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terça-feira, 28 de novembro de 2023

Como as mulheres se vestiam no século XIX

(Por Arnaldo Silva) Saber como era a vida das mulheres, não só mineiras, como brasileiras em geral, no século XIX e anteriores, é uma curiosidade que todos temos. Como no século XIX a fotografia era rara no Brasil, embora existisse, era restrita a poucos. A base para nossa imaginação eram as gravuras feitas por artistas plásticos da época que hoje ilustram livros de história.
          Com base em gravuras existentes nesses livros e pinturas de artistas entre 1800 a 1860, é possível hoje refazê-las usando a IA. Foi assim, usando informações iconográficas disponíveis em livros de histórias e gravuras que retratam a vestimenta feminina dessa época, que Felipe Oliveira, editor da Paulistânia Caipira/@paulistaiacaipira, fez as imagens que ilustram essa matéria. Não é a reprodução 100% exata de como eram as feições e vestimentas das mulheres naquela época, já que pinturas não são reproduções exatas das feições e dos lugares pintados em tela. Mas as imagens em IA são bem próximas da realidade, além de nos permitir entender como as mulheres se vestiam, seus hábitos e costumes nos anos de 1800-1860.
          Nessa época, a cultura, a música, a vestimenta, as tradições, o linguajar, os modos e costumes tinham fortes influências da cultura bandeirante e tropeira. Minas Gerais, juntamente com Mato Grosso, Goiás, parte do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande Sul, fazia parte parte da área de abrangência e influência cultural da Paulistânia Caipira, expandida pelos bandeirantes e tropeiros por toda essa região. Minas Gerais, durante o Ciclo do Ouro, foi o Estado que mais recebeu bandeirantes e tropeiros paulista, por isso, recebeu uma grande influência da cultura caipira, não apenas na música, linguajar, mas na vestimenta, modos e costumes.
          Os costumes e modos de vestir dos bandeirantes e tropeiros naquela época, são bastante parecidos entre mineiros e paulistas, principalmente na vestimenta das mulheres, com pouquíssimas diferenças. Tanto as mulheres paulistas, quanto mineiras, principalmente nas regiões Sul de Minas, Triângulo Mineiro, Centro-Oeste e Região Central, tinha modos, costumes e vestimentas que pouco se diferenciavam.
          Seguiam a tendência da moda da época, como acontece até os dias de hoje. Segue-se uma moda, um estilo. Antigamente era assim também.
A influência dos modos e costumes caipira
          A vestimenta das mulheres mineiras, paulistas, goianas, mato-grossenses, paranaenses, catarinenses e gaúchas, teve influência da cultura ibérica com costumes castelhanos, presentes no cotidiano e costumes paulistas. Este estilo foi introduzido pelos colonizadores portugueses em São Paulo, entre os séculos XVI e XVI. Foi nessa época que teve origem a cultura caipira, que abrange os costumes, tradições, cultura, música, estilo de vida, de se vestir, fala, comer. Enfim, que abrangia todo o cotidiano da região de influência paulista, nessa época.
          Esse estilo foi se expandindo pela área de influência da Paulistânia Caipira, na medida que bandeirantes e tropeiros foram adentrando pelas regiões Sul do Brasil, Centro-Oeste e Sudeste. O estado que recebeu maior influência foi Minas Gerais, devido a descoberta de ouro no final do século XVII. Como consequência, dezenas de milhares de pessoas começaram a chegar à Minas Gerais para trabalharem na mineração. Em sua maioria, paulistas, em busca da riqueza do ouro.
          Foi nessa época que aumentou a influência da cultura caipira em Minas, bem como todos os seus modos e costumes. Uma das dessas influências era no modo de vestir das mulheres mineiras. Esse tipo de vestimenta, bastante estranha aos olhos de hoje, era normal entre a meninas, moças e mulheres daquele tempo, não só em Minas, mas nas regiões da presença da influência da cultura caipira.
Vestimenta de influência Ibérica
          As mulheres dessa época trajavam sempre roupas relativamente escuras e sóbrias, acompanhada de um manto de lã feltrado e preto, chamado de baeta. Completava ainda a vestimenta um xale ou sua mantilha preta, véu e rendas nas mãos, igualmente escuras. Essa vestimenta envolvia todo o corpo da mulher.
          Esse modo de vestir das mulheres foi introduzido no processo civilizatório português em São Paulo, e estabelecendo-se definitivamente com a União Ibérica (que foi unificação da Coroa Portuguesa e Espanhola que regeu a política dessas nações entre 1580-1640). Esse modo de vestir, bem como vários outros costumes, teve então a influência mesclada dos estilos português e espanhol, introduzido no cotidiano paulista entre os séculos XVI e XVII e expandido para a área de influência das entradas e bandeiras paulistas.
          Inclusive, os trajes que cobrem a imagem original e as réplicas de Nossa Senhora Aparecida, baseiam-se nos costumes e modo de vestir das mulheres dessa época.
          Esse tipo de roupa era usado aos domingos, feriados religiosos e em dias de missa. Eram roupas bastante sóbrias e com ares bem sombrios. Todo em tom escuro, com xale ou mantilha preta, véu e rendas, também em tons escuros. Cobria o corpo todo, deixando apenas à mostra o rosto e mãos da mulher.
          No dia a dia, as vestimentas eram também sóbrias, sem muita extravagância, mas usando outras cores além do preto, como o vermelho, nos xales, rendas coloridas e chapéus com laços e flores. Muitas das mulheres não dispensavam o cachimbo.
Impressões de cientistas e pesquisadores estrangeiros 
          Saint-Hilaire, cientista francês que teve autorização da Coroa Portuguesa para viajar pelo Brasil estudando e pesquisando a fauna, flora e costumes do brasileiro, quando esteve em São Paulo, conheceu e descreveu esse modo de vestir, deixando esse relato:
          "Em São Paulo, as negras e mulatas, e em geral as mulheres do povo, aparecem nas igrejas com a cabeça e o corpo envoltos em pano preto. As mulheres de classe mais elevada põem na cabeça e nos ombros uma mantilha de casimira preta com que escondem quase inteiramente o rosto, mantilha esta debruada de larga renda da mesma cor"
          Muitas mulheres paulistas, em pleno século XIX, apegavam-se às vestimentas e às posturas do tempo dos bandeirantes, e mesmo quem havia convivido com as novidades da Corte imperial, permanecia fiel aos confortáveis costumes dos primeiros séculos de colonização. A Marquesa de Santos, quando voltou a São Paulo depois do período de convivência com Dom Pedro I, fazia o uso destas vestes.
          Isabel Burton, esposa do célebre viajante inglês Richard Burton, conheceu-a, na década de 1860, pouco antes de sua morte.
          Isabel Burton conta que a marquesa, já idosa, se adaptara aos modos de sentar da velha São Paulo de Piratininga: “a última vez em que a vi, recebeu-me na intimidade de sua cozinha, onde sentava-se no chão, fumando, não um cigarro, mas um cachimbo”
          Visitando Guaratinguetá em 1822, Saint-Hilaire descreveu a vestimenta das mulheres: 
          "As mulheres pobres andam com as pernas e muitas vezes os pés nus, usam saia e camisa de algodão, e levam aos ombros uma capa ou um grande pedaço de pano azul ou preto, tendo à cabeça um pequeno chapéu de feltro em forma de prato"
          Além do cientista francês, outros ilustres pesquisadores e viajantes descreveram esse modo de vestir, como Carl Friedrich Gustav Seidler, um viajante suíço alemão, que em visita à São Paulo em 1825 fez essa análise sobre esse tipo de vestimenta:
          "...As senhoras e moças aqui se vestem de preto ou de cores variegadas, cada qual seguindo, quanto a cores, seu gosto pessoal e não os rigores da moda. Os povos meridionais(paulistas) sempre fizeram assim e é forçoso reconhecer que, nessa escolha, têm uma percepção segura. Veem-se as mulheres nas igrejas trajadas de modo belo e decente, com vestidos de seda preta, pesadamente ornados de vidrilhos ou com uma larga guarnição de encantadores babados.
          Não lhes falta o véu, flutuando como leve nuvem sobre as fartas madeixas e permitindo, como o leque, variadíssimos jogos. No teatro e nos bailes, aparecem com vestidos de gases policrômicos, cobertos de inúmeras flores e laçarotes de fitas, saiotes de cetim, corpete igual, bordado a ouro ou prata, rico diadema, flores e plumas nos cabelos em agradável combinação".

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Como era a vida e costumes no século XIX

(Por Arnaldo Silva) Como era a vida de mineiros, paulistas, paranaenses, goianos, mato-grossenses e serranos do Sul do Brasil e outros povos que surgiram sobre a influência direta das incursões de bandeirantes paulistas e tropeiros?          
          Goiás, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e principalmente Minas Gerais, receberam forte influência da cultura e tradições caipiras da chamada Paulistânia Caipira. A influência da Paulistânia Caipira pelas regiões sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil, teve início no século XVI e XVII, através das incursões de entradas e bandeiras pelos rincões brasileiros, e também de tropeiros, nos séculos XVIII, XIX e início do século XX.
Imagens em IA
          Hoje, a IA e informações icnográficas disponíveis, nos permite ter ideia de como era a vida, costumes, vestimentas e alimentação do nosso povo entre 1800-1860.
          As imagens que veem no decorrer do texto foram feitas pelo Felipe Oliveira da Paulistânia Tradicional/@paulistâniatradicional, por meio da IA.
          Buscou-se reprodução dos costumes do século XIX (1800-1860), para que assim possamos mergulhar no tempo de nossos antepassados. A base usada para a reprodução das imagens e entender a realidade dos bandeirantes e tropeiros dessa época foi o livro No tempo dos Bandeirantes, Belmonte.
          Não são imagens 100% fiéis à realidade daquele tempo, mas bem próximas da realidade vivida pelos bandeirantes, tropeiros, aventureiros e viajantes que deixavam suas origens pra se aventurarem pelo interior do nosso sertão, do nosso Cerrado e da nossa Mata Atlântica, desbravando matas, enfrentando intempéries naturais, perigos diversos e fundando arraiais e povoados pelo caminho. Muitos desses arraiais e povoados são hoje cidades.
A vida não era nada fácil
          Viagens longas em lombo de mulas e burros, dificuldades de alimentação, além de estarem em regiões de matas fechadas, numa terra ainda recém-habitada, viajando meses pelas picadas do nosso sertão, sem rumo ou destino certo, sem se voltariam.
          Homens e mulheres desbravando nosso sertão em busca de melhores condições de vida. Deixavam tudo para trás e se embrenhavam pelas trilhas e picadas abertas por povos indígenas.
          Andavam dias e até meses em lombos de mulas e burros ou mesmo a pé. Descalços, roupas sujas e rasgadas, barbas e cabelos longos. Não tinham comida e nem utensílios para prepará-las. Comiam do que encontravam na natureza pelo caminho, muitas das vezes, frutas e plantas tóxicas, além de enfrentarem pelo caminho ataques de indígenas hostis, onças, cobras e condições climáticas por eles desconhecidas.
Diferenças sociais
          Em lugares mais desenvolvidos, como as cidades que surgiram durante o Ciclo do Ouro em Minas Gerais, a situação era melhor, já que a riqueza que a extração mineral gerava, permitia melhores estruturas das cidades e condições de vida.
          Eram ruas calçadas em pedra, água vinda de chafarizes, casarões como mobiliário requintado, igrejas, comércio, mercados abastecidos constantemente por tropeiros que traziam e levavam cargas constantemente.
          Para a imensa maioria, formada por escravizados, alforriados e trabalhadores em geral, não era nada fácil a vida. Faziam suas casas em pau-a-pique e barro e viviam de forma bem precária.
Comiam com as mãos em cuias e cabaças
          Móveis e utensílios domésticos eram feitos por eles próprios, de forma rústica. Usavam cuias de cuité como pratos e colheres feitas com cavacos das próprias cuias.
          Esmaltados e talheres praticamente eram inexistentes nessa época. Poucas pessoas tinham acesso às panelas de ferro, pratos e talheres esmaltados. Eram itens que vinham da Europa, por isso, acessível a poucos.
          As cabaças eram secadas e transformadas em garrafas para armazenar água e café. A cabeça da cabaça, virava copo. Pratos eram feitos artesanalmente de barro. E quando não tinha pratos e nem colheres, usavam folhas de bananeiras e comiam com as mãos mesmo.
Como se vestiam?
          Quando conseguiam, fazia seus próprios sapatos, botas de cano longo e alpercatas, usando couro de boi. Mas a maioria andava descalça e vestiam trapos.
          Roupas eram feita por alfaiates, para quem tinha condições de encomendá-las. A maioria não tinha e quando tinha, era apenas uma ou duas peças apenas.
        Além disso, usavam roupas já bem gastas pelo tempo, por não terem condições de fazerem ou comprarem outras.
Lazer e diversão
          Mesmo com tanta dureza, se divertiam e se sentiam felizes. Na hora das refeições, tinha roda de viola, adoravam, cachimbos e cigarros de palha, além de apreciarem uma boa e longa prosa.
          Em dias de festas, como casamentos, aniversários, festas juninas ou religiosas, tinha muita cantoria, comida, cachaça, licor, quitandas e cantoria com a típica música caipira, presente em todas as regiões por onde os bandeirantes e tropeiro passavam.
          Viola e violão e as vezes, sanfona, estavam sempre nas bagagens de bandeirante e tropeiros, para cantarem e dançarem nas horas de folga e festas. (infelizmente a IA, não reproduz uma viola)
Foram os pioneiros
          Apesar da vida difícil, imaginando na visão de hoje, são esses que merecem nosso reconhecimento.
          Foram os pioneiros, abriram matas, construíram suas casas e comunidades no meio do mato. Preparam a terra, plantavam, criavam porcos, galinhas e gado.
          Estavam sujeitos a ataques de onças, lobos, animais peçonhentos, além de estarem sujeitos às doenças tropicais como machado guerreiro, malária, tétano, tifo, vermes, picadas de mosquitos, bichos do pé, tuberculose, lepra, etc. Qualquer doença, hoje curável, era fatal naquela época. Não existia remédios e muito menos médicos o suficiente para atender a população. Somente nas cidades e mesmo assim, restrito a fidalguia.
          O povo pobre contava com a sabedoria dos antigos, remédios caseiros e das benzedeiras, que eram sempre procuradas. 
Vida curta
          Nessa época, a expectativa de vida, devido a dificuldades de acesso ao conhecimento e tratamento médico, que era praticamente inexistente para a imensa maioria e condições de higiene inadequadas, era de 32 anos.
          As pessoas envelheciam cedo. Alguns viviam por muitos anos. Meu bisavó materno, pai de minha avó materna, morreu aos 32 anos, vítima de tétano. Já o meu bisavó materno, pai de meu avó materno, passou dos 100 anos. Dizem que morreu com 127 anos. Teve a sorte de não ter contraído nenhuma doença grave durante sua vida.
          As imagens que viram no decorrer dos parágrafos mostraram isso, mas também com beleza e romantismo, dando impressão de saudosismo e poesia no estilo de vida do mineiro e demais povos da influência da Paulistânia Caipira, entre 1800-1860, mas como puderam ver, a vida naquela época não era fácil mesmo e muito menos tão romântica como muitos acreditam que tenha sido. 

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

A venda do Cecé em Jaboticatubas

(Por Alexa Silva) Essa é uma típica venda mineira, também conhecida como armazém, fica em na histórica e tradicional cidade de Jaboticatubas MG, a 60 km de Belo Horizonte, na Serra do Cipó. Como toda vendinha do interior, tem de tudo...
          Café moído na hora, ovos caipira, fubá de moinho d'água, leite, queijo, rapadura, cerveja gelada, tira gosto, pinga, biscoitos caseiros, bolos, frutas, xampu, Presto-barba, soda cáustica, refrigerante, suco, vassoura, rodo, absorvente, água mineral, balde, fumo de rolo, galinha caipira, toucinho fresco, vela, papel higiênico, arroz, sal, açúcar, pão... Bem assim, tudo junto e misturado.
  
          Ahhh!!! Tava esquecendo o principal, tem Seu Cecé, dona Lia, e Nonô. Com atendimento maravilhoso, prosa boa, simplicidade, aconchego... Tudo tão lindo, tão simples, tudo tão Minas!
Texto e fotos da Venda do Cecé em Jaboticatubas de autoria de Alexa Silva/@alexa.r.silva

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Sabão de cinzas: tradição, origem e como fazer

(Por Arnaldo Silva) Lembramos com romantismo e saudosismo os velhos tempos na roça que nossos pais e avós viveram. A vida era mais tranquila, as famílias trabalhavam na roça, plantavam para comer. 
          Quase ninguém tinha dinheiro, mas não faltava nada. Plantavam e colhiam. Criavam galinhas e porcos. Tinha ovos, carne e gordura sempre. Roupas eram feitas na roda de fiar, com o algodão colhido que eles mesmos plantavam. (foto acima de @merceariaparaopeba em Itabirito MG)
           Não havia luz elétrica, usavam lamparina para iluminar a casa à noite. Na beira do fogão muita prosa, cachaça feita no alambique da comunidade e muitas quitandas. Tudo iluminado à luz de lamparina.
          Eram simples e a vida era simples. Mas não era fácil. A vida era dura, o trabalho era pesado. Começava antes do sol amanhecer e do galo cantar e encerrava depois que o sol se punha. Mas era um estilo de vida que deixou saudades, pela pureza e pela nostalgia. (foto acima do Igor Messias em Santana do Pirapama MG)
          Comparando com a realidade atual, não hesitamos em dizer que, mesmo sendo uma vida difícil, era melhor que a que temos hoje. E éramos mais humanos e as famílias mais unidades.
          Nossos pais e avós nos deixaram coisas boas desse tempo. Muitas delas estão em nossa memória e vida, mas outras foram esquecidas devido a modernidade. Uma dessas preciosidades esquecidas é o Sabão de Cinzas, também chamado de Sabão Decoada que é o processo de coar as impurezas da cinza antes de ser dissolvida na água.
O Sabão feito de Cinzas
          Passaram gerações e esse sabão acabou sendo esquecido e ao saber que existia, muita gente estranha existir um sabão feito com cinzas. Naqueles tempos difíceis, as famílias tinham que usar técnicas bem rústicas para manterem a higiene da casa e de si próprios. Sabonete e sabão, como conhecemos, existia, mas fora da alcance da maioria do povo que vivia no interior. Se não tinha como comprar sabão, faziam, aproveitando ingredientes bem fáceis e sem custo algum. (na foto acima, sabão de cinzas da @merceariaparaopeba em Itabirito MG)
          A cinza do fogão a lenha, água de cisterna e a gordura de porco, após o uso em várias frituras e já não estava mais boa para novas frituras.
          Não leva nenhum produto químico, como soda cáustica e nem precisa. Isso porque a cinza é rica em sais como o carbonato de potássio e o carbonato de sódio. Que dissolvida na água, exerce a mesma função da soda cáustica, com a vantagem de ser natural.
          Além disso, na cinza estão concentradas propriedades que tem a função de purificar e branquear. E o povo antigo sabia disso. Tanto é que as roupas claras encardidas, eram colocadas de molho com o sabão que faziam, com uma trouxinha amarrada com cinzas. No dia seguinte enxaguavam e colocavam para secar. A roupa ficava branquinha.
          A cinza é fácil de diluir em água porque concentra substâncias alcalinas, que são solúveis. Por isso mesmo, é usada desde tempos antigos para fazer sabão.
          Antigo que eu falo é antigo mesmo, não é nos tempos de nossos avós não. Há registros de sabão feito de cinzas há 2.800 anos antes de Cristo. Surgiu no oriente médio, na Babilônia. A arte de fazer sabão de cinzas passou a ser difundida na Europa pelos gauleses 600 anos a. C e principalmente durante o Império Romano.
Como fazer o Sabão de Cinzas
          O primeiro passo é preparar a decoada, que é mistura da água com cinza, misturada na gordura e aquecida no fogo até aprumar, ficando numa consistência bem grossa.
          Então vamos aprender fazer o sabão?
Você vai precisar de:
• 2,5 quilos de cinza de madeira
• 5 quilos de gordura de porco
• 5 litros de água de nascente ou cisterna.
Embalagem. Antigamente não embalavam o sabão, mas hoje, caprichosamente, como podem ver na foto acima, na Mercearia Paraopeba em Itabirito MG, passamos a embalar o sabão na palha da bananeira. Fica mais charmoso e bem no estilo antigo. Capricho de mineiro mesmo.
Dicas importantes:
- Não use a cinza de madeira de eucalipto porque, hoje, é uma madeira modificada geneticamente e nem de madeira de árvores transgênicas. Use a cinza da madeira nativa natural.
- Faça o sabão somente com a água de cisterna ou nascente. Não use água de torneira porque contém muito cloro e o sabão não vai prestar.
- Não use de jeito nenhum óleo de cozinha que temos em casa, comprados em supermercados, já embalados. São feitos com químicos e produtos transgênicos. É banha de porco mesmo, nada de óleo de soja, girassol, granola, etc.
- O sabão de cinzas bom é o feito com água, cinza e gordura de porco, natural.
Modo de fazer
- Recolha as cinzas, passe em uma peneira e retire as impurezas e gravetos não queimados.
- Faça a decoada, dissolvendo a cinza na água. Misture bastante até as cinzas se dissolverem por completo.
- Coe novamente na peneira para retirar o restante de cinza e impurezas.
- Coe também a gordura para retirar restos de alimento.
- Em um tacho, coloque a gordura. Quando estiver derretida, acrescente aos poucos a decoada e deixe fervendo por umas 2 horas. O sabão ficará na cor cinza escura.
- Demora, mas sempre dê uma olhada e mexa de vez em quando.
- Quando perceber que está adquirindo uma consistência bem firme, está chegando no ponto e mexa devagar, mas sem parar.
- Nesse ponto, mexa mais rápido até engrossar bem.
- Desligue o fogo e continue batendo até ficar uma massa dura.
- Deixe esfriar e em seguida pegue um punhado do sabão e comece a embolar, fazendo bolinhas.
- Enrole na palha da bananeira e amarre, como vê na foto acima da Mercearia Paraopeba/@merceariaparaopeba em Itabirito MG.
Prontinho. Está pronto um sabão ecologicamente correto que não afeta o meio ambiente.
Uma tradição ecologicamente correta
          Nossos avós diziam que esse sabão ajudava no tratamento de doenças de pele como as brotoejas, perebas, piolho, coceira, etc. Limpava mesmo a pele e ainda, deixava o cabelo lisinho, além de ajudar a combater a seborreia, prevenir cravos e espinhas.
          Mesmo sendo antigo, o sabão de cinzas continua a ser feito nos quintais das casas de nosso interior, como em Itabirito MG, encontrado na Mercearia Paraopeba e em várias outras cidades mineiras.
          Sabão de cinzas é tradição e sabedoria que ficou no passado, mas presente na vida de muitas famílias hoje que não dispensa esse sabão, usando-o na lavagem de utensílios domésticos, de roupas e também para tomar banho. Ah, e ainda usam a bucha vegetal, que é esfoleante natural e ajuda em muito na limpeza da pele.

quinta-feira, 25 de maio de 2023

10 castelos em estilos medievais em Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) Os castelos impressionam pela beleza, arquitetura, luxo, demonstração de poderio econômico, além da segurança, já que são verdadeiras fortalezas. Era esse o sentido original dos castelos. Segurança.
          Castelos povoam nossa mente, são cenários de filmes épicos, românticos da Idade Média período da história da Europa entre os séculos V e XV, quando os castelos passaram a ser construídos em números escalonados na Europa, a partir dos séculos 9 e 10, com o objetivo de proteger as construções e propriedades da invasão dos povos nórdicos.
          Eram construções rústicas em seus exteriores, com muradas altíssimas, em pedra sobre pedra, torres frontais e laterais, onde ficaram os sentinelas e arqueiros de prontidão para ataques, além de entradas com portões gigantes de ferro, fosso em torno do castelo, masmorras, enfim, toda estrutura de segurança para ataque e principalmente, defesa. (na foto acima, o Castelo Indaiá em Dores do Indaiá MG/Divulgação)
          O objetivo era proteger a morada do senhor feudal, bem como os trabalhadores e moradores do feudo, de invasores. Quando surgiam eles, o refúgio seguro eram os castelos, até os dias atuais.
          Sua origem antecede a Idade Média. O primeiro castelo construído no mundo foi há 3000 a.C. em Aleppo, na Síria. Mas os castelos se popularizaram mesmo foi na Europa, Medieval.
          Ao longo dos séculos, impressionantes castelos foram construídos para abrigos, proteção dos senhores feudais e moradia das realezas. São construções imponentes, gigantes, impactantes. São mostras claras da riqueza e poderio econômico, principalmente de reis, rainhas, príncipes, princesas, duques, duquesas, senhores feudais e todos os ricos desse período e até dos dias de hoje também.
          Hoje, esses castelos da Idade Média continuam nas mãos de monarcas ou foram adquiridos por particulares ou mesmo, se transformaram em museus e hotéis de luxo.
Castelos no Brasil e em Minas Gerais
          No Brasil e em Minas Gerais, especificamente, existem castelos em vários estilos, inspirados nos castelos europeus da Idade Média, mas com objetivos diferentes. Castelos foram construídos no Brasil desde o Brasil Colônia mas não com o objetivo de proteção contra invasores, mas por poderio econômico mesmo. Muitos foram construídos no século passado quando os cassinos eram legalizados no Brasil ou foram construídos na crença que o jogo seria um dia liberado no país.
          Com a proibição dos cassinos e jogos no Brasil pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, em 1946, os imponentes e enormes palacetes e castelos construídos, foram dando lugar a hotéis, resorts, pousadas ou mesmo, espaços para eventos e até museus. E ainda estão surgindo construções inspiradas nos castelos para serem pousadas ou hotéis, já que o estilo medieval dos castelos inspira romantismo, requinte e nostalgia. (na foto acima da Jane Bicalho/@sob_meu_olhar_janebicalho, o interior do Castelo do Café em Manhuaçu, Leste de Minas)
          Em Minas Gerais temos vários castelos e palacetes construídos em estilos diferentes inspirados nos castelos medievais. Durante a Idade Média, os castelos passaram por três estilos: bizantino, românico e gótico. Nas construções novas seguem um desses estilos ou os 3 deles em um só castelo. Vamos conhecer 10 castelos em Minas Gerais.
01 - Castelo do café em Manhuaçu
          A 290 km de Belo Horizonte, na região do Coqueiro Rural, em Manhuaçu MG, Leste de Minas, um imponente castelo foi construído em homenagem ao café. Sim, ao café.
          A bebida reina em nossos lares, só perde para água, principalmente em Minas, que é o maior produtor de café do Brasil. Por isso, nada mais justo que um castelo para homenagear a bebida tradicional dos mineiros e do brasileiro. (foto acima de Brunno Estevão)
          O castelo foi idealizado pela família Charbel, formada pelo casal Charbel e Rosely e seus filhos Davi e Salomão, proprietários das marcas Café Rei Davi e Café Salomão. (fotografia acima e abaixo da Jane Bicalho/@sob_meu_olhar_janebicalho, o interior do Castelo)
          Audaciosos, empreendedores e criativos, contaram com a experiência do arquiteto João Previero para transformar um galpão já existente no local em um castelo. Para fazer o projeto, o arquiteto se inspirou nos castelos medievais da Itália e da Baviera, na Alemanha.
          Surgiu assim construção única, com uma arquitetura ímpar, singular, impactante e majestosa em Minas. Em torno do castelo cafezais, jardins belíssimos e uma bela cachoeira, completam a beleza cênica do lugar.
          É um espaço temático dedicado ao café, bem como todas as transformações desde o cultivo, colheita, secagem, torrefação, envasamento e preparo da bebida. (nas fotos acima da Jane Bicalho/@sob_meu_olhar_janebicalho, detalhes do interior do Castelo)
          O espaço conta com dois andares e três blocos grandes com armazém, escritório, torrefação, laboratório de classificação e claro, cafeteria, onde o visitante poderá apreciar o sabor dos cafés de alta qualidade produzidos pela família. Com certeza será uma experiência única, digno da mais sofisticada realeza e do café.
02 - Castelo de pedras
          Construído em Sobradinho, na zona rural de Itamonte MG, no sopé de uma montanha na Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas.
           É uma construção em pedra sobre pedra, sem reboco em seu exterior, com torre, portas e janelas em estilo medieval , além de outros detalhes arquitetônicos que nos remonta aos tempos medievais. (Foto acima e abaixo cedidas pela fanpage Itamonte MG)
          O visual imponente do castelo e paisagem da Mantiqueira impressionam. Há poucas informações de quem construiu, quando foi e porque foi construído, mas sem dúvidas, é uma das mais belas construções do estilo em Minas Gerais e no Brasil.
          Em seu redor, uma imensa área verde nativa, muralha em pedras e um pequeno lago abastecido por nascente. É muito procurado para visitas e fotos, principalmente para books de casamentos, pelo romantismo e áreas medievais da construção em pedras e toda a natureza em redor.
          A cidade está a 430 km de Belo Horizonte, a 200 km do Rio de Janeiro e 270 km de São Paulo com acesso pela BR-381 e BR-354. Pode aproveitar ainda para visitar as estâncias hidrominerais de São Lourenço a 40 km e Caxambu a 50 km.
          Para chegar ao castelo, a estrada é asfaltada e o caminho da entrada até o castelo é uma subida calçada em pedras. O local hoje é uma propriedade particular e precisa de autorização.
03 - Grande Hotel e Termas do Barreiro
          Fica em Araxá MG, no Alto Paranaíba, cidade distante 367 km de Belo Horizonte. Iniciada em 1938, na época de auge dos cassinos no Brasil, a imponente construção com 9 pisos e cerca de 27,34 metros de altura, foi inaugurada em 1944 pelo então presidente Getúlio Vargas e Benedito Valadares, então governador de Minas na época.
          A propriedade é de responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG). Desde 2010, é administrado pelo Grupo hoteleiro Tauá, vencendo concorrência pública. Desde essa época o local é chamado comercialmente de Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá.
          Rodeado por fontes de águas termais, sulfurosas e radioativas e uma imensa área verde e jardins projetados pelo pintor e paisagista Roberto Burle Marx, a majestosa construção foi projetada pelo arquiteto Luiz Signorelli. (foto acima de Márcio Pereira/@dronemoc)
          A inspiração do arquiteto veio das construções coloniais da América espanhola, como exemplo na Venezuela e Colômbia. Seu exterior é revestido de barro avermelhado, que nas construções coloniais espanholas simbolizam a simplicidade. Além do estilo colonial espanhol, o arquiteto usou os estilos eclético e neoclássico predominantes na Europa nos séculos XIX e início do século XX.
        Em contraste com seu exterior, o interior do Grande Hotel é requinte puro, um luxo que impressiona desde a entrada, passando pelos enormes corredores, salões, estruturas em estilo Greco-romano, quartos e suíte presidencial, além do mobiliário de época, digno de cenário de novelas. Estar no Grande Hotel nos dá uma sensação de volta ao glamour do início do século XX.
          É um lugar dos sonhos pra qualquer um se hospedar e visitar, tanto pelos jardins, o Parque das Águas e principalmente pela beleza, luxo, requinte e glamour do Grande Hotel.
04 - Castelo Indaiá
          No Km 41 da rodovia MG-176, em Dores do Indaiá, cidade histórica com origens no século XVIII, no Centro-Oeste de Minas, a 255 km de Belo Horizonte, o Castelo Indaiá é um dos maiores atrativos da cidade e região.
          Imponente, majestoso e suntuoso, em cor branca com detalhes azuis nas torres, está situado em uma fazenda próximo ao perímetro urbano da cidade e atrai turistas de Minas e o Brasil para Dores do Indaiá. Foi construído pelo empresário dorense Alberto Ferreira de Faria, após retornar à sua cidade natal, em 1994. Antes, o empresário viveu em Belo Horizonte e Estados Unidos. 
          Nos anos 1990, discutia-se no país a volta dos cassinos e o empresário, como tantos outros, acreditava que o projeto que liberava os cassinos no Brasil seria aprovado. Baseado nessa expectativa, decidiu construir um castelo para jogos em sua cidade natal, Dores do Indaiá MG.
          A inspiração para a construção do castelo não veio do estilo medieval dos castelos europeus, como é comum, e sim, com um castelo que conheceu nos Estado Unidos, quando vivia nesse país. 
          O castelo começou a ser construído em 1994 e, mesmo com a não legalização do jogo no Brasil, o empreendimento foi concluído em 2002. Mas quando tudo estava pronto, Alberto Ferreira de Faria faleceu ao 66 anos, vítima de infarto.
          Após seu falecimento o Castelo Indaiá passou a ser administrado pelo casal Wesley e sua esposa, sobrinha do Alberto Ferreira.
          O complexo do Castelo Indaiá possui uma área de 30 mil m², com 5 mil m² de área construída. São dois castelos, um maior e outro menor. Um para eventos e outros para suítes. O principal, o maior, (na foto acima) possui 4 andares, amplo salão para festas e casamentos, além de ornamentação requintada e suítes.
         No castelo menor, sãos 6 suítes que comportam até 25 pessoas, alugadas apenas para pessoas do evento, sendo um casamento para os parentes, mas nunca para um casal só, somente, grupos. Em sua maior parte, as suítes são usadas durante o ano pela família dos proprietários. 
          É usado somente para eventos sociais, como festas de aniversários, Réveillon, casamentos, debutantes, jantares, almoços de confraternização de fim de ano e almoços de batizados, além de receber grupos para fins de semana e feriados.
          Além disso, no entorno dos castelos está um belíssimo lago, uma ótima estrutura para diversão, construções menores em estilo colonial e enxaimel como podem ver na foto acima e abaixo, além de área verde muito bem cuidada.
          É um lugar para momentos românticos, festivos e realização de sonhos como por exemplo, festas de aniversário ou casamento, revivendo assim sonhos de um evento único em um castelo, digno de reis e rainhas, príncipes e princesas. (As fotos do Castelo Indaiá são arquivos do Castelo Indaiá e cedidas pelo Wesley - Administrador)
05 - O Castelinho de Almenara
          Na cidade de Almenara, no Vale do Jequitinhonha, distante 744 km de Belo Horizonte, uma construção inspirada em castelos medievais, representa a beleza e o romantismo que o requinte dos castelos simbolizam em todo o mundo.
          É o Castelinho de Almenara, um dos principais atrativos da cidade e um de seus maiores bens culturais históricos. (na foto acima do João Avelar)
          Sua construção tem início no século passado, fruto de uma promessa de Olindo de Miranda à Eunice, por quem se enamorara.
          Se apaixonar, enamora-se por uma moça, sonhar em casar é normal, mas tem certas situações que impedem ou tentam impedir e por fim a esse sentimento. No caso de Olindo, sua paixão era a filha de Sabino Silva, na época Juiz de Direito da Comarca de Araçuaí, também no Vale do Jequitinhonha.
          O pai da moça era totalmente contra o namoro, mas Olindo, apaixonado por Eunice, não desistiu e lutou por seu amor e foi além, prometeu que se casasse com ela, construiria um castelo para os dois viverem.
          Determinado a casar-se com Eunice e aproveitando uma viagem a trabalho do juiz a Belo Horizonte, às escondidas, casou-se com Eunice na cidade de Itinga MG, também no Vale do Jequitinhonha.
          Já casados, em meados do século passado, cumpriu sua promessa. Aproveitou uma construção antiga que existia em sua propriedade, em forma de chalé e fez modificações para transformá-la em castelo, duas torre, dando à construção antiga, aparência de um castelo.
          Na torre central do castelo, está gravado o nome do casal Eunice e Olindo, preservando para a posteridade a história de um amor verdadeiro.
06 – Castelo do Bispo de Sá
          Localizado em Bueno Brandão, no Sul de Minas, a 471 km de Belo Horizonte, o Castelo Bispo de Sá entre as belezas naturais e arquitetônicas da charmosa, acolhedora e atraente cidade de Bueno Brandão.
          Cidade com tradições na gastronomia, na produção de cachaças, licores, fermentados e cafés, chocolates, vinhos e queijos finos de qualidade, além de belíssimas cachoeiras. (Foto acima e abaixo de Douglas Coltri)
          O Castelo Bispo de Sá é um dos atrativos da cidade e lugares mais visitados na região. Construção inspirada nos épicos castelos medievais, com estátuas de leões, armaduras de soldados medievais, mobiliário rústico e as tradicionais torres de vigia, características dos castelos europeus.
          É um tradicional espaço para eventos diversos como festas de casamentos, aniversários ou eventos sociais. Um lugar para quem sonha com um casamento, aniversário de 15 anos em um castelo que remonta os contos de fadas.
          Muito bem estruturado com ótima infraestrutura para eventos, com salão de festas com fonte de água, cozinha muito bem equipada, área externa com gramados, conforto, requinte e beleza cênica. Ótimo também para fotos e books.
07 - Castelo Líder
           Quem passa pela rodovia MG-050, próximo do trevo da BR-262, em Mateus Leme, a 60 km de Belo Horizonte, se depara com uma imponente construção com fachada inspirada nos castelos medievais, torres frontais e laterais. Para, admira e fotografa.
          É o Castelo da Mobiliadora Líder. Construído no final da década de 1970 pelo empresário João da Mata, proprietário da fábrica de móveis Líder, na cidade de Carmo do Cajuru, no Oeste de Minas, a 112 km de Belo Horizonte. O Castelo Líder de Mateus Leme é uma das lojas de móveis de fábrica da empresa que conta com outras lojas em Minas e também em outros estados. (foto acima do @arnaldosilva_oficial)
08 - Palácio da Liberdade
          Na Capital Mineira, uma imponente construção ladeada por uma bela praça e construções do início do século XX, inspiradas na arquitetura francesa, se destaca como uma das mais belas construções de Minas Gerais. É o Palácio da Liberdade, antiga sede do Governo de Minas, hoje espaço público aberto a visitação.
          Inaugurado em 1898, um ano depois da instalação da capital, foi projetado pelo engenheiro e arquiteto pernambucano José de Magalhães. Foi construído para ser a sede do Governo de Minas Gerais. (foto acima do Wilson Paulo Braz a fachada do Palácio e abaixo do Nacip Gômez, a sala de reuniões)
          À época, os arquitetos se inspiravam na arquitetura de um determinado país para fazerem seus projetos, mas com o Palácio da Liberdade foi diferente. Isso porque o arquiteto colocou um pouco da arquitetura estilos de vários países num só projeto, tanto na parte externa quanto na ornamentação de seu interior, fazendo uma mescla de traços e estilos da época de vários países europeus, em três pavimentos.
          O luxuoso palácio, teve inspirações nas construções dos castelos medievais europeus, mesclando estilos variados predominantes no século XIX como o estilo neoclássico, eclético e estilo Luís XVI, usando ainda traços do estilo mourisco, comuns em Portugal e Espanha, naquela época.
          Os belos jardins, monumentos, estátuas, chafarizes e ornamentações externas, foram inspirados nos jardins dos palácios da Alemanha e Bélgica. Além disso, para confirmar todo o estilo europeu do Palácio da Liberdade, a maioria do material usado na construção, mobiliário e ornamentações, foram importados da Europa, entre o fim do século XIX e início do século XX.
09 - Castelo Monalisa
Imponente e majestoso, o Castelo Monalisa foi construído pelo ex deputado Federal Edmar Moreira, falecido em 17 de março de 2023. Após seu falecimento, o imóvel foi herdado por seus filhos.
          Construído em Carlos Alves, distrito de São João Nepomuceno MG, Zona da Mata, distante 314 km da capital, cidade natal do ex deputado foi erguido em uma gigantesca área de 192 hectares de extensão, equivalente a 268 campos de futebol.(na fotografia acima e abaixo do Jair Barreiros, o Castelo Monalisa) 
           A área construída do castelo é também de proporções gigantescas. São 7.911,17 m² com 12 torres, 37 suítes com closet, cozinha industrial com capacidade para preparar refeições para até 200 pessoas, hall de circulação, vestiários para funcionários, ducha escocesa, bar, salão para churrasqueira, casa das máquinas, adega subterrânea para 8 mil garrafas, garagem coberta, capela, ar condicionado central e ainda parque aquático chafarizes, área verde e floresta de eucaliptos nos fundos do castelo.
10 - Pousadas em estilos medievais
          Para viver um conto de fadas no interior de um castelo não precisa ter um, basta se hospedar em um.
Em Monte Verde
 
          É o caso da Pousada do Castelo na charmosa Monte Verde, distrito de Camanducaia MG, no Sul de Minas, distante 473 km de Belo Horizonte. (na foto acima do Wellington Diniz)
          Construído no estilo dos castelos europeus, a Pousada do Castelo, como é chamada, é uma das mais atraentes da charmosa arquitetura europeia da vila mineira.
          Construção com torres, cômodos revestidos em pedras, mobiliário rústico, quartos com lareira, área verde, excelente café da manhã, enfim, estar no local é uma volta ao romantismo e glamour da época medieval, com a beleza da altitude da Serra da Mantiqueira, uma harmonia perfeita!
Em Pocinhos do Rio Verde
          Nesta mesma região, Sul de Minas, tem um lugar que lembra a rusticidade e o charme dos castelos europeus, embora a construção não seja propriamente um castelo mas o subsolo, como podem ver na foto acima fornecida pelo Gran Hotel/Summit Concept Pocinhos/Divulgação. Lugar ideal para noites românticas à luz de velas. Pocinhos é distrito de Caldas.
          É uma das mais famosas estâncias hidrominerais de Minas e estar no Grand Hotel, em seus salões enormes, construído e mobiliado nos estilos do início do século XX, é uma volta ao passado, ao glamour e romantismo puro.

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