segunda-feira, 3 de abril de 2017

Visitar Ouro Preto é fazer uma viagem no tempo e na história


(foto: Beto Novaes/EM)
Viajar a Ouro Preto, a 97 quilômetros de Belo Horizonte, é como se você estivesse indo para o coração do Brasil. As ladeiras da cidade guardam a história de séculos de extração de minério, a riqueza da arquitetura colonial e algumas das principais obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Mestre Ataíde. As igrejas barrocas com traços de rococó, o casario colonial e o relevo dão charme único à cidade, fundada em 1711, e que chegou a ser a mais populosa da América Latina no século 18, no auge da extração do ouro. Desde 1980, a cidade histórica é patrimônio mundial da Unesco.

Para conhecer Ouro Preto, algumas dicas são úteis: a maior parte das igrejas e museus ficam fechados às segundas-feiras, e a entrada nos pontos turísticos custam entre R$ 6 e R$ 10. Por causa do flash da câmera e da delicadeza da riqueza guardada, é proibido fotografar dentro das principais igrejas e museus – consulte o guia antes. Para encarar as ladeiras, sugerem-se calçados confortáveis para conhecer a cidade, uma vez que os principais monumentos, bem como as ruas e largos mais famosos, podem ser feitos em um circuito a pé.

Por causa da proximidade com a capital mineira, muitos turistas separam alguns dias da visita a Minas para conhecer a cidade. Dois dias são ideais para visitar as igrejas, museus e aproveitar o melhor da culinária mineira. As igrejas são a principal atração, com destaque para três das obras mais celebradas de Aleijadinho: a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de São Francisco de Assis e a de Nossa Senhora das Mercês e Perdões.

Para quem quer se aprofundar e saber mais sobre a vida e obra do artista, do Mestre Ataíde e das igrejas ouro-pretanas, vale a pena visitar o Museu Aleijadinho, criado em 1968, e que reúne cerca de 250 peças de arte sacra e documentos gráficos. Em 2007, o museu passou por revitalização museológica e museográfica.

Igrejas são a principal atração na cidade, como a de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (foto: Juarez Rodrigues/EM)
Outras igrejas tombadas pelo patrimônio histórico não podem faltar no roteiro, como a Matriz de Nossa Senhora do Pilar – a que guarda uma das maiores riquezas de Minas Gerais –, e igrejas de Nossa Senhora do Carmo e a de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
(foto: Juarez Rodrigues/EM)
MARIA-FUMAÇA Se tiver um tempo de sobra, outra opção é a viagem de maria-fumaça, que percorre 18 quilômetros entre Ouro Preto e a vizinha Mariana. A viagem dura menos de uma hora e é feita de sexta-feira a domingo e nos feriados, entre novembro e março. Os preços da inteira variam de R$ 40 (um trecho) a R$ 56 (ida e volta) no vagão convencional e de R$ 60 (um trecho) e R$ 80 (ida e volta) no vagão panorâmico. O bilhete pode ser comprado nas bilheterias locais.

De festas religiosas a grandes festivais, Ouro Preto oferece calendário diversificado praticamente o ano todo. Portanto, antes de programar uma visita a uma das mais belas cidades coloniais do mundo, vale a pena checar o calendário oficial de eventos. Além de andar pelas ruas ladeadas pelo tradicional casario, igrejas e museus, o turista pode aproveitar festas religiosas e festivais de música e cinema.
(foto: Eduardo Trópia/Divulgação)
Entre as dezenas de festividades anuais, três datas atraem mais turistas: o carnaval, conhecido pelas festas nas repúblicas de estudantes universitários o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana; e a Festa do 12. O segundo ocorre todo mês de julho, durante uma semana, promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto. Concomitantemente, é realizado o Fórum das Artes, que mobiliza artistas, produtores e profissionais do Brasil inteiro.

Já a Festa do 12 ocorre em 12 de outubro e comemora o aniversário da Escola de Minas, fundada oficialmente em 12 de outubro de 1876. Nessa data, os ex-alunos da universidade retornam às repúblicas de origem para confraternização e a cidade fica tomada de turistas em um clima carnavalesco, com bailes e festas nas casas e nas ruas.

MÚSICA E CINEMA Ao longo do ano também são realizados eventos que reúnem artistas do mundo todo. Em junho, ocorre a Mostra de Cinema de Ouro Preto, que chega à 12ª edição este ano, com programação gratuita em praças e no Cine Vila Rica. Além de filmes da mostra competitiva e histórica, são organizados seminários e homenagens.

Para os fãs de música, além dos shows do Festival de Inverno se destacam o Festival Ouro-pretano de Bandas, destinado a novos conjuntos, em setembro; e o Festival Tudo é Jazz, no fim do ano, que já recebeu estrelas internacionais como Wayne Shorter e Madeleine Peyroux.

Reportagem de Renan Damasceno
Fonte:http://www.uai.com.br/app/noticia/turismo/2017/01/20/noticias-turismo,200330/visitar-ouro-preto-e-fazer-uma-viagem-no-tempo-e-na-historia.shtml

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