14 Serras de Minas - Veja e conheça! PARTE I

O Estado de Minas Gerais possui oficialmente 42 Serras, reconhecidas pelo Governo Mineiro. Claro que tem mais serras por todo o nosso território, mas oficialmente são 42, consideradas áreas de preservação permanente. Vocês irão conhecer, essas 42 serras, divididas em 3 partes.

01 - Serra da Boa Esperança
Por Marcos Lima 
A Serra da Boa Esperança é uma cadeia montanhosa localizada no centro-sul do estado de Minas Gerais, no município de Boa Esperança, e pode ser avistada nos municípios de Cristais, Carmo do Rio Claro, Ilicínea, Guapé e Piumhi, entre outras. Está a cerca de 280 quilômetros de distância da capital mineira, Belo Horizonte e a cerca de 380 quilômetros de São Paulo.
História
Suas referências em documentos históricos são antigas e abundantes. A famosa carta do Alferes Moreira, de 1732, hoje em Évora, narra a viagem desse aventureiro que se perdeu na busca do "Morro" das Esperanças.
É também a quadrilheira, na verdade cordilheira das Esperanças descrita em dezenas de documentos dos aventureiros paulistas no ir e vir de São Paulo a Pitangui, quando atravessavam o rio Grande nas itaipavas da Serra das Esperanças. Por fim, é o ponto que marca onde ficava a Primeira Povoação, ou Primeiro Quilombo do Ambrósio e seus quilombos tributários, atuais municípios de Cristais, Guapé, Aguanil, Piumhi, Formiga, etc., desde os idos de 1725, mais ou menos. Como se vê além de sua beleza imensa, tem muita história esta serra que atravessa o rio Grande, num semibumerangue de sul para norte, como pode ser vista no famoso mapa da Confederação Quilombola chamada no geral de Quilombo do Campo Grande, desenhado a mando do capitão Antônio Francisco França por volta de 1763.
Parque
O Parque Estadual da Serra da Boa Esperança é um parque brasileiro, criado a 16 de maio de 2007, pelo decreto 44.520, com uma área de 5.873,9960 hectares, protegidos pelo Instituto Estadual de Florestas.
Música
Uma canção com esse nome, de Lamartine Babo, fez muito sucesso no rádio, em 1937 na voz de Francisco Alves.

02 - Serra dos Aimorés
Fotografia de Kelwy Silva Oliveira 
A Serra dos Aimorés é uma serra do estado brasileiro de Minas Gerais, localiza-se na mesorregião do Vale do Mucuri. Ela separa Minas do sul do estado da Bahia.
Geografia
Como características gerais, a Serra dos Aimorés pertence ao bioma da Mata Atlântica e sua paisagem característica é a de inselbergs. Em relação a topografia, seu ponto mais elevado é a Pedra do Fritz, no município de Nanuque, possuindo aproximadamente 756 metros de altitude e desnível de base em 400 metros.
Localização
O seu relevo é predominante nas seguintes cidades mineiras: Nanuque e Serra dos Aimorés
Pontos reconhecidos
Pedra do Fritz: É o ponto culminante da serra, podendo ter altitude de quase 800 metros. O Fritz é um local perfeito para a prática de paraquedismo de montanha e o base jump (salto livre), sendo reconhecida nacionalmente por montanhistas.
Conjunto de Pedras da Moça: Possui altitude superior a 400m e fica próximo ao limite dos municípios de Nanuque e Serra dos Aimorés.
Pedra do Boiadeiro: Possui altitude aproximada de 400m e localiza-se no município de Serra dos Aimorés.
Pedra de Lajedão: Com 430m de altitude, a Pedra de Lajedão é um lugar de localização curiosa, pois é dividida ao meio entre Nanuque, em Minas Gerais, e Lajedão, na Bahia.

03 - Serra Mineira dos Aimorés
A pedra Fritz e seus 755 metros verticais de rocha. Arquivo Projeto Paredes de Minas 
A Serra Mineira dos Aimorés é uma serra brasileira na região nordeste do estado de Minas Gerais. Localiza-se na mesorregião do Vale do Mucuri. Seu ponto mais elevado é a Pedra do Fritz no município de Nanuque.

04 - Serra do Andaime
Fotografia de Pedro Beraldo 
A Serra do Andaime é uma serra brasileira localizada no município de Piumhi, no Oeste de Minas Gerais.

05 - Serra da Boa Vista
Foto: Giunovais 
A Serra da Boa Vista no Triângulo Mineiro faz parte de um conjunto de serras, denominados de relevos residuais, que está situada no município de Prata, no estado brasileiro de Minas Gerais, distante cerca de quarenta quilômetros da cidade sede, sendo avistada às margens da BR-497 em direção a Campina Verde.
O Maxacalisaurus da Serra da Boa Vista - Prata-MG
Por Giunovais
Na Serra da Boa Vista existe um importante sítio paleontológico com fósseis de dinossauros Saurópodes, apresentando também nos paredões da serra milenares e inscrições rupestres desenhadas nos paredões de arenito que compõem a serra. As descobertas arqueológicas foram feitas há mais de 20 (vinte) anos no local. O nome científico do dinossauro foi denominado de Maxakalisaurus topai, e popularmente escolhido de DINOPRATA, após votação popular, valendo destacar que a réplica do titanossauro (montada em resina), com cerca de 13 metros de comprimento e 9 metros de altura, está exposta no Museu Nacional no Rio de Janeiro, desde 28 de agosto de 2006.
As rochas são constituídas de arenitos da Formação Adamantina sustentada por arenitos mais firmes da Formação Marília.

06 - Serra Espigão Mestre
(sem foto por enquanto)
Espigão Mestre é uma formação do relevo brasileiro, localizada na divisa dos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Tocantins e Piauí e das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
A grande "serra" do chamado Espigão Mestre, que no passado se julgava a espinha dorsal do relevo brasileiro, é, na verdade, um extenso chapadão, divisor de águas, entre as bacias do Tocantins e do São Francisco onde nascem vários de seus afluentes, onde predominam grandes áreas de solos estéreis. O lado franciscano oriental é claramente menos antigo que o lado ocidental, bem mais acidentado e abrupto ou desgastado há maior tempo seguido pela bacia vizinha (em estágio mais avançado ainda de desgaste que o Tocantins está o Araguaia, que parece escavar o planalto Central há mais tempo ainda - nos mapas topográficos detalhados e outros fica claro tais padrões). Isso explica por exemplo por que o platô do alto São Francisco é da zonas mais altas do país na média e menos antigas ou desgastadas em contraste com o resto, o padrão de bacia menos antiga persiste mesmo em latitudes mais antigas comparadas a bacias vizinhas. O pico amazonense tem padrão morfológico andino residual, razão pela qual foge tanto do que se vê no plato Oriental quanto nos demais.

07 - Serra do Espinhaço
Veredas da Serra do Espinhaço em Botumirim MG. Foto de Eduardo Gomes 
A serra do Espinhaço é uma cadeia montanhosa localizada no planalto Atlântico, estendendo-se pelos estados de Minas Gerais e Bahia. Seus terrenos são do Proterozoico e contêm jazidas de ferro, manganês, bauxita e ouro.
Foi ao longo da serra do Espinhaço que a mineração, no período colonial se deu, principalmente. E foi na Serra do Espinhaço, em consequência, que os núcleos urbanos mais importantes se formaram (Ouro Preto, Sabará, Serro e São João Del Rei, por exemplo, dentre outros).
Geografia
O ponto mais alto da serra é o pico do Sol com 2.072 metros, localizado no Parque Natural do Caraça no município de Catas Altas, estado de Minas Gerais, parque que ainda abriga o pico do Inficionado com 2.068 metros, o pico da Carapuça com 1.955 metros, e o pico da Canjerana com 1.890 metros. Além desses, a serra ainda abriga outros picos famosos como o pico do Itambé com 2.002 metros e o Pico do Itacolomi com 1.772 metros, também em Minas Gerais.
Topônimo
Seu nome fora dado pelo geólogo alemão Wilhelm Ludwig von Eschwege no século XIX.[4] É responsável pela divisão entre as redes de drenagem do rio São Francisco e as redes de drenagem dos rios que correm diretamente para o oceano Atlântico. É considerada reserva mundial da biosfera, por ser uma das regiões mais ricas do planeta, graças sua grande diversidade biológica.
Formação
A serra do Espinhaço pode ser considerada a única cordilheira do Brasil, pois é singular em sua forma e formação. Há mais de um bilhão de anos em constante movimento, é uma cadeia de montanhas bastante longa e estreita, entrecortada por picos e vales. Tem cerca de 1000 km de extensão, no sentido latitudinal do Quadrilátero Ferrífero, ao Norte de Minas e, depois de uma breve interrupção, alcança a porção sul da Bahia. Todo esse percurso apresenta uma diferença mínima de longitude, ou seja, sua largura varia apenas entre 50 e 100 km.
Bioma
A serra do Espinhaço foi considerada pela ONU em 27 de junho de 2005 a sétima reserva da biosfera brasileira, devido a sua grande diversidade de recursos naturais; mostrando-nos a importância de protegê-la.
Mais da metade das espécies de animais e plantas ameaçados de extinção em Minas Gerais estão nas cadeias do Espinhaço. Especialmente na serra do Cipó, onde se encontra o maior número de espécies endêmicas da flora brasileira.
As raízes africanas, europeias e indígenas se misturam no Espinhaço, deixando marcas nos costumes e manifestações culturais das comunidades locais. A beleza e a cultura da região oferecem condições para o desenvolvimento do ecoturismo.
Entre os municípios que são cortados pela serra do Espinhaço estão Porteirinha, Mato Verde, Espinosa, Olhos-d'Água e Monte Azul.

08 - Serra da Onça
Orizânia MG. Foto do site orizaniamarketing.com.br 
A Serra da Onça se traduz numa cadeia montanhosa que separa o Córrego Bom Jardim, no município de Santa Margarida, do Córrego da Fumaça, nascente do Rio Carangola em Orizânia. Trata-se de um acidente geográfico vulcânico do complexo do Caparaó. A Serra da Onça liga o maciço do Caparaó, onde se situa o Pico da Bandeira e o Parque Nacional do Caparaó, ao maciço da Serra do Brigadeiro, onde está o Parque Estadual Serra do Brigadeiro.

09 - Serra da Noruega
Vista to topo da Serra da Noruega, na cidade de Capelinha MG. Foto de Kanzio 
Serra da Noruega é uma serra brasileira localizada no município de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, estado de Minas Gerais, na Microrregião de Capelinha. O cume da Serra da Noruega ultrapassa os 1200 metros de altitude, é uma das maiores serras do estado de Minas Gerais. A Serra da Noruega foi vítima de grandes desmatamentos, mas vem sendo protegida e recuperada, conservando toda a sua beleza e imponência. Do topo da Serra da Noruega, é possível avistar parte da mancha urbana de Capelinha, toda a cidade de Aricanduva, a cidade de Itamarandiba e de Água Boa.
No Século XVII, em 1674 a Serra da Noruega em Capelinha serviu de assentamento ao célebre bandeirante paulista Fernão Dias Pais Leme, homem que nomeia um dos maiores corredores viários econômicos do Brasil: a Rodovia Fernão Dias, que liga a Grande Belo Horizonte à Grande São Paulo. Fernão Dias desbravava o estado de Minas Gerais e o Vale do Jequitinhonha à procura de Esmeraldas, quando se assentou por um tempo aos pés da Serra da Noruega, lugar onde criou um pequeno distrito povoado. Fernão Dias deixou a Serra da Noruega no mesmo ano, embrenhando-se rumo a outras regiões do Vale do Jequitinhonha.
O pequeno povoamento na Serra da Noruega resiste até as datas atuais.

10 - Serra da Tormenta
Foto do arquivo do Hotel Fazenda Serra da Tormenta em Carmo do Rio Claro MG 
A Serra da Tormenta é uma elevação montanhosa de 1 287 m de altitude situada no município de Carmo do Rio Claro, no sul/sudeste do estado de Minas Gerais.
O caminho até o cume pode ser feito de carro, motocicleta ou a pé, o que é mais comum entre os carmelitanos que residem por lá. Durante o percurso até o topo pode-se observar diversos elementos da paisagem, uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) e um pequeno ponto de energia elétrica, além de uma vista panorâmica da cidade de Carmo do Rio Claro e até de cidades vizinhas, como Conceição da Aparecida e Alpinópolis. No topo, existe uma pequena capela, além de muitas torres e antenas para transmissão de televisão e rádio.
A geologia da Serra da Tormenta é formada por quartzitos, metaxistos e meta-conglomerados. A Serra da Tormenta tem uma rampa natural muito usada por praticantes de vôo-livre,considerada uma das melhores do Brasil para prática do esporte.Esta rampa já foi palco de vários campeonatos paulista e brasileiro.

11 - Serra de Três Pontas
Foto Studio Imagem - Extraída do site da Prefeitura Municipal
A Serra de Três Pontas é uma formação geológica localizada no município brasileiro de Três Pontas, na região sul de Minas Gerais. Sua altitude, que atinge o máximo de 1 234 metros acima do mar, se destaca em relação ao terreno ao redor, com altitudes variando em torno de novecentos metros. Embora pareça um sistema montanhoso isolado, a serra é considerada um prolongamento da Serra da Bocaina, localizada a cerca de 38 quilômetros de distância no município de Lavras que, por sua vez, é considerada contraforte da Serra da Mantiqueira.
Constitui-se basicamente de um maciço rochoso formado principalmente por quartzito e coberto com uma camada fina de solo resultante da desintegração das rochas. A altitude, o clima e a composição rochosa da serra propiciam a formação de estruturas herbáceas peculiares, características de regiões de altitude. Coberta por campos de altitude e campos rupestres, as espécies vegetais são bastante diferenciadas das regiões ao redor da serra. Além disso, nos sulcos de drenagem existem ainda formações florestais.
Desde o início da povoação da região, por volta do século XVIII, a serra era utilizada como ponto de referência para os viajantes e tropeiros. Escravos também a utilizaram como refúgio, construindo um quilombo (o quilombo do Cascalho) em suas proximidades, mas que foi destruído pouco tempo depois. O seu formato peculiar deu origem à cidade de Três Pontas e sempre fez parte da cultura do município, estando presente nos símbolos municipais e em suas produções culturais.

12 - Serra do Ouro Branco
Fotografia de Glauco Umbelino 
O Parque Estadual Serra do Ouro Branco é uma área de preservação ambiental, de utilidade pública e de interesse social, com 7.520 hectares, situada nos municípios de Ouro Branco e Ouro Preto, em Minas Gerais. Criado através do Decreto Lei nº 45.180 em 21/09/2009, pelo governo de Minas Gerais, é administrado pelo Instituto Estadual de Florestas.

13 - Serra da Pimenta
Fotografia de Antônio F. M. Oliveira - Flickr 
A Serra da Pimenta é uma serra localizada no município de Piumhi, no centro-oeste do estado de Minas Gerais.

14- Serra Garganta do Embaú
Foto do site Guiadaestradareal.com.br 
A Garganta do Embaú é um ponto notável na Serra da Mantiqueira, se localiza no Vale do Paraíba na divisa dos municípios de Cruzeiro-SP e Passa Quatro-MG, por ser o ponto mais baixo de toda sua cumeeira e visível a várias dezenas de quilômetros; é uma passagem por onde os bandeirantes que vinham de cidades do Vale, como Taubaté, se embrenhavam pelo chamado "caminho geral do sertão" em direção a Minas Gerais.
Embaú, na língua tupi, quer dizer “a derradeira aguada” segundo Teodoro Sampaio mas Silveira Bueno, em seu “Vocabulário Tupi-Guarani-Português, afirma que quer dizer “bica d'água”.
Hoje ainda existe o Distrito do Embaú, no Município de Cachoeira Paulista, povoado que surgiu por ser a última parada das tropas que fossem subir a Mantiqueira com destino ao sertão das Minas Gerais, e a entrada do Vale do Paraíba para quem vinha destas regiões de garimpo no planalto. As passagens mais difíceis para as tropas de todo o Caminho do Ouro, ou Estrada Real, ficavam na Serra do Mar logo na saída de Paraty e na Serra da Mantiqueira, aonde a passagem se dá por uma falha geográfica conhecida pelo nome de "Garganta", daí o nome, "Garganta do Embaú". (Fonte das informações: Wikipedia)

Um comentário:

  1. Faltou novamente citar a SERRA DA PEDRA BRANCA, localizada em POCINHOS DO RIO VERDE, no município de Caldas - M.G.
    Nesta SERRA se encontram três Unidades de Conservação, a Unidade de Conservação da Pedra Branca, a Unidade de Conservação da Pedra do Coração e a APA-AREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL DO SANTUÁRIO ECOLÓGICO DA PEDRA BRANCA.

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