quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Venha conhecer Boa Morte

Boa Morte é um pacato e aconchegante distrito de Belo Vale MG. Quem nasce em Boa Morte é boa-mortense, segundo os próprios moradores se auto afirmam e com orgulho. Belo Vale fica a 88 km de Belo Horizonte é um das antigas povoações de Minas. Horizonte.
Boa Morte se originou de um quilombo. O nome do distrito é oriundo da devoção a Nossa Senhora da Boa Morte, crença trazida pelos Bandeirantes portugueses Paiva Lopes e Gonçalo Álvares em 1764, solidificada com a construção de uma igreja, dedicada à Santa, a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte. A igreja é bem talhada com colunas toscas e detalhes do nosso barroco. A sacristia tem a assinatura do Mestre Ataíde.
O distrito é uma Comunidade Quilombola e possui um rico acervo cultural e histórico, ponto turístico com belas paisagens, sendo seu maior destaque sua igreja.(texto de Arnaldo Silva e fotos de Thelmo Lins)

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Os encantos de Belo Vale

Nada como sair das pressões de uma grande metrópole, como Belo Horizonte, do que apreciar a natureza. E, para isso, bastam cerca de 70 km, e se chega à Serra da Moeda, mais especificamente em Belo Vale.
Estive lá em 2002, com amigos, para conhecer a belíssima Fazenda da Boa Esperança (foto acima), monumento tombado pelo patrimônio cultural brasileiro. Aproveitamos para conhecer o Museu do Escravo e alguns edifícios da área central da cidade, como a Estação Ferroviária.
Naquela época, a estação estava em ruínas, embora os trilhos ainda sirvam para o transporte do minério de ferro e outros produtos, por meio da Ferrovia do Aço. Dezesseis anos depois, a surpresa: a estação foi restaurada e a administração municipal planeja fazer o mesmo com todo o casario do entorno, que pertenceu um dia à Rede Ferroviária Federal. O local ficou muito agradável. E o prédio hoje abriga a Secretaria Municipal de Cultura. Pena que, aos domingos, bom dia para visitação, o edifício estava fechado.
Andando um pouco mais, ali mesmo na área central, avistamos a matriz (em restauro), o prédio onde funciona o Museu do Escravo e algumas casas antigas com razoável grau de conservação. Datada de 1764, a Matriz de Belo Vale há muito não acolhe cerimônias religiosas. A comunidade criou o grupo SOS Matriz para angariar fundos para sua restauração, que anda a passos lentos.
A construção de um viaduto (muito feio por sinal) bem no meio da cidade, fez uma confusão na questão urbana, embora – acredito – tenha facilitado a vida dos motoristas.

Os grandes atrativos de Belo Vale estão na zona rural. Como acessamos a cidade pela BR-040, o primeiro ponto de visitação foi o distrito de Boa Morte (na foto acima - cerca de 5 km do centro, em estrada asfaltada). A igreja matriz foi restaurada há pouco tempo e está localizada em um local esplêndido, marcado por uma vegetação exuberante e uma praça aconchegante. O lugarejo é um antigo quilombo. Infelizmente o templo também estava fechado, mas pode-se acessar à imagens de seu interior por meio da internet.
Já um pouco mais afastado do centro, cerca de 9 km, na estrada para Moeda (parte dela em terra batida), vê-se a Igreja de Santana, o mais antigo templo do município. Na fachada, que foi reformada com muito desleixo, é destacada a data de 1735. Mas acredita-se que ela seja ainda mais antiga. O distrito de Santana do Paraopeba é considerado um dos vilarejos mais antigos de Minas Gerais, fundado por bandeirantes no século 17. Não conseguimos entrar na igreja, que fica em um bonito largo, ladeado por frondosas árvores. Mas dali se tem uma bela vista das montanhas que circundam Belo Vale, numa imensidão de tons que vão do verde escuro ao azul mais claro.
Outra visita imperdível é a Fazenda da Boa Esperança (na foto acima - 3 km do centro, por estrada de terra). Como disse anteriormente, eu já a conhecia. Mas, desta vez, achei-a mais bela e mais bem conservada. Talvez seja uma das fazendas mais bonitas de Minas ou do Brasil. Construída no século 18 e tombada como patrimônio nacional em 1959, ela foi revitalizada recentemente pelo projeto Refazenda, parceria entre o governo estadual, Iepha e Instituto Inhotim.
Desde que a conheço, ela não tem mobiliário. Somente um sem fim de cômodos e varandas, além de uma linda capela. Na parte lateral, existe um antigo engenho, segundo informações do guia local. As árvores são outro atrativo à parte. Nesta época do ano, na primavera, as folhas estavam arroxeadas, criando um ambiente de grande beleza.
Há várias cachoeiras na região de Belo Vale. Sua área rural é mais valorizada que a parte central, por isso as melhores pousadas estão lá. Como também, alguns restaurantes de beira de estrada, com boa comida e um visual encantador. (foto acima a Cachoeira do Mascate) Falta à cidade um bom café ou lanchonete, que sirva a culinária regional e que se possa parar para descansar e observar o movimento das ruas.
Visitei Belo Vale em um bate-e-volta, retornando à noite para Belo Horizonte. Mas fiquei com vontade de passar ali mais alguns dias, para poder curtir com mais vagar os seus encantos. Com certeza, devem ter muitos ainda não revelados para mim.
Até o próximo passeio!
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Texto de Thelmo Lins e fotografias de Thelmo Lins e Wagner Cosse

domingo, 14 de outubro de 2018

Três Barras da Estrada Real

Três Barras da Estrada Real é um distrito do Serro MG, no Alto Jequitinhonha a 14 km da sede. (fotografia acima de Raul Moura) É um dos mais antigos povoados de Minas Gerais, sendo oficialmente foi criado como distrito apenas em 19 de outubro de 2007. Antes era vila. Fundada desde os tempos do Brasil Colônia, ainda preserva em sua arquitetura, os traços e histórias do nosso período colonial. Em Conceição do Mato Dentro MG, existe um distrito de Três Barras, que não é este. Para evitar confusão, o nome real do distrito do Serro é Três Barras da Estrada Real. (fotografia abaixo de Raul Moura)
Segundo Augustin François César Prouvençal de Saint-Hilaire (Orleães, 4 de outubro de 1779 — Orleães, 3 de setembro de 1853) um famoso botânico, naturalista e viajante francês, quando esteve na Vila de Três Barras em 1817, fez essa descrição sobre o local: "Esta vila está edificada sobre a encosta de um morro alongado; e suas casas dispostas em anfiteatro, os jardins que entre elas se vêem, suas igrejas disseminadas formam um conjunto de aspecto muito agradável, visto das elevações próximas. (...) Das janelas que se abrem para o campo goza-se de agradável panorama: avistam-se as casas próximas entremeadas de massas espessas de verdura formada pelo arvoredo dos jardins; mais além descortina-se o vale estreito que se estende ao pé da cidade e em cujo fundo corre o Quatro Vinténs, do outro lado do vale o olhar repousa em alturas quase que completamente cobertas da mais linda relva; finalmente, nos planos mais distantes, algumas moitas de arvoredo se avistam entre os morros."
A Capela de São Geraldo
Além do casario colonial, com cores alegres e vibrantes, seu povo leva uma vida pacata. É um povo simples, hospitaleiro e que recebe os visitantes muito bem. Um dos destaque de Três Barras da Estrada Real é sem dúvida a Capela de São Geraldo (na foto acima de Raul Moura), que foi construída nas encostas de uma serra, próximo a estrada que liga o Serro a Milho Verde. Sua simplicidade e seu contorno em tom azul se destacam em meio a bela paisagem em volta Essa capela é tem sua arquitetura tipicamente mineira. É simples, construída de barro e madeira, com apenas uma torre, uma capela mor, nave e duas sacristias laterais. É uma pequena joia do período colonial presente em Minas. Essa capela é o símbolo da fé e identidade dos moradores do local. Em torno dela acontecem as tradicionais festas religiosas e populares.
Cachoeira de Três Barras da Estrada Real
Toda a região do Serro é cercada por belas paisagens e cachoeiras de tirar o fôlego. Em Três Barras da Estrada Real, a mais famosa cachoeira é a de Três Barras, que fica numa propriedade particular. São 20 metros de queda com uma água limpa, na cor caramelo e com uma temperatura agradável. Tanto na parte alta, como na parte baixa da cachoeira, existe poços, ótimos para banhos.
Embora seja uma cachoeira tranquila, cerca por mata ciliar, o visitante deve evitar saltos porque no fundo existem blocos de pedras submersos e pelo constante volume de água, acontece sempre a formação de marolas.
Como chegar a Três Barras da Estrada Real
De Carro partindo de Belo Horizonte:
- Via Curvelo (BR 040 - sentido Brasília): siga em direção a Sete Lagoas, Paraopeba (BR 135), Curvelo (BR 259), Datas, Juscelino Kubitschek, Serro. Chegando no Serro, você pegara o trevo até Milho Verde aproximadamente 3km de estrada de terra.
- Via Serra do Cipó (BR MG 010): siga em direção Lagoa Santa, Serra do Cipó, Conceição do Mato Dentro, São Sebastião do Rio Preto, Serro, trevo de Milho Verde, Três Barras. Esse é uma caminho ótimo, cheio de paisagens já que você passará pelo Parque Estadual da Serra do Cipó. Até o Serro, pegará asfalto, numa boa estrada. Para os distritos, a estrada é de terra.
De ônibus (Viação Serro): Terminal Rodoviário Serro: (38) 3541-1366
Distâncias:
Belo Horizonte: 298 km
Rio de Janeiro: 674 km
Brasília: 747 km
Vitória: 733 km

São Paulo: 819 km
Serro: 23 km
São Gonçalo do Rio das Pedras: 10 km
Milho Verde: 4Km
Diamantina: 34 km
Conceição do Mato Dentro:84 km  (Por Arnaldo Silva)

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Queijo branco e amarelo: qual a diferença?


Queijo é um alimento vivo, que temos em nossas mesas, principalmente na terra do queijo, Minas Gerais. É um dos mais antigos alimentos do mundo.


O queijo branco é o queijo fresco e o amarelo, o curado. Existe uma crença errada que diz que o queijo curado é só para ralar e fazer quitandas. Sim, é o ideal, mas não é só para isso não. É o melhor queijo para ser consumido regularmente, no café ou a hora que quiser. 

Há uma diferença entre esses dois tipos de queijos que eu considero básicas. Quanto mais branco for o queijo, mais lactose ele tem. Por si só, esse queijo não deve ser consumido por quem tem alergia a lactose. Já o queijo amarelo é o contrário. Quanto mais curado é, menos lactose tem.

A explicação é simples. No processo da "curagem" a lactose presente é fermentada. Quanto mais tempo for a cura, menos lactose o queijo terá.

Mas mesmo assim, quem tem alergia a lactose ou as proteínas do leite de vaca deve evitar queijos e os derivados do leite ou consumir com moderação, de preferência com sob orientação médica.

Entre o queijo branco e o curado, o mais saudável é o curado. 
(Texto e fotografia de Arnaldo Silva)

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Arraial de Fechados

Um pequeno arraial, cravado no maciço da Cordilheira do Espinhaço, rodeado por lindas cachoeiras e paisagens de deixar qualquer um de boca aberta. Um lugar simples, com gente simples, humildes, hospitaleiros e alegres, que recebem bem as pessoas que por lá passam. Esse lugar é Fechados, distrito de Santana do Pirapama a 160 km de Belo Horizonte. Fechados é um verdadeiro oásis aos pés da Cordilheira do Espinhaço, na Serra do Cipó.
O local é muito procurado por suas belezas, destacando o Rio Preto, Ponte do Cristal, Córrego dos Fechados, Cachoeira do Buracão e Horizonte, o Cânion do Buracão, Alto dos Fechados. Tem a prainha do Rio das Pedras, um lugar lindo, com areia branquíssima. São apenas algumas, ma tem muito mais. Em Fechados existem inúmeras cachoeiras e paisagens lindíssimas. Quem deseja aproveitar tanta beleza, tem que ficar mais que um fim de semana. É muita coisa para conhecer e aproveitar tudo de bom que a natureza generosa de Fechados oferece.
A comunidade é simples, seus moradores vivem da atividade agropecuária e artesanato. Não tem muita estrutura como hotéis, pousadas e restaurante sofisticados para receber os turistas. Mas tem um lugar lá, totalmente familiar, onde pode se hospedar e tem a melhor comida da Serra do Cipó. Comida caseira no fogão à lenha, bem mineira, com direito a muita prosa. A proprietária é a simpática dona Dona Amélia. Come-se bem, num lugar ótimo, aconchegante, tipicamente mineiro. Tem também no arraial o Bar do Seu Zé e o do Geraldinho, com tira gosto e cerveja geladinha.
Para chegar a Fechados, você pega a MG 424, sentido Aeroporto de Confins, passando por Sete Lagoas onde pegará a estrada para Santana do Pirapama Da rodoviária de Belo Horizonte sai ônibus diário para santana do Pirapama, pela empresa Saritur. 
Para mais informações sobre Fechados, o arraial tem guia especializado. Veja no site www.guiadefechados.com.br
As fotografias desta publicação são de autoria de PauloZaca

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Conheça Delfim Moreira

Fundada em 1938, Delfim Moreira (fotografia acima de autoria de Geraldo Gomes) é uma das mais belas cidades do Sul de Minas Gerais. O município se destaca no cenário turístico pelas suas belas cachoeiras, paisagens e seu clima, que no inferno chega a 0 ou abaixo de 0 grau. Está a 417 km de Belo Horizonte. A cidade oferece tranquilidade e sossego á seus moradores e visitantes. Fica a 1200 metros de altitude e tem hoje um pouco mais de 8 mil habitantes.Destaca-se pelas suas belíssimas cachoeiras que têm atraído diversos turistas de todos os estados brasileiros e possui uma boa rede hoteleira, com diversas pousadas, das mais simples às mais sofisticadas. 
Delfim Moreira (na foto acima de autoria de Geraldo Gomes) faz divisa com Maria da Fé está a norte, Virgínia a nordeste e Marmelópolis a leste. Os paulistas Cruzeiro e Piquete ficam a sudeste, Guaratinguetá a sul e Campos do Jordão a sudoeste. A oeste está Wenceslau Braz e a noroeste, Itajubá.
Economia
Atualmente, a região conta com diversos criatórios de trutas e, pela privilegiada condição climática, de topografia e de cobertura vegetal, vem desenvolvendo o turismo rural e ecológico. (na foto acima, de Geraldo Gomes Destaca-se a partir de 2011 o surgimento da cultura cervejeira artesanal no município, advinda pela chegada da Microcervejaria Kraemerfass. A Kraemerfass também atua no cultivo de olivas para a produção de azeites do estilo gourmet.
Pontos turísticos
Ninho da Águia: diversas quedas se formam ao longo do rio Santo Antônio, trilhas interligando os diversos pontos da cachoeira, pontes, mirantes, ilhas naturais, piscinas, bar, restaurante e áreas de lazer. (na foto ao lado, de Mateus Ribeiro) É o mais antigo atrativo turístico da cidade e um dos principais, recebendo anualmente em torno de 15 000 visitantes, sobretudo da Região Sudeste do Brasil. O local conta também com um Restaurante localizado no estacionamento que atende tanto o público interno quanto aqueles que passam pela MG-350.
Túnel do Barreirinho: na verdade não é um túnel. Fica no bairro do Barreirinho e é uma construção da década de 1920. Canaliza as águas de uma cachoeira. Para chegar, parta do centro de Delfim Moreira pela Rodovia MG-350 (11 km de asfalto) até o bairro da Água Limpa; vire à direita e pegue a estrada em direção ao Mosteiro de Santa Clara, até o bairro do Barreirinho (quatro quilômetros de terra); até o túnel são mais mil metros de terra pela antiga linha férrea.
Parque da Cachoeira do Itagybá: (foto acima de Mateus Ribeiro) fica a um quilômetro do Centro de Delfim Moreira. Possui duas grandes quedas, formada pelas águas do Ribeirão do Taboão. Recomenda-se que fotos da cachoeira sejam feitas do alto do Parque Cruz das Almas, de onde a sua visão é espetacular. Acesso feito pala Estrada do Peixe.
Parque Cruz das Almas: este parque está a um quilômetro do Centro de Delfim Moreira a uma altitude de 1 300 metros e é formada por um bosque de mata atlântica recortado por córregos; uma trilha leva até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes e ao cruzeiro no alto da montanha, de onde se avista a cidade e a Cachoeira do Itagybá. Para chegar, vá pelas ruas Marechal Deodoro ou Benedito Valadares com entrada na Rua Professor Gustavo Moreira.
Cruzeiro do Salto Mirante da Pedra Malhada: fica no Bairro do Salto, no Morro do Caracol a 1 627 metros de altitude na Serra da Estância. Visão ampla da região de vales e montanhas, paisagem tipicamente rural. A Pedra Malhada serve de cenário para a prática de trekking, tirolesa e esportes radicais como o alpinismo. Saindo do Centro de Delfim Moreira pela Rodovia MG-350 até o bairro da Água Limpa; vire à direita e pegue a estrada do sub-distrito da Barra, até o bairro do Salto. Até o cruzeiro, são mais 2 km de trilha.
Mirante Cruzeiro do São Bernardo: está no bairro de São Bernardo, a uma altitude de 1 800 metros. Vista privilegiada desta região da Serra da Mantiqueira, com o Pico dos Marins e a cidade de Delfim Moreira num vale. O acesso é feito por uma estradinha partindo do Bairro ou pela trilha que se inicia no Bairro da Santa Cruz, cortando floresta de Mata Atlântica. A partir do centro de Delfim Moreira, pelas ruas Presidente Tancredo Neves e Avenida João Pinheiro, no bairro do Caquende, vire à direita e pegue a estrada até o bairro São Bernardo. Até o cruzeiro, são mais dois quilômetros de terra.
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade: (na fotoacima, centro de Delfim Moreira MG, de autoria de Geraldo Gomes) A edificação moderna da matriz se destaca na paisagem urbana local, com pórticos nas entradas do templo. A torre da igreja é separada do corpo principal, se destacando pela sua dimensão. Em seu interior, no altar, um calvário com imagens esculpidas em madeira chama a atenção de todos. O mesmo foi trabalhado por um escultor de Treze Tílias, em Santa Catarina. Ainda conta com a imagem restaurada de Nossa Senhora da Soledade, padroeira da cidade. A imagem foi trazida pelo fundador da cidade, o sargento Miguel Garcia Velho, no século XVIII.
Microcervejaria Kraemerfass: São três construções em estilo tirolêz (germano-austríaco), constituídos de fábrica de cervejas, bar & restaurante e adega para armazenamento de cervejas de guarda. Inaugurada em 2011 por Newton Litwinsky, esse exímio empreendedor restaurou a arte do fabrico artesanal vindo de seus antigos familiares residentes nas cidades sulistas de Santa Maria e União da Vitória, desde 1900. As cervejas são supervisionadas pelo mestre cervejeiro de Treze Tílias, Sr. Evandro Zanini. A produção é realizada de acordo com a Lei de Pureza da Baviera, a Reinheitsgebot de 1516. 

Aiuruoca das cachoeiras, da Isis Valverde e do Azeite

Aiuruoca é uma encantadora e aconchegante cidade do Sul de Minas Gerais a 416 km de Belo Horizonte. Segundo o IBGE, em 2018, o município contava com 6.032 habitantes. (na foto acima de Marlon Arantes, a atriz Isis Valverde, em uma de suas visitas à cidade)
O povoamento da região começou em 1692, sendo o arraial que deu origem à cidade de Aiuruoca, foi fundado em  1706 por  João Batista Siqueira. É uma das mais antigas povoações de Minas Gerais que ainda guarda relíquias de nossa história, como seu belo e preservado casario no estilo colonial, igrejas, em especial a de Nossa Senhora da Conceição e um acervo com imagens sacras. (na imagem abaixo, de Marlon Arantes, o interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição)
Aiuruoca é uma cidade pitoresca, com um belo casario, um povo bom, hospitaleiro, muito simpático. A paisagem de Aiuruoca é de tirar o fôlego. (na foto acima, o centro da cidade fotografado pelo Marlon Arantes) O município é um dos principais pontos de Ecoturismo da Região da Mantiqueira. São 82 cachoeiras, algumas muitos famosas como a cachoeira do Tombo, da Usina Velha, do Meio e a dos Garcias. O Pico do Papagaio, que fica no Parque Estadual da Serra do Papagaio com mais de 2 mil metros de altitude, é um dos atrativos do município. Considerado um dos melhores lugares do Brasil para o Ecoturismo, quem vai a Aiuruoca, não deixa nunca de ir na Serra do Papagaio.  Além do Parque, por todo o município pode se ver serras, montanhas, paisagens com araucárias e trilhas, que a cada dia mais atraem turistas, trilheiros e amantes da natureza para a cidade. 
É em Aiuruoca, na Serra do Itatiaia,  que está a nascente do Rio Aiuruoca, que nasce a 2.450 metros de altitude. É a mais alta nascente do Brasil.O Rio Aiuruoca tem sua foz no Rio Grande, próximo a Madre de Deus de Minas, na região do Campo das Vertentes. 
Isis Valverde
A atriz global é natural de Aiuruoca e tem orgulho de dizer isso para o mundo todo. É presença constante na cidade, onde tem amigos e parentes. Além de ir sempre à sua terra natal, vem acompanhada de outros amigos, artistas também. Isis tem orgulho de ter nascido em Aiuruoca, gosta de sua cidade e nunca perde a oportunidade de mostrar as belezas de sua terra em suas redes sociais.

O que fazer em Aiuruoca?
Para atender aos visitantes que a cada dia cresce, a cidade uma ótima rede hoteleira e gastronômica, com excelentes pousadas e restaurantes simples e sofisticados. 
Festas são constantes na cidade, em especial, festividades religiosas (como na foto acima, de Marlon Arantes) e o Carnaval, que é um dos mais badalados da região Sul de Minas.
No místico Vale do Matutu tem um restaurante muito procurado que é o da Tia Iraci. A comida é excelente, tradicionalmente mineira, feita no fogão à lenha, no forno barro e de cupinzeiro. Quem vai ao Matutu, nunca deixa de ir nesse restaurante. O contato do restaurante é (35) 99844-5212
(na foto ao lado, a turista Kellen Ribeiro Bernardes, experimentando seu café da manhã na Pousada Cantos das Bromélias)
Na estrada entre Aiuruoca e Alagoa, no km 2 você pode fazer uma visita também ao Kiko e Kika Restô no sítio Canto das Pedras, que serve comidas ótimas. O contato é (35) 99927-4853
Para quem não dispensa uma boa pizza, a dica é a Pizzaria Aroma a Serra, que fica na rua Felipe Senador, 16. O contato é (35) 3344-1425.

A cidade é pequena, mas opções de lazer e o que fazer não falta. Mesmo quando você não está fazendo nada, tem algo a fazer, como sentar, relaxar e contemplar a beleza da natureza em volta. Ou mesmo, num quarto de pousada, como a Pousada Cantos das Bromélias, você pode sentar e relaxar, já que da pousada, temos uma vista linda para o Pico do Papagaio (como pode ver ai na foto aabaixo, do Marcelo Legramandi)
Essa pousada fica na Estrada da Serrinha , KM 08, Bairro Serra dos Garcias zona rural de Aiuruoca - MG. Os contatos são Telefone : 035 -99969 - 8351 / 035 99803 - 2501 Whatsapp: 035 - 99969-8351.
Lá perto tem a Cachoeira dos Garcias. (na foto ao lado de Jerez Costa) A queda é pequena, uns 30 metros mas a água é fria, cristalina, bem limpa que forma um delicioso poço, ótimo para um mergulho. O local é todo rodeado por mata nativa e tem uma ótima estrutura para receber os turistas. Além da Pousada Cantos da Bromélias, existem outras pousadas próximas. Tem no local o restaurante do casal Garcia que serve a tradicional Truta da Mantiqueira, que é uma truta grelhada na manteiga, temperada com sal de limão e ervas finas. Além de petiscos saborosos, tem música ao vivo onde você pode contemplar o entardecer na Mantiqueira, numa paz incrível!  (na foto abaixo de Jerez Costa, o Rio Aiuruoca) 
Tem também a Pousada Kin Tão das Águas com chalés com varandas, wi-fi e vista para o Pico do Papagaio. O endereço é Estrada Aiuruoca – Carvalhos, Chácara Kin-Tao das Águias KM-04, Mato Dentro (Zona Rural). Contatos: Reservas: (35) 99710-6114 | (35) 99840-8350 (WhatsApp)
Uma outra boa opção é a Pousada Pico do Papagaio. É uma pousada simples, mas aconchegante. A fazenda tem animais, horta orgânica e piscina. O endereço é: Sítio Vista Alegre s/n, Raia | Aiuruoca (MG). Contato: (35) 99827-1244
Já na entrada principal da cidade tem a Pousada Ajuru, simples, aconchegante, com conforto e comodidade. Fica na Rua Antônio Gonçalves, 149, Centro. Contatos: (35) 3344-1601 | (35) 99901-9108 (WhatsApp) | (35) 99844-1601 | (35) 99944-1601 | (35) 98845-1601. Também, na entrada principal de Aiuruoca, tem a Pousada Dudu que é ótima também. O endereço é Rua Antônio Gonçalves, 101. Contatos e reservas podem ser feitos pelos telefones: (31) 99902-1962 | (35) 99813-0020

Uma outra dica é o Vale do Matutu. É um bairro que fica a 17 km do centro da cidade. Envolto à montanhas, com lindas cachoeiras como a cachoeira das Fadas, paisagens com com matas nativas, bosques e araucárias em abundância. É um Santuário Ecológico. Além das belezas naturais, tem o famoso Casarão do Matutu (na foto acima de Marselha Rufino), uma construção de 1904 bem preservada, que faz parte do patrimônio histórico de Aiuruoca. Funciona hoje como centro de informações aos visitantes, sendo também sede da Associação de Moradores e Amigos do Matutu (AMA). (fotografia abaixo de Jerez Costa)
O Matutu é bem estruturado, tem restaurante, como já foi citado acima e pousada como o aconchegante Chalé Sítio Cambará. Sem TV e wi-fi no quarto, mas tem internet disponível na sede da fazenda. É um refúgio da correria do dia a dia das cidades grandes. O local é uma fazenda produtora de frutas diversas como amoras, mirtilos e framboesas. E dessas frutas, são produzidas geleias, tortas, cakes, sucos e smoothies. O hóspede pode conhecer as plantações de frutas e experimentar as geleias, agendando uma visita guiada. O contato é (35) 99901-6431 | (35) 99939-1705.
Na cidade, acontece todos os domingos pela manhã e também nos feriados, a tradicional feirinha da praça. (foto acima de Marlon Arantes) O visitante pode conhecer na feira os produtos típicos da região como sua culinária e produções agropecuárias como queijos, conservas, doces, ovos, frutas e verduras direto da roça, sem agrotóxicos, etc., além do artesanato local que é ótimo.
Azeites Olibi
A região da Mantiqueira vem se destacando no mundo inteiro pela produção de azeites de qualidade. Temperatura amena, altitudes, clima, chuvas regulares, favorecem o cultivo das oliveiras. E em Aiuruoca não é diferente. A 1300 metros de altitude, a 10 km do centro da cidade, na zona rural do bairro Capoeira Grande, está a fazenda de Azeite Olibi (na foto acima Olibi/Divulgação). O local é perfeito para o cultivo das oliveiras: solo arenoso e inclinado, além de uma paisagem que impressiona.São 13 hectares de oliveiras plantadas, produzindo frutos semelhantes ao que se vê nos países europeus tradicionais na produção de azeites. Por isso o azeite Olibi, de Aiuruoca, é considerado um dos melhores do mundo, pela similaridades com os famosos azeites portugueses, espanhóis, italianos e gregos.
Tanto a colheita, como a seleção das azeitonas são manuais, feitas por profissionais treinados, o que garante frutos de qualidade na produção de um azeite extravirgem de qualidade superior e com muitos polifenóis que são substâncias presentes nas plantas, que ajudam a proteger nosso organismo contra algumas doenças e no combate ao envelhecimento. (fotos acima e abaixo da Fazenda Olibi/Divulgação)
Em torno da fazenda de Azeite ou próximas, tem várias pousadas, citadas acima. Ao se hospedar numa delas, o visitante pode fazer um passeio pelos olivais da Fazenda de Azeite Olibi, que é aberta a visitação guiada. Basta agendar. O visitante pode andar pela fazenda, conhecer os projetos de preservação ambiental e conhecer os olivais. Para fazer a visita, cobra-se entrada, que dá direito a crédito na compra de uma garrafa de azeite. Quem quiser conhecer a fazenda, pode fazer as reservas: (35) 99983-0957 | (35) 99984-7696. Mais informações sobre o azeite, visitem o site da Olibi:http://www.olibi.com.br/

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Minas e sua religiosidade

A grandeza da união das Minas e dos Gerais gerou o diversificado e rico estado que temos hoje. Difere dos demais pelo seu linguajar peculiar, pela cultura rica, mesa farta, caráter desconfiado e precavido do seu povo, por sua geografia diversificada... Popularmente, Minas é o mundo que cobre o mundo da gente. João Guimarães Rosa na crônica “Aí está Minas: a mineiridade” escreve: “Seu orbe é uma pequena síntese, uma encruzilhada; pois Minas Gerais é muitas. São, pelo menos, várias Minas.” E nesta 
constelação das Minas das Gerais que se destaca outro aspecto único: a religiosidade e a fé do povo mineiro.

A espiritualidade liga o ser humano a Deus, ou seja, religa o homem ao Criador por meio da religião e na alma mineira isso sempre se deu por meio da fé católica arraigada existencialmente nas rezas, rogos, procissões, templos religiosos e expressões, que foram ganhando destaque por meio da devoção aos santos e a Maria, para assim chegar mais facilmente à Deus.

Expressão disso se pode perceber na história da circunscrita cidade 
mineira, Pedra Bonita (na foto acima), localizado na Zona da Mata Mineira. Interiorana, com uma população que estabelece suas relações de modo familiar e apadrinhamentos, onde a vida se mostra singela e pacata, está em suas raízes a religiosidade popular. O povoamento iniciou-se com o Major José Luiz da Silva Viana que deu o nome da fazenda de São José e logo mais tarde o povoado foi chamado de São José dos Quatis. Após a emancipação passou a ser chamada de Pedra Bonita e dedicada a São José. (na foto abaixo a imagem do santo)
Outro fato bem próprio é que no dia 31 de outubro a cidade revive um fato peculiar, que remonta ao ano de 1993, quando se narra que Nossa Senhora das Graças teria aparecido em sonho convidando a cultivar a oração, a conversão e a retidão de vida. A partir daí essa expressão tem sido oportunidade de tantas pessoas voltar-se com devoção a Maria.

Em ambos fatos enxergar-se o quanto o mineiro exerce sua mineiridade por meio da expressão religiosa. A mineira Adélia Prado em uma entrevista afirmou sobre sua experiência de infinito: “É um desejo infinito que nós temos de adoração, e de algo que nos suspende com o sentido absoluto. Nós somos finitos e relativos, e queremos sempre uma coisa absoluta: que esse café maravilhoso não acabe, que a minha paixão não acabe, que essa casa
bonita permaneça. A gente tem sede de infinito e de permanência. Então, esse ser que assegura a permanência das coisas, é que eu chamo de Deus. É o Absoluto.” É esse Absoluto que está tão palpável na realidade mineira, capaz de impulsionar o coração para além das montanhas que se elevam e cercam as pitorescas cidades, que trazem no seu bojo, na sua vivência atual a necessidade que temos do Transcendente e se lançar com a vida nesta perspectiva traz a garantia de não nos bastarmos. O mineiro é a encarnação
desse Absoluto, que não está distante, mas próximo como seu compadre, com quem canta e decanta a certeza de não estar só, mas totalmente imerso no Transcendente.
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Autoria de Geraldo Trindade
Graduado em filosofia e teologia, padre na Arquidiocese de Mariana
Contato: pensarparalelo@gmail.com

domingo, 30 de setembro de 2018

Como fazer mandioca temperada

A última vez que eu estive em Uberlândia MG, experimentei uma mandioca, feita por uma família de amigos que conquistou meu paladar. Gostei tanto que só faço mandioca assim. Não tem segredo, é bem simples e fácil de fazer.
Você vai precisar de:
 mandioca, alho, sal, pimenta calabresa, açafrão e cheiro verde.
Vamos lá aprender a fazer:
Limpe e lave bem a mandioca, corte e coloque numa vasilha com água.
Ai vem o tempero. A quantidade é a seu gosto. Eu coloquei uma colherzinha de cada.
Coloque o sal, o alho, a pimenta calabresa e o açafrão, que é para dar a cor amarelada.
Mexa tudo, ligue e fogo e deixe cozinhar. (não uso óleo)
Quando estiver bem cozida, desligue e pulverize com cheiro verde.
Sirva à vontade. (fotografia e receita de Arnaldo Silva)

sábado, 29 de setembro de 2018

Queijo maturado com ácaros

Pesquisadores identificaram uma espécie de ácaro queijeiro, na cidade histórica do Serro MG, Jequitinhonha. Esse ácaro teve sua primeira identificação a nível mundial nessa região e é o que dá a textura e o sabor diferenciado ao Queijo do Serro maturado com ácaros. Essa pesquisa foi publicada no mês de setembro de 2018, numa renomada revista americana Journal of Stored Products Research . Quem apresentou o estudo na revista, foi a equipe de pesquisa coordenada pelo prof. Juliano De Dea Lindner, da Universidade Federal de Santa Catarina. 
Michelle Carvalho, uma das pesquisadoras da Universidade FEderal de Santa Catarina, explica em detalhes o que é esse ácaro queijeiro: "Os ácaros são relatados na literatura tanto como um problema causando perdas econômicas significativas tanto como adjuvantes tecnológicos proporcionando características de sabores específicos e desejáveis para certos tipos de queijos, como é o caso dos Queijos francês Mimolete e alemão Milbenkäse. A produção de queijos com ácaros tem ganhado novos adeptos no Brasil, porém é feita de forma empírica e sem suporte legislativo. O estudo realizado sumarizou a produção e tecnologia aplicada pelos fabricantes de queijos brasileiros que realizavam a maturação do queijo com ácaros e identificou as espécies de ácaros presentes nesses queijos através de análises taxonômicas e moleculares. Os ácaros presentes nos queijos brasileiros estudados são predominantemente Tyrophagus putrescentiae. Além dessa espécie, Sancassania aff. feytaudi foi identificada no Queijo Minas Artesanal do Serro, sendo a primeira notificação deste tipo de ácaros em queijos em todo o mundo. A equipe de pesquisa continua seus estudos de queijos maturados com ácaros para verificar sua segurança de consumo e potencial aptidão tecnológica com intuito de contribuir para a regulamentação deste tipo de produção no Brasil. "
Essa espécie de ácaro queijeiro, que despertou interesse em estudos dos pesquisadores está se tornando um marco na produção de queijos do serro. Em todas as fazendas pesquisadas e amostras colhidas, esse ácaro na maturação de queijos foi encontrado somente na fazenda do Túlio Madureira, produtor de queijo tradicional na região do Serro MG. É o primeiro achado desse ácaro em queijo em todo o mundo!
Por isso que o queijo do Serro, em especial o produzido por Túlio Madureira, é reconhecido e premiado como um dos melhores do mundo. O nome do queijo é Curupira. Tem esse nome, segundo informou Túlio Madureira, "pelo fato de as antenas desse ácaro diferente ter suas antenas viradas para trás assim como os pés do folclórico ser que defende a biodiversidade brasileira, o Curupira."
O queijo Curupira é macio, tem gosto picante e amendoado. Vem a cada dia despertando paladares refinados. Para chegar a esse ponto, de venda e ter esse sabor, a maturação é de 6 meses. (na foto ao lado, de autoria de Tiago Geisler, vista parcial da cidade do Serro MG)
Quem não conhece de queijo, ao ver um assim, como está na foto, pode até se assustar. Mas é assim mesmo. Não tem nada estragado não. A casca marrom é a ação dos ácaros. Obviamente você não irá comer a casca, é pra comer o que está dentro. Você retira a casca e pronto, pode comer à vontade. É a mesma coisa de você comer um abacaxi, por exemplo. Não vai comer com a casca né? Tem que tirar a casca e comer a polpa. Mesmo caso desse queijo. O queijo Curupira custa hoje em média R$150,00 o quilo. 
Túlio Madureira possui uma escola de produção de queijos artesanais no Serro MG. Quem se interessar em aprender a fazer queijo ou se informar mais sobre o produto pode entrar em contato:
Whatsapp: 38 998234207 E-mail grifedoqueijo@hotmail.com
escolaartesanal@gmail.com
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Reportagem de Arnaldo Silva. 
Fotos do queijo e informações da publicação na revista foram enviadas por Túlio Madureira e pela pesquisadora Michelle Carvalho.

sábado, 22 de setembro de 2018

A simplicidade que virou arte

A simplicidade, a humildade e o talento, juntando com a vontade de mudar o mundo em sua volta. É assim que podemos descrever esse trabalho da artista plástica D´Jane Silper. Ela usou seu talento, sua arte e sensibilidade para transformar casa em que mora. Transformou sua vida e os corações de quem conhece sua obra e contempla sua arte. Nas paredes de seu lar, existem agora jardins, cupidos, vasos com flores, pássaros, borboletas, adornos romanos.... A calçada, lembra o teclado de um piano, dando mais magia ao lugar e sensibilizando os corações pela simplicidade e beleza que ficou. (veja abaixo como era a casa antes da arte da D`Jane)
Quando concluiu sua arte e publicou as fotos no Facebook chamou a atenção de todos seus amigos e as imagens passaram a ser compartilhadas, despertando o interesse de centenas de milhares de pessoas pelo Brasil e também do mundo. Pessoas da Rússia, China, Portugal, França, Turquia, Japão e Alemanha mantiveram contatos com a artista encantados com sua arte.(na imagem abaixo a artista iniciando a pintura da fachada)
D`Jane não é mineira, é bahiana, nascida em Itanhém em 1979. Começou a pintar em 1999 e nunca mais parou. Ela banca o seu próprio material, com seu trabalho que exerce. É auxiliar na Secretaria de Assistência Social de Itanhém.
Sua arte teve influência da artista plástica mineira Edilene Torino, que conheceu em 2013. A artista afirma sempre que esse encontro com mineira Edilene Torino foi decisivo para ela e consolidação de sua arte, definida hoje como gentileza urbana.
A arte de D´Jane Silper é exemplar. A sensibilidade dela e beleza de seu trabalho, tem que ser mostrado, conhecido e divulgado para que outros artistas se inspirem no talento da jovem bahiana e transformem, com seus talentos, sua casa, sua rua, sua praça, seu bairro, sua cidade.
Quem quiser conhecer a artista e seus trabalhos em sua cidade, o facebook da D´Jane Silper é:https://www.facebook.com/djane.silper