quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Produção de uvas é retomada em Congonhas do Norte

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     Congonhas do Norte é um município localizado na região central de Minas Gerais, a cerca de 200 quilômetros de Belo Horizonte. No campo, as principais atividades desenvolvidas são a bovinocultura de leite e corte, a produção de cachaça, hortaliças, milho e feijão. Porém, uma fruta que já foi muito cultivada há mais de um século promete ocupar novamente as terras locais: a uva.

Foto: Emater/Divulgação
     As variedades plantadas são a Niágara Rosa, a Niágara Bordô e a Isabel Precoce. Estas uvas foram escolhidas pela rusticidade e boa tolerância a doenças. Os agricultores também estão investindo em projetos de irrigação para as lavouras e a produção esperada é de 10 a 12 toneladas por hectare na primeira safra e de 15 a 20 toneladas nas safras seguintes. Para o ano que vem, a expectativa é que sejam implantadas três novas unidades em outras propriedades de Congonhas do Norte.
Produção de vinhos
     O técnico da Emater-MG explica que a ideia é vender as uvas para o consumo in natura e também para produção artesanal de sucos e vinhos.
     “Além de Congonhas do Norte, a fruta pode ser comercializada nas feiras dos municípios de Conceição do Mato Dentro e de Diamantina. Outra possibilidade é a comercialização por agricultores familiares, que investirem na produção de uva, pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae)”, afirma.
     A produtora Maria Saldanha é uma das responsáveis pela retomada da produção de uvas em Congonhas do Norte. Ela conta que a atividade era desenvolvida pelos avós e pelos pais há mais de 60 anos e que, na propriedade da família, ainda se encontram algumas videiras antigas, que estão sendo recuperadas.
     Depois de se aposentar, Maria Saldanha voltou a morar no município. Com a intenção de fazer um novo plantio de uvas, com as variedades adequadas, procurou a Emater-MG e está entusiasmada com os pés carregados. “Os pés estão lindos. Cheios de cachos”, comemora.
     De acordo com a produtora, no sítio onde vive já existe produção de café, milho e frutas para o consumo familiar, além de um pequeno rebanho leiteiro. Ela também tem um alambique para produção de cachaça artesanal, mas quer ampliar a produção de bebidas. “Vamos usar a estrutura que já existe para produção de cachaça e começar também a produção de vinho artesanal. Essa é a nossa ideia, diversificar”, afirma. (Com Agência Minas)

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