Minas

Minas.
São tantas vertentes,
Tanto sonho, tanta gente...
Montanhas, histórias,
Trajetos...

Casario, igrejas, museus,
Minas – morada de Deus.
Mariana, Congonhas,
Passa Tempo,
(mas o tempo aqui não passa!)
Vira nuvem de fumaça.

Aleijadinho, Filipe dos Santos,
Diabinhos, bruxas e santos.
Conspiração – Tiradentes.

Minas.
São tantas vertentes
Que dão nó em nossa mente,
Tanto sonho, tanta gente...
Minas que vence o tempo,
Casas velhas carcomidas,
Minas de sete mil vidas.

Tanto pó pelas calçadas,
Cruz margeando as estradas –
“Aqui Zé Quincas morreu.”
Minas...
Tanta coisa aconteceu!


Cícero Alvernaz (autor) 18-05-2007.
Rua de Materlândia MG.Pintura de Alfredo Vieira

Um comentário:

  1. Imagem mineira tem beleza e simplicidade. Lembra velhos tempos de pó e de vento varrendo tudo. Conversa arrastada que nunca termina, simplicidade, beleza e humildade. Lembra poesia que se vê e se ouve na tarde tagarela. Faz emergir o sonho e o som por entre as folhas do velho quintal. Minas é mistura, é alma pura, é a vida envolvida com seu jeito sem igual.

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