A terra do Queijo “… Serro do Frio, do Jequitinhonha, das Minas Gerais…”

História: Foi em 1701 que teve início um arraial que daria origem à atual cidade do Serro.
O primeiro nome pode ter sido “Arraial do Ribeirão das Minas de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro do Frio” e há citações de “Arraial das Lavras Velhas” (sem registro oficial).
Em 1702, uma bandeira chefiada por Antônio Soares Ferreira descobriu as minas de ouro de Ivituruí, que em língua indígena significa Serro Frio, um “nevoeiro denso que invade a parte alta da serra, acarretando grande baixa de temperatura e sendo acompanhado de vento mais ou menos forte e constante”. O nome é também uma alusão ao clima típico de montanha predominante no município.
Passou a ser cidade, com a denominação de Serro, por lei provincial de 6 de março de 1838.
Sede de uma das quatro primeiras comarcas da Capitania das Minas Gerais, a antiga Vila do Príncipe, hoje, a cidade do Serro, ainda preserva características das vilas setecentistas mineiras.
Em 1938, todo seu acervo urbano-paisagístico é tombado pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ao longo do século XX, o desenvolvimento se deu através da criação de gado, base econômica da cidade – grande parte do leite é usado na fabricação do Queijo do Serro – e também da exploração de seu potencial para o turismo cultural e ecológico.


Igrejinha de Santa Rita. Fotografia de Lucas Nshimoto

Serro atual

Rodeada por montanhas, a cidade é muito procurada pela beleza de sua paisagem. O lugar tem boas alternativas para caminhar, descansar e contemplar a natureza. Uma área de 4700 ha do Parque Estadual do Itambé abrange os municípios do Serro, Santo Antônio do Itambé e Serra Azul de Minas. Este parque abriga diversas espécies animais, nascentes, cachoeiras e cabeceiras de rios que alimentam o Jequitinhonha e o Rio Doce. É um bom local para se observar a típica vegetação do Cerrado.
O conjunto de igrejas e o preservado casario colonial são o charme da cidade, também conhecida como a “”terra do queijo””. As atrações ficam próximas entre si, em ruas estreitas e íngremes . Os povoados de Milho Verde (a 22 km do Centro) e São Gonçalo do Rio das Pedras (29 km) são procurados por suas cachoeiras e trilhas.
Fica a 230 quilômetros de Belo Horizonte. É também uma importante Cidade do Caminho dos Diamantes e da Estrada Real, uma herança das minas que atraíram os Bandeirantes paulistas e nordestinos no século XVIII.
Fotografia de César Rocha

Atrações turísticas

  • Museu Regional Casa dos Ottoni (IPHAN).

  • Distrito de Milho Verde, a 25 km do centro.
  • Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, a 30 km do centro.
  • Pico do Itambé, a 20 km do centro.
  • APA das Águas Vertentes.
  • Festa do Cavalo do Serro
  • Festa do Queijo (feriado do 7 de setembro).
  • Festas religiosas tradicionais (Festa de Nossa Senhora do Rosário, Festa do Divino e outras).
  • Igreja Nossa Senhora da Conceição
  • Igreja Nossa Senhora do Carmo
  • Igreja Santa Rita
  • Igreja Nossa Senhora do Rosário
  • Igreja do Bom Jesus do Matozinho
  • Bica do Vigário: Localizada na sede do município é uma bica construída em estrutura de pedra sabão e calçamento em pé-de-moleque, onde aflora de dentro das pedras uma água límpida que dizem ser afrodisíaca.
  •  Cachoeira Carioca: Localizada próximo a sede do município, aproximadamente a uma distância de 26 km, com acesso caminho para carro.
  • Cachoeira Cascatinha : Localizada na Várzea do Rio do Peixe, a cachoeira fica a 6 Km da Sede do Município. Chega-se até ela por estrada de asfalto até bem próximo do local, via Diamantina/Serro. Apresenta baixo volume de água, com a presença de quatro pequenas quedas d’água e a formação de uma pequena praia de areia. A água é transparente e fria. A paisagem circundante apresenta árvores e gramíneas.
  • Cachoeira de São Gonçalo: Localizada no Centro do distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras apresenta uma queda de aproximadamente 10 metros de altura e pequeno volume de água, que desce por um paredão de pedras. Sua água é transparente.
  • Cachoeira do Moinho : Arredores da Fazenda do St. Constantino Ribeiro , no distrito de Milho Verde. Distância do Distrito : 2 km. Nos arredores de Milho Verde, conta com duas quedas d’água de aproximadamente 15 metros de altura, com águas límpidas e frias. Na cachoeira existe um poço de aproximadamente 30 metros de comprimento por 4 metros de largura, oferecendo possibilidade de banho.
  • Cachoeira do Moinho de Esteira: Localizada na BR 259, na altura do Km 430, antigo Moinho de Esteira – Serro. Distância da Sede do Município : 20 km. Meios de acessos ao atrativo : Rodoviário – estrada asfaltada.
    A cachoeira tem aproximadamente 200 metros de corredeira, passando por um túnel por debaixo do asfalto, dividindo-se em duas. Apresenta volume de água satisfatório, com poços de até 4 metros de largura, possui 3 pequenas quedas. Após o asfalto há dois poços com possibilidade de banhos, onde a água é limpa e fria. É perto da nascente do Rio Jequitinhonha.
  • Cachoeira do Pacu: Localizada no lugarejo Chamado Pacu, no distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, a 2 Km do distrito. A Cachoeira do Pacu possui, aproximadamente, 7 metros de altura. Com pouco volume de água, apresenta águas cristalinas. No local não há possibilidade de banho, o que acontece só ao longo do rio.
  • Cachoeira Grota Seca : Localizada nos arredores da Fazenda Grota Seca, no distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, apresenta um grande volume de água de cor turva, por causa do garimpo na área. Possui 30 quedas d’água que formam poços com possibilidade de banho, apesar das muitas pedras escorregadias existentes no local.
  • Cachoeira Malheiro: Localizada na Fazenda Malheiros ou Pedra Redonda, a cachoeira fica localizada a 10 Km da Sede do Município. Tem aproximadamente 5 metros de altura, sendo utilizada como tobogã. Forma dois poços com grande volume de água. A água é limpa e fria, saindo dentro de algumas pedras ou rochas. No local há possibilidade de banho
  • Calçada de Pedra : Está localizada entre Milho Verde e Três Barras. Calçada toda feita de pedras pelos escravos, por onde passavam os tropeiros.
Fotografia de Rodrigo Azevedo

Queijo do Serro

A cidade de Serro irradiou a produção do queijo que leva o seu nome para diversas regiões do país. O queijo do Serro tem um formato cilíndrico, de medidas determinadas, mas que podem diversificar dependendo da unidade produtora. A casca é esbranquiçada, quando fresca, e amarelada, quando maturado. A elasticidade da massa e sua resistência variam com o grau de maturidade do queijo, que atualmente é comercializado em média com dois a oito dias.
A fabricação desse guarda segredos únicos. O queijo do Serro é o motivo da festa que acontece em agosto no Parque de Exposições, com concurso leiteiro, shows e vaquejada.

Acesso Rodoviário

Belo Horizonte – BR 040 sentido Brasília, chegando em Paraopeba. Após 28 Km, virar à direita na BR135 em direção a Curvelo. Entrar na BR 259 sentido Inimutaba, passando por Ribeirão, Gouveia, Datas, Trinta Réis, Presidente Kubistchek até chegar em Serro.
Ou – MG 10 sentido Lagoa Santa, passando por Almeida, Cardeal Mota, Conceição do Mato Dentro, São Sebastião do Bom Sucesso até chegar em Serro.

Informações Úteis

prefeituraserro@uaivip.com.br

Fone: (38 ) 3541-1368
Serviço de Informação ao Turísta:
Fone: (38) 3541-1368
Fax: (38) 3541-1464

Fonte das Informações:https://michelechristine.wordpress.com/as-viagens-dicas/da-michele/serro-minas-gerais/
Fotografia de Paulo Sérgio Torres Procópio

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