As Danças típicas de Minas Gerais


Com motivo ou sem motivo, o povo mineiro gosta de dançar. Qualquer que seja a idade, balança-se o corpo, a cabeça, bate-se palmas, acompanha-se o ritmo com os pés. A pessoa começa a dançar desde criança. Não é preciso ensaio, roupa especial, nem época determinada para se apresentar. Ainda que pise no pé do parceiro, o mineiro não se inibe, quer é dançar. Enfim, o mineiro já nasce com o gosto pela dança.

Uma curiosidade é que, apesar de determinadas danças terem o mesmo nome em diferentes lugares, elas possuem características regionais, conforme a capacidade criativa e a vontade de inovar do povo. A quadrilha, trazida pelos portugueses, é um exemplo disso, uma vez que possui marcação própria em cada região cultural que é dançada.

Apesar da dominação da cultura de massa, dos shows televisivos que levam o povo – principalmente as novas gerações - a consumir coreografias fabricadas pela mídia e da perda de espaço para a dança e a musica nas áreas urbanas em decorrência da falta de segurança, encontram-se ainda, nas diversas regiões culturais - tanto em cidades menores quanto nas áreas rurais - grupos que, espontaneamente, fazem questão de lembrar e praticar passos, ritmos e músicas tradicionais.

Colaborando nesse sentido, encontram-se, hoje, também, varias organizações que vêm incentivando os clubes da terceira idade a relembrar coreografias tradicionais, constituindo, com essas pessoas, grupos que se apresentam em escolas e em eventos públicos com o objetivo de resgatar a memória e o gosto pelas danças genuinamente mineiras.

Além dos grupos de terceira idade, ressaltam-se os grupos de danças para-folclóricas que também vêm sendo constituídos nas universidades, como o Grupo Sarandeio (Escola de Educação Física) e o Grupo Congá (Escola de Farmácia), ambos da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Em algumas cidades, outros grupos tentam resgatar essa memória, como o Zabelê, de Pirapora; o Banzé, de Montes Claros; o Tumbaitá, de Itabira, etc.

Assim, Minas apresenta suas coreografias de acordo com as características histórico-culturais.

Exemplos:

Vale do São Francisco: Batuque, Lundu, Coco, Roda de Adulto, Dança de São Gonçalo e Dança do Carneiro.

Triângulo e Oeste Mineiro: Catira, Quadrilha, Fandango, Recortado, Maculelê, Dança do Pau de Fitas e a Dança de São Gonçalo.
 Café Sul: Dança do Pau de Fitas, Contra-Dança, Dança de São Gonçalo e a Catira.

Nordeste Mineiro: Batuque, Dança do Pau de Fitas, Dança do Nove, Mangangá, Vai de Roda, Tamborzeiros, Coco Desafio e São Gonçalo.

Zona da Mata: Caxambu, Mineiro-pau ou Bate-pau, Calango, Batuque, Cana Verde, Quadrilha, São Gonçalo, Siriri Gambé e Engenho Novo.

Mineração: Samba, Baião de Quatro, Ciranda de Adulto, Manguara, Arrasta Pé, Contra Dança, Quadrilha, Dança do Pau de Fitas, Dança da Enxada e Corta Machado.

Urbano Industrial: Gafieira, Samba, Batuque e Quadrilha.


Fonte do texto:http://www.descubraminas.com.br/Cultura/Pagina.aspx?cod_pgi=2584

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