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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Cruzília: a cidade do queijo e do Mangalarga Marchador

(Por Arnaldo Silva) A cidade foi erguida numa encruzilhada. Seu primeiro nome foi São Sebastião da Encruzilhada, mudou para chamou Encruzilhada e finalmente, Cruzília, carinhosamente conhecida por “Terra da Cruz”. 
          Faz parte do Caminho Velho da Estrada Real, integrando o circuito turístico das Montanhas Mágicas da Mantiqueira, no Sul de Minas. Faz divisa com os municípios de Baependi, São Tomé das Letras, Aiuruoca, Minduri e Carrancas. Está a 1010 metros de altitude, distante 384 km de Belo Horizonte e conta atualmente com cerca de 16 mil moradores. (foto acima de Vinícius Barnabé - @viniciusbarnabe)
          Cruzília se destaca em Minas Gerais por seu belo conjunto arquitetônico, principalmente a Matriz de São Sebastião, uma das mais belas igrejas de Minas, fazendas centenárias e históricas, belas paisagens. (foto acima de Jerez Costa) A economia na cidade se baseia em pequenos comércios, na indústria moveleira, na silvicultura, no beneficiamento de quartzito e na agricultura, em especial a pecuária leiteira.
          Cruzília se orgulha de ser o berço do Cavalo Mangalarga Marchador. (foto acima Tarcísio Alves) A criação da raça teve origem no início do século XIX, na Fazenda Campo Alegre, de propriedade de Gabriel Francisco Junqueira, o “Barão de Alfenas", que recebeu de Dom João VI um cavalo da raça Alter Real. Com esse cavalo, fez o cruzamento do garanhão com éguas comuns de sua fazenda, originando o que é hoje o Mangalarga, uma raça genuinamente mineira. A beleza, força, inteligência, docilidade e rusticidade dessa raça, fez com que outros fazendeiros investissem na criação de cavalos da nova raça, surgindo haras nas fazendas da região e se expandindo ao longo do tempo para outras cidades mineiras. Por sua elegância e leveza na marcha, a raça passou a chamar-se Mangalarga Marchador, hoje uma das principais raças de cavalo no Brasil.
          Por sua importância para a história da cidade, foi fundado na cidade em  2012, o Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, funcionando na Casa da Bela Cruz, uma construção de 1855, na Praça da Matriz da cidade. (foto acima e abaixo de Tarcísio Alves)
          O museu conta a história da origem e trajetória da raça Mangalarga Marchador com um vasto acervo de peças, vídeos e textos desde o início da criação da raça até os dias de hoje. 
          Outro destaque de Cruzília, são seus queijos. (foto acima de Tarcísio Alves) A qualidade dos queijos produzidos na cidade, pelo Laticínio Queijos Cruzília (Laticínios Cruziliense Ltda), dos irmãos Luís e Carlos Medeiros, se dividem em queijos de massa filada, queijos de massa cozida, queijos de massa semi-cozida, queijos de massa crua, queijos de mofo branco, queijos de mofo azul e queijos condimentados, vem chamando a atenção de Minas, do Brasil e do mundo. São premiações seguidas, estando entre os melhores queijos do Brasil desde 2009. Sua produção queijeira considerada atualmente a melhor do mundo, foi fruto de muita dedicação, estudo de receitas, pesquisas e investimentos em tecnologia. São queijos especiais, com sabores únicos, sem igual no mundo que vem ao longo dos anos, conquistando os mais finos e exigentes paladares no Brasil e no mundo. (foto abaixo de Tarcísio Alves)
          A empresa tem larga tradição no mercado, com produção diária de vários tipos de queijos finos, se destacando os queijos A Lenda, Reserva, o gorgonzola Azul de Minas e o Santo Casamenteiro, queijos esses de sabor sem igual com premiações nacionais e internacionais.
          O Queijo Casamenteiro (foto acima - Queijos Cruzília/Divulgação) é uma receita que surgiu nos mosteiros portugueses, guardada pelos monges locais. Em Minas foi aprimorada pelos queijeiros do Laticínio Queijos Cruzília, já que a tradição queijeira dos mineiros vem do século XVII. A arte de fazer queijos está veia e no sangue das famílias mineiras.
          A ideia era fazer um queijo com identidade própria e sabor único, com o equilíbrio dos sabores que os mineiros sabem muito bem como fazer. A partir do aprimoramento da receita original, surgiu o Queijo Casamenteiro, um terroir mineiro feito com uma mistura bem refinada do premiado queijo mofado gorgonzola Azul de Minas, uma pasta de queijo bastante cremosa, com acréscimo de nozes e damascos. Dessa combinação de sabores, surgiu uma receita diferente, única, sem igual no mundo.
          No rótulo do queijo tem a imagem de Santo Antônio, o famoso santo que ajuda pessoas a se unirem e formar famílias. A proposta do queijo é estar presente em todas as ocasiões que mereçam uma iguaria à altura, seja num almoço familiar, um jantar romântico, uma festa de noivado ou casamento. É um excelente acompanhamento com vinhos finos. Para ocasiões assim, nada melhor que um queijo de qualidade, requintado, de alto nível.
Premiações Internacionais recentes
          No 31º Concurso Mundial de Queijos, realizado em novembro de 2018 em Bergen, na Noruega, o queijo tipo gorgonzola, Azul de Minas, levou a medalha de prata, neste importante concurso internacional de queijos que contou com 3472 queijos inscritos de todo o mundo.
          Em 2019, na 32º edição desse mesmo concurso realizado desta vez na cidade italiana de Bergamo, o queijo Azul de Minas foi premiado novamente, com a medalha de prata. (foto acima Queijos Cruzília/Divulgação)
          Em junho de 2019, no tradicional Mondial du Fromage, o principal concurso internacional de queijos, realizado em Tours, na França, realizado a cada dois anos, os queijos de Cruzília foram agraciados com medalhas. Foram 56 medalhas para os queijos brasileiros neste concurso, sendo 50 medalhas somente para os queijos mineiros. Entre os 50 medalhistas mineiros estão o Queijo Cruzília 300 com medalha de ouro, o Queijo Cruzília Requeijão, com medalha de prata e o Queijo Cruzília Dagano, com medalha de bronze.
          Além das medalhas, o Laticínio Queijos Cruzília foi homenageado neste concurso pela 'Guilde Internationale des Fromagers' (ou Grêmio Internacional dos Queijeiros) pelo trabalho de vendas de queijos pela internet, investimento em qualidade e contribuição com a economia local realizado em suas respectivas cidades.
          Queijos Cruzília têm site e os detalhes e informações sobre os queijos produzidos pelo laticínio podem ser conferidas no site cruzilia.com.br

sábado, 20 de junho de 2020

A uva e as bebidas finas de Bueno Brandão

(Por Arnaldo Silva) Bueno Brandão é uma charmosa e encantadora cidade no Sul de Minas Gerais, a 1204 metros de altitude e 471 km de Belo Horizonte, fazendo divisas com os municípios de Ouro Fino, Monte Sião, Inconfidentes, Bom Repouso e Socorro no Estado de São Paulo. Seus poucos mais de 11 mil moradores vivem numa cidade privilegiada, rodeada por belíssimas paisagens naturais, e cachoeiras paradisíacas. O turismo ecológico é um dos destaques do município, além dos produtos artesanais, destacando vinhos de frutas, licores, geleias e cachaça produzidos no Sítio Asa Branca, do “Seu” Benedito, no bairro rural dos Fidêncios.
          O início foi em 2007 quando produtores se reuniram para plantar amoras. A produção do “Seu” Benedito foi muito grande. Sem ter um mercado para escoamento rápido de sua produção, optou por fazer vinhos com a fruta, produzindo inicialmente 200 litros de vinho de amora.
          O sabor, qualidade e a novidade, de um vinho feito com amoras agradaram, e logo “Seu” Benedito recebeu encomenda para produzir mais 1000 litros de vinho de amora.
          Percebendo que a iniciativa poderia prosperar e aproveitando a qualidade da terra dos seus quatro hectares que possui, investiu também no plantio de frutas diversas, como a framboesa, pitaya, figo, jabuticaba, pêssego, framboesa, café, além de outras frutas e cana. Foram plantadas também uvas tradicionais, das variedades Bordô, Isabel, Niágara Branca, Niágara Rosada e Jaquê, 
conhecida também por jaqué, jacquez ou jacquet é essa espécie da foto abaixo.
          O objetivo era produzir vinhos, licores e cachaça artesanais, de alta qualidade. Para chegar a esse nível, “Seu” Benedito procurou aprimorar seus conhecimentos em produção de frutas, vinhos, licores e cachaças, pesquisando e testando novas receitas. Com isso foi desenvolvendo identidades próprias para seus produtos, com receitas próprias, aprimorada ao longo do tempo, graças a seu esforço e busca da receita ideal, que identificasse seus produtos, como únicos.
          Assim nascia a vinícola Uva e Vinho Fidêncio produzindo hoje vinhos de mesa Bordô Seco; Bordô Suave e Bordô Demi-Seco; Rose Seco, Rose Suave e Rose Demi-Seco; Vinho Branco Seco e Vinho Branco Suave; além do Vinho de Amora Seco, Suave e Demi-Seco e vinho tinto de Jabuticaba.
          Na época da colheita das uvas para produção de vinhos, em caso de grupos chegarem ou marcarem horário, é liberado o processo de pisa natural da Uva pelos visitantes, que podem também conhecer o sítio e a produção dos vinhos, cachaça e licores, que embora seja artesanal, é feita com uso de máquinas industriais.
          Com as variedades de frutas que existem no sítio, são produzidos também licores de café, jabuticaba, amora, figo, pêssego, amora, além de geleias de amora, uvaia e uva.
          No Sítio Asa Branca também se produz mel e desse mel origina uma cachaça especial: a cachaça de mel. Não é cachaça com mel, mas cachaça de mel. É o mesmo processo de produção da cachaça com cana de açúcar, fermentada, mas no caso, o ingrediente é o mel, não tem cana na bebida. É uma bebida finíssima!
          Além da Cachaça de Mel, na vinícola é produzida ainda a cachaça tradicional, acrescida de outros ingredientes. Assim, são encontrados no sítio cachaça com mel, limão e gengibre; cachaça com cravo e canela; cachaça de banana e a cachaça Roxa Forte, que é uma bebida com gosto de café.
          No sítio é produzida também a Hidromel, bebida fermentada a base de água, leveduras e mel. Essa é a mais antiga bebida do mundo. Surgiu antes mesmo do vinho e da cerveja.
          Se gostou da Hidromel, em Bueno Brandão tem também a Lágrima da Uva, uma bebida extremamente fina, feita do néctar retirado do miolo da uva. No preparo é usado aguardente para parar a fermentação. A receita é um dos patrimônios gastronômicos de Bueno Brandão e tem inspiração na bebida portuguesa Jeropiga (não confundir com jurupinga). O resultado final é uma bebida saborosa, aromática, fina e com maior teor alcoólico que o vinho.

          Dando continuidade a sua criação, “Seu” Benedito resolveu criar uma bebida especial que homenageasse Minas Gerais e todos os mineiros. Pesquisou e criou um processo de produzir uma bebida a base de aguardente, com sabor diferente. Assim nasceu o Whisky Mineiro, uma cachaça madeirada. É a cachaça que passa por envelhecimento em três tipos de madeiras diferentes até chegar à cor e o sabor desejado.
          Bueno Brandão e uma cidade que te receberá de braços abertos. Cultura, história, gastronomia e paisagens deslumbrantes, além de oferecer aos visitantes restaurantes e pousadas aconchegantes. Bueno Brandão é muito além das cachoeiras.
Lembrete: Não é permitido o uso, consumo e aquisição de bebidas alcoólicas por menores. Beba moderadamente e se beber, não dirija.
As fotos são arquivos da Vinícola Fidêncio e informações foram repassadas pelo Douglas Coltri. Mais informações sobre a vinícola e Bueno Brandão, com Douglas Coltri no Departamento de Turismo: turismo.chefe@buenobrandão.mg.gov.br

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Conheça a cidade de Delfim Moreira

(Por Arnaldo Silva) Aos poucos, as cidades da Serra da Mantiqueira, vem se revelando para os mineiros e brasileiros. Com a “descoberta” de charmosas, pacatas e atraentes cidades na região, bem típicas do interior mineiro, turistas de todo o Brasil vêm à Minas conhecer vivenciar a vida no nosso interior, com simplicidade, hospitalidade, culinária , belezas arquitetônicas e naturais mineiras. (foto acima e abaixo de Geraldo Gomes)
          São cidades pequenas, emolduradas por belas paisagens, montanhas, cachoeiras, trilhas, mirantes, fazendas centenárias, culinária típica, tradições culturais e religiosas preservadas, igreja matriz, uma singela praça com coreto, um casario charmoso em redor, bares rústicos e até as antigas vendas onde se encontra de tudo, principalmente os nossos queijos e a famosa cachaça mineira, produzida em todas as cidades do Estado.
          Uma dessas cidades é Delfim Moreira, pequena cidade a 1200 metros de altitude, com cerca de 8 mil habitantes, na divisa com os municípios de Maria da Fé, Marmelópolis, Wenceslau Braz, Itajubá e também com os municípios paulistas de Campos do Jordão, Cruzeiro e Piquete. (foto acima de Geraldo Gomes)
          Sua arquitetura é diversificada por ser eclética e atraente, com construções coloniais, outras com traços do ecletismo do início do século 20. Chama atenção para construções no estilo tirolês, que é um estilo que mescla traços da arquitetura alemã com traços arquitetônicos austríacos, como se pode ver na foto acima do Geraldo Gomes, uma construção em estilo tirolês, com telhado 3 águas, e abaixo, casarão em estilo colonial, com telhado 4 águas. Na cidade há ainda construções modernas. Essa mescla de estilos arquitetônicos diversos, faz da pacata e charmosa Delfim Moreira, uma das mais belas cidades de Minas Gerais. (na foto abaixo, de Geraldo Gomes, ao fundo se vê a Fundação ROGE e a Escola Agropecuária)
           O nome da cidade é em homenagem ao advogado e político Delfim Moreira da Costa Ribeiro, (Cristina, 7/11/1868 – Santa Rita do Sapucaí, 1/07/1920), que foi deputado, secretário de Estado, Governador de Minas Gerais, vice-presidente da República, assumindo a presidência em 15 de novembro de 1918, com a morte do presidente Rodrigues Alves, vítima da Gripe Espanhola. Ficou no cargo até 28 de julho de 1919. 
          O município de Delfim Moreira está a 485 km de Belo Horizonte, com acesso pela BR-381 e MG-350. De São Paulo são 261 km, com acesso pela Via Dutra até o km 188, entrando na BR-459 entre Lorena e Itajubá e por fim, pegando a MG 350. (foto acima de Geraldo Gomes) 
          A história de Delfim Moreira tem início em meados do século 18 com a chegada de bandeirantes paulistas à região, em busca de ouro. Foi distrito de Itajubá, tendo sido emancipada em 17 de dezembro de 1938. Delfim Moreira guarda relíquias e história dos tempos antigos. (foto acima de Geraldo Gomes) O município foi um dos marcos da produção agrícola mineira como a produção de batata, leite e em especial, de marmelo, um dos destaques do município entre 1940 a 1970, tendo inclusive a cidade sediada uma das fábricas da Cica, para a produção da marmelada
            Atualmente, a cidade mostra ter um enorme potencial turísticos, graças ao frio, às suas belezas naturais como cachoeiras, rios e matas nativas, bem como charmosas, sua culinária, em destaque a famosa sopa de marmelo (na foto acima enviada pela Edméia Alkmin), patrimônio imaterial do município. A cidade possui ainda aconchegantes pousadas e hotéis, que atendem a todos os gostos e bolsos.
O SÍTIO SERRA DOURADA
          No bairro do Rosário, distante 9 km do Centro de Delfim Moreira, está o Sítio Serra Dourada. Emoldurado pela beleza das paisagens e montanhas da Serra da Mantiqueira. No sítio são produzidos desde 2010, mais de 40 espécies de hortaliças, azeitonas e frutas como morangos, maçãs, pêssegos, dentre outras espécies. A produção é destinada aos mercados Rio de Janeiro, São Paulo e com entregas de Cestas Orgânicas para consumidores na Região do Sul de Minas e no Vale do Paraíba, em São Paulo. Detalhe que a produção do Sítio é toda orgânica, destacando o Azeite ExtraVirgem Rosarium, atualmente um dos dois azeites no Brasil com certificado orgânico.
          Com o grande fluxo de visitantes, desde 2017 o sítio passou a oferecer café na roça. Ao mesmo tempo que conhecem as dependências do local, o visitante pode saborear as quitandas típicas da culinária mineira, num ambiente agradável, com construção em estilo tirolês. 
          Agora em 2019, o visitante tem a opção de hospedagem. Um chalé que comporta dois casais ou pequeno grupo de visitantes, está a disposição. Um motivo a mais para visitar o lugar e contemplar a beleza do pôr do sol, as estrelas e vislumbrar com o amanhecer na Serra da Mantiqueira. Mais informações, agendamentos de visitas e hospedagens podem ser obtidas pelo whatsapp: 35 9 9945477. (Fotos do Sítio Serra Dourada enviadas pelas Edméia Alkmin)
A TRUTA DA MANTIQUEIRA        
          Em Delfim Moreira e também nas cidades da Mantiqueira, existem diversos criatórios de trutas, peixe que se adaptou muito bem à região devida sua condição climática, altitude e topografia, sendo uma das principais fontes de rendas de famílias da região da Mantiqueira. Além de proporcionar belos pratos (na foto acima de Tonebide Maciel Silvério, enviada pela Edméia Alkmin), atrai visitantes para conhecer os criatórios e experimentar os pratos com a truta da Mantiqueira. 
O AZEITE E A FAZENDA VERDE OLIVA
          No município se destaca também a produção de azeite extra virgem, reconhecido e premiado no Brasil por sua altíssima qualidade, baixa acidez e por ser orgânico, tendo sido o primeiro azeite orgânico do país e agora com o selo Demeter, que é o selo biodinâmico. (foto acima de Mateus Ribeiro) É o primeiro azeite extra virgem biodinâmico do Brasil. Além de oliveiras, na fazenda são cultivadas outras frutas orgânicas. A fazenda recebe visitantes de segunda a sexta-feira, que poderão conhecer as dependências da fazenda e o processo de produção do azeite. As visitas são agendadas com antecedência. Mais informações no site: fazendaverdeoliva.com.br 
A CERVEJARIA ARTESANAL KRAEMERFASS
          Outro destaque em Delfim Moreira é a micro cervejaria Kraemerfass. Foi fundada pelo empreendedor Newton Litwinsky, cuja família é, de Santa Maria/RS e União da Vitória/SC, no Sul do país. O empresário instalou em Delfim Moreira sua fábrica de cerveja artesanal, unindo a tradição cervejeira da família, numa construção em estilo Tirolês que mescla a arquitetura alemã com a austríaca. (foto acima e abaixo de Geraldo Gomes)
          A construção inclui a fábrica de cervejas, um bar e restaurante, além de adega para as cervejas, produzida de acordo com a Reinheitsgebot de 1516, a Lei de Pureza da Baviera, sob supervisão do mestre cervejeiro, Evandro Zanini, de Treze Tílias/SC. 
PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS
FRIO: Cachoeiras, trilhas, rios, montanhas, matas nativas, arquitetura, manifestações populares e festas religiosas e folclóricas são atrativos de Delfim Moreira, além do frio, que atrai amantes do inverno para a cidade. As temperaturas ficam bem abaixo de zero, principalmente na zona rural onde oscila entre zero a – 8 graus, como pode ver na foto acima do Matheus Ribeiro, um dia de geada em maio de 2020, quanto os termômetros marcaram -7,2 graus. (foto acima de Mateus C. Ribeiro) 
FAZENDA DA BARRA: Construída no período da Escravidão em estilo português, é a mais antiga do município e uma das mais antigas da região. (foto acima de Geraldo Gomes)
NINHO DA ÁGUIA: É um dos principais atrativos turísticos do município por possuir várias quedas d´água formadas ao longo do trecho do Rio Santo Antônio, ilhas naturais, mirantes, piscinas formadas pelas águas do rio, além do acesso ser mais fácil e por trilhas, ótima para os amantes de uma boa trilha. No local tem estacionamento, bar, restaurante e área de lazer. (foto acima de Tonebide Maciel Silvério, enviada pela Edméia Alkmin)
MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SERRA CLARA: 
          Rodeado por belíssimas paisagens, com pomares, capela, jardins encontra uma belíssima construção, em estilo europeu. O lugar é calmo, tranquilo e transmite uma sensação de paz incrível. Construído para ser um mosteiro, abrigou a congregação dos Monges Beneditinos, tendo sido desativado e posteriormente, restaurado e adaptado para ser um hotel. Todas as características  originais do Mosteiro foram preservadas. Hoje é um dos mais aconchegantes e charmosos hotéis de Minas Gerais. (Foto acima e abaixo enviada pela Samanta Saran)
          Com o nome de Hotel Histórico AMSC, recebe grupos de interesse comum e promove eventos próprios. Cercado de belas paisagens da Serra da Mantiqueira, com vista para o vale da Água Limpa, oferece infraestrutura para atividades ao ar livre, salão multifuncional, capela memorial, 40 leitos, refeitório, 3 fontes, jardins internos e externos, cachoeiras privativas seguras, próprias para banho. (foto abaixo enviada pela Samanta Saran)
          Lagos, florestas, trilhas e cavalgadas para os mais aventureiros e um Spa para promoção do bem estar integral.
A FAZENDA BOA ESPERANÇA
          São 211 hectares com trilhas para Trekking, 7 cachoeiras em meio a Mata Atlântica nativa preservada. Lugar ideal para relaxar e descansar da vida agitada dos grandes centros. 
          Essa é a fazenda Boa Esperança, hoje um hotel fazenda que oferece conforto e o romantismo das serras mineiras. Além das belezas naturais, confortáveis, sauna e charmosos chalés, com vista para montanhas, piscina de água quente, com vista para na beira do rio, garantem inesquecíveis e românticos momentos. Lugar ótimo para casais apaixonados, em lua de mel, para quem gosta de estar em convívio pleno com a natureza ou mesmo para  comemorações de aniversário, casamento, etc. 
          A beira da Cachoeira Boa Esperança está o restaurante da Fazenda, servindo a comida típica mineira, valorizando o uso de alimentos orgânicos e também a deliciosa truta espalmada servida com batatas rústicas, uma das especialidades da Fazenda.
          Como bons mineiros, as riquezas produzidas no município são valorizados e prestigiadas,  podendo ser encontrados na Fazenda as trutas, azeites, pães, queijos, doces, geleias, frutas e verduras, laticínios, e toda a produção artesanal da região.  
As fotos do Hotel Fazenda Boa Esperança foram enviadas pela Samara Pineche. Informações e contatos da Fazenda pelos WhatsApp : +55 35 99720 8659 ou pelo pelo e-mail contato @fazendaboa.com
OUTROS ATRATIVOS DE DELFIM MOREIRA
          Além desses atrativos, o turista tem como opção conhecer o Hotel Fazenda Pousada do Barão: Túnel do Barreirinho; Parque da Cachoeira do Itagybá: Parque Cruz das Almas; Cruzeiro do Salto Mirante da Pedra Malhada; Mirante Cruzeiro do São Bernardo e Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade. (mais informações sobre a cidade podem ser obtidas na Secretaria de Turismo e Cultura: 35 3624-1679)

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Caldas: a Festa do Biscoito, turismo e vinho

(Por Arnaldo Silva) A tradição de fazer biscoitos de polvilho saiu das senzalas do século 18 em Minas Gerais para a nossa mesa. Os escravos preparavam os biscoitos, assando-os em fornos de barros para comerem.
          O cheiro e sabor do biscoito agradaram aos senhores, se popularizando, se transformando em tradição, ao longo de 300 anos. O biscoito de polvilho é hoje uma das principais quitandas mineiras. Só perde em preferência para o pão de queijo. (na foto acima a biscoiteira Cidinha/foto arquivo Prefeitura Municipal/Divulgação e abaixo, a biscoiteira Nair/foto Portal Descubra Minas)
          A tradição de fazer biscoitos em forno de barro, da mesma forma que há 300 anos, sobrevive em várias cidades mineiras, entre elas, Caldas, uma das mais antigas cidades mineiras, fundada em 27 de março de 1813.
          Com cerca de 15 mil moradores, Caldas é também uma das mais charmosas cidades de Minas Gerais. 
          Em Caldas, os segredos da culinária mineira, principalmente da arte de fazer biscoitos são transmitidos e preservados de geração em geração. (fotografia acima: Prefeitura Municipal/Divulgação - Festa do Biscoito)
          A tradição doceira e queijeira também são preservadas na cidade. Os doces e os queijos são divinos, bem como os vinhos finos produzidos na cidade vem se destacando a cada ano pela qualidade.
          Há mais de duas décadas, Caldas realiza a tradicional Festa do Biscoito, que acontece nos quatro fins de semana (sexta, sábado e domingo) do mês de julho. O evento é realizado em Pocinhos do Rio Verde, charmoso distrito e estância hidromineral, apenas quatro quilômetros do centro de Caldas. (na foto acima e abaixo, biscoitos feitos durante a Festa do Biscoito de Caldas. Foto arquivo/Prefeitura Municipal)
          A Festa do Biscoito é um dos mais importantes eventos gastronômicos e culturais de Minas Gerais, atraindo gente do Brasil inteiro para conhecer o modo tradicional de se fazer biscoitos, que são feitos durante a festa em fornos de barro instalados nas barracas, na presença dos visitantes. 
          Durante os dias de festa, são feitos mais de quatro mil biscoitos. Além da receita do tradicional biscoito de polvilho, alguns biscoitos são feitos com recheios como de pernil, calabresa, queijo, frango, etc. Uma novidade que agrada em muito os visitantes. 
Uva e vinho
          Durante a festa o visitante pode conhecer, além dos biscoitos, queijos artesanais, bem como licores, doces, compotas e, vinhos produzidos nas vinícolas da cidade e na Estação da Epamig (na foto acima Erasmo Pereira/Epamig), poderá conhecer o artesanato local que é riquíssimo. 
          A festa ainda é abrilhantada com vários shows, apresentações artísticas, espetáculos de dança, oficinas culinárias e outras atividades culturais. Tanto na cidade, no distrito de Pocinhos ou nas cidades vizinhas, o visitante encontrará ótimas pousadas e hotéis, bem como restaurantes de cozinha típica. (fotografia acima do Portal Descubra Minas)
          A Festa do Biscoito é tão importante para o município e região que foi tombada em 2013 como Patrimônio Imaterial de Caldas.
A Festa da Uva
          Além da Festa do Biscoito, Caldas ainda promove a Festa da Uva, em janeiro, com baile com eleição e coroação da Rainha da Uva com desfile em carros alegóricos pela cidade, exposição de uvas e produtos agroindustriais, comidas típicas, vendas de uvas, shows musicais e outras atividades culturais durantes os dias de evento.
          O visitante poderá ainda conhecer o Campo Experimental da Epamig em Caldas, podendo visitar ainda os parreirais, a vinícola e a adega. (na foto acima de Erasmo Pereira/Epamig)
Festas religiosas
          Durante o ano acontece em Caldas tradicionais festas religiosas como Folia de Reis, Reinado de Nossa Senhora do Rosário e da Padroeira, Nossa Senhora do Patrocínio.
          Outra festa tradicional em Caldas é a Festa do Arraial que acontece no feriado de Corpus Christi. É um evento que mostra todo o artesanato e gastronomia da cidade, tendo ainda concurso de dança de quadrilha, show musicais, apresentação de grupos de teatro. (foto acima: Portal Descubra Caldas)
          Em Caldas, o turista, além de poder apreciar vinhos de excelente qualidade, como o da foto acima, feita pela Ascom/Epamig e de outras vinícolas da cidade, além de aproveitar para conhecer as belezas naturais e arquitetônicas da cidade.
Principais pontos turísticos de Caldas
-  Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio e o quadro da Anunciação, pintado pelo artista plástico sueco Frederick Westin (Estocolmo 1782-1862). (fotografia acima: Portal Descubra Caldas)
- A Casa da Cultura (na foto acima/Portal Descubra Caldas)
-Igreja de Nossa Senhora do Rosário (na foto acima/Portal Descubra Caldas)
- A Fazenda da Epamig 
- A Pedra do Coração e Capela de Santa Bárbara (na foto acima de Johny Mazzilli/Portal Descubra Caldas)
-  Pedra Branca, Pedra do Tripui, Morro Grande e a Pedra do Frade (na foto acima/Portal Descubra Minas)
-  Morro do Galo e Igreja de Santa Terezinha (na foto acima/Portal Descubra Caldas).
- O distrito de São Pedro de Caldas (na foto acima/Portal Descubra Caldas)
- O Balneário de águas medicinais de Pocinhos do Rio Verde, onde estão concentradas as principais fontes de água do município. (na foto acima/Portal Descubra Minas)
- Córregos, nascentes, rios e várias cachoeiras paradisíacas (como a Cachoeira da Saudade, acima. Foto: Portal Descubra Minas).
- O charmoso distrito de Pocinhos do Rio Verde (na foto acima: arquivo: Prefeitura Municipal)
Descubra Caldas
          Caldas é um convite especial para os amantes gastronomia mineira, da natureza, esportes radicais e do romantismo, regado a um bom vinho e ao calor de lareiras. É um convite à saúde, proporcionada por suas águas medicinais. (na foto acima a cidade de Caldas/Portal Descubra Caldas)
          Uma cidade tradicional, com cenários idílicos em sua arquitetura e natureza, além de oferecer uma boa qualidade de vida a seus moradores, bem como possuir uma boa estrutura urbana para receber os visitantes. 
          O povo de Caldas é hospitaleiro e acolhedor. Descubra Caldas!
Pontos de referências
           Caldas foi fundada em 23 de março de 1839, é uma das mais antigas cidades do Sul de Minas. Está a 1300 metros de altitude acima o nível do mar e faz divisa com os municípios de Andradas, Poços de Caldas, Ibitiúra, Santa Rita de Caldas, Campestre e Bandeira do Sul.
Distância de Caldas das capitais:
- Belo Horizonte/MG – 464 km
- Rio de Janeiro/RJ – 460 km
- São Paulo/SP – 266 km
- Brasília/DF – 910 km
- Vitória/ES – 888 km
- Curitiba/PR – 637 km
Distância de Caldas para as cidades-polos regionais
- Poços de Caldas – 32 km
- Pouso Alegre – 75 km
- Uberaba – 400 km
- Juiz de Fora – 412 km
- Viçosa – 524 km
- Campinas – 172 km
- Ribeirão Preto – 232 km

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