quinta-feira, 31 de outubro de 2019

O Calendário das Bordadeiras de Paracatu

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A Prefeitura de Paracatu, por meio Fundação Municipal Casa de Cultura, participou, em Brumadinho, do Fórum Permanente de Sustentabilidade das Cidades de Minas Gerais.

Durante o evento foi apresentado um projeto criado para resgatar e valorizar o trabalho desenvolvido com bordadeiras do município.

“A experiência que mostramos foi o calendário das Bordadeiras da Casa de Cultura, que atinge as áreas cultural, econômica, documental e histórica, por meio de oficinas de bordados, que existem há 20 anos”, explicou Graciele Mendes, presidente da Fundação.

Na apresentação, ela ressaltou que o calendário é uma forma de divulgar e eternizar os casarões coloniais da cidade, que entrou para o grupo de “históricas”, em dezembro de 2010. Atualmente, inclusive, a cidade ocupa a 2ª vice-presidência da Associação das Cidades Históricas de Mnas Gerais.

Os bordados
Os casarões bordados são selecionados a partir de critérios que remetem ao período colonial. Todos os anos, eles são fotografados por Janine Souto, servidora da Casa de Cultura. Então, essas fotos são transformadas em desenhos pela professora de desenho e pintura Marlene Gama e transferidos para o linho por outra funcionária da Fundação, a professora de bordado Neusa de Farias.

Fase seguinte do trabalho, as bordadeiras começam a bordar segundo as cores e os traços originais, para manter a originalidade dos casarões selecionados pela direção da Casa de Cultura.

Calendários
O primeiro calendário foi confeccionado em 2014. Desde então, a Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Casa de Cultura, vem conseguindo bons resultados com a divulgação e valorização do patrimônio material e histórico da cidade.

O lançamento do calendário das bordadeiras já faz parte da programação oficial de eventos da Prefeitura e é esperado por muitos cidadãos paracatuenses, turistas e, também, por naturais de Paracatu que moram fora da cidade, além das próprias bordadeiras. Os custos de confecção/impressão estão incluídos no orçamento municipal.

Incentivo
A partir do calendário, as bordadeiras têm seus nomes e telefones divulgados, para assim receberem encomendas dos bordados. “Normalmente, os donos ou parentes dos donos das casas ilustradas compram das bordadeiras o bordado e os transformam em quadros”, conta Graciele Mendes. Ela complementa: “Na Casa de Cultura, uma sala é dedicada às bordadeiras. Todos os quadros dos casarões estão expostos para a visitação”.

Inclusão
Participam do projeto senhoras de várias idades, sendo a mais experiente a Dona Conceição, com 98 anos.

A coordenação procura variar a inscrição das participantes, todos os anos, incluindo e/ou mesclando as mais jovens e as mais velhas. Todo o processo é supervisionado pela direção e professores da Fundação

O calendário foi a forma cultural e artística descoberta pela Casa de Cultura para despertar, na comunidade, o sentimento de pertencimento, a vontade de preservar o que ainda existe e de relembrar o que já não existe mais.

“Após todos os bordados estarem prontos, a gente fica aproximadamente 7 dias na gráfica para escolher tipo de folha, tamanho, textura e decoração do calendário, até sair tudo perfeito para a distribuição na cidade, que acontece normalmente no início de dezembro”, explicou a idealizadora, Graciele Mendes, na apresentação que recebeu elogios do Fórum Permanente de Sustentabilidade das Cidades Mineiras. Ao final da apresentação foram distribuídos brindes aos particpantes: um bandô bordado, e Café Catu, item doado pela empresa.

Para o calendário 2020, estão sendo bordadas imagens de casarões da Rua Goiás, a primeira de Paracatu. A distribuição está prevista para dezembro próximo.
ASCOM/SEGOV - Prefeitura de Paracatu MG

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