quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Café da manhã em domicílio

No início do século XX, além do pão, o leite fresco para o café da manhã era entregue em garrafas, em domicílio. 

Em 1901, segundo o livro "Doce Dossiê de Belo Horizonte", o governo do Estado tomou uma atitude inusitada ao autorizar que o sr. Francisco Andrade saísse "com suas vacas nas ruas da cidade vendendo, de porta em porta, o leite tirado na hora".

Isso porque, segundo o livro, havia sido detectada água no leite até então distribuído na cidade. Assim, direto da vaca, evitava-se qualquer tipo de adulteração, já que saía direto da fonte para o consumidor.

Nos anos de 1910, já havia na capital o leite pasteurizado, vendido pela empresa de laticínios Arthur Savassi & Cia., que utilizava carroças para a entrega do produto a domicílio.

Segundo anúncio veiculado em 1925, na época, a empresa - a única que comercializava leite pasteurizado em Belo Horizonte - conquistou o primeiro lugar na exposição de leite e derivados realizada em outubro daquele ano, no Rio de Janeiro.

Além da medalha de ouro, a empresa também ganhou "um valioso aparelho pasteurizador" oferecido pelo governo mineiro. Nessa época, saiu uma regulamentação para a venda de pães, que deveriam ser acondicionados em carrocinhas ou cestos apropriados.

Segundo o livro "Belo Horizonte e o Comércio - 100 Anos de História", editado pela Fundação João Pinheiro, o comércio ambulante, que atendia às pessoas em casa, era bastante movimentado e diversificado.

"De porta em porta, em 1900, ‘O Almanaque da Cidade de Minas’ registrava 129 ambulantes de gêneros vendendo produtos variados: lenha e capim, carnes salgadas, querosene, galinhas e ovos, verduras, quitandas, leite, frutas, carnes secas, livros, roupas brancas, gorduras, cereais, peixes, cadeiras de cipó, doces".


Artigo de autoria de JULIANA GOUTHIER publicado no Jornal O Tempo de Belo Horizonte. Link:http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/juliana-gouthier/caf%C3%A9-da-manh%C3%A3-em-domic%C3%ADlio-1.219513

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