A importância das abelhas para a alimentação no mundo


Se as abelhas desaparecerem, ao homem restarão apenas quatro anos de vida?

Esta frase de Albert Einstein parece ridícula, mas admirador das abelhas que era, devia saber bem do que estava falando. 

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, as abelhas polinizam os frutos de 73% dos alimentos que consumimos. 




A extinção das abelhas pode levar a colapso mundial alimentar e essa realidade parece estar próxima. Cientistas alertam que colônias inteiras do inseto estão ameaçadas. A situação coloca em risco a própria produção de alimentos para os seres humanos, já que as abelhas desempenham papel fundamental na polinização das plantas.

O uso de pesticidas por fazendeiros em cultivos e colmeias pode embaralhar os circuitos cerebrais das abelhas. De acordo com artigo publicado na revista científica Nature Communications, a utilização desses produtos químicos afetaria a memória e a capacidade de navegação das abelhas melíferas (produtoras de mel).




No ano passado, a associação entre o desaparecimento de abelhas e o uso de agrotóxicos levou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a restringir a aplicação de quatro tipos de princípios ativos de inseticidas. Na época, o agrônomo, Quimet Toldrá, em entrevista à Radioagência NP, destacou a importância das abelhas para a produtividade de certas culturas agrícolas.

“A abelha européia, a nível mundial, é responsável por aproximadamente 75% da produção de frutos. No caso das maçãs, por exemplo, calcula-se que 90% da produção é responsável pela polinização das abelhas. Em outros cultivos, como o café, 60% se devem às abelhas”.




As abelhas são fundamentais para o funcionando do sistema agrícola. E, no Brasil, elas estão mais ameaçadas. Desde 2008, o país é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Segundo Quimet Toldrá, os impactos são instantâneos.

“A quantidade que está se jogando de agrotóxicos vai ter efeitos na biodiversidade. Não são efeitos às vezes até diretos, mas indiretos. Ou seja, vai se rompendo a cadeia de reprodução das plantas, de diferentes espécies vegetais.”



Nenhum comentário:

Postar um comentário