O menino do quarto branco

Essa é uma famosa lenda ambientada na histórica cidade de Ouro Preto MG, muito por causa do seu teor assustador, como por indícios reais de que algo muito estranho aconteceu na casa onde a República Maracangalha é sediada hoje.

Havia uma família que morava naquele local, pai, mãe e um filho ainda criança. Os três contraíram tuberculose e foram isolados dentro de casa, pois na época não havia tratamento e a doença era contagiosa e altamente mortal.

Para que a família não passasse fome, os vizinhos deixavam três pratos de comida na porta da casa e depois os recolhiam vazios. Um dia, apenas dois pratos voltaram. Os vizinhos entraram e descobriram que o pai havia morrido. Depois de recolher o corpo voltaram a trancar a casa e enviar comida aos dois que haviam restado.

Pouco tempo depois apenas um prato começou a voltar e descobriu-se, então, que a mãe da criança também havia morrido. Também desta vez recolheram o corpo e passaram a enviar apenas um prato de comida para o garoto, até o dia em que nenhum dos pratos voltou.

Abriram a casa para recolher a criança, mas ela havia desaparecido.

Quando a república foi fundada não haviam móveis ou nenhuma forma de decoração, apenas o retrato do menino chumbado à parede.

Dentre as histórias que os moradores contam das aparições do menino, há uma de que certa vez, durante uma formatura, um homem dormiu na sala sem cobertor e durante a noite sentiu muito frio. Então, na madrugada, um menino veio até ele e entregou uma coberta. No dia seguinte o homem a devolveu para um ex-aluno que parecia com o tal menino e pediu para que ele agradecesse ao seu irmão. O ex-aluno ficou sem entender nada, e o rapaz disse que era um loirinho e baixinho. Os meninos então lhe mostraram esse quadro, e o homem o reconheceu como sendo o mesmo garoto que o entregou o cobertor.

Outra história é a de que as moradoras da república Caixotinho, uma vez roubaram o quadrinho, e a partir de então coisas estranhas passaram a acontecer na casa delas como, por exemplo, panelas caírem, janelas baterem, pratos quebrarem. No dia seguinte elas devolveram o retrato.

Houve também um carnaval em que uma turista disse para um dos moradores: “Que gracinha aquele menininho servindo cerveja pra galera!”, e os moradores estranharam, pois o carnaval na república é proibido para menores de 18 anos e não havia como uma criança ter entrado lá. Eles então mostraram o quadro para a mulher e perguntaram se o tal menino era o mesmo que estava ali, e ela afirmou que sim.

Um dos moradores da casa, dizia não acreditar na história do menino. Certa noite, enquanto dormia em um quarto com mais três pessoas, ele ouviu o barulho da porta batendo durante toda noite, porém ninguém mais ouviu nada.

E um dos casos mais impressionantes envolvendo o menino, é o que contam sobre o seu quarto, que é o único pintado de branco na casa, pois, segundo consta, ao pinta-lo de qualquer cor, no outro dia ele amanhece branco novamente. Mas nenhum dos atuais moradores teve a coragem de testar.

O quadro do menino em destaque na parede da república.
Algumas curiosidades envolvendo o menino são:
O quadro do menino é pintando no mesmo estilo que o da Monalisa, em que os seus olhos te acompanham em qualquer direção.
Nos olhos do menino existe o reflexo de uma mulher pintada. Acredita-se que seria a mãe dele.
No cartório de Ouro Preto existe uma ata sobre a morte do casal e o desaparecimento do menino.
Após uma infiltração o quadro deixou de ser chumbado à parede e passou a ser apenas pregado.
A luz do corredor do quadrinho fica acesa durante a noite em respeito à memoria do menino.


Fontes: Jornalismo UFOP e Encontro

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