Procissão das Almas em Sabará

Quase todas as cidades históricas têm relatos de procissão das almas na quaresma. A da tricentenária Sabará, para quem tem o poder de ver os mortos, passa pela Rua Dom Pedro II. Lá, da janela de uma casinha do século 18, dona Sinhá ficava procurando motivos para fuxicar. E à meia-noite de sexta-feira da Paixão ela viu subir a ladeira um grupo de pessoas vestidas de branco e apenas uma de preto, à frente do cortejo, com uma vela nas mãos. Ao passar pela janela, ele deu a vela a Sinhá e disse: “Não a apague. Viremos buscá-la no sábado de Aleluia”.

A velha, muito curiosa, pôs a vela sobre a mesa e a apagou. No outro dia, havia o osso de uma perna humana no lugar. No sábado, mesmo apavorada, esperou a procissão passar para entregar o osso ao homem que puxava o cortejo. Ele o recebeu e disse: “Esta foi a primeira e última vez que a senhora nos viu da janela”. Sinhá morreu três meses depois e dizem que na quaresma seguinte lá estava ela, engrossando a procissão.

Fonte: Jornal O Estado de Minas/Portal Uai.com.br

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