Uai, orgulho de ser mineiro



A língua portuguesa falada em Minas Gerais apresenta, como qualquer língua, uma grande variação.

Se um mineiro viaja para o Rio de Janeiro, por exemplo, claramente é identificado pelo seu modo de falar.

Mas dentro do próprio Estado de Minas encontramos pessoas de regiões distintas e nos deparamos com expressões lingüísticas diferentes das que utilizamos. Com a fala às vezes identificamos a procedência: “Esse aí é do sul”, caso puxe o r, ou seja, fale o r retroflexo, chamado “r caipira”, como em poRta, moRta, (como alguém de Lavras ou Nepomuceno), ou “Esse é do norte”, caso use o ó e o é abertos, como em Rónaldo, sémente, como alguém de Araçuaí.

Nosso Estado possui, segundo Zágari três grandes áreas lingüísticas que se distinguem entre si, com acentos, fones, ritmos de fala e preferências de cada região: o falar baiano, o mineiro e o paulista, cada um com suas formas características, seus feixes de traços que os individualizam.
Vejamos algumas particularidades: As mulheres de Guidoval, Ubá e Belo Horizonte falam que usam “grampo” nos cabelos, área do falar mineiro. Já no sul, área do falar paulista, elas dizem “ramona”. “Soltar papagaio” na área do falar mineiro pode ser “soltar pipa” em Montes Claros (falar baiano).

Mas dentro do próprio falar também há distinções: os meninos de Guidoval jogam “birosca”; em Belo Horizonte jogam “bolinha de gude” e ainda pode ser “crique” em outras localidades.

Há também a variação fônica, isto é, os sons são pronunciados de formas diferentes: no falar baiano o “e” e o “o” são abertos: séreno, rómã, e fechados no falar mineiro e paulista: sereno, romã.

Outra característica que diferencia esses falares é o ritmo da fala, mais lento e arrastado no falar baiano e mais veloz no falar paulista.

Essa intersecção de fatores diversos que configuram a língua do nosso Estado pode ser descrita como uma colcha de retalhos , mas há algo que nos torna únicos: é o UAI. Ah!.. esse não se diferencia em nenhum falar. É nossa marca registrada.É o orgulho de se mineiro, uai!

Fonte:http://www.devieira.com.br/jornaldeguidoval.com/educacao_16.htm

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