, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), constatou que a população mais satisfeita com a vida reside nos municípios do interior do país. Foi lá onde se atingiu maior pontuação, 66,9 pontos, de uma escala de 0 a 100.

Os menos satisfeitos são os que vivem nas periferias, 62 pontos. A pontuação obtida por residentes nas capitais ficou em 64,7 pontos.

Também é no interior onde se tem menos medo de perder o emprego, segundo o Índice de Medo do Desemprego. Lá o índice registrado ficou em 64,5 pontos, enquanto nas capitais e periferias esse índice ficou em 67,5 pontos.

O brasileiro estava com menos medo de perder o emprego em dezembro do que em setembro de 2017. No entanto, segundo o Índice de Medo do Desemprego e o Índice de Satisfação com a Vida, divulgados nesta sexta-feira (5) pela CNI, o brasileiro está mais preocupado com essa possibilidade, se comparado a dezembro de 2016.

De acordo com o levantamento, o índice relativo a medo de desemprego estava em 65,7 pontos em dezembro de 2017. O valor representa uma queda de 2 pontos em relação a setembro do mesmo ano.

Na comparação com dezembro de 2016, no entanto, o índice representa uma alta de 0,9 ponto – o que significa que o medo do desemprego aumentou.

De acordo com a CNI, o valor está “muito acima da média histórica”, que é de 48,8 pontos, e que a alta de 0,9 ponto indica “persistência da insegurança em relação à recuperação do mercado de trabalho".

A economista da CNI Maria Carolina Marques justifica essa alta explicando que o emprego reage “de forma defasada” à recuperação da economia, e que as empresas contratam somente quando têm segurança de que o crescimento será sustentado.

"A população percebe essa demora na reação do mercado de trabalho e o medo do desemprego continua elevado. À medida que o crescimento econômico se mostrar sustentado, o resultado no emprego deve aparecer com maior intensidade e o medo do desemprego deve ceder", disse a economista.

A pesquisa da CNI apontou também que a satisfação do brasileiro com a vida diminuiu entre setembro e dezembro do ano passado, atingindo 65,6 pontos em dezembro.

O valor é 0,4 ponto menor do que o registrado em setembro e 1,2 ponto abaixo do registrado em dezembro de 2016. O Índice de Satisfação com a Vida é também inferior à média histórica, de 69,9 pontos.

O levantamento da CNI, realizado a cada três meses, foi feito entre 7 e 10 de dezembro de 2017, com 2 mil pessoas, em 127 municípios.


Com Agência Brasil
Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/01/05/internas_economia,929008/pesquisa-aponta-que-populacao-do-interior-e-a-mais-satisfeita-com-a-vi.shtml

domingo, 7 de janeiro de 2018

Aprenda a fazer Geleia de Jamelão. É divina gente!

 Esse fruta de origem Malasiana é abundante no Brasil. A ciência estuda essa planta como medicinal para o combate ao câncer e diabetes. Mas além de saborosa in natura, pode se fazer sucos, bolos, licores, sorvetes, batidas com vodca e geleias com a fruta. Aprenda a fazer geleia de jamelão.
 Ingredientes: 
-800 de frutos com caroço (sem caroço 550g) 
-250g de açúcar 
-2 colheres de sopa de suco de limão. 
Modo de Preparo: 
Leve ao fogo em panela grande e grossa os frutos higienizados e sem sementes, junte o açúcar e o suco de limão, mexa com freqüência. 
O fogo deve ser médio, ou médio baixo para cozinhar devagar. 
O meu doce demorou 45 minutos. 
O resultado é impressionante. O sabor é delicioso e único. Melhor geleia que já experimentei na vida. Não lembra nada o sabor das outras geleias. 
Vale a pena fazer.
Comi a geleia com biscoito água e sal e café. 
Pode comê-la com queijo Minas, claro, torradas e se gostar, com pimenta Dedo de Moça, com lombo assado.
A geleia de Jamelão é divina, podem acreditar e fazer gente! A fruta é abundante no Brasil, praticamente em todas as cidades tem pés, só ir no pé e pegá-las, de graça!

Como falei, essa fruta é abundante e ignorada. Ao invés de ficar achando que o fruto ao chão é sujeira, veja como um poderoso alimento. As folhas e sementes estão sendo estudadas como remédios para combater o câncer e diabetes. Então, Jamelão ou Jambolão, não é uma fruta qualquer, é uma fruta pra lá de especial.
Texto e fotos: Arnaldo Silva. Receita feita por Graciela Lopes

sábado, 6 de janeiro de 2018

A casa de meus avós

Quando eu ia pra roça, de longe já avistava a casa dos avós, no povoado do Salitre.

Era uma casa em estilo barroco, na cor branca por dentro e por fora, com janelas e portas em madeira, pintadas de rosa. Não tinha chaves, nem cadeados. Eram trancadas com tramelas.

Ao redor da casa tinha um quintal enorme. Ao lado um curral bem cuidado, cheio de vacas leiteiras. Tinha também um paiol ao lado que vivia sempre abarrotado de milho. 

No quintal tinha um enorme cajueiro. Vários pés de laranjas e mexericas. Jabuticabas e goiabas tinham demais. Jambo, manga, romã. Entre um pé de manga e o cajueiro, tinha algumas varas de bambus que servia de poleiro para as galinhas, que eram criadas soltas.

Elas faziam os ninhos no mato e saíamos sempre pelo mato a fora para encontrar os ninhos. Rapidinho já estava de volta com cestos cheios de ovos.
Ao lado da cozinha tinha um giral, onde minha avó colocava as panelas lavadas e bem areadas. Minha avozinha querida sabia fazer sabão caseiro e muito bem.

O fogão a lenha era um brinco, muito bem cuidado e barreado todos os dias. Tinha uma travessa de madeira sobre ele, onde sempre tinha lingüiça e carne pendurados para defumar naturalmente.
Pra lavar roupas tinha uma mina, a uns 100 metros da casa. A água era pura e cristalina e as roupas ficavam limpinhas. Minha avó fazia as roupas. Tinha uma roda de fiar e máquina de costura. Costurava como ninguém e ensinou isso para todas as filhas.

Água pra beber e fazer comida vinha da mina. Minha avó buscava na mina em potes de barro e sempre ficava fresquinha. Um sabor totalmente diferente.
A cama era feita com madeira de cerejeira, encontradas na mata mesmo. O colchão era pano cheio de palha e o travesseiro era pano cheio de flor de paina.

Não podia deixar de ter na casa, claro, uma dispensa. Nessa dispensa eram guardados o arroz, o feijão e mantimentos. Nela também se fazia os queijos. Lembro bem, no teto, tinham tábuas amarradas em cordas, cheio de queijos. Tinha uma porta e uma pequena janela, sem iluminação. Parecia uma caverna. Por isso que os queijos da minha avó eram bons demais. 
A maioria dos queijos era para vender ou trocar e claro, fazer as quitandas que minha avó sabia fazer como ninguém. Tinha um mandiocal na fazenda e meus tios colhiam as mandiocas e minhas tias faziam farinha e polvilho. Nunca comi quitandas tão gostosas como minha avó fazia.

Na casa, sempre tinha biscoitos de queijo e de polvilho para os filhos, netos e claro, para as visitas.

A casa era grande. A família era numerosa. Com a minha mãe eram 11 filhos. Naquela época ninguém tinha menos de sete filhos. Não existia a época as opções de diversão de hoje, nem energia elétrica. 

O jeito era deitar cedo e namorar. Como não existia anticoncepcionais naqueles tempos, quase todo ano era um filho. E ter muitos filhos era motivo de orgulho dos pais e quanto mais filho melhor. Desde pequenos, os filhos já iam para o trabalho na roça. Tinha criança de sete anos pra cima já tirando leite, buscando gado no pasto ou fazendo algum tipo de trabalho na roça. Debulhar milho, cortar mandioca, bater feijão ou arroz eram os trabalhos mais comuns que todos faziam. 
O curioso era a casa por dentro. Tinha sala, cozinha, copa e quartos normais. O quarto dos homens era normal, com porta. Das mulheres não. A entrada ou saída é por um único lugar, pelo quarto dos pais e sem porta. Se elas fossem entrar ou sair, tinham que passar pelo quarto dos pais. 

Isso era para proteger as moças ou no caso, as famílias da desonra, caso algum interesseiro aparecesse ou as moças pensassem em dar uma escapulida à noite ou mesmo fugir. Ao entrarem para o quarto para dormir, lá ficavam. Não saiam para nada. Se tivessem vontade de fazer algo, tinha penico embaixo da cama, mas sair à noite, de jeito nenhum.
 Assim também era a casa. O quarto das moças, que na verdade eram dois quartos, tinha entrada por dentro do quarto do casal. A cama ficava rente a porta de entrada do quarto das meninas e ao lado, uma vara de marmelo. Caso elas aprontassem, a vara comia no couro delas.

Não tinha banheiro dentro de casa. Pra eles isso era falta de higiene. Tinha o que antigamente se chamava de “casinha”. Era uma pequena casinha, sobre uma fossa, com um buraco no meio. Sempre tinha sabugo de milho dentro da casinha. Não tinha papel higiênico e o sabugo era para limpar mesmo. Ardia que era uma beleza! Tinha uns que usavam folhas de bananeiras, mas era muito lisa e escorregava e acabava sujando mais que limpando.


A maioria preferia ir para o mato mesmo.

Mas ninguém nunca morreu por causa disso. O avô paterno de minha mãe morreu com mais de 100 anos, dizem que ele morreu com 127 anos. Meu avô materno viveu até os 87 anos e os outros irmãos dele, passaram dos 90. Minha tia, irmã de minha avó morreu com 91 anos. 
Eles trabalhavam muito. Levantavam cedo, antes de o galo cantar para buscar o gado no pasto, tirar leite ou ir para a roça plantar ou colher. Arroz, café, feijão, mandioca, milho. Começavam de madrugada e só voltavam ao pôr do sol. Cada um levava uma cabaça cheia de água, enxada, foice e na capanga, tinha um caldeirão pequeno com a comida, uma vasilha com biscoitos e outra cabacinha com café. E assim passavam o dia.

Nos meses de maio, agosto e dezembro, todos os membros da família se reuniam para um almoço especial. Além do tradicional almoço de domingo. Dias das Mães, Dia dos Pais e Natal era imprescindível a presença de todos na casa. E era um encontro maravilhoso. Os parentes vinham de longe só para visitar os pais nessas datas. Ausência era por um motivo muito justo e quase que injustificável. A família era valorizada e não tinha trabalho ou compromisso que impedisse a viagem. Só algo grave mesmo.

Quando eles se foram desse mundo, não teve mais esses encontros de família. O encontro era em torno deles e todos os filhos os respeitavam.

Tradição tão linda que se foi.

Era obrigatório tomar bênção dos avós, tios, pais e padrinhos. Sempre fomos ensinados a isso. Ao levantar e ao deitar sempre se ouvia “bença mãe, bença pai”, “bença tio, bença tia”, “bença vó, bença vô”.

São atos tão fáceis, tradicionais e de enorme valor sentimental. Pena que a geração de hoje não conhece isso. O prazer da reunião familiar em torno dos pais, da obediência aos mais velhos e de pedir a bênção para um pai, mãe, tios e avós. Receber um “Deus te abençoe meu filho” faz bem para o coração e alma.

Extraído do livro Doces Momentos do escritor Arnaldo Silva de Bom Despacho MG. Quem se interessar pelo livro, entre em contato pelo e-mail:arnaldosilva@bdonline.com.br
Ilustrações não estão no livro. A primeira imagem é tela feita pelo artista plástico Robson Neves. As outras fotos são de autoria de Arnaldo Silva