segunda-feira, 4 de junho de 2018

De BH ao Inhotim em vagões do Vera Cruz

Pátio da MRS em BH: trecho turístico depende de concordância da transportadora de cargas(foto: Marcos Vieira/EM/DA Press)
O projeto para ligar Belo Horizonte ao Museu Inhotim, em Brumadinho, por trilhos prevê a implantação de dois trens de passageiros saindo no início da manhã da Estação Central de BH, cada um com 10 vagões, e retorno no fim da tarde, com capacidade para levar 1.480 pessoas por dia. O custo da passagem giraria em torno de R$ 115, já incluindo a entrada de R$ 44 no Inhotim e também a possibilidade de visita no Museu de Artes e Ofícios, que custa R$ 3. Além disso, o engenheiro ferroviário Sérgio Motta Mello, que está à frente do projeto pela organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) Apito, diz que o serviço de bordo oferecerá petiscos, água e café aos passageiros.

Para garantir o projeto são necessários investimentos para construir um terminal no estacionamento do Inhotim, a recuperação dos 20 vagões, além de adequações no terminal da Estação Central, que será usado para a partida dos trens. Esse terminal, segundo Sérgio, pertence à Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e fica ao lado das plataformas de embarque e desembarque da Vale. Ainda de acordo com Sérgio, a CBTU já concordou em ceder o terminal ao projeto, porém isso só vai ocorrer se e quando a MRS der anuência para a operação.

O engenheiro ferroviário afirma que já há uma parceria com investidores para viabilizar todos os custos do projeto. Atualmente, dos 20 vagões necessários, 12 estão disponíveis, mas como foram bastante depredados, precisam passar por recuperação. Eles chegaram a ser usados como composições do antigo Vera Cruz, primeiro trem de luxo que rodou em Minas Gerais e que conectou a capital mineira ao Rio de Janeiro a partir de década de 1950. Para chegar até Inhotim, o trem passará pela Região do Barreiro e pelas cidades de Ibirité, Sarzedo e Mário Campos, antes de chegar ao município de Brumadinho.

Segundo o diretor-executivo do Inhotim, Antônio Grassi, o projeto ainda está em fase de análise. Mas ele avalia que a implantação do transporte ferroviário de passageiros entre BH e o museu representaria um grande ganho para o instituto, que recebe 350 mil pessoas por ano de diversos estados e países, e para a população mineira em geral. “Um projeto inovador como esse dará ainda mais visibilidade ao Inhotim, facilitando o deslocamento do público, aumentando o número de visitas e impulsionando o turismo na região. Além disso, colocará o Inhotim na rota de instituições culturais, artísticas e parques internacionais que oferecem a estrutura ferroviária como opção de acesso”, afirma.
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Com informações do Jornal O Estado de Minas na matéria com o título:Cargas e descaso travam ampliação dos trens de passageiros em Minas.Link da reportagem completa:https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/06/04/interna_gerais,964189/cargas-e-descaso-travam-ampliacao-dos-trens-de-passageiros-em-minas.shtml

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