sábado, 14 de abril de 2018

No sul de Minas, entre cidades charmosas e pitorescas

Nesta postagem, continuarei falando do sul de Minas Gerais, especificamente na região do Circuito das Águas, onde estive entre o final de fevereiro e o início de março de 2018, com meus amigos Conceição e Wagner Cosse. Além de São Lourenço, que falei na outra postagem, visitei também Caxambu (que eu adoro!), Maria da Fé, Cristina, Soledade de Minas e Lambari. Vou falar um pouco de cada uma delas.
Caxambu já foi alvo de uma postagem, há dois anos, quando estive em Aiuruoca e Baependi. Desta vez, encontrei o Parque das Águas em reforma. Para mim, é o mais belo da região e, talvez, o mais charmoso do país. Suas construções antigas são preciosas. Os plátanos que enfeitam a via principal do parque são escandalosos de tão bonitos. E há um sem número de árvores e flores pelos caminhos.
Parece que, com a reforma – sob a administração da Codemig – o espaço vai ganhar mais conforto e beleza. Alguns prédios estão sendo pintados ou restaurados.
Aproveitei e fiz uma caminhada também pela região central de Caxambu, onde visitei algumas lojinhas e restaurantes. A cidade continua muito bonita e aconchegante. Umas das novidades – para mim – foi conhecer a Igreja de Santa Isabel de Hungria, cuja pedra fundamental foi inaugurada pela princesa Isabel, ainda no século 19. Dali se tem uma bela vista da área central.
Por falar em vista, os meus companheiros de viagem – Conceição e Wagner Cosse – fizeram o passeio de teleférico, que une a região do parque das águas com um dos morros mais altos da região, a 900m de altitude. Embora curto – cerca de 15 minutos – do alto do passeio tem-se uma ampla e bela vista de Caxambu.
Soledade de Minas tem poucos atrativos na sede urbana, exceto sua estação ferroviária e o entorno (na foto acima). A cidade fica cerca de 10 km de distância de São Lourenço e ambas participam do circuito da Maria Fumaça. Quando estive lá, tanto a estação quanto as lojinhas de artesanato estavam fechadas. Imagino que elas funcionem apenas nos fins de semana, quando o trenzinho está em atividade. Na igreja matriz, há pinturas interessantes.
Cristina está a 30 km de São Lourenço (foto acima). A estrada que une das duas cidades é belíssima, como quase todas as estradas daquela região. A chuva fez verdadeiros tapetes verdes nos pastos e as quaresmeiras enfeitavam as montanhas. A cidade conserva um expressivo e bem preservado casario do início do século 20. As ruas são limpíssimas. A atração principal é a pracinha da prefeitura, onde há curiosas estátuas e enfeites. Dentre elas, a de um leão. Ali, bem pertinho, tem uma loja de tecidos e artigos de cama, mesa e banho de encher os olhos. Ela conserva o mobiliário antigo, todo feito em madeira. Não resistimos e fomos lá para comprar alguns tecidos e conhecer os proprietários.
Cristina também tem um café premiado internacionalmente, assim como sua vizinha, Carmo de Minas. Por isso, é fundamental dar uma passadinha no supermercado local para levar um pouco dessas preciosidades. Pelo menos, as que cabem no nosso bolso. Contam que, um quilo do café premiado tipo exportação, está na casa dos R$ 400,00 o quilo.
A única nota triste foi conhecer o local onde havia o cinema da cidade. Ele foi destruído para dar lugar a uma galeria de lojas. No entanto, há uma menção à antiga sala de exibição, com fotos e cartazes.
De Cristina, demos um pulinho em Maria da Fé (19 km de distância). (na foto acima) Famosa por seu rigoroso inverno, a cidade é bastante simpática. Tem uma estação de trem desativada e uma maria-fumaça de enfeite na pracinha principal. Já estive na cidade há 11 anos, quando me hospedei na Fazenda Pomária, uma deliciosa pousada que não existe mais. Fomos lá tentando encontrar D. Lourdinha, sua proprietária, mas encontramos a casa fechada. Na pitoresca estradinha, muitas araucárias.
Chamam a atenção em Maria da Fé as pinturas internas da Igreja Matriz, dedicada à Nossa Senhora de Lourdes. São lindíssimas. As obras são autoria dos irmãos italianos Pietro e Ulderico Gentilli. E o trabalho do grupo Gente de Fibra, que criou um artesanato caprichadíssimo a partir da fibra de bananeira. Para conhecer melhor o trabalho, sugiro que acesse o site www.gentedefibra.com.br
Vale a pena visitar! Chamou a atenção, também, uma nova obra da prefeitura local. São várias casinhas que servirão, brevemente, para abrigar os artesãos locais com mais conforto.
Lambari merece uma visita melhor. Na verdade, passamos pela cidade para almoçar e dar uma volta pelas ruas principais. Mas a visão da lagoa com o antigo cassino ao fundo é de tirar o fôlego. O conjunto é maravilhoso, apesar de construções desajeitadas, nos morros que circundam o local, atrapalharem a paisagem. Ou seja, falta de planejamento urbano. Felizmente, o antigo cassino está sendo restaurado e parece que, brevemente, será aberto para visitação.

A cidade tem também um parque das águas e muitas cachoeiras na zona rural, que não conheci desta vez. Mas pretendo voltar um dia, para curtir melhor os atrativos.Chuvas torrenciais caem sobre Minas nessa época do ano, assustando com seus fortes raios e trovões. O sol também deu seu ar da graça, deixando alguns dias excepcionalmente quentes. Mas é hora de voltar para casa e planejar um novo passeio para breve!
Até mais!

Por Thelmo Lins Fotografias de Thelmo Lins e Wagner Corse
Blog do Thelmo:https://descobertasdothelmo.blogspot.com.br - Link original
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