A divindidade do pôr-do-sol


Não há beleza maior, em minha opinião, que o pôr-do-sol. Aqui em nossa região é algo divino, romântico e emocionante.

Descrever a perfeição de D-us que possibilitou ao artista retratar com tanta inspiração uma dádiva divina, uma mistura de terreno com o celestial, é quase impossível.

Contemplar o céu com aquele ouro de variadas cores sem o coração estar ajoelhado em prece e os olhos marejados de lágrimas perfumas com a unção das emoções e o êxtase espiritual do coração.  Que sublime momento!

A emoção da natureza dormindo, arrancam suspiros, lágrimas de sensibilidade. A lágrima não é apenas expressão de dor e tristeza. É sobretudo a explosão divinal do coração, do espírito e do sentimento. As lágrimas dizem e exprimem o que os lábios não sabem nem podem realizar.  

As lágrimas são silenciosas porque na sua espiritualidade são alívio e consolação da própria dor. Num ambiente desse, as lágrimas escorrem de pura e profunda emoção Diane de tanta simplicidade e beleza produzida por D-us.

Quando o sol se vai, a natureza brilha como ouro, depois escurece. A cor escura não é símbolo da morte ou da tristeza, mas tão somente um diálogo vivencial da natureza.

E lá bem longe das árvores o sol que as coloriu de amarelo ouro se vai com todo o seu esplendor nos horizontes bem distantes.

Aos poetas, essa paisagem mostra-nos tantas cores que embelezam de espiritualidade motivam tantas emoções na sensibilidade, tanta reflexão na imaginação e tanta espiritualidade no coração, que eu ficaria ali em êxtase, se o tempo não nos roubasse o encanto espiritual e divino deste painel paradisíaco.


Texto de Arnaldo Silva - Fotojornalista e mora em Bom Despacho MG

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