sábado, 14 de abril de 2018

Conheça Thelmo Lins, jornalista, escritor, cantor e artista mineiro.

Em 2018, completo 35 anos de atividades artísticas. E é engraçado imaginar que se está há três décadas e meia resistindo, buscando alternativas, driblando das dificuldades inerentes à opção de se viver de cultura no Brasil. A história foi mais ou menos assim... 

Primeiramente, nasci em Minas Gerais. E, em Itabirito. Isso tem uma consequência, pois a gente se vê exatamente no meio do caminho entre Belo Horizonte e Ouro Preto, numa economia pautada pela mineração de ferro. É quase como se nascêssemos de versos de Carlos Drummond de Andrade.

Em Itabirito, respirei a cultura musical dos Canarinhos de Itabirito (fundado em 1973), dos festivais da canção, das corporações musicais que varam o século, das escolas de música. Fui mordido por várias dessas influências, mas também pelo teatro. 
E foi nesse espaço de criação – as artes cênicas – que pisei no palco pela primeira vez, em 1983, após realizar um ano de Oficina do Teatro, já em Belo Horizonte, dirigida pelo incansável Pedro Paulo Cava. Ali conheci gente de teatro, fiz amizades e galguei meus primeiros passos artísticos. Meus primeiros mestres: Fernando Limoeiro e Luciano Luppi. Dali também nasceu o Grupo Experimentando o Palco, formando por uma grande equipe, com seus luxos próprios, como o de ter Álvaro Apocalypse (fundador do Giramundo) como cenarista e figurinista. Dali surgiram vários atores que até hoje transitam na cena mineira, como Paulo André (Galpão) e Andréia Garavello. E convivi com Marcello Castilho Avellar, primeiramente como colega de trabalho e, posteriormente, como diretor.

Logo logo veio a mistura de teatro com música. O dom de cantar foi lapidado por vários mestres, sendo a primeira deles Mary Armendani, que descobriu meu potencial para a música. Então, mergulhei nos anos seguintes em corais e em eventos promovidos pela Escola de Música Padre Xavier, de Itabirito, onde também me tornei produtor e diretor cênico.

O primeiro show solo surgiu em 1992, numa homenagem a Frank Sinatra. A primeira experiência já garantiu uma pequena turnê e, assim, eu estreei como cantor na capital mineira, para onde eu me mudaria anos mais tarde. E assim não parei mais. No início, em shows promovidos pela Babaya Escola de Canto. Depois, cantando em bares, restaurantes e shoppings. Em 1997, aconteceu um marco definitivo: alugamos o Palácio das Artes para fazermos, em quarteto, um show em homenagem ao Clube da Esquina. Ao lado de Graziela Cruz, Regina Milagres e Wagner Cosse, que se tornaram meus amigos inseparáveis, dois anos depois lançamos o CD Nada Será Como Antes, que veio a se tornar minha primeira produção fonográfica. 
Encontro dos Rios (2001), Thelmo Lins Canta Drummond (2003), Cânticos (2006), Trá-lá-lá-lá-li Trá-lá-lá-lá-lá (2010), Samba Sambá Sambô (2011), Casa de Vinicius (2014), O que você vai ser quando crescer? (2016) e Balada dos Casais (2017) vieram na sequência. A maioria dos trabalhos foi dedicada à poesia musicada, vertente que me atraiu desde o CD lançado em 2003. O sucesso deste disco e, posteriormente, do show, lançou-me às aventuras na poesia de Cecília Meireles, Henriqueta Lisboa, Leo Cunha, Affonso Romano de Sant´Anna e Marina Colasanti, seja em solos ou duetos com Wagner Cosse. Duas obras foram dedicadas a minha terra natal: Encontro dos Rios, em que mergulhei nos compositores locais que mais se destacaram no século 20; e em Samba Sambá Sambô, dedicado à obra de Pirulito da Vila. A cada disco, uma nova turnê.

Em quase todos os trabalhos, busquei parcerias que hoje me orgulham e que me fizeram entender um pouco melhor o meu ofício. Nomes como Maria Bethânia, Elza Soares, Fatima Guedes, Nana Caymmi, Vander Lee, Matheus Nachtergaele participaram dos meus discos. Boa parte do repertório gravado foi feito especialmente para mim, por nomes de grande importância na história da música e novos talentos musicais. Sempre fui antenado com o que está surgindo e fiz, com eles, uma ponte com compositores consagrados, como Milton Nascimento, Francis Hime, Sueli Costa, Joyce, Belchior, José Miguel Wisnik, Fatima Guedes, dentre outros. Todos esses trabalhos estão na internet e podem ser ouvidos em qualquer parte do mundo (veja os links no final deste texto).

Como produtor fiz inúmeros projetos, dentre eles os projetos Caixa Acústica e TraLaLaLaLi, que completam cinco anos neste ano. Eles propuseram encontros musicais entre gerações e ainda divulgaram o teatro infantil musical produzido na capital mineira. Mas a lista de produções não termina por aqui. Fui assessor de cultura em Itabirito, Congonhas e Ouro Branco, cidades onde contribui com um pouco de meu conhecimento e ideias. 
Como jornalista, atuei em várias assessorias e veículos. Fui assessor da Prefeitura de Itabirito, da Fundação Clóvis Salgado e da Galeria de Arte da Copasa, dentre tantas empresas. Mais recentemente, atuei por cinco anos como apresentador do programa Arte no Ar, produzido pela TV Horizonte, de Belo Horizonte. 
Lancei, em 2007, um singelo livro de poesias – Rosas Amassadas – em que divulguei um pouco de minha obra literária. Nele, contei com um honroso prefácio escrito por Fernando Brant, um dos meus maiores incentivadores.

Hoje, dedico-me aos meus shows, em especial ao projeto Casas, que já está na sétima edição, sendo a mais recente o espetáculo Casa de Dalva, homenagem a Dalva de Oliveira. Sou, também, administrador do Teatro Santo Agostinho, da capital mineira, há nove anos (em 2018, o espaço completa 20 anos de fundação e estamos preparando uma agenda especial comemorativa). Por fim, dedico-me ao blog Descobertas do Thelmo, um site de turismo e viagens, que relata em textos e fotos minhas experiências no Brasil e no exterior.

São poucas linhas para tanta história. Mas nada disso teria sentido se não tivesse em minha vida os valores éticos de meus pais, Tilma e Otacílio, e a educação proporcionada pelas tias Terezinha e Lili. No mais, foram influências importantes de tantos amigos e mestres, que contribuem no dia a dia para sufocar as desesperanças e manter sempre acesa a chama da vontade. Que esta nunca se apague e que continue brilhando, para minha salvação e para poder contribuir um meu grão de areia na melhoria da Humanidade. 
Sites e blogs de referências:
www.thelmolins.tnb.art.br;
www.encontrodosrios.tnb.art.br;
www.cantadrummond.tnb.art.br;
www.canticos.tnb.art.br;
www.cdcasadevinicius.tnb.art.br;
www.oquevocevaiser.tnb.art.br;
www.omeninopoeta.tnb.art.br;
www.baladadoscasais.tnb.art.br;
www.descobertasdothelmo.blogspot.com
(31) 99991-6653
Agenda:
Produção do projeto Caixa Acústica, que acontece todos os sábados de maio, no Teatro Santo Agostinho.
05 de maio, 19h – Tizumba e Laura Catarina homenageiam Vander Lee e Flávio Henrique
12 de maio, 19h – Regina Milagres e Wagner Cosse no show Querelas do Brasil
19 de maio, 19h – Anthonio, Flavia Simão e Marcos Costa no show Clariô
26 de maio, 19h – Marcelo Veronez no show Narciso deu um Grito Acústico
Dias 9 e 10 de junho, realizo os shows O que você vai ser quando crescer? e Balada dos Casais, na Feira do Livro de Joinville (SC)
Dia 21 junho, apresento-me no projeto Dois na Quinta, no Teatro da Biblioteca Pública de Belo Horizonte, ao lado da cantora Patrícia Ahmaral.

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