Conheça Penha de França e as aparições de Nossa Senhora.

Vista parcial do distrito de Penha de França. Fotografia de Sérgio Mourão
O povoado de Penha de França foi fundado por Alemães e Franceses no ano de 1653. É um dos mais belos distritos de Minas Gerais, riquíssimo em história, religiosidade e beleza. Segundo a história, Nossa Senhora apareceu duas vezes no local. A primeira em 1653 e a segunda, em 1904.Em 24 de setembro de 1862, Penha de França,  foi oficializado como distrito, pela Lei nº 1136, sendo oficializada em 19 de março de 1865, por eleição. Já pertenceu às Comarcas de Serro, Diamantina, Minas Novas. Hoje é distrito de Itamarandiba MG, uma linda cidade do Vale do Jequitinhonha.
Antes de sua fundação, Penha de França era habitada por negros e nativos que eram chamados Bugres. Por volta de 1.653, chegaram a Penha de França vários alemães e alguns franceses que lá fixaram residências para melhor explorar a terra, jazidas de ouro e pedras preciosas. 
A vida em Penha de França é sossegada e bem calma. Fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas
Em 18 de setembro de 1.653, um negro que servia a um dos franceses viu um tronco de uma árvore gigante, que fora derrubada para madeira, incandescer, gerando fogo e um forte foco de luz. O negro aproximou-se do local e pôde ver a imagem de Nossa Senhora de cima do tronco. Ele correu para contar ao seu senhor o que vira. Seu senhor sem querer acreditar, foi ao local prometendo ao negro que se fosse mentira, ele seria amarrado e açoitado. Chegando ao local, não havia mais nada, a não ser o tronco. Quando o senhor ordenou que amarrassem o negro para espancá-lo, o tronco foi iluminado novamente e Nossa Senhora apareceu; porém só o fez para o negro. Os outros só viram o clarão do fogo.
Interior da Igreja de Nossa Senhora da Penha. Fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas
 A história informa que, naquela mesma época, mandaram construir uma igreja em homenagem à Nossa Senhora de modo que o trono da santa ficasse em cima do tronco da árvore. Até hoje ela está edificada com o nome da igreja de Nossa Senhora da Penha. 
Em 1.920 havia plantações de cana, milho, feijão; estes gêneros alimentícios eram de fácil comercialização no distrito de Diamantina. Fundou-se uma pequena forja próximo à povoação, e o ferro que antes se comprava a uma pataca, ali já não custava mais de 50 centavos. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, também passou por Penha de França, onde permaneceu por cerca de 60 dias, tendo inclusive namorado uma escrava por nome de Sinhá Raimunda.
Matriz de Nossa Senhora da Penha. Fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas
Entre Itamarandiba e Senador Modestino Gonçalves, no lugar denominado Itanguá havia um quilombo onde os escravos se escondiam de seus senhores. O local hoje é uma reserva natural, pertencente a Senador Modestino Gonçalves. 
Lapa em Penha de França. Fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas
Na região de Penha de França existem locais ainda não bem sondados como: Laje Santa - sinais rupestres na fazenda de D. Elizeta do Lino Silva. Segundo se informa, historiadores encontraram ossadas humanas pré-históricas, com cerca de 4.000 anos por ali. Neste mesmo lugar vêem-se inscrições rupestres, com figuras indígenas e de animais. 
Praça da Matriz de Penha de França. Fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas
No dia 1° de outubro de 1.904 Nossa Senhora tornou a aparecer para duas meninas negras de nomes Guida e Rosalina, filhas de mãe Feliciana. O fato foi levado ao conhecimento do arcebispo Dom Joaquim, que foi ao local, celebrou missa e fez procissão com a imagem da Santa. Mandou tirar retratos da Nossa Senhora no andor, mas quando o filme foi revelado, apareceram duas imagens, uma ao lado da outra que estava no andor. A notícia se espalhou e várias pessoas de todo o mundo começaram as romarias e a devoção por Nossa Senhora da Penha.

Informações extraídas do site da Prefeitura Municipal de Itamarandiba MG - http://www.itamarandiba.mg.gov.br

Um comentário:

  1. Conteúdo riquíssimo!!
    um lugar muito atrativo para visitas religiosas, de exploração históricas e arqueológicas também.
    Parabéns pela matéria!!

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