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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A vida e obra do artista plástico Alfredo Vieira

(Por Arnaldo Silva) Suas telas impressionam pelo realismo e simplicidade. Retratam a vida do sertanejo, do povo simples, dos casarios singelos, as pequenas vilas e nossas paisagens. Nos leva de volta ao tempo, nos doces momentos que nossos pais e avós tiveram e nos deram.
          Uma arte que emociona, que sai dos pincéis, coração, sentimento e alma de um dos grandes artistas do realismo contemporâneo e hiper-realismo, da atualidade.
          Esse artista é Alfredo Vieira, nascido em Belo Horizonte, em 1969 e residente atualmente em Lagoa Santa, cidade a 40 km da capital. 
          Desenvolveu a arte do desenho e pintura, incentivado por seu pai, Afrânio, que também era artista plástico, muito conhecido por retratar cenas rurais, principalmente casarios, em suas telas. Seu pai foi ainda, um dos fundadores da antiga Feira Hippie, na Praça da Liberdade de BH. Hoje é Feira de Artes, Artesanatos e Produtores de Variedades de Belo Horizonte e funciona na Avenida Afonso Pena, atualmente.
          Além de ter seu pai, como referência e influência em sua arte, Alfredo teve também como referência, grandes mestres da pintura, como Caravaggio, Bouguereau, Van Gogh, Richard Estes, Ralph Goings, Royo, Volegov, Vermeer, o seu preferido e mais recentemente a artista Alissa Monks.
          Incentivado e inspirado por seu pai, Alfredo passou a expor seus trabalhos na antiga “Feira Hippie”, ainda menino, aos 10 anos. Seu talento logo chamou a atenção dos apreciadores da arte, obtendo um reconhecimento, ainda precoce.
          Foram 32 anos presentes na mais tradicional feira de artesanato e artes de Minas Gerais, com seu nome e trabalhos reconhecidos, não só em Minas Gerais, mas em todo o Brasil.
          Buscando voos mais altos em sua carreira, Alfredo teve o incentivo de Pedro Augusto, professor da escola Guinard, para lecionar aulas de desenho e pintura. Assim, com apoio, incentivo e entusiasmado com a ideia, a partir do ano 2000, começou a lecionar desenho e pintura, ensinando e fazendo novos experimentos em novas técnicas e efeitos, com seus novos alunos. 
          Em 2002, mudou-se para a Itália, a convite de uma de suas alunas. Da mesma forma que no Brasil, Alfredo Vieira, obteve muito sucesso e reconhecimento de sua arte, neste país. 
          Foram seis meses vivendo na Itália, fazendo exposições, pinturas ao vivo em praças e feiras, além de um curso em Florença, aprimorando ainda mais seus conhecimentos e fortalecendo seu nome, bem, como as expressões hiper-realistas de sua arte. De volta ao Brasil, volta a lecionar desenho e pintura. Atualmente, Alfrdo Vieira, não mais leciona, se dedica integralmente a pintar suas telas.
          Alfredo Vieira, hoje, é um nome de peso nas artes plásticas do Brasil. Desde criança desenvolveu seu talento nato, aprimorado, não em banco de escola, mas em estudos próprios e pesquisas, além de viagens pelo Brasil e exterior. Fica horas e horas, em seu ateliê, desenvolvendo sua arte.
          É um pintor hiper-realista por excelência e apaixonado por sua arte. Metódico, audacioso, estudioso, talentoso, determinado, paciente, atencioso, amante das coisas simples e detalhes que refletem a vida do povo mineiro, são suas principais características.
          Suas telas saem de seu olhar, de seu coração, de seus sentimentos. Por isso, sua arte encanta, emociona e comove. Se entrega de corpo, coração e alma à arte que sai de suas mãos. 
          Em suas telas, Alfredo Vieira, expressa, não só a vida simples do povo, as nossas paisagens, ou os singelos casarios, mas suas emoções.
          A arte de Alfredo Vieira, sai de seu coração e para nossos corações, se dirige.
          O artista Alfredo Vieira é ativo nas redes sociais, podendo ser contatado também pelo Whatsapp (31) 99825-7960.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Conheça a arte e o artista plástico Gildásio Jardim

Comecei a pintar aos 13 anos, morava na zona rural, na comunidade Abelha Brava, Padre Paraíso. Minhas primeiras pinturas foram em cartolina, com tinta guache.
          Comecei a pintar , por uma necessidade minha de expressar o que eu via e sentia. Comecei a desenhar com uns 7 anos, desenhava nas estradas de terra, na areia, e nos cadernos que meu pai comprava pra fazer cigarro. Fui alfabetizado aos 8 anos, eu já desenhava nessa época. Mas foi só aos 13 anos que eu tive acesso á tintas, então pintei os meus primeiros quadros. 
          Como eu não conhecia ninguém que pintava e nem tinha conhecimento sobre técnica alguma; tive que me virar, fazer experimentações com as tintas que encontrava em minha cidade; tinta guache, tinta para tecido, látex, corante líquido e esmalte sintético. 
          Depois de fazer algumas pinturas em cartolinas, comecei a construir minhas próprias telas usando algodão cru e restos de madeira serrada. Não tive a oportunidade de fazer nenhum curso de pintura.
          No início minha pintura era só decorativa, paisagens, flores e animais, o que era bem recebido em minha cidade. Quando entrei no curso de licenciatura em geografia pela UNIMONTES na cidade de Joaíma, fui muito influenciado a pintar temas ligados ao curso , conheci a filosofia e sociologia, fiquei encantado. Essas disciplinas, e o FESTIVALE, me ajudaram a olhar mais e perceber minha própria cultura e a fazer uma série de quadros sobre as vivências culturais no Vale do Jequitinhonha.
          Criei essa técnica de pintura onde confecciono as telas com tecidos estampados para fazer roupas. Pinto em 3D , cenas humanas cotidianas e da cultura popular de Minas Gerais e do nordeste brasileiro.
          As estampas de tecido são lembranças das roupas das pessoas de minha comunidade que carrego em meu imaginário desde minha infância na zona rural.
          Comecei a fazer telas com essas estampas com o objetivo de provocar uma fusão entre os personagens do meu universo com as cores que eles trazem na vestimenta. De cada estampa, tento tirar um personagem ou vivência da cultura popular. 
          Queria retratar as vestimentas que tenho como referência de infância, que é a chita com bolinhas e florzinhas que as mulheres vestiam, e as chitas com xadrez que eram as camisas dos homens. Na verdade esse tecido era sinônimo de pobreza. Contudo, também era uma coisa muito bonita, que me remete a alegria e a simplicidade da minha gente, que tem como principal característica a afetividade.
          Quando passei a trabalhar como professor de geografia, comecei a ensinar pintura á alguns alunos que se interessavam por desenho ; daí fui convidado a dar oficinas de pintura na própria escola pelo projeto PEAS , e na assistência social para os jovens e idosos do CRAS. Atualmente minha pintura é muito conhecida em minha cidade.
TÉCNICA: Acrílica, tinta p/ tecido, tinta látex e corante líquido. Eu mesmo confecciono as telas, usando madeira e tecidos estampados, como tricoline, chita, brim.
EXPOSIÇÕES
Festivale: Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha nas edições: 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012.
UFVJM: Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri; 2008, 2009; 2010
UFMG: FEIRA DE ARTE SOBRE O VALE DO JEQUITINHONHA 2011, 2012, 2013
SESC RIO DE JANEIRO, unidade Engenho de Dentro 2013
SESC RIO DE JANEIRO, unidade São João de Meriti 2013
UNIVERSIDADE FEDERAL. UFVJM DIAMANTINA. 2013
JEQUISABOR. EDIÇÃO 2013 NA CIDADE DE CAPELINHA MG.
EXPOSIÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL DE SAÚDE POPULAR EM PORTO ALEGRE 2013.
EXPOSIÇÃO NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA BAHIA – UNEB 2014.
EXPOSIÇÃO NO ENCONTRO DA CNTE EM RECIFE 2014
EXPOSIÇÃO NA UNIMONTES 2015
EXPOSIÇÃO EM TRANCOSO – BA 2016.
          Gildásio atua também como professor de geografia em uma escola estadual de comunidade rural de Padre Paraíso MG,  sempre usando muitos desenhos nas aulas. Contatos:(33) 98411-0045 - E-mail: gildasio-35@hotmail.com

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O encanto da arte da pintura Bauern

(Por Arnaldo Silva) A arte do bauernmalerei (pronuncia-se "bauermalarrái) é uma técnica de pintura que surgiu entre os camponeses austríacos, suíços e alemães da região da Baviera, entre os séculos XVII e XVIII. A palavra bauern, significa camponesa e malerei, pintura. Literalmente, pintura camponesa.
          Os ricos à época contratavam artistas para decorar suas casas e os camponeses, como não podiam contratar artistas, começaram desenhar flores, pássaros, frutas, garrafas e até figuras humanas em seus instrumentos de trabalhos, como foices, enxadas e martelos, já sem uso, para também melhorarem o visual de suas casas. (foto acima e abaixo, arte do artista plástico José Roberto Paula, o Zezim de Barbacena MG)
          O resultado agradou e começaram também a fazer pinturas em armários, pratos, mesas, penteadeiras e principalmente nas portas e janelas da parte frontal de suas casas. Assim seus lares ficavam decorados, coloridos e atraentes. Além disso, o colorido da arte contrastava com o branco da neve, dando mais vida e cor aos vilarejos nos dias de inverno rigoroso, principalmente no Natal.
          Com o passar do tempo, essa arte ficou restrita aos camponeses locais, voltando a se popularizar novamente em meados do século XX, mais por necessidade, que por arte. (na foto acima, pintura bauer em madeira, em Monte Verde MG, Sul de Minas. Abaixo trabalho do artista plástico Rui de Paula de Jaboticatubas em pote de barro)
          Foi após a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha, que a arte foi retomada. Naquela época, o país tinha sido arrasado pela guerra, com destroços espalhados por todos os cantos. (na foto abaixo, de Mônica Milev, arte bauern em banco de praça em Monte Verde MG)
          Foram justamente esses destroços que serviram de inspiração aos camponeses e moradores das cidades alemãs. Reviveram as técnicas da arte baermmalerei, começando a fazer desenhos em peças retiradas de escombros ou mesmo em antiguidades que tinham ou encontravam pelo caminho, como os velhos ferros de passar roupas, caldeirões de ferro, etc. Esses trabalhos eram vendidos, e por muito tempo, foram a fonte de renda de muitas famílias que iniciaram a reconstrução de suas vidas, no pós-guerra (abaixo trabalho do artista plástico Robson Neves de Sabará MG em latões de leite)
          Àquela época, as dificuldades econômicas provocadas pela Segunda Guerra Mundial, assolava quase toda a Europa, tendo sido essa arte de grande importância para um país que necessitava se recuperar economicamente.
          A arte Bauernmalerei, ajudou a melhorar a alto estima do povo desses países, principalmente dos alemães, melhorando a aparência de suas casas, ruas e bairros, bem como ajudando na subsistência de famílias, num tempo em que a Alemanha e toda a Europa, estava em reconstrução, no pós-guerra e as condições de sobrevivência eram bem difíceis. (na foto abaixo, trabalho do artista plástico José Roberto Paulo de Barbacena MG num CD)
A arte surgiu do povo, se popularizou, expandindo para fora do continente europeu, chegando nas Américas. No Brasil e em Minas Gerais, artistas se inspiraram na arte bauermmalerei e começaram a pintar temas diversos fazendo suas próprias leituras, incorporando elementos da  nossa cultura, história e tradições aos estilo da técnica. Assim surgem cenas rurais e religiosas pintadas em ferros a brasa, enxadas, CD´s, padrões de energia, foices, penteadeiras, caldeirões, latões, pedaços de madeira, bancos de praças, em telhas, etc., com interpretações tipicamente e cenas regionais 

domingo, 9 de outubro de 2016

A tramela, o trinco e a cerca de bambu

(Por Arnaldo Silva) Era uma vez um pais onde todos viviam tranquilamente em casas que não tinham muros, nem cerca elétrica, nem cães ferozes, nem seguranças, alarmes, correntes, cadeados nem existia.
          As cercas eram de bambu ou com trepadeiras. Ora-pro-nobis estava presente nas cercas das casas. Portas e janelas eram de madeiras e a única segurança eram as tramelas ou taramelas, para alguns. As vezes usavam trincos.
          E ninguém se preocupava com nada. Nem em fechar as casas, quando tinham que sair, era preocupação. Boa parte ficava aberta, caso chegasse visitas, para que ela entrasse e esperasse dentro de casa.
          Na mesa sempre tinha biscoitos, queijos, bolos e na chapa quente do do fogão à lenha, o bule com café prontinho, desse jeito que vê na foto do Juarez Teixeira acima. Seria uma desfeita chegar visitas e não ter o que comer em casa.
          Muro não existia. O que protegia as casas eram cercas de bambu, desse jeito que vê acima na foto do Fernando Campanella. Servia apenas para evitar que animais entrassem nos quintais. Só pra isso. 
          Quando a mãe e o pai resolviam visitar os compadres e comadres, arrumavam a gente e iam todos na charrete ou mesmo a pé. Se a casa tivesse chaves, nem levavam. Trancavam somente para evitar que as galinhas entrassem. A chave ficava pendurada na porta mesmo, como vê na foto acima do Paulo Santos ou num buraquinho perto do batente da porta.
          Ninguém se preocupava com nada. A vida era calma, tranquila, bem sossegada. Viver era seguro naqueles tempos. Isso foi nos tempos de nossos pais e avós.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Relembre as cantigas infantis de roda e de ninar

(Por Arnaldo Silva) As cantigas de roda e ninar fazem parte do conjunto de histórias, lendas e superstições de nosso povo. As mães cantavam e incentivam os filhos a cantar e brincar com outras crianças da rua.
          Ouvir as cantigas cantadas por pais, pelas tias, professoras ou mesmo amigos, acalentava o coração e propiciavam sensações de alegrias. Favorecia os laços de família e fortalecia os laços de amizade, pela grande vantagem de estar num ambiente coletivo ou no aconchego do berço ou no colo da mãe. (imagem ilustrativa acima de arte feita com papel de jornal pela artesã Márcia Rodrigues de Felício dos Santos MG)

          Quem teve o privilégio de viver nos tempos da cantigas de ninar e brincadeiras de roda, vai relembrar com nostalgias os versos abaixo. São versos populares, cantados nas brincadeiras de ruas, no recreio da escola e em casa, brincando com os irmãos e amigos. 
Pintura do artista plástico Gildásio Jardim de Padre Paraíso MG
- Domingo
Hoje é domingo
Pede cachimbo
O cachimbo é de barro
Que bate no jarro
O jarro é de ouro
Que bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
E cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo!
- Escravos de Jó
Os escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, põe,
Deixa o zabelê ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá.
- Eu entrei na roda
Ai, eu entrei na roda
Ai, eu não sei como se dança
Ai, eu entrei na “rodadança”
Ai, eu não sei dançar
Sete e sete são quatorze, com mais sete, vinte e um
Tenho sete namorados só posso casar com um
Namorei um garotinho do colégio militar
O diabo do garoto, só queria me beijar
Todo mundo se admira da macaca fazer renda
Eu já vi uma perua ser caixeira de uma venda.
- Fui ao Tororó
Fui no Tororó beber água não achei
Achei linda Morena
Que no Tororó deixei
Aproveita minha gente
Que uma noite não é nada
Se não dormir agora
Dormirá de madrugada
Oh! Dona Maria,
Oh! Mariazinha, entra nesta roda
Ou ficarás sozinha!

- Marcha soldado
Marcha Soldado
Cabeça de Papel
Se não marchar direito
Vai preso pro quartel
O quartel pegou fogo
A polícia deu sinal
Acode, acode, acode
A bandeira nacional .
- Marinheiro só
Oi, marinheiro, marinheiro,
Marinheiro só
Quem te ensinou a navegar?
Marinheiro só
Foi o balanço do navio,
Marinheiro só
Foi o balanço do mar
Marinheiro só.
- Meu limão, meu limoeiro
Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Uma vez, tindolelê,
Outra vez, tindolalá.
- Peixe vivo
Como pode o peixe vivo
Viver fora d'água fria?
Como pode o peixe vivo
Viver fora d'água fria?
Como poderei viver,
Como poderei viver,
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhia?
Os pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria
Os pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria
Por me ver assim chorando
Sem a tua, sem a tua companhia.
- A canoa virou
A canoa virou
Por deixá-la virar,
Foi por causa da Maria
Que não soube remar
Siriri pra cá,
Siriri pra lá,
Maria é velha
E quer casar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Eu tirava a Maria
Lá do fundo do mar.
- Atirei o pau no gato
Atirei o pau no gato tô tô
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu
Miau!!!!!!
- Se esta rua fosse minha
Se esta rua,
Se esta rua fosse minha,
Eu mandava,
Eu mandava ladrilhar,
Com pedrinhas,
Com pedrinhas de diamantes,
Só pra ver, só pra ver
Meu bem passar
Nesta rua, nesta rua tem um bosque
Que se chama, que se chama solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração
Se eu roubei, se eu roubei teu coração,
Tu roubaste, tu roubaste o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração,
É porque, é porque te quero bem
- Boi da cara preta
Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega esta criança que tem medo de careta
Não , não , não
Não pega ele não
Ele é bonitinho, ele chora coitadinho.
- Cai cai balão
Cai cai balão, cai cai balão
Na rua do sabão
Não Cai não, não cai não, não cai não
Cai aqui na minha mão!
Cai cai balão, cai cai balão
Aqui na minha mão
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Tenho medo de apanhar!
- Capelinha de melão
Capelinha de Melão é de São João
É de Cravo é de Rosa é de Manjericão
São João está dormindo
Não acorda não!
Acordai, acordai, acordai, João!
- Ciranda, cirandinha
Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar
O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou,
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou.
- O cravo brigou com a rosa
O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa, despedaçada
O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.
- Peixinho do mar
Quem me ensinou a nadar
Quem me ensinou a nadar
Foi, foi, marinheiro
Foi os peixinhos do mar.
- Pezinho
Ai bota aqui
Ai bota aqui o seu pezinho
Seu pezinho bem juntinho com o meu
E depois não vá dizer
Que você se arrependeu!
- Pirulito que bate bate
Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta dela sou eu
Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
A menina que eu gostava
Não gostava como eu.
- Roda pião
O Pião entrou na roda, ó pião!
Roda pião, bambeia pião!
Sapateia no terreiro, ó pião!
Mostra a tua figura, ó pião!
Faça uma cortesia, ó pião!
Atira a tua fieira, ó pião!
Entrega o chapéu ao outro, ó pião!
- Samba Lelê
Samba Lelê está doente
Está com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
De umas dezoito lambadas
Samba, samba, Samba ô Lelê
Pisa na barra da saia ô Lalá
Ó Morena bonita,
Como é que se namora ?
Põe o lencinho no bolso
Deixa a pontinha de fora.

- Teresinha de Jesus
Teresinha de Jesus deu uma queda
Foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Teresa deu a mão
Teresinha levantou-se
Levantou-se lá do chão
E sorrindo disse ao noivo
Eu te dou meu coração
Dá laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Da morena mais bonita
Quero um beijo e um abraço.

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