segunda-feira, 4 de abril de 2016

Panelas de pedra sabão

Produzidas sobretudo em Minas Gerais, são feitas de um mineral retirado da natureza e esculpidas.  Depois, é feito um tratamento para impermeabilizar os poros. As panelas tem que passar por um processo de cura. Não podem ir para a cozinha da forma da pedra ao natural. A cura fará com que a pedra fique preta e os poros fechados, impedindo a liberação de resíduos. 

A preocupação hoje é ter na cozinha uma panela mais segura, que não libere resíduos químicos. A melhor panela, segundo os químicos, é a de vidro, que é 100% segura, sem a liberação de resíduos tóxicos, mas são caras, pesadas, quebram com facilidade e muitas das vezes, queimam os alimentos.

A nutricionista Roseli Rossi, diretora da clínica Equilíbrio Nutricional, recomenda, por exemplo, que as panelas de alumínio sejam aposentadas de todas as cozinhas. "Em primeiro lugar, deve-se pensar em termos de saúde. Sob esse aspecto, algumas panelas são condenáveis", "Elas liberam resíduos nos alimentos e sabemos que o alumínio é tóxico. Há evidências, por exemplo, de que pessoas com Alzheimer têm maior concentração de alumínio no cérebro", explica.

Essa é a mesma opinião do químico Eduardo Kenji: "Não dá para fazer uma compota ou geleia, por exemplo, em panelas de alumínio. O doce fica escuro e o sabor também é alterado", diz. Quanto à saúde, ele diz que a questão da liberação do alumínio na comida ainda é polêmica e os estudos atuais são pouco conclusivos.

Já sobre as panelas em pedra sabão, Eduardo Kenji, que acumula diploma de Chef de Cozinha Internacional pelo Senac,  afirma que aparentemente são uma boa opção quando se trata de saúde. "Há poucos estudos sobre elas, mas as pedras são materiais bem estáveis, formados há milhares de anos sob altíssimas temperatura e pressão. Pela lógica, não devem soltar resíduos com o calor do fogão".
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