domingo, 31 de março de 2019

Kaol: o popular prato de Belo Horizonte

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Nos anos 80 um prato bem simples caiu no gosto dos belo-horizontinos. É o kaol. O prato foi criado pelo tradicional Café Palhares, aberto em 1983 e fica na rua Tupinambás, 638, no centro de Belo Horizonte.

Naquela época os bares tinha pouca presença de mulheres. Eram mais frequentados por homens. Com o objetivo de atrair um público mais diversificado para o estabelecimento, o Café Palhares passou a ser cafeteria, bar e restaurante. Antes basicamente frequentado por homens, hoje recebe famílias inteiras para almoçar no local. É um dos principais pontos da gastronomia mineira em Belo Horizonte. Antes era uma cafeteria que funcionava 24 horas por dia. Hoje um dos mais famosos e procurados restaurantes da capital mineira.

O carro chefe do restaurante é sem dúvida o kaol, batizado com esse nome pelo compositor Rômulo Paes. O curioso é que esse prato foi preparado para os funcionários que trabalhavam no café. Kaol é uma sigla e quer dizer cachaça (com k mesmo para chamar mais a atenção), arroz, ovo e linguiça. O k é porque naqueles tempos o povo gostava muito de tomar um aperitivo antes do almoço. Diziam que era para abrir o apetite.


Essa receita clássica caiu no gosto de quem experimentava por ser fácil de preparar, barata e bem simples. Pouco tempo depois vários outros estabelecimentos de Belo Horizonte começaram a servir kaol, mas acrescentavam uma rodela de tomate e as vezes uma, folha de alface. Era mais em conta que o tradicional Prato Feito.

No Café Palhares, a receita original foi incrementada e hoje o kaol tem couve, torresmo, farofa de feijão e um molho de tomate com um segredo especial. Mas os proprietários não revelam o ingrediente secreto do molho. Está melhor que antes e continua sendo o prato mais pedido pelos clientes.
(nota:a foto que ilustra a matéria não é o kaol original do Café Palhares e sim o kaol preparado por mim, Arnaldo Silva, autor da foto e do texto)

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