O mar de Minas são as montanhas e suas sereias são as mineiras

Já amei uma goiana. Já me apaixonei perdidamente por uma gaúcha. Uma brasiliense e uma paraense já me encantaram profundamente. Paulistas e cariocas, nossa, amei várias! É, mas não há no Brasil, ou melhor, no mundo, mulher igual à mulher mineira.

Quem já teve a sorte de ir pra Minas sabe, a mulher mineira tem algo que nenhuma outra tem. E se já tiveram o privilégio de conhecer aquela típica mineirinha do interiorzão mesmo, com a pele clarinha, os cabelos lisinhos e pretos, olhos escuros, uma fala doce e mansa e um jeitinho tímido, meigo e carinhoso aí vão saber mesmo do que eu estou falando.

Mas que magia é essa que as mineiras têm? O que as faz diferente das mulheres do resto do mundo?
Talvez seja um reflexo da beleza do lugar. Afinal, tudo é belo em Minas, até o horizonte é belo. Se as mineiras não fossem tão lindas quanto as paisagens, criaria um contraste tão forte, que quebraria a harmonia do lugar. Os biólogos costumam dizer que o ambiente não modifica o ser, então como eles explicam que as mulheres bonitas, se nascem em Minas, são ainda mais bonitas e as feias nascem menos feias quando são mineiras?

Bem, pode ser que a magia delas esteja no jeitinho doce e inocente mesmo. Porque não há criatura mais doce e meiga que uma mineirinha típica. Elas, no princípio podem parecer esnobes. Mas não é isso. É que, como todo bom mineiro, no princípio a menina fica calada, quieta, desconfiada, só observando. Mas logo isso passa. E aquela mineirinha calada, em pouco tempo, se torna uma pessoa muito receptiva e boa de conversa. Porque mineira que se preze, sempre tem boas histórias pra contar.

Talvez, a magia das mineiras esteja no sotaque. Porque, nossa, que sotaque o das mineiras! Dizem que o mar de Minas são as montanhas. Se isso é verdade, esse mar tem as mais encantadoras sereias do mundo. Mas, ao contrário das sereias das lendas, essas, ao invés do canto, têm uma fala que apaixona os homens que por ali passam. Lembra daquela mineirinha típica do interior que eu descrevi agorinha mesmo? Pois é, não há coisa mais apaixonante do que chegar na casa dela e ouvi-la dizer, com aquela vozinha meiga e doce "Ei, tudo jóia?" É tiro e queda, pode estar tudo ruim que, na hora que ela te fizer aquela pergunta, tudo vai ficar jóia. Aí conversa vai, conversa vem, o tempo vai passando e você vai se apaixonando... Ela, simpaticamente, te oferece um pão de queijo com café, um biscoitinho de polvilho, um bolo de fubá e quando você olha para o relógio já passou (e muito) da hora de ir embora. A mineirinha, triste, dirá "Depois cê volta mais..." Ai meu Deus, não sei você, mas nessa hora eu não resisto! Eu volto na casa dela, só pra ouvir mais um "Ei, tudo jóia?" e mais um "Depois cê volta mais."

Ai, não sei o que faz das mineirinhas tão especiais. Acho que é tudo isso e um pouquinho mais. Se você soubesse como é torturante falar da mulher mineira quando você está longe de Minas... Dá vontade de arrumar as malas e sair correndo pra lá... Agora, me dá licença que vou ali arrumar minhas malas pra pegar o primeiro ônibus pra Minas. Talvez eu descubra agora o que a mineira tem.

Lucas Conrado (http://lucasconrado.blogspot.com.br/2008/04/o-mar-de-minas-so-as-montanhas-e-suas.html)
Modelo: Lee Camargo (Ilustração nossa)

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