quarta-feira, 20 de março de 2019

Ouro Preto: a antiga Vila Rica

O nome Ouro Preto foi adotado em 20 de maio de 1823, quando a antiga Vila Rica foi elevada à cidade. Ouro Preto vem do ouro escuro, recoberto com uma camada de óxido de ferro, encontrado na cidade. O primeiro nome da cidade foi Vila Rica. Depois, foi Vila Rica de Albuquerque, por causa do Capitão General Antônio de Albuquerque Coelho Carvalho, então governador das capitanias de Minas e São Paulo. Foi D. João V quem mandou retirar o do nome e adotou o Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar, para homenagear a padroeira da cidade.
Ouro Preto (foto acima de Elvira Nascimento) nasceu sob o nome de Vila Rica, como resultado da épica aventura da colonização do interior brasileiro, que ocorreu no final do século XVII. Em 1698, saindo de Taubaté, São Paulo, a bandeira chefiada por Antônio Dias descortina o Itacolomi do alto da Serra do Ouro Preto, onde implanta a capela de São João. Ali, tem início o povoamento intenso do Vale do Tripui que, trinta anos depois, já possuía perto de 40 mil pessoas em mineração desordenada e sob a louca corrida pelo ouro de aluvião.

Em 1711, dá-se o conflito emboaba, luta pela conquista de terras entre paulistas, portugueses e baianos. O Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida, luta para implantar em Vila Rica a cobrança do quinto, devido à Coroa e assumir o comando do território, fazendo de Felipe dos Santos sua primeira vítima, em 1720.

Vila Rica cresce e exaure-se o ouro, mas cria uma civilização ímpar, com esplendor nas artes, nas letras e na política.

A Inconfidência Mineira é o apogeu do pensamento político e faz mártires entre padres, militares, poetas e servidores públicos, liderados por Tiradentes.
Com a Independência, recebe o nome de Ouro Preto e torna-se a capital de Minas até 1897. É instituída Patrimônio da Memória Nacional a partir de 1933 e tombada pelo IPHAN em 1938. Em 1980 é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.

O surgimento e apogeu da arte colonial em Minas Gerais - barroco mineiro - é um fenômeno inteiramente ligado à exploração do ouro, acontecido no século XVIII, que veio criar uma cultura dotada de características peculiares e uma singular visão do mundo.
A medida que se expandia a atividade mineradora, o barroco explodia na riqueza de suas formas, na pompa e no fausto de suas solenidades religiosas e festas públicas, vindo marcar, de maneira definitiva, a sociedade que se constituiu na região.
Ouro Preto - hoje Patrimônio Histórico Mundial - representa inquestionavelmente a síntese da arte colonial mineira, não apenas pela expressão de sua história mas pelas excepcionalidade do acervo cultural que preservou.
-------------------------------------------
Fonte: Secretaria de Cultura de Ouro Preto/ https://www.passeidireto.com/arquivo/46091125/concurso-professor---portugues---caderno-80
Exceto a primeira, demais fotografias de Arnaldo Silva

Sabará: a terceira cidade de Minas

Sabará (foto de Charles Tôrres/BHUmaFotoPorDia) foi a terceira cidade a ser criada em Minas Gerais e está apenas 20 km de Belo Horizonte. Sua população em 2018 era de 135.421 habitantes. Considerada da Capital da Jabuticaba no país, é uma importante cidade histórica de Minas, guardando valiosos tesouros do Barroco Mineiro com obras dos mestres Aleijadinho e Manoel da Costa Ataíde.
Sabará tem origem num arraial de bandeirantes que apareceu no fim do século XVII. O povoado cresceu e foi criada a freguesia em 1707, que foi elevada a vila e município em 1711, com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. É cidade desde 1838.
O princípio da história de Sabará está ligado à descoberta de ouro na região, então conhecida como Sabarabuçu, em finais do século XVII e à presença de Borba Gato, que ali permaneceu após a morte de Fernão Dias e que veio a ser o seu primeiro guarda-mor. Predomina, hoje, a versão de que, quando o bandeirante paulista lá chegou, já encontrou uma povoação e que o núcleo urbano por ele criado foi, na verdade, Santo Antônio do Bom Retiro da Roça Grande, que está um pouco antes da entrada de Sabará, do outro lado do Rio das Velhas. (foto acima de Arnaldo Silva, produtos de Sabará com jabuticaba e abaixo, o Teatro Municipal com foto de Thelmo Lins)
A origem do nome é bastante controvertida. O viajante inglês Richard Burton ouviu, em 1867, que ele teria sido tomado de um velho pajé que ali viveu em tempos remotos. Outro viajante, o sábio francês Saint-Hilaire, também dá uma versão pouco consistente, misturando corruptelas de termos indígenas. Segundo o historiador mineiro Diogo de Vasconcelos, o nome tem a ver com as particularidades geográficas da junção de um rio menor com um rio maior, como ocorre no sítio em que a cidade foi criada, onde o ribeirão Sabará deságua no rio das Velhas. Isso é bem mais aceitável, sabedores que somos de que os índios brasileiros das mais diversas nações sempre identificavam os acidentes geográficos compondo nomes, conforme a figuração ou ideia concreta ou abstrata que tais acidentes sugeriam.
Sabará foi elevada a categoria de vila por Antônio de Albuquerque, logo após o fim da Guerra dos Emboabas, juntamente com o Ribeirão do Carmo e Vila Rica. Como sede de comarca de uma importante região aurífera, possuía a sua odiada casa de fundição, para onde deveria ser levado todo o ouro extraído na região para ser fundido em barras e devidamente taxado. A antiga comarca de Sabará era a maior de Minas Gerais, atingindo até a região de Paracatu e o Triângulo Mineiro. (foto acima, interior e exterior da Igreja do Ó de Arnaldo Silva)
No princípio do século XIX, Sabará era dividida em cidade velha e cidade nova. A cidade velha era a região onde hoje ficam as igrejas de Nossa Senhora do Ó e Nossa Senhora da Conceição e a cidade nova era a região que abrange o centro histórico e a parte baixa, em direção ao rio.
Foi em Sabará (foto acima das ruínas da Igreja do Rosário, de Arnaldo Silva) que morreu um dos delatores da Inconfidência Mineira, o coronel do regimento de auxiliares de Paracatu, Basílio de Brito Malheiro do Lago. Morreu amaldiçoando o Brasil e os brasileiros e temendo ser emboscado em algum beco escuro, punido pelo povo de Sabará pela sua vil delação. Daqui também saiu um dos mais implacáveis devassantes da Inconfidência, o desembargador César Manitti, ouvidor da Comarca e escrivão do tribunal que condenou os inconfidentes. Sabará é a cidade histórica mineira mais próxima da capital. Uma das características marcantes do lugar é a receptividade de sua gente. Caminhando pelo centro histórico, é possível seguir por vias estreitas de paralelepípedos e se defrontar com construções do século XVIII. O município oferece atrativos para turistas que buscam resgatar um pouco da história de Minas ou apoiar a sua fé, visitando as suas igrejas. A vida noturna também é muito ativa, principalmente nas praças Melo Viana e Santa Rita. (Fonte das Informações: Wikipédia)

Igreja de Santa Rita no Serro

É o maior símbolo do Serro MG, no Alto Jequitinhonha. Localizada no alto da cidade, com fachada poligonal de inusitada composição, uma única torre central e um grande relógio, que pode ser visto por quase todos os moradores. Uma das mais antigas igrejas da localidade, construída provavelmente no início do século XVIII, em 1745 já se fazia referência a campanhas para sua ornamentação.

Internamente, tem interessantes recursos decorativos, como as falsas tribunas da nave (fazendo supor um segundo andar), paredes revestidas de bela pintura de marmorizados e motivos florais, além de talhas de boa qualidade. O acesso, para quem vai do centro da cidade, se dá por uma bela e longa escadaria de pedras, com 57 degraus largos (curiosamente conhecida por “escadinha”), que proporciona uma das paisagens coloniais mais bonitas e originais de Minas Gerais. Do alto da escadaria, à frente da igreja, uma bela vista panorâmica da cidade, com suas ruas, casarões e outras igrejas.

Ali se celebra, anualmente, a piedosa Festa de São Sebastião do Serro, o santo protetor do homem do campo. Não é amparada por medida direta de tombamento, mas está compreendida no acervo arquitetônico e paisagístico da cidade, tombado em conjunto.
Fonte do texto: Wikipédia - Fotografias de Arnaldo Silva

terça-feira, 19 de março de 2019

Conheça São Francisco do Onça

Emboabas é um distrito do município de São João del-Rei, localizado na região dos Campos das Vertentes de Minas Gerais. Sua antiga denominação era São Francisco do Onça. Os termos "Emboabas" e "Onça" são usados pela população local como sinônimos.
Trata-se de um dos lugares mais antigos de Minas Gerais, surgidos logo após a descoberta do ouro pelos bandeirantes no final do século XVII. A denominação primitiva era São Francisco do Onça. A capela, dedicada a São Francisco, foi erguida por provisão de 13 de janeiro de 1727 e benta em 8 de abril de 1728 pelo Revd. Dr. Manoel da Rosa Coutinho Cônego Trindade. A freguesia surgiu com a lei nº 1.199, de 9 de agosto de 1864, que transferiu a sede da Paróquia de São Miguel do Cajuru para a capela de São Francisco do Onça. Poucos anos depois, voltou a sede da freguesia para São Miguel do Cajuru, determinada pela lei nº 1671, de 17 de setembro de 1.870. O distrito de São Francisco do Onça foi elevado à freguesia, de novo, pela lei 3.199, de 23 de setembro de 1.884. A Paróquia foi instituída por provisão de 11 de março de 1.887 e teve como primeiro vigário o Pe. Lourenço Sabatelli.
Segundo Waldemar de Almeida Barbosa, na divisão administrativa de 1911, como distrito do município de São João del-Rei, ainda aparece com a denominação de São Francisco de Assis do Onça, assim como pelo decreto-lei nº 148, de 17 de dezembro de 1.938. Teve sua denominação mudada de Onça para Emboabas pelo decreto-lei nº 1.058, de 31/12/1943. (Fonte das Informações: Wikipédia. Fotografias de César Reis 

Conheça São Miguel do Cajuru

São Miguel do Cajuru é um distrito do município mineiro de São João del-Rei MG, distante 185 km de Belo Horizonte.  Já foi nomeado como Arcângelo. 

Cajuru, como popularmente é chamado está  inserido no contexto da antiga Comarca do Rio das Mortes. 

O arraial cresceu em torno da Igreja de São Miguel. 
A sede do distrito dista apenas 36 km da sede do Município de São João Del Rei MG– 27 km de asfalto, mais 9 km de estrada de terra -, e sua população é bastante rarefeita e em sua maioria vive da exploração da agropecuária, principal atividade da região.

A Igreja de São Miguel guarda belíssima pintura sacra de valor inestimável cultural e artístico, que se supõe ser de autoria de Joaquim José da Natividade. 
(fonte das informações: Wikipédia - Fotografias de César Reis)

Rio das Mortes: a terra onde nasceu Nhá Chica

Rio das Mortes (também conhecido pelo antigo nome Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno) é um distrito de São João del-Rei MG, na região do Campo das Vertentes. Distante 185 km de Belo Horizonte, Rio das Mortes tem aproximadamente 4 mil moradores. (fotografia acima de Erismar Nepomuceno)
          O distrito foi criado em 1876 pela Lei Provincial 2.281 com o nome de Santo Antônio do Rio das Mortes, em alusão ao rio das Mortes, que banha o município. Em 1938, o nome do distrito foi alterado para Rio das Mortes. 
          A ocupação da vila data do início do século XVIII. Há relatos de que historiadores descobriram documentos da Irmandade de Santo Antônio, datados de aproximadamente 1722, que comprovam a existência da capela presente no distrito até os dias atuais.
          O distrito é conhecido por ser o local onde nasceu e foi batizada a beata Francisca Paula de Jesus Isabel, conhecida como "Nhá Chica" (São João del-Rei, 1810 — Baependi, 14 de junho de 1895). A religiosa foi beatificada pelo Papa Bento XVI, que promulgou o Decreto da Beatificação em 4 de maio de 2013.
          Um distrito industrial foi instalado em Rio das Mortes pela antiga Companhia de Distritos Industriais no ano de 1993, onde estão implantadas diversas empresas da indústria madeireira, de materiais e metalurgia. (fonte das informações: Wikipedia)

sexta-feira, 15 de março de 2019

Folia de Reis em Buritis MG: religiosidade e tradição

A Folia de Reis é tradição no município de Buritis MG, Região Noroeste de Minas, desde antes da cidade se emancipar. Na metade da década de 30 e início de 40, o casal Cândida Fonseca Melo (Dona Duchinha) e Antônio Durães Coutinho (Sr. Biá), nascidos em Buritis, casaram-se se estabeleceram na fazenda onde hoje é a atual região da comunidade do Pernambuco, a 10km da cidade. Lá o casal teve filhos, netos e muitos descendentes surgiram a partir deste casamento. Este casal é conhecido como os percursores da folia de reis na região e hoje, a maioria dos componentes da folia de reis são descendentes diretos da Dona Duchinha e do Sr. Biá.
Até o presente momento, a família do Sr. Biá Durães (nascido em 02/10/1913) é uma das famílias mais fecundadas de Buritis. O casal teve 15 filhos, mais de 100 netos e 50 bisnetos. Hoje não estão mais vivos, deixaram um grande legado de um casamento de mais de 60 anos de duração.
As fotos antigas acima, são do casal Sr. Biá Durães e Dona Duchinha. Fazem parte do Arquivo histórico da TV Rio Preto Buritis MG.
A Comunidade Pernambuco, em Buritis, realiza todos os anos, na data da Festa de Santos Reis, 6 de janeiro, a tradicional Folia de Reis, festividade católica que celebra a epifania do senhor e homenageia os três reis magos.
Na comunidade, a folia é tradição da Família Durães e inicialmente era organizada por Duchinha e Biá e hoje fica por responsabilidade de seus descendentes que continuam com a tradição na Comunidade Pernambuco.
A Folia de Reis é realizada entre famílias do povoado, que recebem em suas casas os mais de 20 foliões. Em frente a lapinha, os foliões entoam canções e fazem apresentações de danças que animam a comunidade presente. Numa combinação de violas, caixas e pandeiros, os foliões se divertem com a tradicional curraleira.
---------------------------------------------------------
As fotografias, exceto as antigas do casal, são de autoria de Marcilei Farias e Celestino Filho. As imagens e textos foram enviados por Gilberto Valadares, da TV Rio Preto de Buritis e estão no link:https://www.tvriopretoburitis.com.br/2019/01/folia-de-reis-em-buritis-mantem-tradicao-da-celebracao-religiosa-e-cultural/

quarta-feira, 13 de março de 2019

Chapada: tranquilidade e cachoeiras

Chapada é um distrito de Ouro Preto MG, fica próximo a Lavras Novas, cerca de 10 km. Pacato, tranquilo e com belíssimas paisagens o distrito é um convite para quem gosta de sossego e vivenciar a natureza plenamente. Duas cachoeiras se destacam no distrito: Cachoeira do Falcão e do Castelinho. O povoado é tranquilo, suas casas estão no entorno da Igreja de Santana e o povoado é rodeado pela imponente Serra do Trovão.
A queda d´água é pequena e suas águas formam uma piscina natural (como podemos ver na foto acima do Marcelo Santos), bem rasa, ideal para crianças e para quem quer deixar e relaxar nas águas da cachoeira.Em volta do poço tem um banco de areia pra quem quiser pegar um sol e contemplar o céu e a natureza em volta já que o local é todo cercado por extensa mata nativa. Acima da cachoeira existem pequenos poços, bom para nadar e relaxar.
Também na Chapada tem a Cachoeira do Castelinho (na foto acima, de Marcelo Santos). A cachoeira tem uma pequena queda, mas com o poço com uma profundidade maior, mais indicada para adultos.

O povoado é pequeno e seus moradores muito atenciosos. As cachoeiras ficam próximas do povoado e os moradores são cordiais e informam certinho o caminho. Na foto acima, de autoria de Marcelo Santos, você pode ver a Igreja de Santana e o casario em torno da igreja.
Como visitante, curta, divirta à vontade. No povoado tem comida caseira, cachaça, gente boa. Se vai levar comida, leve de volta o lixo que gerar. Leve uma sacolinha e o que for lixo, coloque na sacolinha e na primeira lixeira que encontrar, jogue o seu lixo na lixeira. Não suje as cachoeiras e nem deixe lixo pela mata. Fazer isso é feio, falta de cultura e educação, além de um tremendo desrespeito à natureza. Além de você, outros irão usar as águas, curtir a natureza. Deixe uma boa impressão no local, preserve essas belezas naturais. (Por Arnaldo Silva)

sábado, 9 de março de 2019

Conheça Vargem Bonita

É a primeira cidade banhada pelo Rio São Francisco. Vargem Bonita (na foto acima de Luis Leite) é uma pitoresca cidade na Região Oeste de Minas. Fica literalmente aos pés do paredão que dá o nome à Serra da Canastra. Suas belezas naturais chamaram a atenção da Rede Globo para produção de suas novelas. O Sétimo Guardião teve suas primeiras cenas externas, ambientadas nas paisagens de Vargem Bonita, na ficção é Serro Azul. 
Com apenas 2158 habitantes, segundo o IBGE em 2018, Vargem Bonita está a 322 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de São Roque de Minas, São João Batista do Glória, Piumhi e Capitólio, na região Oeste de Minas. Quem nasce em Vargem Bonita é vargiano. (Na foto acima de Luis Leite podemos ver uma rua da cidade. Detalhe é que os telefones públicos da cidade são em formatos de animais de nossa fauna)
O povoamento da cidade se deu na década de 1930, com a descoberta de pedras preciosas na Fazenda Vargem Bonita, principalmente diamantes. (na foto acima de Luis Leite a entrada da cidade) Um povoado se formou nessa fazenda, virou distrito pertencente a São Roque de Minas. Em 12/12/1952 foi emancipada, adotando o nome de Vargem Bonita, preservando o nome original do povoado. O garimpo de pedras preciosas foi fechado e a atividade mineradora encerrada em 1991. O município faz parte do Parque Nacional da Serra da Canastra, área de proteção ambiental, criada para proteger as nascentes do Rio São Francisco. 
O famoso paredão, que dá nome à Serra da Canastra pode ser visto logo na chegada da cidade (como pode ver na foto acima de Nilza Leonel). O maciço rochoso impressiona. Por ter o formato que lembrava uma canastra, nome que antigamente era dado aos baús, um móvel muito usado pelas famílias em tempos antigos para guardar roupas, a enorme serra passou a ser chamada de Canastra.
Em Vargem Bonita está a Cachoeira da Cascadanta (na foto acima de Wilson Fortunato) , uma das mais belas de Minas Gerais. Com 186 metros de queda é a sexta maior queda d´água do Brasil. A cachoeira é um dos mais belos cartões postais naturais de Minas Gerais. Para chegar até a Cascadanta, tem que passar por Vargem Bonita. (na foto abaixo, de Nilza Leonel ,o Rio São Francisco em Vargem Bonita)
Além da Cachoeira da Cascadanta, outras duas cachoeira se destacam: Cachoeira do Fundão (na foto abaixo de Nilza Leonel)
 e a Cachoeira da Chinela. (na foto abaixo de Luis Leite)
Vargem Bonita não se resume a suas belezas naturais. Tem a culinária que é espetacular. A começar pelo queijo Canastra legítimo (na foto abaixo, da Maria Mineira). Tem os doces de diversos sabores, quitandas e uma culinária típica de dar água na boca. Vale ressaltar também que o artesanato de Vargem Bonita é outro atrativo do município. Tanto os queijos, quanto doces e artesanatos, podem ser encontrados nas lojas no centro da cidade, bem como comida típica.
Por ser uma cidade turística, possui ótimas pousadas, principalmente sua área rural. (foto abaixo de Nilza Leonel, a Praça da Matriz de Vargem Bonita)  
O grande valor de Vargem Bonita é seu povo. São simples, receptivos, tratam todos muito bem e são extremamente hospitaleiros com todos. (Por Arnaldo Silva)

sexta-feira, 8 de março de 2019

Arte do Jequitinhonha é Patrimônio Imaterial de Minas

O artesanato em barro é uma das principais características do Vale do Jequitinhonha. Boa parte desse artesanato são feitos em Turmalina, Minas Novas, Araçuaí, Itinga, Itaobim, Caraí e Ponto dos Volantes, os municípios de maior concentração de artesãs e artesão.
A arte em barro e cerâmica é uma cultura ancestral, de origem indígena, que chegou ao nosso tempo sem perder suas características, significado e traços. Preservada por gerações, essa arte é praticada em sua maioria por mulheres do Vale, cujo conhecimento e técnicas de produção de cerâmica vem de seus ancestrais. 
A arte vem do talento e criatividade das artesãs e artesãos que buscam através de pesquisas, criar suas próprias técnicas de fazer o artesanato em barro e cerâmica, com base nos seus conhecimentos e sem deixar de seguir a tradição. 
Isso porque na região são encontrados diversos tipos de tonalidades de barro e com o conhecimento das artesãs e artesãos, cada um vai buscando aprimoramentos em suas obras, usando pigmentos e tonalidades de barros diferentes, bem como as tintas usadas nas pinturas das peças, após o processo de queima. Assim sai uma arte inigualável e única.
A arte do Jequitinhonha retrata de forma simples a vida do povo e o povo do Vale. O barro reflete a vida e o sentimento do povo do Vale do Jequitinhonha. 
A arte em barro foi reconhecida pelo Iepha (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) como Patrimônio Imaterial de Minas Gerais em 19/12/2018. Esse reconhecimento veio após quase um ano de pesquisas de campo, feito pelo Iepha, em parceria com o Instituto Sociocultural Valemais. Foram feitos levantamento histórico, pesquisas biográficas e documental, registro fotográfico e audivisual dos trabalhos dos artesãos e artesãs. Foram 122 cadastros de artesãos e artesãs, de 21 municípios do Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha. 
O reconhecimento da arte em barro do Jequitinhonha foi comemorado pelos artesãos e artesãs de toda Região que acreditam numa melhoria social, econômica e valorização cultural maior da arte do Vale do Jequitinhonha. 
(Por Arnaldo Silva) - As fotos que ilustram a matéria foram feitas por Márcia Porto, na Feira de Arte do Vale do Jequitinhonha em Araçuaí MG)

quinta-feira, 7 de março de 2019

Queijo de Cruzília tem fama de casamenteiro

Santo Casamenteiro é o nome de um queijo da empresa Queijos Cruzília, da cidade de Cruzília MG, Sul de Minas Gerais. 
O Queijo Casamenteiro é uma receita que surgiu nos mosteiros portugueses, guardada pelos monges locais. Em Minas foi aprimorada pelos queijeiros da Queijos Cruzília, já que a tradição queijeira dos mineiros vem do século XVII. A arte de fazer queijos está veia e no sangue das famílias mineiras. (foto Queijos Cruzília/Divulgação)
A ideia era fazer um queijo com identidade própria e sabor único, com o equilíbrio dos sabores que os mineiros sabem muito bem como fazer. A partir do aprimoramento da receita original, surgiu o Queijo Casamenteiro, um terroir mineiro feito com uma mistura bem refinada do premiado queijo mofado gorgonzola Azul de Minas, uma pasta de queijo bastante cremosa, com acréscimo de nozes e damascos. Dessa combinação de sabores, surgiu uma receita diferente, única, sem igual no mundo.
No rótulo do queijo tem a imagem de Santo Antônio, o famoso santo que ajuda pessoas a se unirem e formar famílias. A proposta do queijo é estar presente em todas as ocasiões que mereçam uma iguaria à altura, seja num amoço familiar, um jantar romântico, uma festa de noivado ou casamento. É um excelente acompanhamento com vinhos finos. Para ocasiões assim, nada melhor que um queijo de qualidade, requintado, de alto nível. (foto ao lado Queijos Cruzília/Divulgação)
Premiações Internacionais
O queijo Santo Casamenteiro de Cruzília vem conquistando o paladar dos mineiros, dos brasileiros como conquistou dos franceses. (foto abaixo Queijos Cruzília/Divulgação)
Dos 11 queijos mineiros medalhistas no último Concurso Mundial de Queijos, realizados em Paris, na França, em 2017, o Santo Casamenteiro foi um dos premiados com a medalha de prata. Nesse concurso foram mais de 700 de vários países do mundo concorrendo. Além dessa medalha de prata, em 2016 ganhou o primeiro lugar foi destaque especial como criação inovadora da América Latina, no Concurso Nacional de Queijos.
O sucesso do queijo é tanto que a cada ano aumenta as vendas. São toneladas do queijo feitos todo mês.

Tradição casamenteira
Além do queijo ser especial, de sabor inconfundível e único, faz jus ao nome. Há relatos de pessoas solteira há tempos, depois que comeram o queijo, conseguiram arrumar parceiros e em pouco tempo já estavam com casando. Assim começou a fama de quem come desse queijo, logo arruma um namorado ou namorada. 
Onde encontrar os Queijos Cruzília?
A empresa tem larga tradição no mercado, com produção diárias de vários tipos de queijos finos como A Lenda, o gorgonzola Azul de Minas (foto acima/Divulgação) e o Santo Casamenteiro. Os queijos da empresa podem ser encontrados nas principais redes varejistas do Brasil  (Grupo Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart, St. Marché, etc.), no Mercado Municipal de São Paulo, etc.
------------------------------------------------------------------
Quem quiser mais informações e pode entrar em contato com com o produtor através dos sites: http://www.cruzilia.com.br/  queijosantocasamenteiro.com.br ou pela fanpage:https://www.facebook.com/queijoscruzilia/ As fotos desta edição foram enviadas pela Assessoria da Queijos Cruzília a nosso pedido.