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sexta-feira, 12 de março de 2021

Frio, culinária, festivais: vivencie Minas Gerais!

(Por Arnaldo Silva) Os dias de intenso frio do inverno mineiro, são aquecidos por festivais de inverno e gastronômicos, aventuras em meio a temperaturas abaixo de zero grau em lugares paradisíacos, românticos e acolhedores. Seja no turismo rural, pelas cidades históricas, pelas estâncias climáticas e hidrominerais mineiras ou pelas montanhas, paisagens de matas nativas e a beleza dos nossos rios e cachoeiras.
          Pelos 853 municípios e 1712 distritos de Minas Gerais e milhares de pequenos povoados, os visitantes são bem acolhidos, bem vindos e bem recebidos, características marcantes do povo mineiro. (foto acima de Mateus C. Ribeiro, geada em Delfim Moreira MG, Sul de Minas)
Festivais de inverno
          Faça suas malas, escolha se destino e venha para Minas, vivenciar o inverno mineiro nos tradicionais festivais de inverno. Começando pelo charme e beleza das cidades históricas mineiras. São eventos tradicionais com shows musicais, oficinas de arte, culinária típica, com destaque paras os pratos e bebidas quentes de inverno, exposições de arte. (na foto acima do Jair Antônio Oliveira, dia de geada em Marmelópolis MG, Sul de Minas)
          Os festivais de inverno estão presentes em boa parte de Minas Gerais, com destaque para as cidades históricas, como Tiradentes (na foto acima de César Reis, a Estação Ferroviária da cidade), São João Del Rei, Diamantina, Serro, Sabará, Ouro Preto e Mariana.
A história do Brasil passa por Minas
          Além de participar e curtir os festivais, o turista tem a oportunidade de conhecer uma parte da história do Brasil, que passa por Minas Gerais, já que a maior parte do patrimônio histórico brasileiro, estão no Estado de Minas Gerais como por exemplo, na cidade acima, Ouro Preto (foto do Thiago Perilo/@thiagop.photo).
Diamantina
          E claro, na cidade da música, da seresta, da Vesperata, dos vinhos finos, do azeite, da festa do Divino e Folia de Reis, dos tapetes arraiolos, dos diamantes e do frio. Estamos falando de Diamantina, cidade Patrimônio da Humanidade desde 1999. No inverno, os termômetros chegam próximos ao zero grau. O município está a 1280 metros de altitude. Para esquentar o frio, as festas juninas que acontece na cidade atraem turistas e anima todos nas frias noites noites diamantinenses. (foto acima de Giselle Oliveira).
Serro do Frio
          Na vizinha cidade do Serro (na foto acima do Thiago Geisler), uma bucólica e charmosa histórica é outro atrativo nos dias frios de inverno, com sua gastronomia típica, sua arquitetura colonial esplendorosa e seu famoso queijo do Serro.
As festas juninas e chocolate quente
          Pra quem gosta de muita animação e calor humano, a dica são as Festas Juninas, realizadas em junho e julho. Além de aquecer a economia das cidades, já que são tradicionais e atraem turistas, esquentam os festeiros, com muita animação. Uma das maiores festas de São João do Brasil é realizada na pequena Ingaí, no Campo das Vertentes, cidade com menos de 3 mil habitantes. É a maior fogueira de São João de Minas, com cerca de 40 metros e atrai turistas de toda Minas Gerais para curtirem uma das melhores festas juninas de Minas, com muita comida típica, alegria e frio. 
          Grupos de quadrilhas, música, danças e brincadeiras como como o pau de sebo, além das comidas e bebidas típicas da festa, como quentão, caldo de feijão, paçoca, amendoim torrado, pamonha, pé de moleque, canjica, mingau de milho verde, pipoca, as tradicionais quitandas mineiras.
           Além disso, as festas juninas proporcionam um resgate da cultura e tradição da originalidade da festa, muito presente e marcante nas vilas e povoados do interior mineiro. (na foto acima de Elvira Nascimento, a tradicional Festa Junina de Mesquita MG, Vale do Rio Doce)
          Em Minas Gerais se destacam as festas Juninas em Pavão e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri e em Mesquita, no Vale do Rio Doce. Outra festa junina de grande importância cultural é a Bueno Brandão, no Sul de Minas, com destaque para os chocolates, vinhos, cachaças de frutas e whisky mineiro, feitos na cidade. (na foto acima enviada pelo Douglas Coltri, chocolate caseiro da Chocolates Andréia, de Bueno Brandão/Divulgação)
Piranguinho e o pé-de-moleque
          A Festa do Pé de Moleque em Piranguinho, no Sul de Minas, é outra atração, já que a cidade é a Capital Nacional do Pé de Moleque estudo na cidade gira em torno desse doce, presente em várias barracas, de cores diferentes, pela cidade, inclusive em monumentos públicos que enaltece e valoriza a famosa guloseima, (como na foto acima do André Uchôas, de uma praça da cidade)
          A Festa Junina da cidade é um dos eventos mais esperados do ano, já que, além de tudo que tem numa festa junina, em Piranguinho, é apresentado o maior pé de moleque do Brasil e distribuído à população presente. O evento em Piranguinho acontece todos os anos, em junho.
Aqui tem forró também
          O forró de Curvelo, na Região Central Mineira (na foto acima do Marcelo Melo) é outro importante evento de inverno em Minas. A festa é famosa e atrai milhares de turistas à cidade, vindos de todo o país. A festa conta com mega shows e barracas com comidas típicas, além da dança da quadrilha e outras atividades. 
          Outra festa de grande importância para Minas é a Julifest, em julho, realizada em Itabirito, cidade a 60 km de Belo Horizonte, além claro, do Arraial de Belô, uma das maiores festas do gênero do Brasil.
Frio abaixo de zero
          Quem prefere o frio intenso, mas em momentos mais românticos e tranquilos, com culinária e paisagens típicas do clima frio, com temperaturas abaixo de zero grau e geadas constantes, venha para Minas, aqui o frio é de congelar, literalmente, (como podem ver na foto acima do Mateus Ribeiro, em Delfim Moreira MG).
          São lugares que além de muito frio, tem de vinhos, chocolates e bebidas quentes, em meio a beleza das montanhas e o charme das cidades. Começando pelo Sul de Minas, em cidades como Marmelópolis (na foto acima do Jair Oliveira), Delfim Moreira, Marmelópolis, Aiuruoca, Alagoa, Carvalhos, Bom Jardim de Minas, Maria da Fé e Monte Verde, distrito de Camanducaia.
          Um dos destaques naturais da região, é o Pico dos Marins, na divisa de Marmelópolis/MG com acesso pela Estrada do Saíqui e Piquete/SP. O Pico dos Marins tem seu cume em São Paulo, estando na divisa entre os dois estados. São 2.422 metros de altitude com uma vista deslumbrante em seu redor (como podem ver na foto acima do John Brandão/@fotografo_aventureiro), com vistas para cidades paulistas e mineiras, como Delfim Moreira e Marmelópolis, podendo ver ainda, a cúpula da Basílica de Aparecida/SP.
Chocolaterias e cervejarias
          A beleza dos campos, cobertos por uma camada de gelo e as frias noites, são convites para momentos a dois. São bares, chocolaterias, cervejarias, como a Cervejaria Kraemerfass em Delfim Moreira, na foto acima do Mateus C. Ribeiro, restaurantes típicos e quartos de pousadas, aquecidos por lareiras, que permitem momentos inesquecíveis. A suavidade do frio, o calor aconchegante desses lugares, dão ares de romantismo, intenso encanto e desperta paixões intensas.
O frio da "cidade dos namorados"
          Considerada a cidade dos namorados, Monte Verde é uma charmosa estância climática, com traços europeus em sua arquitetura, paisagens e história. A região atraiu imigrantes letões no início do século passado, que viram semelhanças das paisagens do lugar, com as de seu país, a Letônia, um dos países Bálticos, no Leste Europeu. Por isso se estabeleceram na região, dando origem a uma das mais belas e charmosas vilas mineiras, conhecida como “Letônia Mineira”.
          Muito bem estruturada e organizada, a Vila, com cerca de 6 mil habitantes, conta com paisagens naturais incríveis e um clima típico europeu, graças a sua altitude. Monte Verde está a 1550 metros, acima do nível do mar. (foto acima de Agência Move/Divulgação)
          É um cantinho da Europa em Minas. Lugar para casais em lua de mel ou enamorados. Conta com uma excelente rede hoteleira e gastronômica, com restaurantes servindo comidas típicas de Minas e também, europeias, como fondues, raclettes, apfelstrudels, além das famosas chocolaterias, cachaçarias, cervejarias e casas de chás, presentes na Vila. (fotografia acima de Ricardo Cozzo)
          Tem ainda o rico artesanato local, produtos naturais, como queijos, doces, licores, além de produção própria de cervejas, cachaças e chocolates (na foto acima da Mônica Milev, a Chocolate Montanhês, tradicional chocolataria em Monte Verde). Sem contar, a hospitalidade dos moradores de Monte Verde, já que a charmosa cidade foi eleita um dos destinos mais acolhedores do mundo, eleita pela plataforma de turismo Booking.com.
A cidade mais fria de Minas
          Já Maria da Fé, a cidade mais fria de Minas, segundo o INMET, recebe turistas o ano inteiro. (foto acima de Rinaldo Almeida) 
          Não é apenas o frio intenso que atrai turistas à Maria da Fé, é também o charme da cidade, seu casario, suas belezas naturais. Sem contar as fazendas de azeite extra virgem de oliva (na foto acima de Rinaldo Almeida) Isso porque a cidade é pioneira na produção e extração de azeites no Sudeste, graças a Estação Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), instalada na cidade, desde as primeiras décadas do século passado. Os azeites produzidos em Maria da Fé, com assistência da Epamig, são de altíssima qualidade, comparados aos famosos azeites espanhóis, italianos, noruegueses e portugueses.
          Em Maria da Fé, o visitante encontra uma diversidade de riquezas naturais como matas nativas de araucárias, montanhas, vales, a beleza da florada das cerejeiras, com florada entre no final de junho e primeira quinzena de julho (na foto acima da Cássia Almeida) e o Pico da Bandeira, homônimo ao famoso pico do Parque do Nacional do Caparaó, mas um pouco menor, com 1.683 metros de altitude.
          Do pico, tem-se uma bela vista da cidade e região. Tem ainda o artesanato em fibra, exposto nesse local ai da foto do Rinaldo Almeida, juntamente com outras obras de arte feitas pelos artesão locais, a beleza da Matriz de Lourdes, uma ótima culinária e o Festival da Viola, tradicional, que movimenta toda a cidade e região, no mês de agosto.
O Pico da Bandeira
          Já que falamos do Pico da Bandeira em Maria da Fé MG, vamos falar agora do Pico da Bandeira, em Alto Caparaó, na Zona da Mata. (na foto acima do Elpídio Justino de Andrade) São 2892 metros de altitude e fica no Parque Nacional do Caparaó, entre Minas Gerais e Espírito Santo, sendo o terceiro ponto mais alto do país. A subida é longa e para contemplar a beleza do alto do pico, a saída é de madrugada. Tem que ter preparo físico muito bom e estar muito bem agasalhado, evidentemente, acompanhado por guias. Mas compensa.
          É um destino certo para quem gosta de aventuras, escalada e muito frio. Em dias de intenso inverno, os termômetros estão abaixo de zero e as vezes muito excessivos, chegando a -14 graus, registrado na foto acima do Sairo C. Guedes, quando tudo congelou no alto do Pico da Bandeira, há 3 anos.
          É uma beleza de emocionar e extasiar, fazendo o turista se sentir no céu, acima das nuvens. Na volta, pode se conhecer outros picos, cachoeiras e paisagens incríveis, como as do Vale Encantado, (na foto acima do @shakalcarlos).
Alto Caparaó
          Além disso, a cidade de Alto Caparaó com cerca de 6 mil habitantes (na foto acima do Elpídio Justino de Andrade) é  tipicamente mineira,  pacata, atraente e acolhedora. Tem na sua formação, mineiros, brasileiros vindos de outras regiões do país e de imigrantes alemães, que chegaram à cidade no início do século passado. Conta com uma boa rede hoteleira, com pousadas excelentes e muito bem estruturadas, bons restaurantes, com comidas típicas, além da região produzir cachaças, cervejas e cafés finos. Os cafés da região do Caparaó, são considerados um dos melhores do mundo, com diversas premiações no Brasil e no exterior.
O romantismo das estâncias hidrominerais
          Os apaixonados pela natureza, tem em Minas as águas medicinais, minerais, gasosas, radioativas e sulfurosas. São águas que brotam das profundezas do solo mineiro, curam, rejuvenescem e aliviam o estresse. (na foto acima do Luiz Carlos - Billscar´s, a estância hidromineral de Lambari, no Sul de Minas)
          Com destaque as estâncias hidrominerais de São Lourenço, Poços de Caldas, Caxambu, Lambari, de Pocinhos do Rio Verde e os aconchegantes e românticos espaços do seu balneário e do Gran Hotel de Pocinhos (na foto acima de:Summit Concept Pocinhos/Divulgação), no Sul de Minas, bem como as águas quentes e medicinais de Felício dos Santos MG, Vale do Jequitinhonha e das águas termais de Montezuma, no Norte de Minas.
A cidade de Coronel Xavier Chaves
          Para os apaixonados pela natureza, arquitetura singular, história e requinte, as cidades de Coronel Xavier Chaves (na foto acima do Fabrício Cândido), onde pode-se encontrar engenhos de cana e alambiques originais, do século XVIII, ainda em atividade, bem como sua bela e singela arquitetura urbana e fazendas centenárias e seus suntuosos casarões.
Os encantos do inverno de Barbacena
          Ainda no Campo das Vertentes, temos Barbacena (na foto acima do Wagner Rocha), a "Cidade das Rosas" e seu gelado inverno. Barbacena tem uma extensão territorial imensa e vale a pena conhecer as belezas, atrações e as delícias do inverno de suas cidades com qual faz divisa: Antônio Carlos, Ressaquinha, Barroso, Carandaí, Ibertioga, Desterro de Melo, Santa Bárbara do Tugúrio, Oliveira Fortes, São João Del Rei, Prados e ainda, Santos Dumont, já na Zona da Mata, cidade do Pai da Aviação, que deu nome à cidade e do famoso e valioso, Queijo do Reino, tradição em Santos Dumont desde o século XIX.
Montanhas
          Além do frio, do aconchego das pousadas e restaurantes típicos, tem a beleza das montanhas e paisagens de Mata Atlântica, preservadas, principalmente em Carrancas, considerada uma das mais belas cidades mineiras, por suas cachoeiras, história e paisagens deslumbrantes, (como podem ver na foto acima do John Brandão/@fotografo_aventureiro)
Os sabores da cozinha mineira
          Juntando tudo isso acima, acrescentando as cores, temperos e sabores da riqueza de nossa culinária, seu passeio à Minas ficará completo. A sala de visita de Minas Gerais é a cozinha e também lugar de uma boa prosa, acompanhado de café, queijo, biscoitos, licor, torresmo e uma cachacinha. (A charmosa e aconchegante cozinha, fotografada pelo Fabinho Augusto, fica na próximo a Ponte Nova MG)
          
Tudo isso claro, num ambiente rústico, gostoso, à beira do fogão a lenha, aquecidos pelas chamas do fogo e pelo calor da hospitalidade do povo mineiro. (na foto acima, a cozinha da charmosa e aconchegante Pousada dos Anjos em São Tomé das Letras, da Vânia Pereira).
          
Do fogão a lenha, sai o calor que aquece as frias noites de inverno e claro, os doces sabores de nossa cozinha. (na foto acima, a Cozinha da Fazendinha da Regina/@reginasfarm) São caldos, broas, pamonha, batata assada na brasa, bolos, pastel de angu, doces, biscoitos, pratos bem quentes e os tradicionais tropeiro, tutu, carne de sol, rapadura, galinhada, frango com quiabo e angu. Esses e outros tantos não faltam nunca faltam em nossa mesa, sem contar o cafezinho coado na hora e nossos inconfundíveis queijos caseiros. Assim, os dias e noites frias de inverno, ficam inesquecíveis!
Vinhos, cachaças e licores
          Isso sem contar os licores e cachaças finas, já que Minas Gerais produz a melhor cachaça do Brasil, em especial, as cachaças de Salinas, consideradas as melhores do mundo. (na foto acima do Rinaldo Almeida, alguns rótulos de nossas cachaças em Gonçalves, no Sul de Minas) Mas temos vinhos também. Tanto de mesa, quanto os finos, com os merecidos festivais.
          Os vinhos mineiros estão presentes no Sul de Minas, com destaque paras os premiados vinhos de Três Pontas e Andradas, cidade considerada a Capital do Vinho no Brasil, com realização da Festa do Vinho, no mês de julho. (foto acima de Arnaldo Silva)
          Em Andradas, existem várias vinícolas, fundadas por imigrantes italianos, no início do século XX, se destacando a Vinícola Casa Geraldo, uma das mais antigas do Brasil, produzindo vinhos e espumantes de qualidade. (na foto acima de Giseli Jorge, a sede da Casa Geraldo em Andradas MG)
          Além disso, tem os vinhos de Caldas, produzidos no Campo Experimental da Epamig, instalado na cidade (na foto acima do Erasmo Pereira). Os vinhos de Caldas MG vêm conquistando espaço no mercado, pela sua qualidade e reconhecimentos, através de premiações nacionais e internacionais.
          Uma época boa para degustar os vinhos e espumantes de Caldas é em julho, em pleno inverno, quando acontece a tradicional Festa do Biscoito, um dos mais importantes eventos gastronômicos de Minas Gerais. Realizada na Estância Hidromineral de Pocinhos do Rio Verde, distrito de Caldas, a festa dura o mês todo, sempre nos fins de semana, do mês de julho e conta com dezenas de tipos de biscoitos diferentes, vinhos, doces, queijos e atrações culturais e musicais. (foto acima Erasmo Pereira, do espumante produzido pela Epamig em Caldas MG)
As delícias da jabuticaba de Catas Altas 
          Além dos tradicionais vinhos de uva, em Catas Altas, Região Central de Minas Gerais, temos em destaque uma das mais antigas e tradicionais bebidas genuinamente mineira, feita a base da fermentação da jabuticaba, usando o mesmo processo da produção do vinho de uva, mas com a jabuticaba. (na foto acima de Karla Jardim/@tripcatasaltas, vinhos de uva bordô, licores, geleia e fermentados de jabuticabas, da Adega Aluar, da produtora Jesuína Pereira de Souza) 
          Em Catas Altas, se produz vinhos desde 1868, introduzido na cidade pelo Monsenhor Mendes, padre português que conhecia a técnica de produção de vinhos. Foi o Monsenhor que ensinou o cultivo de videiras, bem como o preparo dos vinhos. Como a jabuticaba é abundante na região, se produz, desde há mais de 150 anos, geleias, licores e fermentados de jabuticaba. Hoje, a bebida fermentada de jabuticaba é um dos patrimônios da cidade e uma das mais valiosas bebidas mineiras. Além de ser uma das identidades da gastronomia de Catas Altas.
          Para divulgar e valorizar a produção de vinho de uva e do fermentado de jabuticaba, a cidade organiza todos os anos, a Festa  do Vinho, na Praça Monsenhor Mendes (na foto acima do John Brandão/@fotografo_aventureiro), sempre no mês de maio. É um dos maiores eventos gastronômicos de Minas Gerais, com a presença de artistas renomados, em shows públicos, eleição da rainha e princesas do vinho, além de barracas de comidas típicas e diversos rótulos de vinhos e principalmente, dos fermentados de jabuticaba Além disso, em Catas Altas existem várias cervejarias artesanais, que também estão presentes na Festa do Vinho, bem como uma rica culinária típica, também presente nos dias de festa.
A cordilheira do Espinhaço
          Outra dica é passar o inverno na única cordilheira do Brasil, a Cordilheira do Espinhaço (na foto acima de Tom Alves/tomalves.com.br) e nas cidades Serra do Cipó, distante 100 km de BH, com acesso pela MG-010. Além da beleza das paisagens da Serra, o inverno na região é um charme que só mesmo estando lá para sentir, conhecer e saborear. Isso porque a culinária da região é um de seus destaques, principalmente em sua carta de vinhos.
          É de dar água na boca. São vendas tradicionais (como a da foto acima do Tom Alves/tomalves.com.br), botecos, bares e restaurantes, dos mais simples, aos mais sofisticados, presentes em charmosas cidades como Jaboticatubas, Conceição do Mato Dentro, Santana do Riacho e Itabira. As quatro cidades citadas, realizam nos fins de semana dos meses de maio e junho, o Festival de Vinhos da Serra do Cipó. Um evento gastronômico, com comidas típicas, muito vinho, frio, calor humano, música, arte e cultura para os presentes.
Poços de Caldas 
          Festivais de invernos, bem como festivais gastronômicos e culturais, acontecem por toda Minas Gerais. (na foto acima do Luís Leite, a entrada da estância hidromineral de Poços de Caldas, no Sul de Minas) São ótimas oportunidades para os turistas conhecerem melhor a cultura, culinária, folclore, paisagens, arquitetura, história, artesanato, música, tradições e religiosidade mineiras, já que são eventos que reúnem tudo que Minas Gerais tem, em um só lugar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

As águas quentes e medicinais de Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) Minas Gerais é conhecida no mundo inteiro pela arte barroca e suas cidades históricas, mas também é considerada a caixa d´água do Brasil, por seus rios, milhares de cachoeiras e nascentes e por suas águas medicinais, que brotam naturalmente de suas terras.
          Em Minas não tem mar, mas nas profundezas do seu nosso subsolo, brota um mar de águas que curam e rejuvenescem. O subsolo mineiro sempre foi rico em minerais. Das terras mineiras, brotavam em abundância ouro, prata, diamantes, esmeraldas e outras pedras preciosas, que ainda continuam saindo de nossas terras, hoje em maior escala, o minério de ferro, o nióbio e outros minerais. (na foto acima de Thelmo Lins, o Parque das Águas da Estância Hidromineral de São Lourenço, no Sul de Minas)
          Hoje, a grande riqueza que brota do nosso subsolo são as fontes de águas medicinais. São as águas gasosas, sulfurosas, alcalinas, carbonatadas, ferruginosas, radioativas, magnesianas, minerais e outras mais, além de lama vulcânica, com variadas composições químicas, que brotam diretamente da terra. Águas mineiras atraem turistas do mundo inteiro, em busca das propriedades curativas de nossas águas.
          As fontes de águas minerais começaram a ser descobertas em Minas Gerais, a partir do no início do século XIX, numa época de bem pouco conhecimento sobre os poderes curativos das águas. Não sabiam porque elas curavam, apenas sabiam que curavam. Antes mesmo da chegada dos portugueses, os índios já conheciam os benefícios de beber e se banhar nas fontes naturais. Era prática comum entre os indígenas. Naquela época, por desconhecimento científico, as pessoas atribuíam os poderes de cura das águas, a presença de divindades no local e milagres inexplicáveis. Hoje, com o avanço da ciência, os benefícios e propriedades curativas das águas termais e lama vulcânica, foram confirmados pelos cientistas, com estudos realizados ao longo do século passado.
          Águas termais são águas puras, ricas em substâncias naturais e livres de impurezas e bactérias, dispensando assim, tratamento. As águas absorvem os minerais, oligoelementos e nutrientes do solo e das rochas. Essas substâncias são benéficas à saúde humana, renovam as células, são ricas em cálcio, manganês, ferro, zinco e selênio, além de conter até 2.000 mg de sais minerais naturais. Brotam da terra em temperaturas que variam de 37°C a 50°C, dependendo da variação do calor nas profundezas da terra.
          Beber ou banhar-se nas águas e lamas medicinais, comprovadamente, ajudam no complemento de tratamentos contra problemas de pele, porque repõe os sais minerais e antioxidantes perdidos pela pele, hidratam a pele ressecada, além de diminuir sua oleosidade. Equilibram o PH da pele, combatem o estresse, auxiliam em tratamentos estético, alergias, distúrbios do intestino e estômago, dores musculares, hipertensão arterial, arteriosclerose, dentre outras doenças. Além disso, as águas e lama promovem bem estar, descanso para o corpo e mente, além de relaxamento. Isso porque, onde estão as fontes, são lugares rodados por vasta natureza, com espaços aprazíveis, bem cuidados, propícios para quem quer fugir da correria do dia a dia. (foto abaixo de Arnaldo Silva)
          Onde estão as principais fontes de águas termais em Minas Gerais? No Vale do Jequitinhonha, Norte de Minas e principalmente no Sul de Minas. Você vai conhecer algumas dessas cidades mineiras, onde brotam águas medicinais, que curam e rejuvenescem.
Felício dos Santos MG          
          Vamos começar nosso roteiro por Felício dos Santos, no Vale do Jequitinhonha, a 370 km distante da Capital, com acesso pela BR-259. Faz divisa com os municípios de Senador Modestino Gonçalves, Itamarandiba, Rio Vermelho, Couto de Magalhães de Minas e São Gonçalo do Rio Preto. (na foto abaixo, a Praça da Matriz da cidade e um dos mais belos artesanatos mineiros, feito com papel de jornal reciclado, pela artesã Márcia Rodrigues/@marciaartescomjornal, que também fez a foto)
          Uma pequena, charmosa e acolhedora cidade tipicamente mineira, com pouco mais de 5 mil habitantes. Se destaca no artesanato, nas festas folclóricas e religiosas, por sua culinária típica do Cerrado, por suas belezas naturais e exuberantes, como a Cachoeira do Sampaio, a Mata do Isidoro, o Lajeado e a impressionante Cachoeira do Sumidouro (na foto acima de Marcelo Santos), onde suas águas despencam de um enorme penhasco, com 80 metros de queda.
          Outro atrativo, que vem tornando a cidade conhecida em toda Minas Gerais e Brasil, são suas águas quentes e medicinais.
          As fontes de águas de Felício dos Santos brotam da terra quentes, (como podem ver na foto acima do Luís Carlos da Silva/Divulgação). Saem quentes da rocha,  a uma temperatura de 37 graus centígrados. São medicinais, minerais, hipotermais e radioativas.
          Estão apenas 9 km do Centro da cidade. O local onde estão as fontes, conta com uma boa infraestrutura para receber os turistas, com pousada com quartos e chalés, restaurante e estacionamento 
          A área onde estão as fontes de águas quentes, possui 780 hectares, com matas nativas, nascentes, trilhas, uma rica e variada flora e fauna, além de muita água. Tem todo o conforto para que o turista possa relaxar e aproveitar as águas quentes que brotam direto da terra.
Montezuma MG 
          Saindo do Vale do Jequitinhonha, nosso destino agora é Montezuma, no Norte de Minas, a 748 km distante de Belo Horizonte. O município, com cerca de 8.500 habitantes, tem acesso pelas BR-122 e BR-135. Cidade famosa e conhecida no Brasil inteiro pelas propriedades medicinais de suas águas thermais, concentradas no Balneário de Montezuma das Águas Thermais.  
          A cidade é um convite para o descanso e convívio saudável com a natureza e procurada por pessoas de todo o país, que desde o século XIX, quando suas águas medicinais foram descobertas. (foto acima e abaixo arquivo do Balneário de Montezuma/Enviado por Eduardo Vieira Amorim)
          Muito bem estruturado, confortável e de rara beleza, o Balneário de Montezuma conta ainda com hotel, restaurante, e bar, além de duas piscinas de água quente, vindas das fontes naturais, outra de água fria, banheiros privativos com piscinas, salão de eventos, play ground, vestiários, banheiros privativos com piscina e loja de conveniência. Um ótimo ambiente para o turista que busca descanso e as propriedades medicinais das águas que brotam da terra, de Montezuma.         
Araxá MG
          Partindo de Montezuma, estamos indo agora para a Região do Alto Paranaíba, em Araxá (na foto acima de Arnaldo Silva), uma das mais importantes cidades mineiras, com cerca de 110 mil habitantes. A cidade faz divisa com Perdizes, Sacramento, Tapira e Ibiá e está a 215 km de Belo Horizonte, com acesso pela BR-262. 
          A cidade de Araxá está presente na história de Minas Gerais, pela herança dos índios “Arachás”, por suas tradições, principalmente na produção artesanal de doces e seus queijos, premiados no Brasil e exterior. Por sua gastronomia típica, pelo Grande Hotel do Barreiro, também pela história de Ana Jacinta de São José, a Dona Beja, famosa cortesã do século XIX.
          O grande destaque mesmo de Araxá são suas águas sulfurosas, radioativas, cálcicas, magnesianas, carbonatadas e sódicas, que brotam de várias fontes, sendo as principais, a Fonte Dona Beja e Andrade Júnior (na foto acima de Arnaldo Silva).
          Concentradas no Parque das Águas de Araxá, onde está um dos mais imponentes hotéis do Brasil, o Grande Hotel, inaugurado por Getúlio Vargas em 1944 (fotografia acima de Arnaldo Silva). É uma obra prima da arquitetura do século XX. Inspirado nos castelos europeus, o Grande Hotel do Barreiro, em Araxá, tem ornamentação e acabamento em mármores importados da Europa e ainda, lustres de cristais vindos da Boêmia, também na Europa, além de salões com mobiliário do século XX, muitos deles, também importados. Seus salões e corredores impressionam. Uma beleza singular e uma das joias de Minas Gerais.
          No entorno do Grande Hotel, um bucólico lago, um bosque e cascatas, projetados pelo paisagista Burle Marx, se destacam. (fotografia acima de Arnaldo Silva)
          É nas Termas de Araxá, ao lado do Grande Hotel, onde estão as banheiras e piscinas de águas para tratamentos de saúde com duchas, saunas, hidroterapia, mecanoterapia e aplicação de lama vulcânica preta, indicada pra reumatismo e doenças de pele. 
          Além da beleza do Parque das Águas, Araxá é uma cidade bem organizada e muito bem estruturada e desenvolvida, com indústrias de vários segmentos, além da mineração do nióbio. Conta com uma sofisticada e aconchegante rede hoteleira e gastronômica, um artesanato valioso, principalmente bordados e crochês, um comércio variado, fácil acesso pelos principais pontos turísticos da cidade, como o Morro do Cristo, o Museu Dona Beja, a Igreja de São Domingos, o Museu de Arte Sagra da Igreja de São Sebastião, a Avenida Imbiara. (na foto acima de Arnaldo Silva, o interior das Thermas de Araxá)
          Além de suas belezas arquitetônicas, Em Araxá encontra-se belas paisagens naturais, como serras, rios que foram belas cascatas e cachoeiras, tendo acesso ainda para o Parque Nacional da Serra da Canastra. A cidade conta ainda com um aeroporto, com voos regulares, além de acesso fácil para BR-262.
Sul de Minas
          Saindo do Alto Paranaíba, vamos para o Sul de Minas, onde estão concentradas as principais estâncias hidrominerais de Minas Gerais e as mais famosas também.
          A maioria das estâncias hidrominerais do Sul de Minas, estão na Serra da Mantiqueira. Região montanhosa, de altitudes elevadas, com matas nativas, rios e cachoeiras e paisagens de tirar o fôlego, com fauna e flora riquíssimas. Além das águas que brotam do subsolo, tem ainda os frutos da terra para serem conhecidos e apreciados, nessa região. Fazendas centenárias de café, com seus imponentes casarões, fazendas de plantações de oliveiras e morangos, além de alambiques e cachaçarias, queijos especiais e várias vinícolas, produzindo vinhos finos, de qualidade. Muitas dessas fazendas, abrem suas porteiras para recebem visitantes. Em todas essas cidades, o turista poderá experimentar a genuína cozinha mineira e os pratos típicos do Sul de Minas, como os pratos feitos com a truta, morangos, marmelo, queijos, dentre outros.
          As estâncias hidrominerais do Sul de Minas são as mais conhecidas e mais procuradas por turistas de todo o Brasil e do mundo. São águas com ações curativas e medicinais, encontradas principalmente nas cidades de São Lourenço, Poços de Caldas, Pocinhos do Rio Verde, distrito de Caldas, Maria da Fé, Três Corações, Lambari, Campanha, Carmo de Minas, Conceição do Rio Verde, Heliodora, Lambari, Soledade de Minas, Baependi, Cambuquira, Caxambu e Passa Quatro.
          Além das águas medicinais, são cidades acolhedoras, e boa parte dessas cidades, com boa estrutura para receber os visitantes, com rede hoteleira e gastronômica de qualidade, além de artesanato, cultura, arquitetura, tradições populares marcantes. Duas delas conta com passeios de trem, como o Trem das Águas de São Lourenço a Soledade e o Trem da Mantiqueira, em Passa Quatro.
          Das estâncias hidrominerais da Região Sul de Minas, destacamos três cidades com ótima boa estrutura e atrativos variados para receber os turistas. São Lourenço, Poços de Caldas e Pocinhos do Rio Verde, distrito de Caldas.
São Lourenço MG
          As águas termais de São Lourenço estão concentradas no charmoso Parque das Águas, formado pela Ilha dos Amores, um lago com 90 mil metros quadrados, área verde, construções com arquitetura eclética, lugares próprios para banhos, como os banhos turco, infravermelho e ultravioleta, além de saunas, locais para massagens e duchas. É no Parque das Águas que estão concentradas as fontes de águas gasosas, magnesianas, alcalinas, ferruginosas e sulfurosas. Todas com gases próprios, formados durante milhões de anos, pelas atividades vulcânicas extintas. (na foto acima, de Wilson Fortunato, a entrada da cidade e abaixo, do Rinaldo Almeida, o Parque das Águas)
          São Lourenço é uma cidade tranquila, com um rico artesanato, famosa por seus doces, licores, culinária típica e produção de roupas de lã. É uma cidade charmosa, com arquitetura variada, com traços coloniais, ecléticos e europeus, graças a presença de imigrantes, que vieram para região no início do século passado. 
          A cidade é muito bem estruturada para receber turistas, com ótima rede hoteleira e gastronômica. Conta hoje com cerca de 48 mil habitantes, fazendo divisa com os municípios de Soledade de Minas, Carmo de Minas, Pouso Alto e São Sebastião do Rio Verde. Está a 400 km distante da Capital, com acesso pela BR-381.
Poços de Caldas MG
          Poços de Caldas é outra importante estância turística e hidromineral mineira. (fotografia acima de Guilherme Augusto/@mikethor) Situada a 1184 metros de altitude, a cidade está literalmente na “boca” de um vulcão extinto há milhões de anos. O acesso à cidade é pela BR-351, estando distante 451 km da capital, contando com cerca de 170 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de Andradas, Bandeira do Sul, Caldas, Campestre, Botelhos e com os municípios paulistas de Águas da Prata, Divinolândia, Caconde e São Sebastião do Grama. 
          As águas que brotam das terras poços-caldenses são sulfurosas, radioativas, alcalino-sulfurosas-hiper-termais, ferruginosas e radioativas. Diferente das outras estâncias hidrominerais, onde as águas se concentram em Parques, em Poços de Caldas as fontes são espalhadas na área central da cidade, em belíssimas e bem cuidadas praças. São nove fontes ao todo, com alguns chegando à superfície a 45 graus centígrados. 
          Para banhos, a fonte mais indicada é a Fonte Antônio Carlos (na foto acima de Thelmo Lins), que está dentro de um complexo arquitetônico construído nas primeiras décadas do século passado. Uma das mais belas arquiteturas do século XX, em Minas. Os banhos nessas águas ajudam a aliviar a tensão e desintoxicar o organismo. 
          Poços de Caldas vai muito além de suas águas medicinais. É uma das cidades mais desenvolvidas de Minas e uma das mais procuradas por turistas, principalmente, casais em lua de mel. A cidade inspira romantismo. (fotografia acima de Arnaldo Silva)
          Possui como atrativos a Praça Pedro Sanches, em frente ao Palace Cassino, o Mercado Municipal, a Praça Dom Pedro II, onde está a Fonte dos Macacos, onde acontece todos os domingos, a Feira de Artes e Artesanatos, o Relógio Floral, a Fonte das Rosas, o Represa Bortolan, o teleférico, que leva os turistas ao Morro do Cristo, a 1.678 metros de altura.
          A cidade conta ainda com uma gastronomia típica, parques urbanos com cachoeiras, como a Cascata das Antas, das Andorinhas e do Véu da Noiva, a Fonte dos Amores, o Recanto Japonês, a bela Matriz de Nossa Senhora da Saúde, a sua charmosa rodoviária, suas festas religiosas, como as Congadas, seu portal de entrada (na foto acima do Luís Leite) e várias outras belezas urbanas. Sem contar a sua sofisticada e aconchegante rede hoteleira, sua rica gastronomia e seu valioso artesanato, principalmente artesanato em vidro, arte introduzida na cidade por imigrantes italianos, vindos da Ilha de Murano, no início do século passado.
Caldas MG e a Estância de Pocinhos do Rio Verde
          Vizinha a Poços de Caldas, está Caldas, uma das mais antigas cidades do Sul de Minas, fundada em 27 de março de 1813. Inclusive, Poços de Caldas, era distrito de Caldas, antes de ser elevada à cidade emancipada. Caldas conta com cerca de 15 mil habitantes e está a 465 km, com acesso pela BR-381. Faz divisa com os municípios de Andradas, Poços de Caldas, Ibitiúra de Minas, Santa Rita de Caldas, Campestre e Bandeira do Sul.
          O grande atrativo de Caldas são suas águas medicinais, concentradas no distrito de Pocinhos do Rio Verde (na foto acima de Luís Leite), onde está também o Gran Hotel de Pocinhos.
          Construído na segunda metade do século XIX, em estilo colonial, é o mais antigo hotel em funcionamento no Brasil. (créditos da imagem acima: Summit Concept Pocinhos/Divulgação) Pelas dependências do Grande Hotel, passaram milhares de hóspedes, entre gente anônima ou famosa, que vindos de vários lugares do Brasil e do mundo, em busca de cura para suas enfermidades ou mesmo para descanso.
          Região de ar puro e belíssimas paisagens, Pocinhos do Rio Verde é procurada por turistas do mundo todo, em busca das propriedades medicinais de suas águas. Lugar ideal para quem deseja sossego e descanso. 
          No Parque Balneário de Pocinhos o visitante pode desfrutar das três fontes de águas minerais, além de ducha circular, hidromassagem, sauna e banhos de imersão.
          Agora é só escolher o roteiro e vivenciar a beleza, tranquilidade, sossego que as nossas estâncias hidrominerais oferecem, bem como os benefícios para a saúde, que as águas que brotam das terras mineiras, proporcionam.

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