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domingo, 2 de junho de 2024

Tradição dos Vales de Minas: receita de doce de pequi de corte

Doce tradicional na região de Curvelo MG
INGREDIENTES
. 2 quilos de pequi já lavados
. 1 1/5 quilo de açúcar
. 400 gramas de leite em pó
. 1 litro de leite integral
. Sal a gosto
MODO DE PREPARO
- Coloque os pequi em uma vasilha com água com o sal e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos.
- Já cozido, coloque os pequis numa peneira com tela de aço e esfregue até a polpa se soltar e descarte o caroço.
- Coloque  em uma panela grande o leite em pó e  o açúcar, misture com uma colher de pau e despeje todo o leite. Misture.
- Acrescente toda a polpa do pequi, misture e leve ao fogo.
- Deixe no fogo fervendo por mais ou menos 30 minutos, mexendo sempre com uma colher.
- Quando o doce estiver grosso e ao mexer com a colher, o fundo estiver limpo, está na hora de tirar do fogo.
- Com a colher, bata o doce por uns 20 minutos até esfriar bem.
- Em seguida, despeje o doce em uma forma revestida com papel manteiga. 
- Antes de secar completamente, corte o doce em pedacinhos quadrados, espere endurecer mais, retire do tabuleiro e sirva.
Doce feito pela Luciana Albano de Ibiá MG

Receita de gelatina de cachaça

INGREDIENTES
. 1 dose de cachaça de Minas (100 ml)
. 1 xícara (chá) de água
. 1 pacotinho de gelatina em pó do sabor que preferir
. 1 pacotinho de gelatina em pó sem sabor
. 1 ½ xícara de açúcar
MODO DE PREPARO
- Coloque todos os ingredientes em uma panela, e misture bem até estarem totalmente dissolvidos.
- Leve ao fogo e mexa devagar.
- Quando começar a ferver, abaixe o fogo e deixe fervendo por uns 8 minutos.
- Despeje tudo em uma forma retangular, espere esfriar e leve à geladeira e deixe até endurecer.
- Quando estiver dura, corte a gelatina com uma faca em quadradinhos
- Retire devagar os quadradinhos e coloque-os em um prato com açúcar refinado.
- Espalhe açúcar por todos os quadradinhos de gelatina.
- Agora é só servir com sobremesa. Se sobrar, guarde em um recipiente fechado.
Foto do nosso saudoso amigo Jeremias Corrêa (In Memoriam) de Alto Jequitibá MG

Receita de doce de raiz e pau de mamão

INGREDIENTES:
. 1 quilo de massa de pau de mamão;
. 750 gramas açúcar;
. 1 copo americano de água ou leite, se preferir;
. 100 gramas de coco ralado.
MODO DE PREPARO:
- O pé de mamão ideal para fazer este doce é o macho, que é o pé de mamão que dá bem pouco fruto.
- Ao cortar o mamão, retire a casca grossa que reveste o tronco e use somente a parte branca, ou seja, o miolo do pé do mamão.
- Prefira a parte mais grossa do mamão, a parte do topo está mais fina, mais jovem.

- A parte mais baixa do tronco do mamão é a ideal. 
- Depois de escolher o pé de mamão, é hora de ralar
- Já ralado,  misture com água e coe bem, até retirar todo o liquido. Repita esse processo por mais três vezes vezes que é para retirar o amargo.
- Despeje a massa num tacho, acrescente  o açúcar e a água ou o leite. 
- Mexa sempre, sem parar, prestando atenção para não passar do ponto de fervura.
- Após 20 minutos no fogo, coloque o coco ralado e continue mexendo por uns mais 10 minutos
- Quando o doce estiver na cor amarelada, como vê na foto e cremoso, está no ponto.
- O tempo de cozimento, sem parar de mexer, é por meia hora no fogão a gás. Já no fogão a lenha é mais ou menos 20 minutos.
Fotografias de Lourdinha Vieira em Bom Despacho MG

Receita de doce de mamão de corte

INGREDIENTES
. 3 mamões verdes
. 100 gramas de coco ralado
. 1 kg de açúcar
. Cravo-da-Índia a gosto
MODO DE PREPARO
- Ralar os mamões
- Num pano de saco, coloque o mamão ralado e esprema bem até sair todo o líquido.
- Depois disso, coloque numa panela com o açúcar e deixe cozinhando até o ponto. Esse ponto é quando você coloca um pouco do doce num prato, mexendo com um garfo e endurecer rapidamente. 

- Se estiver nesse ponto, coloque o coco ralado e o cravo, mexa e deixe cozinhando por mais uns 2 ou 3 minutos.
- Despeje numa superfície lisa espalhe o doce.
- Em seguida cubra com um pano de prato úmido, batendo com a mão por cima, alisando-o.
- Por fim, antes de esfriar, corte o doce no formato retangular ou triangular.
Fotografia de Odilon Euzébio de Jerusalém de Inhapim MG. 

sábado, 25 de maio de 2024

Receita de ameixas de queijo

É cozida na calda de açúcar e cravo.
INGREDIENTES
. 500 gramas de queijo de Minas não muito duro, ralado fino
. 4 gemas peneiradas
. 500 gramas de açúcar refinado
. 500 ml de água
. 4 cravos-da-índia

MODO DE PREPARO
- Coloque o queijo ralado numa vasilha e coloque as gemas, misture e vá amassando até que fique uma mistura bem homogênea
- Pegue com as mãos uma porção da massa e faça, bolinhas. Reserve.
- Em um tacho, coloque a água e o açúcar e deixe no fogo médio, mexendo até dissolverem bem.
- Acrescente os cravos e coloque as bolinhas de queijo e deixe no fogo por 5 ou 6 minutos, virando as bolinhas de vez em quando.
- Espere esfriar, coloque as bolinhas numa travessa ou em potes e sirva.
Feito pela Lúcia Barcelos de Morrinhos GO

domingo, 16 de julho de 2023

Pirulito de Caramelo: receita com gosto de infância

(Por Arnaldo Silva) Um pirulito com gosto de infância, doce, tão doce como a saudade daqueles tempos quando essa guloseima era nossa maior alegria.
          Pirulito de caramelo, pirulito-mel, pirulito de açúcar queimado, puxa-puxa, quebra-dente, não importava o nome. O que importava é chegar em casa e ver a mãe fazer para as crianças ou para os meninos venderem nas ruas.
          E vendia, como vendia! Toda criança queria. Hoje a meninada nem conhece esse pirulito, tem tantas opções hoje, mas esse foi único, não tem igual.
          É tão fácil de fazer gente, que não custa nada fazer em casa, para os filhos, uma vez ou outra.
          Embora naquela época ninguém se importava, tem muita açúcar. Por isso não é bom não exagerar no consumo e também claro, escovar os dentes. Sabe como é né, onde tem muita açúcar, tem muita cárie.
          A meninada de antigamente nem sabia disso e quem sabia, nem ligava, se lambuzava na doçura desse pirulito. Mas hoje, concordo que é melhor não exagerar e sim, escovar os dentes, como sempre deve ser feito após as refeições.
          Vamos então aprender a fazer o Pirulito de Caramelo:
INGREDIENTES
. 1 quilo de açúcar cristal
. 100 ml de mel puro
. 200 ml de água
. 2 colheres (sopa) de limão
Utensílios:
. 60 palitos para pirulitos ou caso não encontre, use espetinhos de churrasco cortados ao meio.
. Papel manteiga ou plástico transparente
. 1 caixa de papelão (qualquer tipo de caixa serve.
MODO DE PREPARO
- Coloque em uma panela o limão e o mel, misture.
- Acrescente a água e mexa bem até dissolverem por completo.
- Em seguida, acrescente o açúcar aos poucos e vá mexendo, até todos os ingredientes ficarem bem incorporados.
- Leve ao fogo baixo e mexa sem parar por pelo menos 5 minutos para não empelotar.
- Depois desse tempo, deixe fervendo por 20 minutos até obter uma consistência caudalosa e cor amarela.
- Já nesse ponto, desligue e ainda na panela, deixe descansando por uns 10 minutos.
- Enquanto descansa, corte o papel-manteiga ou o plástico em pedaços quadrados e enrole no formato de cone, aperte bem as pontas e dobre um pouco para o doce não vazar.
- Na caixa de papelão, faça pequenos buracos redondos com uma faca ou tesoura e coloque os cones.
- Despeje o doce nos cones, um a um e coloque os palitos.
- Guarde em algum lugar e deixe de um dia para o outro para endurece.
- Após esse tempo, só degustar essa delícia!
Fotos do pirulito feito pela Lúcia Barcelos de Morrinhos/GO

sábado, 29 de abril de 2023

Receita de goiabada cascão caseira de São Bartolomeu

(Por Arnaldo Silva) Goiabada Cascão é uma das tradições mais gostosas de nossa culinária. Sempre acompanhada com queijo, está presente em nossas mesas há mais de 200 anos, principalmente em São Bartolomeu, distrito de Ouro Preto MG, que, na época do ouro, teve lá seus garimpos pelas nascentes do Rio das Velhas. Tempos depois a exploração do ouro concentrou em Ouro Preto e a economia de São Bartolomeu entrou em queda. 
          Como subsistência, começaram a produzir doces e a goiabada logo pegou fama. Ainda hoje o distrito é reconhecido pelos seus doces e doceiros. A goiabada continua fazendo o gosto.
          Vamos aprender aqui a fazer uma deliciosa goiabada cascão em barra bem no estilo mineiro, enrolada na folha de bananeira.
INGREDIENTES
. 50 goiabas vermelhas grandes e maduras
. 1 quilo de açúcar
. 300 ml de água
Utensílios: folha de bananeira e forma retangulares tipo de rapadura ou então, pode usar as formas de alumínio para pão ou bolo inglês.
MODO DE PREPARO
- Forre as formas com a folha da bananeira e reserve.
- Lave bem as goiabas e corte-as ao meio com a casca
- Com uma colher, retire as sementes das goiabas com a polpa.
- Corte as goiabas em pedaços grandes, com a casca e reserve.
- Coloque somente as sementes das goiabas no liquidificador e bata bem.
- Em seguida, passe as sementes batidas numa peneira e reserve o que foi peneirado, descartando o restante.
- Coloque as goiabas num tacho, de preferência de cobre e despeje  água.
- Acrescente as sementes peneiradas e o açúcar, mexa até misturar bem e leve ao fogo médio até ferver.
- Mexa com uma colher de pau para não grudar. 
- Quando o doce começar a se soltar do fundo, comece a mexer mais rápido por uns 5 minutos batendo forte, até ficar com uma consistência bem grossa.
- Desligue, coloque o doce nas formas forradas que reservou e deixe esfriar, de um dia para o outro.
- Retire das formas, faça os cortes e sirva acompanhada de um bom queijo.
- Se sobrar, enrole o doce na mesma folha de bananeira, amarre e guarde na geladeira.
Nota: A folha de bananeira garantirá a higiene do doce e ainda tem o benefício de conservar o sabor, a cor e e manter a firmeza e textura do doce por muitos dias, mesmo fora da geladeira.
Fotos da goiabada Cascão da Mercearia Paraopeba em Itabirito MG - Tel.: 31 9864-5021

domingo, 19 de março de 2023

Receita de Queijadinha Canastreira

A queijada é famoso doce de queijo tradicional em São Roque de Minas, na Serra da Canastra. Quem ensina fazer é a Maria Mineira, com o doce feito por seu pai, senhor Vicente Benvinda, morador de São Roque de Minas.
INGREDIENTES
· 500 gramas de açúcar cristal
· 300 gramas de queijo Canastra curado, ralado
· Óleo ou manteiga para untar o tabuleiro
MODO DE PREPARO
- Levar ao fogo o açúcar em meio copo de água e deixar ferver até dar o ponto. 
- Depois colocar o queijo ralado e misturar bem. 
- Em seguida despejar em tabuleiro untado e esperar esfriar para cortar.
O doce é simples de fazer, caso não dê para cortar, basta voltar ao fogo e secar mais um pouco.
Pode dobrar a receita para render mais. Esse foi apenas para demonstração.

sábado, 4 de março de 2023

Receita de mingau de milho verde de corte e cremoso

INGREDIENTES
. 12 espigas de milho verde
. 500 ml de leite integral
. 1 1/2 xícara (chá) de açúcar
. 1 pitada de sal
. Canela em pó para polvilhar 
MODO DE PREPARO
- Debulhe o milho e retire os grãos com uma faca
- Despeje todo o leite no liquidificador e acrescente os grãos do milho verde e bata por 5 minutos
- Coloque um pano branco e limpo sobre uma bacia, despeje o líquido batido, enrole e aperte bem até sair todo o caldo. Descarte oi bagaço.
- Despeje o caldo em um tacho de cobre, de preferência porque vasilhas de cobre preservam a cor original do alimento. coloque o açúcar, o sal e vá mexendo
- Quando começar a ferver, continue mexendo por uns 3 minutos para fazer o mingau de milho verde cremoso
- Se preferir o mingau mais grosso e duro, de corte, deixe no fogo por uns 10 minutos e mexendo sempre.
- Deixe fervendo e sempre mexendo, com força e rapidez por uns 10 minutos, até que fique grosso.
- Despeje o mingau num prato ou tigela, espalhe por cima a canela, espere esfriar e sirva.
- Após esse tempo, corte em pedaços e pronto. Sirva à vontade acompanhado de queijo, café ou com os dois juntos!
Fotografias da Luciana Albano Pimenta de Ibiá MG

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Receita de doce de leite em barra

INGREDIENTES
. 5 litros de leite integral
. 2 quilos de açúcar
. 1 uma pitada de bicarbonato de sódio para evitar que o leite talhe durante o processo de fervura
MODO DE PREPARO
- Despeje tacho e o leite, o açúcar e a pitada de bicarbonato e vá mexendo sempre até ele engrossar. 
- Leva entre 45 a 60 minutos no fogo.
- Quando começar a engrossar e ficar dourado, mexa com mais rapidez.
- Quando ao mexer o fundo do estiver limpo, desligue e comece a bater o doce com uma colher de pau, de preferência.
- Despeje o doce sobre um tabuleiro untado com manteiga, espalhe bem, nivele com uma colher e espere esfriar.
- Por fim, corte em pedaços quadrados e sirva à vontade!
Fotografias da Luciana Albano Pimenta de Ibiá MG

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Receita de doce de banana em pedaços

INGREDIENTES
. 7 a 10 bananas caturra bem maduras
. 1 xícara (chá) de açúcar
. Suco de 1 limão
. 2 colheres (sopa) de chocolate em pó 50%
. 1 envelope de gelatina sem sabor, dissolvido conforme a embalagem
. Açúcar para salpicar
MODO DE PREPARO
- Descasque e pique as bananas em rodelas bem finas.- Em uma panela, coloque o açúcar, o suco do limão e o chocolate, misture bem e deixe no fogo até derreter todo o açúcar.
- Acrescente agora as bananas e mexa bem até que as bananas comecem a se soltar do fundo. Tampe e deixe no fogo por alguns minutos e desligue.
- Acrescente a gelatina dissolvida e mexa bastante.
- Unte uma fôrma com manteiga, despeje todo o doce, espere esfriar e leve à geladeira e deixe de um dia para outro.
- No dia seguinte, retire da geladeira, espalhe o açúcar por cima e com uma faca, corte o doce em formato quadrado.
- Se preferir, espalhe mais um pouco de açúcar no doce já cortado.
Fotografia e receita fornecidas pela Luciana Albano de Ibiá MG

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Doce de leite: origem e a receita tradicional

(Por Arnaldo Silva) O ato de ferver o leite com açúcar originou um dos doces mineiros mais tradicionais de Minas Gerais, o doce de leite. Se ficar menos tempo no fogo, fica cremoso. Se ficar mais tempo, fica sólido, bom para corte.
          O doce surgiu numa época de busca por alimentos, numa terra recém povoada. Sabia-se que a gordura preservava por mais tempo alimentos perecíveis, bem como açúcar, que é um conservante natural. Em busca de alimentos que durassem mais tempo, por um acaso ou não, surgiram vários alimentos, como o doce de leite. (foto acima da Lúcia Barcelos)
          O doce de leite harmoniza muito bem com o queijo Minas, com doces como de figo, casca de laranja-da-terra, de mamão, além de ser versátil, podendo ser usado em receitas diversas, para fazer sorvetes, recheios para bolos, biscoitos, pudins, pães, roscas, churros, balas, etc.
          Presente na culinária mineira desde o século XVIII, o doce de leite conquistou, não só o paladar dos mineiros, mas também de todos os brasileiros, a partir da segunda metade do século XIX, quando começou a se popularizar em todo o Brasil.
O maior produtor e consumidor de doce de leite no Brasil é Minas Gerais. Embora tenha centenas de fábricas de doces por todas as cidades mineiras, o doce de leite caseiro ainda é o mais popular entre os mineiros. 
          O doce surgiu numa época de busca por alimentos, numa terra recém povoada. Sabia-se que a gordura preservava por mais tempo alimentos perecíveis, bem como açúcar, que é um conservante natural. Em busca de alimentos que durassem mais tempo, por um acaso ou não, surgiram vários alimentos, como o doce de leite. 
          O doce de leite harmoniza muito bem com o queijo Minas, com doces como de figo, casca de laranja-da-terra, de mamão, além de ser versátil, podendo ser usado em receitas diversas, para fazer sorvetes, recheios para bolos, biscoitos, pudins, pães, roscas, churros, balas, etc.
          Presente na culinária mineira desde o século XVIII, o doce de leite conquistou, não só o paladar dos mineiros, mas também de todos os brasileiros, a partir da segunda metade do século XIX, quando começou a se popularizar em todo o Brasil.
O maior produtor e consumidor de doce de leite no Brasil é Minas Gerais. Embora tenha centenas de fábricas de doces por todas as cidades mineiras, o doce de leite caseiro ainda é o mais popular entre os mineiros. 
Quem inventou o doce de leite?
          A história afirma que o doce de leite foi criação mineira. O problema é que os argentinos, afirmam que são eles os inventores da iguaria. (fotografia acima de Arnaldo Silva)
          Mineiros e argentinos disputam quem foi o primeiro a fazer o doce de leite desde o século XIX. Enquanto esse imbróglio centenário com os argentinos não se resolve, a origem do doce de leite segue incerta.
 A versão dos mineiros
          Segundo opinião de historiadores, o doce de leite foi criado em Minas Gerais. Surgiu pela necessidade da criação de alimentos, numa terra que a cada dia recebia aventureiros, bandeirantes e portugueses, que chegaram à Minas Gerais, com a descoberta de ouro, no século XVIII.(fotografia acima de Evaldo Itor Fernandes em Moeda MG)
          O doce de leite saiu das cozinhas mineiras, nos primórdios do povoamento de Minas Gerais por um erro. Ao ferver o leite de vaca com açúcar, o leite foi esquecido no fogo, o que resultou num creme amarronzado. O sabor ficou ótimo, surgindo assim o doce de leite, passando a iguaria a ser feita pelas famílias mineiras com a receita passada de geração para geração, desde o século XVIII.
          O doce de leite se popularizou entre os mineiros ainda nos primeiros anos de sua descoberta, passando a ser apreciado por todos, chegando à nobreza e passando a ser feito também em outras regiões brasileiras.
          Não há nenhum relato em nossa história de doce de leite feito antes da popularização do doce em Minas Gerais.
          Doce de leite, junto com o pão de queijo e o queijo, são as principais identidades mineiras. 
A versão dos argentinos
          Quem experimentou o doce de leite argentino sabe muito bem que o doce é diferente do feito em Minas Gerais. Os sabores são diferentes, pelo leite, pelo tipo de açúcar, por especiarias regionais inseridas na receita e pela proporção entre os dois ingredientes, o açúcar e o leite. Obviamente há diferenças na textura, cor e sabor.
          Segundo os argentinos, o doce de leite foi inventado por eles em 1829, no século XIX, na fazenda do governador Juan Manuel de Rosas, nas proximidades de Buenos Aires.
          Uma das criadas do governador estava preparando lechada, um tipo de chá da tarde dos argentinos, uma bebida de leite quente com açúcar. Como a criada estava bastante cansada, deitou-se para descansar um pouco, deixando a lechada no fogo e acabou cochilando.
          Quando acordou, foi à cozinha e viu que a lechada tinha se transformado em uma pasta cremosa e amarronzada. Mostrou ao governador, que experimentou e gostou tanto que apresentou a iguaria às pessoas que conhecia, tornando-a popular entre os argentinos, a partir de então.
          Segundo historiadores, não há nenhuma evidência concreta que essa história seja verídica, mas é uma boa história que os argentinos defendem para se afirmarem os criadores do doce de leite.
          Até porque, doce de leite como conhecemos, já existia em Minas Gerais desde o século XVIII, bem antes da “invenção” argentina, em 1829, no século XIX.
Outra versão
          Há também historiadores que afirmam que as duas versões, tanto mineira, quanto argentina, não tem comprovação e que não é possível dizer com certeza, quem criou o doce de leite, se mineiros ou argentinos ou nenhum dos dois.
          Concordam apenas em dizer que tanto mineiros, quanto argentinos, desenvolveram a receita original, de acordo com suas características regionais, estilo e especiarias locais, gerando assim variações diversas do doce, ao longo do tempo.
A receita do doce de leite tradicional
          Em sua forma cremosa é o mais popular, mas também tem forma sólida, em barra ou cortado em pedacinhos. A diferença entre um tipo e outro é o tempo que fica no fogo. 
          Para fazer o doce de corte, basta deixa-lo mais tempo no fogo, tendo atenção para não queimar e bater com uma colher de pau, até começar a endurecer. Por fim é despejado em tabuleiro ou forma e cortado. (fotografia acima da Lúcia Barcelos)
Receita tradicional
Ingredientes

. 5 litros de leite integral
. 1 quilo de açúcar
Modo de preparo
- Despeje todo o leite num tacho, se possível de cobre junto com açúcar e leve ao fogo médio
- Mexa sem parar com uma colher de pau até começar a ferver para que o açúcar se dissolva por completo e se caramelize por igual
- Quando começar a ferver e continue mexendo por 15 minutos
- Reduza mais ainda o volume do fogo e deixe no fogo, mexendo sempre até que adquira uma consistência cremosa na cor marrom claro
- Caso prefira, pode adicionar frutas com o doce já pronto de frutas a seu gosto como pêssego, figo ou outras frutas que preferir, ou mesmo, chocolate (foto abaixo de Evaldo Itor Fernandes)
- Espere esfriar, coloque o doce em uma tigela ou potes de vidro e sirva acompanhado de Queijo Minas.

domingo, 29 de maio de 2022

A origem e receita tradicional do arroz doce

(Por Arnaldo Silva) O arroz doce é um dos mais apreciados pratos em Minas Gerais. É tão tradicional que faz parte da gastronomia mineira, embora não seja um prato típico de Minas e nem do Brasil.
          O arroz é de origem asiática e o seu modo de preparo doce é tradição nos países asiáticos, principalmente na Índia e Tailândia. O arroz e suas variações no preparo, chegou ao Brasil com os portugueses no início da colonização e à Minas Gerais, no século XVIII. (fotografia acima de Sueli Santos de Dores do Indaiá MG)
          Em sua origem, o arroz doce é consumido de forma natural, arroz, leite e açúcar, ou acompanhado de fatias de frutas, como a manga. No Brasil, recebeu o acrescimento do leite condensado, no século XX.
          Em Minas Gerais o tradicional arroz doce branco não é muito popular e sim o moreno, uma tradição mineira. Isso porque o açúcar cristal, como conhecemos, não existia no século XVIII, devido a rusticidade do preparo do açúcar nos engenhos de cana. Era um açúcar escuro, conhecido por açúcar mascavo. O arroz ficava moreno escuro e também muito saboroso.
          Mesmo com o melhoramento da produção do açúcar nos engenhos na época e industrialização dos engenhos, com o açúcar ficando mais refinado e claro, os mineiros continuaram a preparar o arroz doce moreno. Virou tradição. Embora tem quem goste do arroz doce branco, o arroz doce moreno é o preferido dos mineiros. (foto abaixo de Sueli Santos em Dores do Indaiá MG)
          A receita tradicional do Arroz Doce é essa:
INGREDIENTES
. 2 xícaras (chá) de arroz branco
. 1 litro de leite integral
. 2 xícaras (chá) de água
. 2 xícaras (chá) de açúcar
. 1 pitada de sal
. Canela em pau a gosto
. Canela em pó para polvilhar
MODO DE PREPARO
- Coloque o leite numa panela grande e deixe no fogo até começar a ferver
- Nesse ponto, despeje toda a água e em seguida, as duas xícaras de arroz e pitada de sal, mexa e deixe cozinhando em fogo baixo.
- Acrescente todo o açúcar e mexa mais. (Se preferir o arroz doce moreno, dissolva o açúcar numa panela, coloque um pouco de água e despeje sobre o arroz e mexa).
- Deixe o arroz cozinhando em fogo baixo até começar a secar.
- Quando o arroz estiver cozido, desligue, espalhe sobre uma travessa e espalhe canela em pó. 
- Pode servir acompanhado de fatias de manga ou pêssego em calda. Como desejar.

O tradicional doce de casca de laranja-da-terra

(Por Arnaldo Silva) O doce de casca de laranja-da-terra é um dos mais tradicionais da culinária mineira. Está presente nas cozinhas de Minas Gerais desde o início do século XVIII, quando da descoberta de ouro em Minas.
          O que poucos sabem que essa variedade de laranja não é nativa do Brasil, é asiática. Aliás, toda fruta cítrica tem origem no sudoeste do Himalaia, leste da Índia, norte de Myanmar e oeste de China, países asiáticos. Foram os portugueses que introduziram as frutas cítricas no Brasil. Na colônia, as variedades de cítricos se adaptaram muito bem, se disseminando por todo o Brasil. (fotografia acima de Arnaldo Silva/@arnaldosilva_oficial)
          A laranja da terra, uma as variedades da laranja, chegou à Minas Gerais bem no início do século XVIII. As sementes da variedade foram plantadas ao longo do trecho da estrada real, nos povoados e arraiais que foram se formando ao longo da estrada.
          Em sua origem, era chamada apenas de laranja. Como outras espécies de laranjas começaram a ser introduzidas na colônia, foram recebendo nomes para se diferenciarem uma das outras como laranja-baía, laranja-lima, laranja-pera, laranja natal, etc.
          A laranja-da-terra recebeu esse nome no século XIX por sua casca ser bastante rústica, grossa e com coloração mais escura quando bem maduras, semelhante a cor da terra, daí o nome. (fotografia acima da Nilza Leonel de Vargem Bonita MG da laranja-da-terra, ainda verde, no pé)
          A fruta é bastante ácida e não produz muito suco, como as outras espécies, mas de sua casca, originou-se um dos mais saborosos doces da culinária mineira, o doce de casca de laranja-da-terra.
          Preparar o doce requer muito tempo e paciência, mas o resultado final compensa (foto abaixo da Nilza Leonel em Vargem Bonita MG). Veja a receita:
INGREDIENTES
. 20 laranjas-da-terra
. 2 quilos de açúcar
. 1 pau de canela-em-pau
. Cravos-da-índia a gosto
MODO DE PREPARO
- Lave bem as laranjas e passe um ralinho fino na casa. A casca possui muitas cavidades e podem acumular poeira. (fotos acima da Lúcia Barcelos de Morrinhos GO)
- Corte as laranjas em forma de cruz, dividindo cada uma em quatros partes ou em duas partes, cortando-as ao meio, se preferir.
- Retire todo o miolo da laranjas e coloque as cascas em uma vasilha, deixando de molho por 3 dias, trocando a água a cada dia. Isso é para tirar o amargo da casca.
- Após esse tempo, coloque um pouco de água numa panela, todo o açúcar, o cravo e a canela e faça uma calda.
- Escorra bem as cascas da laranja e despeje todas as cascas na panela com a calda.
- Cozinhe em fogo alta, mexa e quando começar a ferver, baixe o fogo e deixe cozinhando lentamente, até que as cascas estejam macias e firmes.
          Por fim, espere esfriar e sirva acompanhada de um autêntico queijo mineiro.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Receita do Tijolo: o doce do Norte de Minas

(Por Arnaldo Silva) Tradicional na Região Norte de Minas, é um dos principais pratos da culinária do norte-mineiro, presente nos mercados municipais e nos fogões à lenha, das cidades do Norte de Minas. O doce é feito com caldo de cana, mandioca e coco.
          Além de saboroso, é nutritivo, rico em fibras, ferro, cálcio, potássio e outros nutrientes. O Tijolo e um dos mais saborosos doces da culinária sertaneja regional.
          Os ingredientes da receita são
 os mesmos, mas o modo de preparo pode variar, de acordo com o tipo de cana, estação e tradição das cidades. Por exemplo, em algumas cidades, o caldo da cana é fervido e quando começar a ferver, é acrescentado a mandioca e o coco ralado, ainda no fogo. 
         Em Montezuma, também no Norte de Minas, é diferente.  O caldo da cana é fervido até ficar em ponto de puxa, quando é retirado do fogo e despejado numa gamela ou cocho, onde já está a mandioca e o coco ralado já misturados. 
          O melado da cana retirado do fogo é despejado ainda bem quente no cocho ou gamela onde está a mandioca e o coco, é batido com uma pá de pau, até endurecer e por fim, vai para a fôrma.
          É desse jeito que vamos aprender a fazer o Tijolo, com as fotos e receita fornecidas pelo casal de agricultores Zequinha e Terezinha da Fazenda Brejinho, na zona rural de Montezuma MG, com a colaboração do Joaquim Pereira Amorim/Quimba, secretário de Agricultura da cidade.
INGREDIENTES
. 20 litros de caldo de cana
. 2 litros de mandioca (equivalente a cerca de 5 quilos de mandioca)
. 1 coco natural, ralado
Você vai precisar de fôrma de madeira, de preferência, usadas para fazer rapadura, escumadeira, colher de pau, gamela ou cocho e  tacho de cobre grande.
MODO DE PREPARO
- Rale bem o coco e reserve.
- Descasque as mandiocas e lave bem.
- Em seguida, rale a mandioca.
- Despeje a mandioca ralada em uma peneira e lave bem, com bastante água.
- Despeje toda a mandioca sobre um pano limpo, enrole e aperte bastante, até sair todo o líquido.
- Feito isso, abra o pano e deixe a mandioca secando um pouco, mas não por muito tempo, terá que ficar um pouco úmida.
- Enquanto a mandioca seca, coloque o caldo de cana no tacho e ferva.
- Quando o caldo começar a ferver, formará uma espuma na superfície do tacho. Retire essa espuma com a ajuda de uma escumadeira, sempre que ela se formar.
- Quando o caldo da cana estiver no ponto de "puxa", na consistência de melado, retire do fogo.
- Coloque na gamela ou coxo de madeira, dois litros da mandioca e o coco e misture bem.
- Despeje todo o melado da cana bem quente na gamela ou cocho e comece a bater com a ajuda de uma colher de pau ou uma pá de pau, que é melhor.
- Bata bastante até o doce começar a ficar duro.
- Se precisar, acrescente mais um pouco de mandioca ralada.
(se achar melhor, ao desligar o fogo, despeje a mandioca e o coco direto no tacho e bata)
- Nesse ponto, despeje o doce com ajuda de uma cuia, nas fôrmas tradicionais de rapadura, passe uma espátula para acertar a superfície e deixe esfriando.
- Desenforme, corte o doce em pedaços e sirva à vontade.
Nota: A receita rende dois a três tijolos, dependendo do tamanho da fôrma que usar. Se quiser em quantidade maior, basta dobrar ou triplicar os ingredientes.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Aprenda a fazer canjiquinha doce

A canjiquinha é um prato saudável, de Minas Gerais. Por ser muito nutritivo, faz parte da merenda escolar. O prato tradicional é preparado com legumes, costelinha de porco e linguiça, mas resolvi fazer diferente Se é bom salgada, é bom também doce. Fiz canjiquinha doce e ficou ótimo. Me lembra o arroz doce. Veja como fiz.
Você vai precisar de:
. 1 xícara de canjiquinha (deixe de molho na água de um dia para o outro para amolecer)
. Meio litro de leite
. Meia caixinha de creme de leite
. 2 colheres de açúcar
. 1 pitada de sal
. Cravo
. Coco ralado a gosto
. Amendoim torrado a gosto
Fiz assim:
- Cozinhei a canjiquinha na água que eu tinha deixado para amolecer. 
- Quando começou a cozinhar, desliguei o fogo, retirei a água, mas deixei só um pouquinho e esperei esfriar.
- Coloquei o leite, e misturei bem. Liguei o fogo e fui colocando o açúcar, a pitada de sal, o creme de leite, sempre mexendo com uma colher.
- Quando começou a levantar fervura, acrescentei o coco ralado e o amendoim.
- Deixei ferver bem, até que a canjiquinha ficou molinha.
- Por fim, esperei esfriar um pouco, coloquei num outro recipiente e pulverizei com canela em pó.
O resultado foi 10, ótimo mesmo. Fácil de fazer e super gostosa.
Fotografias e receita de Arnaldo Silva, de Bom Despacho MG

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Aprenda a fazer paçoca de amendoim no pilão

A paçoca de amendoim, como boa parte das receitas que hoje apreciamos, saiu das senzalas para nossas mesas. Uma dessas receitas é a paçoca de amendoim, de tão gostosa que é, atraiu o paladar de todos, sendo hoje apreciada por todos. Veja a receita.
INGREDIENTES
. 1 kg de amendoim
. 1 kg de açúcar
. 1 kg de farinha de mandioca torrada ou de milho
. 1 colher rasa (de café) de sal

MODO DE PREPARO
- Primeiro torrar o amendoim em 2 etapas na panela de ferro de preferência,  mexendo sem parar com uma colher de pau
- Abanar com a peneira grande para tirar as casquinhas vermelhas
- Socar o amendoim no pilão e adicionar aos poucos a farinha de mandioca torrada ou de milho, se preferir, e açúcar
- Peneire tudo na peneira fina e coloque a borra de volta no pilão para socar mais vezes sempre adicionando mais farinha e açúcar
- Não esqueça a pitada de sal
- Quando acabar de socar todo o amendoim no pilão, misturar a paçoca pronta para ficar bem homogênea.
Prontinho. Agora é só apreciar esse delícia.
Fotografia de Odilon Euzébio de Jerusalém - Inhapim MG

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Receita de doce de figo verde em calda

Um dos doces mais tradicionais da nossa culinária
INGREDIENTES
. 2 quilos de figos verdes 

. 1 quilo de açúcar
. 6 cravos-da-Índia 

. 5 pedaços de canela.
MODO DE PREPARO
- Lave bem os figos, escorra, faça um pequeno corte em cruz no fundo de cada um, elimine os cabinhos, lave novamente, coloque em uma panela grande, cubra com água fria, leve ao fogo alto, deixe ferver e cozinhe por cerca de 20 minutos ou até ficarem macios.
- Tire do fogo, escorra bem, deixe esfriar, coloque em um saco plástico e deixe no freezer por cerca de 2 horas ou até ficarem congelados.
- Passe os figos em água corrente, esfregando-os um a um com as mãos para soltar a pele, lave os figos novamente e deixe escorrer bem.
CALDA
- Em uma panela grande, coloque 8 xícaras de água, açúcar, cravos, canela, leve ao fogo alto e, mexendo sempre, deixe começar a ferver, pare de mexer e cozinhe até a calda ficar em ponto de fio grosso.
- Acrescente os figos, deixe ferver, cozinhe por cerca de 30 minutos, tire do fogo e deixe esfriar na calda até o dia seguinte.
- Coloque novamente no fogo e, assim que ferver, cozinhe por mais 30 minutos; tire do fogo e deixe esfriar.
Prove o figo: se estiver macio e saboroso, o doce estará pronto; se não, deixe na calda até o dia seguinte e repita a operação mais uma 
vez. Depois de frio, coloque em uma compoteira e leve à mesa.
Dica: Doce de figo acompanha muito bem com doce de leite e Queijo Minas Frescal, como mostra a foto acima do Chico do Vale, de Itumirim MG. A primeira fotografia é de autoria de Lourdinha Vieira, de Bom Despacho MG.
Feito pela Lourdinha Vieira de Bom Despacho MG

terça-feira, 5 de junho de 2018

Receita de Caçarola Mineira

(Por Arnaldo Silva) A Caçarola é um "bolo-pudim" muito tradicional em Minas Gerais, tanto é que até parece que nasceu aqui, em Minas, mas sua origem não é mineira e sim italiana. A receita original foi adaptada à culinária mineira desde o século passado. 
          Na receita original, usa-se parmesão. Já na receita mineira, Queijo Minas meia cura. 
          Como não existia naqueles tempos as fôrmas de pudim e bolos como temos hoje, a guloseima era feita em caçarolas comuns, usadas no preparo das comidas. Por isso o nome, "caçarola". 
          Veja a nossa receita e se delicie com nossa caçarola.
INGREDIENTES
. 1 litro de leite integral
. 10 ovos 
. 350 gramas de queijo Minas meia cura ralado
. 1 1/2 xícara (chá) de açúcar 
. 500 gramas de farinha de trigo + ou -
. 1 colher (chá) de manteiga 
Cobertura (opcional): coloque em uma panela 1 xícara cheia de açúcar cristal, água e derreta, acrescente coco ralado, misture bem e reserve.
MODO DE PREPARO
- Coloque no liquidificador os ovos, o leite, o queijo, a manteiga, o açúcar e a farinha de trigo e deixe batendo por 5 minutos. 
- Se a massa ficar muito mole, acrescente mais um pouco de farinha de trigo
- Desligue e deixe a massa descansando por 10 minutos
- Unte uma fôrma com manteiga e farinha de trigo, despeje a massa e leve em forno pré-aquecido a 180ºC e deixe assando até começar a dourar.
- Quando estiver bem assada, espalhe, se preferir,  a cobertura sobre a Caçarola, com a ajuda de uma colher. Espere esfriar, corte e sirva.
(fotografias de autoria de Arnaldo Silva - Bom Despacho MG)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Receita de fermentado de Jabuticaba

(Por Arnaldo Silva) Faço essa bebida sempre. Na temporada das jabuticabas, encho o saco da fruta e preparo meu vinho. É uma bebida leve, suave e muito saborosa.  Popularmente chamada de vinho, mas a nomenclatura não é a correta, já que vinho é exclusivamente o nome da bebida obtida através da fermentação do sumo da uva. 
          Bebidas produzidas através da fermentação do sumo de outras frutas como a jabuticaba, laranja, banana, maçã, jamelão, amora, morango, etc., mesmo usando o mesmo processo da produção do vinho da uva, não são considerados, literalmente, vinho, e sim fermentados. 
           Nativa da Mata Atlântica, a fruta é 100% brasileira e segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Química da Unicamp de Campinas, possui alto teor de antocianinas (bem mais que o encontrado no jambolão, amora e na uva). 
          A antocianina é um antioxidante que ajuda no combate dos radicais livres, reduz as chances de desenvolvimento de doenças cardíacas.
          Além disso, a polpa da jabuticaba contém niacina, uma vitamina do completo B que ajuda a facilitar a digestão e eliminar toxinas no organismo, vitamina C, fósforo e ferro.
     Até mesmo a casca da fruta tem sua utilidade e não deve ser jogada fora. Pode ser comida naturalmente. 
          Isso porque a substância pectina, uma fibra indicada para reduzir os níveis de colesterol, está presente na casca da fruta. 
          Além disso, a pectina ajuda a evitar a prisão de ventre, além de conter elementos antialérgicos. Caso não queria comer a casca in natura, pode batê-la no liquidificador com água e tomar como suco ou mesmo, fazer geleia da casca.
Agora vamos aprender a fazer fermentado de jabuticaba
- 10 litros  de jabuticabas usando como medida uma lata óleo, vistosas e lavadas.
- 500 gramas de açúcar (A jabuticaba já tem açúcar natural, não precisa mais que isso)

- 5 potes de 2 litros cada (em cada garrafa coloque um pouco de álcool e chacoalhe bem, para desinfetar as garrafas) 
Agora vamos preparar do fermentado
- Lave as jabuticabas e deixe elas secarem por completo;
- Pegue um vidro de 2 litros, coloque as jabuticabas inteiras no vidro, amasse um pouco para que algumas frutas soltem o liquido, depois açúcar, mais jabuticaba e cubra com açúcar.
- O teor alcoólico natural da jabuticaba é de 3% apenas. Se julgar fraco, coloque em cada pote um copo americano de cachaça destilada.
- Depois de fazer esse processo em em todos os potes, tampe o vidro.
- Deixe os recipientes num lugar fresco e ao abrigo da luz por 60 dias. O ideal é 90 dias, caso não tenha pressa. 
- Nesse período, dê umas leves sacudidas no recipiente, abra e feche de novo os potes. Faça isso todas as semanas para evitar acúmulo de gases.
- Depois desse período, mexa lentamente as jabuticabas com uma colher de pau, para que as jabuticabas ainda inteiras estourem, coe numa peneira fina para que não fique resíduos da casca das jabuticabas, descarte as cascas e coloque o líquido em garrafas bem limpas e feche com rolhas.
- Deixe mais 10 dias em descanso e após esse tempo, pode servir à vontade. 
(As duas primeiras fotos de Arnaldo Silva e as outras duas, de Lourdinha Vieira em Bom Despacho MG)

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