terça-feira, 22 de maio de 2018

Pamonha assada no forno

INGREDIENTES
5 espigas de milho
1 copo de 300 ml de leite
1 caixa de leite condensado
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de manteiga
500 g de Queijo Minas meia cura fatiado

MODO DE PREPARO
Retire o milho das espigas, coloque no liquidificador, juntamente com todos os ingredientes restantes, menos o queijo
Bata até fica homogêneo
Depois de batido, coloque na forma untada, acrescente o queijo fatiado por cima e leve ao forno por cerca de 30 a 40 minutos, espere a pamonha ficar gratinada por cima e retire do forno.


Fotografia de Maria Mineira - São Roque de Minas

A origem do nome de Barbacena

Sua população estimada atualmente é em torno de 150 mil habitantes e está na região dos Campo das Vertentes. (fotografia acima de Wagner Rocha) É um grande produtor de frutas e de flores. Se destaca como centro de ensino, com expressiva influência regional, tendo também um comércio diversificado. Barbacena fica na Serra da Mantiqueira. Dista 169 quilômetros da capital do estado, Belo Horizonte. 
Barbacena é uma das mais belas e antigas cidades de Minas. (foto ao lado de Januário Basílio) 

Foi fundada em 14 de agosto de 1761. Tem história e participação ativa nos principais fatos históricos do Brasil Colonial, Imperial e Republicano. Mas porque o nome Barbacena?

Em Elvas, na região do Alentejo, em Portugal, tem uma povoação cuja origem e história se perde nos séculos. Seus primeiros habitantes foram os bárbaros, dai a denominação "Bárbaris Sena" ou seja, "Povoação de Bárbaros. Essa povoação foi vila e sede de concelho entre 1273 e 1837. Era constituída apenas pela freguesia da sede e tinha 832 habitantes em 1801. O Rei de Portugal Dom Sancho II elevou o povoado a Vila. Coube ao Rei Dom Manuel reconhecê-la como Vila em 1808, sendo denominada Barbacena. Em 1936, Salazar inaugurou em Barbacena a primeira casa do povo de Portugal.Em 2011 contava com 663 habitantes. Em 2013 o distrito foi extinto e agregado à freguesia de Vila Fernando, formando uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Barbacena e Vila Fernando, da qual Barbacena é a sede.


A Barbacena portuguesa localiza-se a 15 km de Elvas, 7 km de São Vicente e Ventosa, 5 km de Vila Fernando, 20 km de Monforte, 9 km de Santa Eulália, 22 km da Espanha e 220 km de Lisboa.
 A Barbacena mineira antiga. Desconhecemos o autor da imagem
Agora vamos ao que interessa. Por qual motivo temos em Minas uma cidade com esse nome também?

A Barbacena mineira se chamava Arraial da Igreja Nova. Em 14 de agosto de 1791 foi criada a Vila e erigido o Pelourinho. (a imagem ao lado mostra escravos em dia de Festa do Reinado em frente a senzala em uma fazenda não identificada em Barbacena no ano de 1884, de autoria de Ruy Santos.) 

Nessa época governava a Província das Minas Gerais era o Visconde Luiz Antônio Furtado de Mendonça que era português, natural de Barbacena. Por isso nome escolhido foi Barbacena, em homenagem ao Visconde de Barbacena.

Visconde na época era um título de nobreza inferior ao de conde e superior ao de barão. Cabia ao visconde substituir o conde na administração do seu condado. Em outras palavras era o vice imediato do conde. 

Luiz Antônio Furtado de Mendonça era Visconde de Barbacena, em Portugal. Um homem culto, inteligente, especialista em ciências e mineralogia, tendo também participação ativa na repressão da Coroa Portuguesa ao movimento da Inconfidência Mineira. Retornou a Portugal e lá ficou, mesmo com a fuga do Rei e nobres portugueses em 1808, quando Portugal foi invadida e dominada por Napoleão Bonaparte, permaneceu em sua terra, sendo preso pouco tempo depois pelos franceses. (Por Arnaldo Silva)

Licor de frutos do Cerrado

Fotografia de Marcos Michelin/Jornal O Estado de Minas
Ingredientes:
- Para a base do licor
- 1 kg da fruta escolhida (sugestões: jenipapo,tamarindo ou pequi)
- Cachaça de boa qualidade
Para a calda
- 3 xícaras (chá) de açúcar cristal
- 3 xícaras (chá) de água
Material
- Vidro de boca larga
- Garrafas de vidro para armazenar
Como fazer Licor de frutos do cerrado:
Na batedeira, bater o açúcar e a margarina. 
Pôr os ovos um a um e bater. 
Acrescentar a farinha, o leite e o fermento e misturar com as mãos, até obter massa homogênea. 
Pôr a mistura dentro de um saco de leite ou outro saco plástico limpo e com um corte no bico. 
Espremer pequenos pingos de massa em um tabuleiro untado. Salpicar com coco ou amendoim. 
Em seguida, bater o tabuleiro e retirar o excesso destes ingredientes, para que não queimem.
Assar em forno médio, pré-aquecido, até as bordas dos biscoitinhos começarem a dourar.

Sabor da terra a cada dose
De volta aonde toda essa história começou, os viajantes chegam a Patrocínio, para se despedir do Alto Paranaíba. Depois de maravilhosas quitandas, paneladas bem servidas e doces criativos, nada como um cálice de licor para ajudar a digestão. E se a arte de preparar licores tem um nome, é o de Ivete Bocati Urbano, uma paranaense que, há 20 anos, adotou Minas Gerais como terra de coração. Viemos para cá porque meu sogro tinha o sonho de mexer com café.

Depois de um tempo, todos resolveram voltar, mas eu e meu marido gostamos daqui, por isso ficamos. Natural de Londrina, Ivete herdou das mulheres de sua família os ensinamentos para se preparar um bom licor. No fim do ano, todas se reúnem para fazer a bebida. É uma tradição presente em vários momentos. No cerrado mineiro, Ivete teve que adaptar seu saber às características regionais.

Por isso, em vez de aniz, flor de figo ou chocolate, ela valeu-se de pequi, jenipapo e tamarindo para dar sabor à bebida. E para não pôr todo o trabalho a peder, ela ressalta que a cachaça usada deve ser de boa qualidade. Para sorte de todos, em Minas Gerais esse é um produto que não falta. Um brinde às riquezas desta terra que, afinal de contas, é um caldeirão inesgotável de boas descobertas. Até a próxima!

Receita fornecida por Ivete Bocati Urbano, de Patrocínio MG

Mini Almôndegas 51

Ingredientes:
- 500 g de carne bovina moída (patinho ou outro corte sem muitas nervuras)
- 100 g de linguiça calabresa moída
- 1 ovo
- 1 cebola ralada
- Tempero caseiro e sal a gosto
- 1 colher (sopa) de farinha de trigo, mais o suficiente para passar em volta das almôndegas
- 1 colher (sopa) de farinha de rosca
- Cheiro-verde a gosto
- Meia xícara (chá) de vinhobranco seco
- Óleo para fritar
Para o molho
- 2 tomates picados
- 1 cebola picada
- Meio pimentão picado
- 1 colher (sobremesa) de colorau
- 1 colher (sopa) de óleo
- 1 colher (chá) de tempero caseiro (alho e sal)
- 1 xícara (chá) de caldo de carne (pode ser o industrializado diluído em água ou o caseiro)
Como fazer Mini almôndegas 51:
Misturar os ingredientes da almôndega, exceto o vinho branco, sendo que por último vai o cheiro-verde. 
Amassar apenas para a massa ficar homogênea. 
Molhar as mãos com vinho branco e enrolar as almôndegas, com aproximadamente 4 centímetros de diâmetro. 
Passá-las na farinha de trigo e reservar. 
Aquecer óleo suficiente para cobrir as almôndegas e fritá-las até ficarem douradas. 
Deixá-las em uma peneira para escorrer e reservar.
Em uma panela, aquecer o óleo e pôr o tempero para o molho. Refogar o tomate, a cebola, o pimentão e o colorau. 
Pôr o caldo de carne. 
Assim que levantar fervura, abaixar o fogo. 
Pôr as almôndegas, tapar a panela e deixar cozinhar por 10 minutos. 
Servir com batatas fritas e pãezinhos e decorar com pimenta biquinho e ovos de codorna.

Aroma de lembranças
Das esquinas de Minas, muita história há para se contar. Se elas fizeram fama na música, também precisam ser lembradas quando o assunto é boemia. É o caso do encontro das ruas Santa Catarina e Aimorés, no Bairro de Lourdes, Região Centro-Sul de BH, onde há quase seis décadas fica um dos mais tradicionais redutos boêmios de Belo Horizonte. A Petisqueira do Primo foi aberta pelo casal espanhol José Garcia Ballesteros e dona Nina, logo que os dois aterrissaram na capital mineira.

O jeito peculiar do Primo e as mãos de fada de dona Nina na cozinha logo ficaram famosos, atraindo gente ilustre. Relines Garcia, que assumiu o negócio dos pais, mostra nas paredes um pouco do que já foi vivido por ali. Emoldurados, os quadros com conhecidos e gente anônima fazem mais do que decorar: contam histórias. É bem provável, por exemplo, que muitas importantes decisões políticas do país tenham sido tomadas naquelas mesas, frequentadas por nomes como Tancredo Neves e José de Alencar.

E é do prato favorito do ex-vice-presidente que Relines revela a receita, criada em comemoração aos 51 anos da casa. Prove você também.

Receita fornecida por Relines Blanco, da Petisqueira do Primo: (31) 9731-5557

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Quincas e o Fantasma do Padrim João

Quincas foi criado na fazenda do padrinho João Leite. Era medroso que só vendo. Ficava apavorado quando o assunto era assombração, bichos papões e almas doutro mundo. Vivia ressabiado, nunca saía de casa sozinho após o anoitecer.

O padrinho, muito mapeiro, vivia aprontando com a peonada ali da fazenda. Querendo dar um jeito no medo do afilhado, certa vez, deixou de propósito lá fora da cozinha, a bacia de cobre que usavam para lavar os pés antes de dormir.
— Quinca, meu fio, vai lá no terrêro e pega a bacia pá modi nóis lavá os pé. Seu padrin isquiceu ela lá na hora qui nóis tava insacano o fêjão.
— Óia, padim, si o sinhô num simportá, ieu num incomodo de drumi cos pé xujo, não sinhô.
— Ô Quinca, ocê pur acaso acha qui sua madrinha vai dexá nóis drumi de pé xujo, im riba dos lençor branquinho das cama?
— Ô padim... inveiz d’eu saí lá no escuro, será qu’eu posso pegá imprestada lá na dispensa, a bacia das muié?
— Uai Quinca! Cum pôco ocê tá pensano qui ieu sô homi de lavá meus pé na bacia de muié tomá banho de assento. Sô macho. Uai!
— Mais é qui... Mais ieu ...
— Ahh caboclin medroso! Seje homi uma veiz na vida. Marra essas carça e vai lá fora no escuro pegá a bacia, ieu tô mandano sô!

Muito obediente, mesmo apavorado, Quincas se benzeu fazendo o Sinal da Cruz e saiu para cumprir a ordem do padrinho.

Quincas já com a bacia na mão, caminhava apressado rumo à casa quando viu uma criatura vestindo lençol branco e abrindo os braços dizendo:
— Joaquimmmm...Ô Joaquimmm... Ieu vim busca ocê....Bamu cumigo pru outro mundo, Joaquimmmm...

O rapaz em estado de choque, molhando as botinas, teve uma ação inesperada... Com a pesada bacia de cobre nas mãos, reuniu todas as forças e deu uma baciada na cabeça do fantasma dizendo:
— Ieu mato ocê di novo trem ruim! Mais fique sabeno qui num vô pru otro mundo cocê, coisa nenhuma!

Com o susto do inesperado ataque, o fantasma correu e sumiu na escuridão. O Quincas ainda tremendo, catou a bacia no chão indo em direção à porta da cozinha. Ao entrar, colocou a bacia nas mãos do padrinho e perguntou na maior inocência.
— Padim du céu! Minha Nossinhora! Tá iscorreno um tantão de sangue na cara du sinhô, o quê qui foi isso? Credo in cruiz!
— Num foi nada Quinca! Num foi nada! Ieu é qui tava mei cuchilano e rumei ca minha testa na porta.


Texto de Maria Mineira - Fotografia de Arnaldo Silva

Trem Turístico Rio-Minas está prestes a entrar em operação

Trem volta aos trilhos com investimento de R$ 1 milhão(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
Veio gente de todo lado e de todo jeito para ver a partida do trem. O senhor na charrete, o jovem na moto, o adolescente na bicicleta... A mãe segurando a criança pela mão, o senhor de cabelos brancos se apoiando na bengala e o fazendeiro numa caminhonete reluzente, estalando de nova. Ao longo do primeiro trecho, famílias capricharam nas fotos, certas de que o 19 de maio de 2018 virava dia histórico na pacata Recreio, de 12 mil habitantes, na Zona da Mata, a 360 quilômetros de Belo Horizonte. Não teve foguete, mas sons tradicionais numa estação ferroviária: às 8h50, soou o apito, seguido do sino da locomotiva, fazendo o coração de muitos bater acelerado de emoção. Estava pronto para partir, um minuto depois, o Trem Turístico Rio-Minas, na primeira viagem teste até Cataguases, em trajeto de 60 quilômetros. Aí, sim, na chegada à noite, teve foguetório, aplausos em clima de festa e, claro, mais apitos.

Desde o início da manhã, o presidente da organização não governamental Amigos do Trem, Paulo Henrique do Nascimento, estava certo de que seria, além de uma viagem-teste, um “teste de paciência e atenção” para a equipe de 15 pessoas envolvidas no projeto – sete a bordo e oito de carro, munidas de rádios de comunicação, para fazer o acompanhamento. Desta vez, os passageiros ficaram de fora, apenas acenando de longe para o trem, que trafegou em velocidade baixa (3km/h a 5km/h), com duas locomotivas e três vagões.

“No dia em que ele voltar a circular, serei a primeira a comprar a passagem. Fui praticamente criada nesta estação, conheço cada pedaço dela”, disse, com brilho nos olhos, a moradora de Recreio Maria das Graças Lau Silva, de 63 anos, cujo pai, Geraldo Lau, foi funcionário nos áureos tempos da ferrovia. Satisfeita, ela chegou a “ensaiar” uma entrada no vagão dos passageiros, mas apenas para a foto, já que o acesso era restrito ao pessoal técnico.

A previsão é de que Rio-Minas, primeiro trem turístico interestadual do país, comece a circular, em parte do trecho, no segundo semestre, sempre nos fins de semana, com partidas de Cataguases (MG) e Três Rios (RJ), estação de baldeação na mineira Além Paraíba e oito municípios no roteiro. Na versão para passageiros, serão 15 vagões, com capacidade para 870 pessoas, restaurante, lanchonete, um específico para eventos e acessibilidade para deficientes. A velocidade deverá atingir 30km/h e transporte turístico ocupa o antigo ramal ferroviário Leopoldina. Um próximo teste, rumo a Três Rios, será feito em breve.
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"Queremos atrair todos os passageiros, não só das regiões mineira e fluminense, mas de todo o Brasil. Será uma viagem prazerosa. Temos certeza de que essa resgate terá impacto positivo na economia dos municípios" Paulo Henrique do Nascimento, presidente da Ong Amigos do Trem
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PASSAEIROS Satisfeito com o resultado da viagem-teste, Paulo Henrique, mineiro de Juiz de Fora, ficou de olho em todos os detalhes, tanto no interior da composição como no que vinha pela frente. “Nosso objetivo é verificar o trecho, antes usado para transporte de carga, e fazer um relatório técnico a ser encaminhado à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) para os necessários ajustes. Quando o trem entrar em operação, a responsabilidade será inteiramente nossa”, disse Paulo Henrique, que praticamente se mudou para a oficina de manutenção, na Praça dos Ferroviários, onde locomotiva e vagões receberam os serviços para circular com segurança e conforto. Na mira, durante o percurso, estavam possíveis obstáculos, verificação do distanciamento das plataformas na estação e outros aspectos fundamentais para o funcionamento do serviço.

Criada em 2001 para resgatar o transporte ferroviário, a ONG Amigos do Trem deu a largada decisiva para pôr o projeto nos trilhos em 2015. O investimento totalmente privado atingiu R$ 1 milhão, contando com o apoio da FCA, que cedeu o trecho ferroviário, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), com a oferta de duas locomotivas e equipamentos, e Sebrae/Rio, responsável por um plano de negócios para a região. Já os vagões, fabricados na Romênia, agora pintados de azul e com plotagem dos patrocinadores, foram adquirido da Vale, no valor de R$ 603 mil, pelo grupo de supermercados Bramil, de Três Rios, que fez a doação para a ONG. “Tivemos o acompanhamento do Ministério Público Federal, por meio do procurador da República Fernando de Almeida Martins”, ressalta Paulo Henrique.

O presidente da ONG afirma que o projeto não tem caráter saudosista. “Queremos atrair todo tipo de público, não só das regiões mineira e fluminense, mas de todo o Brasil. Será uma viagem prazerosa, com paisagens muito bonitas da Zona da Mata. Temos certeza de que esse resgate terá impacto positivo na economia dos municípios, gerando emprego e renda, bem como fortalecimento da cultura e do comércio”, disse, lembrando que no entorno da ferrovia vivem cerca de 900 mil pessoas. Olhando a movimentação na loja de material de construção onde trabalha, bem na frente da praça, Roberto da Costa Machado, de 48, aplaudiu a iniciativa, que considera bem-vinda: “Nosso município vive da pecuária leiteira, e o trem vai ser bom, poderá trazer movimento em vários setores”.

Deslizando os dedos pela pintura azul, o aposentado Sérgio Almeida Fernandes, conhecido popularmente como Psilone, de 68, parecia voltar a outras épocas. Filho de maquinista, ele diz que foi criado dentro das máquinas e vagões que passavam pela região. “Acho que será muito bom para a cidade. No meu tempo, o trem transportava muitos passageiros. Quando foi desativado para transporte de passageiros, na década de 1970, deixou saudade. As pessoas vão ver muitas paisagens bonitas ao longo da estrada. Por isso, este é um dia histórico”, definiu. O casal Luciano da Silva, comerciante, e Denise Siqueira, servidora pública, morador de Volta Redonda (RJ) também fez questão de comparecer. “Nunca andei de trem. Na Europa, as pessoas viajam para todo lado, com tranquilidade. Se tivéssemos, aqui no Brasil, seria ótimo para o turismo deslanchar”, disse Denise.
(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
» Previsão de início das operações
Segundo semestre de 2018, sempre nos fins de semana
» Partidas
Cataguases (MG) e Três Rios (RJ), incluindo oito municípios
» Roteiro das estações
1) Cataguases, Leopoldina, Recreio, Volta Grande e Além Paraíba (estação de baldeação)
2) Três Rios, Chiador, Sapucaia e Além Paraíba (estação de baldeação)
Obs: A previsão de partida de Cataguases será às 9h, e de Três Rios, às 10h, com encontro em Além Paraíba (MG), onde os passageiros trocam de trem para seguir viagem a seus destinos
» Extensão do trecho - 168 quilômetros
» Composição (total) - 15 vagões
» Velocidade do trem - 25km/h a 30km/h
» Passageiros - 870
» Duração da viagem
De Cataguases a Três Rios: 3 horas e 40 minutos (cinco estações)
De Três Rios a Cataguases: 2 horas (três estações)

Um amor alimentado por várias gerações
Mineiro não perde trem, diz o ditado – e por isso mesmo, a equipe do Estado de Minas chegou à oficina de manutenção de Recreio antes da 6h de sábado. Estava frio, uma cerração rondava a cidade, mas ficou apenas na ameaça. Logo veio o Sol e começou a movimentação da equipe técnica. Impossível não notar que são verdadeiros apaixonados pelo transporte ferroviário e sua história, dos bem jovens aos mais experientes. Há quatro meses em Recreio, o pernambucano Carlos Araújo Pimentel, de 42 anos, traz na pele esse amor, tanto que tatuou no pulso a logomarca da extinta RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima). Manobrador (trabalhador responsável por manobras ferroviárias), ele trabalhou na Transnordestina e, após conhecer a ONG Amigos do Trem, há dois anos, resolver unir forças. “Meu avó era ferroviário, trago essa história no sangue. Tenho certeza de que moradores e visitantes vão gostar”, contou. Carlos está no projeto Ferrovia-Escola, parceria da Amigos do Trem com o Centro de Estudos e Pesquisas Ferroviárias (Cepecer) para formação de mão de obra qualificada.

O maquinista Vanderson Brites Silva, de 33, que trabalha na empresa MRS há 14 anos e, no sábado, atuou como voluntário, teve como auxiliar a irmã Vanessa Aparecida Brites, de 35, que fez o curso de operadora ferroviária no Senai e vai trabalhar como maquinista no trecho Três Rios-Cataguases. Vanderson ligou a máquina às 8h23, e logo veio “uma vontade danada” de embarcar. Tão logo Paulo Henrique deu a autorização, após rezar o Pai Nosso de mãos dadas com o grupo, os repórteres entraram no clima, na companhia dos integrantes da ONG Cynthia Nascimento Leite, das áreas de comunicação e assistência social, Juliana Alvim, auxiliar administrativo, e do estagiário Otávio Maciel do Bem, de 22, formado em mecânica industrial. “É a primeira vez que viajo de trem, mas também tenho história na família, pois meu padrinho foi maquinista. Não é que esta iniciativa tenha tudo para dar certo: já deu certo”, afirmou o jovem, com confiança. Da equipe embarcada fez parte também o mecânico Tarcísio Tiradentes dos Santos.

Das janelas das casas, no alto dos morros, correndo ao lado dos muros – em todo canto havia crianças e adultos de celular a postos, registrando a passagem do trem. “Olha o trem!”, berravam meninos e meninas em bandos, como se fossem passarinhos. Depois de deixar o perímetro urbano de Recreio em direção a Cataguases, descortinavam-se planos abertos de capineiras, laranjais carregados, descampados verdes, rios, córregos, alguns bem limpos, árvores solitárias como se fossem esculturas e a espetacular Curva da Ferradura, nesse formato, na passagem de nível na rodovia entre Recreio e Leopoldina. “Na viagem, os passageiros poderão ver a represa de Furnas, fazendas centenárias e as próprias estações, que são um patrimônio histórico”, conta Paulo Henrique do Nascimento, presidente da ONG Amigos do Trem. Ele informa que a reforma das estações, sinalização, pintura de faixas e adequação para atender as normas da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) estará a cargo das prefeituras do trecho.

Estima-se que com o início das operações do Trem Rio-Minas sejam gerados cerca de 500 empregos diretos e indiretos. O presidente da Amigos do Trem destaca os entendimentos com empresas de turismo para a criação de futuros pacotes de viagens. A médio prazo, existe a possibilidade de ser incorporado um novo ramal, com as estações dos distritos do município de Palma, também na Zona da Mata. Sobre o ineditismo turístico da iniciativa em escala interestadual, Paulo Henrique esclarece que o trem da Vale, que faz o trajeto BH-Vitória-ES, não se enquadra nessa categoria, por ser regular de passageiros, e outros, a exemplo da linha Curitiba-Morretes, trafegam apenas 70 quilômetros dentro do território paranaense. 

domingo, 20 de maio de 2018

Receita de Farofa doce com queijo

Era comum em Minas, principalmente na roça, junto com o café, comermos farofa doce de queijo. Quase todas as famílias da cidade que eu vivia faziam queijos, sendo então essa farofa bastante comum pela facilidade do ingrediente e por ser rápida,bem fácil de fazer, além de deliciosa. Divido com vocês um dos pratos que eu mais gosto, aprendendo com meu pai que fazia muito.
Ingredientes
300 gramas de queijo Minas cortado em cubos
1 colher de manteiga (pode ser óleo ou azeite se preferir)
5 colheres de farinha de mandioca
2 colheres de açúcar
1 pitada de sal
Modo de fazer
Coloque a manteiga numa frigideira e deixe aquecer um pouco e em seguida, coloque o queijo.
Mexa até derreter o queijo.
Em seguida, coloque na frigideira com o fogo aceso, a farinha, a açúcar e a pitada do sal e mexa por 1 minuto.
Desligue o fogo, espere esfriar um pouco e sirva.
Gosto dessa farofa com café.
Fotografias e Receita de Arnaldo Silva - Bom Despacho MG

sábado, 19 de maio de 2018

Itamarandiba: uma das mais antigas cidades de Minas.

Com 343 anos de existência, Itamarandiba (foto acima de Clésio Robert Caldeira) foi fundada em 24 de junho de 1675, sendo a primeira localidade do Vale do Jequitinhonha. Inicialmente conhecida como São João Batista, o então povoado foi elevado a distrito em 1840, emancipando-se, finalmente em 1862. Diferente das cidades históricas de Minas, Itamarandiba teve influência em sua povoação não só portuguesa, mas francesa e alemã. No município ainda há inscrições pré-históricas situadas no Sítio Arqueológico de Campos das Flores, no distrito de Penha de França. A etimologia da palavra é de origem indígena e significa "pedra miúda que rola juntamente com as outras". 
É a capital mineira do mel e também a capital brasileira do eucalipto, por ser a maior produtora das mudas planta e por ter parte de seu território cobertos pelo eucalipto.
(foto ao lado de Sérgio Mourão)
Sua população, de acordo com estimativa do IBGE, era de 34 661 habitantes em 2017. Faz divisa com os municípios de Aricanduva, Carbonita, Capelinha, Senador Modestino Gonçalves, Veredinha, Rio Vermelho, São Sebastião do Maranhão, Coluna, Frei Lagonegro , Felício dos Santos e São Pedro do Suaçuí. Distante 406 km de Belo Horizonte, o município que possui extensa e diversificada base territorial situa-se no Alto Vale do Jequitinhonha, sendo um dos principais municípios dessa região. Itamarandiba estende-se sobre os domínios do bioma Mata Atlântica — a leste — e Cerrado. O relevo é marcado pelas grandes chapadas e pela Serra do Espinhaço — Reserva da Biosfera — UNESCO.
Sua arquitetura de inspiração portuguesa é secular colonial como  Casarões da Rua Padre João Afonso, Largo do Souza, Rua Tiradentes, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Praça Dr. Alphonso Pavie, entre outros imóveis na região central da cidade, assim como outros em diferentes localidades do município.e a cidade  tem conquistado ao longo dos anos, boa infraestrutura urbana. (foto acima de Sérgio Mourão)
Turismo
Itamarandiba é um dos municípios integrantes do Circuito das Pedras Preciosas e pleiteia sua integração à Estrada Real, tendo em vista seu pertencimento histórico. O município possui grande potencial turístico ocioso. O evento anual "Expoita", Exposição Agropecuária de Itamarandiba, é considerado uma das maiores festas da região, sempre realizada no Parque de Exposições do município, cujo espaço tem sofrido reparos a cada evento e sido palco de apresentações de celebridades da música sertaneja como Daniel, Chitãozinho e Xoróro, entre outros, reunindo grande público e mostras empresariais. A paixão declarada dos itamarandibanos pelas motos reflete nos grandes eventos do gênero realizados na cidade. 

A primeira localidade do Vale do Jequitinhonha, Itamarandiba possui 343 anos e historiografia peculiar, apresentando um rico calendário de manifestações culturais como a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, encenações da Semana Santa, Corpus Christi, entre outras de valores históricos e religiosos. A cidade também promove um dos melhores carnavais da região, que movimenta a cidade e atrai visitantes de várias cidades vizinhas. (foto acima de Sérgio Mourão)
Igrejas
O município de Itamarandiba abriga belos templos. 

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário (na foto acima de Sérgio Mourão) está localizada no centro da cidade e cria um belo cenário com a vegetação e a nascente do córrego bexiga, quando vista a partir da Praça da Matriz. 
A Igreja de Nossa Senhora da Penha, no Distrito de Penha de França, chama a atenção pelo belíssimo altar e pela fachada. 
A Igreja Matriz de São João Batista (na foto acima de Sérgio Mourão), sofreu um incêndio em abril de 1999, quando foi totalmente devastada pelas chamas ao longo de quatro dias, tendo a causa do incêndio atribuída a um curto circuito na rede elétrica que teria começado no altar mor. A construção em estilo barroco contava com mais de 234 anos e era a mais imponente edificação da cidade. A nova Matriz de Itamarandiba, foi construída no mesmo local. 
Outros templos católicos na cidade são as igrejas de São Sebastião, do Bom Jesus, de Santa Luzia e a de São Cristóvão, esta última edificada pela comunidade do Bairro Florestal como homenagem das centenas de caminhoneiros do município.
Feira de Itamarandiba
Ponto de encontro do itamarandibano, a tradicional e secular Feira de Itamarandiba é sempre realizada aos sábados, reunindo a comunidade itamarandibana e a de diferentes municípios da região. (na foto acima de Sérgio Mourão) O Mercado Municipal está localizado na principal praça da cidade, a Praça dos Agricultores; considerada uma das principais feiras populares do nordeste mineiro, os produtos comercializados são, na sua maioria, oriundos da agricultura familiar além da diversidade de produtos do cerrado e de espécimes da Mata Atlântica. 
O artesanato do Vale do Jequitinhonha é também atração no local. (na foto acima de Sérgio Mourão) Atualmente Itamarandiba conta com a Feira do Artesanato, também conhecida como Forró dos Velhos, realizada toda quinta-feira e contando com típicos artesanatos e culinária caseira, além de muita música e alegria.
Culinária
A Culinária é tradicionalmente mineira e remonta suas características do Período Colonial. São pratos comuns o tropeiro, a costelinha de porco com angu, a canjiquinha, o frango com quiabo, além de frutos do Cerrado como o pequi, sendo possível apreciá-los em diversos pontos da cidade.(foto acima de Sérgio Mourão) Assim como Minas, o fogão à lenha, o pão de queijo e o cafezinho estão presentes em Itamarandiba, aliados à hospitalidade.
Distrito de Penha de França

O tricentenário Distrito de Penha de França (na foto acima de Sérgio Mourão) já foi, no passado, pertencente à comarca de Diamantina. Fundado por franceses e alemães, sua história possui intimas ligações com o trajeto de tropeiros e a exploração mineral. O Distrito, moldurado pela Serra do Espinhaço, reúne características do período colonial brasileiro, além de Cachoeiras (na foto abaixo de Sérgio Mourão), o Sítio Arqueológico de Campos da Flores - Sinais Rupestres, religiosidade e clima de montanha. 
O Distrito atrai pesquisadores de vários lugares do mundo, devido à variedade de espécies vegetais endêmicas. Uma das grandes figuras brasileiras que visitou o distrito, foi o mártir da Inconfidência Mineira, Tiradentes, que se hospedou no distrito por 60 (sessenta) dias.
Além de Penha de França, pertence a Itamarandiba os distritos de Contrato, Padre João Afonso e Santa Joana
Parque Estadual da Serra Negra
O Parque Estadual da Serra Negra (na foto acima de Sérgio Mourão) é uma das mais belas unidades de conservação do nordeste de Minas Gerais. A unidade de conservação (fechada) foi criada em 1998 a partir do Decreto nº 39.907 de 22 de setembro de 1998. Sua área é de 13.654 ha e tem, como representativo de sua fauna e flora, o Lobo Guará e as Canelas D'ema Gigantes, respectivamente, são dois símbolos da unidade de conservação. De grande exuberância e de importância vital para os Vales do Jequitinhonha e Rio Doce, o Parque Estadual da Serra Negra é um atrativo a parte em Itamarandiba e compõe o Mosaico do Espinhaço Meridional de unidades de conservação.

Andrelândia: cidade histórica mineira

Andrelândia é uma das poucas cidades mineiras onde você pode encontrar as tradições e o estilo de vida rural e urbano ao mesmo tempo. Uma amostra dessa singularidade da cidade é a Carreada de Bois, uma mistura de tradição rural,com a religiosidade urbana como podemos ver na foto acima de Cláudio Alves Salgado.
A cidade do Sul de Minas está a 300 km distante de Belo Horizonte e tem cerca de 15 mil habitantes. ( foto acima de Rafael Siqueira) Foi fundada em 20 de julho de 1868 com o nome de Vila Bela do Turvo e a partir de 19 de setembro de 1930, permanece sua denominação atual, em homenagem ao fazendeiro André da Silveira, um dos primeiros a se instalar na região.
A cidade tem grande tradição em turismo. (foto acima de Rafael Siqueira) Muitos de seus antigos casarões são considerados patrimônio histórico municipal.Outros destaques são as festas religiosas, como a Festa de São Sebastião, Folia de Reis, Semana Santa, Festa de São Benedito, Corpus Christi e a festa da padroeira, Nossa Senhora do Porto, em agosto.
A arquitetura da cidade é destaque em seus casarões centenários (foto acima do Instituto Estrada Real) , através de ações da prefeitura e de outros órgãos, que se preocupam com a preservação da história do município. Em suas antigas construções se destacam as igrejas e capelas, muitas erguidas no estilo barroco. Essas são as principais igrejas de Andrelândia.
Igreja de Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação:(na foto acima de Marcelo Lagatta) é uma igreja católica do estilo barroco, construída por André da Silveira no centro do município. Foi planejada pelo arquiteto Lúcio Costa no final do século XVIII. No ano de 1890, o padre Francisco Severo Malachias realizou a primeira mudança na arquitetura da igreja. Até aquele ano, ela era desprovida de torre. Construiu-se uma torre baixa, posta à esquerda do prédio, que durou até 1918. Entre 1904 e 1913, foram feitos uns reparos, mas, somente para conservação. Em 1991, foram realizadas as últimas modificações: a troca do madeirame, renovação da pintura geral e alguns retoques necessários à conservação do templo.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário: há muitas conjeturas sobre a época em que foi construída a igreja, porém, pode-se crer que a sua construção não aconteceu antes de 1817, data em que, por comando de D. João VI, rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, que estava hospedado no Rio de Janeiro, juntamente com a família real, fugindo às invasões napoleônicas na Europa, foi concedida a autorização para os escravos construírem a igreja.
Igreja de São Benedito: está localizada no bairro do Areão. Foi construída sob a orientação do padre José Tibúrcio e sua história pode ser conhecida fielmente através das palavras do próprio vigário num texto que ele preparou às vésperas da consagração desse templo. (foto da Igreja de São Benedito ao lado de autoria de Rafael Siqueira)
Foi inaugurada no dia 27 de setembro de 1936, quando a imagem do padroeiro, São Benedito, foi transladada da Igreja Matriz para lá, onde permaneceu até a derrubada da capela e consequente construção da atual igreja. Possui arquitetura moderna, imitando o gesto acolhedor de Jesus Cristo.
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Atualmente o município vem se destacando em seu turismo. Muitos de seus casarões construídos nos séculos XVII e XVIII viraram patrimônio histórico da cidade. (foto abaixo da cachoeira do Apiário, extraida da fanpage www.facebook.com/pg/Andrelândia-MG)
Muitas de suas praças e igrejas também conservam o estilo barroco da época do desbravamento da região. Além disso, Andrelândia também vem desenvolvendo seu turismo rural. As principais atrações são as fazendas antigas, muitas do Século XVIII.(foto abaixo de Rafael Siqueira)
O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural andrelandense. Em várias partes do município, é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Esta diversidade torna o artesanato andrelandense, rico e criativo. A Associação dos Artesãos de Andrelândia reúne diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. São produzidos especialmente colchas e caminhos de mesa de crochê, flores produzidas com folha de milho seca, peças produzidas com teares, dentre outras. (Fonte: Wikipédia)

15 cidades turísticas que você não conhecia PARTE II

Essa é a segunda parte sobre cidades turísticas de Minas Gerais pouco conhecida. (na foto acima Centro da cidade de Datas, no Vale do Jequitinhonha. Foto do Projeto Acervo Diamantina - Fragmentos Visuais da Cidade no Século XXI ) São 853 municípios mineiros e os mais famosos estão no Sul de Minas, no Circuito das Águas e na Região do Ciclo do Ouro, onde estão as cidades históricas. Mas por todo o Estado, temos cidades encantadoras, de grande potencial turísticos, muitas delas pacatas, singelas e charmosas cidades que encantam os visitantes, seja pela sua gastronomia, pela arquitetura ou pelas suas belas paisagens. A Conheça Minas mostra pra você mais 15 dessas cidades.
01 - Datas
Pequena e aconchegante, Datas é uma cidade que resguarda lindas e deliciosas cachoeiras de águas geladas e cristalinas. Localizado a aproximadamente 272 km da capital mineira, no Vale do Jequitinhonha e sua população é aproximadamente de 7 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de Diamantina, Serro, Presidente Kubitschek, Conceição do Mato Dentro e Gouveia.
A cidade possui belas construções históricas como a majestosa Igreja do Divino, que é datada em 1870. A Lapa Pintada é um grande ponto turístico da cidade, por abrigar pinturas em pedras que ficam próximas a pequenos poços de água. 
A Praça do Divino Espírito Santo (na foto acima Matriz do Divino. Foto do Projeto Acervo Diamantina - Fragmentos Visuais da Cidade no Século XXI ) é em homenagem ao santo padroeiro da cidade, que recebe todos os anos uma animada festa em seu tributo, a qual pode ser considerada uma das mais fortes manifestações culturais da cidade.
02 - Caldas e Pocinhos do Rio Verde
Caldas (na foto acima de Joelmir Barbosa) é uma das mais antigas cidades de Minas e um dos maiores municípios em extensão. Tem menos de 15 mil habitantes e fica no Sul de Minas. Vizinha às cidades de Poços de Caldas, Ibitiúra de Minas, Santa Rita de Caldas, Campestre e Bandeira do Sul.
Caldas é uma cidade cidade acolhedora, de ótimo clima, com um casario bem conservado e belezas arquitetônicas que chamam a atenção, principalmente de sua igreja Matriz.
Possui diversas cachoeiras, trilhas e áreas verdes; águas minerais, destacando-se a do Balneário de Pocinhos do Rio Verde. As águas minerais de Caldas são indicadas para tratamentos medicinais. Tem uma ótima e eficiente rede hoteleira, muito bem equipados e preparados para receber visitantes que muitas vezes, vem de outros estados e do exterior. 
Em áreas como a Pedra Branca, de altitude de mais de 1.700 metros, pode-se praticar o ecoturismo. No distrito de Pocinhos do Rio Verde, assim como na cidade de Caldas encontramos hotéis, balneários, chalés, pousadas, vinhedos, prédios de antigas vinícolas (alguns transformados em bistrôs) para atender os turistas que além de diversão, procuram as famosas guloseimas mineiras que é uma das tradições do município.
É uma cidade turística, com vários eventos anuais como a Festa da Uva já que Caldas é um dos maiores produtores da no Estado. 
Tem o Arraial de Caldas que acontece sempre no feriado de Corpus Christi. A ocasião reúne a tradicional comida mineira, além de doces, biscoitos e vinhos produzidos no local. 
Em junho julho acontece os festejos Juninos com tudo que a festa tem direito, principalmente com a nossa culinária e a famosa Festa do Biscoito que movimenta a cidade em todo o mês de julho. 
A Festa do Biscoito acontece todos os fins de semana, durante todo o mês de julho em Pocinhos do Rio Verde (na foto acima de Rogério Santos Pereira). Biscoito é um Patrimônio Imaterial do Município e há mais de duas décadas a Festa do Biscoito atrai mineiros, cariocas e paulistas, que vêm saborear as delícias exclusivas do período do evento como biscoitos fritos recheados e outras inovações, além de conhecer o artesanato local, ver os mestres biscoiteiros em ação e participar dos diversos shows musicais durante o evento.
A cidade de Caldas também é procurada pelos doces caseiros em pasta, em calda e cristalizados, além de manteigas e outros derivados do leite e vinhos. 
03 - Estrela do Sul
Localizado a 520 km de Belo Horizonte, Estrela do Sul é única cidade histórica do Triângulo Mineiro. (foto acima de Thelmo Lins)  Faz divisa com os municípios de Monte Carmelo, Grupiara, Cascalho Rico, Araguari, Indianópolis, Nova Ponte e Romaria.Sua população estimada em julho de 2017 era de 7 981 habitantes.Fundada em 1854 em 1854 com a denominação de Diamantino da Bagagem e subordinado ao município de Patrocínio, tornou-se vila com a denominação de Bagagem em 1856 e recebeu status de cidade em 1861. A partir de 1901 recebeu a sua denominação atual em homenagem ao diamante Estrela do Sul encontrado nessa região. 
A descoberta de diamantes na região no século XIX, atraiu para a pequena cidade na época, centenas de pessoas, entre elas Ana Jacinta de São José, a Dona Beja, que na meia idade, mudou-se de Araxá para Estrela do Sul, onde fixou moradia e viveu até sua morte, aos 72 anos, deixando sua vasta história de vida e descendentes.
04 - Passa Tempo
Passa Tempo (na foto acima de Saulo Guglielmelli) fica na Região Oeste de Minas a 980 metros de altitude, distante 143 km de Belo Horizonte. Sua população estimada em 2017 era de 8.058 habitantes. O município foi fundado em 30 de Agosto de 1911 após se emancipar de Oliveira. A história do município é intimamente ligada aos cavalos Mangalarga Marchador e à Fazenda Campo Grande (na foto abaixo de Saulo Guglielmelli). Seu proprietário, Cel. Gabriel Andrade, benfeitor da cidade, juntamente com seus filhos, são responsáveis pelo surgimento da linhagem "Passa Tempo".
Excelente lugar para descansar o corpo e a mente e fugir da correria das metrópoles. São atrativos desta cidade a Casa de Cultura, a Igreja Matriz, as belas cachoeiras, trilhas ecológicas, a festa da cidade (30 de agosto) onde acontece um tradicional carnaval temporão, a Semana Santa, a festa da Padroeira, o Carnaval. 
05 - Conceição dos Ouros
Conceição dos Ouros (na foto ao lado de Ricardo Bittencourt) fica no Sul de Minas e faz divisa com os municípios de Cachoeira de Minas, Paraisópolis, Brasópolis, Consolação. Sua população em 2017, segundo o IBGE, era de 10.388 habitantes, situando-se a 450 km de Belo Horizonte. É um município que tem algumas indústrias (principalmente indústria de polvilho, gesso e duas do setor automobilístico). Tem uma equipe de futebol e futsal regional (é bicampeã da Taça EPTV de futsal). É famosa pelos biscoitos salgados que são feitos lá. 
Conceição dos Ouros é a maior produtora de polvilho em todo o mundo (produziu 15 400 000 quilos desse produto no ano de 2008, segundo a Emater). O município é também o maior produtor de mandioca do Estado de Minas Gerais (produz 15 mil toneladas ao ano, e possuí uma área plantada dessa cultura de mais de 405 hectares segundo o IBGE).
A cidade ostenta desde a década de 1970 o título de maior produtora mundial de polvilho. O produto tem uma importância relevante no município, tanto na área econômica quanto histórica. O polvilho começou a ser produzido no local no início do século XX, e a maioria da tecnologia criada nessa indústria surgiu ali na cidade. O gesso foi introduzido mais tarde, na década de 1980, e hoje são mais de 140 fábricas de molduras e placas espalhadas por toda a cidade. O mercado sul mineiro e paulista desse produto é sustentado em grande parte pela cidade.
Os principais pontos turísticos do município são: Cachoeira das Três Cruzes; Cachoeira dos Euclides; Cachoeira dos Pilões; Cachoeira dos Rochas; Mata da Bexiga; Serra Grande;Morro do Quilombo (Serra Careca); Morro do Sertãozinho;Fábricas de Polvilho; Museu Histórico, Arqueológico, Cultural e ambiental; Sítio Arqueológico Pré-Histórico do Dórgão; Sítio arqueológico Engenho dos Índios.
06 - Itamarandiba
Itamarandiba foi fundada em 24 de junho de 1675. É uma das mais antigas cidades do Brasil e guarda relíquias da história Colonial e Imperial Brasileira em seus casarões, distritos e fazendas. Faz parte do Vale do Jequitinhonha e faz divisa com os municípios de Aricanduva, Carbonita, Capelinha, Senador Modestino Gonçalves, Veredinha, Rio Vermelho, São Sebastião do Maranhão, Coluna, Frei Lagonegro , Felício dos Santos e São Pedro do Suaçuí. A cidade, em franco desenvolvimento, oferece uma boa qualidade de vida a seus moradores e recebe muito bem os turistas e visitantes, que na cidade vão a negócios ou a passeio. (foto acima de Sérgio Mourão) Sua população, de acordo com estimativa do IBGE, era de 34 661 habitantes em 2017.O município que possui extensa e diversificada base territorial situa-se no Alto Vale do Jequitinhonha, sendo um dos principais municípios dessa região. Itamarandiba estende-se sobre os domínios do bioma Mata Atlântica — a leste — e Cerrado. O relevo é marcado pelas grandes chapadas e pela Serra do Espinhaço — Reserva da Biosfera — UNESCO.
Sua arquitetura de inspiração portuguesa é secular e mesmo com a modernização da cidade, antigos casarões estão presentes. São representativos da arquitetura colonial, Casarões da Rua Padre João Afonso, Largo do Souza, Rua Tiradentes, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Praça Dr. Alphonso Pavie, entre outros imóveis na região central da cidade, assim como outros em diferentes localidades do município.
Itamarandiba é um dos municípios integrantes do Circuito das Pedras Preciosas e pleiteia sua integração à Estrada Real, tendo em vista seu pertencimento histórico. O município possui grande potencial turístico ocioso. O evento anual "Expoita", Exposição Agropecuária de Itamarandiba, é considerado uma das maiores festas da região, sempre realizada no Parque de Exposições do município, cujo espaço tem sofrido reparos a cada evento e sido palco de apresentações de celebridades da música sertaneja como Daniel, Chitãozinho e Xoróro, entre outros, reunindo grande público e mostras empresariais. A paixão declarada dos itamarandibanos pelas motos reflete nos grandes eventos do gênero realizados na cidade. A primeira localidade do Vale do Jequitinhonha, Itamarandiba possui 336 anos e historiografia peculiar, apresentando um rico calendário de manifestações culturais como a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, encenações da Semana Santa, Corpus Christi, entre outras de valore histórico e religioso. A cidade também promove um dos melhores carnavais da região, que movimenta a cidade e atrai visitantes de várias cidades vizinhas.
O Distrito de Penha de França (na foto acima de Sérgio Mourão), de ricas tradições religiosas e da bela culinária local, é um atrativo que merece ser visitado. Itamarandiba tem buscado implementar ações, sobretudo para desenvolver seu potencial turístico ecológico e de negócios. A cidade brinda o visitante com o que tem de melhor: a simplicidade, rusticidade, as belas paisagens e a prosa acolhedora dos mineiros.
07 - Morada Nova de Minas
Banhado pelas águas do lago da barragem de Três Marias, o município de Morada Nova de Minas (na foto acima de Stela Dayrell Moura) fica na Região Central de Minas, distante 280 km de Belo Horizonte, com acesso através das rodovias BR-040 e MG-415. Com cerca de 10 mil habitantes, a cidade chama a atenção por suas paisagens bucólicas.
Parte integrante do circuito turístico do lago de Três Marias, a cidade atrai pessoas de diferentes localidades por suas festas tradicionais, como a Folia de Reis, as festas juninas, o Festival do Peixe, a Festa do Carro de Boi e os cultos populares - além de ser frequentada por adeptos da pesca esportiva e dos esportes náuticos.
Outro atrativo de Morada Nova é a culinária local, que tem pratos como a costelinha com ora-pro-nobis, frango com quiabo e angu, feijão tropeiro, torresmo com mandioca e a paçoca de carne seca.
Isso sem contar as cachaças artesanais, os queijos e doces como a rapadura com gergelim, a pamonha e o mingau de milho verde.
08 - Belo Vale
O município foi criado em 1938 mas o povoamento da região se deu no século XVII, onde ainda estão presentes na arquitetura local casarios históricos, fazendas e construções da época do Brasil Colônia e Imperial. Belo Vale (na foto ao lado de Evaldo Itor Fernandes) fica a 82 km de Belo Horizonte e tem aproximadamente 10 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de divisa Congonhas, Ouro Preto, Moeda, Brumadinho, Bonfim, Piedade dos Gerais, Jeceaba.
Seus principais distritos são: Salgado, Laranjeiras, Roças Novas, Costas, Pintos, Santana, Lajes, Curral Moreira, Chácara, Moreira, Posse, João Alves, Noiva do Cordeiro, Chacrinha, Pedra, Troia, Arrojado, Palmital, Boa Morte e Barra Nova.
O município é um dos grandes produtores de Mexerica do Brasil e a Festa da Mexerica, junto com a Festa do Rodeio são as mais importantes atrações anuais da cidade. (foto abaixo do Barbosa)
Atrações históricas
O município integra o circuito turístico Veredas do Paraopeba.Os principais destaques turísticos são:
Fazenda Boa Esperança, com pinturas do famoso Mestre Ataide, provavelmente construída em meados do século XVIII com influências arquitetônicas do Norte de Portugal. A fazenda pertenceu ao Barão do Paraopeba. Atualmente, é tombada e pertence ao IEPHA, situando-se a 6 km da sede do município.
Museu do Escravo, único museu no gênero em todo Brasil. Esta localizado na sede do município.
Calçada, trecho da Estrada Real, que ligava Vila Rica(Ouro Preto) a Fazenda Boa Esperança.
Igreja de Santana, fundada em 1735 em São Pedro do Paraopeba, criada pela bandeira de Fernão Dias, onde ainda se pode ver ruínas deste povoado, a 08 km da sede do município.
Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, fundada e, 1760 pela bandeira de Gonçalo Alvares e Paiva Lopes, a 06 km da sede do município.
Igreja de São Gonçalo, fundada em 1764 por Gonçalo Alvares e Paiva Lopes na sede do município.
Forte das Casas Velhas, antiga alfândega e forte militar da época do ciclo do ouro, situa-se no alto da serra do mascate, aproximadamente a 12 km da sede do município.
Casarão dos Araújo, (sobrado da praça), datado de 1929, construídas em estilo inglês, predominante da época, na sede do município.
Conjunto Ferroviário, composto de duas residências, duas plataformas e mas sede da EFCB, inaugurada em 1917, construídas em estilo inglês, predominante na época, na sede do município.
Cachoeiras
O município é montanhoso e por isso possui diversas cachoeiras como:
Cachoeira da Serra, localiza-se no alto da serra a margem da MG-442 que liga Belo Vale a BR-040. De lá se tem uma vista exuberante de todo o município e seus arredores.
Cachoeira da Boa Esperança, localiza-se perto da Fazenda Boa Esperança e a 5,5 km da sede do município. Com águas cristalinas, possui suaves quedas com poços para se refrescar. Além disso possui dois toboáguas naturais.
Cachoeira da Usina, localizada perto do povoado da pedra a cachoeira e formada por uma antiga usina hidrelétrica que fornecia energia elétrica para a cidade de Belo Vale. A partir que parou sua produção de energia o local se tornou uma cachoeira que se forma com a queda de água da usina localizada no ribeirão dos Paivas. Localiza-se a 7 km da sede do município.
Cachoeira do Moinho, possui cachoeiras com quedas naturais localizada perto do povoado dos costas, a 10 km da sede do município.
Cachoeira do Zé Pinto, no povoado de Boca Calada, a 7 km da sede do município.
Cachoeira do Geraldão, no povoado de Santana, a 8 km da sede do município.
Cachoeira das Lages, no povoado de Lages, à 20 km da sede do município.
09- Marmelópolis
Marmelópolis (na foto acima de Jair Antônio Oliveira) está situada na Serra da Mantiqueira no Sul de Minas, próxima a grandes elevações como o Pico dos Marins (2.422 m), um dos pontos mais altos da serra, e o Pico do Marinzinho (2.393 m). Faz divisa com os municípios de Virgínia bairro Morangal e Passa Quatro a nordeste, Cruzeiro (SP) a sudeste e Delfim Moreira a oeste. Tem aproximadamente 3 mil habitantes. É uma bela e pacata cidade tradicionalmente mineira, bem cuidada, com um casario, praças aconchegantes. É uma cidade que se destaca pelo seu tradicional doce de marmelo e pelo clima frio, levando centenas de pessoas à cidade no Festival de Inverno, que acontece, geralmente entre os fins de junho e início de julho. A cidade é bem organizada, limpa, com um povo simples, gentil e acolhedor. A paisagem do município é constituída por cachoeiras, araucárias, vales, picos e trilhas ecológicas. 
A cidade integra o Circuito Turístico Caminhos do Sul de Minas e tem a totalidade de seu território pertencente à APA Serra da Mantiqueira, abrigando também uma RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural - (RPPN da Terra da Pedra Montada). Anualmente, em março, a cidade sedia a Festa do Marmelo, a fim de promover a principal cultura da cidade. O cultivo do marmelo é tradição desde o século passado na cidade, dando origem ao nome do município. Plantações de azeites, cerejeiras e marmelo são comuns.
10 - Mesquita
Mesquita (foto acima de Elvira Nascimento) fica no Vale do Rio Doce e faz parte do colar metropolitano do Vale do Aço, fazendo divisa com os municípios de Açucena, Belo Oriente, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Joanésia e Santana do Paraíso. Tem cerca de 6 mil habitantes.
Mesquita é conhecida tradicionalmente pela Festa de Santo Antônio, realizada todo o mês de junho. O evento reúne milhares de participantes, com a queima da tradicional fogueira de 20 metros de altura. (foto acima da fogueira, de autoria de Sérgio Mourão)
Mesquita possui vários pontos turísticos, dentre eles: Lagoa do Budeca, Cachoeira dos Britos, Cachoeira do Tamanduá e a Torre de TV, que é propicia à prática de voo livre. A pracinha da cidade, situada em seu centro, concentra um considerável movimento noturno, especialmente nos finais de semana, quando as pessoas se reúnem para ouvir música, contar causos e namorar.
11 - Campanha
Campanha fica no Sul de Minas e conta com aproximadamente 17 mil habitantes. Distante 316 km de Belo Horizonte, faz divisa com os municípios de Cambuquira, Monsenhor Paulo, São Gonçalo do Sapucaí, Lambari e Três Corações. (Foto acima da Prefeitura Municipal de Campanha MG)
A cidade é sede da Academia Sul Mineira de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico Alfredo Valadão, da Cruzada Nacional de Alfabetização, precursora do Movimento Brasileiro de Alfabetização, da Fundação Cultural, entre outras entidades socioculturais.
É porta de entrada para o Circuito das Águas de Minas Gerais e recebe turistas também por causa de suas igrejas e casarões coloniais.
Turismo
Entre as atrações, está o Museu Regional do Sul de Minas. Também se destaca pelo artesanato, com grande variedades de objetos, principalmente em artigos de decoração, como tapetes e imagens religiosas talhadas em madeira.
Possui grandes belezas naturais como cachoeiras e pousadas no campo. Seu turismo religioso é muito forte. Na cidade se encontra uma das mais antigas catedrais do estado de Minas Gerais, a Catedral de Santo Antônio, tendo sua pedra fundamental colocada em 1787. Campanha é também a cidade onde nasceu Padre Victor, tão amado e respeitado pelo povo, sua igreja com traços em barroco e obras talhadas a ouro.
Possui o colégio de Sion, que foi construídos por freiras e padres franceses que aqui residiram e por um longo tempo foi importante na educação de meninas. (na foto acima de Edu Lacerda o interior da capela do Colégio Sion) Nas atividades culturais, destaca-se a Feira do Livro de Campanha, evento de alcance internacional que há vários anos promove a leitura e educação da população.
Campanha é terra natal deVital Brazil um importante médico cientista, imunologista e pesquisador biomédico brasileiro de renome internacional.
Euclides da Cunha escreveu os primeiros capítulos de seu famoso livro Os Sertões em Campanha, onde nasceu um de seus filhos. Em algumas ruas, ainda se preservaram casarões antigos onde muitos desses importantes nomes passaram, nasceram ou residiram. No prédio hoje ocupado pelo Museu Regional do Sul de Minas e pela Biblioteca Municipal da cidade, no ano de 1868, hospedou-se a Princesa Isabel e seu consorte, o Conde d'Eu.
12 - Leopoldina
Leopoldina (foto acima de Douglas Matola) é um importante município mineiro, da Zona da Mata, distando desta 322 quilômetros de Belo Horizonte. Sua população estimada em julho de 2017 era de 53 354 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Faz divisa com os municípios: Norte: Cataguases; Nordeste: Laranjal; Leste: Recreio; Sudeste: Pirapetinga, Estrela Dalva; Sul: Volta Grande, Além Paraíba; Sudoeste: Santo Antônio do Aventureiro; Oeste: Argirita, São João Nepomuceno; Noroeste: Descoberto, Itamarati de Minas. Os distritos de Abaíba, Piacatuba, Providência, Ribeiro Junqueira e Tebas, compõe o município. A cidade, à época do ciclo do café, foi uma das mais importantes da antiga província de Minas Gerais. 
O município teve sua emancipação política em 1854. Seu nome é uma homenagem à princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon, filha do Imperador D. Pedro II. 
Leopoldina conta com atrativos culturais, naturais e arquitetônicos, como a Catedral de São Sebastião, o Museu Espaço dos Anjos, o Museu da Eletricidade, o reservatório da Usina Maurício, o Morro do Cruzeiro. Alguns dos principais eventos que acontecem no município são a Exposição Agropecuária e Industrial que acontece no mês de julho, a Feira da Paz e o tradicional Festival de Viola e Gastronomia de Piacatuba que acontece em meados de julho/agosto, o conceituado Festival de Viola e Gastronomia, com visitação abrangente e um público memorável.
13 - Andrelândia
Andrelândia (foto acima de Marcelo Lagatta) é uma das poucas cidades mineiras onde você pode encontrar as tradições e o estilo de vida rural e urbano ao mesmo tempo. Uma amostra dessa singularidade da cidade é a Carreada de Bois, uma mistura de tradição rural,com a religiosidade urbana como podemos ver na foto abaixo de Cláudio Alves Salgado.
A cidade do Sul de Minas está a 300 km distante de Belo Horizonte e tem cerca de 15 mil habitantes. Foi fundada em 20 de julho de 1868 com o nome de Vila Bela do Turvo e a partir de 19 de setembro de 1930, permanece sua denominação atual, em homenagem ao fazendeiro André da Silveira, um dos primeiros a se instalar na região. 
A cidade tem grande tradição em turismo. (foto acima de Rafael Siqueira) Muitos de seus antigos casarões são considerados patrimônio histórico municipal.Outros destaques são as festas religiosas, como a Festa de São Sebastião, Folia de Reis, Semana Santa, Festa de São Benedito, Corpus Christi e a festa da padroeira, Nossa Senhora do Porto, em agosto.
A arquitetura da cidade é destaque em seus casarões centenários, através de ações da prefeitura e de outros órgãos, que se preocupam com a preservação da história do município. Em suas antigas construções se destacam as igrejas e capelas, muitas erguidas no estilo barroco.
Atualmente o município vem se destacando em seu turismo. Muitos de seus casarões construídos nos séculos XVII e XVIII viraram patrimônio histórico da cidade. Muitas de suas praças e igrejas também conservam o estilo barroco da época do desbravamento da região. Além disso, Andrelândia também vem desenvolvendo seu turismo rural. As principais atrações são as fazendas antigas, muitas do Século XVIII.
O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural andrelandense. Em várias partes do município, é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Esta diversidade torna o artesanato andrelandense, rico e criativo. A Associação dos Artesãos de Andrelândia reúne diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. São produzidos especialmente colchas e caminhos de mesa de crochê, flores produzidas com folha de milho seca, peças produzidas com teares, dentre outras.
14 - Matias Cardoso
Matias Cardoso (na foto acima de Manoel Freitas) fica no Norte de Minas, banhada pelo Rio São Francisco. Sua população estimada em julho de 2017 era de 11 mil habitantes. O nome do município é uma homenagem ao bandeirante Matias Cardoso de Almeida, desbravador da região. Na cidade está a Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, apontada como a igreja mais antiga do estado de Minas Gerais, bem como um belo casario bem preservado na área central. Faz divisa com os municípios de Manga, Itacarambi, Jaíba, Gameleiras, São João das Missões, Malhada (BA) e Iuiú (BA). Distante 683 km de BH.
15 - Brumadinho
Brumadinho (foto acima do Barbosa) está localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte a 60 km de distância da capital. De acordo com a estimativa do IBGE, sua população em julho de 2017 era de 38 863 habitantes. O nome "Brumadinho" deve-se ao fato do local estar próximo à antiga vila de Brumado Velho, que por sua vez teria sido assim denominada pelos bandeirantes por causa das brumas comuns em toda a região montanhosa em que se situa o município, especialmente no período da manhã.
Embora o município de Brumadinho seja atravessado pelas rodovias BR-381 (São Paulo-Belo Horizonte) e BR-040 (Rio de Janeiro-Belo Horizonte), e seja possível chegar à sede municipal a partir de ambas as rodovias, o acesso mais curto da capital à cidade de Brumadinho é pela rodovia MG-040, a chamada Via do Minério, uma estrada mais direta que sai da região do Barreiro, na parte sudoeste da capital, e atravessa os municípios de Ibirité e Mário Campos antes de chegar a Brumadinho. Há uma curta divisa direta de Brumadinho com o município da capital, mas localizada numa remota área montanhosa, sem estradas e de difícil acesso.
Importância dos mananciais de água
Apesar de sua pequena população, Brumadinho é importante para a região metropolitana de Belo Horizonte por causa de seus grandes mananciais de água, possibilitados pela extensão relativamente grande do município e pelo relevo montanhoso. Um quarto da água que abastece a região metropolitana vem dos mananciais de Brumadinho e dos municípios vizinhos, através dos sistemas Rio Manso e Catarina, operados pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA).
Ainda no município, há uma grande lavra de água mineral, explorada pela empresa Hidrobrás e comercializada sob a marca "Ingá". Segundo o jornal Estado de Minas, "a maior fonte de água mineral do mundo" estaria localizada na serra que separa os municípios de Brumadinho e Mário Campos.
Turismo
As atrações turísticas de Brumadinho são várias. A opção mais procurada em primeiro lugar é o Inhotim - Centro de Arte Contemporânea (na foto acima de Josiano Melo). Um museu a céu aberto que impressiona e encanta os visitantes de tudo mundo. 
Além do Inhotim, os demais atrativos de Brumadinho são: Encosta da Serra da Moeda; Mansão Matosinhos;  Fazenda dos Martins; Arvorismo em Casa Branca; Serra da Moeda; Clube de Voo Livre; Safari Rural; Serra do Rola Moça; Mirante dos Veados; Templo Budista. (na foto abaixo do Barbosa Templo Budista Chagdud Gonpa Dawa Drolma em Casa Branca)
Durante o ano, acontecem vários eventos e festividades na cidade como: Rodeio em Brumadinho; Dezembrega; Folia Sertaneja; Festa de São Sebastião; Jubileu de Nossa Senhora das Mercês; Festa da Cachaça; Festa da Mexerica; Festa do Milho;Festa da Jabuticaba.
Brumadinho possui 4 distritos: Aranha; Conceição de Itaguá; Piedade do Paraopeba e São José do Paraopeba e 18 povoados, entre eles, Casa Branca muito procurado pelos turistas pelos restaurantes e templo budista lá instalado.
Por Arnaldo Silva - Fonte de algumas informações: Wikipédia, sites das prefeituras e IBGE
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Essa é a parte II, a primeira parte, com 15 cidades está nesse link:
http://www.conhecaminas.com/2018/03/15-encantadoras-cidades-turisticas_21.html