Conheça a Serra do Cipó

Orquídeas, quaresmeiras, copaíbas, bromélias e cactos denunciam a origem do cerrado mineiro situado a apenas 100 quilômetros de Belo Horizonte. Trata-se da Serra do Cipó (foto acima da Cachoeira Grande por Marcos Lamas), região absolutamente importante para a preservação de espécies raras e em extinção no mundo. Por isso foram criadas as reservas do Parque Nacional da Serra do Cipó (Parna Cipó) e a Área de Proteção (APA) Morro da Pedreira, que dividem águas dos rios São Francisco e rio Doce.
Grutas e cavernas guardam inscrições rupestres de tribos primitivas que acreditavam no poder sobrenatural do desenho. O acervo de figuras entalhadas nas rochas de 1,7 bilhões de anos é como um museu natural que remonta aos primeiros habitantes do planeta Terra.(foto acima de Marcos Lamas)
Bandeirantes e tropeiros também deixaram suas marcas ao buscar ouro e metais preciosos pelas mediações, enquanto escravos abriam o que hoje é a trilha que nos conduz ao topo da cachoeira do Véu da Noiva.
Formadas livremente pelo relevo acidentado, as cachoeiras e corredeiras invadem as quebradas onde olhos ligeiros podem mirar sagüis, lontras, jaguatiricas, tamanduás, lobos, veados, entre outros animais selvagens. (foto acima Cachoeira do Lajeado por Victor Dimitrov)

Práticas como trekking, canyoning, rapel, escaladas, cavalgadas e montain bike são alguns atrativos, além dos banhos refrescantes em alguma das quedas d’água, como a cachoeira da Farofa, cachoeira das Braúnas e aquelas que são propícias para fazer rapel, como as mais violentas Véu da Noiva, Usina e a cachoeira Congonhas, ideal para iniciantes.
A maioria dos passeios é guiada para garantir segurança e tranqüilidade, como por exemplo, o roteiro do Travessão, penhasco estrondoso que divide as bacias do rio Doce e rio São Francisco. O passeio, com duração de um dia é dividido em 17 quilômetros de off-road e 12 de caminhada por afloramentos rochosos com pinturas rupestres, animais selvagens, samambaias de altitude, uma cachoeira, nascentes e vistas monumentais. (foto acima de Marise Furtado)

Outro passeio indispensável é a rota da Capivara, região de campos rupestres onde afloram milhares de espécies de orquídeas e sempre vivas, além de abrigar a maior cachoeira e o maior poço da Serra do Cipó, passeio que também dura um dia inteiro.
Cânion das Bandeirinhas. Fotografia de Isabella Machado
Na seqüência, é necessário trilhar para ver a estátua do Juquinha, andarilho que entregava flores a todos que passavam e que hoje faz parte das lendas do Cipó. (foto acima Cânion das Bandeirinhas. Por Isabella Machado)

Construída num platô que oferece linda vista panorâmica, a construção tem três metros de altura e está perto das velósias gigantes. Consideradas fósseis vivas essas plantas chegam até seis metros de altura, sendo que a cada século cresce um metro. Diversas flores colorem a região.
Depois das longas caminhadas, o melhor é relaxar e se alimentar com qualidade, tomando uma cachacinha mineira à beira das estrelas que parecem estar muito mais perto do que em qualquer outro lugar. A gastronomia mineira é famosa, e o destaque fica por conta do feijão tropeiro e o tutu.(Lapinha da Serra, distrito de Santana do Riacho. Foto de André Ladeira 

Os restaurantes com música ao vivo são o Pátio Cipó, Panela de Pedra, Matuto Cipó e Petra´s. Além disso, há diversas festas regionais, como a Festa de Santa Terezinha, Lua Cheia no Terreiro e a Festa das Bruxas.
Sempre Vivas da Serra do Cipó. Fotografia de Lucas GuidaOs municípios guardados pelo parque onde se encontra a maioria das pousadas, restaurantes e serviços são:

Itambé do Mato Dentro, localizada a 121 km de BH, acesso pelas BR-381, MG-434, MG-129, BR-120. O nome do município, surgido de um povoado do século XVII, deriva do termo indígena ita-aimbe e quer dizer pedra afiada. É conhecido como a terra das águas, montanhas e pedras. Além disso, tem como destaque a Cachoeira do Lúcio, Cachoeira da Vitória e a Cachoeira do Encantado.

Jabuticatubas localizada, 64 km de BH, acesso pela MG-020. Além de abrigar 80% da área do Parque Nacional da Serra do Cipó, o município conta com outros atrativos naturais de importância, fauna e flora típicas constituídas por espécies endêmicas.
A Embratur concedeu à localidade o selo de Município com Potencial Turístico. Na cidade e no distrito de São José da Serra, há várias cachoeiras e quedas-d’água ao longo do rio São José, entre elas: Cachoeira da Serra da Contagem, Lagoa Dourada e o Rio Bom Jardim.(na foto acima, de Marcelo Santos a Cachoeira do Paraíso)
Morro do Pilar, (na foto acima de Marcelo Santos) localizada a 151 km de BH, acesso pelas BR-381, MG-434, MG-129, BR-120, LMG, MG-232. O município está preste a concluir a criação da APA do Picão, com mais de 7.000 há de áreas de proteção aos atrativos naturais da região, em especial as cachoeiras da Lapinha, Cachoeira do Lajeado e a Cachoeira do Pica-Pau.
Cachoeira da Serra Morena. Fotografia de Arnaldo Quintão
Santana do Riacho, localizada a 129 km de BH, acesso pela MG-010. A localidade já chegou certa vez a ser suprimida do mapa quando foi incorporada ao território de Morro do Pilar, em 1836 e depois a Jabuticatubas, em 1938.(na foto acima a Cachoeira da Serra Morena de Arnaldo Quintão)

Somente em 1962 foi elevada à categoria de município, com a denominação atual. É região com importantes atrativos naturais, como as cachoeiras da Usina, Cachoeira do Cornélio, lapas, grutas, rios e lagoas. Além dos atrativos que constam na APA Morro das Pedreiras, há vários recursos para o eco-turismo no local.
Fotografia de Arnaldo Quintão

Atualmente o IBAMA libera 300 pessoas por dia para visitar o Parque Nacional, sendo que ao entrar se paga R$ 3,00. É proibido visitar os atrativos sem a companhia de um condutor ambiental, exceto a cachoeira da Farofa e o Cânion das Bandeirinhas.Regras de preservação. (fotografia acima de Arnaldo Quintão)

Para Chegar: o principal acesso a partir da capital mineira é a Rodovia MG-10 depois de Lagoa Santa e Almeida. As principais companhias aéreas voam do Brasil inteiro para Belo Horizonte, e de lá saem cerca de seis ônibus diários para a Serra do Cipó. Para chegar de carro até BH origem São Paulo é necessário pegar a Fernão Dias. Não há época ruim para visitar o Cipó. De dezembro e março, as cachoeiras e rios estão mais cheios, de maio a agosto, a temperatura é ideal.
Boas opções de pousadas com ótimos preços na Serra do Cipó.
Entre diversas opções de hospedagem, destacam-se as seguintes pousadas: Canto das Águas, Cipó Veraneio Hotel, Estalagem da Serra, Fazenda Monjolos, Corumbé, Chão da Serra, Fazenda do Engenho, Varandas da Serra, Villa Verde, Recanto da Serra e Rancho do Cipó, pousada Rural.
Fonte: Assimptur Assessoria de Imprensa
Fonte Link: http://www.visiteaserradocipo.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário