As 20 melhores cidades para se viver em Minas Gerais

Minas Gerais (foto acima de Belo Horizonte por Charles Tôrres) é o segundo estado brasileiro em número de habitantes e o quarto com a maior área territorial do país. Listamos aqui as 15 cidades mineiras mais bem colocadas no ranking montado exclusivamente com os dados que compõem o último Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
O IDH é índice padrão da ONU e avaliado a cada 10 anos em todo o mundo. Não se trata de pesquisa e sim cálculos baseado em informações fornecidas pelos municípios ao Governo Estadual, que encaminha ao Governo Federal, que por fim, encaminha os dados para a ONU, que faz o cálculo. O critério é o mesmo para todos os países. Basicamente, são levados em conta três itens: vida longa e saudável (nascimento por mortes, saneamento básico e longevidade), acesso ao conhecimento (educação pública em todos os níveis e crianças na escola) e padrão de vida (renda e emprego). A partir dos cálculos de cada um desses fatores, se chega ao índice geral de IDHM, organizado no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, feito em 2010 e divulgado em 2013.
O cálculo de ID é feito a cada 10 anos e divulgado 3 anos depois. O próximo calculo será em 2020, com divulgação prevista para 2023.
A metodologia do índice foi adaptada do IDH Global pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Fundação João Pinheiro. No final da matéria tem o link do ranking completo dos 853 municípios mineiros.


Veja as 20 primeiras do ranking.

1.º Nova Lima (MG)

Com IDHM de 0,813, Nova Lima (foto acima de Cássia Almeida) está encravada nas montanhas mineiras e muito próxima da capital Belo Horizonte. Com apenas 84 mil habitantes, os índices de educação são muito bons. A proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola é de 99,47%, e de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental é de 90,89%. A cidade é hoje um polo turístico, gastronômico, cervejeiro – se destaca no cenário nacional pela produção de cervejas artesanais e é o município com a maior produção do setor em Minas, hoje o terceiro maior estado fabricante de cervejas artesanais do país – esportivo e cultural. As montanhas e as trilhas são convites para passeios e prática de atividades radicais.

2.º Belo Horizonte

A capital Belo Horizonte, (foto acima de Charles Tôrres/BHumafotopordia) com IDHM de 0,810, segunda colocada no ranking, é também reconhecida pelas políticas públicas voltadas para crianças, com destaques da Fundação Abrinq, como Cidade Amiga da Criança, e da Unicef como uma das melhores cidades para as crianças. Com uma população que ultrapassa os 2 milhões de habitantes, Belo Horizonte é a sexta cidade mais populosa do país e figura como a metrópole com melhor qualidade de vida na América Latina – de acordo com o Population Crisis Commitee, da ONU – e é a 45.ª entre as 100 melhores cidades do mundo. Hoje a cidade tem o quinto maior PIB entre os municípios brasileiros e, de acordo com a classificação da revista América Economía, aparece como uma das 10 melhores cidades para fazer negócios da América Latina.
No que diz repeito ao turismo, Belo Horizonte tem importantes monumentos, parques e museus, como o Museu de Arte da Pampulha, o Museu de Artes e Ofícios, o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, o Circuito Cultural Praça da Liberdade, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, o Mercado Central e a Savassi. Para quem gosta de boemia, BH também agrada, já que é nacionalmente conhecida como a “capital nacional do boteco”, por existirem mais bares per capita do que em qualquer outra grande cidade do Brasil.

3.º Uberlândia (MG)

Classificada como o segundo mercado consumidor de Minas Gerais, Uberlândia (foto acima de Jorge Nelson) (com IDHM de 0,789) é uma das cidades que mais cresce no Triângulo Mineiro e em Minas Gerais, em especial nos setores de serviços e agronegócio. Ocupa a 27.ª posição (no Brasil) entre a melhores cidades para se fazer negócios e é a 6.ª cidade mineira com o maior desenvolvimento nas áreas de Saúde, Emprego e Renda e Educação. O município de Uberlândia se destaca ainda na vocação para o turismo de negócios. Com uma população de pouco mais de 600 mil habitantes, a cidade possui estrutura e posição geográfica privilegiada, localizada na rota de acesso aos grandes centros do país como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia e Brasília.

4.º Itajubá (MG)

Localizada no sul de Minas Gerais, às margens do  Rio Sapucai, na Serra da Mantiqueira, Itajubá (na fotoacima de Jô Casarini) (com IDHM de 0,787) está estrategicamente posicionada entre duas das mais importantes rodovias do país, a Rodovia Fernão Dias (60 km) e Rodovia Presidente Dutra (65 km). O município possui cerca de 100 mil habitantes, e suas atividades econômicas principais são a agropecuária e a industrial, nas áreas de mecânica fina, eletromecânica, e aeronáutica, esta última representada pela Helibrás, empresa fabricante de helicópteros. Mas é, sobretudo no ensino, em todos os níveis, que Itajubá se destaca. Os índices do fluxo escolar ultrapassam a média do estado de Minas Gerais. Apenas 1,03% da população é considerada extremamente pobre.

5.º Lavras (MG)
Um dos pontos fortes de Lavras (foto arquivo da Prefeitura de Lavras) (com IDHM de 0,782) é o bom nível educacional da sua população. Além das opções culturais oferecidas pelos museus, teatros e campi das universidades locais, a cidade conta com diversas atrações culturais, tais como a Igreja do Rosário – construída no século 17 e tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional – o Parque Florestal Quedas do Rio Bonito, a Serra do Campestre (ou da Bocaina) – ponto mais alto do município, de onde é possível avistar São Thomé das Letras – e o Recanto do Sagrado Coração de Jesus, casa de retiro e eventos da paróquia de Santana de Lavras.

6.º Poços de Caldas (MG)

Poços de Caldas (com IDHM de 0,779) é também conhecida como “Capital Regional” em função da centralidade que a cidade desempenha sobre outros municípios da região no processo de distribuição de bens e serviços, já que ela polariza diretamente outras 23 pequenas cidades no entorno. Parte considerável das atividades econômicas do município gira em torno do turismo, graças à fama de suas fontes de águas minerais usadas em diversas terapias. Por estar próxima de São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, o fluxo de turistas oriundos desses grandes centros é expressivo, e ajuda a movimentar o comércio local e ainda a produção de doces artesanais e de objetos decorativos em vidro fundido que lembram os de Murano, na Itália. Poços de Caldas também é conhecida pela qualidade dos sabonetes que fabrica. Alguns chegam a ter produção quase artesanal.

7.º Juiz de Fora (MG)
Juiz de Fora (foto acima arquivo da Prefeitura) (com IDHM de 0,778) tem cerca de 500 mil habitantes, um PIB per capita de R$ 6,2 mil e uma das mais altas expectativas de vida do Brasil. Estrategicamente localizada entre os maiores mercados consumidores do país, ocupa lugar de destaque em Minas em qualidade de vida e investimentos. Juiz de Fora também se destaca no ranking de desenvolvimento humano da Organização das Nações Unidas (ONU). A renda per capita ultrapassa os R$ 1.050, uma das mais altas do país e os índices de escolaridade são maiores que a média mineira.

7.º Varginha 
Localizada a 318 Km de Belo Horizonte, Varginha ( foto acima de Diego Gazola/Fundação Cultura de Varginha) (IDHM de 0,778) tem cerca de 120 mil habitantes e fica na porta de entrada do circuito do Lago de Furnas. Está estrategicamente situada na metade do caminho entre São Paulo e Belo Horizonte, o que facilita o escoamento de sua produção de café e outros produtos através de sua estação aduaneira, único porto seco do sul de Minas. Ficou mundialmente conhecida em janeiro de 1996, quando duas irmãs viram uma criatura humanoide, o que mobilizou ufólogos, autoridades e atraiu curiosos. Varginha também é movimentada pelos moradores da região, que buscam serviços que não encontram em suas cidades de origem.

9.º Lagoa Santa 
Lagoa Santa (foto acima arquivo da Prefeitura de Lagoa Santa) (IDHM de 0,777) pertence à região metropolitana da capital mineira, Belo Horizonte. Além de suas belezas naturais, a cidade é mundialmente reconhecida devido à variedade de descobrimentos fósseis que constituem o rico acervo arqueológico da região. A origem da cidade está ligada às propriedades das águas ali encontradas. Segundo crenças locais, a lagoa que dá nome ao local possui minerais com propriedades curativas, muito visitadas por pessoas para melhorar a saúde banhando-se na lagoa. A paisagem é protegida por lei e é considerada Área de Proteção Ambiental. É uma boa pedida para quem busca um lugar bonito, tranquilo e promissor para viver. Hoje possui aproximadamente 50 mil habitantes, boa parte formada por militares que trabalham no Parque de Material Aeronáutico, instalado na cidade desde 1935.

10.º Itaú de Minas 
Itaú de Minas (foto acima da Prefeitura de Itaú de Minas) (IDHM de 0,776), município situado no sudoeste de Minas Gerais, a 360 km da capital mineira, surgiu com o nome de Córrego do Ferro. 100% de suas crianças entre cinco e seis anos frequentam a escola e a expectativa de vida chega 76,7 anos. Sua história está misturada com a história de sua indústria cimenteira. No município, encontra-se a maior fábrica de cimento e cal da América Latina. E, confirmando sua vocação industrial, a região possui uma das mais importantes jazidas de calcário, administrada pelo Grupo Votorantim. Atualmente, além de sua infraestrutura industrial, destaca-se pelos seus eventos. A festa do Peão Boiadeiro, por exemplo, tem rodeios, shows musicais de artistas consagrados, parques de diversões e barracas.

11.º Viçosa 
Com mais de 75 mil habitantes, a população do município (IDHM de 0,775) (foto acima da Prefeitura de Viçosa) é predominantemente urbana, mais de 92%, e cerca de 50% são estudantes dos diferentes ciclos – desde o fundamental até o superior. Trata-se de uma cidade essencialmente vocacionada para a educação, com destaque para a Universidade Federal de Viçosa, fundada em 1926 pelo então presidente da República Arthur da Silva Bernardes, nascido na cidade. Atrai várias pessoas do Brasil e de outros países por conta dos eventos científicos e acadêmicos realizados em torno da universidade (aproximadamente 500 por ano). Sua população é composta na sua maioria por jovens, o que confere uma dinâmica à cidade, além do grande número de festas que se realizam durante a semana.

12.º Pouso Alegre 

Pouso Alegre (foto acima de Fernando Campanella) (IDHM de 0,774) está inserida em um polo regional no extremo sul de Minas Gerais junto com outras 40 cidades. Posicionada às margens da Rodovia Fernão Dias, Pouso Alegre situa-se no centro do eixo comercial Belo Horizonte–São Paulo. Numa região que é o corredor do transporte de 20% da produção industrial de Minas Gerais e São Paulo. A cidade é o maior entroncamento rodoviário do sul de Minas. Diariamente, centenas de pessoas vêm a Pouso Alegre à procura de serviços e comércio oferecidos pelo município. Hoje, é a décima maior cidade de Minas Gerais e a segunda do sul de Minas, com um crescimento superior a 30% na última década, de acordo com o censo do IBGE. Com mais de 127 mil habitantes, o município tem uma população jovem – 71% na faixa de 10 a 49 anos. Pouso Alegre possui um extenso e variado parque industrial, com empresas que operam em diferentes ramos de atuação, cujas fontes geradoras de recursos econômicos são, principalmente, a agropecuária, o comércio e a indústria. A cidade possui empresas brasileiras e multinacionais de grande porte, além de outras pequenas e médias indústrias de diversos segmentos. São aproximadamente 700 unidades industriais, 1.500 unidades agropecuárias e mais de 4.500 unidades comerciais e de serviços, que garantem a maior arrecadação de ICMS do sul de Minas Gerais.

13.º Araguari 

Posicionada em local estratégico e interligada a todo o território nacional por meio de rodovias ou ferrovias, Araguari (IDHM de 0,773) é a terceira cidade do Triângulo Mineiro. Além de valorizar suas tradições culturais, como o folclore, o artesanato e a culinária típica, Araguari (foto acima de Thelmo Lins) é lar da maior região do café do país. A beleza natural do município apresenta um grande potencial turístico e ecológico. São mais de 100 cachoeiras naturais, grutas, áreas de mata virgem e reservas ecológicas intactas com fauna e flora exuberante. Além dessas, são inúmeras as opções de lazer nos lagos das hidrelétricas que cercam o município.
90% das lavouras são para produção de um dos cafés de melhor qualidade do Brasil e do mundo. Destaque ainda para as lavouras de soja, laranja, milho, acerola e uva que são colhidas e processadas pela indústria local, que inclui três das maiores empresas de suco do país que produzem 70% de todo o suco consumido no Brasil. Araguari também é a maior produtora de tomate do Estado, inclusive o de longa vida. Possui também um rebanho misto de 145 mil cabeças de gado e diversos frigoríficos que completam o setor agropecuário.

14.º Uberaba 

Localizada na região do Triângulo Mineiro, Uberaba (IDHM de 0,772) (na foto acima de Jorge Nelson) tem cerca de 325.279 mil habitantes e IDHM de 0,772. A cidade é conhecida como a capital mundial do gado Zebu, raça que foi introduzida por criadores da cidade no final do século 19, após a importação das primeiras matrizes da Índia. É um polo na criação, desenvolvimento genético e comercialização do zebu, e foi escolhida como sede da principal e maior central de inseminação pecuária do país: Alta Genetics. É na cidade que acontece a Expozebu, maior feira de gado Zebu em todo o mundo. O potencial turístico da cidade de Uberaba é vasto, indo desde a exploração do artesanato ao patrimônio histórico cultural, como, por exemplo, sua religiosidade, representada pelas antigas Igrejas Católicas e pelo Espiritismo, tendo como ícone, Francisco Cândido Xavier – “Chico Xavier”, um dos filhos mais famosos da cidade. Uberaba oferece atividades de ecoturismo nas áreas verdes e cachoeiras. Destaque também para o sítio paleontológico de aporte nacional.

14.º Araxá 

Conhecida pela história de Dona Beja, personagem apresentada em novelas e filmes, Araxá (foto acima de Arnaldo Silva) tem forte vocação turística. Uma de suas grandes atrações é o Grande Hotel, um marco da hotelaria brasileira inaugurado em 1944 e fechado 50 anos depois. Reaberto em 2002, manteve preservado todo o glamour original, com grandes salões e lustres de cristal. As famosas termas funcionam hoje como um verdadeiro spa, oferecendo, além dos banhos terapêuticos de águas sulfurosas e de lama, muitas massagens, acupuntura, sauna e duchas. Araxá também é procurada para a prática de atividades de aventura. A cidadezinha é uma das portas de entrada para o Parque Nacional da Serra da Canastra, repleto de cachoeiras, paredões de pedra e trilhas pela mata.
A mineração é a maior fonte geradora de divisas, dando sustentação econômica para o município, que conta com empresas de grande porte – a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), que explora o ferro-nióbio; e Vale Fertilizantes, que se dedica em Araxá à exploração de rocha fosfáltica e fertilizantes fosfatados. A partir da instalação dessas empresas, surgiram novas indústrias com o consequente fluxo imigratório. A agropecuária, a indústria, o comércio, o turismo e a prestação de serviços de outros setores também são importantes fontes geradoras de recursos.
(Fonte das informações das 15 primeiras cidades:http://www.semprefamilia.com.br/as-15-melhores-cidades-para-se-viver-em-minas-gerais/)

16 - Ipatinga
Ipatinga (foto acima de Elvira Nascimetno) pertence ao Vale do Rio Doce, à microrregião de Ipatinga e à Região Metropolitana do Vale do Aço e localiza-se a leste da capital do estado, distando desta cerca de 200 km. Ocupa uma área de 164,884 km², sendo 36,82 km² em área urbana, e sua população em 2016 era de 259 324 habitantes, sendo então o décimo mais populoso do estado mineiro. A cidade localiza-se exatamente no local em que as águas do rio Piracicaba se encontram com o rio Doce.
A exploração da região da atual cidade teve início no século XIX, quando bandeirantes estiveram na região. No entanto, o povoamento só se intensificou entre as décadas de 1910 e 20, com a locação da EFVM. Em 1953, houve a criação do distrito, subordinado a Coronel Fabriciano, que na mesma década foi escolhido para sediar o núcleo industrial da Usiminas, acarretando um rápido crescimento populacional por pessoas vindas de várias partes do país. A pedido da empresa foram construídos os primeiros bairros de Ipatinga, destinados a seus trabalhadores, culminando na emancipação em 1964.
Paralelo à original "Vila Operária", o crescimento da população não industrial induziu o surgimento de novas divisões sem relação com o núcleo da Usiminas no decorrer da segunda metade do século XX, apesar da indústria ainda representar a principal fonte de renda municipal. A manutenção da atividade industrial na região contribuiu para a formação da Região Metropolitana do Vale do Aço, que corresponde a um dos principais polos urbanos do interior do estado. Ipatinga tem um papel fundamental como empregador para as cidades a seu redor e em 2011, gerava 68,9% do Produto Interno Bruto (PIB) metropolitano.
Tradições culturais como o artesanato e o congado das comunidades rurais se fazem presentes no município, bem como atrativos recreativos, a exemplo do Parque Ipanema, do Shopping Vale do Aço e da Usipa. Parte do entretenimento em Ipatinga é fruto de investimentos da Usiminas destinados à comunidade, cabendo ressaltar nesse ponto o Centro Cultural Usiminas, que sedia espetáculos culturais de relevância regional ou mesmo nacional. De acordo com a Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais, as intensas manifestações, grupos teatrais e eventos diversos concedem ao município o título de segundo polo cultural de Minas Gerais, atrás apenas de Belo Horizonte.

17 - Timóteo
Timóteo (foto acima de Elvira Nascimento) pertence à mesorregião do Vale do Rio Doce, à microrregião de Ipatinga e à Região Metropolitana do Vale do Aço e localiza-se a leste da capital do estado, distando desta cerca de 200 km. Ocupa uma área de 144,381 km², sendo 14,545 km² em área urbana, e sua população em 2016 era de 88 255 habitantes.
O começo do povoamento ocorreu em meados do século XIX, quando Francisco de Paula e Silva adquiriu três sesmarias na localidade e se instalou em uma delas, no atual bairro Alegre, próximo ao chamado Ribeirão de Timóteo. Francisco estabeleceu a agricultura e a criação de gado, incentivando a formação de um povoado, mais tarde batizado de São Sebastião do Alegre. Em 1938, houve a criação do distrito subordinado a Antônio Dias, já com a denominação de Timóteo, que na década seguinte foi escolhido para sediar o núcleo industrial da Acesita, atual Aperam South America. Isso só foi possível dada a facilidade de recebimento de matéria prima e escoamento por meio da EFVM, disponibilidade de água no rio Piracicaba e madeira nas vastas matas locais. Em 1948, foi anexado ao município de Coronel Fabriciano.
A pedido da Acesita foi construída uma vila operária destinada a seus trabalhadores, paralela ao núcleo urbano original, porém seu desenvolvimento incentivou a emancipação em 1964. Essa situação levou à divisão da cidade em dois agrupamentos: um composto pelos bairros construídos pela empresa, região que cresceu ao redor do Centro-Norte e ainda hoje é conhecida como "Acesita", apesar da mudança de nome da empresa, e o outro formado a partir das ocupações originais no Centro-Sul, que por sua vez é referido como "Timóteo". Apesar do crescimento do setor de serviços, a indústria ainda representa a principal fonte de renda municipal e sua manutenção na região contribuiu para a formação da Região Metropolitana do Vale do Aço, que corresponde a um dos principais polos urbanos do interior do estado.
O município tem cerca de 35% de sua área protegida pelo Parque Estadual do Rio Doce, que constitui a maior reserva de Mata Atlântica de Minas Gerais. Tradições como o artesanato, as escolas de samba carnavalescas e o congado se destacam na cidade, bem como os atrativos de importância patrimonial ou identificatória, a exemplo do Pico do Ana Moura; da Igreja São José, construída pela Acesita para a celebração das atividades religiosas dos fiéis da antiga vila operária; e das praças 29 de Abril e 1º de Maio, que estão entre as principais áreas de lazer e de promoção de eventos da região. A Aperam South America, sob intermédio da Fundação Aperam-Acesita, mantém um centro cultural que conta com teatro, um museu da empresa e áreas destinadas a exposições, cursos e aulas de teatro, além de ministrar oficinas em escolas e áreas públicas.


18 - Montes Claros
Montes Claros (foto acima de Manoel Freitas) pertence à microrregião homônima e Mesorregião do Norte de Minas, localizando-se a norte da capital do estado, distando desta cerca de 422 km. Ocupa uma área de 3 582,034 km², sendo que 38,7 km² estão em perímetro urbano e os 3 543,334 km² restantes constituem a zona rural. Em julho de 2016 sua população foi estimada pelo IBGE em 398 288 habitantes.
Montes Claros foi emancipada no século XIX, tendo, há bastante tempo, a indústria e o comércio como importantes atividades econômicas, sendo considerada um polo industrial regional. Atualmente é formada por dez distritos, sendo que é subdivida ainda em cerca de 200 bairros e povoados.[10] Conta com diversos atrativos naturais, históricos ou culturais, como os Parques Municipal Milton Prates, Guimarães Rosa e Sapucaia, que são importantes áreas verdes, e construções como a Catedral de Nossa Senhora Aparecida e a Igrejinha dos Morrinhos, além dos vários sítios arqueológicos.

19 - Barbacena
Barbacena (foto acima de Januário Basílio) é conhecida em todo o Brasil e também no exterior como a "Cidade das Rosas", em função da grande produção local desta flor. No Brasil, o município também é conhecido como a "Cidade dos Loucos", pelo grande número de hospitais psiquiátricos instalados no local. A cidade atraiu esses manicômios em decorrência da antiga ideia, defendida por alguns médicos, de que seu clima ameno, com temperaturas médias bem baixas para os padrões brasileiros, faria com que os doentes mentais ficassem mais quietos e menos arredios, supostamente facilitando o tratamento.
O município possui parque de exposições e um aeroporto com aeroclube.É sede do Nono Batalhão de Polícia Militar, da 13ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais. Abriga estabelecimentos de ensino como a Faculdade de Medicina de Barbacena, a Escola Preparatória de Cadetes do Ar, o Instituto Federal do Sudeste de Minas - Barbacena, a Escola de Hotelaria do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, a Universidade Presidente Antônio Carlos, a Universidade do Estado de Minas Gerais, o Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais - Barbacena, além de escolas de ensino fundamental e médio da Rede Salesiana de Escolas (Instituto Maria Imaculada) e Educação Vicentina (Colégio Imaculada Conceição). Possui mais de trinta bibliotecas, cinco associações culturais e a Academia Barbacenense de Letras. Na cidade, também encontram-se escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais, do Departamento de Estradas de Rodagem e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Além da intensa produção de frutas europeias e de rosas, exportadas para o país e o exterior, Barbacena é centro de pecuária, agricultura e da indústria de tecelagem.


20 - Patos de Minas
Patos de Minas (foto acima de Marcos Antônio) pertence à Região do Alto Paranaíba. É um município essencialmente urbano. Segundo o IBGE em 2016 o município conta com 149.856  habitantes sendo (92,08%) vivem na cidade, enquanto 10.986 (7,92%) são moradores do campo. Com uma área de 3.189,771 km², a densidade demográfica do município é de 43,49 hab/km². A taxa de urbanização apresentou nas últimas duas décadas um crescimento de 8,45%, passando de 84,90% em 1991, para 89,87 em 2000 até os 92,08% de 2010.
Cerca de 99% das ruas da cidade são asfaltadas e possuem iluminação pública e 96,53% dos habitantes recebem água tratada. O sistema de abastecimento de água da Copasa em Patos foi premiado por duas vezes (1999 e 2002) pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), recebendo o Prêmio Nacional de Qualidade em Saneamento.
O sistema de coleta de esgotamento sanitário atinge cerca de 98% da população e, atualmente encontra-se em construção uma estação de tratamento de esgoto para que os resíduos não sejam despejados no Rio Paranaíba.

A energia elétrica chega a 99,86% dos domicílios (incluindo os da zona rural) e na cidade a coleta de lixo alcança 99,65% das residências. Cerca de 0,25% dos habitantes vivem em locais sem água e esgotamento sanitário adequados.

Veja a lista completa dos 853 municípios mineiros nesse link:https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_munic%C3%ADpios_de_Minas_Gerais_por_IDH 

Entenda o cálculo do IDH e seus indicadores

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mede o nível de desenvolvimento humano dos países utilizando como critérios indicadores de educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança de vida ao nascer) e renda (PIB per capita).
O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) a um (desenvolvimento humano total). Países com IDH até 0,499 têm desenvolvimento humano considerado baixo, os países com índices entre 0,500 e 0,799 são considerados de médio desenvolvimento humano e países com IDH superior a 0,800 têm desenvolvimento humano considerado alto.
Para a avaliação da dimensão educação, o cálculo do IDH municipal considera dois indicadores com pesos diferentes. A taxa de alfabetização de pessoas acima de 15 anos de idade tem peso dois, e a taxa bruta de freqüência à escola peso um. O primeiro indicador é o percentual de pessoas com mais de 15 anos capaz de ler e escrever um bilhete simples, considerados adultos alfabetizados. O calendário do Ministério da Educação indica que, se a criança não se atrasar na escola, ela completará esse ciclo aos 14 anos de idade, daí a medição do analfabetismo se dar a partir dos 15 anos.
O segundo indicador é resultado de uma conta simples: o somatório de pessoas, independentemente da idade, que freqüentam os cursos fundamental, secundário e superior é dividido pela população na faixa etária de 7 a 22 anos da localidade. Estão também incluídos na conta os alunos de cursos supletivos de primeiro e de segundo graus, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária. Apenas classes especiais de alfabetização são descartadas para efeito do cálculo.
Para a avaliação da dimensão longevidade, o IDH municipal considera o mesmo indicador do IDH de países: a esperança de vida ao nascer. Esse indicador mostra o número médio de anos que uma pessoa nascida naquela localidade no ano de referência (no caso, 2000) deve viver. O indicador de longevidade sintetiza as condições de saúde e salubridade do local, uma vez que quanto mais mortes houver nas faixas etárias mais precoces, menor será a expectativa de vida.
Para a avaliação da dimensão renda, o critério usado é a renda municipal per capita, ou seja, a renda média de cada residente no município. Para se chegar a esse valor soma-se a renda de todos os residentes e divide-se o resultado pelo número de pessoas que moram no município (inclusive crianças ou pessoas com renda igual a zero).
No caso brasileiro, o cálculo da renda municipal per capita é feito a partir das respostas ao questionário expandido do Censo - um questionário mais detalhado do que o universal e que é aplicado a uma amostra dos domicílios visitados pelos recenseadores. Os dados colhidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são expandidos para o total da população municipal e então usados para o cálculo da dimensão renda do IDH-M.


Fonte desta informação:http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI152578-EI306,00-Entenda+o+calculo+do+IDH+e+seus+indicadores.html

53 comentários:

  1. Qual é a 15? Já sei, Monte Alegre de Minas uai!

    ResponderExcluir
  2. Respostas
    1. Infelizmente precisa tapar os buracos p melhorar!

      Excluir
    2. Igual Unaí.... Milésimo lugar kkk

      Excluir
    3. Totalmente desnecessário um ranking desses... Ninguém jamais iria sequer prestar atenção nesta colocação se quisesse mudar para uma cidade Mineira. Tudo isso é muito pessoal e o que a pesquisa apresenta está longe de ser confiável!

      Excluir
    4. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  3. FOLTOU UBA. MELHOR QUE MUITAS QUE APARECERAM AI.

    ResponderExcluir
  4. Se analisar a desigualdade social a classificação muda muito.

    ResponderExcluir
  5. E saudade de Minas que bate em meu coração!!!

    ResponderExcluir
  6. Santa Maria do Suaçuí deveria estar entre as 15.
    Uma pena.

    ResponderExcluir
  7. Divinopolis da de 1.000 em muitas aí. .....

    ResponderExcluir
  8. Minas Gerais é um lugar encantador... privilegiado pela natureza!!!!

    ResponderExcluir
  9. Sim verdade Viçosa mata mais que tudo péssimo lugar de morar o trafico domina a cidade,ainda colocam em 11 lugar,alguém ganhou dinheiro para colocar ai com certeza.

    ResponderExcluir
  10. Que ridículo falar que BH e segunda colocada, e as horas no transito? A violência? Sou nascido em BH e morei na região da grande BH por 18 anos.
    Conheço 90% das cidades citadas abaixo e em minha opinião são muito melhores para viver.

    ResponderExcluir
  11. Esqueceram de DIAMANTINA. ..E de minha querida MONLEVADE. ..PRATA E NOVA ERA e RIO PIRACICABA Onde estão? ????

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não esquecemos nada não. No fim do texto tem esse link http://www.conhecaminas.com/2016/10/conheca-as-15-melhores-cidades-de-minas.html que mostra a colocação dos 853 municípios mineiros. Todos estão ai. Basta clicar nesse link e ver a colocação de sua cidade, bem como se clicar no nome de sua cidade, a história da mesma.

      Excluir
  12. Faltou São Joáo Batista do Glória, cidade das cachoeiras. Cidade calma, gente simples e receptiva.

    ResponderExcluir
  13. Tenho minhas dúvidas sobre esse critério de avaliação,outros fatores como segurança pública,saúde,e, mais importante indice de satisfação do cidadão com os poderes públicos e serviços disponíveis em seu município deveriam também fazer parte desta pesquisa!!!
    rio enviado pe

    ResponderExcluir
  14. Timóteo é só sujeira por todos os lados, não merece estar no onde foi colocado, tem cidades com melhores condições que Timóteo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Excluí o comentário para melhorar a fala: Timóteo está realmente suja...má administrada...mas o povo tb tem culpa. Joga lixo nas ruas... eu faço a minha parte. Quanto a merecer estar no rol das 20 melhores cidades de Minas, desconheço o critério feito para a escolha. Depois vou ler com calma.

      Excluir
  15. Itamarandiba, São João Evangelista e Diamantina são as melhores cidade do Brasil só não, do mundo!

    ResponderExcluir
  16. cel. fabriciano na minha opiniao é melhor q timoteo

    ResponderExcluir
  17. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  18. EM ÚLTIMO LUGAR "ITABIRA", MAS FICARIA EM 1º SE FOSSE NO "VELHO OESTE" POIS ISTO AQUI TÁ UM BANG BANG SÓ.

    ResponderExcluir
  19. Como são os municípios que passam as informações, podem ser manipuladas não representando a realidade.

    ResponderExcluir
  20. Várias cidades sem fotos, tem que arrumar isso aí. Minha Itajubá a foto está com erro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como assim várias cidades sem fotos? Qual o erro na foto de Itajubá?

      Excluir
  21. Em primeiro deveria estar Varginha, é só perguntar pros turistas de outras galáxias!
    Nascido em Itajubá deu saudade da infância nas Minas Gerais,parabéns pela 4 colocação!

    ResponderExcluir
  22. 18 - Montes Claros - muito bom!!!

    ResponderExcluir
  23. Faltou Simonesia uai!!!
    Essa pesquisa não tá com nada nos balaio...Rsrs

    ResponderExcluir
  24. Rio Pomba possui muitas dessas virtudes e muito mais

    ResponderExcluir
  25. Discordo totalmente desse ranking.
    Utilizar apenas o IDH denota desconhecimento da realizade dos 853 municipio mineiros.
    Temos varios outros indicadores importantes pra que se faca um ranqueamento mais preciso e justo.
    Utilizem os indicadores de eficiencia nas gestoes municipais, indicadres de arborizacao s municipios, i dicador Transparencia Brasil, indicador qualidade de vida..... todos eles divulgados na midia.
    Dai sim, compilando todos esses dados acredito que obtenham informações mais confiaveis.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Edu, concordo com você!
      Eu conheço minha Minas muito bem; sei que essa estatistica não é verdade; é igual escolha de modelos: quem disse que uma única mulher, é a mais bonita entre outras milhares que não foram avaliadas? É apenas estatistica e representatividade!
      Agente considera.

      Um abraço amigo!

      Excluir
  26. Discordo totalmente desse ranking.
    Utilizar apenas o IDH denota desconhecimento da realizade dos 853 municipio mineiros.
    Temos varios outros indicadores importantes pra que se faca um ranqueamento mais preciso e justo.
    Utilizem os indicadores de eficiencia nas gestoes municipais, indicadres de arborizacao s municipios, i dicador Transparencia Brasil, indicador qualidade de vida..... todos eles divulgados na midia.
    Dai sim, compilando todos esses dados acredito que obtenham informações mais confiaveis.

    ResponderExcluir
  27. Uai...Por que não ALFENAS ? DUAS GRANDES UNIVRSIDADES, sendo uma 1 FEDERAL E OUTRA PARTICULAR COM CURSOS DE MEDICINA...Com uma infinidade de alunos de todo Brasil...Uma Ind. Cafeeira invejável. ...e muitas outras culturas...e ainda com um dos melhores aeroportos do interior do Brasil...basta se que veja:aberto o ano inteiro, para pousos e decolagens,constando nas rotas aéreas de Brasilia, pela Aeronáutica. ...Portanto,impossível não reconhece-la...

    ResponderExcluir
  28. Uai sô,eu não sei em qual posição ficária a minha Pedra Azul, nessa estatistica; mas ela merece um distaque. Destaque pelas grandezas de suas riquezas naturais,onde está situada a usina do grafite, bem como a extração de pedras preciosas, até porque o nome da cidade foi sugerido por pessoas que reconheceram que a grande produtivida desses recursos naturais, garantiriam a sustentabilidade da econômia deste municipio. Agropecúaria também é forte na região: contando com renomados criadores de gado da região. É o berço da cultura artisca da região. Terra natal do Paulinho Pedra Azul, da Dani Moraes e Saulo Larangeira. E para reforçar esse berço cultural da região, temos o Rubinho do vale, natural da nossa vizinha Rubim. E para resumir; é ela a cidade berço da ivenção do queijo cabacinha. Essa joia Mineira que conquistou o coração de todos que gostam de saborear um dos queijos de melhor qualidade que existem em Minas.

    Tenho muitas saudades de minha cidade,pois já faz trinta anos que sai de lá, retornando apenas umas quatro vezes messe periódo.
    Hoje eu moro em Santos-SP. Mas, pelo o que eu há vi aqui nessa reportagem: sei não em... Mas eu acho que Araguari receberá um novo habitante em muito breve. Rsrsss. Abraço povo querido! Quer me conhecer? Veja me no

    Facebook/ailson.rodriguescosta

    ResponderExcluir
  29. Respostas
    1. Serra do Cipó é um parque ambiental. A lista ai é de cidades. Temos um link com a colocação de todos os 853 municípios mineiros. Navegue no site e veja esta matéria.

      Excluir
  30. Faltou Cajuri, Coimbra, São Geraldo, Visconde do RIO branco e Guiricema...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não faltou nada. Selecionei as 20 primeiras cidades. Temos um link com todos os 853 municípios mineiros. Navegue no site e veja por favor.

      Excluir
  31. Esse IDH é o índice mais fajuto que conheço. Praticamente só avalia educação. Acontece que educação é muito importante para os jovens, mas para as pessoas mais velhas outros indicadores importam bem mais. E outra, colocar Lavras entre as top, pelo amor de deus.

    ResponderExcluir