sábado, 30 de julho de 2016

Diamantina revela um pouco da história do Brasil

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Diamantina (na foto acima de Elvira Nascimento) está a 292 km de Belo Horizonte, na região do Alto Jequitinhonha e se destaca em Minas por sua valiosa importância para a história de Minas Gerais. Em 1938, seu conjunto arquitetônico, do período colonial e imperial, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 1999 foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade. 
Diamantina abriga um dos mais belos e bem conservados acervos arquitetônicos do período Colonial Barroco e do período Imperial brasileiro. (foto acima e abaixo de Elvira Nascimento) Os arquitetos da época seguiram à risca os traços e originalidades das cidades portuguesas, adaptando sua cultura à paisagem natural da região.
 Não foi por mera coincidência que optaram por construir a cidade aos pés do maciço rochoso da Serra dos Cristais, no início do Ciclo do Ouro, no século 18. Sua arquitetura colonial se desenvolveu no auge do Ciclo do Ouro, entre 1720 e 1750, no período Colonial, onde as simples casas do Arraial do Tejuco deram lugar a suntuosas construções e belíssimas igrejas ornadas a ouro e diamantes,  graças a riqueza gerada por essa pedra preciosa. Pra se ter ideia, no auge desse período, Diamantina era a maior lavra de diamantes do mundo. Com tanta riqueza, os investimentos em edificações e infraestrutura urbana foram altos. 
Sua arquitetura foi consolidada em meados do século 19, já no período Imperial. Percebe-se pelos fatos a importância de Diamantina para a história de Minas Gerais e do Brasil.
A cidade tem uma pureza arquitetônica impressionante, que lembra claramente as mais belas vilas de Portugal. Diamantina exibe rara beleza arquitetônica e natural, formando um dos mais significativos conjuntos paisagísticos de Minas Gerais. Sua beleza é rara, sóbria, elegante, simples, original e impactante. 
A arquitetura urbana de Diamantina com suas cores variadas com portas, portadas e janelas enormes, muxarabis (elementos da arquitetura árabe), balcões com pinhas de vidro, pavimentos em pedra bruta ou madeira maciça chamam a atenção pelas características excepcionais que apresentam, destacando por exemplo o Passadiço do Glória (na foto ao lado do Lucas Vieira) que liga dois sobrados. Um construído no século 18 e outro no século 19. 
Outro destaque arquitetônico é o sobrado onde viveu Chica da Silva (na foto ao lado, de Elvira Nascimento, o primeiro casarão à esquerda), com o homem mais poderoso e rico da região, naqueles tempos, o Contratador de Diamantes entre 1759 a 1771, João Fernandes de Oliveira . O luxuoso sobrado é um dos mais visitados em Diamantina, bem como a casa em que viveu Juscelino Kubitschek e as igrejas de Nossa Senhora do Carmo, de São Francisco, de Nossa Senhora do Rosário, do Senhor do Bonfim, a Capela Imperial do Amparo e a Catedral Metropolitana de Santo Antônio são os marcos da religiosidade e história de Diamantina e de Minas Gerais.
Em Diamantina, as tradições religiosas, folclóricas e culturais são preservadas. Na Semana Santa, um dos destaque do evento religioso é a Guarda Romana, onde a vida, morte e ressurreição de Jesus são encenados. De tão importante que é para Diamantina, foi considerada Patrimônio Imaterial do Município. A cidade revive ainda uma das mais antigas tradições do Império, a Festa do Divino. 
Não só isso, o visitante encontrará em Diamantina os famosos tapetes arraiolos. A técnica da tapeçaria foi trazida pelos portugueses no final do século XVII, quando chegaram à região em busca de ouro. Essa arte é preservada até hoje.
Pelos becos e ruas de Diamantina o visitante encontrará cultura, alegria, história e música. A cidade tem uma vocação impressionante para a música que está presente o dia a dia do diamantinense. Um espetáculo imperdível é a Vesperata (na foto acima de Lucas Vieira) que acontece no decorrer do ano, revivendo antigos sucessos da música brasileira, internacional e folclórica. (Por Arnaldo Silva)

3 comentários:
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  1. Amo essa cidade, sua paisagem é singular. Encravada na Serra do Espinhaço, os paredões rochosos de quartzito são o meu quintal :D
    Uma observação, a segunda foto não é de Diamantina.

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