Circuitos do Ouro e do Diamante oferecem uma volta aos tempos de Brasil Colônia

Ouro Preto, que vemos na foto, é uma cidade famosa por suas ladeiras de paralelepípedo. Autoria desconhecida
Você provavelmente não teria esquecido boa parte do conteúdo ensinado nas aulas de história se eles envolvessem viagens aos lugares onde a história efetivamente aconteceu. Com a proximidade das férias de fim de ano, a oportunidade para retomar assuntos que ficaram armazenados em um canto obscuro da memória, aliando conhecimento ao lazer e ao descanso, é uma ótima pedida.

Os Circuitos do Ouro e do Diamante, em Minas Gerais, promovem um retorno aos dias do século 18. As vielas e os casarões conservados desde os tempos de Vila Rica deixam evidente a riqueza que atuou na fundação das cidades que compõem os roteiros. Infelizmente, a história registrou para sempre a ação nefasta dos colonizadores sobre o patrimônio mineral da região.

O Circuito do Ouro é composto por Ouro Preto e Congonhas, sudeste do estado mineiro. Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira a receber da Unesco o título de patrimônio histórico e cultural da humanidade, em 1980. A cerca de 100 km de Belo Horizonte, a cidade oferece museus, igrejas, parques e construções que contam parte da história da colonização portuguesa, a atividade mineradora e apropriação indevida, por parte da coroa portuguesa, do tesouro brasileiro.

Igreja de São Francisco de Assis. Fotografia de Cláudio Dias Coelho
Símbolo do barroco mineiro, a igreja de São Francisco de Assis começou a ser construída em 1766 e contou com o trabalho arquitetônico de Aleijadinho, além de pinturas de Manoel da Costa Alaíde. Inaugurada em 1770, a Casa da Ópera foi construída pelo contratador português João de Souza Lisboa, com apoio do conde de Valadares. A cidade abriga ainda o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo em funcionamento da América Latina, construído entre 1746 e 1770.
Santuário de Bom Jesus do Matosinhos em Congonhas. Fotografia de Wilson Fortunato
A apenas 70 km de Belo Horizonte, Congonhas é conhecida pela riqueza barroca, resultado do trabalho desenvolvido por Aleijadinho e que acabou por ficar na cidade. Ali, as seis capelas que compõem o Jardim dos Passos fazem o passeio render por anos de aulas e leituras obrigatórias sobre parte da história do país. ‘A cidade dos profetas’, como é conhecida, possui ainda o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, considerado Patrimônio da Humanidade. Construído em etapas durante os séculos 18 e 19, é um dos grandes legados do barroco brasileiro.
Diamantina. Fotografia de Wilson Fortunato
Diamantina abre o Circuito do Diamante. A descoberta de jazidas de diamante em 1720 por Bernardo da Fonseca Lobo fez com que o rei D.João 5º instituísse Portugal como o detentor do monopólio de extração da pedra, que até então era livre. A província perdeu, com o tempo, o poder econômico com o fim da jazida, mas não perdeu o charme e a importância na história do país.
Mercado dos Tropeiros em Diamantina. Fotografia de Wilson Fortunato
O Mercado dos Tropeiros foi construído em 1835 por Joaquim Cassimiro Alves para servir como ponto de descarregamento e venda de mercadorias entre comerciantes que passavam pela cidade. A casa de Juscelino Kubitschek, construída de pau-a-pique, onde o ex-presidente passou a infância, é uma típica edificação do século 18. Após sua morte, foi transformada em museu para contar parte da história de um dos presidentes mais importantes da história do país. 

Também ligada à exploração do ouro, São Gonçalo conserva traços do período extrativista, que alimentou os cofres da Coroa. A Igreja da Matriz, cuja data da construção é um mistério, permanece intacta. O número 1787 registrado na pintura do forro pode ser um indício do ano da conclusão da obra.
 Cidade do Serro e seu famoso queijo. Fotografia de Paulo Sérgio Torres Procópio
Serro, cidade do mesmo circuito, conserva a casa de João Pinheiro, construída no século 19 em madeira e taipa. A casa pertenceu à família de João Pinheiro da Silva, que nos primeiros períodos da República, chegou a presidente do Estado Mineiro. Hoje, a construção abriga a Casa de Cultura do município.


Milho Verde distrito do Serro. Fotografia de Franco Bouchard.
No distrito de Milho Verde, acredita-se que a capela e o cemitério de Nossa Senhora do Rosário tenham sido construídos por escravos e negros livres no século 19. Localizada no alto de uma colina, oferece uma visão quase sem limites das montanhas que compõem a geografia da região.
Fonte: Entretenimento R7

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