terça-feira, 12 de setembro de 2017

Conheça a cidade que revive a época do Brasil império

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Representação do Brasil colonial na Festa do Divino (foto: Prefeitura de Diamantina/Divulgação)
Se não bastasse o título de patrimônio da humanidade, conferido pela Unesco em 1999, Diamantina, a cidade de Juscelino Kubitschek e Chica da Silva, festeja, no meio do ano, uma das maiores manifestações religiosas de Minas depois da semana santa. Com mais de dois séculos de história, a Festa do Divino Espírito Santo é a comunhão da cultura com a fé ao preservar tradições da época do Brasil colônia. Durante três dias, a cidade revive uma representação da corte imperial. Um imperador e sua família usam trajes de época e desfilam pelas ruas da cidade para relembrar uma época de luxo e glórias de tempos passados.
O pomposo cortejo é acompanhado por grupos folclóricos, como as Pastorinhas, os Caboclinhos e outros grupos de Congado. São eles que escoltam o imperador e sua família da residência para a celebração festiva na Igreja de Nossa Senhora do Amparo. No caminho, a comitiva é reverenciada pelos sons dos atabaques e chocalhos da Marujada, dos tambores da banda da Polícia Militar e dos fogos de artifício. É a mais genuína manifestação folclórica do estado, com extremo luxo e bom gosto, em que se revive o passado por meio dos penteados, da vestimenta e das joias. Embora seja marcada pelo viés religioso, com procissões, novenas e missas, a celebração do Divino Espírito Santo revela um forte caráter folclórico, com suas tradições e ampla participação popular.
Grupos de Congado animam a festa de Diamantina (foto: Prefeitura de Diamantina/Divulgação)
HISTÓRIA
Por volta do século 17, época da colonização, a celebração chegou ao Brasil com um ritual festivo representado como uma profecia: uma pessoa – adulto ou criança – era escolhida como imperador do Divino. Abençoado com o poder do Espírito Santo, o imperador se tornava puro como uma criança, distribuindo alimentos e soltando presos políticos, trazendo a fartura e o perdão ao mundo.A Festa do Divino era tão popular no país em 1822 que José Bonifácio, ao escolher o título para dom Pedro I, deu preferência a “imperador do Brasil” em vez de “rei”, inspirado na forte popularidade do Imperador do Divino.
Festa concorrida
Patrimônio imaterial do município de Jequitinhonha, o Festival de Quadrilhas – Fequaje – teve início em 2005, quando a prefeitura municipal percebeu a necessidade de realizar o resgate de uma tradição que, ao longo dos últimos anos, estava se perdendo. Para o mentor do festival, o ex-secretário de Cultura José Augusto Francisco Pereira, o festival teve como objetivo apoiar e divulgar as tradições populares expressas no Vale do Jequitinhonha, dentro dos ciclos dos festejos juninos. “A proposta foi resgatar as quadrilhas, que estavam quase extintas. Incentivamos cada bairro a criar seu grupo e, assim, a festa ressurgiu e cresceu. A expectativa é que possamos atrair 10 mil pessoas este ano”, comenta.
A festa, preparada durante meses pela equipe da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, ocorre em circuito fechado, na Praça de Eventos. Durante três dias, 12 quadrilhas da cidade e outros municípios do Vale do Jequitinhonha disputam o prêmio de melhor quadrilha da região. Criatividade, marcação, tempo, coreografia e figurino são os quesitos analisados pela comissão julgadora do festival. Para alegria dos visitantes e dos moradores locais, a festa conta com barracas de comidas típicas. Na programação musical, shows com artistas da região, como Sandro Matos, Nilmar dos Reis e Luciano Chapadeiro.
Agenda
FESTA DO DIVINO

Município: Diamantina. Local: Paróquia Santo Antônio
Data: Geralmente acontece no início de junho
Distância de BH: 292KM
FESTIVAL DE QUADRILHAS DO VALE DO JEQUITINHONHA
Município: Jequitinhonha
Local: Municipal de Eventos Eustáquio Sena
Data: Geralmente acontece na segunda semana de junho
Distância de BH: 690km. www.jequitinhonha.mg.gov.br

Simpatias para arranjar namorado
Gelo no Santo: Com os olhos fixos na imagem, fale para o santo que enquanto ele não te trouxer um novo amor ele ficará na geladeira. Se o santo demorar em atender ao seu pedido, coloque a imagem no congelador. Quando você arrumar um novo namorado, tire o santo dessa fria!
Sete rosas: No dia de Santo Antônio, coloque sete rosas em um vaso que deve estar em frente a uma imagem do santo casamenteiro. Reze para ele pedindo um novo amor. Quando as pétalas secarem, leve-as para uma igreja onde são realizados muitos casamentos.
Por Carlos Altmam - Portal www.uai.com.br

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