sexta-feira, 13 de julho de 2018

Nossos Patrimônios da Humanidade

Patrimônio da Humanidade é uma região ou área (denominadas "sítios") que vem a ser considerado pela comunidade científica de inigualável e fundamental importância para a humanidade. Pode vir a ser um único monumento ou construção, ou o conjunto arquitetônico delimitado em uma cidade, vila ou região, ou toda a área, pode ser uma única caverna, ou vale, ou toda a região devido ao seu valor histórico, arqueológico, natural, ambiental, ou um conjunto desses fatores e vem a ser reconhecida pela UNESCO fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial, também se inclui na lista, pela importância e singularidade, manifestações e rituais, como outros, reconhecendo sua dimensão histórica, praticado por algumas comunidades ou povos.

Esses locais ou manifestações culturais são avaliados e definidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura-UNESCO (acrônimo de United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization(órgão executivo da ONU), de fundamental importância e relevância, tanto, histórico, cultural e natural para humanidade, proporcionando, ao ser reconhecido e classificado como Patrimônio Mundial, o status e reconhecimento oficial para lhe garantir maior conservação, preservação e segurança.

Cada país membro da Onu pode fazer 1 indicação, a cada ano para concorrer ao título. Cabe ao Governo Federal escolher o que indicar para análise da Unesco.

Minas Gerais possui 4 cidades com seu patrimônio reconhecido como Patrimônio da Humanidade. A primeira cidade a ganhar esse título em Minas e no Brasil, foi Ouro Preto, em 1980. Pouco tempo depois, em 1985, foi a vez de Congonhas, na Região Central, ter o Santuário do Bom Jesus do Matosinhos, reconhecido como Patrimônio da Humanidade. Em 1999, o Centro Histórico de Diamantina foi recebeu o título de Patrimônio da Humanidade. Mais recentemente, foi a fez do Complexo da Pampulha, em 2016, ser reconhecido como Patrimônio da Humanidade.

Esse reconhecimento enche o povo mineiro de orgulho, já que em termos de Brasil é o Estado mais agraciado com esse tipo de título.

São cidades magníficas, com um potencial turístico enorme e de alto valor histórico, não só para Minas e Brasil, mas para todo o mundo.

Conheça os encantos de nossas cidades, Patrimônios da Humanidade

Belo Horizonte
A capital mineira é uma das maiores metrópoles do mundo, com 2,5 milhões de habitantes. Famosa por sua vida noturna agitada, com seus inúmeros bares, cafés e restaurantes com o melhor da culinária mineira, oferece ao belo-horizontino e visitantes opções de lazer, cultura e esportes, espalhados por todas as regiões da cidade. (fotografia acima de Charles Tôrres)
O complexo da Pampulha, composto pela Igreja São Francisco de Assis, Iate Tênis Clube, Casa do Baile e Museu de Arte sempre foi o principal atrativo dos belo-horizontinos. (fotografia de Lucas Vieira)
Mas os encantos da cidade não se resume apenas ao complexo da Pampulha. São 14 museus com opções diversas para todos os gostos e níveis culturais. Os museus que mais se destacam são: o Museu de Artes e Ofícios o Museu Histórico Abílio Barreto, o Museu Giramundo, o Museu de Ciências Naturais Puc Minas.
Belo Horizonte tem diversos parques, com destaque para o Parque Municipal Américo Gianneti (na foto acima de Rogério Salgado), o Parque da Serra do Curral, , Lagoa do Nado, Parque Burle Max no Barreiro, Parque dos Mangabeiras, dentro outros, são opções tradicionais de descanso. O Zoológico e o Jardim Botânico são grandes atrativos da cidade.
A Praça da Liberdade e seus prédios históricos (na foto acima de Arnaldo Silva) do entorno onde se destacam o Memorial Minas Gerais – Vale, o Espaço do Conhecimento UFMG, o Museu das Minas e do Metal, o Centro Cultural Banco do Brasil e a Casa Fiat de Cultura, o Edifício Niemeyer e o Rainha da Sucata.
São centenas de praças espalhadas por toda a cidade com destaque para a Praça da Estação (na foto acima de Arnaldo Silva), Praça do Papa, Praça Sete de Setembro, Praça da Savassi, são as principais e dezenas de teatros e locais de eventos, como a Serraria Souza Pinto, o ExpoMinas e os teatros Palácio das Artes, a Sala Minas Gerais, o Sesc Palladium, o Cine Theatro Brasil, o Teatro Marília e o Teatro Francisco Nunes.
A Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena (na foto acima de Lucas Vieira) que acontece sempre aos domingos, pela manhã com todo o tipo de artesanato mineiro a disposição dos visitantes e turistas. O Mercado Central, considerado o terceiro melhor do mundo é parada obrigatória. São tantas atrações, tantas belezas que para conhecer bem Belo Horizonte, tem que ficar dias e dias para visitar tudo.

Ouro Preto
Ouro Preto fica a 98 km de Belo Horizonte e tem hoje, segundo o IBGE 75 mil habitantes. (fotografia ao lado de Arnaldo Silva) Desde 1980 é Patrimônio da Humanidade. É uma das mais belas e importantes cidades para o mundo, em termos de cultura, arte e preservação. No século XVIII, no auge do ciclo do Ouro, chegou a ser a maior cidade da América, maior que New York.
É só chegar na entrada da cidade e perceber que ali se respira cultura e história, 24 horas por dia.
Toda a cidade é história, cada pedra, cada casa ou casarão tem uma história para contar.
São vários atrativos que o turista pode optar. É imprescindível conhecer em Ouro Preto o trabalho do Mestre Aleijadinho e Manoel da Costa Ataíde, visíveis nas igrejas de Igreja de São Francisco de Assis, Igreja de Nossa Senhora do Pilar, Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, as igrejas de Nossa Senhora das Mercês dos Perdões e da Misericórdia, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, o Museu da Inconfidência, o Museu do Oratório, O Museu de Ciência e Técnica, a Casa dos Contos, a Casa da Ópera (na fotografia ao lado de Arnaldo Silva), A feira do Largo de Coimbra, a Mina Du Veloso, o passeio de trem de Ouro Preto a Mariana e os distritos de Ouro Preto: Lavras Novas, Cachoeiro do Campo, Amarantina, São Bartolomeu, Santo Antônio do Leite

Congonhas
Congonhas (na foto acima de Glauco Umbelino) fica apenas 80 km de Belo Horizonte e tem 54 mil habitantes, segundo o IBGE. É uma cidade com um rico patrimônio histórico.
O mais famoso é o Santuário do Bom Jesus do Matosinhos, com construção iniciada em 1757 por Feliciano Mendes de Guimarães, nascido em Portugal, de início modesta cruz e oratório. Célebre monumento histórico e artístico de Congonhas o santuário barroco de Bom Jesus de Matosinhos, que é desde 1985 Patrimônio da Humanidade foi construído em várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, por vários mestres, artesãos e pintores, como o Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde, é uma das maiores realizações do barroco brasileiro. Nesse Santuário se encontra as estátuas dos 12 profetas, esculpidos em pedra sabão por Aleijadinho que deixou também outras obras que estão no interior do Santuário, sendo a Via Sacra de Jesus Cristo que esculpida por ele e pintada pelo Mestre Ataíde, é considerada a mais forte expressão do barroco na América Latina. (na foto acima de Sérgio Mourão) Além do Santuário o visitante pode conhecer o belo casario em torno do Santuário, as lojas de artesanatos e a Romaria, que é um local que recebe os fiéis durante o Jubileu do Senhor Bom Jesus, que acontece sempre no início de setembro de cada ano. Tem ainda para visitar o Museu de Congonhas, com 342 peças de arte sacra e diversos outros objetos retratando a religiosidade popular.

Diamantina
Diamantina fica na região do Alto Jequitinhonha, fica a 292 km distante de Belo Horizonte e conta hoje com 49 mil habitantes, segundo o IBGE. Foi fundada como Arraial do Tejuco em 1713, com a construção de uma capela que homenageava o padroeiro Santo Antônio. A localidade teve forte crescimento quando da descoberta dos Diamantes em 1729. Em fins do século XVIII era a terceira maior povoação da Capitania Geral da Minas, atrás da capital Vila Rica, hoje Ouro Preto, e com população semelhante à da próspera São João Del Rei.
Seu Centro Histórico, com seus imponentes casarões são preservadíssimos e encantadores. Toda beleza e cuidado com o patrimônio, deram à Diamantina, em 1999, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. (na foto acima de Manoel Freitas , vista parcial de Diamantina)
A cidade tem uma forte tradição cultural , principalmente musical oferece aos seus visitantes vários atrativos como o Passadiço da Casa da Glória, o Chafariz da Câmara, a Casa JK, o Museu do Diamante, a Casa de Chica da Silva. Tem as igrejas de Nossa Senhora do Carmo é uma das maiores e mais ricas – com 80 quilos de ouro, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, a Igreja de São Francisco de Assis, Catedral Metropolitana e a Capela Imperial do Amparo, datada do século XVIII, com um importante acervo do período Colonial e Imperial. (na foto ao lado de Elvira Nascimento) Além desses atrativos tem também o famoso Mercado Velho, construído em 1835 como ponto de parada de tropeiros e o prédio do Cineteatro Santa Izabel. (na foto abaixo de César Rocha)
Ainda existe no município a exploração de diamantes e antigas minas, que podem ser visitadas com auxílio de guias locais. Um dos mais visitados locais de Diamantina é o Caminho dos Escravos, feito todo em pedras no século XVIII, para ligar o arraial do Tejuco ao hoje distrito de Mendanha. Antes era caminho dos mineiros que trabalhavam nas minas, hoje é usado para caminhadas. 
No centro histórico, tem o famoso Beco do Mota, point de encontro dos famosos músicos do Clube da Esquina e atualmente, dos universitários da cidade. (na foto acima Fernando Brant, Lô Borges, Márcio Borges e Milton Nascimento em Diamantina, na época em que compunham Clube da Esquina foto Arquivo O Cruzeiro/EM- 3/11/1971)
O Beco (na foto acima de Wilson Fortunato) é famoso, com seus bares e restaurantes sempre cheios. 
Um dos eventos mais famosos da cidade é a Vesperata (na foto acima de Charles Tôrres) que acontece de abril a outubro. Acontece na famosa Rua da Quitanda com apresentações da Banda de Música do 3º BPM e a Banda Mirim local.
Nos arredores da cidade tem outras atrações como a Vila de Biribiri, apenas 8 km do centro (na foto acima de Leandro Durães). Construída no século XIX para ser residência dos funcionários da Companhia Industrial de Estamparia. A fábrica fechou, os funcionários foram embora e o local ficou, como patrimônio do município, tombado pelo IEPHA). São 30 casas e uma igrejinha colonial e nas proximidades, tem o Parque do Biribiri, com linda paisagem e belas cachoeiras.

A candidatura do Parque Nacional das Cavernas do Peruaçu como Patrimônio da Humanidade
O Parque do Peruaçu pleiteia sua indicação como Patrimônio Cultural da Humanidade. A área do parque possui 57 mil hectares e abrange os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, no Norte de Minas. O objetivo é proteger e proteger a área. No Peruaçu concentra as maiores riquezas naturais do Brasil com mais de 140 cavernas, (foto ao lado de Deniston Diamantino) pinturas rupestres de até 11 mil anos, uma fauna e flora diversificada e mais de 80 sítios arqueológicos registrados. . Hoje o local é totalmente estruturado para receber visitantes.
A indicação como candidato ao prêmio da Unesco é por país e cada país pode indicar apenas um, a cada ano. Quem indica é o Governo Federal e os ambientalistas mineiros vem se empenhando para convencer o Governo a indicar o Peruaçu, como representante do Brasil para avaliação da Unesco há quase duas décadas, mas agora o empenho se tornou mais abrangente e acreditam os ambientalistas que a indicação é uma realidade que pode ocorrer e o reconhecimento da Unesco do valor do Peruaçu e é concreto e real.
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Fonte das informações: Sites das Prefeituras Locais, IBGE e Wikipédia

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