Arbu de fotografia

Amuntei no meu cavalo pras istrada eu saí
Abri a portera dos sonho e em disparada eu siguí...
A sodadi correu sorta a ventania levô
De tão grandi que ela era na minha frenti chegô.
Trotemo caminho afora, dispensemo inté as hora
Que o tempo pudia marcá. Alazão cunhicia os caminho
Dexava istrada , pegava os trio, nóis paricia avuá!
Na curva do Marimbondo minha árve tava lá
Frorida... toda infeitada meu amô, viola à tocá...
Meu coração foi rastado puxado pela paxão
Garradinho... inroscado nas corda do violão!
Quando avistei a grutinha mais dipressa eu quis chegá
Visitá minha santinha sempre no memo lugá.
Minhas vista eu dexei zanzá pra lá e pra cá
Visturiá cada canto que elas pudia inxergá!
Dispois arrudiei a represa e nas suas margi parei
No palanque o sór batia meu mulineti avistei.
Os amigo abraçado os anzór quem sabe iscado
As vara a isperá!
Tanta gente ali pescano, o brasero avermeiano
Chero de pexe no ar!
Quis decê do Alazão , firmei as rédia cás mão
Mais ele saiu a trotá...
Foi Pará no senguengá lá me vi a namorá
Cum meu amiguinho de escola...
Iscundida, iscutano, minha irmãzinha assondano
Pra mãe í correno contá!
Menos de uma hora galopiei vida à fora
Muitos ano vi passá...
Dispontô foi uma tristeza, teno memo a certeza
Que em nada eu pudia tocá...
A mão tava sem tato, num sintí as coisa, era fato
O tempo passô por lá!
As lágrima que banhô meu rosto , tinha da sodadi o gosto
Ninguém pudia secá...
A úrtima fôia eu virei o livro intão eu fechei
Já num cunsiguia inxergá...
Esse árbu de fotografia, que há tanto tempo num abria
Feiz na minha história eu vortá!!!


Texto extraído da fanpage https://www.facebook.com/ALMA-Mineira-467231043454947/
Foto do arquivo pessoal de Arnaldo Silva

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