domingo, 3 de dezembro de 2017

Devaneio de um roceiro

Aquela brisa mansinha que varria o roçado
A tocar com carinho o meu rosto suado
No meu pensamento a lembrança é bem vinda

Quando a tarde caindo tinha alguém ao meu lado
Saudosos momentos me aguçam o sentido
Já não sou mais criança pelo tempo vivido

Agora ofegante no asfalto tão frio
Na minha escalada pelas claras manhãs
Relembro os tombos de os meus desafios

Ouço coaxando as rãs à margem do rio
A cachoeira de agora tem sua água barrenta
Neste triste cenário ela despenca,chora e lamenta

Ainda bem que voltaram os desertores canários
Quiseram eu pedir pra brisa mansinha varrer o roçados
Do meu tempo distante meu longínquo passado

Traga-me de volta o perfume encantado
Que as flores exalaram nos estreitos caminhos
Lembrando-me alguém que me deu seu carinho

Cura-me os males das feridas da alma
As chagas de amor cicatriz do passado
Oh brisa me acalma! E Venha logo! Varrer meu roçado...!

//Geraldinho do Engenho//

Escritor e poeta natural do Engenho do Ribeiro, distrito de Bom Despacho MG
Pintura do artista plástico Ernandes Silva

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