De onde eu venho...

Cena mineira. Leiteiro vendendo leite cru, na charrete,de casa em casa em Heliadora, Sul de Minas. Fotografia de Fernando Campanella.
De onde eu venho, a gente nasce abraçado por montanhas e, desde cedo, acho que por isto, temos sede de voar. Seja com as asas de anjos como Aleijadinho, seja nas palavras de sábios como Carlos Drummond de Andrade ou Guimarães Rosa, seja nas ações monumentais de juscelinos ou libertárias de tiradentes e tancredos.
A liberdade está no sangue dos meus conterrâneos e também na nossa bandeira.
Nossos homens são quietos, tímidos e antagônica e surpreendentemente seguros, consistentes e marcantes.
Nossas mulheres...nossas mulheres. Elas, antes de tudo, são lindas.
São doces, recatadas e sutilmente provocantes.
São simples, de personalidade forte, mas contidas. No fundo, todos nós mineiros, sabemos que elas são protagonistas, por escolha, disfarçadas de coadjuvantes.
Nossas belezas naturais exuberantes e sotaque econômico são contrastantes e cativantes.
Cena mineira. Leiteiro vendendo leite cru, na charrete,de casa em casa em Heliadora, Sul de Minas. Fotografia de Fernando Campanella.
Somos caipiras e chamamos nossa capital de "Roça grande".
Adoramos viajar, mas amamos voltar para casa. A propósito, a cozinha é nosso refúgio preferido e nossos amigos são para mais de uma vida.
Nossa música raiz é melancólica e doí o coração de tão romântica.
Essas palavras não significarão nada, talvez, num tem importância, elas não foram escritas, elas foram sentidas.

Max Vilhena Viana 

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