domingo, 17 de fevereiro de 2019

Receita de Broa de Fubá

Uma das grandes protagonistas do café da manhã ou da tarde tradicional brasileiro é sem dúvida nenhuma a broa de fubá. De sabor único e que combina perfeitamente com o cafezinho nosso de cada dia, as chamadas broas ou broinhas de fubá têm algumas versões sobre o seu surgimento em nosso país.
Acredita-se que o prato tenha se popularizado no Brasil por conta da chegada dos portugueses e dos africanos, que difundiram e ampliaram o uso do milho e consequentemente do fubá em nossa culinária, principalmente nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Isso porque era principalmente nesses locais que os tropeiros costumavam cultivar o milho, algumas espécies deles de colheita super-rápida, que muitas vezes chegavam a apenas três meses de seu plantio. Já a receita de broa de fubá como conhecemos atualmente, foi introduzida por norte-americanos no ano de 1865, segundo o que acreditam alguns especialistas e historiadores. Essa raiz norte-americana pode ser comprovada pelo próprio nome da delícia, já que broa possui uma semelhança com a palavra Bread, que serve para denominar a palavra pão em inglês.

Mas a broa de fubá caiu mesmo no gosto do povo brasileiro em meados do século XIX, quando se tornou um petisco fundamental na mesa dos grandes fazendeiros, tendo o seu lugar garantido tanto em espaços rurais, como também em grandes centros urbanos onde elas podem ser encontradas facilmente em panificadoras e em cafés da manhã dos mais diversos tipos de hotéis.


O preparo, considerado fácil desde que sejam utilizados bons ingredientes dispostos nas quantidades corretas faz com que a delícia seja um verdadeiro hit, que além de sua versão mais tradicional feita com leite, margarina, açúcar, ovos e um toque de erva doce, também ganhassem outras releituras.


É possível encontrar receitas que levam coco, goiabada, doce de leite e até queijo. Também existem diferenciações no modo de preparo, transformando sua textura em cremosa, por exemplo.
Mas, a receita mais original e diferente ainda continua sendo as broas de fubá salgadas que levam uma infinidade de temperos e adicionais como presunto e queijo ou até mesmo uma linguiça calabresa, entre outros ingredientes. 

(fonte desta informação:http://www.matecouro.com.br/conheca-a-historia-da-broa-de-fuba-mate-couro/)
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RECEITA DA BROA DE FUBÁ
INGREDIENTES
3 xícaras (chá) de fubá comum

2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 ½ xícara (chá) de leite morno
¼ xícara (chá) de óleo
1 ovo
10 g de fermento biológico seco
½ xícara (chá) de açúcar
½ colher (sopa) de sal
1 colher (chá) de Erva-Doce
MODO DE PREPARO
Bata no liquidificador o leite, o óleo, o fubá, o ovo, o fermento, o açúcar e o sal até obter uma mistura homogênea.
Despeje a mistura em uma vasilha grande e junte a erva doce.
Acrescente a farinha de trigo aos poucos e sove bem, até que a massa desgrude das mãos.
Cubra a massa e deixe descansar por aproximadamente 1 hora.
Modele as broas, coloque em uma assadeira untada e enfarinhada e deixe crescer novamente por mais 1 hora.
Asse em forno, pré-aquecido a 200°C por aproximadamente 30 minutos ou até que a base das broas estejam coradas.

(fotografia de Marlon Arantes de Aiuruoca MG)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O triste fim do Benjamim Guimarães

        Foi construído no ano de 1913 pelo estaleiro James Rees & Com no Mississipi, Estados Unidos, chegou a navegar pelo Rio Mississipi antes de ser adquirido pela empresa da família do patriarca Benjamim Guimarães, na década de 1920, por isso o nome do barco.(foto acima de Rhomário Magalhaes) O Benjamim Guimarães foi trazido para Pirapora para navegar nas águas do Rio São Francisco, em viagens longas e continuas pelo rio e em seus afluentes, transportando passageiros e principalmente cargas. Saia de Pirapora no Norte de Minas, passando por várias cidades às margens do rio e ia até a Bahia.
        Com a ampliação da malha férrea para transporte de cargas e surgimento de estradas pavimentadas, bem como o aquecimento do  mercado de venda de automóveis e caminhões, a navegação pelo Rio São Francisco começou a entrar em decadência e se tornando cada vez menos frequente como embarcação de transporte de cargas e passageiros, até parar a partir da década de 1970. Ficou por anos abandonado. (fotografia ao lado de Rhomário Magalhães)
        A partir da década de 1980, o Benjamim Guimarães passou a fazer apenas viagens turísticas. Devido a sua importância cultural e histórica para Minas, em 1985, foi tombado como Patrimônio Histórico de Minas Gerais, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (IEPHA). Em 1986, já todo reformado e adaptado somente para viagens de turismo, foi reinaugurado com toda pompa em Pirapora MG.  
        Com a reforma feita, o Vapor passou a transportar 170 pessoas, entre tripulantes e passageiros. (foto acima de Sérgio Mourão) O barco possui três pisos: no primeiro, encontra-se a casa de máquinas, caldeira, banheiros e uma área para abrigar passageiros. No segundo piso, estão instalados doze camarotes e no terceiro, um bar e área coberta. Atingia a velocidade de 15 km por hora. Essa velocidade baixa permitia ao turista contemplar as paisagens pelo trajeto e aproveitar mais a viagem.
        O combustível que movimenta o Vapor é simplesmente lenha. Consome um metro cúbico de lenha por hora, que faz com que o caldeirista tenha que abastecer constantemente a fornalha. É um trabalho duro, mas nenhum tripulante da embarcação reclamava. Todos tinham o maior prazer e orgulho em trabalhar no velho Benjamim Guimarães. (foto acima de Sérgio Mourão)
        O Benjamim Guimarães (na foto acima de Janaína Calaça) sempre foi a principal atração turística de Pirapora. Não há um morador da cidade que não tenha alguma lembrança, história para contar ou fotos do Benjamim Guimarães. Quando se fala em Pirapora, vem logo à mente, o barco navegando pelo Rio São Francisco. O vapor está incorporado à cidade, faz parte da identidade local e do povo que vive às margens do Rio São Francisco. É um cartão de Minas, orgulho do povo piraporense e mesmo se tornando apenas barco para turismo, ajudou a movimentar a economia local por décadas, já que o barco atraia todos os meses, centenas de turistas para a cidade. (foto abaixo de Lucas Vieira)
       Até aqui você percebeu que eu usei muito os verbos no tempo passado. É porque o Vapor Benjamim Guimarães não navega mais no Rio São Francisco. 
       O patrimônio de Minas, encontra-se encorado no porto de Pirapora desde 2014, quando foi proibido de navegar pela Capitania dos Portos do Rio São Francisco por apresentar problemas de segurança. Foi ancorado para ser reformado e desde então,nenhuma reforma foi feita ou sequer iniciada.
       A situação do Barco a Vapor Benjamim Guimarães hoje é totalmente diferente das fotos que você vê acima. 
       Suas ferragens estão enferrujando, as madeiras apodrecendo e o mato está tomando conta da embarcação. O patrimônio do povo de Minas está exposto a sol e chuva, se deteriorando, acabando, apodrecendo, definhando aos olhos de todos.
       O governo anterior se comprometeu a reformar o Benjamim Guimarães, já que é Patrimônio de Minas Gerais desde 1985 e cabe ao IEPHA, órgão do Governo do Estado, tomar as providências para preservar o patrimônio de Minas. Mas nada foi feito. Como todos sabem, o Estado de Minas Gerais está quebrado, sem dinheiro e mesmo que queira, o atual Governo não fará algo tão cedo, justamente por falta de dinheiro. Portanto, se as autoridades locais e sociedade piraporense em geral não se mobilizarem para reverter essa situação e encontrar uma solução rápida para salvar o Vapor, será tarde demais. 
        O definhamento do Benjamim Guimarães é um filme que estamos assistindo desde 2014, quando foi ancorado a espera de reformas. No momento, o final desse filme é o fim do Barco a Vapor Benjamim Guimarães. 
        Esperamos que o final do filme possa mudar. O vapor é o único no mundo, só existe em Minas. Só tem um. Esse filme tem que ter outro final que não seja a perda desse patrimônio de Pirapora e de Minas Gerais. (Por Arnaldo Silva)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Conheça Chapada Gaúcha

A cidade de Chapada Gaúcha fica no Norte de Minas e distante 722 km de Belo Horizonte e 350 km de Brasília. Faz divisa com os municípios de Januária, Pintópolis, São Francisco, Formoso, Arinos, e Urucuia. Segundo o IBGE, em 2018, o município contava com 13.397 habitantes. Apesar do pequeno número de habitantes, é um dos maiores municípios de Minas Gerais em extensão territorial com 3214.498 km2. (na foto abaixo, vista parcial da cidade de Chapada Gaúcha MG. Sem autoria identificada até o momento)
        A cidade foi formada por três distritos: Vila dos Gaúchos, Novo Horizonte e Serra das Araras, que pertenciam a São Francisco MG. Em 1994, já com o objetivo de se transformar em cidade, esses três distritos se uniram e numa votação entre os moradores, decidiram que seriam um único distrito que se chamaria Chapada Gaúcha. Nesse mesmo ano, em 19 de dezembro, a Câmara de Vereadores aprovou a criação do novo distrito, através de Lei nº 1523/94. Um ano depois, em 21 de dezembro de 1995, o distrito vira cidade através da Lei Estadual 12.030. No ano seguinte, em 1996, a cidade elegeu seu primeiro prefeito e seus primeiros vereadores. (na foto abaixo, de Vicente Queiroz, a Igreja Matriz de Santo Agostinho)
Mas porque o nome Chapada Gaúcha?
        A região hoje onde está o município possui terras muito férteis, ideal para o agronegócio. Na década de 1970 iniciou-se um projeto de assentamento, organizado pela antiga RuralMinas, que integrava os municípios de Formoso e Arinos, no Noroeste de Minas e Januária e São Francisco no Norte de Minas, denominado Padsa (Projeto de Assentamento Dirigido a Serra das Araras) 
        Por causa desse projeto, a partir de 1976, começaram a chegar na região migrantes vindos do Rio Grande do Sul, principalmente da cidade gaúcha de Chapada, atraídos pelo preço das terras, que eram muito baratas, em relação às terras do Sul. Vieram para produzir e trabalhar a terra, já que tinham bastante experiência em agricultura.
        As famílias gaúchas que chegaram, começaram construir suas casas e o local em que viviam passou a ser chamado de Vila dos Gaúchos. A cultura e tradição gaúcha era mantida pelos migrantes que com seus conhecimentos e vontade trabalhar, ajudaram em muito no desenvolvimento da região, além de deixar e manter um rico legado cultural, misturado com a cultura mineira, principalmente com a rica cultura do povo do Cerrado, bioma predominante na região. 
Chapada Gaúcha hoje
        Economicamente o município é um dos que mais cresce no Estado. Sua atividade econômica principal é o agronegócio onde predomina agricultura extensiva, mecanizada e com tecnologia avançada. 
        Sua principal atividade agrária é a produção de sementes de capim, sendo o município o maior produtor de sementes do país.
(a fotografia acima mostra a atividade agrária no município. Imagem sem autoria identificada até o momento)
        Além das atividade agrícola mecanizada, tem os pequenos agricultores que cultivam a terra da forma tradicional, produzindo para consumo próprio ou para o venderem no comércio. São produtos oriundos das atividades extrativistas, pesca, pecuária, artesanato, principalmente feitos com buritis, que é abundante na região. Com o apoio da Emater MG (
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais ) os pequenos produtores complementam suas rendas também com os frutos do Cerrado e produzem polpas, sementes, farinhas e óleos, para serem vendidos. Em muitos casos, as colheitas acontecem em mutirões e os produtos de seus trabalhos são vendidos para mercados de cidades mineiras e de outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro de Distrito Federal. Os frutos do Cerrado e as delícias que desses frutos originam, ajudam também a enriquecer a merenda escolar das escolas do município. 
Potencial turístico
Além do agronegócio, cultura mineira e tradições gaúchas, Chapada Gaúcha MG tem um forte potencial para o turismo ecológico. 
É no município que está o maior parque ambiental do Cerrado, o Parque Nacional Grande Sertão Veredas (foto acima de Thelmo Lins). O nome é uma homenagem a uma das mais importantes obras literárias brasileiras, o romance Grande Sertão Veredas, de João Guimarães Rosa, que retrata com extrema sensibilidade a realidade regional onde a unidade está inserida, repleta de passagens que descrevem os locais, a relação do homem com a natureza e as características culturais, ainda hoje encontradas. (foto abaixo de Thelmo Lins)
Ainda no município está o Parque Estadual da Serra das Araras, a Reserva de Desenvolvimento sustentável do Acari e várias reservas particulares (RPPN´s). A paisagem do Cerrado de Chapada Gaúcha MG possui uma rica fauna e flora, além de muitas cachoeiras e as tradicionais veredas com lindas palmeiras de buriti. (foto abaixo de Thelmo Lins)
Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas
        O município sedia com orgulho o encontro dos povos do grande sertão veredas. Esse encontro acontece todos os anos e já está em sua 18ª edição. Durante os dias de evento acontecem debates e palestras, além de comidas típicas, artesanato, oficinas, exposições, danças como batuque, tamanduá, catira e manzuá, manifestações religiosas populares como folias de reis e do divino, capoeira, quadrilha caipira, teatro, sarau,  apresentações de violeiros, repentistas e bandas de forró de sucesso nacional. Acontece também a famosa caminhada pelo "Caminho do Sertão". (abaixo, arte do fotógrafo e ambientalista Eduardo Gomes)
A Festa de Santo Antônio de Serra das Araras
        Apesar de ser um município novo, Chapada Gaúcha preserva uma das mais antigas festas de Minas Gerais. A festa de Santo Antônio de Serra das Araras. Esse evento religioso é realizado há mais de 100 anos no distrito de Serra das Araras, geralmente no mês de junho.

        Durante os dias da festa, o pequeno distrito recebe milhares de romeiros, devotos de Santo Antônio e pagadores de promessas da região e de várias outras cidades. Chegam ao distrito a pé, em peregrinação, em carros, caravanas, a cavalo. 
        Vão para agradecer  a Deus as graças recebidas pela intercessão do santo, carinhosamente chamado pelos fiéis de Santo Antônio da Serra das Araras. Essa manifestação de fé do povo em Santo Antônio é narrada no livro de Guimarães Rosa, Grande Sertão Veredas. Para o povo da região, é a fé no Santo dos Pobres, no Santo do Povo Sofredor.
        A presença de tanta gente muda a rotina do pequeno vilarejo que  durante os dias do evento já que durante a festa religiosa,  acontecem shows com artistas locais e regionais, tem cavalgadas,  grupos de motociclistas e barracas com comidas típicas. Esse evento ajuda a movimentar a economia local.
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Algumas fotos não tem autoria identificada, infelizmente, mas assim que identificarmos os autores, os créditos serão inseridos. Estamos a procura de novas fotos e mais fatos sobre a cidade de Chapada Gaúcha. Assim que tivermos, serão inseridos na matéria.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Uma relação de amor

*Por Maria Eugênia de Viveiros
        Meu amor por você transcende à carência; vem da essência, do momento em que você pensou em mim, não como uma pessoa real, mas como uma possibilidade. Ou até mesmo como um desejo que toda mulher tem um dia; o de ser mãe.
        E aposto que, quando você pensava nessa pré-possibilidade, digamos que ainda longínquo desejo de ter um filho, a figura que vinha diante dos olhos da sua alma tinha o meu rosto.
        Posso jurar, também, que para mim a figura de alguém que seria a esperança de que eu viesse ao mundo, tinha a sua cara, o seu jeito e até o seu nome...
        Eu sonhava com você antes mesmo de pensar em fazer parte da sua vida e de algum modo sabia, mesmo quando a gente ainda não sabe de nada, que o destino nos faria predestinadas: você a ser minha mãe e eu a ser sua filha.
        Ou será que foi ao contrário?
        Ao longo do tempo, esta delicada relação entre nós ultrapassou a tênue linha que separava nossos papéis e tudo se misturou... Por tantos dias você foi minha mãe e eu sua filha... em tantos outros, eu troquei de lugar com você.
        E cuidamo-nos com desvelos, zelos...nos demos todo o amor que estava dentro de nós...
        Construímos nossas vidas olhando uma para a outra, participamos de cada passo à frente, de cada queda, nos demos as mãos, nos largamos, nos abraçamos novamente.
        Mas não teremos nunca que agradecer nada do que nos proporcionamos: eu não teria crescido sem a sua proteção e você não envelheceria sem o meu carinho...
        Pois, quando viemos ao mundo, sabíamos que nossa relação de amor seria especial: você foi a mãe que eu escolheria todas as vezes que tivesse esta chance e eu, a filha eleita do seu coração... seja lá em que ordem isto acontecesse.

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*Maria Eugênia de Viveiros é advogada, escritora e mora no Rio de Janeiro.
Publicado com autorização para Conheça Minas.
Imagem ilustrativa. Flores de Jacarandá de Arnaldo Silva

A saudade fala português

*Por Maria Eugênia de Viveiros
        Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida . Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades... 
        Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei... 
        Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...
        Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...
        Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
        Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei, de quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
        Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre; de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei que existiram mas que se soubesse, decerto gostaria de experimentar;
        Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...
        Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer, dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade;
        Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei aonde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
        Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês, mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileira, só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
        Aliás, dizem que se costuma usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes, seja lá em que lugar do mundo estejamos. 
        Eu acredito que um simples “I miss you”, ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. 
        Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. 
        E é por isso que eu tenho mais saudades...
        Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.
        Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...
        Sentir saudades, é sinal de que se está vivo!

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*Maria Eugênia de Viveiros é advogada, escritora e mora no Rio de Janeiro. 
Artigo publicado com autorização para Conheça Minas  
Imagem ilustrativa de autoria de Sueli Santos em Dores do Indaiá MG

Santa Rita de Ouro Preto

Santa Rita de Ouro Preto, distrito de Ouro Preto, dista 30 km da sede e está a uma altitude média de 1030 metros. (na foto abaixo, de autoria de Marselha Rufino, a linda paisagem do distrito)
O distrito de Santa Rita é conhecido como a Capital da Pedra-Sabão, por concentrar artesãos na arte de esculpir a pedra-sabão. Seus primeiros habitantes chegaram no início do século XVIII, com a bandeira de Martinho de Vasconcelos, à procura do ouro às margens do Ribeirão Falcão, mas encontraram em abundância a esteatita, conhecida como pedra-sabão. 
A origem do nome se deve à devoção à Santa Rita de Cássia, imagem trazida pelos bandeirantes tornando-se a santa de devoção da população da cidade. Passou a chamar de Santa Rita de Ouro Preto quando foi elevado a distrito. 
História do Distrito
Ao chegarem à região das minas, os bandeirantes que se espalharam por toda Minas Gerais, seguiram às margens do rio na busca do ouro, em Santa Rita, foram escavadas às margens do Ribeirão do Falcão. O lugar sempre foi conhecido até 1938 por Santa Rita de Cássia, porém, quando é elevado à categoria de distrito, e para distingui-lo, deram-lhe a denominação de Santa Rita de Ouro Preto. (a fotografia ao lado foi extraída do site minutomais.com, mas sem autoria identificada)
A igreja foi construída em pedra, barro e madeira, todos muito abundantes na região, a santa trazida pelos tropeiros era italiana e toda feita em madeira, o medalhão que ornamentava foi todo construído em pedra-sabão, com dois anjos, um de cada lado, segurando as alças de um cálice que sustentava uma hóstia, trazendo a inscrição com a data de 1734. A capela-mor ainda era ornada com mais alguns anjos e balaústres de pedra-sabão e depois vinha o corpo da igreja onde colocaram alguns bancos para maior comodidade dos serviços religiosos. 
Santa Rita começa a se urbanizar por volta de 1940, onde inúmeras atividades começam a se desenvolver, como a fabricação do pó de pedra-sabão para as indústrias químicas e metalúrgicas e a produção de panela de pedra para serem vendidos em toda a região, ambos extraídos de pedreiras locais. 
A população chega ao requinte de adquirir um projetor de filme, montando uma pequena sala de cinema em uma das casas da praça central. As festas religiosas convencionais também são feitas em Santa Rita, como o mês de Maria, a Semana Santa e o Natal, a festa mais importante é a da padroeira Santa Rita de Cássia, comemorada no dia 22 de maio com novena, alvorada, missa solene, levantamento de mastro, procissão, e nos últimos quinze anos introduziram o desfile com carros alegóricos com encenação de fatos importantes na vida da santa.  Em 1964 a antiga ermida é totalmente destruída. Em seu lugar foi erguida uma ampla, com detalhes mais modernos. Foram conservados os acervos da antiga capela.
O trabalho com a pedra-sabão ganha novo impulso na década de 70, algumas indústrias passaram a beneficiar o pó do minério da pedra-sabão que, dependendo da qualidade, pode ser utilizado nas indústrias de produção de massa plásticas, azulejo, tintas, pneus, e perfumaria. São poucas as fábricas que conseguiram desenvolver tecnologia produzindo peças em série, como a forma para pizza de panela de pedra. 
(fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Rita_de_Ouro_Preto)

A Cachoeira de Carlos Euler

Carlos Euller é o 1° distrito do município de Passa Vinte MG, no Sul de Minas Gerais.Tem acesso por estrada municipal e dista cerca de 13 quilômetros do Centro da cidade. (foto acima da Cachoeira de Carlos Euler, de autorai de Thatiana Fabiana) Sua principal atividade econômica é a agricultura e possui cerca de 300 habitantes. 
A origem do nome Carlos Euller vem de um engenheiro de origem alemã. Seu nome, pronunciado como "OILER", acabou, aportuguesadamente, como "EULER". Antes de receber este nome, o arraial de Carlos Euller chamava-se Pouso Alegre, nome dado pelos tropeiros que ali passavam e paravam para seu descanso e de sua tropa. Eles repousavam onde se localiza a antiga venda do arraial (CASA COMMERCIAL FORTUNATO NARDELLI) e seus animais ficavam nos dois morros em frente à sede da fazenda, propriedade do casal Fortunato e Corinna Nardelli. 
O engenheiro Nardelli, oriundo do Tirol do Sul (na época pertencente ao Império Austríaco, hoje à Itália) também foi responsável pela construção da estação, da subestação e de algumas casas(Ex: Casa do sr. Wilson Nardelli), além da pequena capela, esta foi erguida como presente da empresa à srª. Corinna Nardelli, por agradecimento à sua hospitalidade com os "forasteiros" em sua fazenda. (fotografia acima de Mércia Silva)
Cachoeira
A principal atração do distrito é a Cachoeira Carlos Euler, distante apenas 5 minutos da sede do distrito, com cerca de 800 metros de trilhas que pode ser percorrida a pé ou de bike. De longe já impressiona pela grandeza.É muito procurada por banhistas e amantes das trilhas. Á água é cristalina e bem gelada. A paisagem em torno da cachoeira é deslumbrante. (fonte parcial: Wikipédia)

Receita de Picolé de Queijo Minas

Nada mais mineiro que um picolé ou sorvete de queijo. É fácil de fazer e uma delícia!

INGREDIENTES
200 gramas de Queijo Minas meia cura ralado grosso
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 copo de requeijão cremoso
Palitos e forma para picolé (você encontra em lojas do ramo)


MODO DE PREPARO
Bata tudo no liquidificador, menos o queijo.
Depois de batido misture bem o queijo e coloque nas formas de picolé e leve ao congelador. 
Caso não tenha a forma, coloque num recipiente que tiver e leve ao congelador.
Se quiser, antes de levar ao congelador, coloque pedaços de goiabada.
(fotografia e Arte com direitos reservados à Ronaldo Machado de Juruaia MG - Conheça Minas)

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Artesanato mineiro

A diversidade de Minas Gerais está espelhada também na riqueza de seu artesanato, trabalhado em pedra, barro, madeira, prata, estanho e fibra trançada. Conhecer esse talento regional é fazer uma viagem pelos caminhos das Minas e das Gerais.(na foto acima de Sônia Fraga )
O artesanato em cerâmica, de origem indígena e desenvolvido especialmente nos vales do Jequitinhonha e São Francisco, é dos mais difundidos da produção mineira. Os ceramistas, geralmente, produzem objetos utilitários ou representativos, como potes, panelas, vasos, cachimbos e imagens.(na foto acima, artesanato em cerâmica de Capelinha MG. Fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
O trabalho em pedra-sabão predomina em Ouro Preto, Congonhas, Mariana e Serro e também se concentra em objetos utilitários ou figurativos. Já o artesanato em madeira é produzido em regiões diversas do Estado, sendo as peças mais comuns as imagens de santos ou personagens históricas. (na foto acima, artesanato em pedra sabão de Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto MG. Foto de Arnaldo Silva)
Os bordados, os trançados em talas, bambu e fibras têxteis, os crochês e tricô e o trabalho em couro estão espalhados por várias partes de Minas Gerais. Também não podem ser esquecidas as obras artesanais em funilaria, tecelagem e em prata; as peças em cobre, folha de flandres e outros metais, em Ouro Preto e Viçosa; ou as que são produzidas em estanho (São João Del Rei) e em prata (nas cidades de Tiradentes, Serro e Diamantina). (na foto acima, de autoria de Josiano Melo, o diversificado artesanato de Lavras Novas, distrito de Ouro Preto MG)
Fonte: https://www.mg.gov.br/conheca-minas/artesanato

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O segredo do queijo canastra

A culinária mineira é rica em sabores, ingredientes e possui uma variedade de pratos que certamente agradam a todos. Alguns alcançaram fama e popularidade fora do estado mineiro e também mundial, como é o caso do famoso queijo da canastra.

Serra da Canastra é um dos mais fortes pontos turísticos de Minas Gerais, seja por suas belas paisagens, cachoeiras e rios, mas também por ser de lá o local de fabricação do queijo da canastra.
O Segredo

A produção do queijo começou há cerca de 200 anos, durante o período de colonização, junto dos portugueses. A receita básica trazida por eles foi adaptada ao local, como por exemplo a utilização do leite cru ao invés do pasteurizado. Mas além disso outras características únicas do local fazem da receita do queijo da canastra uma receita exclusiva: o clima, temperatura e as bactérias da fauna local.

Até hoje, o queijo é feito de maneira artesanal e em algumas fazendas produtoras, somente por mulheres. O processo ao todo leva em média 20 dias, período que engloba a ordenha da vaca e a maturação completa do queijo.

Para fazer o queijo, além do leite e do coalho, a receita recebe um fermento líquido chamado pingo, que é basicamente o soro do leite da leva anterior dos queijos. Após este leite coalhar, ele vira uma especia de massa e é retirado manualmente do tambor e colocado em formas redondas. Por cima do queijo é colocado cuidadosamente sal grosso. Depois de tudo isso o queijo é retirado da forma e levado para secar em prateleiras arejadas.

O Queijo da Canastra após comprado deve ser conservado em local fresco e ventilado, de preferência em cima de uma tábua de madeira, lembrando -se de virá-lo uma vez por dia. Guardado em sacos plásticos pode estragar e na geladeira fica ressecado.
Conclusão

Sua forma de consumo também varia de acordo com seu tempo de cura. Quanto mais demorado o processo de “cura do queijo” mais dourada fica a sua cor, adquirindo também um endurecimento da sua casca. É um ótimo acompanhamento para vinhos, cervejas e cachaças.

E então, na sua próxima viagem a Minas Gerais, dê uma passadinha na Serra da Canastra para apreciar este maravilhoso e popular queijo, acompanhado de uma tradicional cachaça mineira!

Quer ter este e outros produtos mineiros na sua casa todos os meses? 
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Este artigo teve como fonte os seguintes endereços:
http://www.serradacanastra.com.br/atracoes/queijo-canastra
https://super.abril.com.br/sociedade/a-saga-do-queijo-canastra/
http://overlanderbrasil.com/segredos-da-canastra-o-queijo/
https://www.queijariaalpi.com.br/blogs/guiaalpino/queijo-canastra-como-conservar-e-curar
Link original da publicação:https://minaslovers.com.br/blog/artigo/o-segredo-do-queijo-da-canastra-68 - Imagem ilustrativa. Fotografia de Lucas Rodrigues - Queijo do Dinho em Piumhi MG
Aproveite e navegue no site da Minas Lovers. Tem excelentes produtos de Minas Gerais www.minaslovers.com.br

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Serra do Curral em Belo Horizonte

Principal fonte de inspiração para o nome de batismo de Belo Horizonte, a serra do Curral serve de moldura para a cidade, com uma extensão de 11 quilômetros e altitude de até 1.390 metros em seu ponto mais alto. As curvas de suas montanhas podem ser vistas de grande parte dos bairros capital e se tornaram um dos motivos de orgulho dos seus moradores. Nos fins de semana, centenas de pessoas visitam o bairro Mangabeiras, no sopé da serra, para passear ou fazer caminhadas. Uma das atrações da região é a praça do Papa, que ganhou este nome depois que João Paulo 2º rezou ali uma missa durante visita ao Brasil, em 1980.

A origem de seu nome é semelhante à de Belo Horizonte, antes conhecida como arraial do Curral del Rey, após a fundação da Fazenda do Cercado, em 1701, pelo bandeirante paulista João Leite da Silva Ortiz. No final do século 19, com a construção da nova capital mineira e conseqüente destruição do antigo arraial, a serra começou a ser valorizada pelas boas condições climáticas e temperatura agradável.


O seu ponto mais alto é o pico de Ferro. A serra faz a divisa de Belo Horizonte, a sudeste, com o município de Nova Lima. Sua formação geológica apresenta rochas ricas em ferro, o que motivou a exploração desordenada de suas jazidas, com impacto ambiental e descaracterização da paisagem. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou a serra do Curral em 1960, incluindo o conjunto paisagístico do pico e de sua parte mais baixa e nobre. Em 1991, o alinhamento das montanhas também foi incluído como bem tombado para fins de preservação.
Fonte: Baseado no inventário do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - https://www.mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/serra-do-curral

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Conheça Brumadinho

Brumadinho está localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte e sua população estimada em 2018 era de 39.520 habitantes, segundo o IBGE. Faz divisa com os municípios de Ibirité, Sarzedo, Mário Campos, São Joaquim de Bicas, Igarapé, Itatiaiuçu, Rio Manso, Bonfim, Belo Vale, Moeda, Itabirito, Nova Lima e Belo Horizonte, estando apenas a 51 km de distância da capital. (fotografia acima de Sônia Fraga)
Etimologia
O nome "Brumadinho" deriva-se do nome do povoado que deu origem à cidade. A região do vale do Paraopeba foi ocupada por bandeirantes no fim do século XVII. Nessa época, foram fundados os povoados de São José do Paraopeba, Piedade do Paraopeba, Aranha e Brumado do Paraopeba, também conhecido como Brumado Velho. Este nome deve-se às brumas comuns em toda a região montanhosa em que se situa o município, especialmente no período da manhã. (Entre Brumadinho e São Joaquim de Bicas às margens do Rio Paraopeba vive a tribo dos índios Pataxós Hã, Hã, Hãe. O portal de entrada da cidade tem um monumento em homenagem ao índio vaqueiro. Na foto ao lado do Barbosa) Segundo informações do Portal Uai/Jornal O Estado de Minas de 29/01/2019As famílias pataxós vivem à margem do Rio Paraopeba há cerca de um ano e meio, boa parte deles provenientes do Sul da Bahia. A Funai fez a qualificação fundiária, que é o passo inicial para que a área seja reconhecida como pertencente aos pataxós hã-hã-hãe."
Geografia

O município de Brumadinho é cortado pelas rodovias BR-381 (São Paulo-Belo Horizonte) e BR-040 (Rio de Janeiro-Belo Horizonte), sendo possível chegar à sede municipal a partir de ambas as rodovias. O acesso mais curto da capital à cidade de Brumadinho é pela rodovia MG-040, a chamada Via do Minério, uma estrada mais direta que sai da região do Barreiro, na parte sudoeste da capital, e atravessa os municípios de Ibirité e Mário Campos antes de chegar a Brumadinho. Há uma curta divisa direta de Brumadinho com o município da capital, localizada entre uma remota área montanhosa, de difícil acesso. (na foto acima, do Barbosa, a chegada à cidade)
Apesar de sua pequena população, Brumadinho se destaca na Região Metropolitana de Belo Horizonte por causa de seus grandes mananciais de água, possibilitados pela extensão relativamente grande do município e pelo relevo montanhoso. (na foto acima do Barbosa, paisagem de Casa Branca) Um quarto da água que abastece a região metropolitana vem dos mananciais de Brumadinho e dos municípios vizinhos, através dos sistemas Rio Manso e Catarina, operados pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA).
Ainda no município, há uma grande lavra de água mineral, explorada pela empresa Hidrobrás e comercializada sob a marca "Ingá". Segundo o jornal Estado de Minas, "a maior fonte de água mineral do mundo" estaria localizada na serra que separa os municípios de Brumadinho e Mário Campos.
Distritos e bairros rurais

Brumadinho possui 4 distritos: Aranha, Conceição de Itaguá, Piedade do Paraopeba (na foto acima do Barbosa), São José do Paraopeba
Bairros rurais e povoados: Aranha, Águas Claras, Casa Branca, Coronel Eurico, Córrego do Feijão, Córrego Fundo, Eixo Quebrado, Encosta da Serra da Moeda, Marinhos, Melo Franco, Monte Cristo, Palhano, Parque da Cachoeira, Quilombos do Sapé, Retiro do Brumado, Suzana, Toca e Tijuco (na foto acima do Barbosa)
Economia
A mineração é a principal atividade econômica, responsável por cerca de 65% da arredação do município. A cidade tem um comércio variado, com pousadas, hotéis, restaurantes, bares, etc para atender um fluxo grande de turismo que todos os dias vem à cidade para conhecer suas belezas naturais e o Inhotim (na foto acima de Sônia Fraga). Graças às suas belas paisagens, o turismo ecológico é muito forte em Brumadinho.
Circundado por pelo menos quatro serras, entre elas a do Rola-Moça e a da Moeda, Brumadinho começou a explorar, sobretudo recentemente, as paisagens naturais. O número de leitos de hotelaria saltou de 300 em 2008 para 1300 no levantamento de 2016. (na foto acima do Barbosa)
Embora o turismo no município ainda seja considerado recente e contribui com uma pequena parcela das receitas municipais, centenas de empreendedores dependem do setor em Brumadinho, que possuía até então, inúmeros atrativos turísticos, turismo cultural e ecológico que também movimentam a economia local, a exemplo: 
o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça (na foto acima de Eliane Torino), a Serra da Moeda (local de prática de esportes radicais), o circuito turístico de Veredas do Paraopeba, que engloba vários conjuntos paisagísticos e que são considerados patrimônios históricos tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, onde incluem edificações construídas no século XVIII, a exemplo da Fazenda dos Martins, o povoado  histórico de Piedade do Paraopeba,  
a histórica tri-centenária Igreja Nossa Senhora da Piedade inaugurada em 1713 (na foto ao lado do Barbosa) com ricos elementos artísticos e sacros, a Igreja Nossa Senhora das Dores na localidade de Córrego do Feijão, o distrito de Casa Branca, vilarejo rodeado por montanhas, abrigando pousadas e uma gastronomia baseada na culinária tradicional mineira, e o Instituto Inhotim (na foto abaixo de Sônia Fraga), o maior museu a céu aberto da América Latina, com uma das mais expressivas coleções de arte contemporânea do Brasil, no distrito de mesmo nome; que atraem muitas pessoas pela quantidade de belezas locais e regionais.
A Corporação Musical Banda São Sebastião, fundada em 13 de maio de 1929 por Tarcílio Gomes da Costa, é uma atração à parte e é inclusive mais antiga que a própria instalação do município de Brumadinho, tendo completado 80 anos de existência em 2009.
Principais pontos turísticos:
Instituto Inhotim - Centro de Arte Contemporânea, Mansão Matosinhos, Estação de Marinhos, Fazenda dos Martins (na foto acima do Barbosa), Topo do Mundo Bar e Restaurante, Arvorismo em Casa Branca, Clube de Voo Livre, Safári Rural, Serra da Moeda, Serra do Rola Moça, Mirante dos Veados,
Templo Budista (na foto acima do Barbosa), Forte de Brumadinho, Túnel do Sapê.
Principais eventos Culturais
Rodeio de Brumadinho; Dezembrega; Folia Sertaneja; Festa de São Sebastião, Jubileu de Nossa Senhora das Mercês, Festa da Cachaça, Festa da Mexerica, Festa do Milho, Festa da Jabuticaba

Fonte parcial: https://pt.wikipedia.org/wiki/Brumadinho - Ilustrações nossa

O antigo Forte de Brumadinho

A Construção de fortes na antiguidade era uma estratégia militar e tinha como objetivo a defesa e proteção das ações militares, bem como para guardar armamentos. Por isso as construções serem feitas com o máximo de segurança possível para a época, com paredes em pedra bruta sobrepostas e espessuras largas. No topo do muro dos fortes eram colocados vidros e no entorno dos fortes  plantavam plantas espinhentas como cactus e coroas de Cristo. O objetivo era inibir a ação de quem tentasse escalar o muro.

Uma construção com essas características citadas acima foi feita em Brumadinho, no século XVIII no início do ciclo do Ouro. Por isso tem o nome de Forte. Fica num ponto estratégico da Serra da Calçada, no complexo da Serra da Moeda, em Brumadinho, na divisa com Nova Lima. A construção foi feita com pedra sobre pedra, muito bem sobreposta e bem trabalhada. O Forte tem 50x40 metros de comprimento e sua construção lembra um retângulo. A muralha que cerca o forte tem 5 metros de altura, com 1 a 1,5 metro de espessura das paredes.

Tem apenas uma única entrada e no centro do forte existe uma outra construção, também em pedras, com 5 metros de altura com 2 portas, uma na frente e outra atrás e 6 janelas, laterais, bem amplas. Cada porta tem 3,60 metros de altura e 2 metros de largura, características do século 18. Acreditam que essa casa que fica no interior do Forte tinha também uma cobertura que facilitava a visualização de tudo que estava em torno do Forte.

Devido a sua grandiosidade e detalhes estratégicos de defesa, essa obra do século 18 em Brumadinho com certeza teve importância muito grande para a época. Está num local privilegiado que permite uma visão geral das redondezas.

Essa construção teve um objetivo. Não há uma conclusão exata do motivo de construírem um forte com essas proporções.

Segundo consta, o Forte de Brumadinho chegou a ser usado como instrumento de defesa. A quem diga que o Forte foi construído para ser um entreposto de mercadorias que seguiam para Paraty, via Estrada Real. Outra versão diz que no local funcionava um ponto de fiscalização da Coroa Portuguesa da atividade de mineração na região, que já existia desde aquela época.


A versão mais coerente e aceita, afirma que o local era usado para práticas comerciais ilícitas. Vestígios de mineração como represamento de água em muros de pedra, canalização e cavas são indícios de que no Forte existia atividade de extração de ouro. Naquela época, a exploração desse metal era uma febre e era comum naqueles tempos atividades ilícitas como fundições de moedas ilegais e exploração de ouro clandestina . Baseado nesses indícios, acredita-se que no interior desse forte, em Brumadinho, existia uma fundição de ouro e produção ilegal de moedas.

Algumas trilhas nessa região tem calçamento em pedra muito bem feitos e ainda hoje em bom estado, levando diretamente ao Forte. Isso indicada que a presença de tropas e circulação de pessoas era intensa quando o Forte estava ativo.

Hoje a área que está o Forte pertence à Mineradora MBR e a grandiosa obra do século XVIII está em ruínas, totalmente abandonado e com mato tomando conta de boa parte. Mesmo assim é um local que atrai grande número de turistas com interesse pela história do local, bem como as belezas naturais da região, que favorece a prática do ecoturismo. 

Texto de Arnaldo Silva - Fotografia de Fernando Góes

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Guapé, uma região de ar puro e água cristalina

Década de 60, onde a cidade fez jus ao lema do seu brasão “Fluctuat Ne Mergitur” , flutua mas não afunda. Com a construção do reservatório da hidroelétrica de FURNAS, a velha Guapé foi totalmente inundada, sendo reconstruída aos poucos, como uma fênix, ao longo da mesma década. A reconstrução da cidade se deu sobre uma península, circundada pelo lago de Furnas, tornando-a uma das cidades mais encantadoras do mundo. 
O município conta com uma extensão territorial de 934,598 km² tendo como atividade econômica principal a agricultura, com destaque à produção de cafés especiais de altíssima qualidade, que representa mais de 50% da fonte de renda, seguida pelas atividades de: extração de quartzito, comércio local e o crescente turismo. Guapé possui uma aptidão natural ao turismo devido ao lago e suas belíssimas cachoeiras (Cachoeira do Paredão, Cachoeira do Inferno, Cachoeira do Macuco, Cachoeira do Garimpo, Cachoeira do Capão Quente, Cachoeira da Água Limpa, Cachoeira do Moinho, Cachoeira do Lobo, da Volta Grande, entre outras) distribuídas ao longo do município. Um lugar ideal para práticas de pesca, esportes náuticos, passeios de lanchas, trilhas, etc. 
Se o Baiano Dorival Caymmi tivesse conhecido Guapé certamente mudaria sua canção: “Você já foi a Guapé, nêga? Não? Então vá! Quem vai, minha nêga, sempre quer voltar.”. Guapé é um lugar simplesmente encantador, desde suas belezas naturais até o seu povo. 
Guapé é uma ótima alternativa a Capitólio (destino muito procurado nos últimos anos) devido à sua tranquilidade, e por apresentar uma ótima estrutura de hospedagem em pousadas de charmes, hotéis e casas de aluguel para temporada (Airbnb, Booking e outros). 
Não deixe de colocar o destino na sua agenda 2019. Maiores informações, dicas entre outras informações se encontram na página do Facebook : Visite Guapé
(Texto e fotografias enviadas por Fábil L. Alfonso)

O café do Jacu

Jacu (Penelope sp.) é uma ave de grande porte da nossa Mata Atlântica e está presente em todo o território nacional. Pode chegar a 85 cm, tem calda, pescoço e asas longas e uma cabeça pequena. Em torno dos seus olhos vermelhos tem uma pele em tom azulado e sem pelos. O papo do jacu é vermelho. Sua plumagem é lisa com aspecto escamado e tem a tonalidade escura e as vezes, na cor cinza. Suas patas tem tons avermelhados.(foto acima de Rildo Silveira)

Ai você pergunta, o que o jacu tem a ver com café? É que o grão do café vem do Jacu. Essa ave gera um café de alto valor, tanto comercial, quanto de qualidade. 


Para você entender o processo, vou explicar direitinho. 

A maioria das aves se alimentam de frutos. Isso todos sabemos. Elas comem a parte adocicada dos frutos e não comem as sementes. No caso, as aves espalham as sementes pela natureza, ajudando a natureza a ser renovar. 


O jacu também se alimenta dos frutos, mas diferente das outras aves, ele engole as sementes inteiras, sem mastigá-las. Uma das sementes preferidas do jacu é a do café. Eles ficam aos pés dos cafezais escolhendo os grãos de café e são muito seletivos. Escolhem as que não tem defeitos e as mais maduras. O Jacu não tem estômago. Quando ele ingere a semente do café, seu organismo processa rapidamente o fruto, aproveitando apenas a polpa e a casca, expelindo o grão inteiro, totalmente intacto. Todo esse processo é feito diretamente no intestino da ave. Em seu organismo a semente do café absorve ácidos e enzimas que garantem uma baixa acidez do grão. Essa baixa acidez dá ao grão um amargor e doçura bem equilibrada à bebida.

Entendeu? O Jacu expele a semente. Defeca. É das fezes do Jacu que é retirado os grãos do café.

Assim que a ave defeca, as fezes são coletadas e passam em seguida por um rigoroso processo de limpeza para retirar as bactérias e limpeza dos grãos. Após a limpeza, os grãos ficam em "descanso" por um período. Depois do "descanso" são torrados e moídos. Depois disso, está pronto para consumo.

Mas o café é bom? Bom não, é ótimo! Tanto é bom que está entre os cinco melhores cafés exóticos do mundo, presente nas principais cafeterias de Los Angeles, Londres, Tóquio e outras cidades do Brasil e do mundo.

Mas qual a origem desse café? Foi desenvolvido por um cafeicultor do Espírito Santo. É um café muito conhecido neste Estado e também no mundo, já que está entre os cinco melhores cafés do planeta.

Eu conheci esse café na cidade capixaba de Domingos Martins, onde este café é produzido, na Fazenda Camocim. Segundo pude saber, o proprietário da fazenda, Henrique Sloper, tinha problemas com os Jacus, que comiam cerca de 10% de sua produção de grãos, já que comiam as sementes mais saudáveis de seu cafezal. Na tentativa de saber o que fazer, descobriu que na Indonésia existia um café bem exótico, considerado até então o mais caro do mundo. Esse café, conhecido por Kopi Luwak produzido a partir das fezes que não são digeridas de um animal herbívoro, da familia dos gatos, nativo da região chamado de Luwak (Paradoxurus hermaphroditus).

De posse dessa informação, resolveu fazer experiência com os Jacus, já que eles comiam as sementes e as defecavam inteiras. Quando o homem percebe que a natureza pode ser sua aliada e se harmonizar com ela, o retorno é ótimo para os dois lados. De vilões, essas aves passaram a ser amigas, já que o produtor percebeu que o café era ótimo. Além de exótico, surpreendeu especialistas em degustação do país, que afirmaram que o café do Jacu tem um sabor adocicado e equilibrado, com acidez marcante e deixa um gosto bom na boca.

Com o sucesso de seu café, o produtor começou a produzir o café do Jacu para venda regional. Isso foi nos primeiros anos da primeira década de 2000. A partir de 2006 a produção de café do Jacu começou a crescer já que esse café começou a ganhar mercados nacionais e internacionais. Mesmo assim, é produzido de forma limitada, não em escala industrial como os cafés comuns que conhecemos.  Geralmente por encomenda ou em pequeno estoque,  por se tratar de um produto exótico e com um preço bem maior que o café convencional, além disso, o processo de produção desse café é totalmente diferente do atual que conhecemos, como deu para perceber na descrição que fiz acima. 

Embalagem tradicional do Jacu Bird - Café do Jacu/Divulgação
 Mas quem puder e tiver oportunidade de experimentar o Café do Jacu, valerá a pena gastar um pouco mais e saborear um café exótico, de alta qualidade e sabor. No site da empresa que produz o Jacu Bird: www.cafecamocim.com.br o preço do quilo está por volta dos R$700,00.  Pelo site você pode tirar dúvidas e inclusive comprar o café. Vejam o site. (Por Arnaldo Silva)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Doces: identidade e tradição de Minas Gerais

Alto Paranaíba, Triângulo, Noroeste, Sul, Central, Leste, Norte... Cada região, com sua especificidade e vocação, conta em seus sabores, a história do estado. E os doces são parte importante dessa identidade gastronômica. A tradicional produção artesanal das receitas mantém, ainda hoje, o fazer familiar como legado cultural de gerações. Com a profissionalização, a atividade passou ainda a gerar mais emprego, conquistando o mercado nacional e fazendo a alegria dos turistas.
     A ambrosia, por exemplo, é um dos doces mais antigos de Minas Gerais. Chegou ao Brasil no século XVII, com a vinda das famílias portuguesas, principalmente das mulheres que eram habituadas a essa receita. O nome do doce é também cheio de simbolismo. Por causa do sabor, tido como divinal, a ambrosia é chamada, em grego, de manjar dos deuses do olimpo.
Receita de família
     A ambrosia de Araxá, no Alto Paranaíba, é famosa. A referência é a receita da dona Joana D’Arc, de 83 anos, mais conhecida como dona Joaninha. O jeito de fazer ela aprendeu no passado, com uma amiga, e passou para o filho Luiz Augusto de Almeida e a nora. Os dois comandam uma doceria, em Araxá, negócio iniciado por dona Joaninha.
    Luiz Augusto conta que o segredo está na paciência. O leite não é talhado e sim cozido durante 8 ou 9 horas. “O tempo é fundamental para refinar o gosto e suavizar a presença dos ovos. A maioria das pessoas come e não sabe se eles são ingredientes”, afirma o herdeiro de dona Joaninha, acrescentando que a receita artesanal já recebeu vários prêmios.
     Também está na lista das receitas de dona joaninha a “ameixinha de queijo”, uma massa feita com ovos e queijo. Famosos na região ainda são os doces de leite, de goiaba, de figo, abóbora com coco e de jabuticaba.
     “O processo de produção continua o mesmo, há mais de 40 anos, quando dona Joaninha começou a fazer os doces”, afirma Luiz Augusto. Ele acrescenta que as adaptações sanitárias e das instalações físicas buscaram preservar o jeito artesanal de fazer os doces.
Do pomar para as compotas
Em Itaguara, no Centro-Oeste de Minas, dona Ana Maria Martins, 61 anos, utiliza as receitas que aprendeu com a mãe para fabricar doces artesanais de frutas. Goiaba, laranja da terra, figo, limão tahite, jabuticaba em caldas, manga, abacaxi. São mais de 20 variedades de compotas. A produção mensal chega a 1,4 mil potes e já conta com uma clientela certa: mercados em Belo Horizonte, aeroportos, restaurantes e chefes de cozinha. (fotografia ao lado de Sérgio Mourão/Fanpage Encantos de Minas)
     A agroindústria familiar fica na zona rural e é comandada por Ana Maria e pelo marido. Lá eles também cultivam as frutas utilizadas na produção dos doces. “São doces diferenciados pelo jeito artesanal de fazer, sem conservantes e com o doce da própria fruta tirada do pomar. Só compramos o abacaxi”, conta Ana Maria..
     O cultivo das frutas e a fabricação dos doces têm reforçado a renda familiar de dona Ana e do marido, que são aposentados. Além disso, a atividade gerou quatro empregos para pessoas do povoado onde está localizada a agroindústria. “É uma renda a mais que a gente tem”, afirma dona Ana, que possui uma clientela consolidada e pretende expandir ainda mais mercado.
Culinária é identidade mineira
     Segundo a superintendente de Gastronomia da Secretaria de Estado de (Setur), Nathália Farah, a gastronomia representa o resgate da história do estado e tem impactado o turismo em Minas Gerais. Ela cita pesquisas realizadas pela Setur: em 2013, a gastronomia era a imagem de Minas Gerais para 24% dos turistas, em 2014, o índice subiu para 33%.
     A valorização dos saberes e sabores regionais inclui a agroindústria artesanal de alimentos. O segmento é estimado em 1.153 estabelecimentos em Minas Gerais, a maioria formada de agricultores familiares. Destes, 37,2% processam leite, 24,6% cana de açúcar e outros 24% frutas e vegetais. (A fotografia ao lado é de autoria de Evaldo Itor Fernandes)
Qualidade e tradição
     O estímulo à produção de doces está vinculado ao trabalho da Emater e do IMA com as agroindústrias familiares. As ações são voltadas para orientações técnicas sobre o plantio da fruticultura, processo de produção dos alimentos, boas práticas, etapas para a certificação, informações que devem conter o rótulo e participação em feiras.
     Para a coordenadora técnica regional de Bem Estar Social da Emater-MG, Eugênia Mara Gonçalves, o mercado exige novas posturas do produtor. “Hoje o público quer ter segurança alimentar, quer saber a origem do produto, se é certificado. As informações precisam estar claras no rótulo. Então a gente trabalha com o produtor no sentido de mostrar as exigências do mercado e da legislação sanitária”.
     Ainda segundo Eugênia Mara, o papel do técnico é ajudar o produtor fazer as adequações do processo de fabricação, preservando uma receita que é tradição. “Defendemos uma cozinha mineira mais profissional, valorizando as tradições e a qualidade do produto”, conclui a técnica da Emater-MG.
     Os fabricantes de quitandas e doces também recebem informações sobre as formas de colocar os produtos no mercado seja por iniciativa individual ou por meio de cooperativa.
Para se profissionalizar
     A assistência aos agricultores familiares interessados em orientação técnica para fabricação e comercialização dos doces é oferecida gratuitamente pela Emater-MG.
     Basta o interessado procurar o escritório local mais próximo da sua casa. Endereços e telefones estão no site: www.emater.mg.gov.br.
Fonte da reportagem, exceto fotos:http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/doces-mantem-identidade-e-tradicao-da-culinaria-mineira