quinta-feira, 21 de abril de 2016

Conheça a Serra do Cipó

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Orquídeas, quaresmeiras, copaíbas, bromélias e cactos denunciam a origem do cerrado mineiro situado a apenas 100 quilômetros de Belo Horizonte. Trata-se da Serra do Cipó (foto acima da Cachoeira Grande por Tom Alves/tomalves.com.br), região absolutamente importante para a preservação de espécies raras e em extinção no mundo. Por isso foram criadas as reservas do Parque Nacional da Serra do Cipó (Parna Cipó) e a Área de Proteção (APA) Morro da Pedreira, que dividem águas dos rios São Francisco e rio Doce.
Grutas e cavernas guardam inscrições rupestres de tribos primitivas que acreditavam no poder sobrenatural do desenho. O acervo de figuras entalhadas nas rochas de 1,7 bilhões de anos é como um museu natural que remonta aos primeiros habitantes do planeta Terra.(foto acima de Marcos Lamas)
Bandeirantes e tropeiros também deixaram suas marcas ao buscar ouro e metais preciosos pelas mediações, enquanto escravos abriam o que hoje é a trilha que nos conduz ao topo da cachoeira do Véu da Noiva.
Formadas livremente pelo relevo acidentado, as cachoeiras e corredeiras invadem as quebradas onde olhos ligeiros podem mirar sagüis, lontras, jaguatiricas, tamanduás, lobos, veados, entre outros animais selvagens. 
Práticas como trekking, canyoning, rapel, escaladas, cavalgadas e montain bike são alguns atrativos, além dos banhos refrescantes em alguma das quedas d’água, como a cachoeira da Farofa, cachoeira das Braúnas e aquelas que são propícias para fazer rapel, como as mais violentas Véu da Noiva, Usina e a cachoeira Congonhas, ideal para iniciantes. (na foto ao lado do Marcelo Santos, a Cachoeira do Lajeado)
A maioria dos passeios é guiada para garantir segurança e tranqüilidade, como por exemplo, o roteiro do Travessão, penhasco estrondoso que divide as bacias do rio Doce e rio São Francisco. O passeio, com duração de um dia é dividido em 17 quilômetros de off-road e 12 de caminhada por afloramentos rochosos com pinturas rupestres, animais selvagens, samambaias de altitude, uma cachoeira, nascentes e vistas monumentais. 
Outro passeio indispensável é a rota da Capivara, região de campos rupestres onde afloram milhares de espécies de orquídeas e sempre vivas, além de abrigar a maior cachoeira e o maior poço da Serra do Cipó, passeio que também dura um dia inteiro.
Na seqüência, é necessário trilhar para ver a estátua do Juquinha, andarilho que entregava flores a todos que passavam e que hoje faz parte das lendas do Cipó. (foto acima do Barbosa o Cânion das Bandeirinhas)
Construída num platô que oferece linda vista panorâmica, a construção tem três metros de altura e está perto das velósias gigantes. Consideradas fósseis vivas essas plantas chegam até seis metros de altura, sendo que a cada século cresce um metro. Diversas flores colorem a região.
Depois das longas caminhadas, o melhor é relaxar e se alimentar com qualidade, tomando uma cachacinha mineira à beira das estrelas que parecem estar muito mais perto do que em qualquer outro lugar. A gastronomia mineira é famosa, e o destaque fica por conta do feijão tropeiro e o tutu.(Lapinha da Serra, distrito de Santana do Riacho. Foto de Marcelo Santos)
Os restaurantes com música ao vivo são o Pátio Cipó, Panela de Pedra, Matuto Cipó e Petra´s. Além disso, há diversas festas regionais, como a Festa de Santa Terezinha, Lua Cheia no Terreiro e a Festa das Bruxas.
Os municípios guardados pelo parque onde se encontra a maioria das pousadas, restaurantes e serviços são:
Itambé do Mato Dentro: localizada a 121 km de BH, acesso pelas BR-381, MG-434, MG-129, BR-120. O nome do município, surgido de um povoado do século XVII, deriva do termo indígena ita-aimbe e quer dizer pedra afiada. É conhecido como a terra das águas, montanhas e pedras. Além disso, tem como destaque a Cachoeira do Lúcio, Cachoeira da Vitória e a Cachoeira do Encantado.
Jabuticatubas: localizada, 64 km de BH, acesso pela MG-020. Além de abrigar 80% da área do Parque Nacional da Serra do Cipó, o município conta com outros atrativos naturais de importância, fauna e flora típicas constituídas por espécies endêmicas. (na foto abaixo, cachoeira em São José da Barra, distrito de Jaboticatubas, de autoria do Barbosa)
A Embratur concedeu à localidade o selo de Município com Potencial Turístico. Na cidade e no distrito de São José da Serra, há várias cachoeiras e quedas-d’água ao longo do rio São José, entre elas: Cachoeira da Serra da Contagem, Lagoa Dourada e o Rio Bom Jardim.(na foto acima, de Marcelo Santos a Cachoeira do Paraíso)
Morro do Pilar:localizada a 151 km de BH, acesso pelas BR-381, MG-434, MG-129, BR-120, LMG, MG-232. O município está preste a concluir a criação da APA do Picão, com mais de 7.000 há de áreas de proteção aos atrativos naturais da região, em especial as cachoeiras da Lapinha, Cachoeira do Lajeado e a Cachoeira do Pica-Pau.
Santana do Riacho: localizada a 129 km de BH, acesso pela MG-010. A localidade já chegou certa vez a ser suprimida do mapa quando foi incorporada ao território de Morro do Pilar, em 1836 e depois a Jabuticatubas, em 1938.(na foto acima a Cachoeira da Serra Morena de Arnaldo Quintão)
Somente em 1962 foi elevada à categoria de município, com a denominação atual. É região com importantes atrativos naturais, como as cachoeiras da Usina, Cachoeira do Cornélio, lapas, grutas, rios e lagoas. Além dos atrativos que constam na APA Morro das Pedreiras, há vários recursos para o eco-turismo no local.
Atualmente o IBAMA libera 300 pessoas por dia para visitar o Parque Nacional, sendo que ao entrar se paga R$ 3,00. É proibido visitar os atrativos sem a companhia de um condutor ambiental, exceto a cachoeira da Farofa e o Cânion das Bandeirinhas.Regras de preservação. (fotografia acima de Arnaldo Quintão)
Para Chegar: 
o principal acesso a partir da capital mineira é a Rodovia MG-10 depois de Lagoa Santa e Almeida. As principais companhias aéreas voam do Brasil inteiro para Belo Horizonte, e de lá saem cerca de seis ônibus diários para a Serra do Cipó. Para chegar de carro até BH origem São Paulo é necessário pegar a Fernão Dias. Não há época ruim para visitar o Cipó. De dezembro e março, as cachoeiras e rios estão mais cheios, de maio a agosto, a temperatura é ideal.(na foto abaixo, do Barbosa, o Vale do Travessão)
Boas opções de pousadas com ótimos preços na Serra do Cipó.
Entre diversas opções de hospedagem, destacam-se as seguintes pousadas: Canto das Águas, Cipó Veraneio Hotel, Estalagem da Serra, Fazenda Monjolos, Corumbé, Chão da Serra, Fazenda do Engenho, Varandas da Serra, Villa Verde, Recanto da Serra e Rancho do Cipó, pousada Rural.

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Fonte: Assimptur Assessoria de Imprensa. Fonte Link: http://www.visiteaserradocipo.com.br Ilustrações nossa.

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