A missa dos mortos

Existe um registro conhecido no estado Minas Gerais de fatos desta natureza que aconteceram na Cidade de Ouro Preto, no começo do século XX, por volta de 1900, numa pequena Igreja que ficava ao lado de um cemitério, a Igreja de Nossa Senhora das Mercês de Cima.

Quem presenciou essa missa, foi o zelador e sacristão da Igreja. Ele chamava-se João Leite e era muito popular e querido em toda aquela região.

Conta-se que numa noite, já deitado, ele viu luzes na Igreja e pensando que fossem ladrões foi investigar. Para sua surpresa, viu que o templo estava cheio de fiéis, lustres acesos e o padre se preparando para celebrar uma missa.

Estranhou todo mundo de roupas escuras e cabeças baixas. E uma missa naquela hora sem que ele nada soubesse.
Quando o padre se voltou para dizer o “Dominus Vobiscum”, ele viu que seu rosto era uma caveira. Viu que também os coroinhas eram esqueletos vestidos. Saiu apressado dali e viu a porta que dava para o cemitério totalmente aberta. Do seu quarto, ficou ouvindo aquela missa bizarra do além até o fim.

A Lenda da Procissão das Almas, conta sobre uma velha, que vivia sozinha na sua casa, e por não ter muito que fazer, nem com quem conversar, passava a maior parte do dia olhando a rua através da sua janela, hábitos comum nas cidadezinhas do interior. Até que numa tarde quando estava já anoitecendo onde todos tem o costume de se deitar cedo ,ela viu passar uma procissão, todos estavam vestidos com roupas largas brancas com velas nas mãos e ela não conseguia identificar ninguém, logo estranhou, pois sabia que não haveria procissão naquele dia, pois ela sempre ia à igreja, e mesmo assim quando havia alguma procissão era comum a igreja tocar os sinos no inicio, mas nada disso foi feito. E a procissão foi passando, até que uma das pessoas que estava participando parou na janela da velha e lhe entregou uma vela, e disse a velha guardasse aquela vela e que no outro dia ela voltaria para pegá-la de volta. Com a procissão chegando ao fim a velha resolveu dormir, e apagou a vela e guardou-a. No outro dia, quando acordou, a velha foi ver se a vela estava no local onde ela guardou, porém para sua surpresa no local em que deveria estar a vela estava um osso de uma pessoa já adulto e de uma criança.

Horrorizada, a velha senhora contou o caso praticamente para bairro toda sem nenhum conselho ou alguma solução voltou para sua casa e começou rezar o credo com devoção e fervor, repetindo esse procedimento algumas vezes durante o dia. Um longo dia, por sinal, mas que finalmente se foi, E então, pouco antes da meia-noite, ela, trêmula de medo, diante de uma situação horrível devolveu os ossos e duas velas bentas à figura maquiavélica que lhe apareceu diante da janela, recebendo da mesma a seguinte recomendação: ”Que isto te sirva de lição, pois a Procissão das Almas não é para ser vista pelos vivos.


Fonte da matéria:https://ovnighost.wordpress.com/2014/09/13/as-historias-de-terro/

Um comentário:

  1. Acredito, piamente, pois as pessoas depois de mortas, podem, de acordo com seu nível de entendimento, conservar seus hábitos e suas religiões, continuando as práticas de seus dogmas, seus ritos e tudo mais ao que estavam acostumados... Eles se unem com seus afins e prosseguem agindo como agiam em vida... Meu falecido pai, costumava acampar com amigos nos feriados ou fins de semana
    na região de Piraí, R J, na represa da Light para pescar. Como se sabe, aquele local foi antes, a cidade de S João Marcus que fora alagada para dar lugar à represa da Light nos anos 30 - 40.. Ele sempre ficava acordado para vigiar os anzóis lançados ,pois se o peixe mordesse, era preciso puxar para evitar que ele arrebentasse o fio e fugisse( Horrível!). Uma dessas vezes, ele estava de vigia e disse ter ouvido perfeitamente, passar no alto (ou por cima da barraca), uma cantilena de ladainha com alguém tirando os versos e outros respondendo! Ele não saiu da barraca para ver nada! enquanto os outros dormiam a sono de anjos! Eu creio sim!

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