Banda de Mariana desperta religiosidade e cultura durante a Semana Santa

A Semana Santa leva pequenos e grandes municípios a produzirem celebrações para relembrar a paixão, morte e a ressurreição de Cristo. Missas, jejuns, encenações teatrais, procissões e santa ceia fazem parte dessa programação rica em religiosidade e cultura.Em Mariana, a Sociedade Musical Santa Cecília, banda que completa 117 anos em novembro, se tornou tradição durante as festas religiosas.

Atualmente, a banda regida por George Augusto Pinto é composta por 43 músicos, com idade variada entre 13 e 70 anos, e seus ensaios acontecem três vezes por semana. A agenda, preenchida por cerca de 3 a 4 apresentações por mês, se transforma durante a Semana Santa, quando os trabalhos se intensificam, tendo a necessidade de dividir os integrantes para algumas apresentações em cidades diferentes. A programação inclui a Igreja São Paulo da Cruz, em Belo Horizonte; Igreja Matriz, em Contagem; as ruas de Passagem, distrito da cidade de Mariana; e Lavras Novas e Santa Rita, distritos de Ouro Preto.

“Em nossa comunidade, desde que surgiu, a banda tem o compromisso de participar das festas religiosas, incluindo a Semana Santa. Nas demais localidades, o grupo passou a também se apresentar por pedidos da população regional”, explica José Luiz Papa, diretor social da Corporação.

Os municípios recebem os músicos com muita empolgação e aconchego, transmitindo à banda seu valor para a cultura mineira. O trompetista Pablo Borges, 21 anos, entrou como mascote da corporação, aos três anos. Apesar de trabalhar como planejador, trata a banda como parte fundamental de sua vida. ”A expectativa para os eventos é sempre muito grande, o grupo se prepara muito, se dedica bastante aos ensaios, para se apresentar da melhor maneira ao público. As pessoas nos recebem nas cidades com muita boa vontade. Gostam de tirar fotos com os instrumentos, fazem questão de levar a banda até as suas casas e acompanham as procissões. É algo gratificante”.

A banda, que possui sede própria, é cadastrada no Ministério da Fazenda e registrada como Utilidade Pública do Estado de Minas Gerais. Muitas conquistas aconteceram durante o seu centenário, reforçando a importância do conjunto para a comunidade. “O grupo representa para a nossa cidade a cultura viva por meio da música. Além disso, somos uma família, pois, em sua maioria, nossos músicos têm ligação com outros integrantes que já passaram pela banda, seja avô, tio, primo ou pai, sempre dando continuidade”, reforça o diretor social.

Fonte:http://www.programabandasdeminas.com.br/noticias/12

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