terça-feira, 19 de junho de 2018

O espelho das águas numa noite de São João

O dia amanheceu coberto por uma densa cortina branca, o sol parecia ainda em profundo sono repousado no horizonte. 

Rosinha pulou sobre Margarida que ressonava sonhando com os anjinhos. A noite era tão grande e o frio rigoroso dava vontade nem levantar, mas Rosinha ansiosa não deu trela para a preguiça e de mansinho abriu a porta e pé ante pé correu para a bica que despencava sobre o lajeado de pedras e escorria formando o poço de água cristalina com seu tom azulado de tão pura. 

Bocejando o poço inundava de fumaça branca o seu entorno. No seu interior os lambaris dançavam em constante malabarismo. 

Rosinha sabia como seria importante ver sua imagem no espelho das águas antes do nascer do sol, mas o hálito morno que subia em forma de neblina a impedia. Sentada no barranco com seus pezinhos submersos ela brincava com os peixinhos que vinham beijá-los. Entretida sem noção do tempo e do perigo permaneceu ali com sua encantadora inocência. A hipotermia gradativamente tomava seu corpo.

Quando o sol pintou afastando a densa neblina, um tremendo susto. Esbaforida Margarida correu até ao pai que ordenhava as vacas no curral a mãe voltava com os gravetos que fora buscar para o preparo do café.

- Papai... Mamãe! Gritou a menina! Rosinha não está na cama desapareceu!


Procurou por todos os lados e nada! A mãe correu para a bica e nada nem sinal o poço já não bocejava mais neblina alguma. Vasculharam as redondezas, foi ás casas de vizinhos, mas ninguém viu a adorável Rosinha. O desespero e a comoção tomaram a todos que se juntaram aos pais e procuravam por ela. Quando as esperanças se esgotaram a mãe voltou à bica viu uma trilha de pétalas de flores que adentravam pelo bosque eram flores de cipó de são João, seguiu a trilha e deparou-se com uma cabana até então nunca vista. Ela gritou:

- oh de casa tem alguém ai? Nenhuma resposta decidiu entrar, no chão sobre um estrado uma pele de cordeiro estendida e outra de lado, sentada sobre uma pedra Rosinha brincava amarrando flores no pescoço de um cordeirinho recém nascido. A mãe chamou centenas de vezes, mas ela parecia estar em outra dimensão e não atendia. Desesperada ela atirou sobre ela para abraçá-la, neste momento, ela, a mãe, acordou. Estava apenas sonhando numa noite de São João!

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Por Geraldinho do Engenho - Escritor, residente no Engenho do Ribeiro, distrito de Bom Despacho MG (fotografia de Arnaldo Silva)

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Lei abre mercado para queijo Minas artesanal no país

O tradicional e premiado queijo artesanal de Minas Gerais pode agora ganhar o país. É que a Lei 13.680/2018, publicada nessa sexta-feira (15/06/2018) no “Diário Oficial da União”, flexibiliza a inspeção da produção desses produtos, permitindo a comercialização entre Estados. Antes, com tantas restrições e exigências sanitárias, os produtores tinham dificuldade em vender o laticínio para além das fronteiras mineiras – apenas dez de 300 cadastrados no Instituto Mineiro de Agricultura (IMA) estavam em condições de “exportar”. 

“Os procedimentos foram simplificados. A lei representa uma nova era para o setor”, observa o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões. Ele explica que, antes, a legislação tentava adaptar a lei das grandes empresas industriais para os produtos artesanais, o que limitava a venda para outros Estados. “Não dá para comparar e fazer as mesmas exigências aos pequenos produtores artesanais. As condições são diferentes, e os produtos são diferentes dos industrializados”, alerta. 

Antes, os artigos artesanais de origem animal podiam ser vendidos entre Estados, desde que tivessem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura. Agora, o texto, sancionado nessa quinta-feira (14) pelo presidente Michel Temer, estabelece a substituição do SIF pelo selo Arte (de artesanato). A nova regulamentação vale também para embutidos.

Simões ressalta que, atestada a qualidade e a conformidade às normas sanitárias, os produtos serão comercializados livremente. “A medida vem em momento oportuno, quando a sociedade tem crescente interesse pelos produtos artesanais, de pequenos produtores, e de mão de obra familiar”, frisa. De acordo com a Faemg, a obtenção do selo era um dos entraves ao setor, devido à demora, além dos altos investimentos para atender diversas normas e requisitos, que passam pela estrutura e maquinário e que são fora da realidade da maioria dos produtores artesanais.

O produtor e presidente da Associação de Produtores de Queijo Canastra, João Carlos Leite, conta que tem o selo e confirma que não é fácil consegui-lo. “É difícil, com várias exigências, e demorado. Levei mais de um ano”, diz ele, que critica os custos para adequação às normas. Para ele, a nova lei reduz a burocracia e vai permitir que os pequenos produtores do Estado ganhem mercado e, consequentemente, renda.

Marly Leite, produtora da cidade de Sacramento, venceu o Super Ouro, no Campeonato Mundial de Queijos da França, no ano passado. Embora um de seus queijos seja considerado o melhor do mundo, ela tem dificuldades para vender em seu próprio país. “Hoje, eu me vejo num túnel muito escuro. Espero que essa lei possa mudar essa situação”, diz.

Regras
Para um queijo ser considerado artesanal, a produção deve ser feita com leite cru, sadio, integral e recém-ordenhado. O processo tem que seguir normas de qualidade específicas.

Origem
Os queijos têm características próprias, que dão a eles uma identidade regional, em função de altitude, temperatura, tipo de solo, pastagens e umidade do ar. Cada fator resulta em sabor e aroma específicos, que também variam conforme o tempo de cura.

Microrregiões oficialmente produtoras:
Araxá
Campo das Vertentes
Canastra
Cerrado
Serra do Salitre
Serro
Triângulo Mineiro

74 municípios do Estado produzem queijo artesanal 
Reivindicação antiga do setor
A Lei 13.680/2018, na prática, tira a fiscalização de produtos artesanais de origem animal, como queijos e salames, do Ministério da Agricultura e passa para os Estados. O próximo passo é a adequação da legislação estadual. “Esperamos que a lei mineira, que já tramita na Assembleia, seja adequada à Federal e aprovada com maior agilidade”, diz o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões.

A nova legislação, considerada pelo dirigente como a “alforria do setor”, chegou justamente na semana em que se comemora um ano desde o último grande feito da atividade: a conquista, por produtores mineiros, de 12 medalhas no maior concurso mundial de queijos, na França, o que, segundo Simões, comprova a qualidade dos produtos.

O presidente da Faemg ressalta que a regulamentação que permite a comercialização entre os Estados é uma reivindicação antiga do setor. “A legislação tem que refletir, respeitar a realidade dessa produção. Estruturamos uma comissão técnica do queijo Minas artesanal, de onde partiu toda a sistematização das propostas que hoje a lei contempla”, diz.
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Reportagem de Juliana Gontijo - Jornal O Tempo de Belo Horizonte (ilustração nossa)

Praça da Liberdade - arquitetura e cultura

Foto: Divulgação/PBH
Espaço para atividades físicas e apresentações artísticas dos mais diversos estilos, a Praça da Liberdade é ponto de convergência de vários equipamentos culturais públicos e privados. Lembrada pelos passeios familiares aos domingos e durante período natalino, o lugar permite a contemplação e o contato com o verde em meio à vida agitada de Belo Horizonte.

Tão impressionantes quanto o os jardins são as edificações que contornam o local: estilos barroco, clássico, medieval, moderno e pós-moderno convivem em harmonia com elementos neoclássicos. O conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Liberdade, que inclui toda a Praça e as fachadas das edificações do seu entorno, foi tombado em 1977 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).

Feita em uma cidade que homenageia a liberdade da República conquistada com o fim da Monarquia, a Praça é, atualmente, um espaço aberto para todas as idades e estilos.



O propósito
A Praça foi construída na época da fundação da nova capital mineira, entre 1895 e 1897. Planejado para abrigar a sede do poder mineiro e suas secretarias, o local recebeu, ao longo dos anos, construções de diferentes inspirações. Entre 1950 e 1960, o Edifício Niemeyer e a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, ambos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, foram incorporados. Em 1980, foi inaugurado o prédio conhecido como Rainha da Sucata, onde atualmente funciona o Museu das Minas e do Metal, em estilo pós-moderno. (foto acima de Lucas Veira)

Com a construção da Cidade Administrativa, em 2010, no norte de Belo Horizonte, a Praça da Liberdade ganhou em seu entorno um Circuito Cultural , formado por espaços culturais que integram arte, cultura popular, conhecimento e entretenimento. O circuito é composto por 14 instituições, dentre museus, centros de cultura e de formação, que mapeiam diferentes aspectos do universo cultural e artístico e é gerido Iepha/MG desde 2015. (fotografia abaixo de Paulo Figueiro)

A rotina
Carros passam ao fundo, pessoas conversam ou leem nos bancos ou na grama, e a impressão é de se estar em uma bolha de calmaria. Dois carrinhos de pipoca são um convite aos passantes. Postes verdes com lanternas brancas convivem com belo-horizontinos despojados, vestindo seus shorts, bonés e turbantes. Atletas amadores usam a calçada da Praça como Pista de corrida e caminhada logo cedinho ou ao fim da tarde.

No coreto, onde já discursaram os ex-presidentes JK e Jânio Quadros, adolescentes descansam sentados, enquanto observam ao redor, flertam entre si ou conferem seus celulares. Aos fins de semana, partem do charmoso coreto notas musicais de instrumentos e vozes. (fotografia abaixo de Paulo Figueiredo)

O espaço
Situada no encontro das avenidas Cristóvão Colombo, João Pinheiro, Brasil e Bias Fortes, a Praça da Liberdade é retangular e tem seu traçado e jardins inspirados no Palácio de Versalhes, em Paris. Uma rua central, direcionada ao Palácio do Governador, contornada por uma fileira de altíssimas palmeiras imperiais, divide o local no sentido do comprimento.

A Praça abriga um coreto, construído pelo empresário espanhol Aquelino Edreira Seara em 1923. Há também uma fonte, datada da década de 1940 e em estilo art déco, com revestimento em pó de pedra do Palácio Cristo Rei. Nos dias em que não é acionada, a água descansa num tranquilo lago em forma de cruz. Quando ligada, jatos de água oferecem um espetáculo único.

Entre as belas palmeiras imperiais, tendo ao fundo o Palácio da Liberdade, já circularam muitos carros. Prova disso é a existência do primeiro semáforo da capital, ainda em funcionamento, situado entre a Praça e a avenida João Pinheiro. Instalado em julho de 1929, época em que era chamado de pisca-pisca, o semáforo verde e preto tem quatro lados, mas suas luzes funcionam em apenas duas direções, dividindo a tarefa de sinalizar o trânsito com sinaleiros mais altos e modernos.
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Maletta, um Patrimônio Democrático

Fotografia de Amira Hissa/PBH
Se no dicionário maleta é sinônimo de uma mala pequena, em Belo Horizonte a palavra ganha um novo significado: o nome caiu nas graças dos belo-horizontinos por causa de um dos prédios mais convidativos da cidade, o Conjunto Arcângelo Maletta. O prédio situado à rua da Bahia, esquina com avenida Augusto de Lima, no Centro, é conhecido como local de boemia, e mescla, há mais de 50 anos, atividades comerciais com apartamentos residenciais, restaurantes e bares, que dão fôlego ao título de “capital dos botecos” carregado pela cidade. De território democrático em tempos da ditadura a ponto de encontro entre os produtores e consumidores da arte nos dias de hoje, o Maletta continua a ser um dos mais interessantes cenários da vida cultural e histórica de BH.

Com 19 andares na área comercial e 31 no espaço residencial, o Maletta tem 319 apartamentos, 642 salas, 72 lojas e 74 sobrelojas. Os apartamentos somam cerca de 1.300 moradores e abrigam estudantes organizados em repúblicas ou famílias que compraram o imóvel à época da construção. Além do movimento dos moradores, cerca de cinco mil frequentadores circulam diariamente pelos corredores, em busca de serviços diversos que vão de lan houses a escritórios de advocacia, passando por costuras, consertos de relógios e calçados, entre outros.

Tantos estabelecimentos, apartamentos e bares rendem histórias inusitadas. A vendedora Osmarina Ferreira dos Santos trabalha na Livraria Xazam, um dos sebos mais antigos do local, em funcionamento desde a década de 1960. Professora aposentada, Osmarina gosta de dar orientações sobre o acervo, ainda que às vezes considere não ter vocação para vendedora. “Um dia desses chegou alguém procurando livros de filosofia clássica e acabou se interessando por um livro de autoajuda indu. Perguntei se ele realmente ia levar o livro e então eu disse que “esse negócio de auto-ajuda só ajuda quem escreveu o livro, quem vai ler não vai ter ajuda nenhuma. Ele ficou sem graça e não levou nada”, contou. A história curiosa acrescenta um charme ao local, que tem pilhas altíssimas de livros amarelados nas laterais e na mesa de centro, deixando pouco espaço para o trânsito dos interessados em livros variados.


Memória
Quem relembra a importância da memória do espaço é Maria Fernanda Moreira, uma das sócias do restaurante Marcelina Belmiro, situado na varanda do segundo andar. “O Maleta tem um histórico cultural importante desde a resistência à ditadura, com locais como a Cantina do Lucas e o Centro de Cultura, onde eram exibidos filmes. Aqui sempre foi o epicentro cultural de BH, e, ainda hoje, é um lugar onde as pessoas vêm tomar uma cerveja depois das manifestações.”

Maria Fernanda, que já teve dois espaços culturais diferentes no edifício em um período de 15 anos, diz ter um caso antigo com o local. O restaurante dela também tem um quê de memória: o nome é uma homenagem aos avós da outra sócia fundadora do Marcelina Belmiro. As paredes são repletas de lembranças do passado, que evocam uma mercearia ou casa do interior: fotos antigas, cestas artesanais com frutas, filtro de barro, coador de pano para cafezinho. Um verdadeiro encontro com a antiga Minas Gerais.

Além do solzinho de todas as tardes, a varanda do segundo andar do prédio, no cruzamento da avenida Augusto de Lima com rua da Bahia, também presenteia os frequentadores com uma bela vista: quem está voltado para a rua da Bahia pode ver prédios antigos como o azul, dos Correios, e o Museu da Moda, bege e com vitrais coloridos.

Artur Belisário, estudante de engenharia mecânica da UFMG, trouxe os dois colegas alemães para conhecer o Maletta. Francisca Zacharias e Philip Stich estão estagiando no Brasil há três semanas e visitaram o local pela primeira vez. “Conheci o Maletta na faculdade. sou de Timóteo”, conta Artur. “Gosto daqui demais, do ambiente e das pessoas, venho toda sexta. Convidei os colegas para conhecer a tradição”, disse, referindo-se à vocação do local para a boemia.
Grande Hotel
O edifício foi construído onde era o Grande Hotel, aberto em agosto de 1897, quatro meses antes da inauguração de Belo Horizonte. O local recebeu personalidades como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral e foi comprado pelo italiano Arcângelo Maletta, que o gerenciou de 1919 até 1953, ano da morte dele. O prédio foi vendido à Cia de Empreendimentos Gerais, que o demoliu em 1957 para inaugurar, em 1961, o Conjunto Arcângelo Maletta, em homenagem ao último dono do hotel.

Desde a edificação, os bares do conjunto se integraram à vida cultural da cidade. A Cantina do Lucas, aberta desde 1962, foi frequentada por escritores e músicos como Murilo Rubião, Nivaldo Ornelas, Wagner Tiso e Milton Nascimento. O bar é tombado pelo Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura e teve como funcionário Olympio Perez Munhoz, conhecido como Seo Olympio, imortalizado no Guinness Book por ser o garçom que permaneceu por mais tempo em atividade no Brasil.

Nas décadas de 1960 e 1980, o edifício reuniu escritores, jornalistas, intelectuais, atores e estudantes. Nos anos 1990, passou a ser alvo de “turismo de ocasião”, recebendo visitas de casais da periferia, figuras boêmias e viajantes. Desde então, o movimento dentro do edifício se tornou peculiar: durante o dia, lojas e restaurantes oferecem serviços cotidianos; à noite, os bares predominam.

Repleto de histórias e personagens, o Maletta continua sendo um ponto de encontro democrático, aberto a todas as tribos, e ganhou novo fôlego com a abertura de bares e restaurantes no segundo andar, desde 2010.

Empreendedor do setor hoteleiro
Arcângelo Maletta nasceu na região da Calábria, na Itália, em 18 de novembro de 1875, filho de Vicente e Theresa Maletta. Chegou ao Brasil aos 14 anos, com outros imigrantes, para trabalhar na cultura do café, em São Paulo, e naturalizou-se brasileiro com o tempo. Mudou-se para a cidade de Queluz de Minas, região que originou 23 cidades mineiras, onde trabalhou em um hotel e adquiriu conhecimentos do setor.

Com a família, mudou-se para Belo Horizonte, onde fundou e adquiriu vários hotéis. Em 1918 adquiriu, por 300 contos de réis, o Grande Hotel, que pertencia a Cícero Ferreira e funcionava na rua da Bahia, 1.136, esquina com avenida Paraopeba, atual avenida Augusto de Lima. Enquanto mantinha o Grande Hotel, Maletta explorou também o Hotel Itajubá, depois o Hotel Serrador, o Hotel da Montanha, Hotel Ouro Verde e o Hotel Alto da Tijuca, todos no Rio de Janeiro.
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sábado, 16 de junho de 2018

Lei Federal libera venda de queijos mineiros no país

Certificação sanitária atenderá, em parte, às antigas reivindicações das queijarias de grandes regiões produtoras, como o Serro(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Nova lei federal permite a venda do queijo 

artesanal mineiro em outros estados
O Diário Oficial da União publicou na edição dessa sexta-feira (15/06/2018) lei que altera a fiscalização de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal. A legislação em vigor é de 1950. A decisão atende a parte das reivindicações de produtores de queijo em Minas Gerais, luta que atravessa décadas pelo reconhecimento da qualidade sanitária do produto para que ele possa ser comercializado em outros estados. A partir da regulamentação, os órgãos estaduais poderão emitir a classificação dos alimentos artesanais a serem vendidos em qualquer unidade da federação.

Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas, Amarildo Kalil, a lei é um primeiro ganho que vai além do queijo por tratar de todos os produtos artesanais. “O que ela faz basicamente é dizer que se um produto esta apto a ser consumido em Minas estará em todo o país, proporcionando a oportunidade de o estado estabelecer um selo de certificação”.

O secretário reconhece que hoje o sistema estadual de inspeção não distingue o queijo artesanal do industrializado, mas há um Projeto de Lei (PL 4.631/17) tramitando na Assembleia Legislativa de Minas sobre produtos artesanais que definirá esses padrões de classificação, “proporcionando um marco legal para que o estado regulamente a lei com o olhar artesanal do produto, garantindo sua sanidade”.

Kalil acredita que, com a regulamentação, um grande número de produtores deixarão a informalidade. Ele arrisca contabilidade que pode servir de indicativo da produção não regulamentada, e significa peso importante na economia de Minas. De acordo com o secretário, o estado produz 9 bilhões de litros de leite por ano, dos quais 6 bilhões são destinados à produção de lácteos (queijos, manteigas e derivados do leite). “Isso significa que 3 bilhões não chegam na indústria e são processados em pequenas agroindústrias que basicamente fazem queijo artesanal. Isso é economicamente expressivo, e devido à informalidade não temos muitos números porque o consumo se dá na região ou municípios onde são produzidos”.

Deobaldino Marques de Pinho, produtor do queijo Turvo Grande, em Materlândia, e coordenador regional do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) em Guanhães, considera um grande avanço a publicação do substitutivo, mas alerta que não significa “um liberou geral, há regulamentações a serem feitas”, afirma. Deobaldino acredita no rigor dos órgãos de fiscalização para o reconhecimento da qualidade do produto “não no sentido proibitivo, mas no de mostrar que o ganho de mercado será a impressão de qualidade nos produtos”.

Deolbaldino, que integra a Associação dos Produtores Artesanais do Queijo do Serro (Apaqs), atribui o destaque nacional conquistado por queijarias da região do Serro à união do saber fazer dos antepassados com adoção de práticas higiênico-sanitárias que atendem à legislação.

Ano eleitoral
“Na realidade, o filtro maior que temos é o consumidor. Tem muita gente que paga bem. São queijos bem vendidos. Se houver produtos diferentes de um lote para outro o consumidor, pelos seus hábitos alimentares e de degustação, consegue avisar os desvios”, diz o produtor. Ele considera a promulgação muito importante e expressa seus temores quanto à proposta que se encontra na Assembleia, por se tratar de ano eleitoral. “Não podemos ficar a mercê daqueles que querem apenas ganhar voto e nem sempre estão atentos às necessidades do produtor”.

O projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais cria padrões sanitários e de qualidade para estabelecer o queijo Minas artesanal. O texto ainda fixa critérios para o transporte e a comercialização do produto tipicamente mineiro. A intenção, segundo justificativa do Executivo encaminhada à Casa, é “incentivar e sensibilizar os produtores rurais, estabelecer diretrizes para a produção artesanal, promover o desenvolvimento das regiões produtoras, gerar renda no meio rural e garantir a segurança alimentar da população”. Além de critérios para o produto, o PL 4.631/27 ainda cria incentivos para a formalização dos produtores e o fortalecimento da economia.
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Reportagem de Elian Guimarães - Jornal O Estado de Minas. Link original da matéria:https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/06/16/internas_economia,967263/nova-lei-favorece-queijo-artesanal.shtml

Cipó de São João... ruminando as lembranças

No passado a natureza quebrava a monotonia da impiedosa seca, com a magnífica beleza da flor do cipó de são João.
Tivera eu talento para pintar as belas imagens que outrora ilustraram o Vale Picão, com certeza daria um belo quadro na historia universal.

A paisagem harmoniosa criada pela mão de Deus exibida pela natureza, foi algo fascinante. Atualmente vou ruminando nas lembranças a saudade das imagens engavetadas na mente que vão sendo remoídas pelo pensamento.

A simplicidade do cipó de são João com toda sua beleza ecológica é um belo poema escrito pelo criador. Um recado de Deus estampado nas densas latadas do cipó que se vergavam ao peso das flores despencando das arvores despidas de suas folhas quando a natureza as colocava em quarentena, no estado de dormência para vegetarem no seu período de descanso preparando-se para ilustrar a primavera.

Foram com o cipó, que no passado nossos ancestrais sustentaram as estruturas de suas moradias, seus ranchos de madeiras, barreados de chão batidos cobertos de sapê. Recursos oferecidos pela natureza abrigando a dignidade humana dos matutos sertanejos.
Foi com ele que o homem do mato construiu uma diversidade de utensílio utilizada para sua sobrevivência. E na sua demonstração de fé, entrelaçou os mastros das bandeiras enfeitadas de laranjas maduras. Com sua flor ilustrou na sua haste no contraste do amarelo com as demais cores, ao aconchegante calor das fogueiras, na quermesse junina.

Ícone de inspiração a musica sertaneja: na voz de famosas duplas que tão bem o descrevem em sua musica. Raiz do nosso folclore. ”Lá no meio do cafundó onde pia triste o chororô”
Destituído de suas funções foi substituído pelo aço, o cipó cedeu lugar ao arame e os pregos.

Atualmente tanto ele como o chororô, juntas as demais espécies tentam sobreviver, entre fileiras de eucaliptos, projetados por um sistema globalizado que utilizam maquinas potentes, na ânsia louca da guerra mercantilizadas pelas multinacionais.
Os homens que antes causavam pequenos arranhões a natureza com suas ferramentas rudimentares, hoje se tornaram espectadores e vitimas desta infernal destruição.

Sem perder a ternura a flor do cipó desabrocha de forma singela. Se rastejando pisoteada pela histórica depredação que vai eternizando no tempo.Neste enigmático desabrochar, ela nos prova, que acima de tudo ainda existe um ser maior,imbatível ,criador,que tudo sabe e tudo.E vez por outra manda seu alerta,através dos terremotos e maremotos.

”Os tsunamis da história"

Por Geraldinho do Engenho - Escritor e morador do Engenho do Ribeiro, distrito de Bom Despacho MG

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Queijo artesanal feito no alto da Mantiqueira

“A receita foi trazida pelo Italiano Paschoal Polppa, há mais de 100 anos, ele chamava o queijo de parmesão” explica o empreendedor mineiro Osvaldo Martins de Barros Filho, da loja virtual Queijo D’Alagoa-MG, que comercializa o queijo artesanal Alagoa. “Mas não, não é parmesão, é queijo artesanal Alagoa, do alto da Serra da Mantiqueira” afirma ele bem convincente.
De fato, o Alagoa é feito seguindo a mesma receita do parmesão, os dois são da família de queijos cozidos não prensados: leite cru, coloca-se o coalho, depois de coagulada esquenta-se a massa levemente (não passa de 50ºC) para depois colocar na forma. Mas enquanto o Parmigiano Reggiano italiano tem 40 kg um verdadeiro, e cura pode ser curado até por anos, o queijo artesanal Alagoa tem em torno de 1 kg e e peças com 5 kilos se come mais fresco, com dois meses já tem ótimos resultados de sabor intenso.
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“Desde que nasci, em 1985, ouço aqui em Alagoa que nosso queijo é parmesão. A primeira vez que o Bruno Cabral, Mestre Queijeiro, me disse que nosso queijo não era parmesão eu quase tive um treco: – Este queijo não é parmesão de jeito nenhum! É um baita queijo brasileiríssimo, queijo artesanal com características próprias! me disse o Bruno em São Paulo.” Osvaldo Filho
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Depois disso ele passou a pesquisar e se tornou um defensor e entusiasta do Queijo Artesanal Alagoa. No Brasil, o parmesão normalmente é feito pela indústria, com leite pasteurizado. O queijo Alagoa é feito com leite cru. Mesmo que a massa seja pré cozida depois que ela coagula, ele é considerado de leite cru. A indústria usa corante (urucum) pra dar cor ao parmesão. O queijo Alagoa tem cor natural. O parmesão é curado por meses, enquanto o costume de consumir o alagoa é fresco, a partir de cinco dias de vida.
Alagoa é uma cidade de menos de 3 mil habitantes, a mais alta das Terras Altas da Mantiqueira, com altitude da vila à 1.132 metros, seu ponto mais alto é o pico do Santo Agostinho, a 2359 metros. A temperatura é bem fria, muitas vezes negativa durante as noites de inverno. Todos esses fatores aliados, bactérias do solo, tipo de pastagem, a água que a vaca bebe, formam o terroir (tremruá), que interfere muito no sabor do queijo. Significa que o resultado que os produtores conseguem, em matéria de sabor e textura do queijo, não vai ser conseguido em lugar nenhum do mundo, mesmo se a receita for copiada.
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“Sei de histórias de alagoenses que vararam a noite viajando com o fermento, o soro do dia anterior que lá na Canastra chamam de pingo, pra tentar fazer o queijo em outras cidades. O resultado foi um desastre! Diz o ditado que não adianta chorar o leite derramado. Neste caso, não adianta chorar o leite coalhado fora de Alagoa. É um privilégio dos nossos conterrâneos.” se gaba Osvaldinho.
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O queijo Alagoa é patrimônio histórico cultural municipal registrado no IEPHA/MG. O bisavô de Osvaldo, Jeremias Sene, levava os queijos no lombo dos burros, dentro de canos de bambu, para vender nas cidades. 
“Se ele fosse vivo, certamente defenderia nosso Queijo Artesanal Alagoa” conta Osvaldo. “Descobrimos ocorrências de queijos vendidos com se fossem de Alagoa, porém não são feitos aqui. O consumidor é enganado comprando gato por lebre” ele se queixa.

O empreendedor mineiro defende a caracterização do município de Alagoa para obter uma Certificação do Queijo Artesanal Alagoa. “Daí todos os produtores de Alagoa que se adequarem às exigências da certificação obterão o SISBI e poderão vender o queijo, com tranquilidade, dentro e fora de Minas Gerais” disse Osvaldo. “Se em outras cidades quiserem fazer o nosso queijo, tudo bem, ninguém tem nada contra, desde que também sejam vistoriados pelo IMA e usem: Queijo Tipo Alagoa deixando bem claro o município onde o queijo foi produzido e, é claro, mantendo a receita e os procedimentos tradicionais no feitio“.
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Osvaldo Martins de Barros Filho vende seu queijo pela internet e envia para todo Brasil: www.queijodalagoa.com.br - E-mail:contato@queijodalagoa.com.br - Fonte:http://www.sertaobras.org.br/2016/11/20/parmesao-dalagoa/ - Fotos de Arnaud Sperat Czar

Tipos de Queijo por Regiões

Conheça as regiões produtoras do Queijo Mineiro e as diferenças existentes entre cada queijo. (foto acima Queijo D´Alagoa)
Queijo de Araxá
O queijo da região de Araxá possuí características múltiplas que são resultado de fatores diversos da região. Apresenta sabor suave, picante e denso. Sua textura é delicada, sua casca é amarela e firme quando curado. Faz uma bela companhia á cerveja ou vinho tinto e transforma a receita de pão de queijo em uma das mais saborosas.
Queijo do Campo das Vertentes
A região é ideal para a fabricação do queijo, condições climáticas favoráveis e ambiente propício para o processo de maturação. Entre suas características a casca é semi-dura, firme, cor da casca amarelo palha. Sua textura é fechada e pode apresentar algumas olhaduras. Sabor levemente ácido.
Queijo da Canastra
Queijo da Serra do Canastra, em Minas Gerais. Entre as características desse produto, estão um sabor único, forte, levemente picante, denso e encorpado. Deve ser consumido curado ou meio-curado com pelo menos uma semana de maturação. Sua cor se torna dourada. Para o processo de maturação o queijo deve descansar fora da geladeira e ser virado uma vez por dia.
Queijo do Cerrado
O queijo produzido nessa região carrega muita tradição e fidelidade ao modo de fazer os primeiros queijos. De casca semi-dura, de textura compacta. Cor branca amarelada, sabor ligeiramente ácido, amanteigado e consistência macia. Diferente do canastra, o tempo de maturação deve ser médio.
Queijo da Serra do Salitre
O queijo produzido na região da Serra do Salitre apresenta sabor é suave e é cremoso. Sua tendência é intensificar de acordo com o tempo de maturação. Pode ser encontrado meia-cura, fresco, ou curado, e o tipo Imperial é encontrado envolvido por uma camada de resina – amarela ou preta- que protege o queijo.
Queijo do Serro
Queijo da região do Serro em Minas Gerais é preparado através do leite cru. Sua massa é branca, fina, homogênea, consistente e sem trincas. Sua casa é branca e lisa, e após o processo de cura, tende a ficar com uma crosta fina e levemente amarelada.
Queijo do Triângulo Mineiro
As características da região garantem as diferenças no resultado final do queijo aqui produzido. Casca semi-dura, tende ao macio. De textura compacta, cor amarelo ouro, de sabor suave e ligeiramente ácido.
Queijo da Mantiqueira
O queijo artesanal da região da Mantiqueira é feito apenas com um dos melhores e mais completo leites produzido entre todas as raças leiteiras: o leite Jersey. Ele contém uma maior quantidade de sólidos não gordurosos (proteína, lactose, vitaminas e minerais) e gordura, quando comparado com os outros, produzidos por outras raças de gado. Quanto mais componentes, mais saboroso e nutritivo é o leite.
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Fonte das Informações, exceto sobre o Queijo da Mantiqueira, extraídas do Portal do Queijo - portaldoqueijo.com.br

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Bolo de pamonha cremoso na palha

Pamonha é bom demais, agora esse bolo é melhor ainda. Por ser assado na forma com a palha do milho, o sabor é bem melhor porque a palha assando junto com a massa preserva o gosto do milho. A gente come e não quer parar mais. E o cheiro então quando está assando, nem se fala. É bom em qualquer dia, hora e época do ano. Fácil de fazer e com ingredientes fáceis de encontrar. Veja a receita:
Ingredientes
6 espigas de milho verde
4 ovos
100 g de coco ralado
1/2 xícara (chá) de óleo
1/2 vidro de leite de coco (100ml)
2 xícaras (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de fermento em pó
Manteiga para untar
Modo de preparo
Descasque e debulhe o milho e separe as palhas mais vistosas, lave-as bem e deixe secar. Reserve.
Debulhe o milho. Use uma faca que fica mais fácil.
Depois de debulhado,coloque o milho no liquidificador ou numa batedeira e em seguida coloque o óleo, o leite de coco, o açúcar e os ovos. 
Bata bem até que fique uma massa homogênea. 
Depois de desligar, coloque o coco ralado e o fermento e misture com uma colher, devagar.
Unte uma forma média de furo com manteiga e pegue as palhas que lavou e bem secas, coloque-as em torno da forma viradas ao contrário para evitar que ela enrole e entre no bolo.
Feito isso despeje a massa e leve ao forno médio já pré-aquecido e deixe assando por cerca de 60 minutos ou até dourar.
Quando terminar, retire do forno, espere esfriar e desenforme, com cuidado porque o bolo é cremoso. Assim ficará seu bolo. Agora é só servir. (Por Arnaldo Silva)

terça-feira, 12 de junho de 2018

NA-MORADA de Mim

Eu amo a minha boca, que pode não ser a mais bonita, e que mesmo sabendo do peso de tanto ódio que grassa por aí, numa morbidez muito além dos sons, procura sempre ser parceira da palavra gentil, doce e amável.

Amo meus olhos que não são tão lindos assim, e embora jamais se fechem às dores do mundo, sempre se abrem ao lado poético e leve das coisas... Estão sempre a acompanhar voos de beija-flor e revoadas de andorinhas, prefiro-os assim.

Eu amo meu nariz, que nem é tão elegante, e mesmo não ignorando o cheiro fétido da sordidez que permeia nossos dias, aspira os perfumes suaves das flores, respira jardins e chuvas molhando a terra.

Eu amo meus ouvidos, que embora já tenham ouvido coisas do arco da velha, ainda resistem firmes e perseverantes, no exercício do crivo de escutar apenas o que vale a pena e deletar o que vem para ferir ou espalhar a discórdia.

Eu amo minha pele, que já não tem a seda de outrora e cada vez mais exibe os rascunhos de cada dia vivido, e em cada ranhura das agruras da vida, coleciona relíquias para as experiências: o amadurecimento é sem dúvida meu grande legado.

Eu amo meus braços, um tanto tímidos para os abraços, mas que se especializaram em acolher as crianças e ser delas ninho de aconchego, meio que zona de conforto no dizer das entrelinhas: estou aqui, não tenha medo.

Eu amo minhas mãos, já gastas das lidas, do pó de giz e outras mazelas, ressequidas de tempo e labores, mas plenas de graças para flores que ainda planto em letras ou em terra fofa, cultivando meus jardins aqui e ali.

Eu amo meus dedos, não tão ágeis como em outros tempos, já acometidos de algumas dores articulares, sofredores em dias mais frios, mas que ainda tramam gratificantes alianças no sagrado ofício de tecer o belo: depende deles a minha poesia cotidiana.

Eu amo minhas pernas, que sem nunca terem sido atraentes, me levam ao trabalho, e me trazem de volta pra casa ao fim dos dias cansados, num ir e vir de troca de passos que me sintoniza com os lugares em que piso.

Eu amo meus pés, que já se ressentem de tanto caminho andado, mas se orgulham dos lugares que pisaram, e ainda pisam. Mesmo sabendo das zonas de perigo, as trilhas escolhidas fizeram deles meus guerreiros maiores, canal de energia pura que me revitaliza: eu sou conexão, pura conexão com a terra.

Eu amo meus pensamentos, que apesar de me contarem de universos estranhos e escuros, sempre me revertem rumo à luz, meus sóis diversos, claridade vital para o que a vida pede de mim. E que retorno me dão quando preciso! Força e fé!

Eu amo minha alma, que se apercebe dos pesos mundanos, mas me resguarda leve. E ser leve é tudo que preciso. A leveza faz os medos cada vez menores, e a gente se importa cada vez menos com os pesos vindos de fora.

Eu amo meu coração, que a cada dia perde um pouquinho mais do seu ritmo natural, mas jamais se esquece da sua verdadeira missão: amar a si, amar o mundo. E sendo o coração o símbolo maior do amor, ao meu coração amador (no melhor sentido de amar) rendo as minhas mais profundas homenagens: amo e amo viver NA- MORADA de mim...

Escrito por Marina Alves - Lagoa da Prata MG

Pintura ilustrativa. Artista plástico Rui de Paula

Receita de Pudim de Pão Velho

Pudim de Pão Velho é uma receita mineira bem antiga. É fruto da tradição mineira de não desperdiçar a comida, que muita gente pensa ser pão-dureza, é apenas uma criatividade mineira, de aproveitar o que iria ser jogado fora, o pão que envelheceu.
É um pudim delicioso, ótimo no café da manhã ou da tarde e bem fácil de fazer. 

Vamos à receita?
Você vai precisar de:

4 pãezinhos de sal (Pãozinho Francês)
2 copos americanos de farinha de trigo
1/2 litro de leite
3 ovos
1 colher de sopa de manteiga
1 copo americano de açúcar
250 gramas de Queijo Minas meia cura ralado
1 pitada de sal
Coco ralado (opcional)
O modo de fazer:
Despeje o meio litro de leite numa vasilha e vá colocando os pãezinhos cortados e deixe de molho de um dia para o outro.

Pegue o pão que deixou de molho, coloque no liquidificador com a farinha de trigo, os ovos, a manteiga, o açúcar e a pitada de sal.

Bata bem até virar uma massa consistente. Se ficar muito dura, acrescente mais um pouco de leite.

Quando estiver bem batido, misture o o queijo ralado, coloque numa forma untada com óleo e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC e deixe assando até dourar. Quando assar, retire do forno e espalhe sobre o pudim o coco ralado. 

Espere esfriar e sirva. Pode deixá-lo na geladeira depois que esfriar.
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Essa receita rende duas formas. É a original. Hoje algumas receitas vem com mais ingredientes, como o leite condensado no lugar do açúcar, calda. Fica a seu gosto. Prefiro a receita original, presente na minha família a 3 gerações. (fotografia e receita do livro de Arnaldo Silva)

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Bolo de fubá tradicional de Minas

Essa é uma das mais tradicionais receitas de Minas Gerais, mais de 200 anos presente na mesa do povo mineiro. 

No início os ingredientes eram difíceis de conseguir, pelas dificuldades da época. O leite vinha direto do curral. Fubá era moído no moinho de pedra. Não existia óleo, usava-se banha de porco.  Bater a massa era na mão mesmo. Fermento não existia, usava-se o bicarbonato. Como o trigo era um produto difícil de conseguir naqueles tempos, não era usado nos bolos de fubá. Ao invés de farinha de trigo, usavam coalhada. Trigo em bolo de fubá é invenção. Bolo de fubá é feito com fubá e não leva farinha de trigo.E tudo era assado no forno a lenha. Quem não tinha forno, assada no fogão a lenha. Simplesmente colocava a massa numa panela, na trempe do fogão e cobria a panela com uma chapa cheia de brasa. Assim ficava assado por igual e super delicioso. 

A maioria das famílias antigas eram bem simples e não existia como hoje copo americano para tirar as medidas. Usavam canecões enormes mas não nas medidas, para beber leite ou água. Em sua maioria, tinham pouco ou nenhum estudo e não entendiam muito de valores de medidas. A quantidade de ingredientes eram medidas em pratos, aqueles pratos esmaltados.

Em algumas comunidades de Minas usa-se os ingredientes tradicionais da receita. Mas como a maioria do mineiro e brasileiro vive em cidades grandes, as tradicionais receitas tiveram que se adaptar aos novos ingredientes e facilidades da vida moderna nas cidades. Hoje é fácil encontrar nos supermercados os ingredientes para qualquer receita. O objetivo é manter a tradição do sabor, da originalidade da receita, com as facilidades que a vida moderna nos oferece.  Aprenda então a fazer o tradicional Bolo de Fubá, natural de Minas Gerais.
Você vai precisar de:
2 copos americanos de fubá bem cheio
100 g de coalhada (não se usa trigo em bolo de fubá original mas se preferir, use apenas 1 colher e meia de sopa de farinha de trigo)
1 copo americano de óleo faltando um dedo para encher. (até aquela linha superior do copo)
3 ovos caipira
1 colher de sopa de fermento em pó
2 copos de leite (não é leite em pó, nem leite de caixinha, melhor seria o cru, mas na cidade é difícil de encontrar, use então o pasteurizado)
1 copo americano de açúcar
1 pitada de sal
1 copo americano de Queijo Minas ralado
Pra fazer:
No liquidificador, bata os ingredientes, exceto o fermento e o queijo. Bata bem.
Quando terminar de bater, misture com uma colher o fermento e o queijo.
Despeje todo o conteúdo numa forma redonda ou retangular, untada com manteiga
Leve para assar em forno pré-aquecido a 200ºC até dourar.
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A receita foi adaptada aos ingredientes e facilidades encontradas na cidade hoje, mas quem puder e tiver condições pode fazer da forma tradicional. A medida você vai tirar com pratos esmaltado que hoje são fáceis de encontrar. Use leite cru, fubá de moinho, bicarbonato de sódio no lugar do fermento, coalhada no lugar da farinha de trigo, banha de porco, ovos de galinha caipira. Miture os ingredientes numa panela, mexa com colher de pau e com esta colher, bater por uns 15 minutos, até ter consistência boa e levar ao forno de barro para assar, como há 200 anos atrás. Fica outra coisa,um bolo maravilhoso, delicioso demais!
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(Por Arnaldo Silva (Bom Despacho MG) - Receita de familia. Fotografia de Márcia Porto de Santa Maria do Salto MG)

domingo, 10 de junho de 2018

As Cavernas do Peruaçu

Entre as 140 cavernas do Peruaçu, a maior é a Gruta do Janelão, com 4,7 quilômetros de extensão e altura de 100 metros, onde se encontra uma estalactite de 28 metros de comprimento, considerada a maior do mundo. Tem mais de 80 sítios arqueológicos e pinturas rupestres com cerca de 12 mil anos. Um dos destaques do “santuário” é o paredão de arte rupestre da Lapa dos Desenhos, com mais de 3 mil figuras, da mais variadas cores e formas. Outros atrativos são a Trilha do Rezar, Lapa Bonita, Lapa do Rezar e a Dolina dos Macacos. (fotos acima de Manoel Freitas)
Em seu entorno, além de rica vegetação (mata seca) existe uma diversidade da fauna, com espécies raras, como o cachorro-vinagre, e ameaçadas de extinção, como tamanduá, veado, anta e a onça-pintada.(fotografia acima de Cida Santana/Divulgação)
VISITAÇÃO PÚBLICA
Criado por decreto federal em 21 de setembro de 1999, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os “tesouros” naturais do Peruaçu estão abertos à visitação pública. Para isso, recebeu uma série de obras de melhorias e trilhas, para facilitar o acesso por pessoas de todas as idades. A entrada nas áreas de grutas, sítios arqueológicos e pinturas rupestres é gratuita. Mas as visitas (individuais ou em grupos) devem ser agendadas junto ao ICMBio em Januária, pelo telefone (38) 3623-1038, ou pelo e-mail cavernas.peruacu@icmbio.gov.br
(fotografia abaixo de Eduardo Gomes)
A entrada na área é gratuita, mas deve ser monitorada por guias treinados, que cobram taxas com valores diferenciados para grupos e visitas individuais, de acordo com as trilhas a serem percorridas. A região conta com a estrutura de hospedagem em pousadas. Para facilitar o atendimento aos turistas, os donos de pousadas e guias recebem cursos de capacitação ministrados pelo Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae), em parceria com as prefeituras.
Fonte parcial da matéria: Jornal O Estado de Minas. Ilustrações nossas. Link: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/06/10/interna_gerais,965748/parque-nacional-cavernas-do-peruacu-avanca-rumo-ao-reconhecimento.shtml

Mercado Central de BH entre os melhores do mundo

A revista de bordo "TAM nas Nuvens" trouxe, em sua edição de janeiro de 2016, uma matéria especial sobre os dez melhores mercados do mundo e nosso Mercado Central de BH conquistou nada menos que o terceiro lugar. Ele perdeu apenas para o Mercat de la Boqueria, de Barcelona, e o Borough Market, localizado em Londres.
A reportagem destacou a qualidade dos produtos e a variedade de temperos, o queijo da Serra da Canastra, o artesanato local e os bares e restaurantes espalhados pelos corredores do Mercado.
Fonte da informação:http://mercadocentral.com.br/mercado-central-top-10/ (fotografia extraída do site do Mercado Central)
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Nota do site: Do Brasil, somente o Mercado Central de BH e o Ver o Peso de Belém do Pará apareceram na lista dos 10 melhores Mercados do Mundo da Tam Nas Nuvens. Com circulação mensal e uma tiragem de 150 mil exemplares, atingindo um público próximo a 3 milhões, a revista Tam Nas Nuvens é distribuída aos passageiros da empresa em todos os voos nacionais e internacionais.Da data da pesquisa até hoje, não foi feita uma segunda da Revista sobre Mercados no Mundo, prevalecendo então esta como a atual.

Mexido de Banana com Queijo Minas

Por Wander Sena - Divinópolis MG
Esta receita é da minha Bisavó “Dª. Sinhá”, e tem sabor de infância.
Faz parte da memória das Minas Gerais provavelmente desde o tempo dos tropeiros e bandeirantes. 
O mexido de banana é muito forte e provavelmente foi criado por tropeiros em suas andanças. 
Eu deduzo isto porque os ingredientes para esta receita podiam ser encontrados em qualquer casa das Minas Gerais. 
Certamente foi criado com esses ingredientes pelas mesmas razões que criaram o feijão tropeiro – Os ingredientes eram fartos e fáceis de serem encontrados.
Na minha infância ficávamos esperando que os adultos cumprissem a promessa de fazer mexido de banana - submetidos à pedagogia das trocas:
· Se nós ficássemos quietos e fizéssemos tudo o que nos pediam, fariam o mexido de banana. Isto ‘emprestou’ outro sabor ao prato, que ficou impregnado nas nossas memórias. Esta memória de criança é um ingrediente que faz toda a diferença e não está na receita e sim em você. Coloque à vontade! Mesmo que não tenha experimentado deste mexido em sua infância.
Aí está a receita que me traz boas lembranças.
INGREDIENTES: 
• 2Kg de banana prata muito madura com a casca pintando de preto é o ideal porque os açúcares terão mais intensidade.
• 04 ovos.
• Óleo em pouca quantidade, o suficiente para cobrir o fundo da panela que deve ser grande para facilitar a mistura.
• ½ xícara de açúcar.
• ½ queijo Minas em estado de meia cura importante que o queijo seja meia cura para que não derreta totalmente.
• ½ KG de farinha de milho a farinha de milho com bejús é melhor e a quantidade a ser usada varia conforme a consistência que se deseja dar ao mexido de banana. A consistência ideal é de uma massa que permita fazer as bolinhas de mexido com os dedos, pois comer de colher é não seguir a moda como os tropeiros comiam o mexido.
MODO DE PREPARAR:
• Pique a banana em pedaços bem pequenos e não muito grossos para que se dissolva mais facilmente e separe;
• Pique o queijo em cubos mais grossos e separe;
• Coloque a metade do óleo na panela em fogo alto e antes que esquente muito, coloque os quatro ovos para estrelar. Quando os ovos estiverem no ponto (firme e sem queimar) retire da panela e separe;
• Coloque a outra metade do óleo na panela e deixe esquentar. Depois coloque a banana e ½ xícara de açúcar e vá mexendo para a banana dissolver. 
Recomendação: Utilize uma colher de Pau para fazer o mexido, pois as colheres de metal liberam metais da panela;
• Quando a Banana estive totalmente derretida, diminua o fogo e observe no fundo da panela quando ‘ameaçar’ agarrar (dar a rapa) coloque o queijo e vá mexendo lentamente e em movimentos circulares. 
Se o queijo for de boa qualidade e estiver em estado de meia cura serão desprendidos fios de queijo no mexido e este é o momento para colocar os ovos e a farinha;
• Adicione o ovo mexido;
• Adicione farinha aos poucos cuidando para que o mexido fique na consistência de uma pasta não muito seca e com a farinha totalmente integrada à massa. Deixar farinha solta no meio do mexido não é bom, pois torna o mexido muito seco.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Este mexido de banana varia conforme as preferências e conforme os ingredientes, principalmente conforme o tipo de banana, que deve estar muito madura - já fiz com banana caturra e também fica muito bom, embora com sabor mais forte e mais doce.
Selecione o queijo Minas, de ‘meia cura’ e evite os queijos que hoje em dia vem com amido misturado e não dá a consistência desejada.
Cuide para que a banana seja totalmente dissolvida para uma consistência adequada do mexido.
Controle a quantidade de farinha que se for muita, deixa o mexido seco demais.
Atenção para o ponto da massa que deve estar com a banana totalmente dissolvida e um com um leve indício de sapecado (muito cuidado neste ponto para não ficar com gosto de queimado), com o queijo aparecendo em fios e em pequenos pedaços.
O ponto da massa é o de se poder comer com as mãos, fazendo bolinhas.
Vai ser difícil, mas modere na quantidade que vai comer.
Bom apetite!

sábado, 9 de junho de 2018

As mais antigas povoações de Minas Gerais

O Estado de Minas Gerais começou a ser ocupado em meados do século XVI com a vinda de desbravadores europeus que entraram no hoje território mineiro, através de São Paulo e Bahia. Vieram para cá a procura de veios de ouro e escravos índios. Antes da chegada dos Portugueses, o território mineiro era ocupado por diversos povos indígenas do tronco linguístico macro-jê: os xacriabás, os maxacalis, os crenaques, os aranás, os mocurins,os atuaá-araxás e os puris. Alguns desses povos como os maxacalis, crenaques e xacriabás estão ainda presentes no Estado.

Minas Gerais é o estado brasileiro onde floresceram os primeiros municípios, através da riqueza da terra (o ouro) que originou o enriquecimento cultural e os traços de nossa gente.

Os europeus e bandeirantes chegavam, montavam um pequeno arraial. Se o arraial prosperasse, era elevado pelo inicialmente a freguesia, depois vila, em seguida distrito e por fim, cidade. Mas isso era um processo lento e demorado. Pra se ter uma ideia, um arraial para chegar a cidade levava décadas ou séculos até, como é o caso de Belo Vale, fundada no século XIX, foi elevada à cidade no início do século  XIX, já no período Republicano.

Existia na época do Brasil Colonial e Imperial uma norma que incentivava as Vilas a arrecadarem ouro.  Quanto mais ouro arrecadavam e enviavam para a Coroa, mais rapidamente eram elevadas à cidades. Dai a incessante corrida em busca de mais ouro. E assim foram surgindo rapidamente boa parte das cidades mineiras no século XVII.

É o caso de Mariana, que foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais por ser a que mais produzia ouro na época. No século XVIII, foi uma das maiores cidades produtoras de ouro para a Coroa Portuguesa. Tornou-se a primeira capital mineira por participar de uma disputa onde a Vila que arrecadasse maior quantidade de ouro seria elevada a Cidade sendo a capital da então Capitania de Minas Gerais.

Vamos conhecer a lista das primeiras povoações surgidas em Minas Gerais, nos séculos XVI e XVII. Não é lista das primeiras cidades, e sim lista dos primeiros povoados, que foram elevados a freguesias, vilas, distritos e por fim, cidades. A fonte das informações abaixo foram baseadas em dados do IBGE, Wikipédia e Sites das Prefeituras locais. 

As primeiras povoações mineiras - Século XVII - 1601 a 1700
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Matias Cardoso MG - Norte de Minas -  Fundada em 1660
Ao chegar, por volta de 1660 na região do rio Verde Grande, o bandeirante Mathias Cardoso de Almeida e seu grupo aí se estabeleceu. Foram fundados alguns arraiais e algumas fazendas, dentre eles, o Arraial do Meio ou de Mathias Cardoso e a fazenda Jaíba de Antônio Gonçalves Figueira nas cabeceiras do rio das Rãs. Entretanto, pouco depois de estabelecidos os arraiais nas margens do rio Verde Grande tiveram que mudar suas localizações devido às inundações e à insalubridade da área. Fundou-se então, nas margens do rio São Francisco e amparado por algumas elevações rochosas, o povoado de Morrinhos, hoje cidade de Matias Cardoso. Essa a primeira povoação duradoura a se estabelecer no território mineiro, apesar de na época pertencer à Capitania da Bahia. Desde sua fundação por volta de 1660, a sociedade pastoril disseminada a partir de Morrinhos se dedicou à criação de gado e à produção de gêneros alimentícios, que comercializavam com a cidade de Salvador. O povoamento mais antigo de Minas Gerais, também abriga a primeira igreja construída no estado. A importância histórica da Matias Cardoso pode ser simbolizada pela Matriz de Nossa Senhora da Conceição, erguida há 342 anos por padres jesuítas. Constituiu-se como primeira freguesia no território do Estado de Minas Gerais. Fato que ocorreu no ano de 1695, antes mesmo da fundação do Arraial de Nossa Senhora do Carmo, hoje Mariana, que ocorre em julho de 1696, alguns meses depois. 
Matias Cardoso (na foto acima de Manoel Freitas) fica a 683 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Manga, Itacarambi, Jaíba, Gameleiras, São João das Missões e Malhada (Ba) e iUiú (BA)
Ouro Branco MG - Região Central - Fundada em 1664

Atraídos pela existência de ouro, em fins do século XVII, ex-integrantes da bandeira de Borba Gato desbravaram a região da atual Ouro Branco. O bandeirante Miguel Garcia, lá encontrou ouro que tinha uma coloração esbranquiçada, ficando assim conhecido como "ouro branco". (foto acima de Elpídio Justino de Andrade)
Em 16 de fevereiro de 1724, durante o governo de dom Lourenço de Almeida, o arraial foi elevado à categoria de freguesia colativa, sendo considerada uma das povoações mais antigas de Minas Gerais. A construção da Igreja Matriz de Santo Antônio de Ouro Branco data de 1717, tendo sido, provavelmente, concluída em 1779. A diferença de 62 anos é justificável, visto que as obras em igrejas de certa importância, nos tempos coloniais, duravam anos.
Ouro Branco foi distrito de Ouro Preto, tornando-se município em 1953. A cidade ainda guarda bens históricos como a capela Nossa Senhora Mãe dos Homens e a Igreja de Santo Antônio de Itatiaia também são do século XVIII. Em Ouro Branco também se encontra a Casa de Tiradentes, situada à margem direita da Estrada Real. Fica a 100 km de BH e faz divisa com os municípios de Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Itaverava, Ouro Preto.
Sabará MG Grande BH - Fundada em 1665
Sabará tem origem num arraial de bandeirantes que apareceu no fim do século XVII. O povoado cresceu e foi criada a freguesia em 1707, que foi elevada a vila e município em 1711, com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. É cidade desde 1838. Fica a 20 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Horizonte, Caeté, Nova Lima, Raposos, Taquaraçu de Minas, Santa Luzia.
Mariana - Região Central - Fundada em 16 de julho de 1696
A origem da cidade remonta ao final do século XVII. A região em que hoje se encontra o território das Minas Gerais pertencia à Capitania de Itanhaém, porém encontrava-se completamente inexplorado e sem colonização portuguesa. Assim, sob ordens dos Donatários da capitania de Itanhaém, bandeirantes oriundos de Taubaté, primeira cidade do Vale do Paraíba, começaram a explorar o sertão após a Serra da Mantiqueira chegavam à região em busca do ouro. Ainda na segunda metade do Século XVII, fundaram o primeiro núcleo colonial em território das futuras Minas Gerais, a primeira Vila mineira, sendo que a designação de Mariana veio mais tarde, em homenagem à rainha D. Maria Ana de Áustria, esposa do rei D. João V. Em 8 de abril de 1711 o governador do Rio de Janeiro Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho criou no arraial do Ribeirão do Carmo, a Vila do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo, confirmada por Carta Régia de 14 de abril de 1712 com o nome mudado para Vila Real de Nossa Senhora e se chamando Mariana em definitivo, a partir de 23 de abril de 1745.
Mariana (na foto acima de Elvira Nascimento) fica a 110 km de Belo Horizonte, faz divisa com os municípios de Alvinópolis, Catas Altas, Ouro Preto, Acaiaca, Diogo de Vasconcelos, Piranga, Santa Bárbara.
Ibituruna - Oeste de Minas - Fundada em março de 1674
Conhecida como "Berço da Pátria Mineira", foi o primeiro povoado fundado em Minas Gerais pelo bandeirante Fernão Dias Paes Leme, em 1674. Este, ao transpor o Rio Grande, estabeleceu o arraial, deixando no local um marco (pedra que marcava a sesmaria) até hoje existente e muito visitado pelos turistas. Segundo Diogo de Vasconcelos, Ibituruna significa "Serra Negra" e, para Martius, "Nuvem Negra". Em 1962, Ibituruna foi emancipada, passando à categoria de município. 
Ibituruna ( (na foto acima extraída da fanpage Divulgando Minas Gerais) fica na região Oeste de Minas, distante 220 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Bom Sucesso, Ijaci, Itumirim, Itutinga, Nazareno.
Itamarandiba - Norte de Minas - Fundada em 24/06 1675
A origem do município remonta ao século XVII, com a empresa do bandeirante Fernão Dias, o " Governador das Esmeraldas" que na região aportou ainda no século XVII, no processo de expansão da América Portuguesa. Inicialmente conhecida como São João Batista, Itamarandiba foi elevada a distrito em 1840, emancipando-se, finalmente em 1862. No município ainda há inscrições pré-históricas situadas no Sítio Arqueológico de Campos das Flores, no distrito de Penha de França. A etimologia da palavra é de origem indígena e significa "pedra miúda que rola juntamente com as outras". 
Itamarandiba (na foto acima de Sérgio Mourão) fica no Norte de Minas, distante 406 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Aricanduva, Carbonita, Capelinha, Senador Modestino Gonçalves, Veredinha, Rio Vermelho, São Sebastião do Maranhão, Coluna, Frei Lagonegro , Felício dos Santos e São Pedro do Suaçuí.
Belo Vale - Região Central - Fundado em 1681
Um dos primeiros arraiais de Minas Gerais, fundado por bandeirantes, em 1681, Belo Vale foi povoado graças à descoberta de ouro nas Roças de Matias Cardoso (atual Roças Novas), em 1700. Em 1735, graças à descoberta de ouro na Serra do Mascate, no dia 26 de julho ergueu-se uma igreja em homenagem a Sant'Ana, quando o arraial passou a se chamar Santana do Paraopeba.
Entre os anos de 1760 a 1780 foi construída a Fazenda Boa Esperança, residência do Barão do Paraopeba, proprietário das terras na localidade. Na fazenda, detinha em torno de 1.000 escravos que trabalhavam na mineração de ouro na Serra do Mascate.
Em torno de 1760, a aridez das terras de Santana do Paraopeba fez com que os fazendeiros procurassem lugares melhores para a lavoura e a pastagem. Adentraram pelo Rio Paraopeba e deram início, num vale, um povoado chamado de São Gonçalo, erguendo uma igreja em homenagem ao santo em 1764.
Com a construção de uma pequena ponte de madeira, mudou-se o nome do povoado para São Gonçalo da Ponte. Em 1839 este é elevado a distrito.
Em 1914 começaram as obras do ramal do paraopeba da Estrada de Ferro Central do Brasil. Também em 1914 o nome do distrito á alterado passando a se chamar Belo Vale.
Inaugurada em 1917 a estação ferroviária, o arraial começa a se desenvolver.
No ano de 1926 é construída a ponte Melo Viana, obra majestosa para época, toda feita de cimento (na época o cimento era importado da Europa).
Em 1938 o então interventor de Minas Gerais Benedito Valadares institui o município de Belo Vale se emancipando de Bonfim.

Belo Vale (na foto acima de Evaldo Itor Fernandes) fica distante 88 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Congonhas, Ouro Preto, Moeda, Brumadinho, Bonfim, Piedade dos Gerais, Jeceaba. 
Catas Altas da Noruega e Raposos - Fundadas em 1690
Catas Altas da Noruega - Região Central 
Começou a ser povoada aproximadamente em torno de 1690 por membros das Bandeiras de Miguel Garcia e do Coronel Salvador Furtado de Mendonça enquanto exploravam a região da Serra de Itaverava.
Como a cata de ouro era fácil, encontrando o precioso mineral até nas raízes das plantas, o povoado cresceu e assim nasceu as "Catas Altas", seu primeiro nome.
Pelos idos de 1750, surgiram os primeiros sinais de decadência da mineração do ouro, ocasionada pelo progressivo esgotamento das minas superficiais, e ainda pelo elevado montante fixado para a cobrança dos quintos do Rei, que não era somente estendido aos mineiros, mas também a pessoas que se dedicavam a outras profissões. Muitos ficaram reduzidos à miséria. Diante dessa situação, e incentivados pela iniciativa do Conde de Bobadella, o Governador da Capitania das Minas Gerais, que procurou incentivar novas descobertas, os garimpos de Catas Altas e o da Noruega (atual localidade rural do município) foram reativados e se uniram, originando o nome atual da cidade: Catas Altas da Noruega.
Até 1718, o povoado pertencia à Vila Rica (Ouro Preto), quando aos 7 de março, o então Governador da Capitania, o Conde de Assumar, subordinou o distrito à jurisdição da recém-criada Villa de São João del Rey (Tiradentes).
No ano de 1840, em 3 de abril foi criada a freguesia de Catas Altas da Noruega, pela Lei Nº 184, subordinada ao município de Conselheiro Lafaiete.Catas Altas da Noruega emancipou-se pela Lei Nº 2.765 de 30 de dezembro de 1962 e foi instalado como município em 1º de março de 1963.

Catas Altas da Noruega (na foto acima do Barbosa) fica a 142 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Lamim, Ouro Preto, Itaverava e Piranga.
Raposos - 30 km de Belo Horizonte

A história da fundação do povoado dos Raposos teve seu início em 16 de fevereiro de 1690, quando a capitania de Minas gerais ainda não existia. Arthur de Sá Meneses, governador geral das Capitanias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas, designou Pedro de Morais Rapôso para descobrir ouro e pedras preciosas nos sertões de Minas, região dos índios Cataguás. 
Raposos (na foto acima do Barbosa) fica a 30 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Nova Lima, Sabará, Caeté e Rio Acima.
Congonhas - Região central - Fundada em 1691
O surgimento do arraial de Congonhas do Campo se inicia a partir de 1.691, a data mais antiga de que se tem notícia dos primeiros aventureiros que para cá vieram em busca de ouro, quando atingiram as margens do rio que foi batizado inicialmente com o nome "Rio das Congonhas". Atualmente este mesmo rio é denominado 'Maranhão'. 
Em 1757 foi fundado o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, por Feliciano Mendes de Guimarães, nascido em Portugal, de início modesta cruz e oratório. É um o maior monumento histórico e artístico de Congonhas e Patrimônio da Humanidade desde 1985. Construído em várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, por vários mestres, artesãos e pintores, como o Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde, é uma das maiores realizações do barroco brasileiro.
Congonhas (na foto acima de Sérgio Mourão) fica a 80 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Vale, Jeceaba, São Brás do Suaçuí, Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco e Ouro Preto.

Santa Luzia - 18 de março de 1692
A história do município originou-se com aventureiros que em busca de riquezas, descobriram Santa Luzia. Tudo começou, em 1692, durante o ciclo do ouro. Uma expedição dos remanescentes da bandeira de Borba Gato implantou o primeiro núcleo da Vila, as margens do Rio das Velhas, no qual se fazia garimpo de ouro de aluvião. Em 1695 uma grande enchente do rio destruiu todo o povoado, localizado próximo ao atual bairro de Bicas, então o pequeno vilarejo mudou-se para o alto da colina, onde hoje, é o Centro Histórico da cidade. Em 1697, ergueu-se o definitivo povoado, que recebeu o nome de Bom Retiro. Em 1724 foi criado a Freguesia de Santa Luzia, subordinado a Sabará. 
Conta a história, que um pescador chamado Leôncio, que tinha problemas na visão, observou um objeto brilhando no rio, enterrado na areia. Quando pegou era a imagem de Santa Luzia, a santa protetora dos olhos, e assim se deu o primeiro milagre da santa, já que na mesma hora ele volta a enxergar. A imagem foi levada para a primeira capela do arraial, tornando-se a padroeira do município. Chegando a Portugal a noticia dos milagres que estavam sendo operadas pela padroeira do Bom Retiro de Santa Luzia, o Sargento Mor Joaquim Pacheco Ribeiro, que estava desenganado pela ciência médica da sua Pátria, volta sua última esperança para o poder divino. Faz um voto à Santa milagrosa do sertão mineiro, pedindo-lhe a visão perdida. Como recebeu o milagre, o nobre filho da terra lusitana não duvidou em dar cumprimento ao voto que fizera e vem com suas filhas Ana Senhorinha, Angélica e Adriana, começando a construção do templo, onde hoje está a Matriz de Santa Luzia, localizada na Rua Direita, no Centro Histórico, em 13 de dezembro de 1758. O ouro empregado em toda construção de decoração interna foi doado por Antônio Martins Gil e extraído no Rio das Velhas. O serviço de moldura de talha foi feito por Felipe Vieira e Francisco de Lima Cerqueira, que encheram de gloria a arte decorativa das Minas Gerais.
Em 1847 a Vila foi emancipada e a cidade passou a se chamar Santa Luzia (na montagem de fotos acima por Isaac Daniel) que fica distante 20 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Horizonte, Vespasiano, Lagoa Santa, Jaboticatubas, Taquaraçu de Minas, Sabará.

Itaverava -  Região Central e Lima Duarte (Zona da Mata) - Fundadas em 1694
Itaverava
Sua colonização teve início no século XVII, sendo um dos primeiros arraiais auríferos da região. No verão de 1694, Manoel de Camargos, seu filho Sebastião de Camargos e alguns negros chegaram a Itaverava, descobrindo ouro na região. Logo depois, Manoel de Camargos é morto pelos índios e os sobreviventes retrocedem.
Depois disso, diversas bandeiras chegaram a região com o objetivo de encontrar mais minas. Após a formação do arraial de Itaverava, foi edificada a sua primeira igreja, dedicada a Santo Antônio de Lisboa, em 1726, que se transformou em matriz da localidade.
No século XVIII, quando ainda pertencia ao Termo de Vila Rica, era comum a grafia Itaberaba. Não há discrepâncias em relação a significação do topônimo: "pedra brilhante" ou "pedra reluzente" em língua tupi. O município foi criado em 1962, com território desmembrado de Conselheiro Lafaiete. 

Distante 120 km de Belo Horizonte, Itaverava (na foto acima do Barbosa) faz divisa com os municípios de Conselheiro Lafaiete, Catas Altas da Noruega, Lamim, Ouro Branco, Ouro Preto e Santana dos Montes.
Lima Duarte 
Até meados do século XVII, a região do atual município de Lima Duarte não passava de uma área de mata virgem, quando por volta do ano de 1692, apareceram os primeiros bandeirantes. Este grupo era liderado por padre João Faria Filho, então vigário de Taubaté, além de ter sido um dos pioneiros dos descobrimentos de Ouro Preto.
Padre João foi quem encontrou ouro no leito do Rio do Peixe.Desse descobrimento, Bento Corrêa De Souza Coutinho deu a notícia ao Governador–Geral do Brasil na Bahia, Dom João de Lencastre, através de carta enviada a 29 de julho de 1694. A partir daí, iniciou-se o povoamento daquele lugar com a migração de colonizadores vindos dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além de portugueses.
Mesmo assim, durante anos a região permaneceu isolada, já que os proprietários das terras tinham objetivo de contrabandear ouro. No entanto, por volta da década de 1700, através de denúncias, Dom Rodrigo José de Menezes, então governador e capitão-general de Minas Gerais, tomou conhecimento dessa situação e interditou todas as terras que lá situavam-se, redistribuindo-as aos mineradores, passando a cobrar impostos sobre o ouro extraído. Em 1740 foram construídas as primeiras povoações, às margem do Rio do Peixe.
Lima Duarte (na foto acima de Márcio Lucinda - Sauá Turismo) fica a 295 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Norte: Santa Rita de Ibitipoca, Santana do Garambéu, Pedro Teixeira e Bias Fortes; Oeste: Andrelândia e Bom Jardim de Minas; Sul: Olaria, Rio Preto e Santa Bárbara do Monte Verde; Leste: Juiz de Fora.
Curvelo - Curvelo MG. Região Central - Fundada em 1700
Por volta de 1700, baianos e paulistas, dentre outros desbravadores – aqueles subindo ou descendo os rios São Francisco e Guaicuí em busca de ouro e pedras preciosas –, tinham como pouso as margens do ribeirão Santo Antônio. Alguns decidiram ficar nestas paragens e, em torno de humilde capela, deram início ao núcleo populacional.
Depois de existir como arraial e distrito, designado por outras denominações, Curvelo se desmembrou de Sabará e se tornou município autônomo, por um decreto da Regência, de 13 de outubro de 1831, tendo como sede a vila homônima. Em 30 de julho de 1832, foi instalada a Câmara de Vereadores. Em 7 de dezembro do mesmo ano, houve a ereção do pelourinho, símbolo da autonomia do poder, e, em 15 de novembro de 1875, a sede da comuna elevou-se à categoria de cidade.
Distante 170 km de Belo Horizonte, Curvelo (na foto acima de Luiz Gustavo de Assis Moreira) faz divisa com os municípios de Corinto, Felixlândia, Inimutaba, Monjolos, Morro da Garça, Presidente Juscelino e Santo Hipólito.
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Povoações mineiras surgidas no 
Século XVIII - 1701 a 1800
Nova Era MG - Vale do Aço - Fundada em 1703

Prados (Campo das Vertentes) - Piranga (Zona da Mata) Santa 
Bárbara e Barão de Cocais (Região Central) - Fundadas em 1704

Conceição do Mato Dentro (Região Central Norte e  Antônio Dias (Vale do Aço) - Fundadas em 1706

Itabirito - Região Central - Fundada em 1709

Lamim e Rio Espera ( Zona da Mata)  - Fundadas em 1710
Ouro Preto, Lagoa Dourada (Campo das Vertentes), Congonhas do Norte (Região Central Norte) - Fundadas em 1711

São João Del Rei , Caeté (Grande BH), Diamantina e Serro (Alto Jequitinhonha), Juiz de Fora (Zona da Mata), São Brás do Suaçuí e Entre Rios de Minas, Rio Piracicaba (Região Central) - Fundadas em 1713

Caxambu - Sul de Minas - Fundada em 1714


Pitangui - Centro Oeste de Minas - Fundada em 1715


Contagem - Grande BH - Fundada em 1716


Simão Pereira (Zonada Mata), Tiradentes (Campo das Vertentes - Fundadas em 1718


Lavras (Campo das Vertentes), São Gonçalo do Rio Preto (Jequitinhonha) ,São Gonçalo do Rio Abaixo (Vale do Aço), Morro da Garça (Região Central) - Fundadas em 1720


Nazareno (Campo das Vertentes), Conceição da Barra de Minas (Campo das Vertentes), Couto de Magalhães (Jequitinhonha) - Fundadas em 1725


Bom Despacho (Centro Oeste de Minas), Minas Novas e Chapada do Norte (Jequitinhonha) - Fundadas em 1730


Bom Sucesso - Oeste de Minas - Fundada em 1736


Senhora dos Remédios - Campo das Vertentes - Fundada em 1738


Baependi - Sul de Minas - Fundada em 1738


Nova Lima - Grande BH - Fundada em 1748


Resende Costa - Campo das Vertentes - Fundada em 1749


Jacuí (Sul de Minas) Senhora do Porto (Vale do Rio Doce) e Dom Joaquim (Região Central) - Fundadas em 1750


Guanhães - Vale do Aço - Fundada em 1752


Cristina - Sul de Minas - Fundada em 1774

Rio Vermelho - Alto Jequitinhonha - Fundada em 1776


Conselheiro Lafaiete - Região Central - Fundada em 1790


Barbacena - Campo das Vertentes - Fundada em 1791


Itutinga - Campo das Vertentes - Fundada em 1794


Campanha (Sul de Minas) e Paracatu (Noroeste de Minas - Fundadas em 1798

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