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terça-feira, 5 de maio de 2020

As plantações de rosas em Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) As rosas não falam, mas conquistam corações. São flores admiradas no mundo inteiro. Seu perfume, sua delicadeza, sua beleza encantam e emocionam. (na foto abaixo, de Guilherme Augusto/@mikethor, fazenda de rosas em Andradas MG)
          Qual mulher não gosta de receber rosas? Poucas podem dizer que nunca foi presenteada com pelo menos uma rosa sequer na vida. Símbolo da paixão, da conquista e do amor, as rosas fazem toda a diferença em ocasiões especiais, seja como presente de aniversário, de casamento, numa conquista ou mesmo, como forma de pedir perdão. O homem romântico, que busca alegrar, agradar e conquistar sua amada todos os dias, prefere oferecer flores como presente, rosas, principalmente. Presentear alguém com rosas, é mostrar que a pessoa que as recebe, é especial. 
          Existem milhares de flores no mundo, com cheiros, perfumes e cores variadas, mas as rosas são as flores mais populares. Em qualquer arranjo floral, decoração de festas ou ambiente, dificilmente as rosas não estão presentes. Até mesmo na hora da dor da perda de um ente querido, essas flores estão presentes. O perfume das rosas suaviza a dor desse momento. 
          Rosas estão presentes na humanidade, da forma que conhecemos, há mais de cinco mil anos. Pertencendo a família Rosaceae e ao gênero Rosa L, são mais de 100 espécies de rosas existentes no mundo, em sua forma natural e outros milhares de espécies com cores que variam do negro, verde, azul, cinza, e até coloridas, obtidas através de cruzamentos híbridos e cultivares. 
          Uma simples rosa faz sorrir, um buquê pode derramar lágrimas de emoção, mas qual a emoção traria uma fazenda inteira só de rosas, aos milhares de várias cores, tamanhos e perfumes? Já imaginou?
          Sim, existem fazendas de rosas e ficam em Minas Gerais. O estado mineiro é o segundo maior produtor em área plantada de flores do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo. Nossas flores abastecem o mercado interno, brasileiro e exportadas para outros países, no caso, as rosas produzidas em Barbacena MG. 
          Além das flores ornamentais, em Minas Gerais, são produzidas ainda flores comestíveis como a capuchinha, o amor-perfeito e a calêndula, destacando essa produção na cidade de São João Del Rei MG, (na foto acima de Kiko Neto) no Campo das Vertentes. 
          Já em Santa Luzia, no Mosteiro de Macaúbas (na foto acima de Thelmo Lins), as freiras enclausuradas do mosteiro, produzem vinhos feitos com pétalas de rosas, tradição preservada á mais de 300 anos. É o famoso Vinho de Rosas de Macaúbas, tinto suave ou seco fino.
          As fazendas de rosas mineiras estão concentradas em Andradas, no Sul de Minas e em Barbacena e cidades em seu entorno, no Campo das Vertentes. São fazendas que plantam em larga escala, colhem e comercializam essas flores, gerando empregos, renda e impostos.
Rosas em Andradas MG
          A charmosa e atraente cidade de Andradas (na foto acima de Alexandre Pastre), distante 463 km de Belo Horizonte, na divisa com os municípios de Poços de Caldas, Caldas, Ibitiura de Minas, Santa Rita de Caldas, Ouro Fino, Jacutinga e Albertina, é conhecida por suas belezas naturais e como a Terra do Vinho, tradição que surgiu na cidade no início do século XX, com a chegada de imigrantes italianos. As vinícolas da cidade produzem vinhos finos, de qualidade. Em Andradas também se produz cafés especiais e azeites, tendo o Azeite Borriello, premiado e reconhecido no Brasil e no mundo pela sua qualidade, sendo comparado às melhores marcas dos azeites europeus. 
           Outro destaque que pouca gente conhece, é que em Andradas existem várias fazendas de rosas (na foto acima, de Guilherme Augusto/@mikethor, uma dessas fazendas), plantadas em dezenas de hectares por vários produtores de rosas, organizados na Associação dos Produtores de Flores e Plantas em Cultivo Protegido da Serra de Andradas e Região (ANDRAFLORES). São cultivados cerca de 29 variedades de rosas, da linhagem europeia, nas terras do município e nas cidades próximas. As rosas vermelhas, brancas e amarelas se destacam nas fazendas da Serra de Andradas e região, com tendência de crescimento a cada ano, já que rosas são especiais, sempre presente na vida das pessoas e é um presente muito lembrado em dias especiais como Dia das Mães e dos Namorados.
As rosas de Barbacena
       As rosas fazem parte da cultura de Barbacena desde meados do século XX (fotografia acima de Igor Messias). O município é um dos mais antigos importantes de Minas Gerais e faz parte da história do Brasil. Hoje, Barbacena é conhecida como a “Capital das Rosas”. São vários produtores de rosas, cultivando dezenas de variedades da flor, tanto em Barbacena, quantos nas cidades vizinhas, como Alfredo Vasconcelos MG.
          A rosa é tão importante para Barbacena que todos os anos, geralmente no mês de setembro, acontece na cidade a Festa das Rosas, tradição desde 1968. A Festa das Rosas de Barbacena é hoje um dos principais eventos de Minas Gerais, atraindo gente de todo o país e também do mundo, para conhecer as rosas e a festa em si, que é cheia de atrações como estandes de flores, shows musicais, comidas típicas, desfiles, baile de gala onde acontece a eleição da Rainha das Rosas, Brotos e Brotinhos de Rosas, com desfile das eleitas e de todas as candidatas pelas ruas das cidades em carros todos decorados com as flores.
A simbologia das rosas
          Especiais, apaixonantes, perfumosas, as rosas compõem o imaginário das pessoas, sempre voltada para o bem estar, alegria, felicidade, amor e suavidade. Veja as principais rosas que existem, são centenas de espécies e sua simbologia, adquirida ao longo os milênios, não dá para colocar todas, mas essas são as mais comuns e populares. 
· Rosas vermelhas: paixão, amor, respeito, adoração.
· Rosas vermelhas com amarelas: felicidade .
· Rosas amarelas: diz-se que podem significar amor por alguém que está a morrer, ou um amor platônico, ou amizade.
· Rosas brancas: reverência, segredo, inocência, pureza e paz.
· Rosas cor-de-rosa: gratidão, agradecimento, o feminino (muitas vezes aparece simbolizando o útero em algumas culturas).
· Rosas vermelhas com brancas: harmonia, unidade.
· Rosas laranja: entusiasmo e desejo.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Marmelópolis mantém viva a tradição do marmelo

(Por Arnaldo Silva) A cidade tem marmelo no nome em razão da fruta ser abundante em suas terras. Seu nome original era “Queimada”, quando ainda era distrito de Delfim Moreira, no Sul de Minas.
          Boa parte das plantações de marmelo ficou no município, quando sua emancipação em 1962, por isso a cidade adotou este nome, pela abundancia e tradição do cultivo do marmelo e produção de marmelada no antigo distrito de Queimada, hoje Marmelópolis. Polis = cidade, ou seja, “Cidade do Marmelo”. (fotografia acima do Renato Ribeiro/@jrrenatoribeiro com a fruta no pé, no perímetro urbano da cidade)
          Marmelópolis faz divisa com Delfim Moreira, Virgínia e Passa Quatro no Sul de Minas e Piquete e Cruzeiro em São Paulo. A cidade é pacata, charmosa, aconchegante, muito atraente e conta menos de três mil moradores, simpáticos, gentis e muito hospitaleiros. É uma típica cidade do interior mineiro. (fotografia acima de Jair Antônio Oliveira)
           Além do marmelo, da sua exuberante natureza, como cachoeiras, matas nativas de araucárias e áreas naturais preservadas, o frio é um dos atrativos da cidade. É uma das mais frias de Minas Gerais e o inverno é bastante rigoroso, com geadas constantes, transformando a paisagem local de forma notável. Nos dias e noites de inverno a pequena cidade da Mantiqueira, lembra as charmosas pequenas cidades portuguesas. (fotografia acima de Jair Antônio Oliveira)
          Esses atrativos atraem turistas para a cidade, que buscam vivenciar a natureza plena, bem como curtir o charme de uma tradicional cidade do interior mineiro, e experimentar a famosa truta da Mantiqueira (na foto acima de Jair Antônio Oliveira, do Restaurante Monte Moriá), a tradicional marmelada, suco de marmelo, a manteiga GHEE sem lactose e sem colesterol ruim e outros pratos deliciosos feitos com o marmelo.
A origem do marmelo
          O marmelo (na foto acima de Jair Antônio Oliveira) tem sua origem no Oriente Médio se expandindo para o restante do mundo através da Grécia. É uma fruta muito apreciada no Oriente Médio há milhares de ano. Acredita-se que a fruta já existia no paraíso de Adão e Eva. In natura tem o sabor um pouco ácido, por isso é mais consumida em forma de sopa, compota, geleia, licor e doce, a famosa marmelada. Sua aparência lembra muito a pera e a maçã.
          Quando do pecado homem, citado na Bíblia, foi oferecida uma fruta. A mitologia diz que foi uma maçã, mesmo a fruta não sendo de origem desta região e nem o nome da fruta é citada na narrativa bíblica, as ilustrações do fruto proibido mostra uma maçã. Se a narrativa bíblica se referir mesmo a uma fruta real, com certeza, a fruta do pecado original seria o marmelo, pelo fato de ser uma fruta comum na região e com sua origem onde a passagem é narrada.
 O resgate do cultivo do marmelo 
          O marmelo foi introduzido no Brasil pelo português Martin Afonso de Souza em 1532, se adaptando muito bem à região Sul do país e no Sul de Minas. (na foto acima de Jair Antônio Oliveira, a flor do marmeleiro) O cultivo do marmeleiro foi introduzido na região da Mantiqueira entre os séculos XIX e XX. Somente em Marmelópolis, foram plantados mais de mais de dois milhões de pés, tornando a cidade a maior produtora da fruta no país, bem como o maior produtor de marmelada.
          Entre as décadas de 1940 e 1970, no auge da popularização da marmelada, existia na região mais de 20 indústrias atraídas pela grande oferta da fruta. Entre essas fábricas, uma delas era a gigante Cica, que hoje não existe mais. Onde funcionava a fábrica da Cica, é atualmente a sede da Prefeitura de Delfim Moreira.
          O fechamento das empresas foi gradativo, tem seu auge na década de 1980. (na foto acima de Renato Ribeiro, uma dessas fábricas fechadas, em ruínas) Um dos fatores que levaram ao fechamento das fábricas foi a industrialização de outros doces em Minas e no Brasil, como por exemplo, o doce de leite e de frutas diversas, como a goiabada. Com isso a produção de marmelada na região foi reduzindo, bem como o plantio da fruta, chegando ao fechamento das empresas existentes na cidade. Hoje resta existe apenas uma única fábrica de marmelada na cidade e o cultivo da fruta restringido a pequenas propriedades.
          Mas essa realidade vem mudando com a retomada da produção de marmelo no município, por iniciativa da família do Moisés Ribeiro Cunha, proprietários da única fábrica de marmelo atualmente na cidade. O objetivo é resgatar uma das mais antigas atividades agrícolas de Minas Gerais, e devolver à cidade o posto de terra do marmelo, aumentando a produção da fruta e da marmelada. (foto acima de Jair Antônio Oliveira)
          A iniciativa vem entusiasmando alguns produtores e reanimando os antigos, que estão fazendo novas plantações ou mesmo recuperando antigas plantações, bem como ampliando a área de plantio.
          É uma forma de manter viva a tradição do marmelo na cidade, cuja produção da marmelada foi de grande importância para a economia local, bem como fez de Minas Gerais um dos grandes produtores do doce Brasil. (na foto acima de Renato Ribeiro, plantação de marmelo no município)
          O povo mineiro tem no sangue o amor por sua cultura e faz parte do nosso povo esse instinto de conservação. Marmelópolis está se recuperando, voltando a ser a cidade do marmelo e da marmelada.
          O povo da pacata Marmelópolis lembra com saudades, do cheiro da fruta, do doce tilintando nos caldeirões das antigas fábricas, da fartura nos tempos da colheita da fruta.
          Esse mesmo povo não está apenas na saudade hoje. Estão reagindo e trazendo de volta a cultura do marmelo.
A Festa do Marmelo
          Um dos eventos que ajudam na divulgação da cidade, bem como incentivo na produção do marmelo e produção de seus derivados, é a tradicional Festa do Marmelo de Marmelópolis, que acontece no outono, geralmente nos fins de março para início de abril. (na foto abaixo, de Cássia Almeida, visitantes esperando a abertura do salão para conhecer os produtos derivados do marmelo e artesanato, na Festa do Marmelo em 2019)
          A cidade com menos de três mil habitantes praticamente triplica nos dias da festa. No evento, o visitante conhece todos os produtos feitos com marmelo, como sopa, licor, geleia, compota e claro, marmelada, além dos produtos derivados do leite e azeites orgânicos, tradicionais na região. O visitante terá oportunidade ainda de conhecer o artesanato local, a culinária típica da cidade, como a truta da Mantiqueira e pinhão, além dos pratos da cozinha mineira. Durante os dias de festa há apresentações de oficinas culturais e ainda a apresentação de bandas regionais que cantam e tocam em estilos diversos com o Sertanejo Raiz, Pop Rock, Jazz e MPB. (na foto abaixo de Renato Ribeiro, show musical com grande presença de público durante a Festa do Marmelo)
          Marmelópolis fica a cerca de 460 quilômetros da capital Belo Horizonte, 255 quilômetros de São Paulo e 305 do Rio de Janeiro.
Os benefícios do marmelo e receitas tradicionais
          Consumida in natura ou em forma de chá, ajuda no combate a aftas, males da gengiva, inflamações estomacais e dores na garganta. Por ter ação antisséptica e antiespasmódica, ajuda no combate a casos de enjoos e vômitos. É ainda calmante, ajuda no tratamento de queimaduras, cólicas e problemas pulmonares.
          No Brasil é consumida como chá, com a infusão de suas folhas, in natura e principalmente em forma de marmelada.

sexta-feira, 13 de março de 2020

A cidade que recebe turistas o ano todo

(Por Arnaldo Silva) São Tomé das Letras, no Sul de Minas, recebe todos os dias turistas que vem de todo o Brasil e também do mundo. Chegam ônibus, motor-homes, caravanas, vans e até de motos. Mas por que a cidade recebe tanta gente assim? (foto acima de Rodrigo Firmo/@praondevou)
          São Tomé das Letras é uma mistura da mineiridade de nossas típicas cidades interioranas, com tradições, cultura e culinária mineira, mas também, seu ar rústico, sua arquitetura em pedra, sua altitude de 1227 metros, bem como sua exuberante natureza, as formações rochosas, o misticismo e supostas aparições de Ovnis. Esses são os diferenciais que tanto atraem turistas para a cidade. A cidade é singular, totalmente única no Brasil. (foto acima de Sérgio Mourão)
Artesanato e cultura
          Tem também o artesanato riquíssimo em qualidade e detalhes, em sua maioria voltada para temas místicos, como incensários, magos, apanhadores de sonhos, camisetas estilizadas, sinos do vento, duendes, panelas e lembranças feitas de pedra, encontrados tanto na rua, quanto em diversas lojas da cidade. A arte dos artesãos letrenses impressiona. Dificilmente alguém sai de São Tomé das Letras sem levar o artesanato local para casa. (fotografia acima de Jorge Nelson)
Lugar de sossego e paz
          Quem vem a São Tomé, busca sossego, tranquilidade, arte, meditação, contato com a natureza e também com Extraterrestres. Segundo os místicos, a cidade é considerada um dos sete pontos energéticos da Terra. Por isso São Tomé das Letras atrai tantos adeptos do esoterismo, sendo essa crença, uma das responsáveis pela fama de "Cidade Mística" que São Tomé tem. Tanto é que a cidade respira o esoterismo e misticismo em sua arte, artesanato e arquitetura. (foto acima de Alexandra Dias, o Vale das Borboletas)
A cidade 
          A cidade é tranquila, muito aconchegante, com ótimas opções gastronômicas e uma rede hoteleira muito boa, com pousadas decoradas com a identidade mística local, com artesanato, símbolos esotéricos presentes nas fachadas e até mesmo nos quartos. (fotos acima de Jussara Juvohai)
          Além de muito conforto, muitas pousadas da cidade contam com lareiras, já que o inverno na região é bem rigoroso. É nos feriados e principalmente no inverno que a cidade fica mais movimentada. Fora das altas temporadas, o turista nem precisa agendar com antecedência reservas nos hotéis e pousadas de São Tomé. 
          Uma dessas pousadas é a Pousada dos Anjos localizada à Rua Marcionílio R. Costa - 314. Em pedras e no estilo característico de São Tomé das Letras, a pousada oferece uma vista espetacular da cidade, além de conforto com requinte e acomodações inspiradas no misticismo da cidade. O contato é com a Vânia Pereira pelo Instagram: pousadadosanjos.stl ou peloWhatsapp:(35)991658851
O que fazer em São Tomé?
          São muitas opções, dezenas. Para quem quer contato pleno com a natureza e acampar, a cidade tem ainda opções de camping.
          Além de sua beleza arquitetônica (foto acima de Jerez Costa), o turista tem várias opções de passeios como conhecer o charmoso distrito de Sobradinho, a Gruta São Tomé, Gruta do Carimbado, a Rua do Amendoim, Casa da Pirâmide, formações rochosas que lembram feições humanas como a Pedra da Bruxa, as cachoeiras da Lua, Eubiose, Véu de Noiva, Paraíso, Borboletas, Antares entre outras. Têm ainda corredeiras como Shangri-lá, a de Sobradinho e agora, descobriram o Poço Secreto, outra opção de lazer para os letrenses e turistas. (na foto abaixo de Lucas Vieira, a Cachoeira da Lua)
          Para chegar a esses lugares, o caminho é por estrada de terra, mas em boas condições de tráfego. Trilheiros em motos e bikes são comuns pela região, já que existem muitas trilhas. 
A Pirâmide
          O grande prazer do turista é subir na pirâmide (na foto acima de Rodrigo Firmo/@praondevou) e ficar contemplando as estrelas ou sentado sobre as formações rochosas de quartzito, mineral abundante na região. O pôr do sol em São Tomé é mágico. Geralmente, no segundo sábado de cada mês, acontece no local o "Pôr do Rock” com apresentações de banda de rock ou mesmo os turistas que levam seus instrumentos, cantam e dançam livremente.
A noite em São Tomé
          A noite em São Tomé têm ainda como destaque seus bares, muito aconchegantes, com música ao vivo e muito procurada pelos turistas. (fotografia acima de John Brandão/In Memoriam e abaixo de Robson Rodarte/@robson.rodarte, a Pirâmide em noite estrelada)
          A cidade é pequena, com menos de 10 mil habitantes e o turista pode conhecer toda a cidade e suas belezas naturais num de semana, mas quem vai a São Tomé, volta, porque se encanta com a magia e encantos naturais da cidade.
Vivencie São Tomé
          Estar em São Tomé das Letras é como se estivéssemos numa pacata cidade mineira, misturada com o charme das construções medievais em pedra sobre pedra, a beleza natural mineira e a magia Celta. É um pouco de tudo isso, por isso encanta tanto e atrai tanta gente de todo o Brasil e do mundo. (foto acima e abaixo de Vânia Pereira e abaixo de John Brandão/In Memoriam)
Como chegar?
            São Tomé das Letras fica a 308 km de Belo Horizonte, pela BR 381. Quem vem do Rio de Janeiro são 340 km, pelas BRs 116 e 354 e de São Paulo, são 350 km, pela BR 381. A cidade faz divisa com os municípios de Três Corações, Cruzília, São Bento Abade, Conceição do Rio Verde, Baependi e Luminárias.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Maria da Fé: a cidade mais fria de Minas

(Arnaldo Silva) Maria da Fé, no Sul de Minas, é a cidade das oliveiras, terra do azeite, da batata e das cerejeiras. A sede do município, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), é a mais fria de Minas Gerais.
          Com cerca de 15 mil habitantes, a cidade tranquila, aconchegante, arborizada, com belas praças, um charmoso casario e propicia aos visitantes eventos típicos de uma cidade do interior de Minas como culinária típica, festival de viola, festival de inverno, Noite do Livro, Folia de Reis, Dança de São Gonçalo, Dança de Catira e um artesanato feito com fibras das folhas da bananeira valiosíssimo. A cidade oferece aos visitantes aconchegantes pousadas, bem como bons restaurantes. (fotografia acima de William Siqueira/Epamig)
          O grande destaque de Maria da Fé (na foto acima de Rinaldo Almeida) é seu povo de bom coração, atencioso e caloroso. Frio na cidade é apenas do tempo mesmo. Seu povo é cheio de calor humano, além de Maria da Fé, ser uma cidade apaixonante, com belezas arquitetônicas atrativas em seu casario e tendo como destaque a bela Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, com pinturas do artista plástico italiano Pietro Gentilli, (na foto abaixo de Gislene Ras)
          Este artista tem ainda trabalhos em Mariana MG. Ainda como atrativos, a cidade tem a Casa do Artesão, a Praça da Estação onde tem uma lembrança da Maria Fumaça, o Centro Cultura onde o visitante tem a disposição informações sobre a histórica e pontos turísticos do município.
          O intenso frio de Maria da Fé atrai turistas vindos de todo o Estado e também do Brasil, quem vem à cidade para contemplarem a beleza dos campos cobertos de branco pelas geadas rigorosas no inverno e brincar com o gelo. Dá para fazer até boneco como pode ver na foto acima, do Willian Siqueira/Epamig. Mas porque faz tanto frio em Maria da Fé?
          Maria da Fé está a 1258 metros de altitude, na Serra da Mantiqueira, sendo o seu ponto mais alto o Pico da Bandeira com 1623 metros de altitude (homônimo do outro pico, em Alto Caparaó MG), A paisagem é montanhosa, com 88% da área do município formada por “mares de morros”, sendo boa parte constituída por rochas sedimentares formadas ao longo dos milhões de anos por areia, argila, calcário, arenito e granitos. (foto acima de Rinaldo Almeida e abaixo de Pedro Henrique Moura/Epamig)
          A localização de Maria da Fé está entre as zonas de convergências climáticas entre São Paulo e a região Sul do Brasil. Quando a massa de ar frio se desloca do Sul do país para o sudeste, chegando pelo Norte de São Paulo, na região de Campos do Jordão, se desloca para Minas a partir dessa região. O primeiro município mineiro nessa convergência é Maria da Fé que graças ao seu relevo, altitude e montanhas rochosas, tornam as condições propícias para que a massa de ar fria se mantenha inalterada por um bom tempo, prolongando o frio.
          Ou seja, a massa de ar fria chega sem muitas alterações, no seu ponto de convergência em Minas, Maria da Fé (na foto acima de Cássia Almeida). Por isso que é a cidade mais fria de Minas Gerais. Quando essa massa de ar frio se desloca de Maria da Fé para outros municípios, a temperatura vai reduzindo um pouco, mesmo assim, bem baixas no restante da Região da Mantiqueira e Sul de Minas, chegando abaixo de zero nos municípios próximo a Maria da Fé. (fotografia abaixo de Pedro Henrique Moura/Epamig)
          A menor temperatura registrada em Maria da Fé foi em 21 de agosto de 1981, quando o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) registrou - 8.4° C. Não foi somente a menor do município, mas de Minas Gerais, registrados até os dias de hoje.
          A segunda menor temperatura, registrada em Minas Gerais, também foi em Maria da Fé, quando os termômetros, registraram na cidade, -6.3° C em 14/06/2016 e -5° C, em 25/07/2021. (fotografia acima de William Siqueira)
          No dia 14 de junho de 2016, os termômetros marcaram -6.3º C, a mais baixa temperatura do século 21, em Minas Gerais, até o momento. (foto acima de Cássia Almeida)
          O clima frio de Maria da Fé permite plantar cerejeira, árvore nativa do Oriente, cujo cultivo requer altitudes acima de 1000 metros e clima bem frio. (fotografia acima de Cássia Almeida) Como em Maria da Fé tem esses dois fatores, uma das dezenas de variedades da planta se adaptou muito bem ao município, sendo hoje uma dos cartões postais da cidade. No início do inverno, quando acontece a florada, a cidade recebe visitantes de ouras regiões para presenciarem esse espetáculo divino!
Como chegar?
          Maria da Fé está a 25 km de Itajubá, a 80 km de Campos do Jordão, a 50 km de São Lourenço, a 265 km de São Paulo e a 467 km de Belo Horizonte. O aeroporto mais próximo é o da capital paulista.
Das cidades citadas acima, tem ônibus diário para Maria da Fé. De Brasília e Goiânia pela Viação Gontijo, Rio de Janeiro, pela Viação Útil e outras cidades mais distantes, o melhor é vir de ônibus até Itajubá ou São Lourenço e de lá, pegar outro ônibus para Maria da Fé.
          De carro de São Paulo, siga pela Rodovia Presidente Dutra até Lorena, pegue a BR-459, passando por Piquete/SP e Delfim Moreira/MG, entrando na MG-350 até Itajubá e por fim, entrando pegando a MG-383, até Maria da Fé.
          Quem vem do Rio de Janeiro, o trajeto é o mesmo para quem vem de SP, bastando pegar a Via Dutra até Lorena e seguir as orientações acima, até Maria da Fé.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Os morangos SAT e o colhe e pague em Franceses

(Por Arnaldo Silva) O morango é uma das frutas mais apreciadas no mundo. Para a Botânica, morango não é uma fruta e sim uma hortaliça, um pseudofruto. A parte comestível do morango não é o fruto. O morango mesmo são aquelas sementinhas pretas revestidas por uma camada carnuda interna branca e vermelha por fora, conhecida como receptáculo floral, cuja função é proteger os frutos.
          O morangueiro (Fragata L.) é uma planta da família das Rosáceas, de origem Europeia, presente no mundo todo em cerca de 20 variedades. Segundo a Botânica, toda fruta surge após a fecundação, com o amadurecimento do ovário, que por fim se desenvolve em fruta, propriamente dito.   
          Com o morango esse processo natural de desenvolvimento de uma fruta não acontece, já que a parte consumida do fruto do morangueiro, não se desenvolve a partir do ovário da planta e sim a partir de um tecido de outras partes florais presentes em sua polpa. Sendo assim o morango é considerado um pseudofruto. O mesmo é o caso do caju, abacaxi e maçã, também, pseudofrutos.
          Independentemente da classificação botânica, se o morango é hortaliça, pseudofruto ou não, ninguém no mundo vai deixar de chamar morango de fruta e por sinal, uma das mais apreciadas frutas do mundo, junto com a uva. 
          No Brasil o fruto é cultivado em vários estados, principalmente em Minas Gerais, que é o maior produtor da fruta no país, respondendo por 65% da produção de morangos no Brasil.
          O morangueiro é um dos campeões no uso de defensivos agrícolas, pelo fato da hortaliça ser muito vulnerável a ataques de pragas e doenças. O uso de defensivos nas plantações diminui os nutrientes da fruta, bem como coloca os consumidores vulneráveis aos efeitos nocivos de agrotóxicos nos alimentos. 
          Esse cenário ruim para o consumidor vem mudando a cada ano, com o aumento da produção de morangos, cultivados sem uso algum de agrotóxicos, portanto, saudáveis e mais nutritivos.
          Por não conter agrotóxicos, esses morangos duram menos tempo que o convencional, mas com a vantagem de ter a polpa mais firme, mais doce e mais avermelhada. 
          Esse crescimento da agricultura sem veneno, principalmente em Minas Gerais, vem trazendo resultados significativos na economia mineira, por não ter gastos com os agrotóxicos, nem risco para a saúde de quem os produz, e vem ganhando a confiança do consumidor, que está adquirindo um produto de qualidade e saudável. Ganham todos. 
          É o caso de uma pequena propriedade no Sul de Minas, que iniciou sua plantação de morangos SAT (Sigla para Sem Agrotóxico, certificado que é concedido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA). O convencional usa defensivos químicos permitidos por lei. O orgânico usa adubos naturais produzidos na propriedade ou não, controlados por uma certificadora. O SAT utiliza produtos naturais e biológicos produzidos na propriedade ou não e não utiliza defensivo químico.
          As propriedades para usarem o sistema SAT têm que ter certificado concedido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), com renovação anual. O próprio instituto orienta os produtores como proceder para manter a produção natural, de acordo com as regras, sendo indicada também, acompanhamento e orientação de profissionais especializados, como agrônomos. O produtor deverá seguir as regras exigidas pelo IMA. 
          Uma dessas regras é não usar nenhum tipo de agrotóxicos na plantação. Durante o ano, os fiscais do IMA visitam as propriedades, colhem amostras das folhas, frutos e adubo para análises. Estando de acordo com as normas, não tendo, por exemplo, nenhum tipo de agrotóxicos, o certificado é mantido, caso contrário, é suspenso e o produtor tem prazo para se adequar as exigências para ter de volta o certificado SAT.
          Um dos exemplos da iniciativa de produzir morangos SAT é o Sítio Cedro Vermelho localizado em Franceses, distrito de Carvalhos MG, no Sul de Minas, esse sitio conta com a consultoria técnica na propriedade de uma empresa de São Paulo. 
          Os proprietários adquiriram cerca de três mil pés de morangos, da espécie Albion, importados da Espanha, sendo cultivados no sistema semi-hidropônico, onde a nutrição chega diariamente via gotejamento, essas mudas foram plantadas suspensas em calhas recicladas em uma estufa de 40mts x 9mts, cujo substrato foi feito com compostagem feita na propriedade, com esterco, calcário, melaço termo fosfato, muita matéria orgânica e palha de arroz carbonizada. 
          A grande vantagem do cultivo sem agrotóxicos é a qualidade, bem como produtividade do produto. Os morangos produzidos no Sítio Cedro Vermelho são saudáveis, maiores, chegaram de 70 a 80 gramas na primeira florada em setembro, época do morango. O que garante maior rentabilidade da fruta. São grandes, vistosos, bem avermelhados e pelo tamanho, a proprietária diz que seus morangos eram chamados de morango maçã. 
          O auge da colheita do morango se faz entre agasto e dezembro, mas por estar protegido na estufa e com adubação profissional são colhidos mensalmente 150 kg fora da época. 
Colhe e Pague
          Você conhece com certeza Pesque e Pague, e agora vai conhecer o Colhe e Pague.
          O Sítio Cedro Vermelho recebe visitantes que tem a oportunidade de ter uma experiência única no sul de minas. O visitante tem a oportunidade de entrar na estufa, colher os morangos que desejar, pesar e pagar. Ou seja, você mesmo escolhe e colhe o morango que irá consumir. O interessante é que os morangos são embalados, mas não em sacolas plásticas, mas em cestos artesanais de bambu, feitos por artesãos da região. 
          No sítio está sendo iniciado o plantio de árvores frutíferas. Já foram plantados 400 pés de mirtilo (blue berry), 300 de amoras e 200 de framboesas. Dentro das estudas, estão sendo plantados 26 pés de uvas sendo das variedades Niágara-rosa, Niágara-branca e Uva Itália sem sementes, juntamente com os morangos. Com o passar do tempo, os pés crescerão e darão sombra para os morangos nos dias de verão. 
          Além das frutas, os visitantes podem adquirir compotas, doces, sucos, polpas, morangada, licor e geleias feitos com morango, em cozinha com fogão a lenha. 
Para visitar o Sítio Cedro Vermelho, entre em contato com a Mônica Rodrigues pelo Whatsapp 35 9 9805-2287 ou pelo email: monicarodrigues1605@gmail.com
Como chegar ao Sítio Cedro Vermelho? 
          Chegando à Carvalhos, pegue a estrada para o distrito de Franceses. São 12 km de estrada de terra, mas bem conservada. Já no distrito, encontrará placas de sinalização apontando o caminho para chegar. São apenas 800 metros do povoado.
          Carvalhos MG fica no Sul de Minas e tem menos de 5 mil habitantes, com trilhas, picos e lindas cachoeiras, como esta abaixo, da Estiva, a mais conhecida na região. Faz divisa com os municípios de Aiuruoca, Seritinga, Liberdade, Bocaina de Minas, próximo às divisas de Minas com o Rio de Janeiro e São Paulo. (na foto abaixo a Cachoeira dos Franceses)
Distância de Carvalhos às capitais:
De Belo Horizonte a Carvalhos são 390 km via BR 267 e BR 040 Do Rio de Janeiro a Carvalhos são 272 km via BR 116
De São Paulo a Carvalhos são 367 km, via BR 316
Por Arnaldo Silva com colaboração e fotografias de Mônica Rodrigues

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