terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Virgínia, no Sul de Minas, terra de encantos

Quando o padre Custódio fundou Virgínia (foto acima do portal da cidade Tiago Pinto), antes ele foi até o céu e pediu ao Criador que deixasse trazer um pedacinho do céu para a terra. Com o consentimento do Homem, fundou essa terra maravilhosa, entre montanhas famosas de belezas majestosas.

Viver nessas pomposas cordilheiras da linda terra mineira é o orgulho do Brasil. Nos sentimos felizes em poder desfrutar primaveras reverdecestes, dos verões onde a festiva passarada volta em contente matinada a desferir o meigo cantar. Nos outonos recheado de frutas saborosas e invernos em que o frio é aquecido pelo calor humano. Nessa terra de harmonia em decantada magia o coração vibrar. As águas aqui são mais limpas, veloz e sonoroso pelo rio Caetê, num eterno marular, corre em fulgente formosura com destino para o mar.

Uma das tradições de Virgínia são os doces caseiros, como este, de pêssego, feito pela mãe da Miriam Guedes, moradora da cidade. Virgínia é a terra dos pêssegos.
Fundada em, 1865, pelo Padre Custódio de Oliveira Monte Raso, que seguia para a cidade de Cristina, ficou impressionado pelo panorama. Convenceu os proprietários daquelas terras, Diogo José Labat Uchôas e Francisco Ribeiro Pires, a doarem cinco alqueires de terra, para que erguesse uma capela, que seria dedicada a Nossa Senhora da Conceição. O fundador escolheu para lugar o nome de Virgínea, em homenagem à VirgemSantíssima e em alusão a mata virgem que cobria o local. Da palavra Virgínea veio à corruptela Virgínia.

Portugueses foram os primeiros desbravadores da região, a procura de ouro e pedras preciosas. Como esse objetivo foi frustrado, dedicaram-se à agricultura. Hoje, com mais de cem anos de existência, o município se sobressai no cultivo de frutas, marmelo, ameixa e pêssego, o segundo de figo e o terceiro de pera, do estado de Minas Gerais. Integra-se a microrregião Terras Altas da Mantiqueira a Associação dos Municípios do Circuito das Águas e tem sua sede a 448 quilômetros de Belo Horizonte. As origens do município estão ligadas ao Ciclo do Ouro, quando, desbravadores portugueses não encontrando ouro no local, e também pedras preciosas, ressoaram fixar-se na região. Na metade do século XIX, foi erguida uma capela dedicada a Nossa senhora da Conceição, e o povo logo se desenvolveu ao seu redor. E no ano de 1865 passando a categoria de município e se separando de Pouso Alto em 1911.

Por Lei providencial de 27 de dezembro de 1861 foi elevada à categoria de freguesia de Cristina e entregue aos cuidados paroquiais do Padre Manoel Carlos de Seixas Rabelo, que dirigiu a paróquia até 21 de novembro de 1921, quando faleceu. Assumiu a paróquia o então coadjutor Monsenhor Dalísio Batista Dini, que permaneceu até 15 de novembro de 1978.

Falemos hoje da realidade virginense. Morar nesse cantinho abençoado por Deus é desfrutar dos encantos da natureza.De sentir a presença viva dos sabores divinos. Aqui tudo se semeia, e a colheita é farta!

Temos os nossos artistas ocultos.  (foto acima de Alexandre Ramos) Cito entre tantos o jovem Antônio José Carvalho que com sua simplicidade vai esculpindo vários pássaros de jardins vendidos em grandes metrópoles. O Marquinhos da Gaiada que desenha com mãos de fada. Temos também Candinha do Irineu, a Maria do Tinga entre outras que bordam e fazem crochê como ninguém. Se no nordeste têm mulheres rendeiras, aqui temos as senhoras crocheteiras.
Virgínia é uma cidade alegre, onde o povo se confraterniza com um “bom dia, uma boa tarde e uma boa noite”. As saudações são espontâneas. As famílias criam seus filhos nos mandamentos divinos.

Com uma administração voltada para o futuro, hoje a cidade coração do Sul de Minas bate compassadamente em busca do progresso. É a cidade que mais cresce na região, é um canteiro de obras bem organizado e as construções vão se misturando com a arquitetura moderna e os velhos casarões.
Destaca-se nas festas, ponto de encontro entre jovens e idosos. A semana santa é reflexo dos ensinamentos de Cristo. A exposição agropecuária é o momento maior, onde toda a população se une para abraçar o ilustre visitante. Destaca-se também a festa de São Sebastião, São José e a tradicional festa da Santa Casa de Caridade e da Apae. (foto acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)

A zona rural, rica em agricultura e fruticultura, principalmente o lado sul, as montanhas predominam e o clima é tipicamente europeu, frio e úmido e as belezas naturais com várias cachoeiras e matas nativas são grandes atrativos para os turistas e visitantes.

O slogan que Virgínia é cidade de mulheres bonitas e homens trabalhadores é a mais pura realidade.

Venha comprovar isso, estamos de braços e corações abertos para recebê-los.

Por José Afonso/Para o Jornal da Serra
Fonte:
http://www.sulminas146.com.br/virginia-no-sul-de-minas-terra-de-encantos/
(reprodução autorizada pelo site Sulminas146.com.br)

Nenhum comentário:
Faça também comentários