sexta-feira, 28 de abril de 2017

Esplêndido

"No belíssimo registro de SIMONE FREITAS;
tudo tem seu tempo; no tempero sem expectativa, pois a expectativa já se confirma na fornalha duplamente arte do presente que ultrapassa a fina leve camada do passado que nitidamente agora é novamente, sempre, continuamente presente;

...Tudo se impulsiona para o princípio entre o viver e o fazer...
O fogo aquece nossas lembranças - no tempo ido -
essa brasa queima entre o prazer e o fazer
o cheiro de comida, café, chá na interação internamente de tantas infâncias... Adulto novamente lembrança -

Essa foto é de todos; inspira luz na fumaça para quem um dia conheceu o tato do frio e o sentar na fornalha
onde as panelas apresentam o pão nosso de cada dia;
o conteúdo é poético, o sabor inerente sabor; 


inesquecível...

o queijo é de Minas
feito á mão
o queijo é nosso

... o que se esbarra na parede é o formato de arte em cores avermelhadas brancas azuis...
A cozinha é um branco hábito;
onde a história acontece
e o bico de pássaro minuciosamente formado pelo vermelho da brasa - é meu salto regresso na sapatilha da minha infância
e da vida que vejo ,neste instante, pela fresta desse tição de lenha que não pode e nem ousa apagar - é real-

Essa foto não é mais sua, Simone Freitas
" é de quem dela precisar "

vou eternizá -la na memória de algumas infâncias.

... a lenha vai queimando e construindo o tempo envelhecido
delicadamente em moradas de borboletas
e, assim, o lume da fornalha arde em encantamento os tons e os sabores de comidas.
e risco enfim... o azul escuro ...
suave rústico de contida beleza do tamborete no canto rutilante onde uma senhora borda com rosas a essência da vida."

Foto: Simone Freitas (São Gotardo)
Texto da minha poética irmã professora Elena Maria (Fragata > Dores do Indaiá > Divinópolis) - Enviado por Geraldo Amarildo

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