quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O lugar sagrado no alto da Serra do Caraça

Quem conhece Minas Gerais sabe que, com poucos quilômetros, é possível fugir da correria dos grandes centros urbanos ou cidades com intensa movimentação de turistas. Natureza preservada, cachoeiras, belas igrejas, tranquilidade e o típico clima bucólico do interior. Além, é claro, da tradicional comida mineira. E Catas Altas (na foto acima de Elvira Nascimento), assim como vários outros municípios próximos de Belo Horizonte, não foge à regra, sendo um ótimo destino para quem deseja aproveitar um dia ou fim de semana no esquema ‘relax’.
A história de Catas Altas, assim como diversos outros municípios mineiros, está diretamente relacionada à exploração mineral do século 18. Situada na Serra do Caraça (na foto acima de Marcos Michelim), a pequena cidade, com pouco mais de 5 mil habitantes, nasceu com a descoberta de minas auríferas, no início de 1700. A 120 quilômetros de Belo Horizonte, receptiva e aconchegante, Catas Altas tem boas pousadas e natureza, que, mesmo com a mineração, segue preservada.
No coração da cidade, (foto acima de PauloZaca) as principais atrações são a Igreja de Nossa da Conceição, localizada na simpática Praça da Matriz, e a Igreja de Santa Quitéria, também chamada de Capela de Nossa Senhora do Carmo. Ambas são do século 18. A primeira é das mais importantes do estado, e uma das poucas igrejas em que se pode fixar a data de fundação com precisão: 1739. Junto a ela, no Centro Histórico de Catas Altas, antigos casarões em bom estado de preservação completam o cenário do início da ocupação de Minas Gerais. Já a segunda fica no alto de uma coluna. Sua dupla denominação se deve ao fato de que, apesar de ter no trono de seu altar-mor a imagem de Nossa Senhora do Carmo, sua invocação tradicional, comprovada em referências documentais, é Santa Quitéria. Emoldurando os dois templos católicos está a Serra do Caraça e toda sua beleza.
Mais simples, a Igreja do Rosário (na foto acima de Elvira Nascimento) foi construída entre os séculos 18 e 19. Apesar de seu exterior não chamar tanto a atenção, seu interior tem um altar-mor com talha em estilo dom João V e o teto pintado em tons de vermelho e marrom bem escuro. Se o plano é relaxar na calmaria da cidade, vale a visita.

SANTUÁRIO 
Mas o que mais movimenta o turismo da região é o Santuário do Caraça (na foto acima de Isaac Rangel) , que faz parte da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Caraça, um dos mais importantes do país e maior unidade de conservação particular do estado. Com trilhas para várias atrações, como cachoeiras, mirantes, piscinas naturais, antigas construções, grutas e picos (alguns só podem ser visitados com o acompanhamento de guias), o Santuário do Caraça oferece uma série de aventuras para seus visitantes.

E a lista de cachoeiras, rios, picos e mirantes do Santuário do Caraça é extensa: Cascatinha, Tanque Grande, Pinheiros, Banho do Belchior, Cruzeiro, Capelinha, Banho do Imperador, Cascatona, Bocaina (na foto ao lado de Tomalves.com.br) , Taboões, Gruta de Lourdes, Prainha, Ponte do Bode, Pico da Carapuça, Pico do Sol, Gruta da Bocaina, Pico da Verruguinha, Pico Três Irmãos, Campo de Fora e Pico da Conceição, entre outros.

Além dos atrativos naturais, o Caraça, como é conhecido o santuário, é um centro de espiritualidade, cultura e educação. A instituição católica é uma das sete maravilhas da Estrada Real e patrimônio federal, estadual e municipal. Faz parte dos municípios de Catas Altas e Santa Bárbara. O Centro conta com toda a estrutura para atender o turista, como pousada, restaurante, lanchonete e loja. No conjunto arquitetônico estão a igreja neogótica, o prédio do antigo colégio (hoje museu e biblioteca) e pousada. Na área de manejo estão localizadas a Fazenda do Engenho, o Buraco da Boiada, a Fazenda do Capivari, também abertos à visitação. Para os mais sortudos, a visita dos famosos e ameaçados de extinção lobos-guará (na foto abaixo de Marcos Michelim/EM) é um espetáculo à parte.

Quem quiser aproveitar e dar um pulo em Santa Bárbara pode conhecer o famoso mel e o artesanato locais. Em Catas Altas, outras atrações são opção de quem não quiser encarar o intenso movimento de turistas do Santuário do Caraça, que recebe, em média, 70 mil visitantes ao ano. Em alguns fins de semana costuma receber mais pessoas que a soma da população dos dois municípios vizinhos.

Localizado em propriedade particular, o Vale das Borboletas abriga um riacho tranquilo de águas límpidas e poços naturais. A entrada é paga e o local só pode ser visitado com guia. Outra opção é a Chapada da Canga, com linda vista para a Serra do Caraça, Pico do Sol e lagoas. A queda d'água Cachoeira da Valéria também fica em área privada. O rio com mesmo nome da cachoeira conta com grande poço cercado de vegetação e com água esverdeada.
Outra cachoeira bastante visitada é a do Maquiné. Ela pode ser avistada do Centro Histórico de Catas Altas e tem duas quedas. A primeira tem cerca de 60 metros de altura e quatro saltos que formam pequenos poços. A segunda tem 25 metros de altura. O acesso não é sinalizado e apresenta grau alto de dificuldade. Ou seja, exige bom preparo físico e experiência em trilhas.
A 12 quilômetros do Centro de Catas Altas está o Bicame da Pedra, onde ficam as ruínas de um grande aqueduto de pedra, construído com o objetivo de abastecer a cidade e a mineração.

SERVIÇO
COMO CHEGAR
•Catas Altas fica a 120 quilômetros de BH. Saindo da capital, siga pela BR-381 até a MG-436. Prossiga pela MG-436 e, depois, MG-129 até o destino.
ONDE FICAR

Pousada Ecos da Serra (31) 3832-7658
Pousada Solar dos Guarás (31) 3832-7102
Pousada Aconchego Mineiro (31) 3832-7261
Hospedaria do Caraça (31) 3837-7327 e (31) 3837-1939
Reportagem de: Gustavo Perucci
A primeira, terceira, quarta e quinta fotos foram inseridas por nós, não fazendo parte da publicação original.Fonte da matéria:http://www.uai.com.br/app/noticia/turismo/2016/12/20/noticias-turismo,199038/catas-altas-lugar-sagrado-no-alto-da-serra-do-caraca.shtml

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